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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Recuperação da economia americana pode ser boa notícia para as junior companies

Recuperação da economia americana pode ser boa notícia para as junior companies

Quando uma economia de US$16,99 trilhões volta a crescer mais de 5% ao ano os efeitos desse crescimento serão sentidos no mundo inteiro.

É o caso dos Estados Unidos que vem se recuperando da crise de 2008 com uma força avassaladora. Somente em janeiro de 2015 foram criados 257.000 novos empregos nos Estados Unidos. Um número bem maior do que o esperado.

A matemática americana é maiúscula e o país segue criando mais de 200.000 empregos por mês nos últimos 11 meses, o maior ritmo de crescimento desde 1997.

O despertar do gigante americano faz o dólar subir a níveis estratosféricos, o que torna o investimento das empresas americanas fora do país mais fácil e barato.

Até onde o crescimento americano é bom para as junior companies da mineração? 




O melhor termômetro ainda é a TSX a Bolsa de Toronto. É lá que milhares de empresas junior da mineração buscam financiamentos para continuar investindo na pesquisa e desenvolvimento mineral no mundo.

Veja a seguir os reflexos do crescimento dos investimentos na mineração... 

 Recuperação da economia americana pode ser boa notícia para as junior companies. Continuação...

O ano de 2014 foi um ano duro para as juniors da mineração. Mas foi um ano melhor do que 2013.

As dificuldades para levantar financiamentos continuaram durante os anos de 2013-14 e as 100 maiores junior companies haviam levantado apenas $685 milhões, através de negócios e financiamentos com suas ações, entre junho de 2013 a junho de 2014.

Mas, como dito anteriormente, o crescimento extraordinário da economia americana vai afetar, direta ou indiretamente, o mercado das juniors da mineração.

Afinal o dinheiro nunca fica parado e o mercado das juniors está deprimido, mas atraente. É um mundo cheio de grandes oportunidades para aqueles investidores de visão, que colocam as suas peças no tabuleiro bem antes do jogo começar.

Nos últimos meses novos deals e novas fusões e aquisições estão se fazendo sentir mostrando que as coisas começam a mudar.

O ouro ainda é o metal com a maior atratividade entre as juniors.

É o caso da GoldCorp comprando a Probe Mines, Centerra em JV com a Premier Gold Mines, a compra da Rio Alto pela Tahoe, o levantamento de US$300 milhões para o Projeto Haile Gold ou o levantamento de $200 milhões da Osisko.

Já o minério de ferro, que antes movimentava a maioria dos investimentos, caiu no limbo e deverá ficar em plano inferior por muito tempo. É o fim dos sonhos de muitas mineradoras que investiram nesta commodity.

Novas e antigas empresas se voltam para os minerais do momento como o diamante, estanho, zinco, cobre, ouro, prata, níquel, urânio e terras raras.

Aos poucos as empresas de serviços começam a sentir as vibrações de um possível renascimento das junior companies, com algumas sondas sendo contratadas e novos lotes de amostras analisados: é através do número de sondas em funcionamento e da oferta de emprego que saberemos se a pesquisa mineral vai ou não decolar.

Países andinos como o Peru, já se preparam com otimismo para a nova onda que está se formando. Os peruanos acreditam que os financiamentos das junior canadenses tem, muitas vezes, a sua origem nos Estados Unidos onde se localizam os maiores fundos de investimentos.

No Peru existem mais de 400 projetos de exploração mineral controlados por junior companies.

Já aqui no Brasil um possível aumento nos investimentos das junior companies é tão esperado como água no Cantareira.

O Governo e o Ministério de Minas e Energia conseguiram afugentar os investidores adiando indefinidamente a aprovação do “novo” Marco Regulatório da Mineração.

Esta falta de sensibilidade e descaso com a mineração já dura quase cinco anos e simplesmente arrasou com a pesquisa mineral do País.

Os números são trágicos.

E o que se vê é terra arrasada, desemprego, quebradeiras, e o encolhimento catastrófico da pesquisa mineral, a principal geradora de riquezas da mineração em qualquer país do mundo.

Se o mercado voltar e o novo Ministro de Minas e Energia tiver a sensibilidade que faltou ao anterior talvez possamos começar, finalmente, a recuperar os prejuízos colhidos ao longo de meia década de abandono.

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