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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ATORES DE NOVELAS QUE DEIXARAM SAUDADES



ATORES DE NOVELAS QUE DEIXARAM SAUDADES 


Com o passar das décadas, muitos dos atores que cativaram o público brasileiro em diversas novelas acabaram falecendo. Nesta série de postagens iremos relembrar e homenagear esses grandes nomes da teledramaturgia brasileira.



BETTY LAGO

Elizabeth Lago Netto (*09/09/1943 - †13/09/2015) era uma das protagonistas da novela Quatro por Quatro. A parceria bem sucedida com o autor Carlos Lombardi se desenvolveu por diversas outras obras do novelista, como Quatro por QuatroVira-LataUga UgaO Quinto dos InfernosKubanacanPé na Jaca e Guerra e Paz.
A atriz então estreou como apresentadora de televisão com o programa GNT Fashion, que também dirigiu durante cinco anos, na GNT. Também por cinco anos, de maio de 2005 a maio de 2010, participou de diferentes formações do Programa Saia Justa no mesmo canal de televisão.
A estreia no cinema aconteceu em 1976, numa ponta não creditada no filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, numa cena que foi cortada da montagem final. Em 1998 realmente debutou na sétima arte em Alô?, de Mara Mourão. Participou ainda de Xuxa e os Duendes 2 - No Caminho das Fadas (2002) e Mais Uma Vez Amor.
Em 13 de novembro de 2014, Betty estreou seu canal de humor no YouTube. Intitulado Calma, Betty!. A atriz também participou de uma esquete da Parafernalha, no episódio “Presépio”, de dezembro de 2014. Sua última entrevista foi em junho de 2015 ao Domingo Espetacular, da Record.



MARÍLIA PÊRA

Marília Pêra da Graça Mello foi uma consagrada atriz, cantora e diretora que conquistou ao longo de sua carreira cerca de 80 prêmios, tendo atuado em 29 novelas, 49 peças e 24 filmes.
Seu último trabalho na TV foi no seriado Pé na Cova, onde interpretava Darlene, a maquiadora da funerária do ex-esposo Ruço (Miguel Falabella).
Faleceu em seu apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro, no dia 5 de dezembro de 2015. Em seus últimos meses de vida, a atriz lutava contra um câncer de pulmão. Ela passara o ano em tratamento médico, segundo informações dos familiares, combatendo um desgaste nos ossos do quadril, o que a fez se afastar do trabalho.



JOSÉ WILKER

José Wilker Almeida (*20/08/1946 - †05/04/2014) tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela Anjo Mau (1976), de Cassiano Gabus Mendes.
Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Já consagrado, em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, da novela Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge, e a Sapucaí é grande”.
O artista ainda dirigiu o humorístico Sai de Baixo (1996) e as novelas Louco Amor (1983), de Gilberto Braga, eTransas e Caretas (1984), de Lauro César Muniz.
Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como Xica da Silva (1976) e Bye bye Brasil (1979), ambos de Cacá Diegues, além de ter se consagrado com o papel do boêmio Vadinho no sucesso de bilheteria Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976).
Já em 2012, voltou às novelas encarnando o frio Coronel Jesuíno Mendonça no remake de Gabriela, de Walcyr Carrasco. O personagem caiu na boca do povo com seu bordão “Vou lhe usar”, e fez sucesso principalmente nas rede sociais.
Em 2013, um dos seus personagens mais famosos saiu da TV e foi para as telonas: Giovanni Improtta é lançado nos cinemas brasileiros.
Seu último trabalho na TV, foi pouco antes de sua morte, na novela Amor à Vida, como o médico Herbert Marques.
Wilker faleceu na manhã de 5 de abril de 2014, vítima de um infarto fulminante, enquanto dormia. O socorro foi chamado mas os médicos não conseguiram reanimar o ator.



DOMINGOS MONTAGNER

A carreira artística de Domingos Montagner Filho (*26/02/1962 - †15/09/2016) começou no Circo Escola Picadeiro em 1989, onde conheceu Fernando Sampaio e juntos começaram a fazer várias apresentações de rua como palhaços. Em 1991, ingressou no circo como trapezista e palhaço. Simultaneamente, começou a se dedicar aos estudos para teatro através de curso de interpretação de Myriam Muniz, cursos de dança e outros.
Em 1997, a dupla de palhaços criou o Grupo La Mínima, espetáculo baseado no humor e nas acrobacias. Os espetáculos começaram a ganhar prêmios em 2001 e não pararam mais. Em 2008, a dupla foi homenageada com o Prêmio Shell de Melhor Ator para Domingos Montagner e Fernando Sampaio, por A Noite dos Palhaços Mudos. Vários trabalhos da dupla estiveram em espetáculos de rua e salas, que percorreram, em quinze anos, dezenas de festivais e temporadas nacionais e internacionais.
Em 15 de setembro de 2016, durante o horário de almoço das gravações da telenovela Velho Chico, Domingos mergulhou no rio São Francisco, na Região de Canindé de São Francisco, em Sergipe, não conseguindo retornar à terra firme, mesmo sabendo nadar. A atriz Camila Pitanga estava nadando com Montagner e o viu desaparecer nas águas, arrastado pela correnteza.
Semanas antes do acontecimento, o personagem interpretado por ele na novela foi salvo por índios, que o encontraram inconsciente no rio São Francisco, depois de ter levado um tiro de seu inimigo na trama, mesmo rio em que o ator perderia a vida.



CHICA LOPES

Francisca da Conceição Lopes de Oliveira (*08/12/1925 - †10/09/2016) começou a carreira no teatro em 1950, quando passou a ser chamada de Chica Lopes. No cinema atuou em vários filmes entre eles destacam-se Tiradentes, o Mártir da Independência, seu primeiro longa e Cafundó em 2005.
Estreou na televisão em 1960 atuando em teleteatros e em pequenos papeis. Em 1976, fez sua primeira novela, O Julgamento na TV Tupi. Ficou conhecida pela personagem Durvalina na primeira versão da novelaÉramos Seis, também na TV Tupi. Quando o SBT fez a segunda versão da trama em 1994, Chica Lopes foi chamada pela emissora para o mesmo papel. Atuou também na segunda versão de A Escrava Isaura em 2004 na Rede Record, interpretando a escrava Joaquina, conselheira da protagonista Isaura, personagem de Bianca Rinaldi. Seu último papel foi em Êta Mundo Bom, em 2016, da TV Globo, onde fez uma participação.
No final da vida, começou a apresentar os primeiros sinais de Alzheimer. A atriz morreu em 10 de setembro de 2016, aos 90 anos de idade, mas a notícia só veio à público em 21 de setembro de 2016, quando a também atriz Jussara Freire informou a notícia no seu perfil em rede social. A atriz morreu dormindo e a causa da morte não foi divulgada.



ELKE MARAVILHA

Filha do russo George Grunupp e da alemã Liezelotte von Sonden, Elke (*22/02/1945 - †16/08/2016) nasceu na antiga Leningrado, hoje São Petersburgo. Ela tinha seis anos quando sua família emigrou para o Brasil, fugindo de perseguições políticas do stalinismo soviético.
Começou como atriz em O Barão Otelo no Barato dos Bilhões, com Grande Otelo, e atuou em filmes comoPixote, a Lei do Mais Fraco (1980) e Xica da Silva (de 1976), de Cacá Diegues. Por sua interpretação em Xica da Silva, Elke foi premiada com a Coruja de Ouro como melhor atriz coadjuvante. No teatro foi expoente doMovimento de Arte Pornô. Sua estreia como atriz na televisão foi em 1986, como dona de um bordel na mini-série Memórias de um Gigolô, com direção de Walter Avancini, e a atuação lhe rendeu o convite para ser madrinha da Associação das Prostitutas do Rio de Janeiro.
Sua vida pessoal sempre foi conturbada. Morou em diversos países e teve oito casamentos, com homens de diversas nacionalidades. Fez três abortos, fruto de seus três primeiros casamentos, pois jamais quis ser mãe, e sempre achou que, com seu jeito rebelde de ser, não poderia educar uma criança de forma digna. Contou em entrevistas que tomava pílula anticoncepcional, mas fora enganada por alguns desses maridos, que queriam ser pais e trocavam suas pílulas por pílulas de farinha. Após descobrir isto, começou a usar DIU. Elke também foi usuária de todos os tipos de drogas ilícitas, além de todos os tipos de bebida alcoólica. Dizia que não tinha preferência por nenhum tipo de homem, e sim, que tinha pressa de namorar.
Morreu, aos 71 anos, na madrugada de 16 de agosto de 2016, vítima de falência múltipla dos órgãos. A atriz estava internada na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, desde o dia 20 de junho, após uma cirurgia para tratar uma úlcera. O corpo foi velado no Teatro Carlos Gomes, no Rio, na manhã do dia 17 de agosto. Antes de ser internada, Elke pediu a seu irmão Frederico que ela estivesse linda em seu enterro. Portanto, ela foi vestida com um vestido feito especialmente para o seu musical “Elke Canta e Conta” e maquiada por amigos do jeito que ela costumava se maquiar.



UMBERTO MAGNANI

Umberto Magnani Netto (*25/04/1941 - †27/04/2016) estreou na televisão em 1973, interpretando o personagem Zé Luis na primeira versão da novela Mulheres de Areia, na extinta TV Tupi. Na Globo, ele participou de consagradas novelas, como Felicidade (1991), Mulheres Apaixonadas (2003), Cabocla (2004) ePáginas da Vida (2006).
Também participou de minisséries como Presença de Anita (2001) e do seriado Sandy & Júnior (1999). Na Rede Record atuou nas novelas Chamas da Vida (2008), Ribeirão do Tempo (2010), Máscaras (2012) eBalacobaco (2012). O seu último trabalho na Record foi na elogiada série Conselho Tutelar (2015). Em 2016, após 10 anos na Rede Record, retorna à Globo para atuar na novela Velho Chico.
No dia 25 de abril de 2016, em seu aniversário de 75 anos, Umberto Magnani foi afastado da novela Velho Chico e substituído pelo ator Carlos Vereza após sofrer um AVE (acidente vascular encefálico), na trama ele era o personagem Padre Romão e seu personagem virou padre emérito. No mesmo dia. O ator foi submetido a uma cirurgia na madrugada do dia 26 para o dia 27 de abril de 2016, mas não resistiu e morreu dois dias depois. Sua esposa Cecília faleceu cerca de 6 meses depois, no dia 8 de novembro, devido à complicações provocadas por uma pneumonia.



DUDA RIBEIRO

Além de ator, Luiz Eduardo Reis Ribeiro (*05/06/1962 - †14/09/2016) foi diretor, dramaturgo, produtor, escritor e roteirista. Atuou em diversas atrações, como: Procurando Casseta & Planeta (2016), Vai que Cola(2013), Salve Jorge (2012), Caminho das Índias (2009), Pecado Capital (1998) e Barriga de Aluguel (1991).
Morreu na manhã de 14 de setembro de 2016, após lutar contra um câncer de fígado, diagnosticado em 2010, e já havia feito, inclusive, um transplante, em 2011. Ele estava escalado para a novela da Rede Globo, “A Flor da Pele”, que tinha estreia prevista para 2017.



ANTÔNIO POMPÊO

Estreou no cinema em Xica da Silva (1976), de Carlos Diegues. Entre o fim dos anos 70 e começo dos 80, fez diversos filmes.
Em 2001 esteve no elenco do filme O Xangô de Baker Street (2001), de Miguel Faria Jr., baseado no livro de Jô Soares.
Era um dos idealizadores do Projeto A Cor da Cultura que se converteu em material de apoio pedagógico em todo o território nacional para a formação de docentes e estudantes em História e Cultura afro-brasileiras. Foi presidente do Centro de Documentação e Informação do Artista Negro (CIDAN).
Em 5 de janeiro de 2016, o corpo do ator foi encontrado sem vida no apartamento onde morava, em Guaratiba no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada, segundo a atriz Zezé Motta, o ator fora mal-aproveitado e não teve o reconhecimento que merecia.
A ausência de perspectivas profissionais em veículos de comunicação de grande visibilidade, como afirma Zezé, é sintomática do racismo dissimulado que existe nas grandes emissoras de TV do Brasil, também visível no âmbito da propaganda.
Segundo o censo realizado pelo IBGE em 2010, 50,7% da população do País é preta ou parda, no entanto essa condição demográfica majoritária é praticamente invisível nas produções televisivas e nas peças publicitárias que circulam na TV e nos veículos da mídia impressa.



GUILHERME KARAM

O ator Guilherme Pontes Karam (*08/10/1957 - †07/06/2016) é memorável por seus papéis cômicos, foi integrante do programa TV Pirata, um dos maiores sucessos do humor brasileiro, exibido pela Rede Globo. Seu trabalho de maior destaque na TV foi como o mordomo Porfírio em Meu Bem, Meu Mal.
No dia 29 de abril de 2005 ele sofreu um assalto dentro de um táxi, tendo a pochete roubada. Karam fisicamente nada sofreu, mas o motorista do táxi foi assassinado ao reagir. Aparentemente, desde a época do assalto Karam começou a manifestar sintomas da doença de Machado-Joseph, uma síndrome degenerativa, também conhecida como ataxia espinocerebelar tipo3 , que compromete a coordenação motora e do controle sobre os músculos. Forçado a passar a usar uma cadeira de rodas para se locomover, manteve-se afastado dos palcos e da televisão. Segundo seu pai, ele herdou a doença da mãe, que morreu devido a essa mesma anomalia genética. Os outros três irmãos do ator já apresentaram a doença - dois já morreram.
O ator morreu em 7 de julho de 2016, no Hospital Naval Marcílio Dias, na Zona Norte do Rio de Janeiro, enquanto se tratava da síndrome de Machado-Joseph.



TEREZA RACHEL

Teresinha Malka Brandwain Taiba de La Sierra (*10/03/1934 - †02/04/2016) nasceu em uma família de imigrantes judeus estabelecidos na Baixada Fluminense. Iniciou sua carreira artística em 1955 com a peça Os Elegantes, de Aurimar Rocha, mas ficou conhecida pelas interpretações de personagens inquietantes e grandes vilãs nas novelas brasileiras.
Fez personagens marcantes como a fútil Clô Hayalla na telenovela O Astro (1978) e a neurótica Francesca Ferreto em A Próxima Vitima (1995).
Fundou em 1971 e inaugurou no ano seguinte o Teatro Tereza Rachel, adquirido através de um financiamento. O teatro abrigou espetáculos de êxito nos anos 80. Tereza produziu peças inéditas ligadas à vanguarda, fazendo de sua casa de espetáculos grande destaque do teatro carioca do período.
Nos anos 2000, Tereza Rachel tentou resgatar montagens teatrais de grande porte, como, por exemplo, “A Celestina”, porém, devido a falta de recursos e apoio publicitário, os projetos não foram adiante.
Em entrevista à Rádio Italiana, Tereza Rachel explicou que em 2001 foi obrigada a arrendar o teatro para a Igreja Universal do Reino de Deus, devido às dificuldades na manutenção.
Tereza Rachel morreu aos 82 anos, em 2 de abril de 2016, onde estava internada desde 30 de dezembro de 2015, por complicações no intestino.



CARL SCHUMACHER

Em 2003 foi convidado pela Fundação Clóvis Salgado, comemorando os trinta anos de produção lírica da instituição, a escrever, dirigir e protagonizar o projeto Viva a Ópera, com 21 árias de doze óperas famosas e 200 pessoas em cena, inclusive alguns dos maiores nomes do canto lírico mundial, como Stephen Bronck, Sylvia Klein e Eduardo Itaborahy.
Construiu e administrou três salas de espetáculos alternativas em Belo Horizonte, entre 1993 e 1998: Gestos Barro Preto, Savassi e Casa de Artes Ribalta. Trabalhou nas novelas Esmeralda (2004), Bang Bang (2005), dentre outros trabalhos. Com o passar das décadas, muitos dos atores que cativaram o público brasileiro em diversas telenovelas acabaram falecendo. Nesta série de postagens iremos relembrar e homenagear esses grandes nomes da teledramaturgia brasileira.
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1. Fernando Almeida (* 21/05/1974 – † 04/04/2004): De família pobre iniciou sua carreira como ator aos 6 anos, em 1984 teve destaque vivendo Gibe, o menino amigo do protagonista Pardal (Tony Ramos) na telenovela Livre pra Voar. Foi brutalmente assassinado aos 30 anos incompletos, seu último trabalho foi na novela A Padroeira (2001).
Alguns trabalhos: Livre pra Voar (1984), O Outro (1987), Vale Tudo (1988) e Lua Cheia de Amor (1991).
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2. Dina Sfat (* 28/10/1938 – † 20/04/1989): Dina Kutner de Souza, filha de judeus poloneses, Dina sempre quis ser artista e estreou nos palcos em 1962. A atriz se transformou numa grata revelação dos palcos e mudou seu nome para Dina Sfat. Seu último trabalho na TV. ela foi casada com o ator Paulo José com quem teve 3 filhos entre eles a atriz Bel Kutner.
Alguns trabalhos: Se destacou em papéis de grande carga dramatica como Selva de Pedra (1972), O Astro (1978), e Bêbe a Bordo (1988).
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3. Fernando Monteiro Torres (* 14/11/1927– † 04/09/2008): Pai da atriz Fernanda Torres. Era casado com a atriz Fernanda Montenegro, com quem fundou o Teatro dos Sete em 1959 e trabalhou junto em diversas novelas. Na TV brilhou ao interpretar o médico Plínio Miranda na novela Baila Comigo.
Alguns trabalhos: Amor com Amor se Paga (1984), Zazá (1997), Laços de Família (2000).
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4. José Irving Santana São Paulo (* 26/10/1964 – † 10/08/2006): Faleceu aos 41 anos, no Rio de Janeiro, vítima de uma falência múltipla dos órgãos decorrente de uma pancreatite, deixou dois filhos.
Alguns trabalhos: Bebê a Bordo (1988), Sexo dos Anjos (1989), Perigosas Peruas (1992), Mulheres de Areia (1993), A Viagem (1994), torre de Babel (1998), Sabor da Paixão (2002).
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5. Franscico Milane (* 19/11/1936 – † 13/08/2005): Fez narrações para o Fantastico, foi locutor do Casseta & Planeta na década de 90, fez Pedro Pedreira na Escolinha do Professor Raimundo e o Seu Saraivano Zorra Total.
Alguns trabalhos: Selva de Pedra (1972), Roda de Fogo (1978), Elas por Elas (1982), Barriga de Aluguel ( 1990), Vamp (1991).
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6. Gianfrancesco Sigfrido Benedetto Martinenghi de Guarnieri (* 06/08/1934 – † 22/06/2006): Por conta do fascismo que tomava conta da Itálía, seus pais, o maestro Edoardo Guarnieri e a harpista Elsa Martinenghi decidiram vir para o Brasil.
Alguns trabalhos: Rainha da Sucata (1990), A Próxima Vitima (1995), Terra Nostra (1999), Esperança (2002), Belissima (2006).
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7. Grande Otelo (* 18/10/1915 – † 26/11/1993): Sebastião Bernardes de Souza Prata teve em sua vida várias tragédias, seu pai morreu esfaqueado, sua mãe era alcoólatra e quando já era um ator consagrado sua mulher se suicidou logo após matar seu filho com veneno, a criança tinha 6 anos era enteado do ator. Faleceu em 1993 de um ataque do coração fulminante.
Alguns trabalhos: Renascer (1993), Sinhá Moça(1986), A Gata Comeu (1985), Feijão Maravilha (1979) Uma Rosa com Amor (1972).
Dercy Gonçalves
8. Derci Golçalves (* 23/06/1907 – † 19/07/2008): Dolores Gonçalves Costa nasceu no interior do estado do Rio de Janeiro, em 1905, mas foi registrada erroneamente, em 1907. Era de familia pobre, filha de um alfaiate e de uma lavadeira. Sua mãe, chamada Margarida, abandonou o lar ao descobrir a infidelidade do marido. Dercy foi bilheteira de cinema, além de apresentar-se teatralmente para hóspedes de um hotel em sua cidade natal. Teve que aturar o pai bêbado em casa e sofreu muito com o abandono da mãe, de quem nunca mais teve notícia.
Já idosa ainda sofreu um desfalque nas economias por parte de um empresário inescrupuloso, o que a fez retomar a carreira, já octogenária.
Todas as manhãs, a solidão me deixa deprimida. Moro sozinha, tem três pessoas que se revezam para me acompanhar. Minha filha não mora comigo. Filho não gosta de mãe; é a mãe que gosta do filho. Eles crescem, ganham independência e passam a ter prioridades. Eu me animo no cair da tarde, às 16h mais ou menos. Luto para ter forças para sair. Aí me arrumo, vou pro bingo. Lá, sou muito bem tratada, ganho cartelas e me distraio. À noite, vou a festas, jantares, adoro comer. E volto pra casa, durmo feliz. Assim são meus dias, sem expectativa.
Alguns trabalhos: A Praça é nossa (2001), Sai de baixo (1996), Deus nos Acuda (1992), Que Rei Sou Eu?(1989).
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9. Daniela Perez (* 11/08/1970 – † 28/12/1992): Tinha 22 anos quando foi covardemente assassinada pelo ator Guilherme de Pádua e por sua mulher Paula Nogueira Thomaz que a emboscaram e mataram com 18 golpes de tesoura. O casal de assassinos, poucas horas depois de atirar o corpo de Daniela num matagal, ainda abraçaram e prestaram solidariedade à família dela, chegando à delegacia no próprio carro onde começaram a apunhalar Daniela.
A indignação popular que se seguiu a esse episódio resultou na alteração da legislação penal, graças aos esforços da mãe de Daniela, Glória Perez, que encabeçou uma campanha de assinaturas e conseguiu fazer passar a primeira iniciativa popular de projeto de lei a se tornar lei efetiva na história do Brasil.
Ainda que a mudança da lei não tenha atingido os assassinos de Daniela, a partir daí o homicídio qualificado passou a ser punido com mais rigor. Sua personagem na novela “De Corpo e Alma” saiu da trama com uma viagem de estudos ao exterior e o personagem de Guilherme de Pádua (Bira) deixou de existir.
Alguns trabalhos: Kananga do Japão (1989), Barriga de aluguel (1990), O Dono do Mundo (1991), De Corpo e Alma (1992).
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10. Haroldo de Oliveira (* 1942 – † 27/12/2003): Fez o André de Escrava Isaura e o Jacinto de Xica da Silva. Teve atuações marcantes na TV, no cinema e no teatro, desde sua estréia, aos 10 anos, em "Rio 40 Graus", filme de Nelson Pereira dos Santos. 
No teatro, fez “Pedro Mico”, dirigido por Paulo Francis, entre tantos outros papéis de destaque e como diretor de teatro teve destaque nas peças "Artigo Um Sete Um" (1982) e "As aventuras de Galápagos"(1979), ambas de Fernando Palilot.
Alguns trabalhos: Escrava Isaura (1976), Dona beja (1986), Kananga do Japão (1989), Chica da Silva (1996), Zorra Total (1999), Brava Gente (2002).


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