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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Terras-raras: Estados Unidos tenta, mas ainda não consegue reduzir a dependência da China

Terras-raras: Estados Unidos tenta,  mas ainda não consegue reduzir a dependência da China Apesar de ser uma questão estratégica e de grande importância, a produção americana de Terras-Raras não cresce na velocidade que o país quer. Muito pelo contrário, todas as grandes descobertas estão acontecendo na China ou, agora, na Coréia do Norte, uma inimiga declarada dos EUA.
Quem controla as TR também controla os metais que são os pilares da indústria de alta tecnologia que permite a revolução dos celulares, das TVs, dos armamentos ultramodernos, dos jatos de alta performance, catalizadores, lasers, sistemas de controle de mísseis, satélites, comunicação  e dos imãs de terras-raras, fundamentais em várias indústrias inclusive na mineração. Para um país como os EUA ser totalmente dependente de TR produzidas pela China e Coréia do Norte é um risco simplesmente enorme que deve ser evitado de qualquer forma. Uma possível solução para essa vulnerabilidade pode vir de um novo jazimento descoberto nos EUA que contém 5 dos TR mais críticos como o európio, neodímio, itérbio, praseodímio e o disprósio. Esse depósito chama-se Bear Lodge, que, para ser realmente importante terá que produzir, também, o ítrio entre os seus principais subprodutos.
Enquanto isso, do outro lado do mundo os chineses continuam, inexoravelmente, controlando tudo quando o assunto é terras-raras. Em 2013 as exportações aumentaram 38,3%. O país exportou nada menos do que 22.493t de TR. Segundo um relatório interno dos Estados Unidos, em 2010 a demanda mundial para os terras-raras era de 136.100 com uma produção mundial de 136.600t. Prevê-se que a demanda cresça, em 2015, para 210.000t.
E o Brasil? Podemos entrar nesse jogo e ter uma produção importante?
Nós temos a geologia favorável e as  Terras raras no Brasil vem sendo faladas e propagadas por muitas décadas. Nas décadas de 60-70  foram as areias monazíticas que fizeram manchetes.  O Brasil até teve uma produção modesta de TR provinda das monazitas de aluviões marinhos.
Posteriormente os grandes complexos carbonatíticos de Araxá, Catalão, Poços de Caldas, Mato Preto, Salitre e vários outros existentes principalmente em Minas e Goiás foram identificados como possíveis fontes de TR. Todos com grandes quantidades de TR.  Na Amazônia, permanece o Complexo de Seis Lagos totalmente abandonado apesar de enormes reservas de nióbio e terras raras. Aluviões marinhos ou até mesmo fluviais como os de Pitinga que tem cassiterita e xenotima também podem fornecer quantidades expressivas de TR. 
 Como se vê bem sabemos onde estão as nossas TR, mas, em nenhum caso, temos uma mina onde as TR são o principal produto. Em alguns casos como em Catalão os teores de TR são elevadíssimos atingindo 10%. Apesar de depósitos grandes e ricos mesmo assim as nossas terras raras continuam no chão a espera de investimentos, tecnologia e de vontade política.
Até quando?

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