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segunda-feira, 6 de março de 2017

Eike Batista

Eike Batista

Empresário brasileiro

Biografia de Eike Batista
Eike Batista (1956) é um empresário brasileiro. Foi o homem mais rico do Brasil e o oitavo do mundo, segundo a Forbes. Em 2013 viu seu patrimônio ruir com a queda do seu conglomerado de empresas, a EBX.
Eike Fuhrken Batista (1956) nasceu em Governador Valadares, em Minas Gerais, no dia 03 de novembro de 1956. Filho de Eliezer Batista da Silva, ex-ministro de Minas e Energia no governo de João Goulart e ex-presidente da Vale, e da alemã Jutta Fuhrken. Durante dez anos morou com os pais, na Suíça, Bélgica e Alemanha, onde iniciou o curso de Engenharia Metalúrgica, na Universidade de Aachen, mas não chegou a concluí-lo. Com 18 anos trabalhava vendendo apólice de seguro.
De volta ao Brasil, com 24 anos, começou sua carreira de empresário. Com planos de explorar ouro na Amazônia, associou-se a um garimpeiro e logo comprou a mina. Com 25 anos já tinha um patrimônio de 6 milhões de dólares. Com a aquisição de outras minas, reuniu ativos que atraíram o interesse de uma mineradora canadense, no início dos anos 90. Em troca dos ativos no Brasil, seus sócios lhe deram participação na empresa. Eike tornou-se então seu principal acionista, com 11% de participação, e presidente. A companhia foi rebatizada de TVX. Era o início de uma série de empresas batizadas com a letra X no fim, segundo ele, "símbolo de multiplicação de riqueza".
Em 1998, saiu do negócio, por se desentender com os sócios, com mais de 1 bilhão de dólares para investir. Os anos seguintes, Eike acumulou alguns fracassos empresariais. AJPX, fábrica de jipes, construída na cidade de Pouso Alegre, em Minas Gerais, encerrou suas atividades em 2002, depois de 10 anos em operação. Depois disso, Eike montou uma empresa de entregas expressas, a EBX Express. A companhia chegou a ser líder no mercado, mas depois de três anos a empresa faliu. Outro empreendimento que não deu certo foi uma franquia de cosméticos que levava o nome de sua mulher na época, a atriz e modelo Luma de Oliveira. O empreendimento nunca chegou a decolar, acabou vendido a um grupo português, em 2002.
Eike Batista deu início então a projetos em infraestrutura do grupo X. Criou a MMX - na área da mineração. Em 2007 criou a OGX , empresa de petróleo e gás. Criou a MPX, uma empresa de geração de energia, a LLX – naval, OSX - naval, a CCX – mineração, SIX – tecnologia, REX – imóveis, IMX - esportes, entre outras.
Em janeiro de 2008, Eike Batista fechou um de seus maiores negócios, a venda de parte da mineradora MMX para multinacional Anglo American, por 5,5 bilhões de dólares. Do montante, aproximadamente 3 bilhões de dólares foram diretamente para sua conta. Somando-se a esse montante sua participação nas outras empresas do conglomerado EBX, fundado em 1983, Eike chegou a acumular um patrimônio de 16,6 bilhões de dólares. Em 2010, a Forbes o colocou como o homem mais rico do Brasil e o oitavo do mundo.
Em 2013 começou a queda do império X. Em junho Eike renunciou ao conselho da MPX. Em outubro a OGX deu calote de cerca de 45 milhões de dólares em juros para credores. A OGX anunciou que a usina de Campos deverá parar de produzir e as ações despencaram. Eike vê aos poucos seu patrimônio se evaporar. Declarou que o maior erro foi ter entrado para o mercado de ações. Em 2015, vê sua empresa OSX (em recuperação judicial), investigada na CPI da Petrobras, por suposto envolvimento em contrato milionário com a estatal.

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