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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Força feminina no garimpo


Força feminina no garimpo


Disposição que muitos homens não têm. Coragem para subir e descer o buraco com o apoio apenas de uma corda. A garimpeira Fabriciana Maria de Jesus é a única da área. "Não tenho medo descer. Se eu cair, a cova já está pronta, é só jogar terra. Ainda não encontrei uma pedra boa", conta ela.
O marido dela, Djalma Ferreira Viana, fica na sombra, acompanhando o trabalho. Diz que não pode ajudar porque sofreu um infarto. "Subir e descer não é comigo. Fico só olhando", diz ele.
E Fabriciana joga duro. É o dia inteiro batendo marreta no fundo do buraco. "É uma batalha. A pessoa entra de manhã, sai ao meio-dia, volta às 13h e sai à tardinha", relata a garimpeira.
Não há cansaço nem calor que façam Fabriciana desistir de sonhar.
"Se Deus me ajudar, eu vou sair malada, quer dizer, com uma mala de dólar. Só não quero que a mala abra no caminho. Porque aí eu vou perder o dólar para outros acharem. Vai ser trabalho jogador fora", diverte-se a garimpeira.

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