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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Qualidade, a arma imbatível da Vale

Qualidade, a arma imbatível da Vale




Na interminável guerra do minério de ferro as quatro grandes, Vale, Rio Tinto, BHP e Fortescue utilizam de todas as armas e artimanhas possíveis para manter o controle de uma das commodities mais lucrativas da história.

Todas, sem exceção, travam uma batalha mortal para baixar os custos operacionais e manter os seus produtos competitivos. Mas, apesar do sucesso obtido, principalmente pela Rio Tinto, Vale e BHP, essa estratégia obviamente terá um fim.

Em muito breve estas mineradoras estarão tão otimizadas que quase não mais poderão reduzir os seus custos operacionais.

Quem então irá predominar?

O diferencial estará em parâmetros como o frete e a qualidade do produto oferecido ao mercado.

Quando o assunto é qualidade a Vale brilha, pois para o desânimo das competidoras, a brasileira está em um outro nível.

Nenhuma das outras grandes mineradoras tem um produto de qualidade que possa competir com o da Vale.

A Fortescue, por exemplo, está no fim de suas forças: ela não tem qualidade nem custo competitivo e será a primeira a quebrar.

Já a Rio Tinto e a BHP tem custos baixos, competitivos, mas não tem minérios que possam competir com os novos produtos da Vale tipo Brazilian Blend.

São esses produtos que só a Vale tem que irão desequilibrar a balança.

O Diretor Executivo da Vale Peter Poppinga, em conference call efetuado ontem, afirmou que o Brazilian Blend, uma mistura de minérios com 63,1% de Fe, já é um sucesso. Segundo Poppinga o Brazilian Blend já recebe um prêmio de US$3/t demonstrando, claramente, a aceitação do mercado.

Minérios com alto teor de ferro e baixo nível de contaminantes são o sonho de consumo de todas as siderúrgicas. Estes produtos reduzem custos operacionais e também os volumes de escória a serem rejeitados.

É por isso que o Brazilian Blend e o Carajás Fines estão sendo tão bem recebidos e são comprados a preços diferenciados.

Em breve a Vale dará o cheque mate nas suas competidoras quando o super minério do S11D, com 66-67%% de Fe, chegar ao mercado.

A partir deste momento serão 90 milhões de toneladas de minério de altíssima qualidade que irá destruir a competição e também, através da blendagem, viabilizar minérios de mais baixo teor do sul do Brasil.

Será a invasão dos produtos de alta qualidade, marca registrada da Vale.

Contra essas armas os australianos não conseguirão competir. A eles só restará o diferencial do frete, pela proximidade da China.

Diamante azul de US$ 10 milhões é encontrado na África do Sul

Diamante azul de US$ 10 milhões é encontrado na África do Sul

Um diamante azul super-raro foi encontrado na mina de Cullinan, na África do Sul, pela mineradora Petra Diamonds. A pedra de 25,5 quilates pesa 5,1 gramas e vale US$ 10 milhões. O nome da mina faz referência ao maior diamante já encontrado lá, com seus 621 gramas (ou 3.106 quilates).
Para que você entenda melhor, a unidade quilate, muito usada quando o assunto é joias ou pedras preciosas, indica peso. Um quilate equivale a 0,2 grama.
Diamantes são pedras formadas naturalmente, nas profundezas da terra, a partir do carbono. Seu valor se dá pela raridade dessas gemas preciosas, mas há, no entanto, alguns níveis de diamantes mais caros do que outros, respeitando padrões de brilho, cor, lapidação e pureza.

Um diamante é para sempre

Fonte da imagem: Reprodução/PetraDiamonds
Esse tipo de pedra ficou popular quando a De Beers Consolidated Mines Ltd., líder no mercado, lançou a campanha publicitária que selava a união de diamantes e noivados. A propaganda, veiculada em 1947, dizia: “Um diamante é para sempre”. E, a partir daí, várias culturas adotaram o anel de diamantes como oficial para o pedido de noivado, mesmo sendo esse um dos presentes mais caros.
Quando Marilyn Monroe, uma das mulheres mais bonitas e poderosas de todos os tempos, cantou a música “Diamonds are a girl’s best friend” – Diamantes são os melhores amigos de uma garota –, durante o filme “Gentleman prefer blondes”, em 1953, a relação entre diamantes e mulheres ficou ainda mais íntima. Assista ao vídeo a seguir:

Yamana aumenta a produção em 7%, mas declara um prejuízo líquido de US$7 milhões

Yamana aumenta a produção em 7%, mas declara um prejuízo líquido de US$7 milhões



 
A canadense Yamana Gold fez quase tudo certo: aumentou a produção de ouro e baixou os custos. Mas as quedas dos preços do ouro penalizaram a empresa que teve um prejuízo líquido de US$7 milhões no segundo trimestre.

A produção no período foi de 298.818 onças de ouro. O ouro foi produzido a um AISC (all-in sustaining costs )de US$896/onça.

A Yamana produziu, também, 2,4 milhões de onças de prata e 33,6 milhões de onças de cobre neste último trimestre.

Bacia do Jequitinhonha é devastada pelo garimpo ilegal em Minas

Bacia do Jequitinhonha é devastada pelo garimpo ilegal em Minas

Garimpeiros revolvem leitos atrás de ouro e diamantes, sem critérios nem fiscalização e fazem as águas se degradarem com mais rapidez em Minas


Leandro Couri/EM/D.A Press


Diamantina, Couto de Magalhães de Minas e Serro – A estreita faixa de mata ciliar que protege a nascente do Rio Jequitinhonha é tão densa que as tramas de espinhos e árvores do cerrado impedem até indentificá-la de fora da vegetação. Para ter acesso ao ponto onde a água aflora, é preciso subir pela calha do córrego até a cabeceira. O esforço é recompensado pela paisagem lacrada na vegetação agreste. Nela, pássaros pousam nas margens e bebem da água límpida que desce pelo leito de seixos brancos e redondos. Mas toda essa pureza dura pouco, já que o Jequitinhonha é o rio que mais tem sido degradado nos últimos anos em Minas. O trecho mais preocupante fica a 140 quilômetros da cabeceira, entre os municípios de Diamantina e Couto de Magalhães de Minas, no garimpo ilegal de Areinha. Um lugar tão devastado que as margens são de areia extraída do fundo do manancial, o curso natural foi seguidas vezes desviado e as águas se tornaram tão vermelhas que lembram sangue.

O garimpo de Areinha se esconde após extensas plantações de eucalipto, em um labirinto de estradinhas. Com o auxílio de um GPS e do mapeamento da região, a equipe do EM conseguiu chegar ao local em um fim de tarde. A estratégia de se deslocar sem guia da região e de seguir nesse horário se deu justamente para evitar a rede de alertas dos trabalhadores. Eles usam rádios acionados por motoqueiros que passam o dia trafegando por aquelas vias. Qualquer sinal da polícia ou de fiscalização ambiental dispara o alarme para que equipamentos sejam escondidos e metais preciosos, guardados.

A primeira cena que se vê do garimpo surge depois de uma curva de mata fechada. É uma imagem aterradora: o curso de água vermelha se perde no meio de uma larga mancha de areia que foi revolvida do fundo do Rio Jequitinhonha por dezenas de dragas. O leito natural é desviado em vários pontos, formando novos braços e poços onde tratores e  caminhões são usados para separar diamante e ouro de terra e detritos. São 2 mil garimpeiros se espremendo em uma área de 1,4 hectare, o que compreende um homem a cada 7 metros quadrados nas barrancas. Se somados os pontos de garimpo além de Areinha, o Jequitinhonha tem manchas de areia escavada e braços de rio desviados que somam 16,8 hectares só nessa região, o equivalente a 5,6 vezes a cava de Serra Pelada, no Pará.

De perto, a devastação é ainda mais impressionante. Os garimpeiros transformaram as margens em desfiladeiros para processar pedras e cascalho em suas máquinas. O diamante ainda é separado no balanço da bateia. Atividade que  Clóvis Fernandes Silva Lopes, de 27 anos, conhece desde a infância. “Quem é do ramo sabe onde está dando ouro e diamante. A gente vai atrás, procurando achar um ‘pedrão’ para resolver a vida. Enquanto não consegue licença, vai trabalhando na surdina, porque é daqui que sai nosso sustento”, disse. A aglomeração dos garimpeiros, que vivem amontoados em barracas sem as mínimas condições sanitárias, também se reflete nas águas do rio que eles próprios consomem. A reportagem do Estado de Minas coletou uma amostra na região, na qual a análise de laboratório detectou a presença de coliformes fecais 374% acima do limite do Conama, resultado dos despejos de esgoto sem tratamento.

Areinha é uma área que foi fechada pela mineração Rio Novo e invadida por garimpeiros há cerca de seis anos. Fica em uma parte do  Jequitinhonha, que em tese foi protegida pela Lei Estadual 15.082, de 2004, que considera que é de preservação permanente o curso d’água e seus afluentes até a altura do Rio Tabatinga, entre os municípios de Carbonita e Engenheiro Navarro.


Muitas justificativas, nenhuma solução


O problema do garimpo de Areinha não se restringe aos danos ambientais. Desde 2007, todas as vezes que a fiscalização ambiental lacrou as máquinas e os garimpeiros tiveram de retornar para Diamantina, a cidade experimentou uma onda de criminalidade. Setores como a prefeitura local e a Cooperativa Regional Garimpeira de Diamantina querem que a atividade seja liberada de forma sustentável, com recuperação de áreas que forem degradadas pela extração mineral. O Ministério Público considera a proposta inviável, já que a área está protegida por lei, e tenta conseguir que a Justiça obrigue a mineradora a recuperar o que deixou para trás.

A empresa alega que isso não é possível, devido à presença dos garimpeiros. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável informou que o garimpo não tem licenciamento, mas que pelo fato de a situação estar sub judice e de ter um lado social delicado, ainda aguarda definições. Enquanto isso, garimpeiros arrancam o máximo que podem antes que suas máquinas sejam lacradas pela polícia. O secretário de Meio Ambiente de Diamantina, Rodrigo Canuto, afirma que a atividade minerária no Jequitinhonha seria interessante para a cidade, mas reconhece que a lei estadual esvazia essa possibilidade. “Mas não podemos desconsiderar os fatores social e inclusive o de segurança pública. Mantemos atividades de conscientização, orientando o uso de bacias de decantação e cuidados para com a vigilância sanitária.”

DEGRADAÇÃO
A bacia do Jequitinhonha é a que tem apresentado a degradação mais acentuada nos últimos anos, de acordo com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). Em 2012, os índices de qualidade da água médio e ruim eram 49% em sua extensão, sendo o parâmetro bom quantificado em 51%. Já no ano passado, a soma do conceito ruim e médio saltou para 60%. A primeira estação de medição, na localidade de São Gonçalo do Rio das Pedras, não registrou o resultado de análises em 2013. A última amostragem é referente ao fim de 2012 e já indica que a acidez do curso d’água se encontra alterada a 30 quilômetros da nascente.

O motivo apontado pelo Igam são os lançamentos de esgoto, descartes de lixo e de efluentes de matadouros. Mas, mais adiante, o impacto das mineradoras aparece mais uma vez, próximo a Virgem da Lapa, onde amostras colhidas no ano passado revelaram contaminação por manganês 136% acima do limite considerado tolerável pelo Conama, o que é apontado pelo relatório do Igam como efeito de atividades minerárias predatórias.