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segunda-feira, 27 de março de 2017

Moody’s elevou a nota da Vale para Ba2, com perspectiva positiva

Moody’s elevou a nota da Vale para Ba2, com perspectiva positiva

A agência de classificação de risco Moody’s elevou nesta segunda-feira os ratings da mineradora Vale, com perspectiva positiva. A medida foi anunciada após a alteração da perspectiva do rating do Brasil de negativa para estável, na última semana. Os ratings corporativos da Vale em escala nacional subiram de A2 para Aa2, com perspectiva positiva. A agência elevou ainda os ratings em escala global em moeda local da companhia de Ba3 para Ba2, e os ratings seniores sem garantia e os de dívida em moeda estrangeira emitidos pela Vale Overseas Limited, também com perspectiva positiva.
A elevação da nota é consequência da recuperação substancial nas métricas de crédito da Vale ao longo de 2016, com avanços produção, estrutura de baixos custos e disciplina financeira em relação a investimentos e dividendos, o que melhorou a resiliência operacional e a liquidez como um todo da companhia, explicou a Moody’s. “A Vale adotou uma série de iniciativas voltadas à redução da alavancagem em 2016. A companhia levantou cerca de US$ 1,32 bilhão com operações de ouro e venda de embarcações e participações minoritárias”, diz a nota da agência.
A nota Ba2 da mineradora, continua a Moody’s, pela diversificada base de produtos da companhia e pela posição de custos competitiva, bem como pela carteira de ativos de longo prazo. E destaca que, embora a Vale tenha diversificado sua presença geográfica por meio de várias aquisições no Canadá e em outros países, a principal fonte de receitas, lucros e fluxo de caixa continuam sendo as operações de minério de ferro no Brasil e a posição majoritária nos mercados de minério de ferro transoceânico.
Por outro lado, os ratings são limitados pelo cenário desafiador no mercado de minério de ferro, principal fonte de receitas da companhia, e pelos preços para metais base devido à desaceleração da economia chinesa e também pelas previsões de queda no preço do aço, gerando incerteza adicional para a demanda nos próximos anos. A companhia passará por uma transição no comando este ano. O atual presidente da Vale, Murilo Ferreira, anunciou que deixará o cargo no próximo mês de maio, após o fim de seu mandato, iniciado em 2011.
Fonte: O Globo

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