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sexta-feira, 10 de março de 2017

Ansiedade não escolhe idade


Ansiedade não escolhe idade


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É perfeitamente normal sentir-se ansioso em relação ao que o futuro lhe reserva, mas a preocupação prolongada pode diminuir a qualidade de vida, bem como aumentar o risco de outros problemas, mentais e físicos, como hipertensão, depressão e declínio cognitivo. Os sintomas são bem sutis e podem ser percebidos em diversas fases da vida, inclusive na terceira idade.
Como enfrentar a ansiedade
Na terceira idade, a ansiedade costuma ser quase duas vezes mais frequente que a depressão. Ser ansioso não muda nada, então faça o possível para romper o ciclo. A boa notícia é que você consegue. Eis algumas estratégias para acalmar a ansiedade e ajudá-lo a manter o equilíbrio:
  • Desabafe Partilhar os sentimentos com familiares e amigos pode ajudar a pôr as coisas em perspectivas. Grupos de apoio oferecem uma oportunidade para você discutir seus problemas com outras pessoas e desenvolver juntos estratégias de enfrentamento.
  • Elabore uma lista Se seu cérebro está abarrotado de pensamentos ansiosos, elabore uma lista de tarefas, faça uma coisa de cada vez e risque-a conforme for avançando. Isso ajudará a reduzir a ansiedade, além de mantê-lo motivado.
  • Mexa-se É difícil se preocupar quando você está concentrado em uma atividade física, que também libera endorfinas calmantes. Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo com pessoas de 60 a 74 anos descobriu que seguir um programa de exercícios aeróbicos por seis meses baixou significativamente a ansiedade e o estresse.
  • Experimente a terapia cognitivo-comportamental (TCC) A TCC ensina como substituir pensamentos negativos inúteis, que podem contribuir para uma depressão, por pensamentos mais realistas e equilibrados. Uma pesquisa com 134 idosos que sofriam de transtorno de ansiedade generalizada descobriu que a TCC reduzia a preocupação, além de melhorar a saúde mental geral.
  • Saiba aceitar Tente desviar a ansiedade do que você não consegue mudar e concentre-se nas coisas a respeito das quais pode fazer algo.
  • Aprenda a relaxar Técnicas de relaxamento podem ajudar na ansiedade: experimente meditação de atenção plena, ioga de baixo impacto ou tai chi chuan.
  • Deixe a música tocar Ouvir música pode ajudar a acalmá-lo. Além disso, pode baixar a pressão arterial, a frequência cardíaca e a ansiedade em pacientes submetidos a tratamento da doença arterial coronariana.
Quando procurar ajuda para a ansiedade?
O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é o tipo mais comum a afetar pessoas idosas. Os sintomas incluem:
  • Preocupação constante ou nervosismo
  • Tensão muscular ou fadiga
  • Irritabilidade ou dificuldade de concentração
  • Sintomas físicos (sudorese, coração acelerado, tremores, vertigem e sensação de desmaio).
Aposentadoria iminente, internação, saúde precária ou cuidados a um ente querido são desencadeadores comuns. Outra causa – facilmente confundida com o medo de andar nas ruas sozinho ou em ambientes ao ar livre (agorafobia) – é o medo de cair, o que pode fazê-lo evitar sair, paradoxalmente aumentando seu risco, já que você se exercitará menos.
Caso tenha ansiedade, procure ajuda o mais rápido possível. Se não for tratada, ela pode agravar outros problemas como enxaqueca, artrite e distúrbios gastrointestinais. O médico está acostumado a atender pacientes com problemas semelhantes e pode aconselhá-lo sobre o tratamento, que, dependendo dos sintomas, pode incluir medicamentos e/ou psicoterapia. Mais informações sobre essa doença e como previni-la você encontra

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