Seguidores

quarta-feira, 29 de março de 2017

Histórias de Deus

Histórias de Deus


Pura coincidência, imaginação ou apenas necessidade de acreditar? Pessoas comuns descrevem experiências extraordinárias em que, às vezes contrariando a lógica, sentiram a mão do Divino

“Senhor, por favor, me dê as palavras certas!”
MARIAN BROWN, taquígrafa de tribunal
Eu e meu marido, Steve, morávamos com nossos dois filhos no condado de San Diego, na Califórnia. Em 2003, nossa casa foi a primeira a pegar fogo no chamado “Cedar Fire”, que deu início a um dos maiores incêndios florestais da história dos EUA. Os vários focos consumiram mais de 28 mil hectares, destruindo a vida selvagem e 3.710 lares e tirando 24 vidas humanas.
Vários dias se passaram depois da desocupação até que pudéssemos voltar às ruínas da nossa casa. Um grupo de 20 amigos mais íntimos passou a manhã toda vasculhando as cinzas com pás para ver se havia algo a resgatar antes que limpassem o terreno para a reconstrução. Mas não restara absolutamente nada.
Ainda naquela manhã, decidi levar nossos filhos até lá. Sabia que precisavam ver o lugar com os próprios olhos para começar o processo de superação. Evan, o mais velho, tinha 13 anos na época e foi muito estoico. Mas o caçula, Erik, 10 anos, partiu meu coração ao caminhar pelas cinzas em silêncio, limpando as lágrimas.
Eu não soube o que dizer nem fazer quando meus filhos me olharam suplicantes, mas sabia que a minha reação seria fundamental para a maneira como os dois reagiriam ao desastre. Comecei a rezar ali: Senhor, por favor, me ajude. Me dê as palavras certas. O que digo aos meus filhos, que perderam o único lar que conheceram, perderam tudo o que tinham no mundo?
Nesse mesmo instante, Erik gritou:
– Ei, gente, vocês não viram isso! Tem um livro ali.
Nossos amigos duvidaram:
– Impossível. Ficamos mais de quatro horas revirando as cinzas e não sobrou nada, muito menos algo de papel.
Mas ele insistiu, e finalmente todos fomos até onde sobressaíam os restos de um livro.
Erik se abaixou e pegou-o, mas, ao fazê-lo, as camadas de páginas se desfizeram, desintegrando-se em suas mãos. Todos balançaram a cabeça e começaram a se afastar. Foi quando alguém disse:
– Sinto muito, querido. Só restaram cinzas.
– Não, esperem. Vejam – disse Erik, estendendo o braço.
Ali, na palma de sua mão, estava um pedacinho fragilíssimo de cinza. Nele, havia a imagem de uma família de mãos dadas e as palavras: “veja o lado positivo das coisas”.
“Adoraria ver a cara desse menininho”
PAUL HAMMOND, administrador de redes
Já há alguns anos eu e minha mulher mandávamos caixas de sapato cheias de presentes para a Operação Natal Criança, projeto que envia presentes para crianças necessitadas.
Certo ano, fizemos uma caixa muito legal para um menininho. Quando terminamos de embalar tudo, olhei para minha mulher e disse: “Adoraria ver a cara dele quando abrisse a caixa.”
No ano seguinte, estávamos nos preparando para montar outro pacote e, por acaso, pegamos uma publicação da Operação Natal Criança. Minha mulher começou a ler e me chamou para ver uma coisa. No pé da página três, via-se a foto de um menininho abraçado ao ursinho de pelúcia que acabara de ganhar de presente de Natal.
E, imaginem só, ao examinar com mais atenção a caixa diante dele, vimos todos os lindos itens (e o papel de presente) que tínhamos escolhido no ano anterior, inclusive o urso, bem fácil de reconhecer. Era a nossa caixa!
“Um mar de cacos de vidro”
PATRICIA FRUTTAURO, joalheira
Meu filho deu um churrasco para a família no jardim da casa. Quando entrei na sala, ele disse: “Cuidado com o espelho.” Era uma peça comprida que fora encomendada para cobrir toda a parede do corredor, a fim de dar a impressão de amplitude ao ambiente. Era enorme. Explicaram que o espelho fora entregue na véspera e que ficaria encostado na parede até ser instalado.
Era um dia muito quente de sol, e Eleanor, minha neta de 2 anos, usava uma blusinha sem mangas e calça de algodão para brincar no jardim perto de nós. Só percebemos que ela entrara em casa quando ouvimos o som horrível de vidro quebrando e os gritos de Eleanor.
Minha filha e eu fomos as primeiras a chegar lá. Eleanor estava em pé no meio de um mar de cacos de vidro. Nós a pegamos no colo e a despimos, para ver se estava machucada. Não havia sequer um arranhão. Mas, quando voltamos ao corredor, a passagem cheia de cacos, encontramos um dos cachos louros de Eleanor bem no meio de todo aquele vidro. Um dos cacos conseguira cortar um cacho do cabelo ao cair em volta dela.
Acredito que há uma força superior. Para mim, naquele dia, Deus estendeu a mão e protegeu Eleanor.
“Deus realmente me salvou”
STEPHEN WOOD, empresário
Em 28 de outubro de 1991, decidi pular de parapente, de uma elevação de 90 metros de altura. Mas, assim que pulei, percebi que não ajustara o equipamento, e estava totalmente dessincronizado. Girei na direção do morro, corrigi-me, e nisso a corrente de ar ascendente me pegou. Estava, então, 200 metros acima de onde começara. Uma forte turbulência desinflou o parapente. Como um saco de batatas, caí. Acabei com minhas costas, mas sobrevivi.
Quando saí da UTI, os médicos disseram que minha coluna teria de ser remontada com placas e parafusos. Uma vértebra se quebrara e duas estavam fraturadas. A operação seria dali a três dias.
Na manhã da véspera da operação, acordei e vi um médico em pé ao lado da cama. Ele me recomendou que não me submetesse à cirurgia, que ficasse de cama e deixasse a coluna sarar naturalmente. Continuou, contando que um paciente seu sofrera lesão parecida com a minha num acidente de paraquedas, mantivera-se deitado e imóvel durante oito semanas, e dera tudo certo. Quando lhe agradeci, ele desapareceu: evaporou diante de mim. Mas era tão real quanto qualquer outra pessoa!
Dali a cinco minutos uma enfermeira entrou no quarto e contei-lhe o que acontecera. Ela me aconselhou a fazer o que ele recomendara e avisou-me que não contasse a ninguém a experiência.
Mais tarde naquela manhã, me levaram para fazer uma ressonância magnética do corpo inteiro e reconheci o médico num retrato em tamanho natural na parede do corredor. Quando voltei, falei com a enfermeira.
O homem era sir George Bedbrook, cirurgião muito admirado e respeitado. Sua especialidade era o tratamento da coluna com métodos naturais, sem cirurgia. A enfermeira então me contou que ele morrera naquele ano.
Foi um dia difícil. Tive de dizer ao cirurgião, à minha mulher e aos meus pais que ia ficar ali deitado e deixar que a coluna sarasse por si só. O cirurgião explicou que a lesão era grave demais para essa opção. Minha mulher e meus pais ficaram com a tarefa de me convencer a concordar com a operação.
Pois bem: não me submeti à cirurgia, e hoje, 15 anos depois, gozo de perfeita saúde e tenho uma empresa que me exige muito fisicamente.
Nunca esqueci aquela visita, que foi um ato de intervenção divina. Considero-me a pessoa mais sortuda do mundo!
“Não acredito em coincidência”
EARL BRECHLIN, jornalista
Aconteceu em julho de 2002. Eu voltava de carro para casa, em Bar Harbor, no Maine, vindo da livraria onde lançara meu livro de cartões-postais, Bygone Bar Harbor (Bar Harbor no passado). Pensava no casamento iminente e lamentei não poder compartilhar aquele momento com alguns parentes queridos que já tinham partido. Comecei a pensar em “Baba”, minha avó Barbara Brechlin. Recebi o nome de Earl por causa do marido dela, que morreu pouco antes de eu nascer.
Não conheci o meu avô, mas sempre o tive presente, não só por ter recebido o nome dele mas também por ser o guardião de um símbolo valioso do seu amor. Pouco antes de Baba morrer, ela me deu o anel de brilhante que Earl lhe oferecera como aliança de noivado em 1929, em Meriden, no estado de Connecticut. Não deve ter sido fácil para minha avó dar algo que guardara com tanto carinho por mais de 50 anos, mas ela queria que eu ficasse com o anel para dá-lo à mulher com quem me casasse. Guardei-o em segurança durante 15 anos até pedir Roxie em casamento.
Ao chegar da livraria, comecei a procurar um cartão-postal que um amigo me pedira entre os milhares que eu tinha guardados. Os cartões estavam em pastas, dentro de guardas plásticas, dois em cada uma, com as frentes expostas. Em todas as pastas onde olhei, só numa guarda faltava um cartão.
Embora eu raramente preste atenção ao verso dos cartões-postais, meu olhar se deteve naquele. Fitei-o, sem compreender o que via. Era um cartão de Bar Harbor, no Maine, endereçado à Sra. Earl Brechlin, Colony Street, Meriden, Connecticut. A data do carimbo era julho de 1956.
Até então, eu não percebera que possuía um cartão que Baba já tivera em mãos: um cartão entregue na casa onde eu morara fazia uns 46 anos, mandado de um lugar que eu acabaria chamando de lar. E havia a data. Fora escrito em 11 de julho, dia em que eu e minha noiva Roxie saímos pela primeira vez em Bar Harbor. E como um cartão-postal mandado de Bar Harbor, escrito para a minha avó num dia específico 46 anos antes, acabara nas mãos de um comerciante que o vendeu por acaso a mim numa feira de antiguidades em Connecticut? E como é que só dali a dois anos fui descobrir isso, poucos minutos depois de pensar na mulher que me deu seu objeto mais precioso para ser usado pela minha noiva dentro de alguns dias? Será que foi apenas coincidência? Eu não apostaria nisso.

“Rezei a Deus para que mandasse um anjo da guarda cuidar dele”
ANGIE BUTLER, gerente administrativa
 
Sempre acreditei em Deus, mas em fevereiro de 1997 tive confirmação de que os milagres acontecem.
 
Meu pai tinha 47 anos na época e sofrera um acidente vascular cerebral. Entrou em coma e assim ficou por três semanas. Quando acordou, não conseguia falar e não respondia às perguntas.
 
O médico se reuniu comigo e com minha mãe e recomendou-nos que procurássemos um “lar” para ele. Disse que havia pouquíssima possibilidade de o meu pai não virar um “vegetal”. Quando tentei protestar e questionar, o médico pediu desculpas e disse que não havia mesmo nada que pudesse fazer.
 
Nesse período tão sofrido, rezei o tempo todo. Estava no limite das minhas forças, achando que perdera meu pai e que ele nunca conheceria o primeiro neto – que eu esperava.
 
Deixei o hospital tonta. Rezei mais do que nunca naquela noite. Rezei especificamente para que Deus mandasse um anjo da guarda cuidar do meu pai. Rezei tanto que, quando
acordei no meio da noite para ir ao banheiro, continuava a rezar, inconscientemente.
 
Depois do trabalho, no dia seguinte, fiz a viagem de uma hora até o hospital para ver meu pai. Ainda rezava quando entrei no quarto dele. O que vi não só me impediu de seguir rezando como também fez com que eu parasse de respirar. Lá, na prancheta acima do ombro esquerdo do meu pai, havia a imagem de um anjinho dourado. Imediatamente, caí em lágrimas, e nisso meu pai abriu os olhos e me fitou. Fiquei tão cheia de alegria que achei que ia explodir! Então, dando-lhe um abraço, revelei que sabia que tudo ficaria bem. E, pela primeira vez, ele sorriu.
 
Soube naquele instante que Deus era real e atendia às nossas orações.
 
Naquela noite, quando cheguei em casa, conversei com a irmã do meu pai ao telefone. Contei-lhe a história das minhas orações, do anjo da guarda e de papai sorrindo para mim. Ela começou a soluçar. Perguntei-lhe qual o problema. Será que não entendia o que eu estava dizendo? Ele ia ficar bem. Minha tia então me contou que, quando fora ao hospital
naquela manhã, sentira uma vontade fortíssima de ir à loja de presentes. Disse que fora direto até o balcão e pegara um broche de anjo que estava ali. Sentiu-se compelida a levar aquele broche para o meu pai. Ela o comprou, voltou ao quarto dele e o pôs na prancheta. Nesse ponto da história, nós duas estávamos chorando.
 
Meses depois, meu pai saiu do hospital e pôde pegar no colo a primeira neta, no dia em que nasceu. Com a fisioterapia, reaprendeu a andar, falar e até dirigir. Teve uma recuperação quase completa e viveu mais oito anos.
 
“Dez por cento de chance de sobrevivência”
SARAH GREGSON, mãe
 
Meu bebê estava nove dias atrasado. Eu queria um parto natural e fora informada de que havia um hospital com salas de parto preparadas para isso. A política da instituição, caso o bebê estivesse atrasado, era internar a mãe antes e fazer uma ultrassonografia de rotina para verificar a placenta. Meu obstetra não estaria lá, mas eu me achava confiante, certa de que tudo estava bem.
 
Cheguei ao hospital, onde fizeram a ultrassonografia para ver se a placenta aguentaria o parto normal. Então, a técnica resolveu verificar o estado do bebê. Esse segundo exame não era prática comum, porém ela quis fazê-lo porque ainda não me conhecia.
 
Na segunda ultrassonografia, descobriu que havia um problema no coração do bebê. Chamaram uma equipe de especialistas para ficar de plantão. Induziram o parto, e minha filha Julia chegou três horas depois. Foi levada imediatamente para a unidade neonatal, onde o cardiologista do hospital pediátrico vizinho a avaliou e ordenou que fosse transferida para a sua unidade.
 
O cirurgião nos chamou à sala dele para dar a notícia. Disse que o estado de Julia era grave. Precisaria de uma operação de peito aberto, para fazer uma valvotomia, e, dada a natureza gravíssima do problema, mais a complicação do ventrículo esquerdo lesionado, minha filha só tinha 10% de chance de sobrevivência.
 
Ficamos arrasados. Alguém nos perguntou se queríamos batizá-la antes da operação e concordamos. Dali a algumas horas, havia um imenso círculo de orações, do Reino Unido aos Estados Unidos e por toda a Austrália. Rezamos quando as portas da sala de operação se fecharam e posso dizer com sinceridade que me senti envolta em amor e paz quando entreguei minha filha a Deus e à equipe cirúrgica.
 
A operação teve bom resultado, mas o cirurgião nos disse que cabia a Julia e ao “homem lá de cima” a sobrevivência dela.
 
Doze horas depois, Julia estava sã e salva, e a equipe de tratamento intensivo nos revelou que nunca tinham visto recuperação cardíaca tão milagrosa. Acredito que desde o princípio Deus pôs a mão sobre minha filha, já quando me forçou a ir àquele hospital, em vez de procurar o outro que ficava mais perto.
 
Se a técnica não tivesse verificado o coração de Julia, a equipe de cirurgiões cardíacos não estaria a postos para ajudá-la. Várias circunstâncias contribuíram para que a equipe médica estivesse ao lado de minha filha na hora certa. Todos os dias agradeço a Deus o que ele fez por Julia.


Nenhum comentário:

Postar um comentário