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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Joias de Época

Porque usamos joias? Historiadores, antropólogos e etnólogos concordam que os adornos corporais surgiram da necessidade latente ao ser humano de sobressair-se, individualizar-se numa busca estética para mostrar feitos e posses, crenças e amores, perpetuar uma lembrança, marcar uma época da vida, ou, algumas vezes, pelo suposto poder da energia das pedras.
Com o passar do tempo, muitas descobertas e técnicas foram sendo incorporadas aos costumes e a joalheria tornou-se um verdadeiro testemunho das culturas e da própria história da humanidade.
Na Idade Média, por exemplo, católicos europeus usavam relíquias junto ao corpo, que eram vistas como proteção contra o demônio e uma extensão do poder divino. Fios de cabelo, ossos de santos e mártires, pedaços de suas roupas ou outros itens por eles tocados ou usados se tornavam objetos de devoção guardados em relicários ricamente trabalhados.
No Brasil, os índios nativos foram relatados pelos exploradores como um povo que usava muitos adornos, a maioria feita de conchas, pedras, penas e sementes coletadas na natureza. Foi após a colonização que recebemos as influências da ourivesaria europeia.
Acompanhe-nos aqui numa viagem pelo tempo através da joalheria, seguindo a evolução das técnicas, dos costumes e da cultura joalheira pelo mundo. Através do conhecimento da história, poderemos obter elementos que nos levem a identificar-nos com determinada época ou região, expressando-nos, a partir daí, com autoconhecimento e personalidade.

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