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terça-feira, 30 de junho de 2015

Mineradora Paraíba Tourmaline é interditada por invasão subterrânea

Mineradora Paraíba Tourmaline é interditada por invasão subterrânea




A mineradora Paraíba Tourmaline que pertence ao Deputado João Henrique (DEM-PB) foi interditada.

O motivo é que a mineradora estava invadindo, pela mina subterrânea, a área da concorrente Parazul Mineração.

A Paraíba Tourmaline e a Parazul estão disputando na justiça uma mineralização de turmalina paraíba.

Segundo o relato da polícia a Mineração Paraíba Tourmaline está trabalhando ininterruptamente para atingir, pelas galerias subterrâneas, a área mineralizada que pertence à Parazul.

Em 2009 iniciou uma investigação da Polícia local e Federal que comprovou indícios de lavagem de dinheiro, contrabando, evasão de divisas e usurpação de patrimônio. Era a operação Sete Chaves que ainda subsidia as provas contra a mineradora.

Descobriram que as turmalinas extraídas ilegalmente eram levadas para uma mina em Parelhas/RN onde eram legalmente certificadas.

Em função dos crimes cometidos o Ministério Público Federal decidiu interditar a Paraíba Tourmaline. Caso a interdição seja descumprida a empresa será multada em R$50.000 por dia.

Junior Serabi produziu 18.452 onças de ouro no Palito

Junior Serabi produziu 18.452 onças de ouro no Palito



A mineradora Serabi, dona da Mina do Palito no Pará informa ter produzido 18.452 onças de ouro em 2014. A empresa planeja produzir 35.000 onças em 2015.

Segundo a Serabi o AISC (all-in sustaining costs) da operação ficou em torno de US$950/onça, ou seja, a mina teve um retorno econômico em 2014 já que os preços médios do ouro ficaram próximos a US$1.250 a onça.

Em 2014 foram extraídas 76.500 toneladas de minério com um teor médio de 9,95g/t de ouro. A recuperação da lixiviação no quarto trimestre melhorou, atingindo 90%.

A mineradora começa a tratar, também, 55.000 toneladas de rejeitos estocados cujo teor médio é de 2,25g/t. Este volume será processado até agosto de 2015.

O futuro do ouro está no AISC

O futuro do ouro está no AISC



Com o preço do ouro em queda, 40% abaixo do seu pico de 2011, muitos investidores procuram investimentos mais rentáveis.

Será verdade que os dias da mineração de ouro estão contados?

Com certeza não!

A mineração de ouro contribuiu, em 2014, com US$171 bilhões para a economia mundial segundo o World Gold Council. Uma indústria deste porte, que emprega centenas de milhares, e movimenta trilhões, não vai desaparecer.

Quem vão desaparecer são aqueles minas ineficientes que produzem o seu ouro a custos elevados e com baixa competitividade.

O que faz um empreendimento mineiro ser lucrativo pode ser sumarizado em apenas um acrônimo: AISC (all-in sustaining costs).

O conceito de AISC é bem mais amplo do que o do que os de cash costs, cut-off ou do break-even, que são os custos de empate que a empresa tem para produzir uma onça de ouro. O AISC leva em consideração não só os custos atuais mas, também, os custos futuros com manutenções, fechamentos de mina, taxações e reabilitações ambientais.

A mina que produz uma onça de ouro com AISC mais baixo que as competidoras está na vantagem e não será afetada caso o ouro caia ainda mais.

O problema é que as grandes empresas de mineração de ouro como a Barrick (AISC=US$865/onça) a Goldcorp (AISC=US$950/onça) ou a Newmont (AISC=US$1003/onça) tem, no seu portfólio um grande número de minas e, muitas, apresentam um AISC elevado o que faz a rentabilidade média da empresa cair.

O AISC médio das dez maiores mineradoras de ouro do mundo, em 2014, foi de US$956 por onça de ouro. Neste mesmo período o preço da onça variou entre US$1.350 e US$1.150 o que deu uma margem de lucro bem longe do espetacular as top 10.

Com o ouro em queda esses mineradores estarão, em muito breve, com margens apertadas e com minas no vermelho.

Muitos se perguntam se não é a hora de apostar em minas menores de alto teor e baixo custo.

De qualquer forma a hora é de baixar custos, concentrar nas jazidas de alto teor, vender ou fechar as minas marginais e concentrar em empreendimentos de alta lucratividade que são, coincidentemente, aqueles com AISC baixo e grande produção.

Quando o assunto é AISC quanto menor melhor!

A vendas de ativos de baixo AISC como a mina de ouro australiana Cowal cujo AISC é de apenas US$787/onça, vendida pela Barrick, serão considerada, em breve, grandes erros estratégicos.

O que vimos recentemente na guerra do minério de ferro pode se repetir com o ouro, basta o metal continuar em queda.

No momento a onça do ouro está sendo negociada a US$1.173,50 depois de estar a US$1.232 a 3 semanas atrás. Não falta muito para algumas grandes mineradoras entrarem no vermelho...

Peru e Brasil deverão suprir boa parte da demanda chinesa

Peru e Brasil deverão suprir boa parte da demanda chinesa de minerais



Depois de passar no Brasil e assinar acordos bilionários nas áreas da mineração, energia, alimentação e infraestrutura os chineses rumaram para o Peru.

O Peru é um dos maiores produtores minerais da América Latina. O país produz cobre, chumbo, zinco, prata e ouro compatíveis com os maiores produtores do mundo. Em breve o Peru estará produzindo mais de 1,2 milhões de toneladas de cobre o que o colocará na segunda posição atrás apenas do Chile.

Apesar disso o Peru, segundo o Fraser Institute é o trigésimo da lista de países que mais recebem investimentos na mineração.

Isto está para mudar, após a visita do Premier chinês Li Keqiang ao Peru.

Com um olho no cobre peruano, Li Keqiang ratificou o estudo de viabilidade econômica para a ferrovia Trans Oceânica entre Brasil e Peru. O Primeiro Ministro chinês fortaleceu os laços entre os dois países e semeou novos negócios e possibilidades.

O interesse chinês nos minerais peruanos não é de hoje. Já existem 12 empresas chinesas de mineração que estão investindo quase US$20 bilhões nos mais diversos projetos minerais no país andino.

O maior projeto chinês no Peru é o da mineração de cobre em Las Bambas.

Las Bambas um projeto com mais de 6,9 milhões de toneladas de cobre metálico, foi adquirido da Glencore pela chinesa MMG por US$5,85 bilhões. Quando em produção Las Bambas ficará atrás apenas de duas minas no mundo: Escondida e Cerro Verde.

Por trás das investidas chinesas na América Latina está um plano político muito bem elaborado. Os chineses estão enviando uma mensagem clara aos seus principais fornecedores mundiais de minerais: a Austrália.

Apesar de ser um grande parceiro econômico da China os australianos alinham, sempre, com os Estados Unidos e isso vem incomodando aos chineses que são os maiores responsáveis pelo crescimento econômico do país.

A mensagem foi recebida e os australianos, preocupados com o futuro da sua mineração, mergulham em debates.

Enquanto isso a China amplia a sua influência na América Latina e os Estados Unidos veem o seu antigo feudo, lentamente, desaparecer.

Desastre: importações chinesas de carvão caem 68% em maio.

Desastre: importações chinesas de carvão caem 68% em maio. Preços podem fechar a maioria das minas.



Os mineradores de carvão australianos não poderiam ter notícia pior.

As importações de carvão coqueificável da China caíram 68% em maio, em relação a 2014, atingindo o nível mais baixo desde março de 2009.

O total importado , 1,88 milhões de toneladas, foi quase 50% menor do que o de abril de 2015.

A gigantesca queda na importação mostra a fraqueza do setor do aço chinês, o protecionismo às minas de carvão locais e os problemas no frete que ocorreram em abril.

Os principais exportadores de carvão para a China, os australianos, estão em crise.

Em meio ao fechamento de minas e projetos os australianos veem o seu maior projeto de carvão o Carmichael ser paralisado em meio a debates políticos e ambientalistas.

As contratantes paralisaram os serviços de ferrovia, mina e porto por falta de financiamentos.

A mina de Carmichael, com um Capex de US$22 bilhões, deveria empregar 10.000 pessoas, pode estar ameaçada não só pelos ambientalistas mas, também, pela gigantesca queda nas importações chinesas.




O que assusta os australianos é que o preço do carvão praticado hoje já é igual ao preço do break-even de Carmichael. Ou seja: nos preços atuais Carmichael não terá lucros.

É o desastre!

Pensando no pior uma comitiva australiana está na Alemanha negociando a exportação de mais carvão para os alemães e europeus, cujas reservas estão rapidamente se exaurindo após os problemas com a Rússia.

Vale despenca com preços do minério de ferro

Vale despenca com preços do minério de ferro


As ações da Vale estão em forte queda (-4%) depois que os preços do minério de ferro voltaram a cair abaixo de US$60/t.

No ano as ações da Vale caíram mais de 19% e, tudo leva a crer, que as perdas poderão se intensificar, caso o preço do minério de ferro continue a cair.

Do outro lado do mundo os australianos, do Federal Department of Industry and Science cortaram a previsão dos preços do minério de ferro em 10%, para US$54/t.

A previsão do departamento australiano para 2016 é de US$52,10 e isso assuta, mais ainda os escaldados investidores.

O pessimismo australiano se deve à queda na produção de aço da China, e das importações de carvão que, com certeza, irá afetar, também, os preços do minério de ferro.


A tendência de baixa deve perdurar enquanto a construção civil chinesa permanecer incerta.

Mesmo assim a produção de minério de ferro da Vale e dos grandes mineradores australianos deve aumentar, criando mais uma pressão baixista o que leva muitos analistas a acreditar que o preço da tonelada pode chegar, mais uma vez, aos patamares de US$30, o que seria uma tragédia mundial.

Neste cenário desesperador pouquíssimas mineradoras irão sobreviver.

As sobreviventes terão que dizer adeus aos lucros gigantescos o que irá afugentar os investidores criando uma espiral de prejuízos.

Uma clássica situação onde todos perdem...

Folhelhos a salvação energética

Folhelhos a salvação energética



Os campos petrolíferos chineses estão secando.

Este fato fez a segunda maior economia global iniciar uma busca pela energia que é a fonte vital do seu crescimento e da sua economia.

É por isso que a China é, sem sombra de dúvida, o maior investidor em energia do planeta.

Já em 2010 a China se tornou a maior geradora de energia eólica do mundo gerando 41,8GW. Dois anos depois essa capacidade havia triplicado . O objetivo é atingir 220 gigawatts em 2020.

Pelo outro lado o país está tentando reduzir o insuportável índice de poluição atmosférica, um dos piores do mundo. Consequentemente o governo chinês, decidiu banir o uso de carvão em termoelétricas de Pequim e outras grandes cidades chinesas até 2020.

No processo várias plantas e minas serão fechadas.

A população agradece, mas a economia irá necessitar de, no mínimo, outra importante fonte de energia.

É por isso que a China espera investir a enorme quantia de 5,7 trilhões de dólares para descobrir, produzir, transportar, otimizar e economizar energia.

Este é o maior investimento em um único setor jamais feito pelo Homem.

Energia Solar e Limpa
Neste contexto os presidentes Putin e Xi Jianping assinaram o maior contrato da história da energia mundial. Foi um contrato de fornecimento de gás russo para a China no valor de US$400 bilhões. O fornecimento irá ocorrer via um gasoduto de milhares de quilômetros, que irá transportar 38 bilhões de metros cúbicos de gás por ano por, no mínimo, 30 anos.

Os números desta revolução energética são maiúsculos.

Mas, ainda existe, na própria China, um imenso potencial energético quase sem desenvolvimento, a espera dos investimentos, que estão chegando: é o gás dos folhelhos.

A China, assim como o Brasil, Argentina e Estados Unidos, são detentores de imensas reservas de folhelhos (xistos) com hidrocarbonetos.

Nos Estados Unidos, o país que literalmente inventou a exploração e produção do gás e petróleo destes folhelhos, a revolução econômica é uma realidade tão extraordinária que mudou para sempre a paisagem econômica da maior potência mundial.

Na China esta revolução está apenas começando.

Os mapeamentos geológicos identificaram várias bacias sedimentares onde volumes gigantescos de folhelhos potenciais foram acumulados. São os folhelhos de Yangzi, Yunnan, Guizhou e Guangxi assim como nas regiões leste e nordeste do país.

Desde 2009, quando a exploração para o gás dos folhelhos começou, as reservas já se acumularam em 130 bilhões de metros cúbicos.

Os chineses estão satisfeitos com os resultados promissores e se gabam de ter uma das maiores reservas do mundo, em torno de 1,3 quatrilhões de pés cúbicos de gás.

Estes recursos são superiores aos dos Estados Unidos somados aos do Canadá... um volume impressionante que anima os chineses a fazer grandes planos para o futuro.

Já em decorrência destas descobertas, em 2012, foi feito o plano de 5 anos para o Gás dos Folhelhos da China.

O principal objetivo deste plano é alcançar, com o gás dos folhelhos, a marca de 10% do consumo energético da China em 2015 atingindo uma produção anual, em 2020, de 30 bilhões de metros cúbicos por ano.

A China atraiu investidores e exploradores estrangeiros, em busca de financiamentos e know-how, acelerou a liberação de licenças (o Brasil bem que podia aprender com eles...) e em 2014 mais de 400 furos exploratórios haviam sido feitos.

A produção de 2014 atingiu em torno de 4 bilhões de metros cúbicos mostrando o acerto do esforço chinês e a viabilidade do plano de 5 anos.

Com as políticas do gás do folhelho os chineses pretendem imprimir um crescimento rápido e saudável do setor, gerando uma energia limpa, aumentando o uso doméstico do gás natural e reduzindo as emissões de gases de efeito estufa.

O Governo está criando incentivos e redução de impostos àquelas indústrias que irão migrar para o gás ao mesmo tempo em que investe em novas tecnologias para baratear os custos exploratórios do hidrocarboneto.

A exploração está banida em reservas naturais, áreas de conservação das águas e áreas com riscos geológicos.

Os proprietários de terras poderão, também, explorar os recursos.

Em paralelo o Governo está criando um ambiente competitivo através de leilões públicos de blocos de áreas para a exploração. As empresas internacionais com tecnologia avançada estão sendo encorajadas a entrar em joint-venture com as empresas chinesas, uma forma de evitar a competição desleal e de transferir o know-how.

As empresas produtoras terão isenção dos royalties além de receber os incentivos previstos pelas leis.

Com todos esses dispositivos e facilidades os chineses estão rapidamente rumando para o topo da lista dos maiores produtores de gás do planeta, assustando, mais uma vez os membros do cartel da Opep que até então reinavam soberanos.

São mudanças de grande impacto econômico que estão diretamente ligadas a um fabuloso recurso geológico: o folhelho.

O mesmo folhelho que nós brasileiros dispomos, mas que pouco ou nada sabemos sobre os recursos de gás e óleo nele existentes. O nosso desconhecimento é fruto de uma total falta de investimentos em exploração e pesquisa.

Estamos atrasados e continuamos apostando em modelos antigos e campos petrolíferos de águas super profundas do Pré-sal, onde os custos operacionais, de muitos campos, são proibitivos aos preços atuais do barril de petróleo.

Temos que transportar o nosso gás, ainda importado da Bolívia, por milhares de quilômetros de gasodutos, enquanto no interior do nosso país jazem volumes imensos de folhelhos que poderiam estar produzindo riquezas e empregos.

Enquanto o resto do mundo já evoluiu e faz uma exploração moderna, limpa e virtualmente sem poluição os nossos técnicos e políticos ainda discutem os erros feitos há décadas nos Estados Unidos, que já foram corrigidos e, hoje, fazem parte do passado.

O pior subdesenvolvimento é aquele que aqui ocorre: um país rico onde a população miserável não consegue usufruir da riqueza do subsolo por falta de qualidade de seus políticos corruptos, míopes e despreparados.

Sem fundos e prejudicada pela corrupção

Sem fundos e prejudicada pela corrupção, Petrobras corta investimentos em 37%. É o fim da autossuficiência de petróleo.





A notícia já era esperada. A Petrobras, a empresa mais endividada do mundo, foi forçada a cortar o seu ambicioso plano de investimentos entre 2015 a 2019 em 37%. Consequentemente a empresa espera investir um total de US$130,3 bilhões: um corte gigantesco de R$239 bilhões nos investimentos futuros.

A empresa está enfraquecida pela péssima gestão de anos e pelo roubo e corrupção que gerou um prejuízo de bilhões em um processo que ainda não terminou.

Com essa redução de investimentos cai, também, a previsão de produção futura.

Segundo a estatal em 2020 a produção não irá ultrapassar 2,8 milhões de barris por dia. Isto significa que o Brasil não conseguirá atingir a sonhada autossuficiência em petróleo, pois o consumo em 2020 será superior a 3 milhões de barris por dia.

A previsão antes dos cortes era que a Petrobras iria produzir 4,2 milhões de barris por dia.

As notícias assustaram os investidores e as ações despencam 4% no momento.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mineração de ouro dá sinais de recuperação

Mineração de ouro dá sinais de recuperação



Após quase quatro anos de preços baixos e maus negócios o setor volta a mostrar força.

Nos primeiros meses do ano as fusões e aquisições foram mais do que duas vezes maiores do que as feitas no mesmo período de 2014.

Trata-se de um excelente parâmetro para medir o nível de aquecimento do setor que totalizou US$3 bilhões segundo a Thomson Reuters.

Apesar das oscilações do metal as bolsas estão próximas dos picos históricos o que atrai, mais uma vez, o interesse dos gerentes dos grandes fundos de investimentos.

A percepção geral é que as ações das mineradoras estão baratas: o momento é de compra.

Caso os preços do ouro voltem a subir, será praticamente inevitável uma corrida para as mineradoras que tem baixo custo operacional por onça produzida (AISC). Estas são as queridinhas do mercado e estarão fazendo lucro mesmo em momentos de queda do ouro prolongada.

Assim que os profissionais comprarem estará aberta a porta para os demais investidores que serão atraídos pelas altas resultantes das compras maciças.

Prepare-se!

domingo, 28 de junho de 2015

Safira

Safira

>> Familia(s) : corindons, oxidos

Seu nome vem do hebreu "sappir" que designara durante muito tempo as gemas de cor azul, as "coisas as mais belas". Em torno de 1800, mostrou-se que o rubi e a safira eram variedades de um mesmo mineral, o corindon.
Atualmente, a safira corresponde à todos os corindons azuis de qualidade gema. As outras cores excluindo o azul sendo especificadas por um atributo :safira verde, safira amarela, o que é incolor sendo chamado leucassafira e o alaranjado "padparadscha" querendo dizer em singalês "flor-de-lotus" de onde a cor é aproximada.
O nome rubi é reservado ao corindon vermelho.
Na realidade, não existe limites regorosos entre o rubi e a safira com tendência à vermelho claro, rosado, violaceo claro.Entretanto, como a safira se formou em camadas superiores da crosta terrestre, onde a presença de titânio e de ferro é mais frequente que a do cromo, ele é menos raro que o rubi.
As variedades de cor azul, apresentam tantas sutis tonalidades, devidas à presença de minusculas quantidades de oxido de titânio ou de ferro, que o vocabulario é demasiado pobre poara as nomear. Ele pode ser de todas as tonalidades de azul, do mais claro, como a agua-marinha ao azul o mais firme. As mais belas são as do Cachemira, de um azul qualificado de "veludado". Os da Birmânia, azul indigo são muito estimados como os do Sri-Lanka que são do famoso azul "azulado" muito vivo, ligeiramente purpura por vêzes.
As safiras do Sri Lanka são tão célebres que se fala muito frequentemente das "safiras do Ceilão", o antigo nome do Sri Lanka.

Local de extração

Ela se encontra no marmore, no cipolino, no basalto, nas pigmatitas mas na pratica, ela é procurada nos aluviões. Trata-se de simples poços cavados para se alcançar as camadas profundas. Sua densidade elevada permite também de o recuperar por lavagem da areia e dos pedregulhos que são triados em seguida à mão. As jazidas atuais são numerosas e largamente distribuidas...
Na Birmânia, como para o rubi, é em direção de Mogok, que se encontra as safiras, a rocha mãe sendo uma pigmatita, foi alias la, que em 1966, foi encontrado a maior safira astérica do mundo, um cristal de 12,6 kg.
A região de Ratnapura, ao sudoeste do Sri Lanka, fornece safiras desde a Antiguidade. Encontra-se gemas nos aluviões. As pedras são de cor azul miosotis ou azulada, com uma ponta de violeta claro, mas tem também variedades amarelas, laranjas, verdes, rosas, castanhas, incolores. Pode-se dizer que mais da metade das safiras comercializadas são provenientes do Sri Lanka, o pais das safiras.
Na Tailândia são conhecidas duas zonas produtoras importantes : Chanthaburi, no sudeste de Bangkok, e Kanchanaburi, no noroeste da capital. As pedras são de excelente qualidade, de cores variadas e frequentemente com belas astéricas (estreladas).
No Cachemira, a produção iniciou em 1881 e hoje, minas situadas à 4 500 m de altitude, retira-se das bolsas de kaolinita, belas safiras..
Desde 1894, no Montana (Estados Unidos), produzia safiras, os trabalhos, interrompidos em 1920, reabriram episodicamente em 1985.
Na Australia, principalmente no Queensland onde elas são conhecidas desde 1870, extrai-se por lavagem de aluvião, a rocha mãe (matrix) sendo o basalto. Sua qualidade é média, as gemas de cor azul sombrio pegando uma tintura preta, azul verde, até mesmo preto na luz artificial. Descobriu-se também safiras pretas astéricas (estreladas). E é também necessario citar as minas da Nouvelle-Galles do Sul, que, desde 1918 porduzem safiras de qualidade.
Outras jazidas : o Brasil (Matro Grosso, Minas Gerais) a China, o Camboja, (Païlin), a Argentina, a Colômbia, o Quênia, o Malawi, a Nigéria, a Tanzânia (margens do rio Umba) Songea, Madagascar, o Zimbabue, a Finlândia (Laponie), a Republica Tcheca, a Suiça e mesmo a França, (Auvergne)

Utilização em joalheria

A safira é uma das gemas mais utilizadas em bijuteria-joalheria, lapida-se em facetas ou em cabochão, que se pode encontrar nas chaves de relogios de célebres joalheiros parisienses. Tradicionalmente as safiras azuis eram praticamente as unicas utilizadas. Atualmente todas as tonalidades de cores são utilizadas e associadas nas joias. As cores rosas, amarelas e azuis se aliando particularmente bem.
As safiras mais procuradas são as da Cachemira podendo atingir varias dezenas de milhares de dolares.
Atualmente é no Sri-Lanka que são produzidos mais safiras utilizadas em joalheria e as famosas "Padparatscha".
As safiras astéricas (estreladas) de uma estrela de 6 linhas são também muito procuradas quando além deste fenômeno elas possuem uma bela cor azul, o asterismo sendo devido às finas agulhas de rutilo tendo sido desenvolvidas no interior da pedra quando de sua cristalização.
A safira é a pedra de aniversario do 5° ano de casamento e também do 45°.

Cuidado e precaução no cotidiano

Como o rubi, é uma das gemas mais faceis de manutenção pois resiste aos choques, de uma grande dureza e insensivel aos acidos e ao calor. Lavar com agua adicionada de liquido para louças e enxaguar com agua depois alcool.

Litoterapia cultural e historica

Ela teria servido de méduim aos magicos para ouvir vozes e fazer experiências de quiromancia. Um texto do século XVI° diz que aquele que usa uma safira obtém sucesso em tudo o que começa à fazer pois ela é em harmonia com todos os azuis do céu e que ela concentra suas forças etéricas na propria coloração para trazer felicidade à seu dono.
Ela é a pedra mais representativa da pureza e da energia, tradicionalmente nomeada pedra da crença e da paz da alma, excelente para a meditação e companheira no caminho da espiritualidade. Ela traria afeição profunda e fidelidade. Sua vibração calma lembraria a presença do divino, expulsando os aspectos superficiais da vida para trazer pensamentos profundos, de valores verdadeiros e eternos. Expulsando o medo e o terror, fazendo descobrir a fraude, prevenindo a miséria, protegendo contra maleficios, ela reduziria os calores libidinosos e tornaria casto e pudico. Sua luz azul escuro permite de se expandir ao contato com entidades espirituais superiores.
Quando uma safira apresenta asterismo e assim lapidada em cabochão ela faz sobressair uma estrela ela da acesso às imagens cosmicas e ajuda à co,preender a existência de uma harmonia cosmica. A safira azul clara, signo de doçura e de ternura, facilitaria a comunicação. Aquela que possui um azul mais firme estimularia a espiritualidade, desenvolveria as faculdades extrasensoriais, a imaginação, a criatividade. Ela devolveria ao corpo toda sua força e uma bela cor à pele. Os asmaticos usarão uma safira ao nivel do coração e aqueles que gaguejam ao nivel do pescoço.
Uma safira alaranjada colocada ou usada sobre o chacra sagrado teria um efeito sobre a fecundidade das mulheres.
Ela corresponde ao Touro, à Virgem, à Libra, aos Peixes (safira azul), ao Sagitario (safira azul escuro), ao Aquario (safira azul clara).

Imitações e tratamentos

São conhecidos numerosos dublets possiveis : vidro azul cobalto recoberto de uma fina lâmina de granada, uma coroa de safira esverdeada com a culatra de safira sintética azul, de pequenas safiras naturais incolores parecidas com um cimento azul escuro.
Alguns corindos incolores são queimados à 1 700°C com ajuda de titânio e de ferro para as colorir superficialmente na superficie mas se são mergulhadas na glicerina, pode-se observar contorno azul escuro mais marcados, o que significa um tratamento por difusão.
As safiras estreladas podem ser imitadas colando uma placa de esmalte azul sob um cabochão de quartzo rosa estrelado, ou ainda gravando a face inferior de um cabochão em vidro azul.
Foi no inicio do século XX° que conseguiram sintetizar a safira, como o rubi pelo processo Verneuil, com prorpriedades muito proximas das da pedra natural. Existe também safiras anidras, mas mais raros que o rubi.Desde 1947, sabe-se também realizar safiras estreladas muito validas. A safira é também tratada por aquecimento.

Melhoramentos

Admite-se que um aquecimento moderado e respeitando a estrutura cristalina da safira pode ser praticada para embelezar a gema, assim terminando o trabalho da natureza reforçando sua cor.Em nenhum caso é acrescido matéria para preencher as fendas nem colorante. Este tipo de tratamento é qualificado de "melhoramento" pelos profissionais e deve ser mencionado no ato da venda.

Pedras historicas e legendas

As safiras de gande tamanho restam excepcionais e então um nome particular lhes foi atribuido…Citemos, por exemplo : a Estrela da India sem duvida a maior jamais lapidada (563 quilates) e a Estrela da Meia Noite, safira preta astérica de 116 quilates : A Estrela da Asia, que é a Smithsonian Institution em Washington (330 quilates) aproximando da Estrela de Artaban (316 quilates) ; o St. Edouard e o Stuart cravados na coroa real da Inglaterra.
Os americanos lapidaram em enormes safiras a cabeça de três de seus presidentes (Washington, Lincoln, e a de Eisenhower em uma pedra encontrada em 1950, pesando 2 097 quilates, reduzida à 1 444).O museu nacional de historia natural de Paris conserva o Ruspoli (ou Raspoli), uma safira em forma de losângulo de 135,80 quilates tendo pertencido à Louis XIV. O tesouro da catedral de Reims possui o talismã de Carlos Magno. Aquele que ele usava no pescoço quando foi aberto seu caixão em 1166, e que foi oferecido à Napoleão I° pelo clero de Aix-la-Chapelle, tinha duas grandes safiras, ela foi em seguida usada por Napoleão III.
Uma tradição diz que as Tabuas da Lei postas por Deus à Moisés teriam sido em safira, o que parece surpreendente, assimcomo o balde de Salomão que permitia ao filho de Davi de aprisionar os demônios. Os egipsios consideravam esta pedra como sagrada e, bem mais tarde, a Igreja catolica fez dela um simbolo de pureza. Um ato oficial do papa Inocente III (papa de 1198 à 1216) prescriria aos cardeais e aos bispos de usar uma na mão direita, que abençoa, um anel decorado de uma safira.
Legendas : Conta-se que no Himalaia, a estação das neves na lingua sagrada da India, era povoada de gigantes imprudentes que, logo que uma ligeira névoa cobria a região, roubavam aos deuses um pedaço de céu de cor azul veludado. As divinidades, muito nervosas e cegas de vingança transformaram estes ladrões em montanhas mas esqueceram o bem roubado e é assim que surgiram as safiras da Cachemira.

Granada

Granada
Granada não é o nome de uma pedra preciosa, mas de um grupo delas. Geralmente aparecem na natureza na forma de belos cristais granulares (daí seu nome), nas cores vermelha, amarela, marrom, preta e mais raramente verde ou incolor. São de transparentes a semitransparentes.

As granadas mais comuns chamam-se almandina, piropo, spessartina, grossulária, uvarovita e andradita (esta assim chamada em homenagem a José Bonifácio de Andrade e Silva, que foi, além de estadista, importante mineralogista). Para uso como gema, as mais importantes são piropo, almandina e demantoide. Para outros fins, a mais importante é a almandina. Quando não servem para uso em joias, as granadas são empregadas como abrasivos (em lixas, principalmente) e em relógios (como “rubis”).

Os principais produtores são República Checa, África do Sul (piropo), Rússia, Austrália, Sri Lanka, Áustria, Hungria, Alemanha, Índia, Madagascar e EUA. No Brasil, ocorrem em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Ceará, Rondônia e Rio Grande do Norte. A almandina e o piropo valem de US$ 0,50 a US$ 35 por quilate para gemas de 0,5 a 30 quilates. A rodolita tem faixa de preço semelhante: de US$ 0,50 a US$ 25.

 
 Granada bruta
Granada bruta
 
 Granada lapidada
Granada lapidada

Turmalina

Turmalina
Assim como as granadas, as turmalinas constituem um grupo de minerais, e não uma espécie só. São 11 espécies, mas as usadas como gema são, em sua maioria, variedades de elbaíta. A turmalina preta é outra espécie, a schorlita. Formam em geral cristais colunares alongados verticalmente, quase sempre com faces curvas e estriadas na direção de maior comprimento. A cor é muito variável e, de acordo com ela, a elbaíta recebe nomes como rubelita (rosa ou vermelha), indicolita(azul), acroíta (incolor), verdelita (verde).

Um cristal de turmalina pode ter uma cor em cada extremidade e ainda uma terceira no centro, ou ter uma cor por fora e outras no seu interior distribuídas concentricamente. A turmalina de duas cores é chamada de turmalina bicolor. Se tem cor rosa no centro e verde externamente recebe o nome popular de turmalina melancia. A indicolita é bastante rara e a schorlita, a mais comum.

São gemas opacas a transparentes, de brilho vítreo. A rubelita costuma ter muitas fissuras. As mais usadas em joias são as amarelo-esverdeadas, amarelo-mel, azul-escuras, vermelhas, verde-escuras e rosa. São produzidas principalmente na Namíbia, no Brasil e nos EUA, vindo em seguida Rússia, Mianmar (ex-Birmânia), Sri Lanka (turmalina amarela), Índia e Madagascar. No Brasil, destaca-se o Estado de Minas Gerais, mas existem turmalinas também no Ceará, em Goiás e na Bahia. Em 1978, no Município de Conselheiro Pena (MG), descobriram-se vários cristais de rubelita gemológica com dezenas de quilogramas.

Não existe turmalina sintética no comércio de gemas. O valor dessas gemas cresce com a intensidade da cor, mas entre as verdes valem mais as mais claras (mais parecidas com a esmeralda). Nas turmalinas bicolores o valor maior corresponde ao maior contraste de cor. A turmalina paraíba, a mais valiosa de todas as turmalinas, com a cor azul néon vale de US$ 15 a US$ 15.000 por quilate, para gemas de 0,5 a 3 quilates. A verde néon é um pouco menos cara: de US$ 10 a US$ 9.000 por quilate. Como as reservas brasileiras de turmalina paraíba estão esgotadas e as da África estão no fim, esses preços deverão subir, se já não subiram.

As variedades rubelita, verdelita e bicolor variam de US$ 1 a US$ 280 por quilate, para gemas com 0,5 a 20 quilates. A indicolita é um pouco mais cara que elas: de US$ 2 a US$ 480 por quilate. Dravita e uvita custam de US$ 3 a US$ 30 por quilate, para gemas com 0,5 a 1 quilate. A schorlita, a mais barata de todas, vale de US$ 0,20 a US$ 1,80 por quilate, para pedras com até 100 quilates.
 
 Turmalina-melancia bruta
Turmalina-melancia bruta
 
 Turmalina bicolor (lapidada) e com três cores (bruta)
Turmalina bicolor (lapidada) e com três cores (bruta)



Depósitos de água-marinha do Ponto do Marambaia, parte da Província Pegmatítica Oriental de Minas Gerais..

Depósitos de água-marinha do Ponto do Marambaia, parte da Província Pegmatítica Oriental de Minas Gerais, estão inseridos no Campo Pegmatítico de Padre Paraíso-Catugi, Distrito Pegmatítico de Padre Paraíso.

Os pegmatitos contêm água-marinha, berilo comum e goshenita, topázio azul, cristais decimétricos a métricos de quartzo hialino e murion e são hospedados no granito Caladão.

A água marinha apresenta importância econômica no cenário mundial gemológico, no que diz respeito à produção histórica e potencialidade, ao volume e à qualidade das gemas produzidas.

Registros de achados famosos de cristais de águas-marinhas, dentre as quais, "Papamel" e "Marta Rocha", com 74 kg e 33,9 kg, respectivamente são reconhecidos internacionalmente.

Os pegmatitos apresentam zonalidade irregular, contém K feldspato, quartzo, biotita, água-marinha e topázio, não apresentam controle estrutural e seus contatos com o granito variam de brusco a gradacional.

Possuem posição espacial variável entre vertical a horizontal, espessuras decimétricas a métricas, extensões decamétricas, formatos irregulares amebóides e relativa diferenciação.

Os pegmatitos evoluíram a partir da fração gráfica com K feldspato-quartzo, seguido da formação de mega-cristais de K feldspato e quartzo leitoso intersticial e maciço, biotita e as gemas, topázio e água-marinha, sob condições rúpteis.

O íntimo relacionamento da água-marinha com mega-cristais de K feldspato sugere processo metassomático com a ação de fluído aquoso rico com Be residual, resultando na formação de água-marinha Finalizando o processo, líquidos residuais silicosos deram a origem a cristais de quartzo hialino e murion piramidados, após o fraturamento ter cessado.

Os pegmatitos do Ponto do Marambaia podem ser enquadrados na classe de pegmatitos de elementos raros do Tipo Berilo, sem Ta e Nb.

O Granito Caladão é porfirítico, não apresenta deformação dúctil, não contém granada, exibe nítido fluxo magmático e inclusões ocasionais de Charnockito Padre Paraíso, com quem apresenta contatos gradacionais.

Foi derivado de refusões parciais crustais a partir de granitóides que o circundam, designados por Itaipé, Caraí, Faísca e Wolf com contatos intergradacionais entre si e com o Granito Caladão.

Integra a Suíte Intrusiva Aimorés, pós-colisional da Faixa Araçuaí, e é datado entre 520-490 Ma.

Ponto do Marambaia, localizado no município de Caraí, a 90 km a norte da cidade de Teófilo Otoni, tem notável reconhecimento nacional e mundial no que diz respeito à produção histórica de gemas, notadamente de água-marinha, constituindo-se no maior prospecto do país, além de topázio e quartzo hialino e murion, provenientes dos pegmatitos e depósitos secundários.

Os corpos pegmatíticos vêm sendo lavrados desde o início do século XIX.

Neles, foi encontrada em 1910 a água-marinha "Papamel", de excelente qualidade, pesando 74 kg.

Em 1954 foi descoberto um exemplar de grande valor que recebeu o nome de "Marta Rocha" em homenagem à Miss Brasil da época.

Pesava 33,9 kg e apresentava mais de 60% do volume com limpidez adequada à lapidação.

Uma água-marinha límpida e de rara beleza, com cerca de 25 cm de comprimento e 4 cm de diâmetro proveniente região do Ponto do Marambaia, encontra-se no Museu de História Natural de Houston, Texas.

Explotados pela Mineração Barro Preto, os pegmatitos desta região estão inseridos no Campo Pegmatítico Padre Paraíso-Catugi,que fazem parte do Distrito Pegmatítico de Padre Paraíso.

Este distrito integra a Província Pegmatítica Oriental, que congrega 7 distritos produtores de minerais-gema, além de diversos minerais industriais.

O presente artigo pretende contribuir para um melhor conhecimento dos aspectos relacionados com as natureza das ocorrências de água-marinha, topázio e quartzo, interessando as relações de campo do sistema granito-pegmatito e a distribuição dos minerais nos pegmatitos, bem como as transformações metassomáticas sob a ação de fluidos aquosos ricos em F.

O trabalho, no seu transcurso serviu como orientação às operações de pesquisa e lavra dos pegmatitos, procurando estabelecer como as suas relações mineralógicas, geométricas e estruturais podem ser úteis nesse sentido, estabelecendo também metodologia mais segura das atividades subterrâneas.

Inúmeros granitóides Neoproterozóicos intrusivos da Faixa de Dobramentos Araçuaí foram mapeados e identificados pelo Projeto Leste realizado pela CPRM.

O Granito Caladão, com cerca de 650 km2 de área aflorante, está circundado pelos Leucogranitos Itaipé e Caraí a oeste, Leucogranito Faísca a sul e a nordeste e a este pelo Granito Wolf.

Corpos charnockíticos subarredondados e em "farrapos" ocorrem inclusos no granito Caladão, sugerindo se tratar de xenólitos e "roof pendants".

Pequenos "stocks" de leucogranitos, Viana e Carlos Chagas estão inclusos nos granitos Faísca e Wolf respectivamente.

Os contatos entre todos os granitóides são gradacionais, o que sugere íntimo relacionamento magmático.

Todos esses granitóides são considerados sin a tarditectônicos.

Foram reconhecidas seis diferentes suítes granitóides em toda a Faixa Araçuaí, mas na região ocorrem apenas os tipos das suítes G5, correlacionável ao Granito Caladão e G3S (leucogranitos com granada, ocasionalmente cordierita e sillimanita, com restos de gnaisses, tipo S, considerados sin a tardi-tectônicos, datados 560-570 Ma) correlacionável aos quatro tipos de granitóides que circundam o Granito Caladão.

Esses quatro granitóides foram descritos como do Complexo Medina, intrusivos entre as rochas do Grupo Rio Doce e Macaúbas a oeste, e do Complexo Gnáissico-kinzigítico a leste.

As rochas dos Grupos Rio Doce e Macaúbas correspondem a biotitaxistos, com quantidades variáveis de quartzo, granada, andalusita, cianita e cordierita, forte xistosidade e lentes de muscovitaquartzitos e inclusões de rochas meta-ultramáficas.

Durante o Evento Brasiliano, intensa fusão parcial da crosta produziu nesta região grande volume de magma granitóide, e diversos plutons graníticos aos quais se associam expressivos corpos pegmatíticos produtores de minerais-gema e minerais industriais.

Interpretamos como derivados da fusão parcial dos biotita-xistos e charnockitos os granitos circundantes e pela evolução deste processo magmático foi formado o Granito Caladão.

Os granitóides estudados podem ser agrupados segundo dois tipos, granitóides portadores e não-portadores de granada.

O primeiro grupo é representado pelos Leucogranitos Itaipé, Caraí, Faísca e Wolf, podendo ser incluído o granito Novo Cruzeiro, de pequena dimensão, pertencente à suíte G3S ou Complexo Medina.

O segundo grupo compreende o Granito Caladão com Charnockito Padre Paraíso incluso, que corresponde à Suíte G5 ou Suíte Aimorés, que encaixam os pegmatitos estudados.

Granitóides a Granada Correspondem aos leucogranitos denominados Caraí, Itaipé, Wolf e Faísca.

Estes granitos são muito semelhantes entre si nos aspectos mineralógicos e texturais.

São rochas isentas de deformação, exibindo caráter ígneo, evidenciado pela textura fluidal, ou isotrópica.

Os contatos entre essas unidades são transicionais, sem relações intrusivas, e sem a existência de xenólitos, à exceção do Granito Novo Cruzeiro, cortado por diques do Leucogranito Caraí, o que revela diferença temporal.

O contato do Granito Novo Cruzeiro com os gnaisses da Formação Concórdia do Mucuri do Grupo Rio Doce, é transicional ou tectônico por falhas.

Nas proximidades deste contato o Granito Novo Cruzeiro exibe porções migmatíticas e nebulíticas, constituindo portanto um granito mais antigo.

O Leucogranito Itaipé difere do Leucogranito Caraí pelo maior conteúdo de fenocristais de feldspato, enquanto o Leucogranito Faísca, é distinto de ambos pela ausência de estrutura fluidal e pela presença de agregados "schlieren" máficos ricos em biotita.

Essas quatro variedades de granitos são de coloração cinza-claro, creme e rósea, tem granulação média a grossa, textura porfirítica, e contém fenocristais de feldspato com comprimento entre 1 e 3 cm, que podem porém atingir 8 cm no Leucogranito Itaipé.

Os granitos em discussão consistem de quartzo, K feldspato e plagioclásio, biotita subordinada e agregados de granada com até 3 cm de diâmetro.

Os minerais acessórios ou secundários são muscovita, sericita, clorita, apatita, zircão, minerais opacos (principalmente magnetita) e carbonato.

Na porção oeste da área, aflora o Leucogranito Caraí, com aspecto pegmatóide, cortado por enxame de pegmatitos delgados, com "bolsões" de turmalina negra, por vezes, levemente esverdeada, intercrescida com quartzo e associada à biotita.

A presença de turmalina negra indica possível zona de contato metassomático, considerando a proximidade com xistos da Formação Salinas.

A presença ocasional de xenólitos de biotita gnaisse melanocrático, ricos em porfiroclastos de granada apoia essa sugestão.

Os Granitos à granada são do tipo-S, peraluminosos e formados em profundidade média na crosta.

Evoluíram a partir de fusões parciais de rochas principalmente metassedimentares, com pequena contribuição de crosta oceânica ou mantélica e foram datados entre 580 e 560 Ma.

Porções mais jovens do granito foram registradas na região de Itaipé, com idade de 505 ± 35 Ma, método Rb/Sr, e razões iniciais em torno de 0,715, o que caracteriza residência crustal anterior para esses granitos.

Datações adicionais, pelo método de K-Ar em duas amostras de biotita, idades de 422 ± 13 Ma e 452 ± 15 Ma foram obtidas, o que corresponderia ao resfriamento desse granito.

Com base nestes argumentos, admite-se origem cogenética para os granitos circundantes ao Granito Caladão.

Granitóides a Biotita São representados pelo Granito Caladão com enclaves de Charnockito Padre Paraíso.

Ambos apresentam texturas semelhantes, diferindo pela coloração esverdeada e presença de hiperstênio no charnockito.

O Granito Caladão exibe textura fluidal, o que não ocorre com o charnockito.

Ambos são porfiríticos com fenocristais tabulares de K feldspato, com dimensão maior entre 1 e 7cm.

A matriz tem granulação média a grossa.

Na área estudada, a granulometria do charnockito é mais fina, diferentemente das exposições da região de Padre Paraíso, onde é mais grosso, ocorrendo como corpos mesoscópicos, arredondados inclusos no granito.

O Granito Caladão é isento de deformação e diferentemente dos granitos à granada, inexistem nele texturas gnáissicas.

Textura mais grossa do Granito Caladão, com feldspatos tipo ocelar, empresta aspecto pegmatóide à rocha,podendo, de outro modo, exibir textura fluidal incipiente.

Contatos entre o Granito Caladão e massas maiores de charnockito não foram observados, sugerindo-se que sejam transicionais.

O Granito Caladão consiste de K feldspato, quartzo, plagioclásio e biotita, e subordinadamente hornblenda.

Os minerais acessórios incluem zircão, apatita, allanita, carbonato, muscovita, sericita, clorita e minerais opacos, magnetita, e raramente, hematita, rutilo e ilmenita.

O charnockito contém K feldspato, plagioclásio, biotita, hornblenda, hiperstênio, epidoto, titanita, carbonato, sericita, clorita e magnetita.

O Granito Caladão é a designação para granitóides porfiríticos à biotita da região, podendo ser classificados como do tipo-I, metaluminosos e de elevado conteúdo de K, originados na crosta continental média a inferior com contribuições significativas, tanto de crosta oceânica como mantélica.

Foram datados entre 520 e 500 Ma, pelo método U-Pb, são intrusivos nos granitóides com granada e representam o último estágio da granitogênese brasiliana.

Estudos radiométricos procedidos no Charnockito Padre Paraíso revelaram idade de 505 ± 5 Ma, pelo método U-Pb em zircões, 457 ± 21, pelo método K-Ar em biotitas e 520 ± 20 Ma pelo método Rb-Sr, com razão inicial de 0,7112, sugerindo origem a partir de fusão parcial de materiais da crosta continental.

Apesar de ser admitida pela maioria dos pesquisadores uma origem cogenética para o Granito Caladão e charnockito, certas limitações petrológicas existem, como a presença de hiperstênio, mineral característico da facies granulito resultante da desintegração da biotita gerando hiperstênio+ortoclásio, numa reação progressiva.

Entretanto estudos microscópicos do Charnockito Padre Paraíso revelam uma reação retrógrada, com a formação de biotita.

Metassomatismo Potássico A maioria das rochas estudadas mostra claras evidências de metassomatismo potássico, processo este melhor observado no Granito Caladão e no Charnockito Padre Paraíso.

O processo se traduz pela microclinização que se manifesta pela presença de microclina xenomórfica, que se superpõe à textura pré-existente, substituindo ortoclásio e plagioclásio.

Microclina em substituição ao plagioclásio produz albita em continuidade óptica e pequenos agregados de epidoto e allanita, num processo de saussuritização.

Os cristais de plagioclásio se tornam arredondados e corroídos.

A geração de biotita em substituição à hornblenda e ao hiperstênio, com formação adicional de titanita e carbonato é outra evidência do metassomatismo potássico.

Aparentemente esse processo ocorreu sob condições mais elevadas da fugacidade do oxigênio, resultando na formação de magnetita, principalmente e hematita e rutilo, subordinadamente e desintegração parcial da ilmenita (em textura esquelética) em ambas as rochas, produzindo magnetismo.

Auréolas de albita em torno do plagioclásio e a substituição deste pela albita revelam que o metassomatismo potássico foi acompanhado por ligeira albitização.

As fotomicrografias 2C, 2D, 2E e 2F ilustram aspectos desse processo.

O aporte ou a remobilização de K acompanhado de Na, SiO2 e H2O ocorreu em uma fase pós-metamorfismo brasiliano.

Os pegmatitos do Ponto do Marambaia estão encaixados no Granito Caladão, sem mostrarem controle estrutural algum, sugerindo assim que o posicionamento e a forma dos mesmos tem relação com fraturas de contração resultante do resfriamento do granito.

Os pegmatitos foram formados com o Granito Caladão em estágio avançado de cristalização, seguindo um significativo processo de fraturamento regional.

Tratando-se dos corpos pegmatíticos, sabe-se que na terminologia dos garimpeiros da região, um garimpo é designado pelo termo "lavra", que pode abranger mais de um corpo pegmatítico e é subdividida em "serviços", podendo ser aberto um ou mais "serviços", restritos a somente um pegmatito.

Os pegmatitos são explotados principalmente em subsuperfície, através da escavação de galerias ("túneis", denominação também usada para se referir a um "serviço"), de pequeno porte, abertas com pá e picareta na cobertura de alteração.

Se um "serviço" iniciado exige o uso de explosivos, raro na região, os garimpeiros utilizam o recurso ou o abandonam.

Relações texturais nos granitóides, "Bolsões" de turmalina negra em fácies félsica e grossa de aspecto pegmatóide do Leucogranito Caraí.

Fácies grossa, pegmatóide do Granito Feldspatos ocelares, isentos de orientação por fluxo.

Biotita substituindo hornblenda acompanhando a clivagem, Nx.

Transformação parcial do hiperstênio em hornblenda.

Textura típica de metamictização gerando allanita e fissuras radiais no plagioclásio ao redor As lavras a céu aberto concentram-se principalmente em depósitos secundários, em aluviões, colúvios e elúvios e em pegmatitos muito intemperizados.

São utilizados métodos manuais e mecanizados.

Procedeu-se ao levantamento cartográfico de 44 "serviços" em pegmatitos e mapas de detalhe dos "serviços" TP-4 e TA-3 são apresentados.

As características físicas dos corpos pegmatíticos cadastrados e as produções nos últimos 10 anos.

Distribuição e Tipologia A possança real dos corpos pegmatíticos varia entre 2m e 70m, e a espessura, entre 0,5m a 18m.

Os pegmatitos são classificados em pequenos, médios, e grandes em espessura.

Os pegmatitos são descritos como tendo formas irregulares ou anastomosadas e na área, formas amebóides foram observadas Os corpos pegmatíticos do Ponto do Marambaia são alongados, apresentando porém, variações em sua espessura, atingindo no máximo 15m.

Os contatos dos pegmatitos com as rochas encaixantes são normalmente bruscos, exceto no caso dos corpos não-zonados, que exibem, em geral contatos gradacionais.

Os corpos pegmatíticos não apresentam controle estrutural definido, entretanto, a maioria tende a seguir uma orientação geral N-NE.

Isto pode ser explicado pelo fato desses pegmatitos estarem alojados na borda oeste do Granito Caladão, alongado com segundo a direção regional NS.

Os pegmatitos podem ser classificados quanto a estrutura interna em homogêneos e heterogêneos pouco diferenciados ou zonados simples e não-zonados simples, sendo o termo "simples" se referindo à pouca diversidade mineralógica.

No caso dos pegmatitos zonados, a passagem de uma zona para outra é quase imperceptível ou difusa.

A zona de borda, nem sempre presente, é pouco nítida, possui espessura entre 3 e 5cm e consiste de K feldspato e quartzo de granulação fina com biotita.

A zona de parede apresenta espessura variável num mesmo corpo.

Seu contato com a zona de borda é normalmente gradativo, sendo identificado pelo aumento da dimensão dos cristais.

A textura é grossa, com cristais de até 50 cm de comprimento.

Predominam mega-cristais de feldspatos com quartzo intersticial, além de grandes placas de biotita, algumas com até 50 cm de diâmetro, distribuídas na matriz composta de quartzo, K feldspato e biotita em dimensões de até 1 cm.

Essas placas estão posicionadas aleatoriamente.

Em certos locais, a textura gráfica ocupa a parte mais interna desta zona.

A zona intermediária hospeda as variedades de minerais-gema.

Consiste essencialmente de megacristais de K feldspato pertítico.

O tamanho desses cristais varia de alguns centímetros, atingindo 2 metros.

Por último, o núcleo, com forma lenticular, alongada ou irregular, é composto por quartzo maciço leitoso, normalmente bastante fraturado, constituindo muitas vezes, corpos isolados.

Os corpos não-zonados são caracterizados pela distribuição homogênea de quartzo, K feldspato e biotita, com granulação fina, e textura gráfica.

A forma dos corpos não-zonados, bem como as variações de espessura são semelhantes às observadas nos corpos zonados.

Em termos de distribuição, os pegmatitos do Ponto do Marambaia podem se apresentar agrupados ou formar corpos isolados.

Afetando o Granito Caladão e os pegmatitos, ocorre um sistema conjugado de fraturamento regional com direções de N60-65oW e N30-45oE, com mergulhos subverticais predominantes, a fracos, que resultou localmente em falhas normais que deslocam corpos pegmatíticos, e seus contatos com as encaixantes.

Esse sistema de fraturamento, visível nas imagens de Radar e fotografias aéreas convencionais delimita parcialmente o Granito Caladão, tendo um dos fraturamentos, o de direção NW, secionado parcialmente o corpo plutônico em dois setores, um mais a norte e outro a sul.

Aparentemente o setor norte foi deslocado para NW em relação ao setor sul.

Falhas que cortam enclaves, aplitos e pegmatitos dentro do Granito Caladão corroboram esse deslocamento.

Os rejeitos das falhas são da ordem de poucos centímetros, com raras exceções atingindo 6 metros, quando cortam a capa e lapa dos corpos pegmatíticos.

Esse processo rúptil provocou fissuramento interno nos minerais dos pegmatitos exceto no quartzo e murion.

O sistema conjugado de fraturas é tectônico, porém existem falhas de gravidade de acomodação do terreno afetando a zona intemperizada.

Mineralogia Os pegmatitos de Ponto do Marambaia apresentam tipo evoluído dada a sua mineralogia que é relativamente diversificada, quartzo, K feldspato, biotita, muscovita, água-marinha, berilo, heliodoro, goshenita, topázio e esporadicamente, turmalina negra, ametista e magnetita, seguindo-se dos minerais secundários sericita, caolinita, goethita e óxidos de manganês.

Dados obtidos de K/Rb em K feldspatos dos pegmatitos do Ponto do Marambaia permitiram que os pegmatitos fossem classificados na classe de elementos raros do tipo berilo.

O quartzo nos pegmatitos ocorre maciço e em cristais leitosos jaçados e em cristais prismáticos e unipiramidados não jaçados, tendo por isso grande valor. o tamanho dos prismas pode variar de poucos centímetros a mais de 1 metro.

Cristais bipiramidados não foram encontrados.

Diminutos cristais unipiramidados de ametista, com até 1 cm de comprimento foram encontrados.

A coloração arroxeada tem sido atribuída a óxidos de Fe ou óxidos de Mn e a coloração enfumaçada do murion é relacionada a presença de Al na rede.

Os cristais de quartzo hialino ou murion são formados sobre quartzo maciço leitoso, podendo formar estruturas aureolares designadas localmente de "igrejinha", sugerindo preenchimento de cavidade e crescimento posterior.

Nos corpos não-zonados, o quartzo somente ocorre na variedade maciço leitoso.

O K feldspato se apresenta róseo, devido à substituição parcial do Al pelo Fe3+ na rede cristalina, ou branco, pertítico ou sem lamelas, em cristais isolados e bem formados com até 50 cm de comprimento, com as faces {001} e {010} bem desenvolvidas.

Pode formar grandes agregados de até 2m de dimensão, com mínima participação dos demais minerais do pegmatito.

Sob o microscópio, a maioria dos cristais de ortoclásio exibe substituição parcial por microclina.

Albita e cleavelandita em grandes cristais, como ocorrem nos Distritos de Governador Valadares e Araçuaí são ausentes no Ponto do Marambaia.

A biotita ocorre em placas com diâmetro de até 50 cm, isoladas ou em agregados alongados, com coloração negra, podendo conter ocasional, fino intercrescimento de mica cinza a incolor interpretada como muscovita.

Encontra-se distribuída nas zonas de borda e de parede e, subordinadamente na zona intermediária, e em raros casos, capeando descontinuamente o núcleo.

Contem, com relativa frequência, diminutos cristais de magnetita.

Ocorrem dois tipos de mica, uma clara levemente esverdeada, semelhante à muscovita, e um tipo cinzenta escura.

O primeiro tipo é mais raro, atingindo no máximo a 1% em volume no pegmatito, e em geral, ocorre em placas com dimensões de 1 a 3 cm, em agregados.

O teor de Na2O é um pouco elevado, mas ainda assim se ajusta na composição da muscovita.

Esse tipo ocorre preenchendo porções intersticiais nos feldspatos e quartzo, sugerindo formação tardia em relação aos minerais mais abundantes.

O segundo tipo, mais abundante, pode atingir até 10% nas zonas mais ricas, ocorre em placas individuais, maiores chegando a 10 cm de diâmetro, ou mais e apresenta comumente intercrescimento com biotita.

Embora a muscovita escura assemelhe-se mais à biotita, análises químicas revelaram para exemplares oriundos do "serviço" TP-4 teores de 10,40% Fe total e se comparado aos valores de biotitas obtidos na literatura de 5,1%FeO+12,9%Fe2O3 ou 12,5%Fe total a 24,85%FeO+3,8%Fe2O3 ou 20,1%Fe total, pode-se afirmar em bases composicionais tratar-se de uma biotita.

Nos corpos não-zonados a presença de muscovita é muito rara ou inexpressiva.

Tipologia e estrutura interna dos pegmatitos do Ponto do Marambaia.

Pegmatito de aspecto lenticular.

Zona mural pobre em biotita e zona intermediária contendo megacristais de K feldspato.

Contato entre rocha encaixante e pegmatito exibindo zona marginal discreta e mural rica em biotita.

Núcleo de quartzo extremamente fraturado.

As fraturas subhorizontais são mais evidentes do que as subverticais.

Núcleo de quartzo vertical e espesso em relação às demais zonas.

Zona intermediária estreita é invadida pelo quartzo.

O berilo é encontrado nas variedades água-marinha (azul ou verde), heliodoro e goshenita, sendo internacionalmente famosos os exemplares denominados "Papamel" e "Marta Rocha" respectivamente com 74kg e 33,928kg de peso, a última com mais de 60% de limpidez, e um simples cristal, não denominado, pesando 110kg.

Os cristais bem formados de águas-marinhas ocorrem com as faces prismáticas bem desenvolvidas, comumente atingindo 20cm de comprimento e muitas vezes com terminações piramidais pequenas.

Estrias paralelas ao comprimento dos cristais são por vezes comuns e a maioria dos cristais observados exibe jaça, principalmente nas extremidades das peças restando porções límpidas na parte central.

Esses fissuramentos internos dos cristais de berilo foram produzidos pela deformação rúptil.

O berilo ocorre principalmente associado ao K feldspato, localizado nas suas interfaces, o que pode sugerir um controle geoquímico.

Ocorre raramente em cristais isolados nos espaços intercristalinos do quartzo leitoso, onde encontra-se associado a "cordões" de turmalina negra e muscovita, revelando o estágio de greisen.

Diminutas plaquetas de muscovita capeiam parcialmente alguns prismas.

O topázio ocorre como cristais incolores e colorações amarelo-pálido e azul pálido.

Forma grandes cristais, com até 15 cm de comprimento ao longo do eixo-C e de até 20cm ao longo da clivagem basal.

Apesar de se apresentar, na maioria dos casos, muito fissurado ainda exibe boa transparência.

Cristais azulados de topázio, sem jaças, com 3-4cm de dimensão são encontrados nas aluviões do Córrego da Marambaia nos ribeirões nas proximidades de Catugi, onde está concentrado juntamente com crisoberilo e água-marinha.

Ocorre na zona intermediária, crescendo sobre K feldspato e quartzo, existindo, entretanto espécimens associados às biotitas alongadas.

Turmalina negra e ametista, bastante raras, constituem cristais pequenos com dimensões de até 1 cm.

Encontram-se concentradas nas zonas mais silicosas, ricas em quartzo.

A magnetita e a goethita também são raras e normalmente ocorrem nas bordas dos núcleos dos pegmatitos, muitas vezes, formando agregados minerais associados à biotita, provavelmente por alteração hidrotermal e intempérica desta, respectivamente.

A sericita é muito fina, em placas milimétricas, ocorre localmente como produto de alteração hidrotermal dos feldspatos, e a caolinita ocorre como produto de alteração intempérica da biotita, formando concentrações de coloração castanha devido à mistura com óxidos de Fe e Mn, e em menor escala do feldspato.

Essas concentrações de material castanho argiloso constituem massas alongadas na matriz do pegmatito e se confundem com zonas de fratura, pois se distribuem alinhadamente.

A caolinita ainda forma "manchas" brancas no interior dos feldspatos, provocando o embaçamento do brilho, revelando estágio incipiente de alteração.

Mineralizações Antes de tratarmos da mineralização propriamente dita é importante discutir pontos do aspecto regional influindo direta ou indiretamente na mineralização.

Inicialmente pode-se observar que os charnockitos não constituem corpos significativos de dimensões mapeáveis nas escalas convencionais, constituindo portanto enclaves charnockíticos distribuídos principalmente ao redor do Granito Caladão.

Tendo em mente esse fato, referimo-nos a associação entre charnockitos e a formação de minerais de gema, particularmente crisoberilo, variedades de córindon, safira e rubi, espinélios, água-marinha, topázio e variedades de zircão.

A distribuição dos depósitos aluvionares de crisoberilo, turmalina, topázio e berilo e raríssimos de crisoberilo em pegmatitos em torno do Granito Caladão, desde Americaninhas, passando pelo Córrego Faísca, do Gil na parte norte, até o Córrego do Cascalho e Ribeirão Santa Cruz em volta de Catuji e Córrego Comprido, na parte sul com ocorrência de alexandrita não parece ocasional.

Portanto, existe distribuição espacial coincidente de charnockitos e depósitos de crisoberilo.

Acresce o fato de que, até hoje, não foi encontrado crisoberilo nos pegmatitos e aluviões dentro do Granito Caladão.

Esse tipo de mineralização tem sido considerado como derivada da ação de contato de charnockitos básicos em metassedimentos aluminosos por processo de desilicacão.

Sabe-se que tanto os metassedimentos quanto os granitos ao redor do Granito Caladão possuem cordierita, granada e sillimanita, e que Be2+ pode entrar na estrutura da cordierita em bases de substituição de BeSi por AlAl o que poderia representar um estágio intermediário para a formação do crisoberilo, até formar crisoberilo, tipos gema e "olho de gato".

As associações indicadas ou evidências circunstanciais servem como linha de pesquisa para futuros trabalhos.

Tratando-se das mineralizações intragraníticas de interesse econômico nos pegmatitos do Ponto do Marambaia, as de água-marinha de cor azul e, subordinadamente verde consistem nas principais.

Topázio, em todas as suas variedades, mais quartzo nas variedades murion e hialino são explorados como subprodutos.

Entretanto cristais métricos de quartzo têm sido procurados e peças perfeitas atingem dezenas de milhares de dólares.

Tanto a água-marinha quanto topázio ocorrem em dois tipos, "escória", referindo à cristais mal formados e/ou fraturados de tamanhos reduzidos e o tipo gema propriamente dita, que corresponde a cristais prismáticos bem formados, límpidos e livres de defeitos, como fraturas e impurezas, de tamanhos centimétricos a decimétricos, neste último, restrito às águas-marinhas.

Ambos cristais têm dimensões decimétricas, porém o topázio, ao ser extraído da matriz do pegmatito, se separa em muitas peças devido ao fissuramento interno.

Segundo os garimpeiros, há um controle na distribuição das gemas, ocorrendo em maior e melhor qualidade nos corpos subhorizontais restando para os corpos inclinados a "escória".

O fato é que produções significativas de água-marinha de interesse gemológico foram obtidas em corpos pegmatíticos localmente subhorizontais, situados na zona intermediária próximo ao núcleo, em bolsões denominados pelos garimpeiros de "caldeirões", que constituem "bonanzas" ricas em água-marinha tipo gema.

Os "caldeirões" são corpos irregulares, totalmente preenchidos, de dimensões que variam de 0,5 m a 3 m de diâmetro Os cristais gigantes de quartzo e murion se situam nesses "caldeirões".

Torna-se difícil a observação desses caldeirões nos pegmatitos dentro dos túneis, bem como se distinguir "caldeirão" de núcleo do pegmatito, mas pode-se afirmar que tratam-se de grandes bolsões onde quartzo e feldspato que foram parcialmente dissolvidos e reprecipitados juntamente com o berilo resultante de seu enriquecimento nas soluções residuais ricas em Be2+ e F.

As soluções silicosas, residuais e finais foram responsáveis pela formação dos megacristais de quartzo e murion.

O crescimento dos cristais de quartzo e murion é linear.

Ele se dá a partir da borda do núcleo com os eixos-c em direção às zonas externas, sobre os prismas de água-marinha, normalmente recoberta por "película" de moscovita cinzenta.

Turmalina fina negra pode também ocorrer neste contexto O quartzo murion, a muscovita e a turmalina negra são considerados pelos garimpeiros da região como bons indicadores da mineralização.

Mineralização nos pegmatitos, Zona de substituição localizada junto ao núcleo de quartzo, com quartzo+muscovita clara+K feldspato, por vezes mineralizado a água-marinha e topázio, ambos do tipo escória.

Zona de substituição localizada junto ao núcleo de quartzo, constituído de quartzo+muscovita cinzenta+ feldspato branco + topázio do tipo escória.

O cristal estava envolto por caulim.

Cristal de quartzo associado à turmalina negra, muscovita cinzenta e água-marinha Do ponto de vista geoquímico as mineralizações podem ser interpretadas como do tipo Be-F, uma possível variação dos pegmatitos de elementos raros e sua evolução representada esquematicamente no triângulo composicional no sistema Si-Al-K+Na.

Os pegmatitos evoluídos a partir dos fluídos residuais oriundos da cristalização do granito, iniciaram seu desenvolvimento a partir da associação K feldspato pertítico-quartzo em textura gráfica formando a matriz.

Em seguida, foram formados mega-cristais de K feldspato e quartzo leitoso intersticial e biotita.

Dessa maneira o líquido residual, com seu conteúdo de K significativamente decrescido, tornou-se relativamente rico em voláteis, H2O e F, e Be2+, dirigindo a composição do fluído para a linha Si-Al, no triângulo composicional Nesse momento, com a razão Si/Al em torno de 1/3 no fluído, topázio cristaliza sob elevada fugacidade de HF.

Ainda, com razão Si/Al inferior a 1/3 e em processo de desilicação, o fluído sob reduzida fugacidade de HF, resulta na cristalização de crisoberilo.

Em sistemas com baixa fugacidade de HF, granada é formada, como ocorre nos pegmatitos, invadindo os granitos periféricos Como conseqüência, a concentração de Be2+ no fluído aquoso residual aumentou relativamente, devido à adicional extração do Al, propiciando a cristalização de berilo e água-marinha, quando a razão Si/Al ultrapassa 3/1.

Após formado berilo, o fluído se tornou fortemente silicoso resultando na formação dos mega-cristais piramidados de quartzo hialino e murion.

O excesso de SiO2 no sistema é confirmado pela reação de substituição, responsável pela formação do berilo A biotita permaneceu pouco ou nada transformada durante a evolução do pegmatito, devido à baixa fugacidade do B3+ no fluído.

A evolução geológica da região do Ponto do Marambaia durante o Proterozóico inicia com o metamorfismo regional dinamotermal sob condições deformacionais passando do regime dúctil até o dúctil-rúptil, atingindo níveis de fusão parcial com a geração dos granitos crustais denominados Caraí, Itaipé, Faísca e Wolf.

Representam denominações locais de granitos exibindo mínimas variações texturais, resultantes de restitos composicionalmente diferentes, como charnockitos, biotita xistos e gnaisses kinzigíticos circundantes, cedendo material para a fusão inicial.

A natureza gradacional dos contatos entre os granitos, inexistência de xenólitos de granito-em-granito, existência de texturas nebulíticas, a presença comum de granada constituem evidências de cogeneticidade e contemporaneidade dos granitos circundantes.

O Charnockito Padre Paraíso, enderbítico, constituiria restito refratário incluso no Granito Caladão, que iria promover geração de pegmatitos desilicados resultando na formação de crisoberilo.

Refusão crustal parcial dos granitos circundantes promoveu a geração do Granito Caladão, ainda com considerável quantidade de granitos circundantes não completamente cristalizados.

Deformação rúptil começa a dominar o cenário com a ascenção dos granitos.

Pegmatitos se formam e se alojam no interior do Granito Caladão na área do Ponto do Marambaia.

Desenvolveram-se nos estágios finais da evolução tectono-magmática da Faixa Araçuaí, gerados a partir do processo de fracionamento ígneo das fusões residuais dos granitóides cálcio alcalinos de alto-K, póscolisionais, onde se encontram alojados.

Os líquidos magmáticos preencheram fraturas de contração durante o resfriamento do plúton gerando os pegmatitos, que por processo de diferenciação por cristalização enriqueceram relativamente os fluídos residuais, ricos em H2O, F e Be, responsáveis pela cristalização do topázio e água-marinha.

Após a deformação ter cessado, líquidos finais silicosos resultaram na cristalização de mega-cristais hialinos, unipiramidados de quartzo e murion.

Berilo


Berilo

>> Familia(s) : berilos, silicatos

Na familia dos berilos, o verde acentuado é a esmeralda (ver em esmeralda), o azul é a agua marinha (ver em agua marinha).Mas existem outras variedades carregando os nomes especificos ligados às suas cores.
O heliodoro : seu nome vem de duas palavras gregas se traduzindo por "don do sol", sua cor indo do amarelo dourado ao verde amarelado claro, ele se descolore nos 250°C. Sua cor amarela é devido ao ferro. Descoberta na Namibia em 1910 e considerada como uma "nova pedra", então que berilos da mesma cor eram conhecidos ha tempos no Brasil e em Madagascar, não existe limite claro entre o berilo amarelo e o heliodoro.
A morganita : seu nome homenageia o banqueiro e colecionador americano J.P. Morgan. Cor rosa flor de pessegueira, tendência violeta, de onde seu outro nome berilo rosa, as inclusões são raras. Sua cor é devido ao manganésio. Conhecida sob forma de cristais ou em passa petrificada.
A goshenita : tira seu nome de seu primeiro refugio em Goshen (Massachusetts, Estados Unidos). é um berilo incolor, brilhante, por vezes recristalizado.
A bixbita é uma gema rara que não pode ser confundida com a bixbyita que é um oxido de ferro e de manganesio. Cor vermelha groselha muito acentuada (devido ao manganésio), pouco transparente o que faz que as gemas vendidas ultrapassem raramente 1 ou 2 quilates. Ela se apresenta em pequenos cristais hexagonais, em prismas alongados terminados por dois pinacoidos ultrapassando raramente 5 centimetros de comprimento fendidos, com véus.

Local de extração

HELIODORO / Encontrado sobretudo no Brasil (Minas Gerais, Bahia, Goias), em Madagascar, no Mozambique, no Paquistão, no Vietnan, na Namibia, no Sri Lanka, na Russia (Oural), nos Estados Unidos (Connecticut, Massachusetts, Virginia).
Morganita : encontrada no Afeganistão, no Brasil (Minas Gerais), na Ilha de Elba, na China, nos Estados Unidos (Utah, California) em Madagascar (Tsilaizina, Anjanabonoina, Maharitra...),no Mozambique, na Namibia no Zimbabue.
Goshenita : encontrada no Brasil (Minas Gerais, na China, no Paquistão, no Canada, no Mexico, na Russia, nos Estados Unidos (Maine, New Hampshire, California).
Bixbita : ela provém dos Montes Wah Wah, de Thomas Range em Utah, nos Estados Unidos.
Ver las fotos das minas/outras fotos

Utilização em joalheria

A diferença entre a esmeralda e o berilo verde repousa sobre a intensidade e a pureza da cor. Desde que a cor é clara e tira sobre o amarelho ou o azul, é o berilo e não uma esmeralda. O berilo verde deve sua cor ao ferro, ao passo que a esmeralda deve sua cor ao cromo, ou melhor, ao cromo e vanadio.
A morganita rosa pêssego e o heliodoro amarelo ouro são muito utilizados para anéis. A bixbita vermelha permanece uma pedra de coleção.

Cuidado e precaução no cotidiano

Os berilos "de cor" são relativamente frageis, sensiveis às pressões e ao calor, mas são resistentes aos produtos de limpeza contrariamente à esmeralda. Não lavar com agua quente ou choca-los, mas utilização de liquido de louça é possivel, não esquecer de enxaguar com agua e depois, alcool.

Cor dos diamantes

Cor dos diamantes


Escala de cor dos diamantes.
A cor dos diamantes é codificada pelos profissionais do diamante e pelos laboratorios fornecendo os certificados de autenticidade com ajuda de termos especificos ou de letras…em quê corresponde essas denominações ?
O posisionamento de um diamante na escala das tonalidades de branco somente pode ser realizada por especialistas sob uma claridade especifica e unicamente para os diamantes não montados.
Segundo as zonas geograficas do mundo os termos empregados são diferentes…para simplificar utilizaremos 2 das 3 principalmente utilizadas para a venda de diamantes :
A letra da classificação do GIA “Gemological Institute of America” associada à denominação do CIBJO “Confederação Internacional da Bijuteria, Joalheria, Ourives” , com o equivalente em classificação escandinavo no quadro abaixo :

código
GIA
CIBJO
Standard Scandinave
D
Colorless/incolor
Branco  Exceptional +
River
E
Colorless/incolor
Branco  Exceptional
River
F
Colorless/incolor
Branco Extra+
Top Wesselton
G
Near colorless/quase incolor
Branco Extra
Top Wesselton
H
Near colorless/quase incolor
Branco
Wesselton
I
Near colorless/quase incolor
Branco tonalizado
Top Crystal
J
Near colorless/quase incolore
Branco tonalizado
Crystal
K - L
Faint/ligeiramente colorido
Ligeiramente tinto
Top Cape

Os diamantes codificados pela letra M e seguintes são considerados « tintos » chegando a amarelos e não podem ser qualidade de « brancos »
Quando um diamante possui uma tonalidade de cor franca : amarelo, rosa, vermelho, azul…quantifica-se a intensidade de sua cor pelos termos : « Fancy Light, « Fancy », « Fancy Intense » e para a cor mais acentuada « Fancy Vivid » aos quais é acrescentado, claro, sua cor.
Existe também codificações particulares para os diamantes australianos da mina de Argyle, que é o principal produtor de diamantes rosa e conhaque e que criou sua propria codificação, o Argyle Scale.
A cor de um diamante é também influenciada pela sua fluorescência : as luzes ricas em ultra-violetas do tipo fosforescente ou luz do dia em montanha estimulam os diamantes fluorescentes e modificam sua cor. Classifica-se então os diamantes em uma escala indo de « nenhuma fluorescência » a « muito forte fluorescência ».
Em conclusão : o olho humano não aguçado somente pode apreciar grupos de tonalidades de cor…é porque fala-se constantemente de diamente incolor ou branco, quase incolor ou branco tonalizado, ligeiramente colorido…e a influência da forma da qualidade da talha que condiciona seu brilho entra também em jogo para orientar o prazer do felizardo comprador !

Topazio

Topazio

>> Familia(s) : silicatos

Todas as pedras de cor amarela eram ditas topazios antes que se saiba se diferenciar dos outros. Este nome provém sem duvida da Ilha de Zebirget, antiga Topazos, no mar Vermelho, onde era encontrado o peridoto até à Idade Média, ou então que ele tenha vindo do sânscrito "tapas" para o fogo.
A cor é raramente viva, de um amarelo puxando para o alaranjado mas o mais procurada é o de cor rosa alaranjado, que vem do Brasil, ele é dito "imperial" em honra ao imperador Don Pedro.
Ele é padrão de dureza 8 na escala das durezas de Mohs que vai de 1 à 10.

Local de extração

Encontrado seja em pegmatitos, seja em areas aluvionarias. A jazida de Schneckenstein (montes metaliferos em Saxônia, Alemanha) fora o mais renomado mas ele tem somente um interêsse historico. Atualmente o Brasil é o principal produtor que fornece as mais belas amostras, em particular de "topazio imperial" : a mina "imperial" de Capão se situa na região de Ouro Preto, perto de Belo Horizonte. Retira-se cada mes, em torno de 40 kg mas somente 600 g serão lapidados, seja alguns 3 000 quilates no final.
Ele é também encontrado na Escocia, na Irlanda do Norte, na Australia, na Birmânia, na China, nos Estados Unidos, no Japão (com grandes cristais incolores), em Madagascar, no México, na Namibia, na Nigéria, no Paquistão, na Russia (topazios vermelho-violaceo de Marengo na Sibéria, cristais azulados e transparentes do Oural), no Sri-Lanka e no Zimbabue.
Em 1964, um topazio azul de quase 100 kg foi encontrado na Ucrânia e a Smitnsonian Institution o conserva, lapidados, de milhares de quilates.
Ver las fotos das minas/outras fotos

Utilização em joalheria

Os topazios coloridos são lapidados em degraus ou em tesoura, ou em forma oval de lapidação "portuguesa", os incolores em brilhante, os ricos em inclusões em cabochões ou em facetas.
Os que são transparentes servem em otica industrial como lentes. Em po, esta pedra muito dura serve para o polimento.
Sua clivagem facil o torna fragil na cravação que deve ser realizado com precaução.
A apelação "topazio royal" foi utilizada para safiras alaranjadas : ela é proibida em joalheria.
O Topazio azul é a pedra aniversario do 4° ano de casamento e o topazio imperial é a pedra aniversario do 23° ano de casamento.

Cuidado e precaução no cotidiano

Ele é duro…mas atenção aos choques por causa da clivagem. Limpeza com agua adicionada de liquido para louças, enxaguar com agua sem calcario depois com alcool.

Litoterapia cultural e historica

Os médicos indianos se serviam desta pedra para tonificar o coração de seus pacientes e ajudar sua circulação sanguinea. Os chineses, convencidos que ele pegava a energia do sol e transmitia assim energia e boa saude encorajando cada um a pendurar um em sua casa.
Sua cor determinaria seus poderes. O que é incolor traria a luz e favoreceria as atividades intelectuais, iluminando as idéias, ajudando à concentração e o de cor azul geraria o dialogo, a escuta dos outros, a comunicação entre as pessoas, fazendo nascer a amizade. Muitos o colocam sobre o chacra do plexo solar para desbloquear as angustias e ele agiria sobre o sistema nervoso, em caso de insônias (chacra Frontal).
O Topazio com brilho muito vivo é procurado pois ele protegeria a alegria, a felicidade, dinamisaria o corpo.
O de cor rosa regularia a circulação sanguinea e as trocas vasculares, agindo entre outros sobre o pulmão, o figado, os rins.
O verde, rarissimo teria efeitos poderosos sobre a atividade do figado.
Na Idade Média, Andreas, o bispo de Cesare dizia que muitos dos que sofrem dos olhos por causa de corrimentos podiam utilizar o topazio para secar os mesmos. Ele era a pedra de São Mateus pois lhe foi remetido um para clarear sua comunidade onde o coração estava escurecido. Segundo a baroneza Staffe (As Pedras Preciosas e as Joias, Paris 1896), ele inspira o horror do sangue e é preciso oferecer topazios aos homens dissidentes da guerra.
Suas correspondências astrologicas são o Leão e os Gêmeos para o topazio dourado e o Sagitario e o Aquario para o topazio azul.

Imitações e tratamentos

Por vêzes citrinas ou ametistas queimadas são pegas como topazio dourado ("topazios espanhõis), "topazios de Oural", "topazios brulés"(marrom)) mas os joalheiros sérios dizem de topazio unicamente a verdade.
Pode-se também queimar à 450°C. verdadeiros topazios para acentuar a coloração.
Notemos enfim que o topazio ele mesmo pode servir para imitar o diamante se ele é incolor.
São conhecidos topazios sintéticos desde 1976, os azuis. Por aquecimento ou irradiação, certos viram rosa, incolor ou azul. Certos topazios onde a cor azul era obtida por irradiação, eram radioativos e são atualmente proibidos à venda.

Pedras historicas e legendas

Na Antiguidade, chamado de "pedra de ouro", ele passava para atrair este metal e facilitar sua prospecção. Na Europa, em 1348 ele teria curado pessoas empestadas pois o Papa Clemente VI que os tinha visitado usava esta pedra montada em anel.
O Topazio mais célebre foi encontrado em 1640 na região de Ouro Preto, é a Bragança, pesando 1 680 quilates e montado na coroa de Portugal, bem que se pensava por muito tempo que se tratava de um diamante! A mina do Capão forneceu um cristal de tamanho de caneca de cerveja (50 cm de comprimento) : chamado "O monstro".
O Museu de historia natural de Nova York conserva um cristal bem formado de 300 kg, medindo 80 x 60 x 60 cm proveniente ele também de Minas Gerais. O museu de mineralogia de Florence (Italia) possui um de 150 kg. O Institut Gorny de Leningrado apresenta um enorme cristal originario do Oural (Mourzinka) e o Tesouro de Dresde detém uma bela coleção de pedras lapidadas.
E, como sempre, é o Smithsonian Institution que possui as maiores gemas lapidadas, todas tiradas do Brasil : a maior, amarela, pesa 7 725 quilates ; um azul de 3 273 quilates ; um amarelo esverdeado de 1 469 quilates.
Legendas : no século VII° antes de J.C., o rei de Lydia, Gygès, encontrara uma anel magico num dos lados de um cavalo de bronze e que carregava uma dupla montura : de um lado a imagem do sol gravada sobre um topazio, do outro a da lua gravada numa esperalda. O anel carregava sinais que, pronunciados à viva voz, tornavam invisivel. O rei Caudale tendo mostrado sua mulher inteiramente nua à seu amigo Gygèes, esta então, enfurecida, ameaçara Gygès de morte se ele não fizesse matar seu esposo. O rei de Lydia utiliza o poder se seu anel, se torna invisivel e mata seu amigo. Em troca, a rainha se tornara sua amante. Ele se apodera então do reino e funda a dinastia dos Mermades. Ele empregara seu anel em outras ocasiões o que lhe permitira de se tornar muito rico e ganhar muitas batalhas, mas o anel e as palavras magicas desapareceram e ninguém sabe onde ele se encontra, Gydès foi morto lutando contra Cimeros e os Lydios.