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domingo, 28 de dezembro de 2014

Dragas reviram o rio Tapajós em busca de ouro e diamante

Dragas reviram o rio Tapajós em busca de ouro e diamante

Os riscos da bacia do Tapajós voltar novamente a ficar barrenta são cada vez maiores. Centenas de dragas, agora com maior potência e mais poder de destruição do meio ambiente, estão revirando o leito do rio e funcionando a todo vapor em busca de ouro e diamante.

Os riscos da bacia do Tapajós voltar novamente a ficar barrenta são cada vez maiores. Centenas de dragas, agora com maior potência e mais poder de destruição do meio ambiente, estão revirando o leito do rio e funcionando a todo vapor em busca de ouro e diamante.
Há décadas, a região do Tapajós é alvo de milhares de garimpos ilegais em busca de ouro e diamante. Depois de sofrer uma intensa fase de exploração durante os anos 70 e 80, a exploração ficou quase estagnada décadas seguintes. Nos últimos cinco anos, porém, o garimpo voltou a prosperar com força total, mas de maneira mais perversa ainda.
As novas tecnologias e a utilização de cianeto na apuração do ouro deram novo gás na exploração do mineral, mas pode ser mortal para várias espécies, entre elas o próprio homem.
A pressão cresce e os fiscais do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) com seu poder de atuação reduzido, praticamente assistem a agressão a um dos mais belos rios da Amazônia.
Mais grave, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) que deveria fiscalizar a atividade não possui agentes suficientes para coibir mais este desastre ambiental.
O Ministério de Minas e Energia tenta regularizar a atividade na região, e procura solução ao caos fundiário. Mas o próprio presidente do ICMBio, Roberto Vizentin, reconhece que quase tudo é ilegal.
“O garimpo é uma das questões que mais nos preocupa nessa região”, enfatiza.
Com tantos garimpos, é natural o aumento da ocupação irregular na região já marcada por conflitos fundiários. Segundo o Incra, entre 5 mil e 6 mil famílias demandam regularização de terras nestas áreas.

CIANETO Segundo estimativas atualmente há cerca de 60 mil homens trabalhando na extração de ouro e diamante na bacia do Tapajós. É mais da metade dos 110 mil garimpeiros que estão espalhados por toda a Amazônia.
Quase todo esse batalhão atua de forma irregular, seja utilizando materiais ou máquinas proibidas, seja agindo sem qualquer tipo de autorização e fiscalização. Antigamente era só o mercúrio, agora também o cianeto, produtos usados para apurar o ouro, que seguem direto para o leito dos afluentes e do próprio rio Tapajós.
Para complicar ainda mais a situação, os garimpeiros passaram a utilizar retroescavadeiras para cavar mais fundo o solo e chegar a camadas da terra ainda não explorada. Até cinco anos atrás, esse tipo de equipamento, conhecido como “PC”, não era usado na exploração do ouro. O número é impreciso, mas calcula-se que hoje há cerca de 150 retroescavadeiras revirando terras na bacia do Tapajós.
É muito fácil observar balsas carregando os equipamentos pelo rio. Apesar da ilegalidade total, tudo transcorre normalmente. O maquinário é caro. Uma “PC” nova, com todos os apetrechos, custa cerca de R$ 600 mil.
O alto preço, porém, não mete medo nos garimpeiros que apostam na falta de fiscalização da Sema e na alta lucratividade para ampliar ainda mais suas áreas de garimpo.

ELDORADO As ações dos garimpeiros aumentaram diante da escalada vertiginosa do preço do ouro que voltou a viabilizar que a bacia do Tapajós voltasse a ser alvo de ações de garimpo. O rio Tapajós voltou a ser um eldorado.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Mineração de Itaituba, a região está produzindo meia tonelada de ouro por mês, o que representa mais de 26 milhões de dólares, de acordo com o preço atual do metal. Há cinco anos, este volume mensal não passava de 200 quilos. “O preço disparou e o negócio voltou a atrair muita gente para o garimpo”, conta um empresário da cidade.
Em 2005, o preço da onça do ouro (31,10 gramas) teve média de US$ 445. Em 2009, a cotação dobrou e chegou a US$ 974 e não parou mais de subir. Hoje o preço da onça está em US$ 1.643.
A situação é grave, principalmente diante da falta de autorização para lavra, da maioria dos garimpeiros. Eles culpam a Sema de morosidade na liberação e regularização da exploração e sabedores da ineficiência do órgão, apostam quase todos na impunidade, para perpetrar mais este crime ambiental.

Garimpeiro Janjão: ”Ainda vejo no ouro o futuro de Itaituba e região do Tapajós”

Garimpeiro Janjão: ”Ainda vejo no ouro o futuro de Itaituba e região do Tapajós”

Janjão faz um relato de sua trajetória de vida do Maranhão até Itaituba

Garimpeiro Janjão
Garimpeiro Janjão
A garimpagem do Tapajós, após longa trajetória em sua produção, ganha novo componente que é o alto investimento em pesquisa e tecnologia. Mesmo com as controvérsias e os impasses das PLGS que atualmente estão “travando” um processo mais dinâmico na sua produção, isto muito mais que obstáculos têm servido de desafios a serem superados.
Desafios e um olhar diferenciado sobre o futuro dessa economia que ainda representa mais da metade do dinheiro que circula na região, tem sido a meta constante do garimpeiro Janjão, que com o sucesso de sua exploração aurífera abandonou a atividade empresarial (ramo de confecções e locação de motos) que tinha em Itaituba para se dedicar exclusivamente a garimpagem.
Janjão homenageado no dia do garimpeiro (21 de Julho)
Janjão homenageado no dia do garimpeiro (21 de Julho)
Mas consolidar um investimento de sucesso não foi tarefa das mais fáceis. Sem capital de giro suficiente para explorar ouro, Janjão como é mais conhecido, “na cara e na coragem” iniciou seu primeiro ciclo de exploração no Garimpo São Bento (o nome do garimpo é uma homenagem a sua cidade natal, São Bento, no Maranhão) numa atividade que perdurou 1977 a 1993 (documentado de acordo com a legislação mineral do País). Como um autêntico guerreiro que abre pausa numa luta, João Raimundo de Barros (Janjão) deu uma parada para retornar dessa vez com mais estrutura, já que iniciou com apenas três pares de máquina, mas tirava em méda 200 gramas/dia.
A determinação do ex-empresário no ramo de confecções e de locação de motos deu certo, Janjão, de forma estratégica como investidor visionário, com sua produção aumentando consideravelmente, no segundo ciclo de exploração adquiriu máquinas PCS se adequando ao novo ciclo de exploração com uso dessas máquinas, retirando 2até 4 kilos de ouro ao dia e para facilitar sua interação com Itaituba e região em sua infraestrutura, com duas aeronaves.
“Cheguei em 1976, de São Bento, do Maranhão, lá trabalhava como agricultor, vim ao Pará passando por Tomé Açu, onde trabalhei com o fazendeiro Jovino dos Reis Botelho, de diarista, tropeiro, empreiteiro e juquireiro”, disse Janjão.
Garimpo São Bento com alto investimento em PCS
Garimpo São Bento com alto investimento em PCS
João Raimundo de Barros que sintetizou acima sua jornada de saída do estado do Maranhão chegou ao nosso Estado ainda jovem, com 20 anos, com a cabeça cheia de sonhos e o coração repleto de esperança. Janjão diz que estudou somente na escola da vida, sendo aprovado com louvor na disciplina “Sofrimento e soube como vencer dificuldades”.
Sobre essa página virada em sua vida Janjão diz não ter nenhuma receita pronta, mas acredita que a fé em Deus seja a principal alavanca para quem quiser, como ele, galgar os diversos degraus da vida e se tornar um autêntico vencedor em qualquer ramo de atividade.

A Era do Ouro - 1/2

Novo modelo de exploração garimpeira proíbe uso de PCS e dragas no rio Tapajós

Novo modelo de exploração garimpeira proíbe uso de PCS e dragas no rio Tapajós

Prefeita Eliene Nunes, secretário José Colares e Jandira Rodrigues, durante reunião em Itaituba

Prefeita Eliene Nunes, secretário José Colares e Jandira Rodrigues, durante reunião em Itaituba
Prefeita Eliene Nunes, secretário José Colares e Jandira Rodrigues, durante reunião em Itaituba
Após sucessivas reuniões com debates, críticas e propostas, na noite de quinta-feira, dia 07, Itaituba criou um divisor de águas virando uma página que em sessenta anos de garimpagem ainda mantém um modelo de exploração arcaico e que agora entra em linha de vanguarda com uma visão mais ampla e de futuro.
Foi repassada par a Semma Estadual proposta de instrução normativa para a nova fase de exploração da atividade garimpeira no Tapajós. O documento foi elaborado por várias entidades de classe representativas da categoria, assim como também a Prefeitura, Câmara de vereadores, CDL, Associação Comercial e outros. O documento foi oficialmente assinado pelo Secretário de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Davi Leal; por José colares, Secretário de Estado de Meio Ambiente (Semma); Jandira Rodrigues, Secretária de Meio Ambiente e produção de Itaituba; DNPM, Prefeitura e mais doze entidades de classes de Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso.
A proposta objetiva a normatização da atividade garimpeira no Tapajós com a meta de minimizar impactos ambientais, e ajustar a conduta para que se torne viável a obtenção ou renovação de Licença Ambiental, que no documento ficou definida nas categorias, garimpo de com a utilização de escavadeiras hidráulicas (conhecida por PC), garimpo por meio de equipamento flutuante (dragas, balsas, Chupadeiras, balsinhas). De acordo com o secretário de estado José Colares, da Semma, a medida foi resultado de um pacto com Itaituba através dos representantes da garimpagem e outros segmentos empresariais, políticos, enfatizando que o Estado honrará o acordo, mas será rigoroso também para que tudo que foi estabelecido na instrução normativa seja também respeitado pelo setor  mineral.
Em sua primeira parte a instrução normativa traz orientações gerais para todos os tipos de garimpos onde será exigida daqui pra frente saúde e segurança do trabalhador, uso obrigatório de equipamentos de proteção individual, em área de garimpeiro sequeiro deve ser obrigatoriamente construído latrina e local para absorver resíduos sólidos com aterramento do lixo co distância mínima de 40 metros após o limite legal das Áreas de Proteção Permanente (APP).
Estabelece, ainda, que seja dado tratamento adequado ao resíduo reciclável (tais como óleo, pilha e outros, assim como também água fervida e filtrada para efeito de consumo. Os garimpos que utilizam bico jato e chupadeira (par de máquinas) deverá usar bico jato a uma distância mínima respeitando a área de amortecimento da Área de Proteção Permanente (APP), correspondente a margem do rio, de acordo com o que estabelece o Código Florestal.
Pepita de ouro pesando mais de 1 kg, extraída ilegalmente, numa prova de que é possível estender a legalidade para um universo maior de garimpeiros
Pepita de ouro pesando mais de 1 kg, extraída ilegalmente, numa prova de que é possível estender a legalidade para um universo maior de garimpeiros
Fica expressamente proibido a garimpagem com par de máquina em todos os afluentes diretos e indiretos do rio Tapajós, com a extração com par de máquina obedecendo várias recomendações entre elas dimensões máximas dos barrancos 20 x 20, avanço de lavra (exploração do barraco seguinte) só será permitido com a recuperação concomitante ao barranco anterior, sendo em um dos seus treze artigos também obrigatória a recuperação do relevo com reflorestamento da área total alterada após exaustão da atividade. Além do mais deverá ser apresentado um técnico responsável com ART para extração mineral e recuperação ambiental. Em relação ao garimpo que explora ouro com equipamentos flutuantes (dragas, balsas chupadeiras, barcos, escariantes, balsinha, chupão e outros) foram estabelecidas 9 condicionantes ficando proibido a utilização dos equipamentos flutuantes em todos os afluentes direto e indiretos do rio Tapajós. Por outro lado os equipamentos flutuantes para serem usados no rio tapajós deverá ser cadastrado com vistas ao controle e vistorias pela Semma e os órgãos de competência, deve atuar em uma distância mínima de 1000m de um equipamento flutuante para outro, ficando também mil metros distante da margem do rio Tapajós.
Também o equipamento flutuante só poderá usar bomba de especificação de até 16 polegadas. O estudo ambiental deve descrever o número de equipamentos flutuantes a serem utilizados na PLG atendendo as distâncias estabelecidas acima no rio Tapajós, sendo que será aceita apenas a quantidade de 40 equipamentos flutuantes. Sobre o uso de mercúrio o mesmo dever ser controlado em circuito fechado ou com equipamento sem utilização de mercúrio a ser estabelecido em regulamentação específica para o mercúrio, também deve ser apresentado um técnico responsável com ART para extração mineral.
Para as PCs torna-se obrigatório o cadastramento desse tipo de máquina com apresentação de documentos comprobatórios de nota fiscal de origem da PC junto ao órgão ambiental, pois o uso de escavadeiras hidráulicas só será permitido para o desenvolvimento de lavra em tiras”Strip mine” obedecendo as dimensões máximas de 15 x 50m. Também se faz necessário separar meio metro da capa do lacral para melhor recuperação do solo, sendo que o avanço de lavra (exploração da tira seguinte) só será permitido com a recuperação concomitante da tira anterior. Também deve ser apresentado um técnico responsável com ART para extração mineral e recuperação ambiental.
A assinatura do documento aconteceu por volta das 19 horas no auditório da Prefeitura onde os secretários de Estado, prefeita Eliene Nunes, representantes de sindicatos, cooperativas e associações assinaram o documento se comprometendo em cumprir os acordos estabelecidos em propostas tiradas de várias reuniões e também fizeram discursos reiterando o compromisso feito entre o Município, Estado e União para um evento considerado por eles como “histórico”.

Vale brilha menos e recebe grau BBB

Vale brilha menos e recebe grau BBB




A mineradora que um dia foi a segunda maior do mundo tem hoje um valor de mercado de US$42 bilhões.

O crescimento da Vale nos últimos quatro anos, mesmo quando o minério de ferro estava em ascendência, é negativo. As ações da empresa, que hoje valem $18 eram negociadas por $52 em janeiro de 2011. Uma queda de 65%.

É uma história de horror que trouxe enormes prejuízos para seus acionistas.

Hoje a Morningstar colocou a Vale no nível de crédito BBB. Isto significa, ao investidor, que a empresa já apresenta um risco moderado de não conseguir pagar os seus débitos.

Para uma empresa que já esteve no topo esse nível de risco, considerado por muitos como próximo de junk, é mais um fator para afugentar investidores.

Mesmo com todos esses problemas a Vale, uma empresa multinacional de capital aberto listada nas bolsas internacionais, sem consultar aos seus acionistas, agiu de forma estranha e foi uma das maiores doadoras da campanha de Dilma, junto com as suspeitíssimas  Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Odebrecht, OAS e Camargo Correia que hoje são acusadas na operação Lava a Jato.

Algo a ser considerado ou apenas mais um ato de mau gerenciamento do dinheiro dos acionistas?

sábado, 27 de dezembro de 2014

Angola deve faturar US$1.3 bilhões na venda de diamantes em 2014

Angola deve faturar  US$1.3 bilhões na venda de diamantes em 2014



Segundo o Ministro de Geologia e Mineração de Angola o país africano faturou US$1,2 bilhões na venda de seus diamantes até novembro deste ano. Parece que será fácil bater a meta de US$1,3 bilhões para o ano todo.

A principal produção de Angola vem do kimberlito de Catoca, a quarta maior mina de diamantes primários do mundo. O kimberlito de Catoca é controlado pelo consórcio formado pela  estatal Angolana Endiama, a russa Alrosa e pela Brasileira Odebrecht.

Petrobras a um passo do rebaixamento

Petrobras a um passo do rebaixamento



A agência de risco Moody´s colocou a Petrobras na fila para um possível rebaixamento. Isto ocorre uma vez que a Petrobras ainda não auditou o seu balancete, atrasado desde o fim do terceiro trimestre.

 Se isso ocorrer o grau atual de Baa2 pode se transformar em Baa3 ou até pior, o que, neste caso seria o fim do grau de investimento já que a petroleira está apenas dois níveis acima das empresas sem confiabilidade.

Isso afastará, imediatamente, os grandes fundos de ações que são proibidos de investir em empresas pouco seguras.

 As vendas de ações, resultantes do rebaixamento, forçariam novas quedas desvalorizando mais ainda as ações da estatal. Com um rebaixamento maior a Petrobras terá imensa dificuldade em se financiar no futuro próximo. 

Petrobras é processada por cidade americana

Petrobras é processada por cidade americana



A Petrobras está sendo processada em vários países pelos mais variados grupos. No entanto o último processo contra a estatal brasileira não foi feito por uma pessoa física, mas sim por uma cidade: Providence. A cidade está tentando recuperar as perdas em bônus, causadas pela corrupção de altos funcionários da Petrobras.

O caso foi registrado no dia 24 e responsabiliza a Petrobras e seus executivos, inclusive a CEO Graça Foster .

Assim como o processo contra Eike Batista a Petrobras e seus executivos são acusados de não informar sobre os problemas internos da empresa ao mercado, levando investidores ao prejuízo.

A cidade está procurando compensar os prejuízos que os investidores tiveram ao comprar os bônus e ações da Petrobras entre 2010 e 2014.

Esta nova tendência de responsabilizar os executivos poderá, eventualmente, colocar a Presidente Dilma no banco dos réus: ela era a Presidente do Conselho da Petrobras quando

A Petrobras e o mercado: quais são os poços que podem fechar com os preços do barril de petróleo abaixo de US$59.

A Petrobras e o mercado: quais são os poços que podem fechar com os preços do barril de petróleo abaixo de US$59. Ou, até onde a Petrobras consegue suportar um mercado em queda?



Nos últimos meses fomos surpreendidos pela forte queda dos preços do petróleo para níveis  de 2008.

Apesar dos óbvios benefícios econômicos existe um lado escuro nesta história que afeta os países produtores e os empregos criados na área do petróleo que atingem 40% do total de empregos gerados no mundo.

O impacto da queda nas petroleiras é, obviamente, direto e pode ser simplesmente mortal.

Até gigantes do petróleo como a Arábia Saudita começam a ter sérios prejuízos. Os Sauditas informam que terão um déficit de US$39 bilhões em 2015 se os preços se mantiverem nos patamares atuais.

Até onde os preços irão cair e por quanto tempo, são as perguntas que devem ser respondidas.

Alguns analistas juram que o petróleo, por razões históricas, deve se aproximar do preço do gás, como ocorria antes de 2007 e que a queda consequentemente é natural. Neste caso o preço do barril, que hoje gira em torno de US$58, ainda deve cair até o patamar de US$33.

O impacto na economia mundial de uma prolongada queda dos preços do óleo será, sem dúvida nenhuma, muito positivo e poderá iniciar um novo ciclo de crescimento econômico aliado a um superciclo de commodities.

Bom para a mineração e para vários setores da nossa economia.

Mas essa queda pode, também, levar de roldão a nossa maior e mais importante empresa: a Petrobras.

Como veremos, neste cenário, as consequências serão desastrosas.

Será que a Petrobras resiste uma queda nos preços desta magnitude? Ou melhor, até onde a nossa estatal irá resistir antes de começar a fechar os poços de petróleo?

A resposta está, mais uma vez, no all-in sustaining cost (AISC) do barril produzido em cada poço. Este AISC, que a Petrobras não divulga, é o custo total de produção somado aos impostos, custos de manutenção presente e futuros e todos os demais custos durante a vida do poço até o custo final de fechamento. Tudo isso somado e dividido pela quantidade de barril produzido é o AISC do petróleo.

Hoje a mineração está se adequando às novas exigências do mercado, sempre em busca de maior transparência. É o caso da mineração de ouro que sistematicamente publica o AISC.

Infelizmente não é o caso da Petrobras ou da Vale, que se recusam a publicar o AISC impedindo aos acionistas de ver qual é a situação real da empresa em um determinado momento.

No gráfico ao lado, gerado por Ed Morse, especialista renomado na área de energia, que conseguiu informações fidedignas sobre os custos de empate (break-even) de alguns dos principais poços da Petrobras plotados contra a produção projetada em 2020.

É importante salientar que o break-even destes poços é menor do que o AISC pois ele só relaciona os custos diretos de produção. Ou seja, se considerado o custo total de empate (o AISC)  a situação fica ainda pior.

No gráfico vemos que, com o barril a US$58, três grandes campos brasileiros já estão no vermelho.

É o caso de Libra, Piracucá e Panoramix.

Libra foi manchete há dois meses atrás, quando foi leiloado. O consórcio ganhador tem a Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC e pagou à União R$15 bilhões como bônus de assinatura.

Menos mal, já que o País recebeu alguma coisa por um campo que já se encontra no vermelho e que tem um break-even de quase US$70/barril. Libra, que era a cereja no bolo da Petrobras, onde se concentrava a maior reserva do Brasil, com 12 milhões de barris de Petróleo, não entrará em produção aos preços do petróleo atual. Um prejuízo bilionário ao país (41,65%) e à Petrobras que tem 40% e a operação.

Esperava-se que Libra iria dobrar as reservas de petróleo do Brasil...

Outro campo antieconômico é o Piracucá, com um break-even próximo dos US$70/barril, onde a Repsol acredita em um volume “in situ”, preliminar, de 550 milhões de barris. Piracucá está situado no bloco BM-S-7, nas águas da Bacia de Santos. Outro poço da Repsol, o Panoramix, também na Bacia de Santos, com uma produção de 1.570 barris por dia também deverá ser fechado com os preços atuais.


Libra
Com custos mais baixos, mas ameaçados no curtíssimo prazo estão os poços Maromba, Carcará e Júpiter, todos com break-even entre US$58 a US$50 por barril.

O mais importante destes é o de Carcará onde foi encontrado um grande reservatório, com 470 metros de espessura, 50% maior do que o de Libra contendo petróleo de melhor qualidade e de altíssima pressão, talvez a maior reserva já registrada na área do pré-sal.

Carcará, onde espera-se uma produção superior a 40.000 barris por dia, não irá sobreviver se o preço do barril cair abaixo de US$50. Outro prejuízo bilionário.

O campo de Júpiter, mais um que não vai sobreviver com preço abaixo de US$50/barril, tem uma reserva potencial grande. Nele foi intersectada uma coluna de hidrocarbonetos com cerca de 313 metros, com rochas apresentando boas condições de porosidade e permeabilidade. Júpiter é controlado pelo consórcio operado pela Petrobras, com 80%, em parceria com a Petrogal Brasil, com 20%.  Além da capa de gás, o poço confirmou uma coluna de óleo de cerca de 87 metros.

Se o preço do barril afundar mais ainda ultrapassando o patamar de US$50 e chegando aos US$40 o desastre será simplesmente imenso.

A maioria dos poços do pré-sal como o gigante Lula, antigo Tupi, com reservas estimadas entre 5 a 8 bilhões de barris de petróleo de alta qualidade e o Tupi Sul com reservatórios de excelente qualidade, em rochas carbonáticas, junto com vários outros, serão inviabilizados. Neste grupo está, também, o Carioca que a Agência Nacional de Petróleo propalou que seria o terceiro maior campo de petróleo do mundo. O megacampo deve ter sido a maior descoberta de petróleo em 30 anos segundo a ANP.  Nesta faixa de break-even os importantes campos Peregrino, Itaipu e Iara ficarão, também, antieconômicos.

Se o barril cair aos US$40 veremos a produção da Petrobras colapsar e a empresa irá se reduzir aos poucos poços com custos operacionais entre US$30 a US$40 como os do campo Papa-Terra com capacidade diária planejada de mais de 140 mil barris de óleo cru ou Bauna e Piracaba com produção de 24 mil bpd de óleo leve.

Será o fim de uma era.

Se os analistas estiverem certos e o preço migrar para US$33/barril, o pior dos cenários, a Petrobras como conhecemos deixará de existir, restando somente a parte da importação, refino e distribuição.

Arábia Saudita sofre com a queda do petróleo

Arábia Saudita sofre com a queda do petróleo


Arábia Saudita já projeta um enorme déficit para 2015, de US$38,6 bilhões, devido à queda dos preços do petróleo.

É o primeiro déficit desde 2011.

No país o petróleo é responsável por 90% do PIB. Mesmo assim a Arábia Saudita não irá diminuir os investimentos fixados em US$229,3 bilhões, já que dispõe de uma reserva fiscal de US$750 bilhões, que poderá ser usada caso necessário.

O país de 28 milhões de habitantes produz 9,6 bilhões de barris por dia, quatro vezes mais do que o Brasil produz.

Economia da Índia cresce e acelera importações de minério de ferro

Economia da Índia cresce e acelera importações de minério de ferro



A Índia tem o décimo maior PIB do mundo e o terceiro maior baseado na paridade do poder aquisitivo (PPP). É uma economia gigantesca que cresce a 5% ao ano o que não poderia deixar de impactar os mercados mundiais.

Pouco tempo atrás a Índia era a terceira maior exportadora de minério de ferro do planeta. No entanto, com a queda dos preços, o país simplesmente parou de exportar minério. Hoje os mineradores indianos, que produzem um minério de mais baixa qualidade, focam no mercado interno.

Mesmo assim a Índia continua precisando de uma grande quantidade de minério para manter a sua gigantesca economia crescendo a 5% ao ano.

Somente nos primeiros sete meses de 2014 a importação de minério de ferro, atingiu 6,8 milhões de toneladas. A maioria deste minério vem da África do Sul (40%) e da Austrália (15%).

Mesmo com as mineradoras locais em plena produção, os analistas esperam que a demanda do aço deva crescer em janeiro de 2015, forçando o país a importar mais minério de ferro.

Somente uma siderurgia indiana, a JSW Steel pretende importar mais do que 10 milhões de toneladas no ano que vem.

Com essa estratégia a Índia está causando um sério enxugamento do minério de ferro no mercado mundial.

Por um lado ela deixou de exportar mais de 120 milhões de toneladas por ano e pelo outro importa, ou retira do mercado, outras 20 milhões de toneladas.

Em outras palavras, somente a Índia irá subtrair mais de 140 milhões de toneladas do minério de ferro do mercado mundial em 2015.

Este minério era destinado aos portos chineses...

Some-se a este número toda a produção que desapareceu após o fechamento de dezenas de minas em 2014 e veremos que o tão propalado aumento da oferta da Vale + Rio + BHP não será assim tão impactante.

É até possível que em 2015 vejamos um forte crescimento nos preços do minério de ferro, ao contrário do que, todos os analistas predizem: um novo bull...

Foto: mina de minério de ferro da estatal indiana NMDC

Ouro Roxo é fechado

Ouro Roxo é fechado 




A mineradora Ouro Roxo, atuando no Garimpo Ouro Roxo foi fechada por ordem da Justiça Federal.

Ouro Roxo é um dos jazimentos de ouro descobertos pela Rio tinto na década de 90. Desde então ele vem sendo garimpado e mais recentemente submetido a uma pequena lavra pela mineradora Ouro Roxo, que negociou  com os garimpeiros.

Ouro Roxo tem uma história conturbada e violenta que levou à morte o geólogo Nelson Bueno, um dos acionistas do empreendimento, misteriosamente assassinado em Manaus.

A lavra foi paralisada pelo Juiz Rafael Leite por irregularidades no licenciamento ambiental.



Foto: Foto histórica de uma escavação onde foi descoberto o primeiro filão do Ouro Roxo

Ouro sobe e mineradoras recebem um presente da Natal

Ouro sobe e mineradoras recebem um presente da Natal



A maioria das mineradoras de ouro do mundo teve uma forte alta hoje. O motivo, como não podia ser diferente, uma subida de mais de 2% do ouro e um sentimento positivo por parte dos investidores.

O ouro fechou no spot em US$1.194,21, bem acima dos US$1.170 de segunda-feira. O ouro futuro reflete as expectativas do mercado e, também, fechou em alta.

A Yamana Gold fechou em forte alta, de 4,37%, assim como a Anglo Gold, com 5,13%. A maior mineradora de ouro do mundo, a Barrick, não decepcionou e teve uma alta de 1,78%.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Surto de garimpo destrói floresta e divide índios no Pará

Surto de garimpo destrói floresta e divide índios no Pará

Motivados pelo preço do ouro, cerca de 5 mil garimpeiros atuam dentro da Terra Indígena Kayapó, um dos últimos redutos de mata nativa no Estado.

A Funai diz que há por volta de 25 frentes ativas de garimpo dentro da Terra Indígena (Foto: Ibama/BBC)A Funai diz que há por volta de 25 frentes ativas de garimpo dentro da Terra Indígena
Alimentado pelos preços em alta do ouro, um novo surto de garimpo ilegal está se alastrando com rapidez e gerando destruição numa das últimas áreas de floresta amazônica no sudeste do Pará. Com máquinas pesadas, os garimpeiros avançam por territórios habitados pelo povo kayapó e assediam os índios, que estão divididos quanto à atividade.
Alguns líderes kayapós passaram a tolerar o garimpo em suas terras em troca de um percentual dos lucros. Eles dizem precisar dos recursos para sustentar as aldeias e cobram do governo políticas que lhes permitam abrir mão das receitas.
A atividade, porém, é ilegal, e seu combate compete ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Fundação Nacional do Índio (Funai).
Segundo Thaís Dias Gonçalves, coordenadora geral de monitoramento territorial da Funai, a Terra Indígena (TI) Kayapó, em Ourilândia do Norte, é a área indígena do país onde a atividade garimpeira é mais intensa.
A Funai diz que há por volta de 25 frentes ativas de garimpo dentro da TI. O território – que ocupa cerca de 33 mil quilômetros quadrados, área equivalente à de Alagoas e do Distrito Federal somados – é quase inteiramente coberto por mata nativa.
O garimpo é o ilícito ambiental mais grave que o Ibama enfrenta hoje no país"
Luciano de Menezes Evaristo, diretor de proteção ambiental do Ibama
A TI Kayapó convive com surtos esporádicos de garimpo há décadas. Segundo a Funai, porém, a atividade alcançou níveis sem precedentes nos últimos meses.
A BBC Brasil acompanhou uma operação contra o garimpo na área na semana passada. De helicóptero ou avião, veem-se as enormes clareiras com lagos artificiais abertos pelas escavadeiras. Algumas frentes de garimpo têm cerca de 40 quilômetros quadrados, o equivalente a dez campos de futebol. Nos rios que cruzam a terra dos kayapó, cerca de 90 balsas reviram o solo em busca do metal.
Os agentes do Ibama e da Funai desceram em algumas minas e deram prazo de dez dias para que os garimpeiros deixassem o local. Os órgãos estimam que haja na terra indígena entre 4 e 5 mil garimpeiros, o equivalente a quase um terço do total de índios na área (16 mil). Segundo os agentes, quem ficar será expulso e terá seus equipamentos destruídos.
Moradores da região dizem que o garimpo poluiu os rios e reduziu drasticamente o número de peixes. Para separar e aglutinar o metal, garimpeiros usam mercúrio e cianeto, duas substâncias tóxicas.
"O garimpo é o ilícito ambiental mais grave que o Ibama enfrenta hoje no país", diz à BBC Brasil o diretor de proteção ambiental do órgão, Luciano de Menezes Evaristo.
Evaristo cita, além da destruição causada pela atividade, suas consequências sociais. "O garimpo traz no seu bojo uma decadência: com ele vêm o tráfico de drogas, a prostituição e a exploração do trabalho infantil."
O diretor do Ibama afirma que os casos de garimpo no país têm se multiplicado, especialmente no Pará. Segundo Evaristo, outro ponto crítico no Estado é a bacia do rio Tapajós, no oeste paraense, onde há pelo menos 3 mil frentes da atividade.
O diretor do Ibama atribuiu o surto ao bom preço do metal. Considerado um investimento seguro em tempos de instabilidade na economia, o ouro valia cerca de US$ 800 dólares a onça (31 gramas) no fim de 2007. Hoje vale US$ 1.297.
Índios divididos
Moradores da região dizem que o garimpo poluiu os rios e reduziu drasticamente o número de peixes (Foto: Ibama/BBC)Moradores da região dizem que o garimpo poluiu os rios e reduziu drasticamente o número de peixes (Foto: Ibama/BBC)
Na semana passada, a BBC Brasil acompanhou uma reunião na sede da Funai em Tucumã em que o Ibama informou autoridades locais e cerca de 15 líderes kayapós sobre a operação contra o garimpo.
Alguns índios se queixaram da ação e disseram que a atividade ajuda a sustentar suas aldeias. Segundo eles, os garimpeiros pagam às comunidades um percentual de seus lucros.
O cacique Niti Kayapó, da aldeia Kikretum, afirmou que o dinheiro do garimpo tem lhe ajudado a pagar o aluguel de tratores usados na colheita de castanha – atividade que, segundo ele, é a principal fonte de renda de sua comunidade.
"Eu preciso ter alguma coisa para a comunidade. Se vocês (governo) disserem que têm um projeto de 300, 500 mil reais para nós, a gente vai lá e tira os garimpeiros. Mas vocês não têm."
Houve um bate-boca quando um índio disse que o garimpo em área vizinha à sua aldeia tinha poluído a água usada por sua comunidade. A maioria dos líderes presentes assinou uma carta pedindo que os garimpeiros fossem expulsos da TI.
Na reunião, os índios também pediram às autoridades que pressionassem a mineradora Vale a executar seu plano de compensação por ter implantado uma mina a 34 quilômetros da TI.
Para mitigar o impacto na área da mina Onça Puma, que produz ferroníquel, a empresa se comprometeu, entre outras ações, a construir uma casa de apoio para indígenas em Ourilândia do Norte e financiar projetos de geração de renda nas aldeias.
Segundo a Funai, as ações, que vêm sendo negociadas há quase uma década, custarão cerca de R$ 3,5 milhões. Nesta semana, 70 índios foram à sede da mineradora em Redenção para reforçar a cobrança. Em nota à BBC Brasil, a mineradora disse que o plano começará a vigorar em agosto.
Os índios também cobram da estatal Eletrobrás e do consórcio Norte Energia que cumpram o compromisso de financiar projetos de geração de renda nas aldeias. O acordo é uma contrapartida pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, que fica a cerca de 500 quilômetros da TI Kayapó, rio Xingu abaixo.
Em nota, a Eletrobrás afirmou que os projetos devem ser pactuados com os índios até o fim de 2014 e executados a partir de 2015. Serão destinados R$ 1,5 milhão por ano às ações, ao longo de três anos.
Segundo Thaís Dias Gonçalves, coordenadora geral de monitoramento territorial da Funai, somente serão contempladas pelos programas da Vale e da Eletrobrás/Norte Energia as aldeias que não tenham qualquer envolvimento com o garimpo.
Ela afirma, no entanto, que os programas não serão capazes de competir com o garimpo em volume de recursos.
Para Gonçalves, erradicar a atividade na área de uma vez por todas exige um trabalho de inteligência policial, que identifique quem está lucrando com o negócio. "Tanto o garimpeiro quanto o indígena envolvido são parte muito pequena de uma cadeia fortíssima."

Brasil e França devem agir contra garimpo ilegal de ouro

Brasil e França devem agir contra garimpo ilegal de ouro


Brasília (DF) - Com a futura ratificação pelo Governo Federal de um acordo Brasil - França, aprovado no fim de 2013 pelo Congresso Nacional, os países deverão atuar em conjunto contra o garimpo ilegal de ouro em uma faixa de 150 quilômetros em ambos os lados da fronteira entre a Guiana Francesa e o estado do Amapá (confira o mapa). A aprovação do pacto pelo Câmara e pelo Senado aconteceu após 5 anos de tramitação, graças à passagem do presidente francês François Hollande pelo Brasil.

Conforme o acordo, “a extração ilegal do ouro ameaça a preservação do patrimônio ambiental do Planalto das Guianas e compromete a saúde e a segurança das populações que extraem os seus meios de subsistência da floresta” e por isso os países “se comprometeram a implantar um regime interno completo de regulamentação e controle das atividades de pesquisa e lavra de ouro nas zonas protegidas ou de interesse patrimonial.

O pacto prevê “a implantação de medidas necessárias para combater toda atividade de extração ilegal e comércio de ouro não transformado, especialmente as atividades de venda e revenda, e toda atividade de transporte, detenção, venda ou cessão de mercúrio efetuada sem autorização” e, ainda, “o confisco e, em última instância, a destruição dos bens, material e instrumentos utilizados para extrair o ouro ilegalmente”. Confira abaixo lista das unidades de conservação e terras indígenas no território atingido pelo acordo.

“O bloco de conservação do escudo das Guianas é de extrema relevância ecológica, pois conecta unidades de conservação ao norte, fora do Brasil, e outras áreas no noroeste do Pará, formando um mosaico com mais de 12 milhões de hectares, a maior faixa preservada de florestal tropical do planeta", lembrou Jean Timmers, superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil.

"Embora a atividade garimpeira no Amapá ainda seja vista, por vezes, como interessante do ponto de vista socioeconômico, na verdade traz prejuízos grandes aos trabalhadores, devido às péssimas condições de trabalho, além de graves prejuízos às áreas de conservação e às comunidades locais”, ressaltou.

O acordo Brasil - França para banir a exploração ilegal de ouro foi assinado no fim de 2008, nos governos dos então presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, no lançamento da obra da ponte que une os dois países sobre o Rio Oiapoque. No entanto, a demora na ratificação do acordo pelo Congresso Nacional, inclusive pela atuação de parlamentares ligados ao garimpo ilegal, fez crescer a degradação socioambiental e a violência na região. Se estimam em mais de 20 mil os brasileiros atuando com garimpo clandestino na Guiana Francesa.

Dois militares franceses foram mortos em junho de 2012, um cabo de 32 anos e um ajudante de 29 anos, quando integravam a Operação Harpia contra o garimpo clandestino regional. Dois outros policiais franceses foram feridos. Em abril do mesmo ano, cerca de 100 garimpeiros brasileiros foram presos na Guiana Francesa. Já em 2010, outros 1.500 estrangeiros em situação irregular haviam sido presos. Em 24 de junho passado, um barqueiro brasileiro foi morto por um policial francês na Guiana. Ele estaria transportando produtos clandestinos para um garimpo.

Além da violência, o garimpo ilegal de ouro usa mercúrio líquido. A substância é extremamente tóxica à saúde e serve para apartar o ouro de outros materiais, mas se dissemina no ambiente, na carne de peixes e de outros elos das cadeias alimentares. Para produzir um quilo de ouro, os garimpeiros clandestinos chegam a usar um quilo de mercúrio. A Rede WWF estima que 30 toneladas de mercúrio sejam descartadas no ambiente natural das Guianas a cada ano, inclusive dentro de áreas protegidas e de terras indígenas.

Na região alta do Rio Maroni (Suriname e Guiana Francesa), um terço dos habitantes de pequenas comunidades sofre com a contaminação por mercúrio, apresentando níveis acima dos estipulados pela Organização Mundial da Saúde. Até 15 milhões de pessoas estariam contaminadas pelo metal na América do Sul, África e Ásia.
A corrida do ouro ganhou força com a alta do preço do minério no mercado internacional após a crise financeira de 2008 e pelo aumento da demanda por jóias em países emergentes, como a Índia.

Em outubro passado, cerca de 140 países, incluindo o Brasil, aprovaram o texto final da Convenção de Minamata das Nações Unidas para banimento do uso de mercúrio até 2020. O tratado foi negociado por quatro anos e estabelece medidas de controle e de diminuição do uso e da produção da substância utilizada em vários produtos e processos industriais. A convenção entrará em vigor quando for ratificada por pelo menos 50 países.

"Defendemos e atuaremos para uma solução pacífica e que leve alternativas de trabalho e geração de renda de forma sustentável para as pessoas que hoje atuam com garimpo ilegal. A região tem alto potencial turístico, ampliado com a inauguração da ponte entre Brasil e França, e há possibilidade de concessões florestais para manejo madeireiro, por exemplo", lembou Jean Timmers, do WWF-Brasil.


Unidades de Conservação e Terras Indígenas atingidas total ou parcialmente pelo acordo

Brasil
Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque
Parque Nacional do Cabo Orange
Floresta Nacional do Amapá
Floresta Estadual do Amapá
TI Waiãpji
TI Uaçá
TI Parque do Tumucumaque

Guiana Francesa
Réserve Naturelle Nationale des Nouragues
Réserve Naturelle du Mont Grand Matoury
Réserve Naturelle Nationale des Marais de Kaw-Roura
Parc Naturel Regional de Guyane

1.800 ton. de mercúrio para produzir 295 ton. de ouro

1.800 ton. de mercúrio para produzir 295 ton. de ouro

Entre 1980 e 1988, os garimpos instalados na Amazônia Legal foram responsáveis pelo lançamento de 1.800 toneladas de mercúrio na região. Neste mesmo período, o Brasil produziu 295 toneladas de ouro, sendo que 216 saíram dos garimpos e o restante da exploração industrial. Isso sem contar a enorme produção contrabandeada. Estes dados constam de uma pesquisa do 5º Distrito do Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM, sediado em Belém, juntamente com o Centro Tecnológico da Universidade do Pará – UFPA. A partir da análise de 641 amostras de sangue, cabelo, peixes, urina, sedimentos e solo, abrangendo 16.690 hectares, que representam toda a área de garimpo da Amazônia, os técnicos concluíram que a região está vivendo uma “tragédia silenciosa”.
Velho Lutz faz severas críticas à caótica situação do meio ambiente no Brasil
Com a aprovação e simpatia dos ambientalistas, o agrônomo José Lutzenberger, primeiro titular da recém-criada Secretaria Nacional do Meio Ambiente – diretamente vinculada à Presidência da República – fez severas críticas à caótica situação do meio ambiente no Brasil. Lutz defendeu a abolição, pura e simples, dos incentivos fiscais para as empresas agropecuárias da Amazônia Legal, além de pedir o fim ou controle da garimpagem.
Lutzenberger demorou cerca de 20 dias para aceitar o convite do presidente Fernando Collor, tendo, nesse período, recebido inúmeros apelos, de seus pares ecologistas e até de entidades internacionais, para que não recusasse o cargo. A conversão de dívida externa em projetos de meio ambiente é uma das metas do novo secretário, que há tempos vem defendendo essa forma de aporte de recursos para o setor. A conversão da dívida foi muito criticada recentemente, tanto por alguns setores da esquerda como por militares, principalmente aqueles ligados à comunidade de informações e da até agora chamada segurança nacional. Lutzenberger, porém – tido como esquerdista por empresários e pelo antigo regime militar – garante que essa “troca” de dívida por projetos ambientais não afeta de maneira alguma a soberania do País, pois as áreas a serem preservadas não serão entregues aos banqueiros credores e nem qualquer organismo internacional pretende tirar nada do Brasil. “Nós é que faremos a preservação – enfatizou o novo secretário”. E para dar mais ênfase e ampliar a preocupação ambiental, além da nova secretaria, cada ministério terá o seu departamento ou setor de meio ambiente.

Disputa com mineradora em vilarejo na Amazônia testa direitos de garimpeiros

Disputa com mineradora em vilarejo na Amazônia testa direitos de garimpeiros

Ouro é usado como moeda em estabelecimentos de São José (PA)
Na extraordinária corrida que se seguiu à descoberta do ouro na bacia do rio Tapajós, em 1958, dezenas de milhares de garimpeiros se instalaram no local.
Apenas alguns enriqueceram. Mas a maioria conseguiu melhorar de vida, tendo lucrado mais do que se tivesse continuado extraindo borracha, pescando ou investindo na agricultura de subsistência.
Apesar de a atividade de ter diminuído nos últimos anos, muitos homens ainda trabalham de forma primitiva em minas de ouro ainda não cadastradas.
A descoberta de vastas reservas do metal precioso no subsolo coloca os garimpeiros em pé de guerra com as grandes empresas mineradoras, que reivindicam o direito de tocar essas riqueza, inacessíveis pelos métodos artesanais.
A aldeia de São José, que fica às margens do rio Pacu, no sul do Pará próximo ao Amazonas, está no centro de um conflito entre garimpeiros e a companhia Ouro Roxo Participações.
Há alguns anos, a Ouro Roxo Participações – parte do grupo de mineração canadense Albrook Gold Corporation – garantiu os direitos de exploração do subsolo na mina de Paxiuba, onde garimpeiros ainda extraem ouro com métodos tradicionais.
Em março de 2010, a Polícia Federal e autoridades do governo chegaram a ordenar a saída dos garimpeiros.
Após uma relutância inicial, eles acataram as ordens, mas argumentaram que suas famílias haviam vivido na região por mais de meio século e durante este tempo haviam adquirido direitos sobre a terra.
Cidade tem quatro bares que funcionam como bordéis nos fins de semana
O líder garimpeiro José Gilmar de Araujo diz que desde então eles vêm tentando legalizar as atividades de mineração, tendo levado seu pleito até Brasília.
"Mas não estamos chegando a lugar nenhum", disse.

Vida de minerador

São José não é mais tão agitada como antigamente, mas continua sendo um local onde os garimpeiros se encontram com prostitutas ou para beber no final do dia.
As lojas em torno da praça central, que funciona também como campo de futebol, vende produtos a preços inflacionados.
Comerciantes cobram mais de R$10 por um quilo de cebolas, usando pequenas balanças para medir o pagamento em ouro.
Há quatro bordéis. Durante a semana, mulheres entediadas passam o tempo em torno dos bares, servindo bebidas.
Mas no final de semana, as casas ganham vida.
Os garimpeiros chegam das minas próximas e, depois de extraírem seu ouro, gastam o dinheiro ganho com suor.
No início, havia muita violência em São José, segundo os residentes. "Quando cheguei em 1986, alguém era morto quase todo dia", relembra Ozimar Alves de Jesus, dono de um bordel.
Mas hoje o lugar é bastante tranquilo. Traficantes são convidados a deixar o local, e associações de moradores se reúnem com frequência para resolver qualquer problema da comunidade.
A prostituição é aceita. Há muitos casos de mulheres que chegam para trabalhar nos bordéis, casam com garimpeiros e abrem pequenos negócios na cidade.

Cassino

O trabalho dos garimpeiros é árduo e imprevisível. Para muitos, é esse o aspecto mais sedutor da vida de um garimpeiro. "É meio como ir a um cassino", confessa um deles, ao contar como volta diversas vezes à mesma mina, na esperança de encontrar algo.
O principal problema deles é o futuro incerto da mina - e o poder das grandes mineradoras.
Garimpeiros reclamam da dificuldade para conseguirem se regularizar
"Essas empresas chegam e todas as portas se abrem", diz o garimpeiro José de Alencar. "Eles conseguem regularizar a situação do dia para noite. Parece que há uma lei para as grandes mineradoras e outra para nós."
Depois da expulsão de 2010, os garimpeiros passaram três anos tentando obter permissão para retornar à mina Paxiuba.
Em 12 de junho de 2013, eles cansaram de esperar e decidiram agir, retomando o controle do lugar.
Gilmar Araújo, o líder garimpeiro, disse que a decisão foi tomada por "necessidade econômica".
"Colocamos todo o nosso dinheiro nessa mina. Seria o nosso fim se não pudéssemos produzir nenhum ouro."
E desde então eles continuam trabalhando na mina. Enquanto isso, a Ouro Roxo Participações está perdendo dinheiro - e está irritada.
"Se eles permaneceram lá, vão tornar o projeto todo inviável para nós, por conta do dano que estão causando lá", disse Dirceu Santos Frederico, um dos acionistas da empresa.
"Os garimpeiros não evoluem. Eles estão presos na cultura da pobreza, da prostituição e das drogas."
Frederico atua como representante da Ouro Roxo na região. Em documentos obtidos pela reportagem, ele assina em nome da empresa.
A BBC também ligou duas vezes para o escritório que a Ouro Roxo mantém na cidade de São Paulo, sem conseguir contato com nenhum outro representante da companhia até o fechamento do reportagem, além de tentar contato com a Albrook no Canadá, que não quis fazer comentários.

Tensão

Acionista de mineradora diz que garimpeiros estão 'presos na cultura da pobreza'
De acordo com o advogado dos garimpeiros, Antônio Joâo Brito Alves, o conflito está enfrentando uma escalada. Ele afirma ter sofrido ameaças de Frederico, que teria dito que o advogado e sua família "sofreriam as consequências" se ele não desistir do caso de Paxiuba.
Frederico nega com veemência a acusação.
As ramificações desse conflito, no entanto, têm implicações que vão muito além das margens do rio Pacu.
Se os garimpeiros ganharem, ou se receberem uma considerável indenização por terem de deixar a mina, muitas outras comunidades garimpeiras podem fazer a mesma demanda.
Assim, o vilarejo de São José tem se tornado um improvável teste de uma batalha muito mais ampla sobre o direito dos garimpeiros.

Alexandrita - - Familia(s) : crisoberilos, oxidos

Alexandrita

>> Familia(s) : crisoberilos, oxidos

A variedade de crisoberilo a mais rara carrega o nome do futuro Tsar Alexandre II pois ela foi descoberta no Oural, em 1930, dia da sua maior idade e suas 2 cores: o verde e o vermelho eram as cores imerialis.
Ela é chamada também de "pedra camaleão" ou ainda "bela do dia, bela da noite".
Suas cores mudam conforme a luz que a clareia : verde, certas vezes azulada na luz do dia, vermelha violetada (vermelho framboesa para as mais raras e belas) sob luz artificial assim como na luz incandecente. Ela é uma gema unica e misteriosa, uma verdadeira curiosidade. Essa mudança de cor sendo tão acentuada numa gema espessa. Essa variação de cor é função da origem da gema e é consequência do cromo.
Somente o diamante e os corindons (rubi, safira) têm dureza superior à ela, o que a torna uma pedra ideal para a joalheria. a variedade chatoyante "olho de gato" devido às inclusões é também muito cotada. Podendo se confundir com granadas que mudam de cor.

Local de extração

As mais belas alexandritas foram exploradas na Russia numa jazida de Oural, às margens do rio Takavaïa, que produzia também esperaldas. Hoje, encontra-se belos cristais no Sri-Lanka onde um enorme cristal foi extraido em 1876, no Zimbabwe, no Brasil, na Birmânia, nos Estados Unidos, na India, na Tanzânia e na Tasmânia.


Utilização em joalheria

As variedades puras e claras são lapidadas em facetas, ja as que possuem inclusões, em cabochão.
Ela é uma das gemas mais procuradas atualmente, as pedras proporcionam uma mudança muito nitida de cor, são raras e atingem preços elevadissimos. As da Russia são consideradas como sendo a mudança de cor mais acentuada.
O preço das belas alexandritas, puras e com uma bela mudança de cor, podem atingir o preço de um diamante do mesmo tamanho.
Os cabochões "olho de gato" com mudanças de cor são também muito procurados e, se passam de 4 quilates, o preço é muito alto.
A alexandrita é a pedra de aniversario de 55 anos de casamento.

Cuidado e precaução no cotidiano

Gema bastante resistente e facil manutenção. Ela é resistente ao calor e aos acidos

Litoterapia cultural e historica

Ela seria a pedra do equilibrio entre a força e a justiça, o poder e humildade, a agressividade e a doçura. Ela convém aos homens politicos; aos homens de negocios…lhes garantindo o sucesso, evitando-lhes os falsos passos.
Seu desempenho de equilibrio interviria ao nivel da circulação das energias entre o chakra coronal e o chakra racina.
Ela equilibraria tanto o fisico e o mental, criando um clima de serenidade facilitando as relações harmoniosas.

Imitações e tratamentos

Alexandrita sintética existe desde 1972, mas é cara a produção. Por outro lado, inumeras imitações são de corindons sintéticos, espinélios sintéticos. Ela é também imitada com dubletes de camadas de granada vermelho e fundo de vidro verde.As alexandritas sintéticas e os corindons sintéticos são fortemente fluorescentes em vermelho. A maioria das falsas alexandritas são corindons sintéticos.

Pedras historicas e legendas

A Smithsonian Institution em Washington conserva a maior alexandrita jamais encontrada de 66 quilates. Outras amostras historicas de grande qualidade estão conservadas no museu de Moscou, sejam cristais brutos ou lapidados.

MINA SUBMERSA DE DIAMANTE NA FOZ DO RIO JEQUITINHONHA (BA)

MINA SUBMERSA DE DIAMANTE NA FOZ DO RIO JEQUITINHONHA (BA)

SERVIÇO GEOLÓGICO INVESTIGA DIAMANTE NA BA

“Além de minérios, a CPRM está pesquisando a existência de uma "mina" submersa de diamantes, que teriam sido soterrados ao longo dos anos e estariam localizados no encontro do rio Jequitinhonha com o mar.

O Jequitinhonha nasce nos arredores de Diamantina (MG) e deságua no Atlântico, na região de Belmonte (BA).

Uma segunda expedição está fazendo a pesquisa sísmica na região.

Se comprovada a existência das pedras, Roberto Ventura, diretor de geologia e recursos minerais da CPRM, acredita que haverá grande demanda de empresas para explorar o local.

"Não vamos definir o volume de diamantes, só o indício, levando em conta que eles saíram da região de Diamantina, em Minas Gerais, e foram para lá", afirma Ventura.”

O seu diamante

seu Diamante

Ametista : conheça o Garimpo das Pedras

Ametista : conheça o Garimpo das Pedras

Localizado em território do município de Marabá, a 60 quilômetros do centro de Parauapebas, o Garimpo das Pedras foi descoberto há 27 anos por garimpeiros da região. De lá para cá, as jazidas têm produzido e comercializado milhares e milhares de toneladas de pedras de ametista para o Brasil e o mundo, tornando-se a segunda maior jazida do mundo, em termo de quantidade de reserva.
No último domingo (23), a reportagem da Sucursal do CORREIO DO TOCANTINS em Parauapebas esteve na Vila Garimpo das Pedras e conversou com exclusividade com a ex-deputada estadual Elza Abussafi Miranda, membro da família detentora da área onde se localiza o garimpo.
De acordo com Elza Miranda, a família dela adquiriu a propriedade rural em 1975, sem saber da existência das reservas em subsolo de ametista. Em 1983, por acaso, alguns garimpeiros acostumados com a exploração de pedra semipreciosa descobriram a jazida de ametista, considerada a segunda maior do mundo, em termo de quantidade de reserva, só perdendo para a África.
Elza Miranda explica que a extração da pedra é subterrânea, em túneis verticais, perpendiculares e horizontais com extensão que vão até 300 metros de profundidade. Mas a ametista começou a ser descoberta à flor da terra.
Perguntada sobre segurança na exploração das pedras no fundo da terra, Elza respondeu que os garimpeiros trabalham com total segurança, e por isso o índice de acidente é zero. “Mas já foram registrados acidentes com um ou dois garimpeiros que não observaram os itens de segurança”, admite.
CESSÃO DA ÁREA Ela conta que após a descoberta das jazidas de ametista na fazenda a família Miranda administrava com exclusividade toda a produção do minério. Algum tempo depois, para dar legalidade jurídica à exploração das jazidas, foi celebrado um termo de cessão gratuita de uso por tempo indeterminado de uma área de 240 alqueires com a Cooperativa dos Produtores de Gemas do Sul do Pará (Coopergemas), criada pelos próprios garimpeiros da vila.
A partir daí, a exploração das pedras passou a ser controlada pela cooperativa, que dá origem ao produto, emitindo nota fiscal para saída do minério e descontando 6% do valor comercializado. A família Miranda explora uma mina com seis trabalhadores com direito a 100% da produção.
A produção, que chega até 100 toneladas de pedras semipreciosas por mês, é toda comercializada no próprio garimpo. Os maiores comparadores são da Bahia e de Minas Gerais. “Alguns clientes diretamente da China, que não sabem nem falar a língua portuguesa, vêm também comprar pedras aqui na vila com intérpretes”, revela a garimpeira.
Elza Miranda lembra que quando ela era deputada chegou a levar o então governador Almir Gabriel ao garimpo, e ele viu a necessidade se implantar na vila uma escola de lapidação de pedra, com o objetivo de gerar emprego e renda, “mas esbarramos na falta de mão-de-obra qualificada para instruir a comunidade. A ideia continua de pé”.
Segundo Elza Miranda, a comunidade do Garimpo das Pedras conta hoje com uma população aproximada de quatro mil pessoas que moram em duas vilas: a de baixo e a de cima, e todos os adultos vivem em função da exploração do minério.
A vila, que geograficamente pertence ao município de Marabá, conta com escola, posto de saúde, destacamento da Polícia Militar, supermercados, igrejas, energia elétrica, associação de moradores, farmácia e até pista para pouso e decolagem de pequenas aeronaves.
ÁGUA QUENTE
No caminho entre uma vila e outra existe uma nascente que jorra água com 40 graus de temperatura. Há alguns anos, os Miranda construíram rusticamente uma piscina para acumular água e possibilitar banho de pessoas que são atraídas pelo local. Há poucos meses, uma das paredes da piscina ruiu, ficando apenas a bica jorrando água quente, fato que vem frustrando os visitantes.
“Estudo engenharia ambiental e costumo dizer que esta área é vulcânica, que pode ou não ter entrado em erupção, daí a existência dessas pedras e também da água quente, cuja temperatura fica na ordem de 40 graus, rica em potássio, própria para o consumo, inclusive medicinal”, descreve.
Elza Miranda anuncia que nos próximos meses a família dela deve começar a reconstruir a piscina, agora com trabalho técnico de engenharia, e disponibilizá-la ao público que vai à vila. Ela lembra que com a conclusão da estrada do Projeto Salobo para Parauapebas o asfalto vai passar a oito quilômetros da Vila Garimpo das Pedras.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Rubi ------ Familia(s) : corindons, oxidos

Rubi

>> Familia(s) : corindons, oxidos
Seu nome vem do latim "rubeus ou "ruber" significando vermelho.
O rubi é o nome da variedade vermelho franco de um mineral, o corindon, que ele mesmo pode ter todas as outras cores sob o nome de safira, salvo o vermelho que é reservado exclusivamente ao rubi. Todas as amostras de cornidon não possuem as qualidades requeridas de tranparência e de cor para ser considerados como gemas. Ele foi muito tempo dito "carbunculo" confundido com o espinélio vermelho e a granada piropo. Somente no ano 1800 que ele é conectado, com a safira, ao grupo do corindon.
Cor vermelho sangue com um ponta de azul, com tonalidades notaveis, uma delas dita "sangue de pombo", sendo a mais apreciada.
Nomeações tais como rubi do Sião ou rubi da Birmânia somente distinguem a cor, não a qualidade intrinsica.
Ele contém frequentemente inclusões (minerais, liquidos...), que não influem sobre a qualidade da gema, mas, ao contrario, garantem sua autenticidade em relação às pedras sintéticas. Se elas são de rutilo, o rubi adquire um aspecto sedoso quando ele é lapidado em cabochão, estas minusculas agulhas de rutilo provocam o asterismo ou o olho de gato conforme a orientação da lapidação.
A presença de cromo modifica a cor que se repartido em bandas, ou declives, o ferro traz uma tonalidade castanha, que não é apreciada.
Falar de rubi, é falar da Birmânia de onde foram extraidos e são ainda produzidos os mais belos rubis do mundo, pelos quais os principes e Marajas indianos ficaram entusiamados.
Uma nova jazida no nordeste do Moçambique (Montepues) produz rubis de alta qualidade.
O rubi e os corindons, são as pedras mais curas depois do diamante.
O corindon é o padrão numero 9 sobre a escala de durezas de Mohs, que vai de 1 à 10 na qual o diamante é 10.

Local de extração

Sobre as rochas ele é de proporção tão fraca que sua exploração é raramente lucrativo e é preferivel o "apanhar" nos aluviões. Os métodos de produção, artisanais, não foram modificados depois de séculos.
Ela é explorado na Birmânia em Mogok, desde o século XV°. E é sempre no norte da ex-Birmânia (o Myanmar atual) que se situam os principais centros de produção. Os rubis, cristalizados, existem ha algum 60 milhões de anos, transportados pelos rios, são levados pelos aluviões que se esgotam na superficie e são extraidas dos poços. Lavadas por jatos de agua sob pressão, a agua barrenta é em seguida bombeada e derramada numa grande peneira para triagem. Existem também galerias de minas podendo atingir 2,5 km de comprimento. Os blocos de marmore branco contendo gemas são levadas para o exterior e quebrados pelos homens de confiança.
Notemos os pedregulhos argilosos da região de Chanthaburi, ao sudeste de Bangkok (Tailândia), onde poços de 8 à 10 metros de profundidade produzem pedras de cor tendendo para o castanho ou violeta, os pedregulhos dos rios da região de Ratnapura, no sudoeste da Ilha de Sri Lanka, onde as pedras são vermelho-claro à vermelho-framboesa, e também a parte superior do rio Umba, na Tanzânia, que produz rubi castanho vermelho.
Outras jazidas existem no Afeganistão, na India (Mysore, de qualidade media, cor violetada) no Nepal, no Paquistão (muito claros), no Camboja, no Vietnã (provincias de Yen Bai e Nghe), no Brasil (Bara Ingefinho), nos Estados Unidos (Montana, Carolina do Norte), no Quênia (região de Mangari), em Madagascar, no Malaui (região de Chimwadzulu), no Zimbabue, na região de Prilep (Macedônia), na Suissa (Tessin), na Noruega, na Groenlândia, na Australia (Queensland, Nova Galles do Sul).
A nova jazida de Montepues no Moçambique produz muito pouco rubi de bela cor.
Ver las fotos das minas/outras fotos

Utilização em joalheria

O rubi é uma das gemas mais procuradas e de maior valor em joalheria. Sobretudo que as pedras de mais de 10 quilates são excepcionais. Foi na India, durante o periodo mongol que estes principes adquiriram a maioria dos mais belos rubis da Birmânia, que eles faziam mesmo incrustar nas mangas de punhais e recobriam seus tronos. Ele é a gema a mais prestigiosa, que alguns preferem mesmo que o diamante, todos os grandes joalheiros realizaram criações com rubis para os "Grandes do Mundo".
Os mais belos rubis são os de Mogok na Birmânia, o Vale dos rubis, em particular os ditos "sangue de pombo" que são célebres no mundo inteiro. Eles têm uma tonalidade de azul no vermelho, o que os torna excepcionais e muito tipicos, tonalidade que é encontrada também nos rubis do leste africano ou mesmo no Vale da Hunza no Paquistão, proximo da Cachemira, e no Sri Lanka.
Os rubis da Tailândia têm uma tonalidade de cor violacea, como alias estes da India que são de uma qualidade inferior.
A lapidação dos rubis nos locais de produção não é satisfatoria, pois é prioridade conservar o peso maximo na venda e eles devem ser relapidados em seguida. Conforme a forma, a pureza, a repartição da cor, o plimento em facetas é reservado para as pedras transparentes, as translucidas dando cabochões ou bolas para montar em colares, os maiores e de menor qualidade eram escultados em objetos de arte, bibelôs, charmes de pulseiras. Os rubis astéricos de uma bela cor ão também muito procurados.
Safiras rosas translucidas, lapidadas em cabochões, provenientes da Macedônia são comercializados sob o nome de rubis da Macedônia.
O rubi é a pedra aniversario do 15° ano de casamento e também do 35°.

Cuidado e precaução no cotidiano

Ele é uma das gemas mais faceis de manutenção pois resistente aos choques, de uma grande dureza e insensivel aos acidos e ao calor. Lavar com agua adicionada de liquido para louças e enxaguar com alcool.

Litoterapia cultural e historica

O rubi é considerado como o sibolo da caridade, da lealdade e suas vibrações conteriam a força primordial harmonizando os diversos aspectos do amor divino e do amor na forma acentuada e purificada, mas também a coragem, o descaramento, dando força e coragem aos timidos e fracos...pelo fato de sua cor, do fogo ardente, ele estimularia os sentimentos. Ele traria a alegria, a paz, provocando sonhos agradaveis, expulsando a tristeza. Ele voltaria ao realismo os sonhadores muito idealistas, os ajudando à perceber, à compreender e aceitar as dificuldades da vida material, os problemas ao cotidiano ligados ao ambiente cultural, financeiro, afetivo...
Esta pedra materialista se aplicaria sobretudo ao chacra da Base, o que faz que ela seria desaconselhada às pessoas autoritarias, irritadas, podendo ser perigosa para pessoas de um temperamento sanguineo, aos ambiciosos maniacos onde ela exageraria as tendências. E é tambem uma pedra de poder que todos os Grandes deste Mundo quizeram adquirir, uma pedrea de comando que os chefes guerreiros usavam para o combate, o vermelho simbolizando o sanguinario. Ele facilitaria a memoria, fortificaria os orgãos genitais.
Tocando os quatro angulos de uma casa, de um campo de um pomar, de um vinhedo... com o rubi, seriam protegidos dos raios, da tempestade, dos parasitas.
Ao Leão ele permite de alcançar à toda amplidão de seu poder de amar, elevando sua sexualidade primaria ao amor do coração, fonte de amor universal. Ele seria o mesmo para o Escorpião em quem transformaria suas impulsões emocionais fortes em um amor total e incondicional, purificando seu desejo sexual.
No Aries, elefavoreceria sua evolução sobre todos os planos tornando suas energias mais sutis, reforçando sua intuição e sua criatividade, o ajudando à descobrir os aspectos espirituais de sua sexualidade. Ele o preenche de um calor agradavel.

Imitações e tratamentos

Trata-se de vidro, de quartzo queimado em seguida resfriado bruscamente num tingimento vermelho (rubassa), dublets realizados com a mesa de granada e uma culatra de vidro, ou uma mesa de safira natural e de uma culatra de rubi sintético.
Alguns são tratados termicamente. Outros têm suas fissuras abertas preenchidos de vidro ou de resina para ser consolidados e de melhor aspecto, a técnica do "glass filling" foi consideravelmente melhorada estes ultimos anos : as fendas da pedra são preenchidas à quente de um vidro com chumbo colorido em vermelho e do mesmo indice de refração que o rubi, em seguida a pedra é lapidada. Desde 1960, foram fabricados rubis sintéticos anidros onde os residuos de fabricação determinam a origem artificial da pedra. Processos hidrotermais existem mas pouco comercializados hoje.
Apelações comerciais fraudulentas são proibidas, como "rubi de Adelaide" (uma granada piropo), "rubi de Alabanda" (granada ou espinélio vermelho violeta), "rubi vassoura" (espinélio vermelho", "rubi do Cap" (piropo), "rubi do Oural" (turmalina vermelha"...
Desde o comêço do século XX° empregou-se rubis sintéticos de excelente qualidade (procedimento Verneuil) onde as propriedades são idênticas à estas das pedras naturais.
Desde 1950, sabe-se produzir rubis sintéticos astéricos modificando um pouco o procedimento Verneuil mas a estrela é demasiado delimitada, parecendo correr sob a superficie do cabochão, sem raiar desde o centro da pedra, nenhuma das divisões entre-cruzadas sendo torcida como uma serpentina invés de mostrar agulhas brilhantes permendiculares à cada divisão. Notemos que o aquecimento do rubi o torna muito mais vermelho, multiplicando frequentemente seu valor de comércio por 5 ou 10.

Melhoramentos

Admite-se que um aquecimento moderado e respeitando a estrutura cristalina do rubi pode ser praticado para embelezar a gema, para terminar o trabalho da natureza reforçando sua cor. Em nenhum caso é adicionado matéria para preencher as fendas nem colorante. Este tipo de tratamento é qualificado de melhoramento" pelos profissionais e deve ser mencionado no ato da venda.

Pedras historicas e legendas

Os grandes rubis sendo mais raros que o diamante de mesmo tamanho, seu custo é portanto muito elevado e alguns se tornaram célebres. O maior jamais encontrazdo, em 1961, pesava 3 421 quilates, ele foi quebrado para a lapidação, o maior fragmento pesando ainda 750 quilates. O rubi Edouard'''Edwards Ruby" do British Museum de Londres (167 quilates), o rubi astérico Roser Reeves, oval (138,7 quilates), proveniente do Sri Lanka, conservado no Smithsonian Instituition de Washington (USA), o rubi astérico De Long (100 quilates), proveniente da ex-Birmânia, o rubi da Paz (43 quilates), assim denominado pois encontrado em 1919.
Uma escultura foi executada pelo americano Harry Derian num rubi de Moçambique de aproximadamente 3000 quilates.
Numerosas coroas de imperadores, de reis, de principes usavam rubis, como a coroa de Boêmia com uma pedra não facetada de aproximadamente 250 quilates. Por outro lado, o "rubi do principe Negro", cravado na coroa da Inglaterra se mostrou ser um espinélio, como o "rubi de Tamerlan" inserido num colar do tesouro da coroa britânica ou ainda os espinélios da coroa dos Wittelsbach (1830), muito tempo pretendidos ser rubis, ou o da "Costa de Bretanha" no museu do Luvre em Paris.
Textos do sul da India e do atual Sri Lanka, contemporâneos do Ramayana assimilam a origem do rubi com as gotas de sangue.
Segundo uma outra legenda, o Vale de Mogok era infestado de serpentes à mordida mortal que se esparramavam pelo chão e impediam de pegar os rubis. Eram lançados pedaços de carne com catapultas. Os rubis se aglomeravam e eles eram trazidos fora do vale pelos passaros de presa que, uma vez satisfeitos, deixavam os homens aceder aos seus ninhos para recuperar as pedras preciosas em seus excrementos.