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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A educação muda vidas (de todos nós)

A educação muda vidas (de todos nós)



educaçãoA universalização do acesso à educação traz benefícios não apenas para o indivíduo que, por meio dela, poderá construir uma vida melhor e mais digna, como para a sociedade, ao trazer novas vivências e ideias para as áreas de produção de conhecimento e atuação profissional. A diversidade pode proporcionar análises e soluções às quais um grupo restrito talvez nunca chegasse se não houvesse uma voz destoante, com uma experiência diferente, apresentando um novo ponto de vista. Nesse sentido, presenciamos nos últimos dias, no Brasil e no mundo, histórias de superação e de inserção de pessoas à margem no sistema educacional de ensino superior. Enquanto a democratização plena do acesso à educação não se torna realidade, que esses exemplos nos inspirem.

Brasil

O detento Rodrigo Antônio Monteiro, 38 anos, cumpre pena na penitenciária Geraldo Beltrão (PB), que propõe a ressocialização dos apenados por meio de leitura e estudo, dispondo de um sistema de ensino e de uma estrutura com biblioteca e sala de aula. Aprovado em primeiro lugar nas vagas reservadas a cotistas, com média 591,82, para o curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) pelo Enem Para Privados de Liberdade (Enem-PPL) em 2016, Rodrigo aguarda com esperança a confirmação de que poderá cursar a faculdade na modalidade de Educação à Distância.
Já Bruna Sena, 17 anos, estudante de escola pública e moradora de um conjunto habitacional da periferia de Ribeirão Preto (SP), conquistou o primeiro lugar de um dos mais disputados vestibulares do Brasil: o de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que teve 75,58 candidatos por vaga no exame da Fuvest 2017. A jovem é a primeira pessoa da família a ingressar na universidade e agradece o estímulo dos professores do curso preparatório popular do qual era bolsista. Embora ainda não saiba a área na qual irá se especializar, Bruna tem uma certeza: “atenderá pessoas de baixa renda, que precisam de ajuda”.

Mundo

Amy Carton, de 94 anos, acaba de se formar, com média 4,0 (de 5,0), no curso à distância da faculdade de Artes da Southern New Hampshire University (SNHU), nos Estados Unidos. A senhorinha teve de interromper os estudos em 1964, após se divorciar, para criar os quatro filhos. Em entrevista à revista People, ela conta que nunca abandonou o sonho de se formar, embora a vida “se metesse pelo caminho” e o atrasasse. Também encoraja àqueles que, como ela, tiverem a oportunidade de voltar à escola: “Isso nos faz continuar a viver.” Amy já se matriculou no mestrado e planeja escrever um livro para crianças.

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