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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O Surgimento da Vida na Terra

O Surgimento da Vida na Terra

Biologia Celular  e o Surgimento da Vida na Terra

Biologia Celular  e o Surgimento da Vida na Terra

Biologia (do grego bios = vida; logos = estudo) é a ciência que estuda o ser vivo, desde a sua forma (morfologia) e função (fisiologia), até o seu relacionamento com diversos seres vivos e com o ambiente.
Surgimento da Vida na Terra
Célula: pequena unidade envolvida por membranas e preenchida por uma solução aquosa de agentes químicos, dotada de uma extraordinária capacidade de criar cópias de si mesma pelo aumento e posterior divisão.

O Surgimento da Vida na Terra

Abordagem Histórica
O surgimento da vida em nosso planeta é um grande mistério. Desde a Grécia Antiga até os dias de hoje existem relatos sobre o assunto com o objetivo de procurar respostas.

Abordagem HistóricaAté a metade do século XIX, as ideias baseavam-se na abiogênese ou Teoria da Geração Espontânea, que afirmava que os seres vivos surgiam da matéria bruta, espontaneamente. Para que isso ocorresse, haveria a intervenção do princípio ativo (o sopro de animação), para transformar a matéria bruta em matéria viva.

Aristóteles chegou a afirmar que os crocodilos do Rio Nilo surgiam da lama. Paracelso, médico suíço do século XVI, descreveu o processo de geração espontânea de sapos, tartarugas e ratos a partir do ar, da água, da palha, da madeira em decomposição, entre outros materiais. Van Helmont, cientista belga do século XVII, inventou a “receita” para criar camundongos: uma camisa suada em contato com gérmen de trigo, deixada em lugar escuro, após 21 dias, produziria uma ninhada de camundongos. Nesse caso, o suor humano seria o princípio ativo.

No século XVII, o naturalista italiano Francisco Redi realizou “experiências controladas” para provar que os “vermes” encontrados nos cadáveres em decomposição surgiam de ovos postos anteriormente por moscas.

Primeira Experiência

Colocou três enguias mortas em um recipiente aberto para apodrecerem. Depois de alguns dias, apareceram “vermes” esbranquiçados que devoravam as enguias e, a seguir, abandonavam o recipiente sem que Redi descobrisse o destino deles.

Segunda Experiência

Para descobrir o destino dos “vermes”, Redi repetiu a experiência, porém, antes que toda a carne fosse consumida, o recipiente foi tampado. Alguns dias depois, os animais ficaram imóveis, ovais e se transformaram em crisálidas semelhantes às das mariposas e borboletas. Redi colocou as crisálidas em vidros e delas nasceram moscas iguais às encontradas em açougues e peixarias.

Terceira Experiência

Redi repetiu os experimentos, colocando carne em oito frascos de boca larga: quatro abertos e quatro tampados. Nos abertos, surgiram “vermes” e, nos fechados, nenhum “verme” foi encontrado.

Quarta Experiência

A experiência anterior foi refeita, porém com os frascos cobertos com gaze fina, que permitia a circulação de ar. Também não apareceram “vermes”.

Com essas experiências Redi estaria derrubando a Teoria da Geração Espontânea e criando a idéia da biogênese, pela qual um ser vivo provém de outro preexistente.

Alguns anos depois das experiências de Redi, o naturalista holandês Anton Van Leeuwenhoek, com auxílio do microscópio, descobriu os microorganismos, dos quais não se conhecia a origem, trazendo à tona novamente a discussão sobre a Teoria da Geração Espontânea.

No século seguinte, em 1745, o inglês John Needhan aqueceu caldo de frango e legumes em tubos de ensaio, fechou-os e aqueceu-os novamente. Depois de alguns dias, examinou os conteúdos dos frascos e observou que estavam repletos de microorganismos.

Vinte e cinco anos depois, as experiências de Needhan foram repetidas pelo padre italiano Lazzaro Spallanzani, porém, com o aquecimento, os tubos de ensaio mantiveram-se estéreis por vários meses. Spallanzani concluiu que o aquecimento feito por Needhan não havia sido suficiente para matar todos os microorganismos já existentes nos caldos nutritivos.

Needhan contra-argumentou dizendo que o aquecimento excessivo teria destruído o “princípio ativo vital” necessário para a geração espontânea.

Criou-se então a polêmica entre abiogênese e biogênese, que perdurou entre os cientistas da época até a segunda metade do século XIX.

Entre os anos de 1860 e 1864, o cientista francês Louis Pasteur adaptou a experiência de Spallanzani, colocando caldo de carne em um balão de vidro com gargalo bem comprido. Aqueceu o caldo por um longo tempo e, em seguida, submeteu-o a um resfriamento (processo conhecido atualmente como pasteurização). Com o caldo esterilizado, Pasteur aqueceu os gargalos, retorcendo-os em forma de “S, criando os balões “pescoço de cisne”. Esses frascos não foram fechados, portanto o caldo foi mantido em contato com o ar. Dessa forma, o argumento de Needhan, ou seja, a falta de condições para a penetração do “princípio ativo”, não poderia ser usado. Como resultado, observou-se que o caldo permaneceu estéril por vários meses. As curvas do pescoço do frasco funcionaram como um filtro, impedindo a penetração de microorganismos do ar que pudessem contaminar o caldo. Era o fim da abiogênese.

Simbiose Simbiose

Simbiose é uma relação mutualmente vantajosa, na qual, dois ou mais organismos diferentes são beneficiados por esta associação.

Há alguma indefinição nos conceitos associados a este termo. Assim, dever-se-á ter presente que a simbiose implica uma inter-relação de tal forma íntima entre os organismos envolvidos que se torna obrigatória. Quando não existe obrigatoriedade na relação, dever-se-á utilizar antes o termo/conceito protocooperação.

Alguns casos clássicos que ajudam a compreender o conceito de simbiose:
Certos Cnidários alojam algas nos seus tentáculos. Estes animais procuram nadar próximos à superfície da água para que as algas possam usar a luz para efectuar a fotossíntese. Ao realizarem o processo, as algas produzem certos compostos orgânicos essenciais ao organismo hospedeiro.
Orquídeas e muitas outras espécies de hábito epifítico habitam locais ricos em matéria orgânica, mas pobres em sais minerais. No entanto, as suas raízes (freqüentemente apresentando um tecido esponjoso, o velame) abrigam fungos do tipo Micorriza, que atacam a matéria orgânica do substrato e a decompõe na forma de sais minerais, que podem assim ser assimilados pelos vegetais. Em contrapartida, as plantas realizam a fotossíntese e sintetizam moléculas orgânicas, como carboidratos e aminoácidos, essenciais à sobrevivência dos fungos.
As mitocôndrias vivem no interior das células eucarióticas, produzindo energia na forma de ATP, numa estreita relação simbiótica. Essa relação é tão forte que a célula e a mitocôndria não conseguem viver separados. Acredita-se que as mitocôndrias eram organismos que viviam isolados no exterior das células, e que foram incorporadas por algumas células, criando uma forte relação entre os dois organismos: a célula fornece alimento e um ambiente seguro para o desenvolvimento e reprodução da mitocôndria, e esta se responsabiliza pelo fornecimento de energia da célula. Uma prova disso seria o facto de a mitocôndria ter material genético próprio (o DNA mitocondrial).
Fungos e algas, numa relação mútua de proteção-alimento, caracterizando os liquens.

Polifagia Polifagia

Polifagia é o hábito de se ingerir uma ampla variedade de fontes alimentares. No mundo dos insetos, se refere usualmente aos que se alimentam de plantas pertencentes a diferentes famílias.

Plâncton Plâncton

Em biologia marinha e limnologia chama-se Cretácios (da palavra grega Cretaci, que significa ser pequeno) ao conjunto dos organismos que têm pouco poder de locomoção e vivem livremente na coluna de água (pelágicos), sendo muitas vezes arrastados pelas correntes oceânicas.

O plâncton encontra-se na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, uma vez que serve de alimentação a organismos maiores.

Parasitologia Parasitologia

Parasitologia é a ciência que estuda os parasitas, os seus hospedeiros e relações entre eles. Engloba os filos Protozoa (protozoários), do reino Protista e Nematoda (nematódes), annelida (anelídeos), Platyhelminthes (platelmintos) e Arthropoda (artrópodes), do reino Animal. Os protozoários são unicelulares, enquanto os nematódeos, anelídeos, platelmintos e artrópodes são organismos multicelulares. Temos também parasitismo em plantas (holoparasita e hemiparasita) como é o caso do cipó-chumbo. temos parasitismo em fungos (micose) e em bactérias e até virus. Como disciplina biológica, o campo da parasitologia não é determinado pelo organismo ou ambiente em questão, mas pelo seu modo de vida. Isto significa que forma uma síntese com outras disciplinas, e traz para si técnicas de campos com biologia celular, bioinformática, bioquímica, biologia molecular, imunologia, genética, evolução e ecologia.

A parasitologia médica também se preocupa com o estudo do vetor.

No Brasil, as principais parasitoses de interesse médico são:

Protozooses

    Amebíase
    Tripanosomíase
    Leishmanioses
    Giardíase
    Tricomoníase
    Malária
    Toxoplasmose
    Balantidiose

Helmintoses

    Esquistossomose
    Teniase/cisticercose
    Hidatidose/equinococose
    Enterobiose
    Filariose
    Ancilostomose/necatoriose
    Ascaridíase
    Tricocefalose
    Estrongiloidíase

Ectoparasitoses (artrópodes)

    Pediculose
    Ftiríase
    Miíase
    Acaríase
Parasita Obrigatório

Parasita Obrigatório

Um parasita obrigatório é um organismo parasita que não consegue viver independentemente do seu hospedeiro.

MixotrofismoMixotrofismo

Mixotrofismo ou mixotrofia, em biologia, é o nome dado à qualidade do ser vivo com caractéristicas autótrofas e heterótrofas. Ou seja, é capaz de produzir seu próprio alimento a partir da fixação de dióxido de carbono (através de fotossíntese ou quimiossíntese), mas pode também alimentar-se de outros compostos inorgânicos ou orgânicos.

Um bom exemplo de um ser mixotrófico é a planta carnívora, que apesar de ser clorofilada (portanto, capaz de fazer fotossíntese), depende do nitrogênio contido nas proteínas dos animais que ingere. Essa dependência ocorre porque a planta carnívora é natural de áreas com o solo pobre e encharcado, escasso de nitratos, essenciais para a síntese da molécula de clorofila.

Algumas algas e protozoários também são exemplos de seres mixotróficos.

Mirmecofilia Mirmecofilia

Um mirmecófilo é um organismo que vive em associação com formigas. Mirmecofilia significa literalmente adoração de formigas e refere-se às associações de mutualismo com formigas, apesar de no seu uso mais geral este termo poder também referir-se a relações comensais ou até parasíticas.

Os mirmecófilos podem ter vários papéis na colónia de formigas hospedeira. Muitos consomem resíduos nos ninhos, como formigas mortas, larvas mortas, ou fungos que crescem no ninho. Alguns mirmecófilos, porém, alimentam-se da comida armazenada pelas formigas e algums poucos comem os ovos das formigas, as suas larvas e pupas. Outros beneficiam as formigas fornecendo-lhes uma fonte de alimento. Muitas relações mirmecófilas são obrigatórias, no sentido de que um dos participantes necessita a relação para a sua sobrevivência. Outras associações são facultativas, beneficiando um ou ambos os participantes mas sem serem necessárias à sua sobrevivência.

As associações mirmecófilas são mais bem conhecidas nas borboletas da família Lycaenidae. Muitas lagartas desta família produzem néctar através de órgãos especializados e comunicam com as formigas por meio de som ou vibrações. Crê-se que a associação com as formigas reduza a parasitização das lagartas das borboletas.

Existem escaravelhos mirmecófilos nas famílias Cholevidae, Pselaphidae, Staphylinidae e Ptiliidae. Associações deste tipo ocorrem também com vários outros insectos como os afídeos, bem como no género Microdon das moscas-das-flores e em vários outros grupos de moscas.

Alguns ácaros e aranhas são também mirmecófilos, particularmente alguns ácaros oribatídeos, que se descobriu serem mirmecófilos obrigatórios.

Outros grupos mirmecófilos incluem:

    Coleoptera, como a joaninha Thalassa saginata
    Orthoptera, como o grilo Myrmecophilus kinomurai
    Diptera, como a mosca Clitellaria obtusa
    Moluscos, como o Allopeas myrmekophilos

Meroplâncton

Em biologia marinha, chama-se meroplâncton ao conjunto das formas planctónicas que podem desenvolver-se e vir a fazer parte do nécton, como é o caso das larvas e juvenis de peixes ou cefalópodes, ou do bentos, de que fazem parte os equinodermes, os anelídeos e muitos crustáceos, como as lagostas e os caranguejos.

As formas planctónicas que passam toda o seu ciclo de vida no plâncton, como os copépodes e outros crustáceos planctónicos, constituem o holoplâncton.

Hospedeiros Hospedeiros

Em Biologia, hospedeiro é um organismo que abriga outro em seu interior ou o carrega sobre si, seja este um parasita, um comensal ou um mutualista. A palavra deriva do latím hospitator, significando visita, hóspede.

Tipos de interações
É pertinente falar em hospedeiro sempre que há uma relação de dependência entre um sistema biológico (um ser vivo ou um vírus) e outro sobre o qual habita, seja de maneira contínua ou temporária. Isso pode ocorrer em interações próximas dos seguintes tipos:

Parasitismo. Os endoparasitas residem permanentemente, ao menos em algumas etapas de seu desenvolvimento, no interior de seu hospedeiro. Ocupam hospedeiros sucessivos em distintas fases de seu ciclo de vida. Os endoparasitas costumam ser extremamente específicos na escolha de seus hospedeiros, dependendo amiúde de uma ou umas poucas espécies relacionadas. Já os ectoparasitas, por exemplo os hematófagos, podem ou costumam ser menos exigentes, mas nem sempre. Nas, nas larvas das borboletas, por exemplo, é comum uma dependência muito estreita com respeito à planta hospedeira.

Patogénese. Muitos vírus, bactérias, fungos e pequenos animais, causam doenças, o que representa uma forma extremada de parasitismo. A relação dos patógenos costuma ser especialmente específica, porque a evolução tende a produzir uma adaptação do hospedeiro ao patógeno. Apenas quando um agente encontra uma nova espécie hospedeira a relação adota a forma típica.

Comensalismo. Os comensais costumam ser menos seletivos com os hospedeiros que escolhem, que os sistemas dependentes de outras formas, tanto nos casos de foresis (transporte do organismo menor pelo maior) ou inquilinismo como nos de dependência alimentária.

Mutualismo. Os fungos micorrizantes são diversamente dependentes com respeito a sua planta hospedeira. O mesmo pode ser dito dos agentes polinizadores, que transportam o pólen, ou dispersantes, que transportam los propágulos de plantas e fungos.

Tipos de hospedeiros no parasitismo

Chama-se hospedeiro primário aquele onde se desenvolve a maior parte de sua existência e, sobretudo, seu crescimento. É chamado de hospedeiro secundário ao que abriga o parasita apenas em uma fase inicial de seu crescimento, quase sempre em relação à sua dispersão e para facilitar seu ingresso no hospedeiro primário. Por exemplo, os nemátodos do gênero Anisakis, que produzen anisaquíase em humanos, o fazem porque seus hospedeiros primários naturais são mamíferos marinhos, de fisiologia parecida à humana, enquanto que os hospedeiros secundários são, em momentos sucessivos de seu desenvolvimento pequenos crustáceos inicialmente e depois peixes, quando comen aos primeiros. A infestação de cetáceos ou dos seres humanos se produz quando devoram aos peixes. Outro exemplo é o das espécies de Plasmodium que infectam aos seres humanos, protistas apicomplexos que produzem a malária, caso no qual o hospedeiro secundário é um mosquito do gênero Anopheles; o qual age como vector da doença.

Em função de sua utilidade para o parasita existem vários tipos de hospedeiros:
Hospedeiro definitivo: designa a um ser vivo que é imprescindível para o parasita já que este desenvolverá principalmente sua fase adulta nele.

Hospedeiro intermediário: designa a um hospedeiro igualmente imprescindível no ciclo vital do parasita, onde este desenvolve alguma ou todas as fases larvais ou juvenis. Às vezes se confunde com o término vector e se considera como hospedeiro intermediário ao invertebrado que participa no ciclo vital, sendo em muitas ocasiões o homem e outros vertebrados os anfitriões intermediários, e os invertebrados, os definitivos.

Hospedador paratênico: É o ser vivo que serve de refúgio temporário e de veículo para aceder ao hospedeiro definitivo. O parasita não evolui nesse e portanto, não é imprescindível para completar o ciclo vital, ainda que geralmente aumenta as possibilidades de sobrevivência e transmissão. Também se denomina hospedeiro de transporte.

Hospedeiro reservatório: É o que abriga, tanto quanto o hospedeiro primário, a um agente infeccioso ou parasita que pode invadir ocasionalmente também o organismo humano ou o de uma espécie de interesse econômico. O salto se dá a partir da origem de zoonose (doenças procedentes de animais), e ocasionalmente de doenças infecciosas emergentes (quando o agente ou parasita adquire a habilidade de passar diretamente de um ser humanos a outros). Sabemos hoje que os reservatórios dos quais procedem as epidemias humanas iniciais de gripe são aves, ou que as duas formas do HIV, que causam a AIDS, saltaram à espécie humana a partir de macacos africanos.

Herbívoros Herbívoros

Herbívoro é, tanto na linguagem vernácula, como nos diferentes ramos da biologia, um ser vivo (geralmente animal) que se alimenta de plantas (vegetais). Também designados por consumidores de primeira ordem ou consumidores primários, alimentam-se directa ou indirectamente de substâncias orgânicas produzidas pelos vegetais com clorofila.

Herbivoria ou herbivorismo é o nome dado à predação, quando o predador é um animal e a presa é um produtor primário (planta ou alga). A predação é uma interação biológica que resulta em efeitos negativos no crescimento e sobrevivência de uma população e em um efeito positivo ou benéfico na outra. No entanto, no caso da herbivoria, os predadores podem contribuir para a perpetuação das espécies vegetais pela polinização de plantas e dispersão de sementes.

Alguns exemplos de animais herbívoros são a maioria dos mamíferos artiodátilos, como os bois, antílopes, ovelhas e perissodátilos, como rinocerontes, girafas, cavalos e tapires.

Quando uma pessoa decide por uma alimentação herbívora, usa-se o termo vegetarianismo[1] (embora haja tipos de dietas vegetarianas que incluem algum tipo de alimento de origem animal, como ovos e leite).

No caso dos insetos que se alimentam de plantas ou de alguns dos seus produtos (como as borboletas e outros animais que se alimentam de néctar, ou os mosquitos machos que se alimentam da seiva), o termo utilizado é fitofagia.

Holoplâncton Holoplâncton

Em biologia marinha, chama-se holoplâncton ao conjunto dos organismos que passam todo o seu ciclo de vida na coluna de água, fazendo parte do plâncton.

Fazem parte deste grupo, não só animais característicos do zooplâncton, como os copépodes, que chegam a 70% de todo o zooplâncton, e outros crustáceos, alguns moluscos, como os pteródopes, e mesmo cordados, como as salpas e apendiculários Urochordata, mas também muitos protozoários. Entre estes, encontram-se formas que, por vezes, são consideradas parte do fitoplâncton, como os dinoflagelados, mas também os foraminíferos, cujas conchas formam grandes depósitos de sedimentos calcários nos fundos oceânicos (juntamente com as dos pterópodes, já referidos).

Ao contrário do meroplâncton, as fases larvares destes animais fazem igualmente parte do holoplâncton.
Fitossociologia
Fitossociologia

Fitossociologia

Fitossociologia é o estudo das características, classificação, relações e distribuição de comunidades vegetais naturais. Os sistemas utilizados para classificar estas comunidades denominam-se sistemas fitossociológicos.

O objetivo da fitossociologia é o de atingir um modelo empírico da vegetação suficientemente exato através da combinação da presença e dominância de determinados táxons de plantas que caracterizam de forma inequívoca cada unidade de vegetação. De acordo com os fitossociólogos, o conceito de unidade de vegetação (ou vegetacional) pode exprimir conceitos bastante abstratos de vegetação (como o conjunto de todas as florestas de folha perene do Mediterrâneo Ocidental) ou então tipos de vegetação imediatamente reconhecíveis (como os sobreirais oceânicos de copa cerrada em dunas do Pleistoceno do sudoeste da Península Ibérica).

 Tais unidades são denominadas sintaxa (singular sintaxon) e podem ser hierarquizadas num sistema denominado sinsistema ou sistema sintaxonómico. O ato de criar, melhorar ou ajustar é denominada de sintaxonomia.

Etnozoologia Etnozoologia

Etnozoologia é o estudo multidisciplinar das relações entre as culturas humanas e o os animais. Isso inclui a classificação e nomenclatura das formas zoológicas através do conhecimento popular etnotaxonomia e o uso de animais domésticos e selvagens. É um dos principais ramos da etnobiologia e compartilha muitas metodologias e considerações teóricas com a etnobotânica. 

Subdivisões
    Etnoictiologia
    Etnocarcinologia
    Etnomalacologia
    Etnomiriapodologia
    Etnoparasitologia
    Etnoentomologia
    Etnoornintologia
    Etnoprimatologia

Estenobionte Estenobionte

Estonobionte é todo organismo que apresenta baixa tolerância a variações nos componentes físicos do meio-ambiente, como o pinguim por exemplo. 

Espécie Introduzida

Espécie Introduzida Uma espécie introduzida ou exótica é uma espécie de organismo que vive fora da sua área de distribuição nativa que tenha sido acidental ou intencionalmente para aí levada pela atividade humana, podendo ou não ser prejudicial para o ecossistema em que é introduzido. Algumas espécies danificam o ecossistema em que são introduzidas, enquanto outras podem afetar negativamente a agricultura e outros recursos naturais aproveitados pelo homem, ou afetar a saúde de animais e humanos. Uma espécie introduzida que produz alterações importantes na composição, estrutura e processos do ecossistema em que foi introduzida, pondo em risco a diversidade biológica nativa, é chamada de espécie invasora.

Algumas vezes as introduções intencionais são ilegais, sendo feitas apenas para visar o interesse privado, mas também podem ser legítimas, visando beneficiar a população. Algumas vezes a introdução das espécies no ecossistema pode ser imperceptível para a população, pois a espécie introduzida passa a ser vista como espécie nativa.

No mundo atual a introdução dessas espécies tem sido muito facilitada, tendo como consequência a homogeneização das espécies por todo o planeta, sendo um dos motivos da perda da biodiversidade do planeta e de grande preocupação entre os biólogos.

Exemplos

O mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), natural do Sudeste Asiático, foi levado para o Brasil através do deslastramento de navios mercantes e hoje está presente na bacia do rio Paraná. A sua proliferação tem sido um grande problema para as usinas hidrelétricas, onde o acumulo de mexilhões pode afundar equipamentos flutuantes, prejudicar a operação de equipamentos submersos e obstruir tubulações.

Casos intencionais ilegais

O caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) do leste e nordeste da África foi levado para o Brasil na década de 1980 para ser comercializado a um preço menor que o escargot, mas por não ter siso bem aceito pela população os criadores se livraram deles soltando-os em qualquer lugar. Eles se adaptaram com muita facilidade em varias regiões e causam grandes prejuízos ao meio ambiente e à agricultura.

Casos intencionais legais

A perca-do-nilo (Lates niotica) foi introduzida no Lago Vitória na África Oriental para reverter o drástico declínio da população de peixes autóctones provocado pela sobre-pesca, mas levou uma boa parte das espécies endêmicas à extinção.

Casos de espécies imperceptíveis

A mangueira (Mangifera indica), uma árvore do sul e sudeste asiático introduzida pelos portugueses no Brasil no século XVIII, é já vista por muitos ela como pertencente ao ecossistema.

Endofitismo Endofitismo

O endofitismo é um tipo de endossimbiose, em que um endossimbionte, geralmente uma bactéria ou um fungo, vive no interior de uma planta pelo menos durante parte da sua vida sem aparentemente causar doença a esta. Os organismos endófitos são ubíquos e encontram-se em todas as espécies de plantas até hoje estudadas; contudo, a maioria das relações endófito/planta não são bem compreendidas. Muitas ervas forrageiras economicamente importantes (como Festuca spp., Lolium spp.) são portadoras de endófitos fúngicos (Neotyphodium spp.) os quais podem melhorar a capacidade destas ervas para tolerarem pressões abióticas como a seca, bem como a sua resistência a mamíferos e insectos herbívoros. 

Meiofauna Meiofauna

A meiofauna ou meiobentos é o conjunto de animais que vivem enterrados no solo ou no sedimento de ecossistemas aquáticos e que ficam retidos em amostras passadas por peneiras com malhas de 0,0045 mm a 0,05 mm. Esses organismos desempenham um importante papel no ciclo de nutrientes e no fluxo de energia dos níveis inferiores para os superiores na rede trófica marinha, estuarina, dos lagos e do solo de ecossistemas terrestres.

Os principais representantes desta são Nematoda e Copepoda.

Decompositores

Decompositores
Em ecologia, chamam-se decompositores aos seres vivos, como certas bactérias e fungos, que atacam os cadáveres, excrementos, restos de vegetais e, em geral, matéria orgânica dispersa no substrato, decompondo-a em sais minerais, água e dióxido de carbono, que são depois re-utilizados pelos produtores, num processo natural de reciclagem.

Ocupam um nivel trófico à parte dos outros detritívoros, já que se alimentam da matéria orgânica em decomposição.

Controle Biológico

Em ecologia, o controle biológico é uma técnica que utiliza meios naturais, criada para diminuir a população de organismos considerados pragas. Tem-se como exemplo geral a inserção, em determinada área, de predadores naturais de insetos que causam danos econômicos às lavouras. O controle pode ser feito por outro organismo (predador, parasita ou patógeno) que ataca a praga, podendo ser muito eficiente no seu controle e tendo como principal característica não causar danos acumulativos à lavoura ou aos inimigos naturais do alvo do controle.

O besouro é uma praga que pode ser utilizada no controle biológico de outras pragas. 

Controle Biológico

Comensalismo Comensalismo

Comensalismo é uma das relações entre organismos de espécies diferentes que se caracteriza por ser benéfica para uma espécie, não causando prejuízo para a outra espécie.

O conceito estendeu-se para qualquer relação para além da estritamente alimentar (por exemplo, de proteção ou de transporte), na qual uma espécie se beneficia sem prejudicar a outra, sendo assim consideradas uma relação harmônica.
Alguns exemplos de comensalismo

A rêmora e o tubarão
É o exemplo mais conhecido de comensalismo. A rêmora se agarra ao corpo do tubarão por uma nadadeira dorsal transformada em uma espécie de ventosa. Assim, a rêmora é transportada pelo tubarão enquanto alimenta-se dos restos de sua alimentação. Esse processo não prejudica o tubarão, pois a rêmora se alimenta apenas do que o tubarão descarta e seu peso não atrapalha em nada o tubarão.

Urubu e o homem
Nessa relação entre urubu e o homem, o comensal é o urubu, que se alimenta do desperdício dos homens, nos lixões das cidades.

Leão e a Hiena

Nessa relação, o comensal é a hiena, que fica à espreita dos leões, que geralmente andam em bandos, esperando que estes saiam para caçar e se alimentem, para que depois se aproveitem das carcaças deixadas pelos felinos.

Colônia, Relação Ecológica Harmônica Colônia, Relação Ecológica Harmônica

Em biologia, colônia (português europeu) ou colônia (português brasileiro) é o nome dado a uma relação ecológica harmônica intraespecífica, em que um grupo de organismos da mesma espécie formam uma entidade diferente dos organismos individuais e todos levam vantagem. Por vezes, alguns destes indivíduos especializam-se em determinadas funções necessárias à colónia.

Na colônia, os organismos encontram-se unidos fisicamente, constituindo um conjunto coeso, podendo ou não ocorrer divisão de trabalho entre eles. Há colônias móveis, como as caravelas e várias espécies de algas, como as Volvox. Há também colônias fixas como as de esponjas e de corais.

Um recife de coral, por exemplo, é construído por milhões de pequenos animais (pólipos) que secretam à sua volta um esqueleto rígido. A garrafa-azul (Physalia) é formada por centenas de pólipos seguros a um flutuador, especializados nas diferentes funções, como a alimentação e a defesa; cada um deles não sobrevive isolado da colonia.

As bactérias e outros organimos unicelulares também se agrupam muitas vezes dentro dum invólucro mucoso.

As abelhas e formigas, por outro lado, diferenciam-se em rainha, zangão com funções reprodutivas e as obreiras (ou operárias) com outras funções, mas cada indivívuo pode sobreviver separadamente. Por isso, estas espécies são chamadas eusociais, ou seja, formam uma sociedade e não uma colonia.

Cleptoplastia

Cleptoplastia ou cleptoplastidia é um fenômeno simbiótico onde plastídeos de algas são sequestrados por organismos hospedeiros. A alga é consumida normalmente e parcialmente digerida, deixando o plastídeo intacto. Os palstídeos são mantidos dentro do hospedeiro, temporariamente retendo a função de fotossíntese para uso do predador. O termo foi cunhado em 1990 para descrever simbiose de cloroplastos. 

Cleptoplastia

Biorregionalismo

A filosofia do biorregionalismo não é facilmente definida, pois há diversas opiniões com relação à sua definição oficial e abordagem. Biorregionalismo “observa um local específico em termos de seus sistemas naturais e sociais, cujas relações dinâmicas ajudam a criar um ‘senso de lugar’, enraizado na história natural e cultural” (Nozick, 1992:75-76); é finalmente uma compreensão, percepção e respeito pelo meio ambiente natural e cultural em torno de si. 

Biorregionalismo

O termo biorregião é extraído de duas fontes linguísticas: a palavra grega bio refere-se às formas de vida e a palavra latina regere significa território. Juntas, elas significam “um território com vida, um lugar definido por suas formas de vida, sua topografia e sua biota, muito mais do que pelas ordens humanas; uma região governada pela natureza, não pela legislação” (Sale, 1991:43).

A definição mais comum compreendida de biorregião é a de “uma área geográfica usualmente identificada por uma bacia hidrográfica e características comuns como formas terrestres, elevações, vegetação e vida animal” (Nozick, 1992:75). As áreas de bacias hidrográficas são cruciais na definição de bio-região porque a água dá forma à terra e origina a vida (McClosey, 1986). No entanto, as biorregiões ou reinos biogeográficos, definidos por biólogos relativamente às semelhanças na flora (região florística) ou na fauna (regiões zoogeográficas) abrangem geralmente continentes inteiros, por vezes divididos em províncias florísticas ou faunísticas.

Apesar do biorregionalismo ter começado por uma compreensão dos arredores visuais de uma pessoa, ele rapidamente expandiu-se para incluir uma compreensão do meio ambiente natural e do lugar da pessoa dentro e em conexão a uma ecosfera mais ampla. A premissa básica do bio-regionalismo é de percepção: fazendo as pessoas mais conscientes de seu ecossistema e seus impactos sobre ele, uma responsabilidade maior pelas decisões individuais e pessoais devem resultar disso.

Bioinvasão ou Invasão Biológica

A bioinvasão é caracterizada pela chegada, estabelecimento e expansão de uma espécie exótica em um local onde não é o seu habitat natural.

Batipelágio Batipelágio

Em biologia marinha chamam-se batipelágicos os animais aquáticos que nadam livremente em águas de grandes profundidades, correspondentes à zona batial, sem nunca se aproximarem da superfície do oceano.

O termo vem de uma divisão do domínio pelágico em zonas de profundidade.

Aquariologia Aquariologia

Aquariologia é a técnica de estudar e modelar os ecossistemas aquáticos através do emprego de um aquário. O termo não é muito utilizado em português, sendo utilizado frequentemente em francês. Relacionado também a ecologia experimental..

O termo logia nos remete a estudo, assim aquariologia pode ser entendido também como "estudo dos aquários" e envolve toda a cadeia produtiva dos peixes ornamentais, mercado em crescimento que engloba diversos segmentos, desde o coletor até o consumidor, também chamado de aquarista. O valor econômico dos peixes ornamental se destaca por seu valor unitário ao contrário do valor por peso, geralmente praticado no peixe para consumo humano, assim o retorno do investimento, principalmente em pequenas criações, é maior. Obviamente que para o sucesso no cultivo de qualquer tipo de peixes é necessário conhecimento específico e a Aquariologia contribui em muito para o desenvolvimento de protocolos relacionados ao cultivo e manutenção de peixes ornamentais. E como todo setor produtivo, esse também demanda estudos relacionados ao incremento da produção sem necessariamente inferir no esforço de pesca. Diversas Universidades estão envolvidas com aquariologia e dessa forma mudam até a forma de ensino em escolas públicas através de projetos de extensão.

Animais Aquáticos Animais Aquáticos

Um animal aquático (ou animal marinho, referido assim quando relacionado ao mar) é um animal que passa toda a sua vida, ou a maior parte dela, na água. A maioria dos peixes, crustáceos, celenterados e esponjas, são animais aquáticos.

Os ambientes naturais podem ser classificados como aquáticos (água), terrestre (terra) ou anfíbio (água e terra).

O termo "animal aquático" pode ser aplicado a mamíferos aquáticos ou marinhos tal como os da ordem Cetacea (baleias), que não podem sobreviver em terra. Alguns mamíferos de quatro patas como a lontra (subfamília Lutrinae, da família dos Mustelídeos) e os castores (família Castoridae), têm adaptações para a vida aquática, mas vivem habitualmente em terra.

Existem também aves aquáticas que nadam ou mergulham na água, como as gaivotas (família Laridae), pelicanos (família Pelecanidae) e albatrozes (família Diomedeidae), e a maioria dos Anseriformes (patos, cisnes e gansos).

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