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sábado, 31 de janeiro de 2015

O rio Madeira chegava a dar em média de 1 a dois kilos de ouro a cada 24 horas de trabalho...

Existe muitas histórias que se houve em garimpos., que na realidade fica dificil de saber se foi verdade ou mais uma das inumeras lendas..
assim que cheguei no Rio Madeira na decáda de 80., se falava muito de um acidente que havia acontecido no garimpo dos Periquitos., na epóca ficava em Vila Nova.,hoje Nova Mamoré.,em Rondônia..diz que em uma fofoca de balsa de mergulho(varias balsas.,uma amarrada na outra).,quando varios garimpeiros estavam mergulhando e enviando material para cima.,houve um deslizamento de um barranco...e dezesseis garimpeiros.,dentre eles uma mulher.,morreram com toneladas de terra sobre seus corpos....foi rápido.,sem tempo de nada...e seus colegas que tinha ficado em cima da balsa dando apoio., só puderam cortar e liberar as mangueiras que mandavam oxigenio....os corpos ficaram lá para o todo e sempre....
Isso é plauzivel.,pois varias foram as vezes que presenciei colegas que morreram em balsas de mergulho...um descuido pode ser fatal...estando lá em baixo., fica-se succionando o material atraves de um tubo(maraca)., e com isso cava-se burracos...e quando menos se espera o que ficou acima desbarranca..ai ja era...um mergulhador trabalha em média duas horas direto embaixo da agua..o ar é mandado por um tubo.,acoplado em cima na balsa em um compreensor de oxigenio..temos varios códigos de sinais...por exemplo se precisamos de um socorro urgente(ser puxado)., é só dar um puxão forte na mangueira...se quisermos saber se ta indo material., damos dois puxões e quem esta em cima dando apoio responde...se tiver bom dois puxões., se tiver ruim um.....e ai vai..sao varios códigos passado de garimpeiro para garimpeiro....para nós mantermos lá em baixo., usa-se um cinto de chumbo preso na cintura de mais ou menos 50 kilos...só assim a pressão da agua não nos manda de novo para a superficie...quando queremos subir., amarramos o cinto na corda de apoio e o colega puxa o cinto e a gente submerge...dificil a semana no Rio Madeira dos tempos dourados do garimpo em que não morria um ou dois colegas por queda de barreiras....
Nos seus bons tempos o rio Madeira chegava a dar em média de 1 a dois kilos de ouro a cada 24 horas de trabalho....foi sem duvida a maior mina de ouro do Brasil...não tinha a midia como era o caso de Serra Pelada.,mais tinha muito minerio....
E por falar em Serra Pelada., ali tambem tem uma lenda.,que se mistura com a realidade...era apenas uma fazenda.....fazenda serra pelada.,imaginava-se que podia ter minerio.,pois toda a area era rica.,mais emfim apenas uma fazenda....conta-se uma das inumeras lendas de como surgiu o garimpo de Serra Pelada., que dois peões foram mandados cavar alguns buracos para fazer um cerca para separar os pastos....cavaram e de repende bateram em algo duro....um ainda reclamou...poxa.,mais uma pedra pra atrapalhar..mais emfim a cerca tinha que ser ali., e foram tirar a pedra..era uma pedra diferente.,amarelada....uns dos peões que ja tinha trabalhado em garimpo falou que podia ser ouro...de pronto forma mostrar pro patrão..o padrão.,liso igual a candiru.,disse que não era nada.,apenas uma pedra diferente.,apanhou-a e guardou...lógico que ele sabia que era ouro....os peõs terminaram a empreitada e forma embora...naquela epóca a cidade mais perto era Marabá., e ali gastando seus dinheiros nos bares da cidade o que achou a pedra comentou com o pessoal...e ai pronto..a fofoca estava pronta,pois Marabá era uma cidade chave para garimpeiros que extraiam minerio no Pará...e num piscar de olhos Serra Pelada foi invadida de tal forma que só restou ao dono da fazenda pedir ajuda a policia federal e vender a area para a CEF.....e por falar em Serra Pelada.,mais duas lendas ou verdades....conta-se que um garimpeiro rodad0(sem trabalho)., chegou em um dos barrancos do garimpo e pergunto pro dono se não tinha algum reco(relavagem de cascalho) para ele fazer....o dono do barranco malcriado que só.,pegou um montinho de terra e mandou na canela do sujeito e disse:lava isso ai e ve se não da mais trabalho.,bando de rodado....e la foi o indigitado lavar aquela terra...e dentro duas pepitas de ouro, que pesada passavam de meio quilo.....é a
sorte.,amiga..madrasta dos necessitados no garimpos....
outra que se conta., é de um garimpeiro., que deu uma boa bamburrada e tinha uma namorada no Rio de Janeiro....pegou mais de tres quilos de ouro em um barranco e resolveu ir visitar a amiga...chegou em Marabá., e o ultimo voô para Brasilia.,aonde podia se embacar para o RJ.,ja tinha saido...só na outra semana....não se fez de rogado...foi na agencia da empresa aerea.,pagou em ouro o aluguel de uma aeronave que veio especialmente buscar ele...foi ao Rio de Janeiro....mando a aeronave alugada esperar..namorou a vontade e no outro dia voltou para Marabá.....
diz-se que hoje esta na fila do sopão dos necessitados em Curionópolis...mais não sei se é lenda ou realidade.....
nos próximos dias, vou escrever mais sobre lendas e realidades.....escrevendo...relembrando tempos que não volta mais...em que era feliz e não sabia.

O BAMBURRO DE OURO PERIQUITOS

O BAMBURRO DE OURO PERIQUITOS
Dois dos garimpeiros mais bem sucedidos no Rio Madeira, têm uma história singular e interessante. Sou amigo dos dois.
São dois sócios que se complementam na perfeição e cujo trabalho conjunto tem resultados muito bons.
Um, o Silvino, nissei baixo e forte, com uma boa formação técnica e uma inteligência perspicaz, que o leva a investir sempre em equipamentos de última geração. O outro, o Rogério, português, o “português dos Periquitos” como passou a ser conhecido, vindo de pobre família de pescadores, franzino mas rijo, longas barbas, fez um curso de mergulho e escafandro em Portugal, com o objectivo de emigrar para a Venezuela e trabalhar nas plataformas dos poços de petróleo. De passagem para a Venezuela, em Manaus ouviu falar dos garimpos de mergulho no Rio Madeira... voltou para trás e aqui ficou. Dele se diz que tem faro para o ouro!
O destino levou-os a encontrarem-se no Rio Madeira, nos Periquitos, no tempo em que ainda não havia dragas, e começaram os dois como mergulhadores, em parceria, quando um mergulha, o outro fica atento ao compressor de ar.
Assim nasceu entre eles uma sólida amizade e um interesse em comum, que os levou a serem sócios na compra de uma balsa. Fizeram ouro, juntaram, e quando apareceram as primeiras dragas, as chamadas “queixo duro”, em que a lança era movimentada manualmente com uma catraca, compraram uma.
E foi a queda, a derrocada, a draga não fazia ouro de início e as economias do tempo da balsa, fortemente diminuídas pela compra da draga, em pouco tempo se desgastaram por completo.
Num dia vinte e quatro de Dezembro, completamente blefados e no auge do desânimo, resolveram vender a draga.
O Silvino e os peões foram para Porto Velho e o Rogério, que não tinha família com quem passar a noite de Natal, ficou sozinho na draga, guardando o equipamento.
Na noite de vinte e quatro para vinte e cinco, triste e encostado no barranco, constatando que ainda tinha um resto de óleo diesel no tanque, mas sem dinheiro nem gasolina na voadeira para levar a draga para o meio do rio e poitar, optou por gastar aquele óleo diesel ali mesmo. Colocou o motor para funcionar e mandou brasa !
 
O combustível era pouco e deu para poucas horas de trabalho, ao fim das quais, apurado o dragado, deu mais de meio quilo de ouro.
O Rogério mandou um peão conhecido a Porto Velho, avisar o Silvino para não vender a draga e começou aí o bamburro deles.
Nesse barranco, trabalhando os dois sozinhos e por turnos, fizeram vários quilos de ouro, e o Rogério tornou-se conhecido como o português dos Periquitos.
Nunca mais voltaram a passar por uma situação difícil. Daí em diante, sempre atualizando equipamentos, são seguramente os garimpeiros que mais ouro produzem no Rio Madeira.
 
 
 

GARIMPO – Atividade em ascensão no rio Madeira no período de seca

GARIMPO – Atividade em ascensão no rio Madeira no período de seca e Delegado Fluvial confirma fiscalização rígida – FOTOS e VÍDEO


Com o período das secas, que ocasionam as queimadas na região amazônica, e agora com a extração de ouro no percurso da navegação do rio Madeira em Porto Velho (RO) à atividade garimpeira também está em alta na região norte do Brasil.
 
Dezenas de dragas (Embarcação que tem por finalidade extrair o ouro das águas de determinado rio) surgiram nesta segunda quinzena do mês de agosto deste ano no rio em que estão sendo construídas as duas usinas hidrelétricas que irão abastecer o Sudeste e o Sul do país. A localização das pequenas embarcações fica próxima da Comunidade de Bemont, cerca de 14 quilômetros de Porto Velho (RO).
 
DRAGAS E FISCALIZAÇÃO
 
Na manhã da última quinta-feira (19) a reportagem do Rondoniaovivo.com navegou pelo rio Madeira e capturou imagens de diversas dragas camufladas em meio às fumaças oriundas das queimadas. Balsas de grande porte navegam constantemente pelo percurso do rio com visibilidade precária, tanto é que nem as margens do Madeira podem ser avistadas a olho nu.
 
Justamente as margens que nesta época do ano que grandes embarcações procuram navegar. Contudo, o Delegado Fluvial, Ubirajara Luberiaga Júnior, concedeu entrevista ao jornal eletrônico Rondoniaovivo na manhã deste sábado (21) e informou que a fiscalização da Marinha do Brasil, através da Delegacia Fluvial de Porto Velho, está sendo rígida quanto ao que é de competência do órgão, ou seja: verificar as documentações necessárias para navegação, segurança dos passageiros e sua localização no percurso do rio Madeira, isto é, analisar sua latitude e longitude quanto á área de navegação.
 
 Caso a embarcação apresente algo de negativo com relação às exigências da Marinha do Brasil, a Delegacia Fluvial notifica, enquadra e reboca a Draga até o posto do Distrito e dela só será retirada quando o dono da embarcação legalizar todas as normas que a Marinha do Brasil requisitar.
 
“Checamos até o que não é de nossa competência”, disse Ubirajara Luberiga. Ele citou também a questão se o garimpo de ouro é ilegal ou não no rio Madeira, pois os órgãos responsáveis pela fiscalização deste crime, segundo ele, são a SEDAM (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental) e o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), ou seja, cabe a estes orgãos a responsabilidade em chegar o fato. Através das imagens captadas pela reportagem do Rondoniaovivo.com observassem a chegada de mais uma possível chegada de degradação ambiental nos solos de Rondônia e nenhum dos órgãos citados foram avistados ao local.
 
GARIMPEIRO
 
A reportagem entrevistou o garimpeiro identificado apenas como Pedro, que há mais de 25 anos navega e garimpa pelo rio Madeira. O garimpeiro disse que a extração de ouro nos tempos atuais está mais sofisticada e o uso do mercúrio foi banido, mas não explicou como seria o método do novo processamento do mineral.
 
Acompanhado da esposa e dos três filhos homens, Pedro e os demais deixaram Porto Velho para viver num flutuante até ao final do período da seca do rio Madeira. O garimpeiro ressaltou em entrevista que o tempo não está bom, mas mesmo assim dá para faturar de 6 a 8 mil reais livres no período de 20 e 30 dias com a extração do ouro.

Confira as fotos




























Mineração de diamantes e metais preciosos em praias e fundo do mar

Mineração de diamantes e metais preciosos em praias e fundo do mar


A PRIMEIRA MINA SUBMARINA DO PLANETA

Mão cheia de diamantes
Quem já caminhou por uma praia deserta pode ter tido um devaneio como o da foto: enfiar a mão na areia e voltar com a palma repleta de diamantes. Um achado, de preferência, capaz de encher um balde.
Em teoria, pelo menos, não chega a ser nenhum absurdo. Há vários registros, mundo afora, de pessoas que deram essa sorte. Mas nada parecido com o que costuma ocorrer em trechos do litoral africano.
Enquanto na Namíbia dragas e longas esteiras cavucam as praias, na África do Sul a areia é raspada por tratores e enormes pás mecânicas. O acesso, além de proibido, é guardado por tropas armadas.
E por quê os diamantes são cuspidos pelas ondas ao longo de imensas extensões da costa? Simples: porque é no fundo do mar que estão concentrados os maiores depósitos diamantíferos do planeta.
Praia proibida
Ora, se mais de 70% da superfície terrestre está coberta pela água salgada, estatisticamente é possível supor que um volume quase quatro vezes maior que todas pedras que já foram ou um dia serão encontradas em terra firme estão agora dormindo no leito oceânico.
O problema é que as corporações mineradoras já acordaram para essa realidade e se anteciparam ao sabor das marés, patrocinando um estrago ambiental muitas vezes mais grave que aquele registrado na superexplorada e depauperada orla marítima da África.
Frotas de embarcações de todos os calados, equipadas com poderosas bombas de sucção, vêm revolvendo os sedimentos marinhos na “bamburra” – nome dado à garimpagem ao acaso, na sorte.
Mina de diamante na orla marítima
Se, pela lógica predatória, o que é ruim pode piorar, e se onde tem diamantes há ouro, prata, platina e uma infinidade de metais valiosos, por que não abrir logo a primeira mina oceânica do mundo?
Foi exatamente a iniciativa da empresa de mineração canadense Nautilus Minerals, ao concluir um acordo com o governo de Papua-Nova Guiné para começar a explorar uma rica área submarina.
A mina terá como alvo uma área de fontes hidrotermais onde águas superaquecidas e altamente ácidas emergem do fundo do mar e encontram a água muito mais fria e alcalina do oceano, forçando-a a depositar altas concentrações de minerais.
O resultado é que o fundo do mar na região está coberto de minérios que são muito mais ricos em ouro e cobre do que os minérios encontrados nas minas terrestres, sejam superficiais ou subterrâneas.
Navio com bombas de sucção
A mina, conhecida como Solwara-1, será escavada por uma frota de máquinas robóticas controladas a partir de um navio na superfície. Elas vão romper a rocha no fundo do mar de modo que o minério possa ser bombeado para cima como uma “lama”.
Para quebrar as rochas e raspar o fundo do mar será empregada a maior máquina da mina, um triturador pesando 310 toneladas, que trabalhará 24 horas ininterruptas por dia.
Segundo o acordo assinado agora, o governo de Papua-Nova Guiné terá uma participação de 15% na mina oceânica, contribuindo com US$ 120 milhões para cobrir os custos da operação.
Pouco, diante do retorno do investimento, já que a demanda aquecida por metais valiosos tem feito os preços globais das commodities minerais dispararem. Para azar da vida marinha.

Caçadores de tesouro descobrem US$ 300 mil em ouro no fundo do mar

Caçadores de tesouro descobrem US$ 300 mil em ouro no fundo do mar

Uma família norte-americana encontrou um baú cheio de ouro no mar, depois de anos dedicados a esse tipo de busca – eles têm até uma companhia própria, a Booty Salvage. O tesouro estava em uma região a apenas 4,5 metros de profundidade, a 137 metros da costa de Fort Pierce, na Flórida.
Entre os itens encontrados estão moedas e correntes de ouro que, ao que tudo indica, foram perdidas durante um naufrágio de um navio espanhol em águas do Atlântico, em 1715. O tesouro tem valor estimado de US$ 300 mil.

História


O navio que naufragou não estava sozinho. De acordo com alguns pesquisadores, dez navios afundaram devido a um furacão – o valor aproximado de todos os tesouros perdidos durante os acidentes é de US$ 400 milhões. Desse montante, US$ 175 milhões já foram resgatados, o que a família da Booty Salvage parece encarar como um desafio.
Eric Schmitt, um dos membros da família que esteve à frente das últimas buscas, já encontrou uma baixela de prata, em 2002, quando ainda estava no ensino médio, no valor de US$ 25 mil. Em entrevista a uma emissora de TV americana, ele afirmou que a família vai continuar as buscas, e que isso não é apenas uma questão de dinheiro, mas também de História.
Dos itens encontrados, 20% deverão ser repassados ao Estado da Flórida, para arquivamento e exposição em museu. Para saber mais sobre o assunto, assista ao vídeo abaixo (em inglês):

Um tesouro de 200 anos no fundo do mar

Um tesouro de 200 anos no fundo do mar

©THE BRIDGEMAN ART LIBRARY/KEYSTONE/ © ODYSSEY MARINE EXPLORATION
O ataque contra a fragata espanhola Mercedes, em 1804, pintado por Thomas Sutherland em 1816. No detalhe, a empresa caça tesouro Odyssey em ação
Dezessete toneladas de ouro e prata, estimadas em US$ 500 milhões. Esse é o tamanho do tesouro resgatado por uma empresa americana do fundo do mar – o mais valioso de que se tem notícia e que é hoje o centro de uma movimentada e provavelmente longa batalha jurídica. O tesouro foi encontrado em maio do ano passado numa embarcação naufragada na costa de Portugal. O resgate foi feito pela Odyssey, empresa caça-tesouros que realiza explorações arqueológicas submarinas com o uso de robôs. O carregamento foi rapidamente levado aos Estados Unidos.

O governo espanhol reagiu logo, e disse que o tesouro vinha da fragata Nuestra Señora de La Mercedes y las Animas, que afundou em 5 de outubro de 1804. O naufrágio teve importantes conseqüências históricas. Mercedes fazia parte de uma esquadra espanhola que foi interceptada por ingleses. Na época, a Inglaterra estava em guerra com a França, mas a Espanha tentava manter-se neutra. Apesar disso, os ingleses requisitaram as fragatas. Diante da recusa espanhola, iniciou-se uma batalha, na qual Mercedes foi atingida, explodiu e afundou, causando a morte de 249 pessoas. Em decorrência do episódio, o rei Carlos IV declarou guerra à Inglaterra em dezembro daquele ano.

Segundo documentos do Arquivo das Índias de Sevilha, a fragata carregava 697.621 pesos, pertencentes a cerca de 130 mercadores espanhóis, e 253.606 pesos que vinham das colônias na América, destinados à Coroa. Segundo as primeiras estimativas, cada uma das moedas de prata resgatadas pode valer até US$ 4 mil. As de ouro, muito mais.
Para o governo espanhol, Mercedes é um navio de guerra afundado durante uma batalha, e o tesouro, portanto, pertence à Espanha. Para a Odyssey, Mercedes é apenas uma embarcação mercante comum. A empresa declarou estar disposta a partilhar o total com os herdeiros dos proprietários dessas riquezas – considerando que, em casos como esse, a companhia responsável pelo resgate costuma ficar com cerca de 80% do tesouro, como recompensa pelo salvamento. Até o Peru entrou no caso, reivindicando que, como as moedas foram cunhadas, com metais vindos de seu território, também teria direito a uma parte. Caso não haja acordo, a justiça americana decidirá como será feita a divisão.

Não é a primeira vez que a Odyssey retira do fundo do mar uma coleção valiosa. Em 2003, a empresa já havia resgatado 50 mil moedas e 14 mil artefatos do SS Republic, afundado na costa americana em 1865, que renderam à companhia mais de US$ 33 milhões.

A Unesco calcula que há mais de 3 milhões de barcos afundados no mundo todo, à espera de resgate. A partir de 2 de janeiro de 2009, entrará em vigor a Convenção da Unesco sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático, para ajudar a preservar essa riqueza submersa e proibir sua exploração comercial.

Metais Preciosos

Metais Preciosos




São chamados de metais preciosos (ou metais nobres) o ouro, a prata e os metais do grupo da platina. Estes compreendem platina, paládio, ródio, rutênio, irídio e ósmio. O ouro e a prata são os mais importantes e os mais conhecidos. Mas a platina é bem mais valiosa. Na indústria joalheira, usa-se ouro, prata, platina, paládio e ródio, este último geralmente como revestimento de outros metais (banho de ródio). Os metais preciosos são todos raros na crosta terrestre, embora possam estar muito disseminados, como é o caso do ouro. Possuem alta densidade, são maleáveis (podem ser reduzidos a folhas) e dúcteis (podem ser reduzidos a fios).




O Ouro


Elemento Químico
O ouro é o elemento químico de número atômico 79 e massa atômica 196,97. É um metal do Grupo 1B da tabela periódica, como a prata e o cobre.

Mineral
O ouro raramente se combina com outros elementos, sendo, por isso, encontrado na natureza geralmente no estado nativo. Cristaliza na forma de cubos e octaedros, mas é muito mais
Pepita de ouro
Pepita de ouro
comum encontrá-lo na forma de escamas, massas irregulares (pepitas) ou fios irregulares. É opaco e tem cor amarela típica, mas, quando pulverizado, pode ser vermelho, preto ou púrpura. Seu brilho é metálico, a dureza baixa (2,5 a 3,0) e a densidade muito alta (19,30).

A baixa dureza permite que ele seja facilmente riscado com um canivete ou mesmo com um pedaço de vidro. Devido à alta maleabilidade, quando martelado amassa em vez de quebrar. Se mordido, fica com marcas dos dentes. O brilho não é muito intenso, ao contrário do que muitos pensam.

A pirita é um sulfeto de ferro que, por sua semelhança com o ouro, é chamada popularmente de "ouro dos trouxas" ou "ouro dos tolos". Ela é, na verdade, até bem diferente do ouro. É bem mais leve que ele, não é maleável e seu brilho costuma ser bem mais forte. E, ao contrário do ouro, é comum aparecer na forma de belos cristais.

O ouro ocorre em aluviões e em veios de quartzo associados a rochas intrusivas ácidas. É encontrado também como teluretos e ligas naturais, pois geralmente contém algo de prata. Forma série isomórfica com a prata, ou seja, a mistura ouro-prata pode ocorrer em todas as proporções.

Está muito disseminado na crosta terrestre, geralmente associado ao quartzo ou à pirita. Estima-se haver quase nove milhões de toneladas de ouro dissolvido na água do mar. Um dos poucos elementos com o qual o ouro se combina é o telúrio, formando teluretos. Assim, esse metal é encontrado em minerais como krennerita, calaverita e silvanita. A liga com prata chama-se eletro.

Metal
O ouro é o mais maleável e o mais dúctil dos metais. Com 1 g desse metal, podem-se obter até 2.000 m de fio ou lâminas de 0,96 m² e apenas 0,0001 mm de espessura. É bom condutor de calor e eletricidade e não é afetado nem pelo ar, nem pela maioria dos reagentes químicos. Há quem o considere o mais belo dos elementos químicos. Seu ponto de fusão é 1.063 °C.

Fontes de Obtenção
Os principais minerais fornecedores de ouro são ouro nativo, krennerita, calaverita, eletro, silvanita e pirita. Ele é obtido também na metalurgia de vários metais. Estudos indicam que o metabolismo da bactéria ralstonia metallidurans leva à formação de pepitas de ouro.

Usos
Acervo do Metropolitan Museum of Arts (Nova Iorque). Foto: P.M.Branco
Acervo do Metropolitan Museum of Arts (Nova Iorque). Foto: P.M.Branco
O ouro é usado principalmente em moedas; em segundo lugar, em joias e decoração. É útil também em odontologia (hoje muito pouco usado), instrumentos científicos, fotografia e indústria eletrônica. Para confecção de joias, usam-se ligas com 75% de ouro (o chamado ouro 18 quilates) ou, às vezes, com apenas 58,33% (ouro 14 quilates). É empregado também em fotografia, na forma de ácido cloro-áurico (HAuCl4), e na indústria química, em ligas com cobre, prata, níquel e outros metais. A foto ao lado mostra sandálias e dedeiras de ouro da antiga civilização egípcia. As sandálias foram escurecidas para se assemelharem ao couro.

Quem tem uma joia e não sabe ao certo se ela é feita com ouro, deve fazer o teste usando água-régia, uma mistura de ácido nítrico com um volume três ou quatro vezes maior de ácido clorídrico, ambos concentrados. As agências de penhores da Caixa Econômica Federal fazem esse teste, que indica se a joia é feita com ouro e se se trata de ouro 18 quilates ou outro tipo de liga (ouro puro não se usa em joias).

Principais Produtores
É produzido principalmente na África do Sul (11 % da produção mundial em 2006), seguindo-se EUA, Austrália, China e Peru. Entre 1700 e 1850, o Brasil foi o maior produtor de ouro do mundo, com um total de 16 toneladas no período de 1750-1754, originada predominantemente das aluviões da região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. A importância do Brasil continuou crescente até a primeira metade do século XIX, quando perdeu a liderança diante das grandes descobertas de ouro aluvionar da Califórnia, nos Estados Unidos.

Entre 1965 e 1996, nossa produção alcançou 877 toneladas, representando cerca de 4% da produção mundial. O ouro brasileiro é extraído principalmente em Minas Gerais e no Pará. Em 2003, a produção foi de 40,4 t e em 2004, de 47,6 t de ouro. Segundo o Mapa de Reservas de Ouro do Brasil, elaborado em 1998 pelo Serviço Geológico do Brasil, as reservas em ouro brasileiras são estimadas em 2.283 toneladas.

Preço
O preço do ouro varia constantemente, já que é muito usado como investimento. Em 29 de junho de 2007, a onça-troy (31,103 gramas) valia US$ 647, metade do preço da platina (US$ 1.273), mas quase o dobro do preço do paládio (US$ 365).

Curiosidade
Estima-se que todo o ouro do planeta daria para fazer um cubo de 15 m de aresta. Em 1999, joalheiros de Dubai fizeram a maior corrente de ouro do mundo: 4.382 m. Usaram ouro 22 quilates e gastaram cerca de US$ 2 milhões. A peça foi vendida em praça pública, em pedaços.


A Prata


Elemento Químico
A prata é o elemento de número atômico 47 e massa atômica 107,87. É um metal do grupo 1B, como o ouro e o cobre.

Mineral
A prata cristaliza no sistema cúbico (como o ouro) e seus cristais podem ser cubos, dodecaedros ou octaedros. Entretanto, eles são raros e o mineral é geralmente acicular, fibroso, dendrítico ou irregular.
Prata de hábito filiforme. Fonte: Korbel, P. & Novák, M. Enciclopédia de Minerais.
Prata de hábito filiforme. Fonte: Korbel, P. & Novák, M. Enciclopédia de Minerais.
Tem cor cinza (prateada), inclusive quando em pó. Não tem clivagem. Sua dureza é baixa (2,5 a 3,0); e a densidade, alta (10,50), mas muito inferior à do ouro. Ocorre em filões. Possui intenso brilho metálico, o qual enfraquece se o ar contiver enxofre, o que geralmente ocorre nas cidades.

Metal
A prata é um metal muito dúctil e maleável. Permite obter lâminas com 0,003 mm de espessura e fios de 100 m pesando apenas 38 mg. Duas peças de prata podem ser soldadas a marteladas, desde que aquecidas a 600ºC. Seu ponto de fusão é 960 °C. É o metal que melhor conduz o calor e a eletricidade. Tem propriedades semelhantes às do Cu e do Au.

Fontes de Obtenção
A prata forma 129 minerais, sendo extraída de muitos deles, como pirargirita, argentita, acantita, cerargirita, galena argentífera, stromeyerita, tetraedrita, pearceíta, proustita, stephanita, tennantita, polibasita, silvanita e prata nativa. Pode ser obtida também como subproduto na metalurgia do zinco, do ouro, do níquel e do cobre. Ela está muitíssimo menos disseminada que o ouro na natureza.

Usos
Usa-se prata em: moedas, espelhos, talheres, joalheria, odontologia (como amálgama), soldas, explosivos (fulminato), chuvas artificiais (iodeto), óptica (cloreto), fotografia (nitrato), germicida, objetos ornamentais e ligas com cobre. Para joias e objetos ornamentais, usam-se ligas com 10% de cobre (prata 90 ou prata 900) ou, mais frequentemente, com 95% de prata (prata 950).

Principais Produtores
O maior produtor de prata é o México, com 2.748 t (dados de 2002), seguindo-se Peru, China e Austrália, todos com mais de 2.000 t. O Brasil produziu em 2002 apenas 10 t, em Minas Gerais e sobretudo no Paraná, como subproduto do chumbo.

Curiosidade
A maior pepita de prata conhecida foi encontrada em Sonora (México) e tinha 1.026 kg.



A Platina


Cristal de platina (Fonte: Korbel, P. & Novák, M. Enciclopédia de Minerais - O Mineral
Cristal de platina (Fonte: Korbel, P. & Novák, M. Enciclopédia de Minerais - O Mineral
Elemento Químico
A platina é o elemento químico de número atômico 78 e massa atômica 195,09. Pertence ao grupo 8B da tabela periódica, junto com o níquel e o paládio.

Mineral
A platina é um mineral do sistema cúbico, geralmente encontrada em grãos irregulares, raramente em octaedros ou cubos. Tem cor cinza-aço, traço cinza brilhante, brilho metálico, sem clivagem. É, às vezes, magnética. Tem dureza 4,0 a 4,5 e densidade 21,40 (altíssima).

Metal
A platina é um metal maleável, dúctil, resistente à corrosão pelo ar, solúvel em água-régia. Absorve hidrogênio como o paládio. Provoca explosão do hidrogênio ou do oxigênio. Seu ponto de fusão é 1.773,5 °C.

Fontes de Obtenção
Pode ser extraída de vários minerais: sperrylita, platini­rídio, polixênio, cooperita e ferroplatina. A platina nativa ocorre na natureza geralmente misturada com ferro, irídio, paládio e níquel. Ocorre em aluviões e em rochas básicas, como dunitos, piroxenitos e gabros.

Usos
É empregada em joalheria (com 35% de paládio e 5% de outros metais), instrumental para laboratório, odontologia, eletricidade, ogivas de mísseis, catalisadores, pirômetros, liga com cobalto, fornos elétricos de alta temperatura, fotografia e em vários outros produtos industriais.

Principais Produtores
A platina é produzida principalmente pela África do Sul (134 t em 2002), seguindo-se Rússia (35 t), Canadá (7 t) e Estados Unidos (4,39 t).

Preço
Em 29 de junho de 2007, a onça-troy de platina valia US$ 1.273, quase o dobro do preço do ouro (US$ 647).

Curiosidade
Em 1985, foi exposto em Tóquio (Japão) um vestido feito à mão com fios de platina, pesando 12 kg e avaliado em um milhão de dólares.


O Paládio


Elemento Químico
O paládio tem número atômico 46 e massa atômica 106,4. Pertence ao mesmo grupo da platina (8B).

Mineral
É um mineral do sistema cúbico, de cor cinza-aço, que ocorre na forma de grãos (pepitas), às vezes com estrutura fibrorradiada. É séctil, de brilho metálico. Tem dureza 4,5 a 5,0 e densidade 11,40.

Metal
O paládio é inoxidável, dúctil e muito maleável, podendo ser reduzido a folhas de 0,0001 mm de espessura. Seu ponto de fusão é 1.500 °C. Tem notável capacidade de absorção de hidrogênio (até 900 vezes seu próprio volume), formando possivelmente PdH2.

Fontes de Obtenção
O paládio é extraído dos minerais de platina.

Usos
É usado como catalisador, em instrumentos odontológicos (prótese e ortodontia) e cirúrgicos e em relojoaria e joalheria (neste caso como substituto da platina). Forma ligas com ouro (ouro marrom, ouro branco-médio, ouro branco-suave).

Principais Produtores
Em 2002, o maior produtor de paládio foi a Rússia (84 t), seguindo-se África do Sul, Estados Unidos e Canadá.

Preço
Em 29 de junho de 2007, a onça-troy de paládio valia US$ 365,um quinto valor do ouro de hoje que vale US$1,300 a onça, e pode chegar a US$1.600 COMO EM 2011/12.

Curiosidade
O nome do paládio deriva de Pallas, planetoide descoberto em 1802, um ano antes de se descobrir o elemento. O mineral paládio foi descoberto pela primeira vez em Morro do Pilar, Minas Gerais.



Garimpo submarino' enriquece empresas e ameaça biodiversidade

'Garimpo submarino' enriquece empresas e ameaça biodiversidade

Cresce mercado de exploração de ouro e outros materiais no fundo do mar.
Entretanto, oceanógrafos temem impacto à flora e fauna dos oceanos.


Tom Dettweiler ganha a vida quilômetros abaixo da superfície. Ele ajudou a encontrar o Titanic. Depois disso, suas equipes localizaram um submarino perdido cheio de ouro. No total, ele lançou luz sobre dezenas de navios desaparecidos.
Agora, Dettweiler deixou de recuperar tesouros perdidos para se dedicar à prospecção de tesouros naturais que cobrem o fundo do mar: depósitos rochosos ricos em ouro e prata, cobre e cobalto, chumbo e zinco. Uma nova compreensão da geologia marinha levou à descoberta de centenas desses inesperados corpos de minério, conhecidos como sulfetos maciços por causa de sua natureza sulfurosa.
Essas descobertas estão alimentando uma corrida do ouro, com nações, empresas e empresários se apressando para reivindicar direitos sobre as áreas ricas em sulfureto presentes nas nascentes vulcânicas das geladas profundezas marinhas.
Os exploradores – motivados pela diminuição dos recursos continentais e pelos valores recorde do ouro e outros metais – estão ocupados adquirindo amostras e aferindo depósitos no valor de trilhões de dólares.
"Nossa conquista foi enorme", disse Dettweiler, em uma entrevista recente sobre as iniciativas de exploração de águas profundas de sua empresa, a Odyssey Marine Exploration, de Tampa, Flórida.
Geólogos da Nautilus examinam broca utilizada na exploração de recursos naturais marinhos. (Foto: Divulgação/Nautilus Minerals/The New York Times)Geólogos da Nautilus examinam broca utilizada na exploração de recursos naturais marinhos. (Foto: Divulgação/Nautilus Minerals/The New York Times)
Ambientalistas se preocupam com "caça ao tesouro"
Os céticos costumavam comparar o garimpo submarino à busca por riquezas na lua. Não comparam mais. Os avanços da geologia marinha, as previsões de escassez de metal nas próximas décadas e a melhoria do acesso ao fundo do mar estão se combinando para torná-lo real.
Os ambientalistas têm expressado uma preocupação cada vez maior, dizendo que as pesquisas já realizadas sobre os riscos da mineração nos fundos marinhos são insuficientes. A indústria tem respondido por meio de estudos, garantias e conferências entusiasmadas.
Os avanços tecnológicos na área se concentram em robôs, sensores e outros equipamentos, alguns derivados da indústria de extração de petróleo e gás natural no fundo do mar. Os navios fazem descer equipamentos para exploração em longas correntes e conduzem ao fundo do mar brocas afiadas que perfuram o leito rochoso. Todo esse maquinário submarino aumenta a possibilidade de encontrar, mapear e recuperar riquezas do fundo do mar.
Potências industriais – inclusive grupos apoiados pelos governos na China, Japão e Coreia do Sul – estão em busca de sulfetos nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico. E empresas privadas, como a Odyssey, realizaram centenas de avaliações das profundezas e reivindicaram propriedade sobre sítios em zonas vulcânicas em torno de nações insulares do Pacífico: Fiji, Tonga, Vanuatu, Nova Zelândia, Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné.
Há muito em jogo (...) um depósito que vale bilhões de dólares pode passar a valer uma centena de bilhões"
Tom Dettweiler, dono da Odyssey Marine Exploration
A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, um apático organismo das Nações Unidas, localizado na Jamaica e que regulamenta a extração de minérios em alto-mar, uma área que as suas autoridades gostam de caracterizar como 51% da superfície da terra, viu-se tomada por consultas relacionadas ao sulfeto.
"Estamos entrando em uma nova etapa", disse Nii Allotey Odunton, de Gana, secretário-geral da entidade, em uma reunião em novembro.
Exploração em larga escala no Pacífico
Como as ilhas do Pacífico controlam os direitos sobre os minerais nas águas de seu território, elas podem negociar acordos de mineração mais facilmente do que a autoridade dos fundos marinhos, que costumam depender da obtenção de consensos internacionais.
A Odyssey Marine Exploration, que recentemente passou a atuar não apenas na recuperação de navios que naufragaram, mas também na prospecção de águas profundas, começou a explorar as águas do Pacífico em 2010, descobrindo muito mais ouro, prata e cobre do que o esperado.
"Há muito em jogo", disse Dettweiler. Se os preços dos metais subirem, acrescentou ele, "um depósito que vale bilhões de dólares pode passar a valer uma centena de bilhões".
Os cientistas costumavam pensar que a principal fonte de riqueza das profundezas repousava em rochas do tamanho de batatas que poderiam ser exploradas para a extração de metais como ferro e níquel. Na década de 1960 e 70, os empresários tentaram trazê-las à superfície, mas os lucros não compensaram o custo elevado de exploração, extração e transporte.
As coisas começaram a mudar em 1979, com a descoberta das "fumarolas negras", torres sulfurosas que vertem jatos água de temperatura extremamente alta. As fumarolas revelaram ser indicadoras dos 74 mil quilômetros de fissuras vulcânicas encontradas nos leitos dos mares do planeta, parecidas com as costuras de uma bola de beisebol.
Os cientistas descobriram que as fumarolas se formam quando a água quente passa pelas rochas vulcânicas, atinge a água gélida do leito do mar e lança uma grande variedade de minerais que coagulam lentamente em montículos e chaminés assombrosos. Uma delas, descoberta próxima ao Estado de Washington e apelidada de Godzilla, atinge uma altura maior do que a de um prédio de 15 andares.
A primeira onda de descobertas revelou que essas fontes vulcânicas abrigam uma enorme variedade de criaturas estranhas, incluindo vermes poliquetas em forma de tubo. Depois, descobriu-se que esses locais eram compostos de minerais complexos que continham quantidades surpreendentes de cobre, prata e ouro.
Garimpo nas profundezas
Hoje, cada vez mais, as minas terrestres carecem de uma oferta rica em cobre, um elemento importante da vida moderna, encontrado em tudo, desde tubos até computadores. Muitos minérios comerciais têm concentrações de apenas 0,5% de cobre. Mas os exploradores do fundo do mar encontraram minérios com uma pureza de pelo menos 10% – transformando os obscuros depósitos em possíveis fontes de fortuna. O mesmo acabou por se mostrar verdadeiro no caso da prata e do ouro.
Quinze anos atrás, aspirantes a garimpeiros subaquáticos registraram pela primeira voz uma reivindicação de posse sobre uma área no leito do mar: a Nautilus Minerals conquistou o registro de propriedade de cerca de 5.100 km² do fundo do mar da Papua Nova Guiné, rico em características vulcânicas. A empresa, com sede em Toronto, avançou no que diz respeito à mineração, mas se expandiu rapidamente em direção à prospecção de centenas de sítios no Pacífico e, desde então, identificou dezenas de áreas como possíveis candidatas à mineração de fundos marinhos.
No ano passado, a Nautilus obteve um contrato de arrendamento de 20 anos para extrair um depósito rico no Mar de Bismarck, no sudoeste do Pacífico. Os montículos estão a 1,6 quilômetros da superfície. A empresa diz que o sítio possui cerca de 10 toneladas de ouro e 125 mil toneladas de cobre.
A Nautilus planeja começar a mineração no local no próximo ano, mas também considera a possibilidade de atrasos. Ela está construindo robôs de até 7,5 metros de altura para recolher sulfuretos e trazê-los à superfície. Pequenas embarcações, então, levarão os minerais do fundo do mar até Rabaul, um porto da Papua Nova Guiné, localizado a cerca de 50 quilômetros de distância. "Estamos fazendo um bom progresso", disse recentemente Stephen Rogers, executivo-chefe da companhia, a analistas.
Imagem da exposição 'Oceanos', que traz imagens inéditas do fundo do mar e abre no Centro Cultural Correios, no Rio, em 17 de maio de 2012 (Foto: Richard Herrmann )Ambientalistas se preocupam com efeitos da exploração maciça de recursos naturais no ambiente marinho  (Foto: Richard Herrmann )
Biodiversidade ameaçada no fundo do mar
Os críticos dizem que o plano pode vir a ser perigoso para as atividades de pesca, os habitantes das ilhas e os ecossistemas. Em um relatório de 32 páginas, intitulado "Além de nosso alcance", um grupo internacional de ambientalistas que se intitula Deep Sea Mining Campaign observou que os sítios vulcânicos abrigam centenas de espécies antes desconhecidas pela ciência.
O grupo disse que a carência de informações deve ser sanada e os planos de mitigação de impacto ambiental têm de ser desenvolvidos "antes de a mineração iniciar". Em uma entrevista, Rogers disse considerar injusta a análise feita pelo grupo. "Estamos desenvolvendo planos ambientais detalhados e temos a obrigação de fazer isso", disse ele. "Estamos muito orgulhosos do que fizemos."
Ele acrescentou que sua empresa está trabalhando em estreita colaboração com alguns dos oceanógrafos mais importantes do mundo e que suas operações têm lançado luz sobre os mistérios do sulfeto. "Estamos fazendo com que a ciência avance", disse ele.
Eles estão mais preocupados com suas economias do que com o meio ambiente"
John R. Delaney, oceanógrafo da Universidade de Washington
Especialistas de todo o mundo estão prestando bastante atenção na Nautilus para acompanhar o modo como ela lida com os desafios da política ambiental, das novas tecnologias e dos mercados imprevisíveis.
"Qualquer conquista vai funcionar como um incentivo para outras empresas de mineração", disse Georgy Cherkashov, geólogo marinho russo e presidente da Sociedade Internacional de Minerais Marinhos.
A China, maior consumidor mundial de cobre, ouro e muitos outros metais industriais, tem mostrado pouco interesse em esperar pelo anúncio de conquistas. Quando a autoridade de fundos marinhos aprovou regras para a prospecção de sulfeto em maio de 2010, um representante de Pequim apresentou a candidatura do país no mesmo dia.
O país asiático utiliza navios para procurar minérios em alto-mar. O país também está desenvolvendo um submarino conhecido como Jiaolong – nome de um dragão marinho mítico – que pode transportar três pessoas a uma profundidade suficiente para investigar as áreas onde há sulfeto.
No ano passado, a China assinou ainda um contrato com a entidade pelos direitos exclusivos do sulfeto de 10 mil quilômetros quadrados, aproximadamente o tamanho de Porto Rico, em uma brecha vulcânica a cerca de três quilômetros abaixo do Oceano Índico. Jin Jiancai, secretário-geral da agência de recursos minerais oceânicos da China, disse a jornalistas que tais depósitos "vão ajudar a China a atender à crescente demanda" de metais refinados.
Enquanto isso, a Tong Ling, maior importadora de concentrados de cobre da China e uma das maiores empresas de fundição de cobre do mundo, assinou recentemente um acordo com a Nautilus para adquirir mais de um milhão de toneladas de minério de sulfeto do Pacífico por ano – um montante equivalente a cerca de 5% da produção mundial de cobre.
A Rússia entrou na corrida por minérios em alto-mar em 2011; França e Coreia do Sul, em maio. Recentemente, Seul também realizou um acordo para a prospecção de sulfeto nas águas das ilhas Fiji, permitindo que o país tenha acesso às riquezas minerais proporcionadas pela atividade vulcânica do Pacífico.
Preocupação econômica é maior do que a ambiental
John R. Delaney, oceanógrafo da Universidade de Washington, estuda fontes vulcânicas há décadas e diz que as ameaças de prejuízos ambientais da mineração das profundezas marinhas são provavelmente menos centradas nos projetos conduzidos em alto-mar por países desenvolvidos do que nas águas dos territórios de ilhas do Pacífico.
"Eles estão mais preocupados com suas economias do que com o meio ambiente", disse ele em entrevista.
Cherkashov, da Sociedade de Minerais Marinhos, minimizou as preocupações ambientais, dizendo que uma das razões dessa corrida global é que a mineração dos fundos marinhos tem um impacto relativamente baixo quando comparado com o das operações terrestres.
"Quem chega primeiro, leva", disse ele sobre as reivindicações de propriedade sobre as áreas de mineração, que crescem cada vez mais. As atitudes que tomarem para garantir os sítios mais promissores, acrescentou, representam "a última redivisão do mundo".

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ouro e elementos indicadores no regolito do Garimpo Fazenda Pison

Ouro e elementos indicadores no regolito do Garimpo Fazenda Pison : processos de dispersão e implicações para prospecção.


Este estudo trata do comportamento do ouro e elementos indicadores em um perfil laterítico localizado na Província Tapajós, Amazônia brasileira. O objetivo foi verificar a evolução da assinatura geoquímica da mineralização no sentido de aprimorar os trabalhos de prospecção geoquímica nesse tipo de ambiente. Abordagens diferentes foram utilizadas nesse estudo, tais como: as características da mineralização primária e do manto intempérico, a morfologia e composição das partículas de ouro, e a distribuição espacial do ouro e dos elementos indicadores. A mineralização primária é composta por um feixe de veios de quartzo contendo sulfetos, entre os quais predomina a pirita, com bolsões de stockwork localizados. O ouro (electrum) está, na sua maior parte, livre mas também incluso na pirita. A assinatura geoquímica do minério é dada por Au, Ag, Bi, V, As, Sb, W, Cu, Pb, Zn. As características encontradas permitem classificar a mineralização primária como Sistema Aurífero Relacionado a Intrusões. Foram observados dois tipos de perfil intempérico: o perfil completo, composto por saprolito, zona de transição, couraça, latossolo vermelho e latossolo amarelo; e perfil incompleto, composto por saprolito, zona de transição, latossolo vermelho e latossolo amarelo. O perfil incompleto se desenvolveu a partir do perfil completo, com a desagregação da couraça e sua transformação em latossolo, devido à mudança do clima de estações contrastadas para um clima bem mais úmido. A composição mineralógica de cada horizonte é: saprolito - composto por quartzo, mica branca e caolinita; zona de transição - quartzo, caolinita, goethita, hematita e mica branca; couraça - hematita, goethita, caolinita e quartzo; latossolo vermelho - quartzo, caolinita, goethita e hematita; e latossolo amarelo - quartzo, caolinita, goethita (e hematita). O saprolito é rico em Si’O IND.2´, Mn, Mg, Na. Ca, K, Ba, Cu, Rb, e Zn; a couraça é rica em ’Fe IND.2’O IND.3’, Cr, Ga, S, V, As, Sb, Bi e Ag; e os latossolos são ricos em `Al IND.2´O IND.3´, Ti, P, Sr, Zr, Ce, La, Nb e Y. No saprolito começam a aparecer os primeiros sinais do processo de lixiviação do ouro primário, que se intensifica progressivamente para o topo do perfil até atingir um máximo na couraça, tornando-se menos intenso nos latossolos. A dissolução do ouro primário resulta do processo de corrosão por soluções intempéricas superficiais, que atuam na zona insaturada do perfil. Parte do ouro dissolvido reprecipita com elevada pureza na couraça, unindo partículas de ouro individuais num processo de "pepitização"; também reprecipita nos horizontes inferiores do regolito, nas bordas e descontinuidades das partículas primárias, gerando partículas composicionalmente zonadas. Nos latossolos, as partículas diminuem de tamanho em relação à couraça e apresentam zonação mais discreta. O ouro apresenta comportamento diferente de todos os demais elementos durante o processo intempérico. é o único elemento que guarda o posicionamento geográfico da mineralização primária, o que o torna o melhor indicador de seus depósitos. Os elementos indicadores podem apresentar bons resultados na delimitação de áreas em escala de semi-detalhe. O latossolo amarelo apresenta a melhor relação custo/benefício na prospecção geoquímica

O retorno da esmeralda

O retorno da esmeralda



Esta pedra verde já foi uma das mais importantes no mundo, rivalizando, em alguns casos, com o diamante.
Nos últimos anos a esmeralda praticamente foi eclipsada pelo diamante e desapareceu da mídia.
Somente agora, em 2014, que o mercado da esmeralda está voltando ao que já havia sido. Os preços da esmeralda estão em alta, superando praticamente todas as outras pedras preciosas, perdendo somente, para o diamante bom. O que alavanca os preços é uma forte procura vinda da China e a falta de novas minas necessárias para suprir a demanda. Quarenta por cento das compras atuais estão vindo da China onde as pedras verdes como o Jade e a esmeralda são altamente consideradas há milênios.

A tendência é de uma subida de preços ainda mais pronunciada. O governo de Myanmar, o maior produtor de jade do mundo, paralisou a grande mina mecanizada de Hpakant. Este distrito mineiro é famoso pelas suas jadeítas de altíssima qualidade onde trabalhavam 90.000 pessoas segundo um senso de 2012.
O jade de Hpakant é lavrado a séculos e está cercado de controvérsias e acusações de impactos ambientais e de devastações florestais. Até o Governo Obama está ameaçando proibir o comércio deste jade alegando falta de democracia em Myanmar. Joalherias famosas como Cartier, Tiffany e Signet boicotam o jade de Myanmar. Em 2013 o faturamento do jade de Hpakant foi de  US$297 milhões uma das principais rendas do pobre país.

Com o fim iminente do jade de Hpakant, os preços da esmeralda irão subir à estratosfera. Até agora os preços já subiram quase 100%.
Uma alta muito mais importante irá ocorrer assim que os estoques chineses acabarem.

Se você é dono de uma mina de esmeralda abra o olho, pois lucros extraordinários poderão surgir em um futuro próximo. 

Na foto uma peça de jade, extraída em Hpakant, é inspecionada por compradores : REUTERS/Aung Hla Tun

Venetia, o kimberlito mais lucrativo da África do Sul, em direção à lavra subterrânea

Venetia, o kimberlito mais lucrativo da África do Sul, em direção à lavra subterrânea



Venetia é um kimberlito situado no Limpopo Belt, que se popularizou por ser o maior produtor de diamantes da África do Sul, batendo jazimentos famosos como Premier e Finsch. O pipe de Venetia foi descoberto em 1980 pela De Beers e entrou em produção em 1992. Desde então a mina vem sendo lavrada a céu aberto e contribui com 40% de todo o diamante produzido no país.

Mas os dias da lavra a céu aberto estão contados. O fundo do pit, a 400m da superfície, já está chegando e é hora de planejar a lavra subterrânea.

A mina subterrânea deverá produzir os primeiros diamantes em 2021, atingindo a produção total em 2024. Trata-se de uma nova mina, um novo empreendimento onde serão investidos em torno de US$2 bilhões.

Esta operação adicionará 50 anos de vida útil e 96 milhões de quilates à De Beers. Nela serão usadas técnicas de lavra e equipamentos de última geração como caminhões por controle remoto e drones.

Calcula-se que a mina subterrânea deva criar 13.000 empregos diretos e indiretos injetando bilhões de dólares na economia do país.



Foto: operação de Venetia. Por De Beers

Começa a produção de diamantes no kimberlito Karpinskogo-1

Começa a produção de diamantes no kimberlito Karpinskogo-1


A gigante russa Alrosa informa que iniciou a produção no kimberlito Karpinskogo-1, na região de Arkhangelsk. O pipe, que tem 6 pulsos kimberlíticos, vai produzir 600.000t ainda em 2014. Esta produção irá escalar para 2 milhões de toneladas em 2015.

Karpinskogo-1 tem uma reserva de 126 milhões de toneladas no padrão JORC.

A Alrosa é a maior produtora de diamantes do mundo e deverá produzir 36 milhões de quilates em 2014.



foto de Ptukhina Natasha

Conheça Jubilee, a maior mina de diamantes do mundo

Conheça Jubilee, a maior mina de diamantes do mundo



Situada a 13 Km a NW de Aikhal, na Rússia, uma região peneplanizada com dezenas de lagos, encontra-se a maior mina de diamantes do mundo a mina de Jubilee.

As reservas recuperáveis de Jubilee superam os 204 milhões de quilates. Parte destas reservas, as 107,163 milhões de toneladas a um teor alto, de 0.90 quilates por tonelada de minério, já tem certificação JORC.

A mina a céu aberto está situada sobre o kimberlito de mesmo nome e é controlada pela gigante russa a ALROSA. O pit já tem 320 metros de profundidade e vai atingir 729 quando a mina será transformada em subterrânea.

A produção de Jubilee é simplesmente monstruosa. Em 2012 atingiu 10,4 milhões de quilates ficando um pouco acima da segunda maior mina do mundo a Udachny , localizada a 66 km, também na Yakutia. 

O pipe é conhecido por produzir diamantes grandes como o encontrado em 2013 com 235 quilates (não confundir com o diamante Jubilee produzido na África do Sul).

Horizonte Minerals recebe bons resultados de seu bulk sampling no Araguaia

Horizonte Minerals recebe bons resultados de seu bulk sampling no Araguaia




O projeto de níquel laterítico da Horizonte Minerals é uma história que data do início do século. A região havia sido trabalhada pela Rio Tinto e, em 2006, a Teck fez a primeira descoberta de um platô de laterita niquelífera onde hoje se desenvolve o projeto da mineradora .

O projeto evoluiu. Em 2010 foi adquirido pela Horizonte Minerals, uma junior listada nas bolsas de Londres e Toronto, que calculou, em 2011, um recurso inferido NI 43-101 de 76,6 Mt @1,35% Ni com créditos de cobalto.

Assim como a maioria dos jazimentos de níquel laterítico este projeto ficou, por anos, engavetado. O principal motivo era o preço do níquel que só decolou em 2009 e vem caindo desde então!



Os estudos de pré-viabilidade econômica mostram, para um cenário de produção de 2,7Mt por ano, um NPV8% de US$1.2 bilhões com um IRR de 21% para um preço do níquel de US$19.000/t.

Este estudo indicou, também, um break-even de US$14.060/t para o preço do níquel.

Este break-even, nos preços de hoje, parece muito alto e pode ameaçar a economicidade do projeto.

O preço do níquel na Bolsa de Londres, hoje, é de US$14.760/t...

Ou seja, com esses preços o projeto está no empate.

Os estudos metalúrgicos feitos pela Horizonte Minerals, feitos no Canadá, mostraram que o minério do Araguaia tem uma razão SiO2/MgO similar ao jazimento de Cerro Matoso da BHP. A Horizonte pretende, consequentemente, usar um processo de pirometalurgia que irá produzir um produto de ferroníquel (20% Ni – veja a foto) ao longo de 25 anos da vida útil da mina.

Concentrado de níquel e ferro 


Para confirmar os teores está sendo elaborado um estudo de bulk sampling (amostra de grande volume) onde furos verticais de grande diâmetro intersectam o minério e são analisados.

Os últimos resultados da Horizonte Minerals são muito alentadores: os teores de níquel variam entre 1,99% e 2,17% para intersecções de 12,45 a 13,95m.

Esta amostra de grande volume, com 200 toneladas, será processada em fevereiro na planta piloto do projeto.

Se os teores e recuperações forem confirmados esta área, possivelmente, será escolhida para o startup da mina.
e o início de 2011. Veja mais sobre o estudo de pré-viabilidade... 

PS= E COMO O BRASIL É RICO EM MINERIOS, E SÓ 80% DAS RESERVAS SÃO CONHECIDAS, VERGONHA NACIONAL, TEM MUITAS SERRAS PELADAS A SEREM DESCOBERTAS ETC...

As dez maiores petroleiras do mundo

As dez maiores petroleiras do mundo

Número 1
Aramco
A saudi Aramco é, sem dúvida a maior petroleira do mundo. Ela produz nada menos do que 12,5 milhões de barris por dia faturando centenas de milhões de dólares ao dia aos preços deprimidos de hoje.
O seu principal campo o Gawar produz duas vezes mais do que toda a produção da Petrobras.


Gazprom 
Número 2
Gazprom
A russa Gazprom é a maior produtora de gás natural do planeta. A sua produção diária de 9,7 milhões de barris é simplesmente extraordinária.
Apesar de ter uma reputação de ser a pior petroleira entre as grandes, a estatal russa é uma potência indubitável.
Ela controla uma boa parte do gás e do óleo distribuídos na Europa.
A sua atuação nos conflitos locais é decisiva e dá ao governo russo uma grande alavancagem política e econômica.


National Iranian 
Número 3
National Iranian Oil
Com 6,4 milhões de barris ao dia a petroleira iraniana National Iranian Oil Co é uma potência mundial.
Apesar de todas as sanções ocidentais ela continua predominando na região.
Muito do óleo vendido pela petroleira vai para a Índia e a Turquia.
Aos poucos percebe-se que, através da aproximação com Cristina Kirchner e Barack Obama, é possível que a National Iranian Oil  passe, também, a fornecer hidrocarbonetos para esses países.

Exxon Mobil 
Número 4
ExxonMobil
A ExxonMobil já foi maior. No entanto ela continua sendo uma das maiores petroleiras do planeta com uma produção diária de 5,3 milhões de barris.
Ela é a descendente da Standard Oil de Rockefeller.
A empresa tem um faturamento de centenas de bilhões de dólares o que a coloca entre as maiores empresas do mundo por faturamento.
Suas reservas de petróleo superam os 25 bilhões de barris e a empresa tem uma das maiores capacidades de refino do mundo.




Ouro: hora de comprar?

Ouro: hora de comprar?



 Responder  a pergunta de milhões de dólares (hora de comprar-hora de vender) é sempre complicado. A forma de resolver esta equação é não comprando, ou vendendo, tudo o que você pode. Se parcelar a venda, ou a compra, você conseguirá gerenciar melhor o momento criando um preço médio de compra ou de venda que poderá lhe dar um lucro maior ou uma perda menor.

Como sempre o tempo é o melhor remédio.

No caso das ações das mineradoras de ouro a solução deve ser a mesma: parcimônia.

O ouro está mostrando força desde o início do ano e as ações das mineradoras de ouro estão entre as que mais caíram em 2014.

Esta é uma combinação explosiva que geralmente vai gerar grandes lucros. Não há mais o que esperar.

Arregace as mangas e planeje as suas compras. Sucessos!!

O Fiasco de NY

O Fiasco de NY

Publicado em: 27/1/2015 16:24:00


Os meteorologistas americanos alertaram o país em especial a cidade de Nova York para a pior nevasca da década.

O Prefeito acreditou, paralisou os transportes públicos, as escolas, proibiu o tráfego de veículos e a cidade parou. As pessoas correram, ontem, aos supermercados assustadas e se abasteceram para a pior nevasca do século....que não veio.

Nova York amanheceu com uma neve comum para um dia de inverno e as 7:30 a cidade começou a voltar ao normal com a abertura das principais vias ao tráfego.

Um fiasco que custou aos cofres públicos milhões.

Apesar dos pedidos de “profundas desculpas” feitas por Gary Szatkowski, o chefe do Serviço Nacional do Tempo, fica demonstrado, mais uma vez, a ineficiência dos metorologistas com seus gigantescos computadores (foto do supercomputador britânico para a previsão do tempo) e seus algoritmos de prever o tempo, mesmo que por poucos dias.


Fortescue, a quarta maior produtora de minério de ferro do mundo balança e pode cair

Fortescue, a quarta maior produtora de minério de ferro do mundo balança e pode cair



A australiana Fortescue, uma mineradora gigante é a quarta maior produtora de minério de ferro do mundo ficando atrás das gigantes Vale, Rio Tinto e BHP.

A empresa tem quase 100.000 quilômetros quadrados de áreas e concessões em Pilbara uma das principais produtoras de minério de ferro da Austrália. A empresa ficou famosa e polêmica quando, em 2004 seu CEO Andrew Forrester (foto) buscou financiamento na China para desenvolver a infraestrutura de seus projetos.

Em 2006 a empresa foi alvo de uma investigação por conduta inapropriada decorrente dos contratos com os chineses.

Nada disso foi suficiente para paralisar a produção que começou em 2008. Em pouco tempo nascia uma gigante que tem apenas um calcanhar de Aquiles: o seu custo operacional.

O custo operacional total (AISC) da Fortescue é muito elevado, ficando em torno de US$70/t.

Com os preços do minério de ferro a US$63 a empresa deixou de ser lucrativa e suas ações despencaram...

Petrobras pode ter um prejuízo de R$54 bilhões

Petrobras pode ter um prejuízo de R$54 bilhões


Quando o assunto é Petrobras especulação é o que não falta.

A Reuters fala que pode ser anunciado um prejuízo recorde de mais de R$54 bilhões o que corresponderia a 42% do valor de mercado da Petrobras. É um número enorme e assustador que se estiver correto criará um caos.

Vamos aguardar...

Enquanto isso as ações da Petrobras sobem mais de 3%...será que alguém sabe algo que nós ainda não sabemos??

Asteroide de 325 metros passa perto da Terra

Asteroide de 325 metros passa perto da Terra

Publicado em: 27/1/2015 17:47:00


A Nasa divulgou a imagem de radar da passagem do asteroide 2004 BL86, um “potencial matador” com diâmetro de 325 metros que passou perto da Terra ontem.

Se um asteroide do tamanho do BL86 se chocasse com o nosso planeta o desastre poderia ser devastador.

No entanto o BL86 passou a mais de 1,2 milhões de quilômetros de distância: mais de três vezes a distância da Terra a Lua.

O interessante é que foi percebido que o asteroide tem uma pequena lua que o orbita em um sistema binário.

O BL86 não é visto com uma ameaça potencial ao nosso planeta.

Opala

23-conheca-11-opala Opala
Talvez a mais intrigante de todas as pedras preciosas, por sua capacidade de exibir simultaneamente flashes de luz multicolores. Quando em movimento, tem-se a sensação visual de um objeto vivo. Brasil e Austrália são as únicas fontes importantes de opala preciosa. Como a produção tem sido irregular, as gemas de qualidade são bastante raras e valiosas.
Cor e transparência: a base do cristal é translúcida e semitransparente, de cor branca (leitosa) a amarelada e, mais raramente, cinza ou preta, mas é a rara presença do efeito de "jogo de cores" que eleva a opala à categoria de pedra preciosa, sempre lapidada em forma de cabochon (sem facetas).
Jogo de cores: A qualidade da opala preciosa é determinada pela presença e distribuição dos flashes multicores de luz dentro dela, quando lapidada em forma de cabochon (polida sem facetas). Sua distribuição, quantidade e definição das cores irão determinar a qualidade de cada opala lapidada.
Outra variedade de opala preciosa é a opala de fogo, com grau de transparência de semitransparente a translúcida, cor variando do alaranjado a amarelado. Geralmente é lapidada com facetas.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Mineração: por que devemos investir no diamante do Brasil?


Mineração: por que devemos investir no diamante do Brasil?



O tempo de comprar é “quando houver sangue nas ruas”. Esta é a frase de um banqueiro, o Barão de Rotschild, feita no século 18 após a derrota de Napoleão na Batalha de Waterloo.

Ele estava certo e ganhou fortunas se beneficiando do pânico que seguiu a derrota da França.

Nós hoje estamos chegando a mais um momento de quase pânico entre os investidores que não sabem o que fazer com o seu precioso dinheiro.

De um lado temos a guerra dos preços do minério de ferro que está arrasando, a nível global, projetos, minas e mineradoras. Do outro os preços do petróleo, também em queda, fazem o mesmo com as empresas de energia e com as economias exportadoras.

Empresas como a Petrobras, que já foi uma das três maiores do mundo, podem virar lixo, um penny stock com preços abaixo de US$5 por ação sendo listadas somente em bolsas especiais para as empresas nanicas...

No meio deste tiroteio os investidores correm, atabalhoadamente, para o ouro na expectativa de que as quedas possam ser revertidas em 2016.

Será que isso vai ocorrer?

Entretanto, a maioria esquece que o diamante está se consolidando como um dos melhores investimentos da década e que nós no Brasil temos uma gigantesca região cratônica, favorável, que produziu milhões de quilates onde ainda não existem minas primárias de diamante.

O que faz o diamante tão interessante?

Simples. A produção mundial está caindo (veja o gráfico) e o consumo mundial só faz aumentar criando um descompasso que faz os preços subirem exponencialmente (veja o gráfico do preço do diamante de 1 quilate).

No gráfico de preços por tamanho observa-se que os preços sobem em função da procura por um específico tamanho de pedra. De 2010 para cá as pedras com tamanho entre 3 a 4 quilates foram as que mais subiram. São elas que irão propiciar a lapidação de diamantes de 1 a 2 quilates tão procurados pelas joalherias, cujas pedras atingem, quando excepcionais, até US$33.000 por quilate.

Preço diamante por tamanho

Os diamantes pequenos, que são quase todos lapidados na Índia também estão tendo uma grande procura.

O mais interessante é que esta tendência não está sendo revertida, pois para que isso ocorra, é preciso que as novas descobertas consigam superar a demanda: isso está muito longe de acontecer.

Quando observamos  a localização dos principais produtores do mundo vemos que 70% deles estão na África (Congo,Botswana, Angola, Zimbabwe, África do Sul e Namíbia), o restante no Canadá, Rússia e na Austrália.

Produtores de diamante

No mapa mundi vemos, com clareza, que a produção de diamante mundial está, principalmente associada às regiões cratônicas.

São nessas regiões geologicamente estáveis e frias que ocorrem na África, Canadá, Austrália, Rússia e Brasil que o foco da exploração e pesquisa mundial para diamantes está concentrado. Em todas essas regiões, com exceção do Brasil  existem importantes minas primárias de diamante.

Por que não no Brasil?



É que as empresas que investiram na exploração mineral (De Beers e Rio Tinto) e que descobriram a grande maioria dos mais de 1.500 kimberlitos brasileiros, mesmo tendo encontrado vários pipes com teores econômicos, nunca evidenciaram um depósito que elas considerassem de classe mundial.

Ou seja, o que elas descobriram foi, na época, considerado pequeno.

As grandes multinacionais, é lógico, também não tinham nenhum interesse em colocar em produção novas minas brasileiras que iriam competir com as suas próprias minas já em produção. Era muito mais interessante “sentar em cima” do que desenvolver. Foi o que a Rio Tinto e a De Beers fizeram.

Eventualmente elas foram embora do Brasil deixando para trás inúmeros kimberlitos interessantes sem um bom trabalho de detalhamento. Somente agora, que a crise de 2008 passou,  e os preços subiram, alguns poderão ser lavrados economicamente.

É o caso do kimberlito Braúna descoberto, muitas décadas atrás, pela De Beers na Bahia, em um cluster com outros 21 corpos. O Braúna foi retomado pela junior Lipari e, somente agora, está sendo promovido à mina.

O Braúna deverá produzir em torno de 225.000 quilates de diamantes por ano, por 7 anos e será o primeiro kimberlito a ser lavrado em toda a América do Sul.

Casos similares ocorrem em todas as regiões cratônicas do Brasil, onde são produzidos anualmente grandes quantidades de diamantes, quase todos fora do radar do DNPM. Para o Brasil se tornar um grande produtor de diamantes primários é só uma questão de fomento e investimento.

É óbvio que algumas coisas deverão ser mudadas na legislação, com a aprovação de um novo Código Mineral justo, que fomente e incentive a pesquisa mineral no país, mantendo os direitos de prioridade e protegendo aqueles que investem.

Em 2014 a mineração salvou o saldo da balança comercial brasileira de ser um desastre total

Em 2014 a mineração salvou o saldo da balança comercial brasileira de ser um desastre total


Em 2014 o saldo da balança comercial das mineradoras foi de US$35,1 bilhões, um número muito expressivo em um Brasil que teve um desempenho péssimo e um déficit da balança comercial acumulado de quase US$4 bilhões no ano.

A mineração exportou, em 2014, US$47,4 bilhões, mesmo com a forte queda dos preços do minério de ferro. Isto correspondeu a 21% de todas as exportações brasileiras que foram de US$225,1 bilhões.

Mas o que conta é o saldo da balança da mineração que foi determinante para que o deficit brasileiro não se aprofundasse muito mais, atingindo dezenas de bilhões de dólares.
Graças a lentidão do Governo em aprovar o novo Código da Mineração a arrecadação da CFEM foi de apenas R$1,7 bilhões, muito abaixo do que deveria ser.

Depois de ultrapassar os US$1.300/onça o ouro cai 1,2%

Depois de ultrapassar os US$1.300/onça o ouro cai 1,2%


O ouro está tendo uma excelente performance em 2015. Desde o início do ano ele subiu mais de 9%. Ontem, pela primeira vez no ano, ultrapassou a barreira dos 1.300 dólares por onça.

Entretanto, hoje, o metal cai mais de 1,2% com as notícias vindas da Europa onde o Banco Central Europeu está iniciando um programa de estímulo que irá injetar 60 bilhões de euros na compra de bônus a partir de março.

Este estímulo visa tornar os empréstimos e as exportações mais baratas o que vai ajudar as empresas a expandir.

As bolsas subiram na Europa e nos Estados Unidos, mas as ações das mineradoras de ouro estão em queda. A AngloGold cai 2,7%, a Yamana -2,27% e a Barrick Gold -1,83%.

Enquanto isso a Zona do Euro ainda luta contra os efeitos da crise que afetou os chamados PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Espanha) onde o débito devastou as economias causando um desemprego assustador. Daí a necessidade dos estímulos à economia.

O ouro, que anda na contramão das crises, caiu.

Os preços do ouro futuro também caíram refletindo as expectativas dos investidores. A prata futuro caiu, também, 0,6% atingindo $18.245 a onça.

New Horizon: descobridor do Planeta Plutão está chegando ao planeta após a sua morte

New Horizon: descobridor do Planeta Plutão está chegando ao planeta após a sua morte


O Astrônomo Clyde Tomaugh, entre outras coisas descobriu o Planeta Plutão, em 1930. O americano foi o primeira pessoa a identificar um objeto espacial no Cinturão de Kuiper: o pequeno planeta Plutão. Ele também descobriu vários asteroides como o 1604 Tombaugh que recebeu o seu nome.

Tombaugh morreu em 1997.

A sua descoberta de Plutão marcou uma época.

Ele usava um observatório de 13 polegadas quando percebeu que existia um objeto que se movia próximo ao local predito pelo Astrônomo Percival Lowell. Lowell predisse a existência de um planeta, chamado na época de Planeta X, localizado em uma órbita após Netuno
,

Plutão, situado a 5,8 bilhões de quilômetros da Terra, é o menor “planeta” do sistema solar e, hoje, perdeu o título de planeta:ele é denominado um “planeta anão”. Plutão tem um diâmetro de 2.300 quilômetros, sendo um pouco menor do que a Lua.

Para estudar o mais longínquo planeta anão do sistema solar foi lançada, em 2006, a nave New Horizon, mais uma missão da NASA. O objetivo da New Horizon é estudar os limites do sistema solar e, logicamente, Plutão e suas cinco luas.

Como você deve ter adivinhado a New Horizon leva consigo as cinzas do seu descobridor o Astrônomo Clyde Tombaugh. Antes de morrer Tombaugh pediu que suas cinzas fossem jogadas ao espaço.

New Horizon

Após 9 anos de viagem a New Horizon se aproxima de Plutão. A sonda saiu da hibernação e, hoje ela começa a sua histórica missão de tirar as primeiras fotografias de Plutão.

Nesta fase inicial as fotos ainda serão de pouca definição, pois a sonda ainda está há mais de 160 milhões de quilômetros de Plutão.

A sonda carrega, também, um espectrômetro e um telescópio de alta resolução que irão não só fotografar mas, também, analisar a composição do planeta anão, suas luas e as partículas encontradas no espaço.

O ápice da viagem vai ocorrer em julho de 2015 quando a New Horizon vai voar apenas 12.000 quilômetros de Charon a maior lua de Plutão. Charon é um enigma, quase do tamanho de Plutão.

Os próximos meses serão muito interessantes no Cinturão de Kuiper.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Petrobras: o preço da corrupção

Petrobras: o preço da corrupção


Depois de negar veementemente as acusações de corrupção em suas transações a Petrobras, forçada pelas circunstâncias, capitula e confessa.

A corrupção instalada no seu meio vai custar aos acionistas o equivalente a dez bilhões de reais.

Este é o número publicado pelo O Globo que reflete a auditoria feita na estatal.

Auditoria, aliás, forçada pela recusa da PriceWaterhouseCoopers em assinar os balanços, o que causou inúmeros prejuízos e embaraços à nossa estatal, que ainda tem que responder aos acionistas estrangeiros que agora já poderão quantificar os seus prejuízos.

São considerados, nestes dez bilhões os casos Abreu e Lima, Comperj, Repar, Replan, Henrique Lage e do gasoduto Urucu-Manaus e Cabiúnas.

Ou seja, ainda existem vários casos já denunciados que não foram considerados e que, com certeza irão subtrair, mais ainda, o dinheiro público.

Estas perdas financeiras podem aparecer no balanço do terceiro trimestre que ainda não foi publicado. É um prejuízo considerável em uma empresa que está mergulhada na maior dívida do mundo e que tem um valor de mercado em queda, atingindo hoje US$123,4 bilhões.

Apesar da péssima notícia as ações da Petrobras sobem mais do que 5%.

O motivo é que o mercado já havia precificado o prejuízo e, agora, espera uma menor ingerência do Governo Dilma na Petrobras.

 Será?

China: o gigante está vivo. A capacidade de refino do país cresceu 5,3% em 2014

China: o gigante está vivo. A capacidade de refino do país cresceu 5,3% em 2014




A China continua expandindo.

Em 2014 ela refinou 502,77 milhões de toneladas de petróleo produzindo estonteantes 15,54 milhões de barris por dia, quase seis vezes mais do que a produção brasileira.

Esta produção é recorde e mostra que a desaceleração tão propalada não pode ser assim tão grave, já que este é o maior aumento de capacidade em 5 anos.

No período as importações cresceram 9,5% atingindo 6,19 milhões de barris ao dia.

A produção de gás natural também está em alta, crescendo 6,9%  em 2014, quando atingiu 123,4 bilhões de metros cúbicos, mais do que seis vezes a produção brasileira anual.

A Pedra do Chapéu do Sol

A Pedra do Chapéu do Sol
As fotos abaixo mostram a beleza de um fenômeno natural e ímpar que é a Pedra do Chapéu do Sol (visada para leste).
Pedra do Chapéu do Sol
 
Se você mora nas imediações de Brasília e ainda não conhece a Pedra do Chapéu do Sol não perca a oportunidade. Planeje um dia para ver esta maravilha da natureza. Um bloco gigantesco de quartzito com 1,2 bilhões de anos e mais de 347 toneladas, equilibrado em um minúsculo ponto de apoio.
No final do ano o Portal do Geólogo foi a Cristalina, onde fica localizada a Pedra do Chapéu do Sol, para ver e entender a sua real relevância.
Assim como você ficará extasiado, nós também ficamos.
Localização Pedra do Chapéu do Sol
 
A Localização
A Pedra do Chapéu do Sol está localizada a norte de Cristalina e você vai ter que dirigir apenas 6km em estrada não asfaltada de boa qualidade. É muito fácil visitá-la.
Para quem vem de Brasília é só medir 2km a partir do trevo de Unaí, um pouco antes de Cristalina, que irá encontrar a estrada de acesso a esquerda ao lado do Posto Petrobras. A partir deste ponto percorra 2km até desvio a direita e mais 3km onde existirá uma pequena estrada, também a direita (sinalizada). Percorra mais 850 metros até a Pedra do Chapéu do Sol.
Ou, se preferir, coloque no seu GPS as coordenadas O Domo de Cristalina
 
A Pedra do Chapéu do Sol é um quartzito, rocha formada por areia de praias de um mar raso. A unidade pertence ao Grupo Paranoá e tem idade Mesoproterozóica, entre 1,0 a 1,5 bilhões de anos.
A região se caracteriza por estar dentro de um domo estrutural de grandes proporções onde as rochas sedimentares do Paranoá foram elevadas e arqueadas criando uma bela estrutura circular: o Domo de Cristalina.
Este evento criou uma zona de alívio de tensão que propiciou uma forte atividade hidrotermal, responsável pelas inúmeras minas e ocorrências de cristais de quartzo, o que dá o nome da cidade. A altitude geral do domo é em torno de 1.200 metros.
A Pedra do Chapéu do Sol está localizada na porção nordeste da região central do Domo de Cristalina.
Domo de Cristalina

A rocha tem o seu eixo principal alinhado na direção aproximada Norte-Sul e uma inclinação de 10% para sul.
Vista de N para S
A foto acima, visando o oeste, mostra a rocha em seu equilíbrio precário, sustentada em um quartzito fraturado com apenas 1 metro de ponto de apoio como pode ser visto nas fotos a seguir.
Existem muitos blocos de rocha em equilíbrio precário como a Pedra do Chapéu do Sol, mas poucos tem as dimensões e as características deste, o que o torna um dos mais importantes monumentos naturais do Estado de Goiás.
16°44'26.06"S e   47°34'12.26"O e navegue até ela.