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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Âmbar


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Âmbar polido
Coleção Pércio M. Branco
O âmbar, uma gema orgânica, é uma resina fóssil, formada há 30 milhões de anos, por um pinheiro, o Pinus succinites. 
Ele era conhecido já na Idade da Pedra, quando se lhe, atribuía propriedades sobrenaturais, e a peça de âmbar mais antiga que se conhece é um prato encontrado em um acampamento de caçadores de renas, perto de Hamburgo, na Alemanha.
O historiador Plínio conta que esse material era tão valioso que um pequeno pedaço dele valia mais que um escravo. Por volta de 1400, na maior parte da Europa era ilegal possuí-lo sem autorização, mas nos séculos XVII e XVIII tornou-se popular seu uso em obras de arte.
Depois de um período de menos prestígio, voltou a ser valorizado após a Segunda Guerra Mundial, através do Feliksas Daukantas, que encorajou artistas a mostrar a beleza do âmbar natural.
O âmbar forma blocos que chegam a ter mais de 10 kg. A maior peça conhecida é o Âmbar Birmânia, de 15,250 kg, pertencente ao Museu de História Natural de Londres.
Sua cor mais comum é a amarela, mas pode ser marrom, azulado, cinza, preto, vermelho e branco. Os mais raros são os vermelhos, brancos, verdes e sobretudo o azul, o mais raro e valioso âmbar que se conhece.
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Âmbar preto
(Tesouros da Terra)
O cozimento em azeite de semente de nabo elimina inclusões fluidas eventualmente existentes, melhorando a cor.
O âmbar é transparente a semitranslúcido,  séctil (pode ser cortada em lascas) e muito leve (flutua na água do mar). A dureza é muito baixa: 2,0 a  2,5.  Quando queimado, exala aroma agradável.   
Se atritado contra um pano de lã, fica eletrizado e consegue atrair pedaços de papel. Por isso, era chamado, na Grécia antiga, de elektron.
Muitas vezes, o âmbar contém, em seu interior fosseis animais, principalmente insetos, secundariamente aracnídeos, que viviam na época em que a resina se formou e que nela ficaram aprisionados. Material desse tipo é muito valorizado por seu valor científico. Nada menos de 3.000 espécies animais já foram encontradas em âmbar, 85% delas já extintas.
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Âmbar com insetos (Pipe, 2008)
O âmbar é muito usado como gema e em objetos ornamentais, com lapidação facetada, em cabuchão ou simples polimento. De todo o âmbar produzido, cerca de 15% têm qualidade para uso em jóias.
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Âmbar
Museu de Geologia da CPRM
Foto: P. M. Branco
Ele é imitado por várias substâncias, sobretudo plásticos, mas todas essas imitações dele diferem por serem mais densas. Também pode ser imitado por alguns vidros, que são mais duros e mais densos, além de frios ao tato. 
O âmbar é produzido principalmente na Alemanha e na Rússia, vindo a seguir a Itália. Cerca de 90% da produção provém da região do mar Báltico. No Brasil, nunca foi encontrado.

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