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segunda-feira, 13 de março de 2017

Instituto Tecnológico Vale e Museu Emílio Goeldi lançam publicação sobre a flora de Carajás

Instituto Tecnológico Vale e Museu Emílio Goeldi lançam publicação sobre a flora de Carajás

E não é que a Floresta Nacional de Carajás, no Pará, vai ficar mais famosa? Isso porque ela abriga uma das maiores províncias minerais do mundo e também ecossistemas vegetais peculiares, conhecidos como cangas ou campos ferruginosos. Essa peculiaridade chamou atenção de pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) e do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), dando origem ao projeto “Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil”. O estudo é o mais recente e sistematizado sobre o ecossistema da região.
A pesquisa foi publicada em uma edição especial da Rodriguésia – Revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, uma das mais importantes e tradicionais da área de Botânica, principalmente em Taxonomia Vegetal. Este é o primeiro dos três volumes que serão publicados. A publicação contém 55 monografias de famílias botânicas, incluindo 139 gêneros e 248 espécies tratadas.
As monografias incluem descrições taxonômicas, ilustrações, distribuição geográfica e chaves de identificação para os gêneros e espécies. Com a sistematização da informação e o resgate de registros do passado, o estudo deve contribuir para a disponibilização de informação correta e autenticada. As pesquisas aprofundam o conhecimento sobre a distribuição de espécies ameaçadas, endêmicas e raras.
O projeto conta com a colaboração de 74 botânicos taxonomistas do Brasil e de outros países, vindos de 22 instituições nacionais e do exterior. O número total de espécies da flora, que deve ser contabilizado até dezembro de 2017, deve atingir quase 10% das 7.071 espécies referidas para o estado do Pará.
- A Vale começou sua principal atuação no sudeste do Pará em 1985, na operação do Projeto Ferro Carajás. A Floresta Nacional de Carajás, onde se localiza o complexo mineral da empresa, tem 412 mil hectares de floresta nativa.
- A Flona de Carajás integra o Mosaico de Unidades de Conservação, protegidas pelo Instituto de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o apoio da Vale, que desenvolve pesquisas, programas de monitoramento e um programa de recuperação de áreas, cujo objetivo é a recomposição vegetal das áreas já mineradas com a utilização de espécies nativas da floresta.
- Há oito anos, a Vale criou o Instituto Tecnológico Vale (ITV), com o objetivo de buscar soluções inovadoras de médio e longo prazo, que auxiliem o desempenho operacional da empresa e gerem mudanças fundamentais nas estruturas de negócios com respeito ao meio ambiente e às comunidades. Atualmente, o ITV mantém duas unidades: uma em Belém (PA), especializada em questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável; e outra em Ouro Preto (MG), voltada a temas ligados à mineração.


Fonte: Vale

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