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segunda-feira, 30 de abril de 2012

AS TURMALINAS


AS TURMALINAS
Por Pércio de Moraes Branco - Geólogo
e-mail: museugeo@pa.cprm.gov.br
As turmalinas, assim como as granadas, são umgrupo de gemas que compreende várias espécies, e não uma única espécie com diversas variedades, como é o caso do quartzo.
O nome vem do cingalês turmali, nome dados àsgemas que provinham do Ceilão (hoje Sri Lanka).
Entre as características mais marcantes dessasgemas está sem dúvida a grande variedade de cores que apresentam e a grande freqüência com que se vêem duas ou mais cores em um mesmocristal. O quartzo é também rico em cores, mas normalmente cada gema tem uma só delas.
Os cristais colunares e prismáticas das turmalinas podem ter cores diferentes nas duas extremidades e ainda uma terceira cor no centro. Ou podem ter uma cor na parte externa e outras internamente, distribuídas de modo concêntrico.
*fonte: enciclopédia de minerais - petr korbel & milan nova

Este é o caso da gema popularmente conhecida como turmalina melancia, que é verde externamente e vermelha ou rosa no centro.
Das várias espécies que compõem esse grupo, as mais conhecidas são a schorlita, de cor preta, e aelbaíta. A schorlita é a mais comum de todas, mas não costuma ser lapidada. Já a elbaíta possui a maioria das variedades gemológicas, que recebem nomes de acordo com sua cor: a rubelita é rosa (do lat. rubellus = avermelhado); a verdelita é verde; aindicolita tem cor azul (do grego indikós = índigo) e aacroíta, é incolor (do gr. a = privado + khroma = cor).
As turmalinas com duas cores são chamadas genericamente de turmalinas bicolores.
Das variedades citadas, a rubelita é a mais valiosa, embora costume conter muitas fraturas.
*fonte: enciclopédia de minerais - petr korbel & milan nova
Mas, valiosa mesmo é a variedade conhecida comercialmente como turmalina Paraíba, descoberta em 1989, no estado que lhe dá o nome. Tem uma rara cor azul, classificada ora como azul néonora como azul elétrico ou ainda azul fluorescente.
Os cristais de turmalina costumam ter faces curvas e bem estriadas segundo o maior comprimento. Essa morfologia é muito típica do grupo e muito útil na identificação dos cristais no estado bruto. Mas, pode haver turmalinas também com faces planas e sem estrias.
Em 1978, em Minas Gerais, o garimpeiro Jonas de Souza Lima encontrou quatro agregados cristalinos com rubelitas fantásticas. Um, que ele chamou deFlor-de-Lis, tinha 50 kg; outro, o Tarugo, tinha 80 kg; um terceiro, o Foguete, pesou 120 kg e a Joninha, 320 kg.
Os maiores produtores de turmalinas são o Brasil,Namíbia e Estados Unidos.


*turmalina encontrada em minas gerais e pertencente à coleção álvaro lúcio. foto calendário da serrana-cimbagé
Clique na imagem abaixo
*foto: gemas do mundo, de walter schumann

2 comentários:

  1. 123


    As Rubelitas são as mais prestigiadas e procuradas pedras preciosas produzidas pela Mina do Cruzeiro. O tom vermelho rosado intenso das nossas pedras é reconhecido como o mais belo do mundo.

    A Pedra
    em construção

    Influência Quântico-Energética
    Trata-se de uma das pedras da tríade do Chakra do Coração. Pode-se usá-la em conjunto com o quartzo rosa e a kunzita.

    Traz alegria, entusiasmo e amor à vida. Motiva segurança para amar, expressar e partilhar sentimentos, tornando as pessoas mais aberta para novas experiências.

    Revigora o coração, a sabedoria, a força de vontade. Ativa a criatividade e fertilidade. Protege o corpo em exposição demasiada à radiação.

    A Rubelita é associada às terapias das doenças do sistema digestivo, do coração, dos pulmões, do pâncreas, do aparato reprodutor e para o fortalecimento das artérias e veias.

    As Rubelitas e Turmalinas Rosas tem funções muito similares onde a Rubelita terá um pouco mais de influência no Chakra Umbilical (Svadisthana) e a Turmalina Rosa no Chackra Cardíaco (Anahata), porém, ambas podem ser usadas nos dois Chakras.

    Relações:

    Energia receptiva;
    Chackras Cardíaco (Anahata) e Umbilical (Svadisthana);
    Elementos Água e Fogo;
    Planetas Marte, Júpter e Plutão;
    Signos Sagitário e Escorpião.
    Obs.: as indicações terapêuticas não invalidam os tratamentos médicos que devem ser mantidos sob orientação do profissional competente.

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  2. Do sertão para a Champs Elysées
    Turmalina brasileira avaliada em US$ 1,3 milhão desperta a cobiça de grifes internacionais como Chanel e Dior.

    Por Guilherme QUEIROZ

    Diz o ditado que o diamante é o melhor amigo das mulheres. Mas a depender de beleza, raridade e preço, uma candidata desponta para tomar o posto da mais prestigiada das gemas na preferência feminina: a turmalina brasileira. De cores que variam do vermelho ao verde, do bicolor ao azul neon – a mais famosa e rara –, a pedra atiça o desejo de amantes de joias mundo afora. E, mais recentemente, de joalheiros e colecionadores. O motivo é um novo achado no Seridó, região do semiárido na divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte e um dos poucos recantos do planeta onde se pode encontrar a gema. No fim de abril, cinco garimpeiros escavaram uma pedra bicolor, de tom verde numa extremidade e âmbar na outra, no município de Picuí.

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    Na balança, a gema pesou impressionantes 804 gramas – aproximadamente o tamanho de um punho fechado –, o que faz dela a maior e já desenterrada no mundo. Rara pelo porte, a pedra foi vendida, segundo relatos da cooperativa dos mineradores local e do governo da Paraíba, por US$ 1,3 milhão a um empresário de Belo Horizonte, e está guardada num cofre da capital mineira. Logo deve mudar de casa. Seu provável destino é o acervo de um colecionador ou o portfólio de uma grande joalheria para ser lapidada – além de nomes nacionais como H.Stern e Amsterdam Sauer, são potenciais interessadas grifes como Chanel e Dior, as maiores compradoras desse tipo de raridade. Segundo especialistas ouvidos pela DINHEIRO, o valor desembolsado pela pedra é elevado e indica qualidade, embora o preço costume embutir certa subjetividade de quem a avalia.

    “Cada pedra é uma pedra. Por esse valor, tudo indica que está fora do mercado”, diz Hecliton Santini, presidente do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM). Turmalinas bicolores também são bastante procuradas por joalheiros para confeccionar peças que exploram as duas tonalidades. O valor da gema é determinado pela pureza das cores, nitidez da divisa entre elas e ausência de fissuras. “A turmalina bicolor ganha em valor muito mais pela qualidade das cores do que por sua raridade”, afirmou Dino Psomopoulos, gemólogo da Amsterdam Sauer, uma das principais joalherias nacionais. O interesse – e o preço pago – pela turmalina encontrada pelos cinco garimpeiros não é incomum. Suas variedades mais valiosas costumam superar os US$ 500 o quilate.

    A mais famosa e cobiçada delas é conhecida como turmalina Paraíba. Encontrada pela primeira vez em 1989, em num garimpo em São José da Batalha, na Paraíba, a pedra teve suas reservas esgotadas pouco tempo depois. Pela exclusividade, seu preço superou o do diamante, chegando a custar US$ 30 mil o quilate, contra US$ 25 mil da gema mais conhecida. Só mais recentemente, turmalinas similares à estrela brasileira começaram a ser encontradas na Nigéria e em Moçambique. “As brasileiras costumam valer o dobro das africanas”, diz Santini. Além de joalherias nacionais como Amsterdam Sauer e H.Stern, grifes internacionais como Chanel e Dior têm joias confeccionadas a partir da mais nobre das turmalinas para seus clientes mais exclusivos.

    Um broche da Chanel cravejado com diamantes e uma grande turmalina no centro, por exemplo, está avaliado em € 1,5 milhão. Mas nada se compara à Ethereal Carolina Divine Paraíba. De propriedade do milionário canadense Vincent Boucher, ela tem 191,87 quilates e está avaliada entre US$ 25 milhões e US$ 125 milhões e, desde o ano passado figura no Guinness – o livro dos recordes – como a maior turmalina lapidada do mundo. Apesar de badalada, a pedra ainda é pouco conhecida no Brasil. Tampouco é pouco divulgado o retorno que traz para os cofres brasileiros. Entre maio e janeiro deste ano, o País exportou US$ 1,1 bilhão em pedras preciosas e joias, 35% a mais que no mesmo período do ano passado. Desses, US$ 1,1 milhão foram em diamantes, brutos e lapidados. Sobre as turmalinas, não se sabe.

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