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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Qualquer um pode achar um corpo com diamante

Qualquer um pode achar um corpo com diamante


foto de lâmina delgada de um kimberlito

Com as descobertas de diamante secundário pipocando na região do Tapajós, o intenso interesse dos nossos leitores no assunto e as discussões a respeito de sua origem, seja em lamproitos já detectadoskimberlitos já encontrados ou mesmo conglomerados mapeados na região dos diamantes do Tapajós, iremos iniciar um indispensável trabalho de base explicando aos nossos leitores leigos com a ajuda dos nossos leitores informados, o que significam esses termos um tanto complicado e como é possível encontrar um corpo primário com diamantes numa área menor do que um campo de futebol, mas que pode enriquecer você, sua região e ate o seu pais. apesar de difícil, queremos mostrar que achar um corpo primário com diamantes não é exclusividade de empresas especializadas e que um curioso com conhecimentos de base tem a mesma chance que uma empresa com parafernália técnica
Iremos iniciar pelos kimberlitos, termo famoso como fonte de diamantes, mas de origem africana.
Segundo Rodrigo Correia Barbosa, o kimberlito é uma rocha ígnea intrusiva, um peridotito composto por olivina (normalmente serpentinizada) com quantidades variáveis de flogopita, ortopiroxênio, clinopiroxênio, carbonatos e cromita. Todos esses minerais formam uma rocha ultra básica e escura e extremamente fraca perante as intempéries e portanto não vai ser fácil o encontrar sob a forma de rocha fresca mas sob formas alteradas e de cores totalmente diferentes da sua cor e aspecto original.
Os kimberlitos são a mais importante fonte de diamantes, porém sua existência só se tornou conhecida no ano de 1866. Os depósitos da região de Kimberley na África do Sul foram os primeiros reconhecidos e deram origem ao nome. Os diamantes de Kimberley foram encontrados originalmente em kimberlito laterizado. Classifica-se grosseiramente, em função das características do kimberlito de Kimberley o kimberlito como sendo “yellow ground” e “blue ground”. Yellow ground é relativo ao kimberlito intemperizado que se encontra na superfície. Blue ground é relativo ao kimberlito não intemperizado, encontrado em profundidades variáveis.
O kimberlito ocorre principalmente nas zonas de crátons, porções da crosta terrestre estáveis desde o período Pré-Cambriano. No Brasil existem três áreas cratônicas. O cráton Amazônico onde situa-se o Tapajós é a principal delas, porém ao sul de Rondônia e norte do Mato Grosso também encontra-se kimberlitos. O cráton do São Francisco ocupa grande parte de Minas Gerais e destaca-se na região sudeste do Brasil, porém nele, com exceção dos kimberlitos pobres da Serra da Canastra, não se conhecem rochas kimberlíticas mineralizadas.
Os kimberlitos são um grupo de rochas ultrabásicas ricas em voláteis (principalmente dióxido de carbono). Normalmente apresentam textura inequigranular característica, resultando na presença de macro-cristalizações inseridas em uma matriz de grãos finos. A montagem destas macro-cristalizações consistem em cristais anédricos de ilmenita magnesiana, piropo titaniano pobre em cromo, olivina, clinopiroxênio pobre em cromo, flogopita, enstatita e cromita pobre em titânio, sendo que a olivina é o membro dominante. Os minerais da matriz incluem olivina e/ou flogopita juntamente com perovskita, espinélio, diopsídio, monticellita, apatita, calcita e serpentina.
Alguns kimberlitos contém flogopita-estonita poiquilítica em estágio avançado.
Sulfetos de níquel e rutilo são minerais acessórios comuns. A substituição de olivina, flogopita, monticellita e apatita por serpetina e calcita é comum.
Membros desenvolvidos do grupo do kimberlito podem ser pobres ou desprovidos de macro-cristalizações e compostos essencialmente de calcita, serpentina e magnetita juntamente com flogopita, apatita e perovskita, os últimos em menor quantidade.
Segundo Kopylova (2005), em referência a Clement e Skinner (1985), o kimberlito pode ser dividido em três unidades que iremos estudar mais tarde, baseadas em sua morfologia e petrologia:

Kimberlitos de crateiras, kimberlitos de diatremas e kimberlitos abissal

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