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segunda-feira, 30 de abril de 2012

A esmeralda


A esmeralda é uma gema sobre a qual se podem escrever páginas e páginas, ou falar horas a fio. Seja por sua história milenar, seja pelo seu grande valor como gema, ou ainda por suas características gemológicas, que incluem sofisticados processos de síntese e de tratamento, ela ocupa merecidamente lugar de destaque no estudo das pedras preciosas.
Pelas limitações desse espaço, porém, apresentamos apenas algumas de suas caracte-rísticas mais marcantes, que não podem ser ignoradas por quem aprecia as gemas ou a esmeralda em particular.
Como a água-marinha e o heliodoro, a esmeralda é uma variedade do mineral chamado berilo.  Ela tem cor verde, em tom médio a escuro, devida à presença principalmente de cromo. Segundo o Gemological Institute of América (GIA), a esmeralda deve ter pelo menos 0,1% de óxido de cromo (Cr2O3), do contrário será simplesmente berilo verde. Este é o caso de certos berilos brasileiros cuja cor verde se deve ao vanádio.
No estado bruto, forma cristais prismáticos, hexagonais, translúcidos a transparentes, de brilho vítreo. Tem dureza 7,5 a 8,0 e densidade relativa 2,70.
O cromo, que lhe dá cor verde, entra na composição do berilo substituindo o alumínio. Isso enfraquece a estrutura cristalina do mineral, o que explica as abundantes fraturas, características da esmeralda, que impedem que se consigam gemas perfeitamente límpidas, a não ser muito pequenas, com uns poucos quilates.
É usualmente encontrada em rochas como micaxistos e pegmatitos e apresenta freqüentemente inclusões de mica, pirita (carvão), tremolita, cloreto de sódio, calcita ou ainda água ou gás carbônico. A presença de inclusões de pirita, mica, gás ou água é indício seguro de que a esmeralda é natural e não sintética. O estudo dessas inclusões é muito importante, pois permite, não apenas determinar se a gema é natural, mas também, muitas vezes, de que país ela provém.
O filtro de Chelsea, um dos equipamentos usados para identificação de esmeralda. Mostra que esta gema, vista através dele, fica vermelha, o que só ocorre com poucas pedras preciosas verdes (por ex. demantóide e zircão). Se a cor vermelha for muito viva, trata-se de esmeralda sintética.
A esmeralda é geralmente lapidada em um tipo facetado próprio, chamado de lapidação esmeralda, cuja mesa é retangular ou quadrada, com os cantos cortados. Pode ser lapidada também em cabuchão e pêra.
Essa gema já era comercializada 2.000 anos antes de Cristo, na Babilônia (atual Iraque), mas foi rara até à época do Renascimento, quando se descobriram as jazidas sul-americanas. Entre as esmeraldas que se tornaram famosas, estão a “Kakovin”, a “Imperador Jehangir”, a “Hooker” e a “Devonshire”.
Os principais produtores são a Colômbia, Zâmbia, Zimbábue, Tanzânia, Madagascar e Brasil. As primeiras minas de esmeralda surgiram no Egito, mas já não há produção nesse país. O Brasil tomou-se, na década de 1980, importante produtor, com a sua produção concentrada em Goiás (Santa Teresinha de Goiás) e na Bahia (Carnaíba) e Salinha (Sr.Arpad Szuecs proprietário do alvará). Em Minas Gerais (Santana dos Ferros), também há esmeralda.
A lapidação é feita no Rio de Janeiro e em São Paulo, principalmente. É um trabalho quase exclusivamente manual, usando-se mecanização apenas para as gemas mais pobres.
A esmeralda é um dos três minerais-gema mais valiosos (os outros são o rubi e o diamante), em razão de sua cor, principalmente. As gemas de melhor qualidade (excelente ou ex-tra), com 5 a 8 ct, podem valer até US$ 5.600 por quilate. Gemas de mesmo peso com qualida-de média variam de US$ 100 a US$ 580/ct.
Em decorrência do seu alto valor, a esmeralda vem sendo sintetizada e imitada há bastante tempo. Em caráter comercial, a produção começou em 1940 nos EUA (Califórnia), com Carrol F. Chatham, mas a primeira vez que foi sintetizada foi em 1935, na Alemanha, pela I.G. FarberIndustrie. Até hoje, EUA e Alemanha são os principais produtores. Ao contrário do que acontece com outros minerais, toda a produção de pedras sintéticas destina-se à joalheria.
A esmeralda pode ser confundida com turmalina verde, dioptásio, demantóide, diopsídio, hiddenita, grossulária, uvarovita e peridoto.
Ela costuma ser lavada com ácidos para remover impurezas localizadas nas fraturas que se ligam ao exterior e, a seguir, imersa em óleos ou resinas, visando a avivar sua beleza natu-ral.  Nunca se deve usar ultra-som para essa limpeza.
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Cristal de esmeralda no estado bruto
Fonte: O Mundo das Esmeraldas, de Jules Sauer
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Hooker, esmeralda de 75,47 quilates (27 mm) e excepcional pureza, do Museu de História Natural da Smithsonian Institution.
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Cristal de esmeralda da Bahia

CITRINO

Uma das gemas mais apreciadas e usadas é o citrino, nome que se dá ao quartzo de cor amarela ou alaranjada, raramente vermelha, cor esta devida à presença de ferro.

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É uma gema que ocorre como cristais transparentes, de brilho vítreo, dureza 7,0 e densidade 2,65.  Não tem clivagem nem fluorescência. 
É relativamente raro na natureza e a maior parte das gemas comercializadas são obtidas por aquecimento de ametista ou quartzo enfumaçado. Esse tratamento dá gemas tão boas que acabam atingindo os mesmos preços do citrino natural.  
Os principais produtores de citrino natural são o Brasil e a Escócia, destacando-se, em nosso país, os estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Ocorre também nos Estados Unidos, Madagascar, Espanha, Rússia e França.
Embora mais raro que a ametista, outra variedade gemológica do quartzo, é mais barato que ela. Gemas lapidadas de 10 a 25 quilates, por exemplo, têm preços entre US$ 0,50 e 20 por quilate, dependendo da qualidade da cor (Boletim Referencial de Preços de Diamantes e Gemas de Cor). 
O citrino é semelhante ao topázio-imperial e, não por acaso, muito vendida como se fosse topázio. Segundo R. H. Jahns, 80% das gemas vendidas no mundo como topázio são na verdade citrino.  Por isso, os consumidores devem ficar atentos a nomes comerciais como topázio Rio Grande, topázio Palmeira, topázio Bahia, topázio-da-boêmia, topázio-da-serra, topázio-de-ouro, topázio-dos-joalheiros, topázio Madagascar, topázio-ocidental, topázio-ouro e topázio-saxônico. Tudo isso é citrino, como também é citrino o que se vende como pseudotopázio, quartzo-topázio, topázio-citrino e topázio-quartzo.
O nome dessa gema vem do latim citrinus, por sua cor, semelhante à das frutas cítricas.
 
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Cristal de citrino
Charcas, México
(Korbel & Novák – Enciclopédia de Minerais)
 
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Drusa de citrino obtido a partir de ametista
Rio Grande do Sul
Coleção Pércio M. Branco
 
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Citrinos lapidados obtidos de ametista
(Sauer – Brasil Paraíso de Pedras Preciosas)

kunzita


 
 ImageUma das gemas mais apreciadas, embora seja daquelas menos tradicionais, por ser muito rara, a kunzita destaca-se por sua bela cor rosada, às vezes lilás ou violeta-clara. Ela é, como a hiddenita , uma variedade de espodumênio, um silicato de lítio e alumínio.
 
 A kunzita, que é assim chamada em homenagem ao gemólogo G. F. Kunz, é transparente, forma cristais prismáticos longos, de brilho vítreo, com uma clivagem perfeita, o que dificulta sua lapidação. Nas superfícies de clivagem, o brilho mostra-se nacarado. Image
 
 ImageA cor pode enfraquecer se a gema for exposta de modo prolongado ao sol. Exposta aos raios X, a kunzita fica verde (cor da hiddenita ), mas retoma a cor original se aquecida a 200 oC.  Kunzitas com tons marrons ou verde-violeta podem ter a cor melhorada por tratamento térmico.

 Seu valor é tanto maior quanto mais intensa for a cor. Gemas lapidadas com 1 a 20 quilates valem entre 20 e 60 dólares por quilate.A maior kunzitaconhecida foi descoberta em Governador Valadares MG). Tinha 7,410 kg.
Minas Gerais é um dos maiores produtores mundiais desta gema, que tem ainda, com grandes fornecedores os EUA (Califórnia), Myanmar e Madagascar.
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RUBI


Uma das gemas mais famosas e mais valiosas, o rubi é um coríndon de cor vermelha, cor esta devida à presença de cromo.  Forma geralmente pequenos cristais hexagonais de brilho vítreo e dureza muito alta (9,0).
Ele ocorre em mármores dolomíticos, basaltos decompostos e cascalhos. Pode ser confundido com o espinélio, almandina, jacinto, piropo, topázio e rubelita.
Quando não tem qualidade para uso como gema, é empregado em relógios e outros aparelhos de precisão bem como na produção de raios laser.
rubi é geralmente lapidado em cabuchão, estilo usado sempre nas gemas com asterismo.
O maior rubi conhecido foi descoberto nos Estados Unidos. No estado bruto tinha 694,2g. Lapidado, forneceu várias gemas, a maior delas com 750 ct. Sua qualidade, porém, não era boa.
Segundo os astrólogos, é a pedra dos nascidos sob o signo de Carneiro. No século IV, era símbolo do amor. Antigamente, era usado para combater epidemias, pesadelos e melancolia e para de aumentar a inteligência e curar desgostos amorosos. Acreditava-se também que combatia a obesidade.
Ele é produzido principalmente em Myanmar, Tailândia e Vietname. Outros produtores importantes são Quênia e Tanzânia. É raro no Brasil, existindo na Bahia e em Santa Catarina.


 Image Rubi bruto de Myanmar (Foto: Gems and Jewelry, de Joel Arem)
 
 Rubi bruto do Afeganistão. (Foto: Enciclopédia de Minerais, de Korbel & Novák) Image
rubi é uma das quatro gemas mais valiosas, destacando-se principalmente as pedras vermelho-escuras, levemente púrpuras. O rubi de Myanmar de melhor qualidade (extra fine), sem tratamento, com 4 a 5 ct, vale entre US$ 28.000 e US$ 40.000/ct. Gemas maiores que isso não têm cotação de mercado, sendo o preço acertado entre compradores e vendedores.
Rubis sintéticos são produzidos desde 1885, pelo menos.
 Image Rubi em cristal de calcita. (Foto: Minerais e Pedras Preciosas, Ed. Globo)
Ao contrário do que ocorre com a esmeralda sintética, os rubis sintéticos são usados principalmente com fins industriais. Eles diferem dos rubis naturais em vários aspectos: a fluorescência, por exemplo, costuma ser mais fraca nas gemas naturais. A fosforescência não aparece nestas, sendo, porém, vista nas gemas sintéticas. Com o passar do tempo, o rubi sintético perde o seu brilho.
Seu nome vem do latim rubidus (vermelho).
 Broche de rubis e diamantes do século XIX. (Foto: Minerais e Pedras Preciosas - Editora Globo) Image

OS GARIMPOS

Como é bem sabido, o estado de Minas Gerais tem uma produção de gemas importantíssima tanto em quantidade quanto em qualidade. Dezenas de diferentes pedras preciosas ali são extraídas e vendidas para todo o mundo.
Essa produção, na sua quase totalidade, provém de garimpos, ou seja, de lavras rudimentares, onde homens sem conhecimento técnico e usando ferramentas simples, abrem galerias que podem totalizar muitas dezenas de metros de extensão, situadas dezenas de metros abaixo da superfície. A iluminação é escassa, o acesso à frente de trabalho é geralmente feito em condições muito precárias, mas nada disso tira o ânimo dos trabalhadores, pelo menos  enquanto as gemas estão aparecendo. 
casa da foto 1 é, a um só tempo, depósito, abrigo, cozinha, etc. 
A foto 2 mostra a entrada de um desses garimpos, localizado a 18 km da cidade de Governador Valadares.  Uma simples abertura num barranco, com cerca de 80 cm de largura. A ela se segue uma galeria igualmente estreita e descendente.

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foto 1

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foto 2
Em alguns garimpos, o acesso é feito por poços verticais, de modo igualmente precário, embora algumas dessas escavações sejam revestidas com manilhas, como a que se vê na foto 3.

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foto 3
Após a detonação dos explosivos, é preciso esperar que uma máquina jogue para fora toda a fumaça, para só então retomar os trabalhos (Foto 4)
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foto 4 
O acesso precário e tão simples ao interior do garimpo não lembra em nada a riqueza que jaz lá em baixo. Água-marinha, turmalina, cristal-de-rocha, apatita e outras gemas, além de belas peças para coleção, como lindos agregados de cleavelandita e grandes cristais de muscovita, reluzem sob a luz fraca das lâmpadas instaladas pelos garimpeiros.
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foto 5
A fig. 5 mostra uma das paredes do garimpo, com turmalina (preta), água-marinha (azul), e cleavelandita (branca).
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foto 6
Cleavelandita e mica
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foto 7
Cristal de schorlita (turmalina preta) de 7 x 0,3 cm

Tanzanita


Tanzanita é o nome comercial de uma valiosa variedade gemológica de zoisita, de cor azul-safira, devida ao vanádio (tem 0,02% V).
Foi descoberta em 1967 nos montes Mererani, perto de Arusha e do monte Kilimandjaro, no norte da Tanzânia (daí seu nome).
 
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Logo após sua descoberta, tornou-se muito conhecida e admirada, principalmente nos Estados Unidos, onde foi muito promovida pela joalheria Tiffany, responsável, aliás, pela escolha do seu nome.
É uma gema transparente, de dureza 6,5 a 7,5 e densidade 3,35.
A Tanzânia é ainda a única fonte de tanzanita conhecida, e lá existem também zoisitas de outras cores que, aquecidas a 380°C, ficam azul-safira, com reflexos roxos. A própria tanzanita é, na maioria das vezes, submetida a esse tratamento se não para mudar a cor, pelo menos para melhorar sua cor azul natural. Gemas com a cor obtida dessa maneira têm o mesmo preço que as de cor azul natural.
A tanzanita é valiosa sobretudo por sua cor e pela sua raridade.
A maior tanzanita lapidada conhecida tem 737,81 quilates
Uma das mais famosas gemas dessa variedade é a "Rainha do Kilimanjaro", de 242 quilates. 
 
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Tanzanitas brutas e lapidadas

O PARADOXO DO OURO



 
 
O PARADOXO DO OUROImprimirE-mail

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Peça pertencente aos tesouros encontrado  na tumba de Tutancâmon 
 
O Ouro é conhecido a mais de 6000 anos, já presente nas artes, adornos e rituais das primeiras civilizações. Metal extremamente dúctil e maleável não reage com ar nem com a água. Estas características, fizeram do ouro, matéria prima de grandes trabalhos artísticos durante a história da humanidade, dando a elas uma incomparável durabilidade a qual podemos comprovar nas antigas obras encontradas em perfeito estado de conservação.
Além das características físicas, o ouro possui  intrinsecamente valores “mágicos”, divinos. Ele é o valor absoluto e seus significados são amplos e paradoxais.
Para as antigas civilizações era o metal do Sol, seus raios ao penetrar na terra se transformavam em ouro.
Wilson Chaves nos mostra no livro: Ouro, suas histórias, seus encantos, seu valor; a magia deste metal que acreditava-se possuir a força do Sol tornando o ser humano corajoso, forte e generoso como o próprio Sol. O rei, ao usarem a coroa, recebe esta energia por sua cabeça e a transmite aos seus súditos. O mesmo acontece com os sacerdotes que usam um anel como condutor desta energia.


“O antigo costume que ainda sobrevive, de usar brincos, braceletes, colares e broches de ouro prende-se a tal crença. O furo nos lóbulos das orelhas para se fixarem brincos de ouro favorecia, acreditava-se, a expulsão das substâncias impuras do corpo com a presença do nobre metal.”
Wilson Chaves


Há um paradoxo que  leva o ouro do divino em seu uso religioso, ao profano em seu emprego laico representando poder e prestígio. Hoje, grande parte destes valores são transferidos para a joalheria, principal forma de se trabalhar e adornar-se com este metal.
Vindo do fundo da terra os materiais utilizados pela joalheria carregam o fascínio e a culpa como é colocado por Roland Barthes em: Inéditos vol. 3 – Imagem e Moda.
 
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Barras de Ouro
 
“Durante muito tempo, durante séculos e talvez milênios, a jóia preciosa foi essencialmente uma substância mineral; fosse diamante ou metal, pedra ou ouro, ela sempre vinha das profundezas da terra, daquele coração ao mesmo tempo sombrio e abrasado do qual só vem os produtos endurecidos e esfriados; ... daquelas ínferas cavernas em que a imaginação mítica da humanidade colocou ao mesmo tempo os mortos, os tesouros e a culpa.”

Durante a história, os principais materiais utilizados na joalheria foram: o ouro, as pedras, o diamante e as pérolas. Cada qual com seus significados:

O ouro é a dualidade do sagrado e divino, versus, terreno e profano.
As pedras como inerte, imóvel e dureza: a essência.
O diamante representa a pureza fria, a infecundidade, mas também o brilho, o fogo: sedução X pureza.
A pérola: feminilidade, castidade e sabedoria.

Encontramos o ouro e a joalheria em um lugar único no inconsciente de nossa sociedade. Este material fascina, seduz e encanta por sua beleza, durabilidade  e significados.


“A motivação do uso das jóias escapa ao estatuto dos objetos chamados simplesmente, de utilitários, a razão para seu uso é de outra ordem. O ouro, metal comumente empregado na fabricação das jóias, vem exercendo seu fascínio desde o tempo das sociedades primitivas até hoje. Sem nunca ter se prestado para o fabrico de armas ou mesmo de ferramentas, objetos úteis à sobrevivência humana, o ouro vem, através dos tempos, simbolizando a luz, o sol, a própria vida e a transcendência. As jóias são repletas de significados, espécie de objetos mágicos que lidam com um universo múltiplo que flutua entre as questões da proteção, da distinção e da sedução.”

B ijuterias

Sempre há dúvidas pra quem esta pensando em iniciar um pequeno negócio.
No seguimento bijuterias o material é diversificado e muitas de nós
compramos as peças para montagem seguindo um curso que é ministrado dentro das lojas que vedem as peças e talvez não seja o primeiro caminho a se percorrer, é preciso analisar alguns pontos importantes antes de comprar peças e até mesmo antes de iniciar este negócio.

As dicas a seguir não fazem parte da "verdade suprema" e sim experiências vividas por alguém que resolveu fazer o seu próprio negócio, estudando, procurando aconselhamento com profissionais compententes e buscando em revistas do segmento, num jogo de erros e acertos, acreditando que há
mercado para todos e que podemos trabalhar de diversas maneiras dentro de um segmento.
Antes de comprar nas lojas de peças para montagem vá andar, isto mesmo, vá andar por aí vendo lojas, você vai verificar que existem vários tipos de segmentos da jovenzinha descolada, passando pela profissional do escritório indo até a mulher mais madura. Materiais sofisticados, folheados, ou os bem simples como os dos camelôs.

Compre alguma peça pronta na loja, ou então experimente, tente identificar o tipo de bijuteria que você quer desenvolver, para que segmento você quer trabalhar analise se você terá a habilidade necessária para fazer, desenhar e idealizar uma peça ou modificar o que esta em suas mãos aprimorando o que
já foi feito, compre revistas para referências elas ensinam a montagem de algumas peças e o material que você vai precisar.
Deixe um dia inteiro dedicado para a visita ao centro velho (25 de Março e Ladeira Porto Geral) antes de fazer suas compras faça uma lista o que você quer montar comprar desta maneira você vai gastar bem menos e evita a compra por impulso.

Âmbar


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Âmbar polido
Coleção Pércio M. Branco
O âmbar, uma gema orgânica, é uma resina fóssil, formada há 30 milhões de anos, por um pinheiro, o Pinus succinites. 
Ele era conhecido já na Idade da Pedra, quando se lhe, atribuía propriedades sobrenaturais, e a peça de âmbar mais antiga que se conhece é um prato encontrado em um acampamento de caçadores de renas, perto de Hamburgo, na Alemanha.
O historiador Plínio conta que esse material era tão valioso que um pequeno pedaço dele valia mais que um escravo. Por volta de 1400, na maior parte da Europa era ilegal possuí-lo sem autorização, mas nos séculos XVII e XVIII tornou-se popular seu uso em obras de arte.
Depois de um período de menos prestígio, voltou a ser valorizado após a Segunda Guerra Mundial, através do Feliksas Daukantas, que encorajou artistas a mostrar a beleza do âmbar natural.
O âmbar forma blocos que chegam a ter mais de 10 kg. A maior peça conhecida é o Âmbar Birmânia, de 15,250 kg, pertencente ao Museu de História Natural de Londres.
Sua cor mais comum é a amarela, mas pode ser marrom, azulado, cinza, preto, vermelho e branco. Os mais raros são os vermelhos, brancos, verdes e sobretudo o azul, o mais raro e valioso âmbar que se conhece.
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Âmbar preto
(Tesouros da Terra)
O cozimento em azeite de semente de nabo elimina inclusões fluidas eventualmente existentes, melhorando a cor.
O âmbar é transparente a semitranslúcido,  séctil (pode ser cortada em lascas) e muito leve (flutua na água do mar). A dureza é muito baixa: 2,0 a  2,5.  Quando queimado, exala aroma agradável.   
Se atritado contra um pano de lã, fica eletrizado e consegue atrair pedaços de papel. Por isso, era chamado, na Grécia antiga, de elektron.
Muitas vezes, o âmbar contém, em seu interior fosseis animais, principalmente insetos, secundariamente aracnídeos, que viviam na época em que a resina se formou e que nela ficaram aprisionados. Material desse tipo é muito valorizado por seu valor científico. Nada menos de 3.000 espécies animais já foram encontradas em âmbar, 85% delas já extintas.
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Âmbar com insetos (Pipe, 2008)
O âmbar é muito usado como gema e em objetos ornamentais, com lapidação facetada, em cabuchão ou simples polimento. De todo o âmbar produzido, cerca de 15% têm qualidade para uso em jóias.
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Âmbar
Museu de Geologia da CPRM
Foto: P. M. Branco
Ele é imitado por várias substâncias, sobretudo plásticos, mas todas essas imitações dele diferem por serem mais densas. Também pode ser imitado por alguns vidros, que são mais duros e mais densos, além de frios ao tato. 
O âmbar é produzido principalmente na Alemanha e na Rússia, vindo a seguir a Itália. Cerca de 90% da produção provém da região do mar Báltico. No Brasil, nunca foi encontrado.

Dioptásio.


Uma gema muito bonita, mas pouco conhecida é o dioptásio.
É um silicato hidratado de cobre – Cu6 Si6O18.6H2O – que geralmente forma cristais verdes, pequenos, prismáticos ou romboédricos, transparentes, de brilho vítreo a sub-adamantino.
É um mineral raro, transparente, que se assemelha à esmeralda. Ocorre na zona superficial dos veios de cobre, junto com calcita, malaquita, crisocola e outros minerais, principalmente em regiões desérticas.
É encontrado na Rússia (Sibéria), Chile, República Democrática do Congo, Cazaquistão, EUA e Namíbia. Deste último país vêm os melhores espécimens.
Por sua semelhança com a esmeralda, é também conhecido por esmeralda-do-congo e esmeraldina.
Joias com dioptásio não devem ser limpas com ultrassom, pois é uma gema bastante frágil.
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DRUSA DE DIOPTÁSIO
(Duda & Rejl - La Gran Enciclopedia de los Minerales)
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CRISTAIS DE DIOPTÁSIO
 (Korbel & Novak - Enciclopédia de Minerais)

AS TURMALINAS


AS TURMALINAS
Por Pércio de Moraes Branco - Geólogo
e-mail: museugeo@pa.cprm.gov.br
As turmalinas, assim como as granadas, são umgrupo de gemas que compreende várias espécies, e não uma única espécie com diversas variedades, como é o caso do quartzo.
O nome vem do cingalês turmali, nome dados àsgemas que provinham do Ceilão (hoje Sri Lanka).
Entre as características mais marcantes dessasgemas está sem dúvida a grande variedade de cores que apresentam e a grande freqüência com que se vêem duas ou mais cores em um mesmocristal. O quartzo é também rico em cores, mas normalmente cada gema tem uma só delas.
Os cristais colunares e prismáticas das turmalinas podem ter cores diferentes nas duas extremidades e ainda uma terceira cor no centro. Ou podem ter uma cor na parte externa e outras internamente, distribuídas de modo concêntrico.
*fonte: enciclopédia de minerais - petr korbel & milan nova

Este é o caso da gema popularmente conhecida como turmalina melancia, que é verde externamente e vermelha ou rosa no centro.
Das várias espécies que compõem esse grupo, as mais conhecidas são a schorlita, de cor preta, e aelbaíta. A schorlita é a mais comum de todas, mas não costuma ser lapidada. Já a elbaíta possui a maioria das variedades gemológicas, que recebem nomes de acordo com sua cor: a rubelita é rosa (do lat. rubellus = avermelhado); a verdelita é verde; aindicolita tem cor azul (do grego indikós = índigo) e aacroíta, é incolor (do gr. a = privado + khroma = cor).
As turmalinas com duas cores são chamadas genericamente de turmalinas bicolores.
Das variedades citadas, a rubelita é a mais valiosa, embora costume conter muitas fraturas.
*fonte: enciclopédia de minerais - petr korbel & milan nova
Mas, valiosa mesmo é a variedade conhecida comercialmente como turmalina Paraíba, descoberta em 1989, no estado que lhe dá o nome. Tem uma rara cor azul, classificada ora como azul néonora como azul elétrico ou ainda azul fluorescente.
Os cristais de turmalina costumam ter faces curvas e bem estriadas segundo o maior comprimento. Essa morfologia é muito típica do grupo e muito útil na identificação dos cristais no estado bruto. Mas, pode haver turmalinas também com faces planas e sem estrias.
Em 1978, em Minas Gerais, o garimpeiro Jonas de Souza Lima encontrou quatro agregados cristalinos com rubelitas fantásticas. Um, que ele chamou deFlor-de-Lis, tinha 50 kg; outro, o Tarugo, tinha 80 kg; um terceiro, o Foguete, pesou 120 kg e a Joninha, 320 kg.
Os maiores produtores de turmalinas são o Brasil,Namíbia e Estados Unidos.


*turmalina encontrada em minas gerais e pertencente à coleção álvaro lúcio. foto calendário da serrana-cimbagé
Clique na imagem abaixo
*foto: gemas do mundo, de walter schumann