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segunda-feira, 24 de abril de 2017

LENDAS E VERDADES.....

LENDAS E VERDADES.....


Existe muitas histórias que se houve em garimpos., que na realidade fica dificil de saber se foi verdade ou mais uma das inumeras lendas..
assim que cheguei no Rio Madeira na decáda de 80., se falava muito de um acidente que havia acontecido no garimpo dos Periquitos., na epóca ficava em Vila Nova.,hoje Nova Mamoré.,em Rondônia..diz que em uma fofoca de balsa de mergulho(varias balsas.,uma amarrada na outra).,quando varios garimpeiros estavam mergulhando e enviando material para cima.,houve um deslizamento de um barranco...e dezesseis garimpeiros.,dentre eles uma mulher.,morreram com toneladas de terra sobre seus corpos....foi rápido.,sem tempo de nada...e seus colegas que tinha ficado em cima da balsa dando apoio., só puderam cortar e liberar as mangueiras que mandavam oxigenio....os corpos ficaram lá para o todo e sempre....
Isso é plauzivel.,pois varias foram as vezes que presenciei colegas que morreram em balsas de mergulho...um descuido pode ser fatal...estando lá em baixo., fica-se succionando o material atraves de um tubo(maraca)., e com isso cava-se burracos...e quando menos se espera o que ficou acima desbarranca..ai ja era...um mergulhador trabalha em média duas horas direto embaixo da agua..o ar é mandado por um tubo.,acoplado em cima na balsa em um compreensor de oxigenio..temos varios códigos de sinais...por exemplo se precisamos de um socorro urgente(ser puxado)., é só dar um puxão forte na mangueira...se quisermos saber se ta indo material., damos dois puxões e quem esta em cima dando apoio responde...se tiver bom dois puxões., se tiver ruim um.....e ai vai..sao varios códigos passado de garimpeiro para garimpeiro....para nós mantermos lá em baixo., usa-se um cinto de chumbo preso na cintura de mais ou menos 50 kilos...só assim a pressão da agua não nos manda de novo para a superficie...quando queremos subir., amarramos o cinto na corda de apoio e o colega puxa o cinto e a gente submerge...dificil a semana no Rio Madeira dos tempos dourados do garimpo em que não morria um ou dois colegas por queda de barreiras....
Nos seus bons tempos o rio Madeira chegava a dar em média de 1 a dois kilos de ouro a cada 24 horas de trabalho....foi sem duvida a maior mina de ouro do Brasil...não tinha a midia como era o caso de Serra Pelada.,mais tinha muito minerio....
E por falar em Serra Pelada., ali tambem tem uma lenda.,que se mistura com a realidade...era apenas uma fazenda.....fazenda serra pelada.,imaginava-se que podia ter minerio.,pois toda a area era rica.,mais emfim apenas uma fazenda....conta-se uma das inumeras lendas de como surgiu o garimpo de Serra Pelada., que dois peões foram mandados cavar alguns buracos para fazer um cerca para separar os pastos....cavaram e de repende bateram em algo duro....um ainda reclamou...poxa.,mais uma pedra pra atrapalhar..mais emfim a cerca tinha que ser ali., e foram tirar a pedra..era uma pedra diferente.,amarelada....uns dos peões que ja tinha trabalhado em garimpo falou que podia ser ouro...de pronto forma mostrar pro patrão..o padrão.,liso igual a candiru.,disse que não era nada.,apenas uma pedra diferente.,apanhou-a e guardou...lógico que ele sabia que era ouro....os peõs terminaram a empreitada e forma embora...naquela epóca a cidade mais perto era Marabá., e ali gastando seus dinheiros nos bares da cidade o que achou a pedra comentou com o pessoal...e ai pronto..a fofoca estava pronta,pois Marabá era uma cidade chave para garimpeiros que extraiam minerio no Pará...e num piscar de olhos Serra Pelada foi invadida de tal forma que só restou ao dono da fazenda pedir ajuda a policia federal e vender a area para a CEF.....e por falar em Serra Pelada.,mais duas lendas ou verdades....conta-se que um garimpeiro rodad0(sem trabalho)., chegou em um dos barrancos do garimpo e pergunto pro dono se não tinha algum reco(relavagem de cascalho) para ele fazer....o dono do barranco malcriado que só.,pegou um montinho de terra e mandou na canela do sujeito e disse:lava isso ai e ve se não da mais trabalho.,bando de rodado....e la foi o indigitado lavar aquela terra...e dentro duas pepitas de ouro, que pesada passavam de meio quilo.....é a
sorte.,amiga..madrasta dos necessitados no garimpos....
outra que se conta., é de um garimpeiro., que deu uma boa bamburrada e tinha uma namorada no Rio de Janeiro....pegou mais de tres quilos de ouro em um barranco e resolveu ir visitar a amiga...chegou em Marabá., e o ultimo voô para Brasilia.,aonde podia se embacar para o RJ.,ja tinha saido...só na outra semana....não se fez de rogado...foi na agencia da empresa aerea.,pagou em ouro o aluguel de uma aeronave que veio especialmente buscar ele...foi ao Rio de Janeiro....mando a aeronave alugada esperar..namorou a vontade e no outro dia voltou para Marabá.....
diz-se que hoje esta na fila do sopão dos necessitados em Curionópolis...mais não sei se é lenda ou realidade.....

O GARIMPO DE ESMERALDAS......

O GARIMPO DE ESMERALDAS......



Em 1990.,conheci um dos mais importantes garimpos do Brasil...foi o garimpo de esmeraldas de Santa Terezinha de Goiais.,no interior do estado de Goiais...uma cidade bem interessante,hospitaleira.,aonde na epóca a economia gerava em torno de muitas minas de esmeralda que se espalhava pela cidade.
Ali se vivia 24 horas o ambiente de compra, venda e permutas em torno da pedra...tinha um lugar aonde se reunia os compradores e a conversa ali era só..pedras..quilates..mina e etc...vinha periodicamente pessoas da India(aonde se compra muita esmeralda)..,para conhecer o lugar e quem sabe,levar algo para lá não é???
Porém o dia a dia do garimpeiro de esmeralda não era facil...geralmente ele trabalhava para um patrão que era o dono das minas...andando pela cidade voce observava varios poços(iguais os usados para agua),,e ali se descia até 250 metros atraves de elevadores rusticos e lá era desenvolvido o trabalho..o ar era enviado por mangueiras que era gerado por compressor de ar...trabalhava-se a semana toda e no final de semana o patrão pagava o valor do trabalho semanal e dava um carrinho de xisto(que era o material aonde geralmente fica a esmeralda).,para que o garimpeiro lavasse para ele e se tivesse sorte encontra-se uma boa pedra....muitos ganharam boas quantias em dinheiros com as pedras encontradas nestes xistos....no sabado era normal ver varios garimpeiros nas "piscinas", aonde era lavado o xisto., lavando seu quinhão na esperança de uma boa pedra....e em roda desses garimpeiros os compradores.,avídos tambem por um bom lucro...e eram esses.,os compradores que sempre ficavam com o lucro maior.,pois sabiam da cotação da pedra e tambem ficavam sabendo se tinha "Indianos" na cidade...Indiano era certesa de um bom lucro.
Porém os garimpeiros sempre achavam alguma coisa.,pois trabalhando la embaixo.,sabiam aonde podiam se dar melhor levando para si o melhor xisto...
Porém meus dias de garimpo de esmeralda acabaram logo na minha chegada a Santa Terezinha de Goiais....estava perambulando pela cidade.,procurando uma vaga.,quando um "patrão" perguntou se eu queria trabalhar...disse que sim., e ele me falou que estava precisando de um trabalhador....fiquei alegre..feliz.,com a certesa de logo.,logo estar com o meu carrinho de xisto para lavar...fui feliz para o hotel aonde estava hospedado.,na certesa de outro dia ir trabalhar...porém quando soube o por que dessa vaga "saltei" longe e vazei!"!!!!!...o ultimo garimpeiro que trabalhou naquele poço.,acabava de ser enterrado no cemiterio local...motivo: estava trabalhando nas minas quando um barranco desbarrancou em cima dele...não deu tempo de sair...foi centenas de kilos de terra em cima dele...demoraram mais de um dia para tira-lo de lá...isso o "patrão" não me contou...acabava ali,prematuramente a minha hipotética carreira de garimpeiro de esmeralda......

Mercado aprova novo comando da Vale — mas não será nada simples

Mercado aprova novo comando da Vale — mas não será nada simples

Assim como os estadistas, os presidentes de grandes empresas costumam ser inapelavelmente rotulados pela história. Podem ter feito muito, mas são lembrados por uma coisa só — seu estilo de administração, um grande erro, um grande acerto. No caso de um ícone nacional, como a mineradora Vale, sua história recente pode ser claramente separada em duas fases. A primeira, sob o comando de Roger Agnelli, foi a da expansão desenfreada.
Em meio ao boom mundial das commodities, Agnelli foi às compras e multiplicou por  8 o faturamento da Vale em uma década. Coube a Murilo Ferreira fazer o exato oposto: encolher a Vale, preparando-a para um período de preços baixos no mercado global. Fabio Schvartsman, o executivo que no fim de maio assumirá o posto no lugar de Ferreira, sentará na cadeira já sabendo qual é sua missão.
Após a faxina geral dos últimos anos, a Vale não tem grandes desafios estratégicos ou operacionais. Schvartsman foi contratado, isso, sim, para orquestrar a mais delicada transição da história da empresa. Até 2020, a ex-estatal Vale passará a ser uma empresa sem controlador, com ações pulverizadas no mercado — o tipo de mudança que, apesar de parecer simples, de simples não tem nada.
Desde 1997, ano em que foi privatizada, a Vale é controlada pela holding Valepar, que hoje é formada por um grupo de acionistas — os fundos BNDESPar e Bradespar, a mineradora japonesa Mitsui, um grupo de fundos de pensão liderado pela Previ e o banco Opportunity. Esses acionistas mandam na Vale. Eles se reúnem obrigatoriamente antes das reuniões de conselho da mineradora, tomam suas decisões, e seus representantes repassam as definições ao conselho de administração quase figurativo da empresa. Mas esses acionistas resolveram dissolver o acordo. Como eles tinham ações da Valepar, e não da Vale, era difícil vendê-las.
Para os fundos de pensão, sobretudo, essa situação era insustentável, já que eles precisam levantar dinheiro para pagar suas aposentadorias. Com a mudança, a Valepar deixa de existir, e todos passam a ter ações da Vale. Até novembro, a empresa quer converter suas ações preferenciais em ordinárias, para ter apenas uma classe de ações e migrar para o Novo Mercado da bolsa, segmento com mais exigências de governança corporativa, e os acionistas do bloco poderão vender suas ações aos poucos. Em 2020, finalmente, a Vale se tornará uma “corporation”, como são conhecidas as empresas sem controlador. O mercado adorou a notícia, algo evidenciado pela valorização de quase 7% nas ações no dia do anúncio.
Os atuais controladores decidiram dar a Fabio Schvartsman, um executivo de 63 anos, a missão de organizar o processo. Ele ocupava a presidência da fabricante de papel e celulose Klabin, e sua escolha foi rapidíssima — menos de três semanas depois de anunciado o processo de busca de um sucessor para Murilo Ferreira, o cargo estava preenchido. Pesou na indicação sua experiência em transições desse tipo. Schvartsman ajudou a levar a holding Ultrapar à bolsa em 1999. Na Klabin, onde estava desde 2011, também levou a companhia a um nível mais avançado de governança na Bovespa. Ele assumirá a Vale em um momento considerado bastante favorável.
Ao longo dos últimos cinco anos, a Vale encolheu para ficar mais eficiente e produtiva e tem o menor custo de produção de minério de ferro. Nos últimos anos, a com-panhia fez pesados investimentos para colocar em operação sua nova mina em Carajás, naquele que foi o maior projeto da história da Vale. Agora, os investimentos foram concluídos. A projeção dos analistas é que o lucro e o fluxo de caixa livre tripliquem até 2019. Assim, Schvartsman poderá se concentrar no modelo de governança da mineradora. E tentar fazer com que a Vale seja uma “corporation” com mais qualidades do que defeitos — já que os defeitos possíveis são muitos.
É irônico que a Vale se proponha a virar uma “corporation” justamente quando esse modelo é colocado em xeque no mercado brasileiro. Foi-se o tempo em que a empresa sem controlador era considerada o máximo da governança, a modernidade engarrafada e trazida dos Estados Unidos para transformar o capitalismo brasileiro. “Hoje está claro que não há um modelo ideal, e sim que ambos têm vantagens e desvantagens”, diz Richard Blanchet, conselheiro do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa.
Empresas sem controlador representam menos de 5% do total de companhias listadas na bolsa brasileira, mas as experiências nacionais e as diversas experiências estrangeiras servem de amostra do que pode dar errado em empresas sem dono. Numa caricatura extrema, o maior risco é deixar a empresa ser dominada por uma cultura de curto prazo, que vive para servir a seus executivos e que, em tempos de crise, pode ser chacoalhada por investidores que só querem se beneficiar e ir embora. Numa mineradora como a Vale, são riscos que a empresa tem obrigação de conhecer a fundo.
Se não existe vácuo em política, na política corporativa ele também inexiste. Numa empresa “sem dono”, é natural que alguém ocupe essa posição mesmo sem ter direito a ela. “Um dos riscos numa corporação é que os administradores se tornem superpoderosos”, diz Peter Taylor, chefe da gestora Aberdeen no Brasil — a Aberdeen é uma das maiores acionistas individuais da Vale.
Em 2013, quando a incorporadora Gafisa acumulava mais de 1 bilhão de reais de prejuízo em dois anos, seus executivos ganharam quase 20 milhões de reais em bônus por desempenho. O executivo Carlos Medeiros ocupou a presidência da administradora de shoppings BR Malls durante mais de dez anos e agia como se fosse o dono. Os executivos da empresa recebiam 40% acima da média do mercado, mesmo quando os resultados pioraram.
Em abril do ano passado, a gestora Squadra começou a mostrar sua insatisfação com o modelo e indicou dois conselheiros independentes para a empresa — o início da chacoalhada resultou na saída de Medeiros da presidência (o que será efetivado em maio). Claro, nem sempre o executivo superstar resulta em crises. A varejista Renner, primeira empresa sem controlador da bolsa brasileira, tem no presidente José Galló seu “dono” há quase dez anos. A gestão de Galló é saudada pelos acionistas, que, justamente, temem pelo dia em que ele não estará mais no cargo. Como raios teimam em não cair no mesmo lugar, ninguém em sã consciência cria uma “corporation” para entregar, na prática, seu controle a um executivo.

Conselho de figurões

Para evitar o tal vácuo, as “corporations” devem ser supervisionadas por um conselho poderoso, ativo e detalhista. Infelizmente, talvez seja justamente essa a maior lacuna brasileira. O país não tem tradição de formar conselhos que, de fato, mandam na diretoria. “Quanto mais figurões e ministros, mais o conselho serve de fachada para o poder absoluto de executivos”, diz Mauro Cunha, presidente da Associação de Investidores do Mercado de Capitais.
Não apenas em empresas sem controle, vale dizer — basta citar casos como o da estatal Petrobras, que sofreu abuso seguido de abuso de seu controlador, e a finada petroleira OGX, de Eike Batista, cujo conselho também era renomado. A falta de comando do conselho foi um ingrediente essencial para a crise que acabou no colapso da incorporadora PDG.
A empresa tornou-se uma “corporation” em janeiro de 2010. A diretoria entrou numa rota de crescimento a qualquer custo, comprando, como se não houvesse amanhã, concorrentes, terrenos e tudo que via à frente. Tornou-se, nove meses depois, a maior do país. Mas as empresas compradas não foram integradas, e os imóveis encalharam. Enquanto as incorporadoras “com dono”, como Cyrela e Eztec, pisaram no freio e fizeram ajustes antes da crise, a PDG seguiu adiante. Seus executivos são investigados pela Comissão de Valores Mobiliá-rios de negociar ações com informação privilegiada (o processo ainda não foi concluído). Em 2012, a gestora Vinci comprou ações da PDG e tentou impor uma cultura de controladora, mas não conseguiu evitar o pedido de recuperação judicial da empresa.
Cientes da importância de um conselho forte nessa transição, os acionistas da Vale acenderam a luz amarela e começaram a se mexer. A gestora Aberdeen sugeriu dois nomes de conselheiras independentes, especializadas em governança e sustentabilidade, para compor o conselho — e tem feito um esforço de convocação de outros acionistas estrangeiros para apoiar a chapa. As corretoras Geração Futuro e VIC, que representam os investidores Lírio Parisotto e Victor Adler, também sugeriram dois nomes. Hoje, os minoritários não têm voz na Vale. Desde que se transformou numa empresa sem controlador, há sete anos, a companhia de tecnologia Valid vem mudando — ampliou o número de conselheiros independentes (ou seja, sem relação alguma com a própria Valid) de um para cinco.
O conselho é formado por sete pessoas. “As reuniões, que eram trimestrais, passaram a ser mensais e também nos falamos informalmente com frequência”, diz Carlos D’Albuquerque, presidente da Valid. Para dar suporte ao conselho, a Valid também criou comitês permanentes de ética e estratégia. Para aumentar a interação com seus acionistas, a Renner criou um manual para votação em assembleia, em 2006, que acabou virando regra de mercado. Só no ano passado a empresa fez quase 1 500 reuniões e eventos com investidores. A presença nas assembleias da companhia passou de 25% da base de acionistas para 57% em dez anos. No caso da Vale, essa será uma tarefa e tanto. A mineradora tem 40 vezes mais acionistas do que a Renner.
Algumas discussões nasceram para não ter fim. Uma delas é sobre a melhor estrutura de comando das empresas. Modelos entram e saem de moda, para depois voltar. Nos Estados Unidos, onde essas modas costumam ser ditadas, as “corporations” foram duramente criticadas no fim dos anos 80, a era dos excessos dos executivos e da ineficiência. Veio, então, a geração private equity, os “bárbaros” que compravam as tais empresas ineficientes, cortavam custos e as revendiam com lucro. A devoção ao curto prazo era o maior alvo de críticas, tanto das “corporations” quanto dos fundos de private equity. Recentemente, um modelo híbrido passou a intrigar o capitalismo americano — justamente o modelo do 3G, fundo comandado pelo empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann.
Híbrido porque tem a obsessão por eficiência típica de um financista, mas, atuando como “dono”, mantém as empresas por décadas, como no caso da cervejaria Ambev. Na geração de empresas de tecnologia, não é muito diferente. No ano passado, ao justificar a criação de uma classe de ações sem direito a voto no Facebook, o fundador Mark Zuckerberg destacou a importância de ser uma empresa com dono — se a empresa fosse dominada pelas vontades do mercado, declarou, possivelmente não teria rejeitado uma oferta de compra do Yahoo num passado distante.
Jeff Bezos, o mercurial fundador da varejista Amazon, não tem nem 30% das ações da companhia, mas quem manda é ele. Empresas com dono que funcionam tomam decisões que pouco têm a ver com o resultado do trimestre, mas, sim, com a perenidade dos negócios, com a sobrevivência da empresa a turbulências, com uma manutenção de retorno saudável.
No caso da Vale, claro, o tal controlador não era lá grande coisa — estamos falando do governo federal (afinal, o BNDES e os fundos de pensão mantiveram fortísssima influência após a privatização). Mas foi o que viabilizou a companhia a investir em seu maior projeto, a gigantesca mina de S11D, em Carajás, no Pará, em meio à maior crise nas cotações do minério de ferro. Em 2015, a Vale teve um prejuízo de 44 bilhões de reais. Suas principais concorrentes, as australianas BHP e Rio Tinto, suspenderam investimentos e conseguiram reduzir o impacto nos resultados. É muito provável que, se fosse uma “corporation”, o projeto de expansão teria sido abortado — hoje, os analistas dizem que é ele que garante o futuro da Vale.
“A Vale é hoje uma empresa muito melhor do que era cinco anos atrás. Produz o melhor minério do mundo pelo menor preço”, diz Rodolfo de Angelo, analista do banco JP Morgan. Em teleconferência com investidores no fim de fevereiro, Murilo Ferreira ressaltou que foi a visão de longo prazo dos acionistas da Valepar que assegurou à Vale a tranquilidade necessária para a travessia dos últimos dois anos, quando houve uma mudança radical nos preços da mineração. “Quando necessário, os sócios da Valepar mostraram disposição para o sacrifício, como a redução expressiva dos dividendos em 2016”, disse.
Apesar de tantos desafios, é fácil entender por que o mercado ficou animado com a perspectiva de uma Vale com controle pulverizado. A possibilidade de influência política sempre foi um fantasma para os minoritários da Vale, e esse fantasma vai embora. O poder do governo federal vai se limitar a vetar a transferência da sede da empresa para outra cidade ou país. Em tese, a nova fase poderá ser muito positiva para a Vale. Caberá a Fabio Schvartsman acertar nos detalhes. O diabo, como se sabe, está neles.
Fonte: Exame

O tesouro em minerais raros encontrado em montanha submarina no Oceano Atlântico

O tesouro em minerais raros encontrado em montanha submarina no Oceano Atlântico

Uma equipe de investigadores do Centro Nacional de Oceanografia (NOC, na sigla em inglês) do Reino Unido identificou um crosta de rochas extremamente rica em minerais raros nas paredes desse monte, a 500 quilômetros das Ilhas Canárias. Amostras trazidas à superfície detectaram a presença de uma substância rara conhecida como telúrio em concentrações 50 mil vezes mais elevadas que as já identificadas na terra. O telúrio, comum em ligas metálicas, é usado também em um tipo avançado de painel solar. A montanha também contêm minerais e terras-raras usados na fabricação de turbinas eólicas e em dispositivos eletrônicos. A descoberta levanta uma questão delicada: se a busca por recursos alternativos de energia pode impulsionar a exploração mineral no fundo do mar.

Controvérsia

O monte submarino, cujo nome é Tropic, tem três mil metros de altura e seu cume fica a 1 mil metros da superfície. Os pesquisadores do Centro Oceanográfico Nacional (NOC na sigla inglesa) do Reino Unido usaram robôs submarinos para investigar a crosta de grãos finos que cobre toda a superfície da montanha e tem espessura de quatro centímetros. Bram Murton, líder da expedição que explora a Tropic, contou à BBC que esperava encontrar minerais em abundância no local, mas jamais imaginou que as concentrações dos mesmos seriam tão elevadas. ”Esta crosta é incrivelmente rica e é isso que faz com que essas rochas sejam incrivelmente especiais e valiosas do ponto de vista de recursos”, explicou.
Debate necessário
Murton calcula que as 2.670 toneladas de telúrio da montanha equivalem a um duodécimo de todo o consumo mundial. O pesquisador deixou claro que não está defendendo a prática da mineração no mar. A atividade foi recentemente regulamentada pela ONU, mas já provoca controvérsia pelos danos potenciais que pode causar ao meio ambiente marinho. Ainda assim, Burton quer que a descoberta da equipe dele – parte de um projeto mais amplo chamado MarineE-Tech – provoque um debate sobre de onde devem vir os recursos vitais.
 ”Se precisamos de energia verde, precisamos de materiais para construir dispositivos capazes de gerar esse tipo de energia [limpa]. E esses materiais têm de vir de algum lugar”, disse. ”Ou os tiramos da terra e fazemos um buraco lá. Ou os tiramos do fundo do mar e fazemos ali um buraco comparativamente menor”, afirmou Murton, que acredita que esse é um dilema que precisa ser enfrentado por toda a sociedade. “Tudo o que fazemos tem um custo”. Pesquisadores têm pesquisado benefícios e riscos da mineração em terra e no mar.

Vantagens e desvantagens

De forma geral, a mineração em terra implica em desmatar, remanejar povoados e construir vias de acesso para remover rochas com concentrações relativamente baixas de minerais (ou de minério). No mar, por sua vez, os minérios são muito mais ricos, ocupam uma área menor e o impacto imediato sobre populações é bem menor. A desvantagem é que a vida marinha nas áreas de extração corre praticamente morre, e esse efeito devastador pode se estender rapidamente e, potencialmente, comprometer uma grande área.
Uma das principais preocupações é o efeito da poeira produzida ao se cavar o fundo do mar, que pode viajar longas distâncias e afetar organismos vivos pelo caminho. Para entender as possíveis implicações, a expedição britânica realizou um experimento no qual tentou reproduzir os efeitos da mineração para medir a quantidade de pó produzido. Os resultados preliminares, disse Murton, mostram que a poeira não é facilmente detectada a um quilômetro de distância além da fonte. Isso indica que o impacto da mineração submarina poderia ser mais localizado do que o inicialmente previsto.

Rico como a floresta tropical

Outro estudo, conduzido pelo mesmo grupo, avaliou evidências fornecida pela exploração do fundo do mar em curso e concluiu que muitas criaturas marítimas afetadas se recuperariam em um ano. Poucas, entretanto, voltariam a alcançar seus níveis anteriores, mesmo depois de duas décadas.
Uma pesquisa focou em organismos minúsculos no leito do Oceano Pacífico, na região conhecida como Zona Clarion-Clipperton, ao sul do Havaí. A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês) – uma organização ligada às Nações Unidas – autorizou empresas de 12 países a buscar minerais nas rochas do fundo do mar dessa região.
De acordo com Andy Gooday, professor do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, as rochas do fundo do mar têm uma variedade de organismos unicelulares do tipo xenophyophorea muito maior do que se esperava. Esses organismos estão nos degraus mais inferiores da cadeia alimentar marinha. Também desempenham um papel importante na formação de estruturas sólidas – como se fossem recifes de coral em miniatura – e fornecem habitats para outras criaturas marinhas. Para Gooday, a vida identificada nos sedimentos do oceano profundo é comparável à que existe em uma floresta tropical e “é muito mais dinâmica” do que imaginava.
“Se você remover os organismos unicelulares, que são muito frágeis e certamente serão eliminados pela mineração, outros organismos também serão destruídos”, disse.
“É difícil de prever e, como todo o oceano está conectado aos efeitos da mineração, precisamos aprender mais. Nós ainda sabemos muito pouco sobre o que está acontecendo lá em baixo”, completou.
Fonte: BBC

Assembleia da Vale aprova pagamentos a acionista

Assembleia da Vale aprova pagamentos a acionista

Assembleia da mineradora Vale aprovou nesta quinta-feira o pagamento de remuneração aos acionistas referente ao ano de 2016, cujo valor total somou mais de 5,5 bilhões de reais, informou a companhia em comunicado. Parte do valor total, correspondente a 857 milhões de reais, já havia sido pago em dezembro de 2016.
A empresa pagará o valor restante, de mais de 4,6 bilhões de reais, a partir do dia 28 de abril, de acordo com nota da Vale. No acumulado de 2016, a Vale teve lucro líquido de 13,3 bilhões de reais, ante um prejuízo líquido de 44,2 bilhões em 2015.


Fonte: Exame

Fósseis apontam que mar cobria o interior de SP há 260 milhões de anos

Fósseis apontam que mar cobria o interior de SP há 260 milhões de anos

um levantamento realizado por pesquisadores de sete universidades brasileiras e portuguesas apontou que há 260 milhões de anos o interior de São Paulo era coberto por água. O chamado “mar de Irati” tinha 1 milhão de quilômetros quadrados e acabou secando após uma série de mudanças geológicas.
Entretanto, fósseis de animais marinhos e vestígios de algas ainda podem ser encontrados em algumas regiões, como no município de Santa Rosa de Viterbo (SP), a 300 quilômetros da capital paulista, onde ficava uma das praias de águas limpas, claras, rasas e quentes, como descreve o estudo.
As primeiras descobertas ocorreram na década de 1970, durante os trabalhos de escavação em uma mina de calcário que, mais tarde, se tornou um sítio arqueológico. Agora, as informações foram reunidas em um inventário geológico, publicado na revista científica GeoHeritage. O documento é assinado por geocientistas da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFScar), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Instituto Florestal e Instituto Geológico de São Paulo.
Segundo os pesquisadores, os elementos que comprovam a existência do mar de Irati estão embaixo da terra, a até 25 metros de profundidade: os estromatólitos são rochas que se formam no fundo de mares rasos a partir de microrganismos solidificados, que se acumulam como um tapete de limo. Em Santa Rosa, com a retirada do calcário pela mineração, foram descobertos estromatólitos gigantes, que só haviam sido encontrados na Namíbia. O engenheiro de minas Marco Antônio Cornetti explica que esse tipo de rocha geralmente é pequeno, mas no interior de São Paulo há alguns com até três metros.
“Uma infinidade de algas morreu e o calcário começa a sedimentar em cima delas. Ninguém sabe por que essas algas não sedimentavam de forma plana, elas formam uma estrutura. Por que elas assumiram essa forma, ninguém sabe o motivo”, diz.
Cornetti trabalhou na pedreira em 1972, quando os primeiros indícios de vida marinha foram descobertos, e também atuou ao lado dos pesquisadores entre 2012 e 2015, na elaboração do inventário atual. Ele conta que o grupo também achou coprólitos, fezes fossilizadas de peixes e tartarugas.
“Elas têm formas diferentes: uma mais cilíndrica e outra mais redonda. Isso vai mostrar a origem de um e de outro [animal]. Esses coprólitos e os restos de conchas estão nessa camada [de rocha], o que comprova ambiente marinho nesse local”, afirma.
Nas áreas de mineração, os geocientistas ainda identificaram fragmentos de ossos de um vertebrado que antecedeu os dinossauros, o Mesosaurus brasiliensis. O animal vivia no mar de Irati e era parecido com um lagarto com um metro de comprimento, segundo Cornetti.
“Ele ficava em cima do estromatólito, morria e caía entre dois estromatólitos. A onda ficava balançando e, por isso, você não encontra o corpo do Mesosaurus completo, porque a água do mar ficava balançando e separava todos os pedacinhos”, explica.

Extinção

O mar de Irati se estendia pelos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e até partes do Uruguai, Paraguai e Argentina. Segundo os pesquisadores, movimentos geológicos fizeram quase toda água escoar para o oceano Atlântico.
“Na região de Uberlândia o solo foi levantando e foi expulsando o mar em direção à foz do Rio Paraná. Em Santa Rosa, ficou um mar fechado, com mais ou menos 3 mil hectares. Não entrou mais água, esse mar secou e na hora que foi secando, foi depositando calcário”, diz Cornetti.
O engenheiro explica que o Irati era um mar raso, com aproximadamente 200 metros de profundidade, e levou cerca de 20 milhões de anos para secar. Logo depois, a região virou um deserto e, lentamente, a vegetação foi se recompondo. As rochas existentes no local ajudaram a formar o maior reservatório de água do mundo: o Aquífero Guarani.
“Depois do mar, se formou um lago com lama argilosa. Aí, aparecem os derrames basálticos e a formação do que, todo mundo conhece, os aquífero Guarani, Botucatu e Pirabóia, que estão muito acima topograficamente dessa formação, são bem mais recentes”, diz.
Fonte: G1

Mato Grosso produz 87,2% do diamante brasileiro e quer implantar escola de design de joias

Mato Grosso produz 87,2% do diamante brasileiro e quer implantar escola de design de joias

Responsável por 87,2% da produção nacional de diamantes, Mato Grosso deve implantar escola de design e ourivesaria em 2018. De acordo com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), o Estado possui garimpos e minas com exploração contínua há cerca de dez anos nos distritos diamantíferos de Juína, Alto Araguaia e Chapada dos Guimarães.
Dados mais recentes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) revelam que Mato Grosso em 2014 foram produzidos 49.637 quilates (cts), o equivalente a 87,2% dos 56.923 quilates produzidos no Brasil. Os principais distritos diamantíferos de Mato Grosso, segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), estão localizados nas regiões de Juína, Chapada dos Guimarães, Paranatinga, Nortelândia/Diamantino, Poxoréo, Alto Araguaia, além do Rio das Garças (seu curso percorre municípios como Alto Garças, Guiratinga, Tesouro, General Carneiro, Pontal do Araguaia e Barra do Garças).
Ainda conforme a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), existem 156 garimpos /minas de diamantes de Mato Grosso cadastrados por meio do Projeto Diamante Brasil, além de quatro campos kimberlíticos e 117 corpos kimberlíticos.
“Além de sermos o maior produtor de diamantes, temos potencial enorme de crescimento. Ao contrário de Minas Gerais, por exemplo, nós temos ainda um limite de exploração muito grande. Hoje, produzimos 49 mil quilates, mas já chegamos a produzir 500 mil quilates”, comenta o presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Marcos Vinícius Paes de Barros.
Marcos Vinícius comenta que há um projeto para montar em 2018 uma Escola de Design e Ourivesaria. “Na parte de mineração das gemas, como diamante, ametista e quartzo, por exemplo, nós temos uma escola de gemologia, ou seja, lapidação e estamos tentando implantar uma de ourivesaria e design. Seria uma etapa seguinte ao processo de transformação da pedra, agregando muito mais valor a ela”.
O presidente da Metamat comenta que já foram formados 120 lapidários. “São Paulo é o Estado que mais concentra produção de joias do Brasil, gerando 45 mil empregos formais. Mato Grosso produz a pedra e não a joia, ou seja, é o oposto de São Paulo, o que faz com que o produto final volte para nós consumidores com um valor agregado ainda maior”.
O geólogo da Metamat, Wanderlei Magalhães, comenta que há previsão de em 2017 abrir uma turma para qualificar 30 pessoas para transformar gemas em artesanato. Hoje, em Mato Grosso, além do diamante e do ouro, são encontradas gemas como ametista, quartzo, granada, ágata, jaspe e topázio.
Fonte: Olhar Direto

Quais são os elementos químicos mais raros da Terra?

Quais são os elementos químicos mais raros da Terra?

Minerais raros – que incluem elementos, cujos nomes soam bem exóticos, como disprósio, cério e itérbio – são, na verdade, bem mais abundantes do que outros metais familiares, mas tendem a se concentrar em depósitos de minério menos explorados, de acordo com o serviço geológico dos Estados Unidos. Consequentemente, a maioria do suplemento mundial destes elementos vem de poucas fontes.
Depósitos de minérios que contêm elementos raros da terra foram descobertos no Afeganistão em 2010. Os depósitos podem valer $1 trilhão de dólares. Os consumidores podem não saber, mas os hard drives de seus computadores, telas de televisão e smartphones contêm estes elementos. Os metais, frequentemente insubstituíveis, também suportam tudo, desde tecnologias sustentáveis até hardwares militares.
Por exemplo, o európio produz a cor vermelha para monitores de TV e lâmpadas de LED de baixo consumo energético, enquanto o neodímio produz alguns dos imãs mais poderosos encontrados em eletrodomésticos do nosso dia-a-dia, nas turbinas eólicas e em carros híbridos.
Elementos raros leves incluem os metais alinhados do lantânio até o gadolínio na tabela periódica, enquanto os metais raros pesados vão do térbio até o lutécio.
As (assim chamadas) tecnologias sustentáveis frequentemente dependem de elementos raros. Por exemplo, a Toyota usa cerca de 7,500 toneladas de lantânio e 1,000 toneladas de neodímio por ano para construir os seus carros Prius, de acordo com Jack Lifton, um consultor independente que trabalha com a U.S. Rare Earths, a companhia que possui os direitos aos recursos dos minerais raros nos EUA.
Os minerais raros são cruciais para aplicações militares, como lasers, radares, sistemas de orientação de misseis, satélites e eletrônicas de aeronaves. A China e os Estados unidos têm alguns dos maiores depósitos de minerais raros, mas outros depósitos existem em países como Austrália, Brasil, Índia, Malásia, África do Sul, Sri Lanka e Tailândia, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
A mineração é só o primeiro passo. Extrair cada metal raro individualmente do minério bruto requer milhares de tanques de aços inoxidáveis contendo várias soluções químicas, de acordo com Jim Hedrick, um antigo especialista de terras raras do Serviço Geológico dos Estados Unidos. O processo final de refinação converte o minério em óxidos, e depois converte os óxidos em metais refinados.
Atualmente, só a China tem os equipamentos para refinar os metais raros do começo ao fim, e fornece até 97 por cento dos óxidos raros do mundo. Abrir uma mina e construir uma planta de separação pode custar entre $500 milhões e $1 bilhão de dólares, disse Hedrick.


Fonte: Climatologia Geográfica

Geólogos acreditam na extração econômica de ouro e metais preciosos nos esgotos

Geólogos acreditam na extração econômica de ouro e metais preciosos nos esgotos






Estudos feitos pela Universidade do Estado do Arizona estimaram que uma cidade de 1 milhão de habitantes joga no esgoto o equivalente a 13 milhões de dólares por ano em metais preciosos.

Os metais preciosos, ouro, prata, platina, paládio junto com outros metais como o cobre, vanádio, zinco, chumbo e estanho fazem parte do lixo jogado todos os dias no esgoto.

Um grande número de novos produtos industriais como shampoos, detergentes e até roupas (com prata para reduzir o odor) estão enriquecendo o valor dos resíduos sólidos que não são processados em plantas de filtragem e tratamento de água.

Nos oito anos que os estudos foram feitos, quando foram testados mensalmente os esgotos, chegou-se a uma conclusão extraordinária: o material sólido tem, em média 28g/t de prata, 0,6% de cobre, 49g/t de vanádio e 0,4g/t de ouro.

Os teores de ouro e de cobre são compatíveis com os teores médios de algumas minas econômicas famosas como a de Paracatu ou dos pórfiros de cobre ao redor do mundo.

Imagine ter verdadeiras minas de ouro a partir do sujo esgoto de uma cidade como S. Paulo, que polui os rios e o mar...

Não é ficção científica e pode ser feito economicamente!

Veja como a água pura pode ser recuperada dos mais poluídos esgotos)
água
O tratamento dos esgotos é feito nos Estados Unidos e em vários lugares do mundo (veja acima), mas, por enquanto, só a água é recuperada podendo ser imediatamente consumida pela população.

Já o resíduo sólido do tratamento dos esgotos onde estão os metais preciosos e que, depois do processo pode ser transformado em fertilizante e bioplásticos reduzindo ainda mais os custos do processo de tratamento.

Mais importante que tudo, a mineração dos esgotos irá viabilizar duas das maiores riquezas da humanidade: a água e o meio ambiente.

A mineração a serviço do meio ambiente...

Berílio: um metal do futuro

Berílio: um metal do futuro






Berílio é um desses metais que todos sabem que existe, mas poucos sabem quais são os seus usos.

Os berilos são a principal fonte do metal. Esses belos minerais hexagonais são originados nos pegmatitos de Minas Gerais e são amostras fundamentais em coleções de minerais. (foto).

Por ser muito leve, não magnético e maleável o berílio (Be) é usado em várias ligas, principalmente com alumínio e cobre que são usadas em várias aplicações. À medida que os avanços tecnológicos se acentuam mais aplicações para o berílio foram descobertas, aumentando exponencialmente o interesse da indústria.

Hoje o metal já é considerado um produto estratégico usado na telefonia celular, mísseis, indústria aeroespacial e reatores nucleares.

Apesar de sermos um dos maiores produtores de berilo, uma das principais fontes do berílio, não temos nenhuma planta de processamento do metal no Brasil. As principais estão nos Estados Unidos, Cazaquistão e China.

A Rússia deverá ser o mais novo membro deste clube e se prepara para produzir o metal, que vale US$500.000 por tonelada, no Siberian Chemical Combine.

Os russos já iniciaram um investimento cujo Capex deverá superar os US$40 milhões. Eles esperam produzir ainda em 2020.

As reservas mundiais de berilo e bertrandita ainda são especulativas.

Esses minerais são mais abundantes no Brasil, Madagascar, Rússia e Estados Unidos. Segundo cálculos altamente inferidos os recursos atingem 400.000t.

Que tal achar uma nova jazida de berilo no Brasil? As minas de esmeraldas talvez ainda tenham um grande volume de esmeralda (variedade de berilo) sem valor econômico, rejeitada, que pode interessar a compradores...


Frank o caçador de meteoritos

Frank o caçador de meteoritos







Poucas  pessoas, durante a sua vida, conseguem perseguir objetivos com grande  intensidade, sem perder o foco, amalgamando o conhecimento científico com as  ideias e os dados de uma longa e extenuante pesquisa ao longo do tempo, em uma  cruzada épica, em busca de respostas.
O Frank  Guardia, um geólogo canadense, que morou no Brasil, criador de empresas e  descobridor de jazidas e oportunidades é uma dessas pessoas.
Nestas  últimas décadas, Frank embarcou em uma viagem solo, na busca de dados que possam  comprovar a sua grande convicção: muito do que se vê e se propaga da geologia  nada mais é do que o efeito direto dos impactos de meteoritos.
Frank  está certo!
É só  olharmos para o nosso satélite, a Lua, e veremos uma superfície coberta por  milhões de cicatrizes de impactos de meteoritos. Na Lua essas crateras estão  ainda preservadas, pois lá não existe a erosão química e física que a atmosfera  e as águas aqui na Terra ocasionam. É lógico que a Terra, por ser mais antiga e  muito maior que a Lua, recebeu um número bastante superior de impactos diretos  de meteoritos que devem ter ocasionado imensas modificações geológicas ao longo  dos tempos.
Eu sei  que esse é um assunto por demais conhecido de todos. Afinal, quem não conhece, e  fala, sobre as extinções dos dinossauros causadas, provavelmente, pelo imenso  impacto de um meteorito que atingiu a Terra no Cretáceo, possivelmente onde hoje  é o Golfo do México?
 Esse impacto foi o responsável pela  extinção em massa de quase ¾ de todas as plantas e seres vivos do planeta  incluindo os dinossauros é claro.
O que  não se fala é sobre o efeito cumulativo de milhões de impactos de meteoritos e  sobre as quatrilhões (isso mesmo, números com mais de 15 zeros) de toneladas de  material terrestre que foram pulverizadas e ejetadas na atmosfera cobrindo  enormes regiões adjacentes ao impacto: o ejecta.
Pouco se  fala sobre a formação de imensos mares de lava que cobriram continentes e foram  derivados de grandes impactos, ou sobre enormes pedaços da Terra que foram  lançados ao espaço sideral, após impactos catastróficos, como o que gerou a  própria Lua.
Esta  relação de causa e efeito, entre os impactos e a geologia Terrestre, ainda é uma  das áreas cinza do nosso conhecimento e é onde Frank Guardia excede. Ele  investiu décadas em viagens, pesquisas e reconhecimentos geológicos sempre em  busca das evidências geológicas que possam iluminar essa área. Se um dia o campo  da geologia dos impactos de meteoritos se solidificar não podemos esquecer de  Guardia, que chegou a ser ridicularizado por muitos colegas por estar,  simplesmente, à frente de sua época.
Para que  você possa ter uma ideia sobre a enormidade do problema vamos fazer uma  comparação entre a Terra e a Lua.
A  inspeção da Lua mostra gigantescas crateras, como a Aitken, com 2.500km de  diâmetro e 13km de profundidade. É só calcular e veremos que o impacto da Aitken  deslocou mais de 25 milhões de quilômetros cúbicos de material. É como abrir uma  cratera de 2.900m de profundidade em todo o Brasil. Isso causado por apenas um  meteorito...
Os  números dos grandes impactos são simplesmente enormes e a Terra teve, nos  últimos 4,5 bilhões de anos, incontáveis impactos que ejetaram muitos  quatrilhões de toneladas  que  cobriram praticamente toda a superfície do planeta várias vezes,  que foram processadas pelo intemperismo terrestre, se transformando, aos  poucos, em sedimentos e em rochas metamórficas e ígneas no interminável ciclo  geológico. A real influência desse processo de redistribuição de rochas e de  homogeneização da crosta terrestre nunca será totalmente entendida.
Frank  está certo. A influência dos meteoritos na geologia da Terra é simplesmente  enorme, muito maior do que a geologia ensinada nas Universidades propaga.
Frank se foi no dia 02 de maio de 2016. 
A ele o  nosso reconhecimento e respeito.

Cientistas descobrem que adaga de Tutankamon é feita de meteorito

Cientistas descobrem que adaga de Tutankamon é feita de meteorito






Um interessante estudo publicado nesta semana finalmente esclarece um dos mistérios da Egiptologia: por que a adaga de Tutankamon tinha lâmina de ferro se os Egípcios não tinham a tecnologia da metalurgia do ferro?

Esta lâmina tinha, também, uma característica ímpar: ela nunca oxidava.

Quando o arqueólogo Howard Carter encontrou a múmia de um menino, em 1922, começava uma das mais famosas histórias da Egiptologia: a de Tutankamon.

Junto com os incríveis tesouros, mais de 5.000 peças, foram encontradas duas adagas (foto). Uma com a lâmina de ouro e a outra com uma lâmina de ferro, muito mais rara pelo fato de que na época ainda não era conhecida a metalurgia do ferro.

Este fato intrigou os estudiosos por décadas até que, na semana passada um grupo de cientistas italianos liderados por Daniela Comelli, descobriu a origem do ferro da adaga: um meteorito de nome Kharga descoberto no ano 2.000

Os cientistas fizeram um estudo de fluorescência de raio X (XRF) e observaram que a lâmina era na verdade composta por ferro, níquel e cobalto em proporções clássicas de um meteorito ferroso.

Depois foi só comparar com as análises de meteoritos próximos conhecidos e chegar até o octaedrito Kharga.

Estava solucionado mais um mistério da antiguidade.

A composição do meteorito Kharga, com alto teor de níquel (10,8%) é similar à do aço inox que não oxida.

Acredita-se que o termo ferro tenha sido criado pelos egípcios e hititas para designar o ferro vindo do céu: meteoritos. 

domingo, 23 de abril de 2017

A desconhecida Gemologia

A desconhecida Gemologia

Muito antes do tempo dos Faraós, o homem já descobrira métodos, bem elaborados, de substituir a pedra preciosa e o ouro por imitações que, para a época, eram consideradas perfeitas. Com o passar dos séculos, tornou-se uma praxe necessária reis e conquistadores de impérios terem sempre em seus fabulosos reinos um mago alquimista que possuísse poderes e detivesse a sabedoria da ciência para que, com seus complicados métodos científicos, fosse capaz de desvendar as mais complicadas reações da natureza e distinguir, dentre os tesouros conquistados, o que realmente era precioso.
Para termos idéia da incansável busca do homem pela fórmula capaz de dominar a natureza, ou de pelo menos tentar reproduzi-la, Auguste Louis Verneuil em 1894, observou que fundindo óxido de alumínio (Al2O3) em temperatura elevada, similar à exercida pela terra em seu subsolo, poderia daí obter um resultado extraordinário – O Corindon Sintético – que seria a notícia mais revolucionária da época para o setor joalheiro. O sistema conhecido como "fusion", até os meados dos anos 40, era a mais perfeita "imitação" do rubi, capaz de passar desapercebido aos olhos dos mais experientes joalheiros europeus. Com isso, o mercado de jóias e pedras preciosas na Europa entrou em pânico, obrigando o setor a tomar algumas atitudes, que se tornaram praxe do mercado joalheiro, até pouco tempo, de adquirir qualquer tipo de gema apenas dos comerciantes tradicionais que estavam  estabelecidos e conhecidos pelas suas "idas e vindas" das minas das pedras preciosas. Isso não foi o suficiente para conter a grande desconfiança que assolava o mercado joalheiro internacional, sendo criada então na Inglaterra, na década de 20, pelo British Goldsmith Union (Sindicato dos Ourives e Joalheiros da Inglaterra), a primeira escola de Gemologia. O efeito produzido no mercado por esses gemólogos – "magos", se comparados àqueles dos tempos medievais – foi o antídoto perfeito que se espalhou por outros países como os Estados Unidos (1931), onde foi criado o GIA – Gemological Institute of America – com seu revolucionário método de ensino à distância, difundindo a ciência da Gemologia para centenas de milhares de "magos" de diversas nações. Em seguida foi a vez da Alemanha, URSS, Hong Kong, Japão, Bélgica, entre outros.
Hoje, mais de 100 anos depois de Verneuil, as coisas se complicaram bastante para nós gemólogos, pois ao contrário daquele rubi sintético produzido de forma muito rudimentar e de fácil identificação, os russos, suíços, japoneses e americanos desenvolveram, utilizando a mais alta tecnologia, rubis, safiras, esmeraldas, diamantes, quartzos de todas as cores imagináveis, sem contarmos com os materiais denominados "de imitação" tornando-se assim cada vez mais complexas as técnicas exigidas para separar o "joio do trigo".
A Gemologia, contudo, é um instrumento fabuloso para manter a segurança e a confiança exigida pelo mercado joalheiro, porém, no Brasil, poucos ainda detêm o conhecimento necessário para se intitularem "gemólogos". O mercado deve ficar atento com aqueles que, através de farta assimilação literária, assim se intitulam, principalmente no meio daqueles que possuem carência e insegurança de informações mercadológicas.
Os gemólogos devem possuir, além de aparelhos técnicos (e saber manejá-los com destreza), grande experiência de mercado, pois somente a árdua manipulação diária de centenas de pedras naturais, sintéticas e imitações poderão dar subsídio e conhecimento necessário para o diagnóstico de uma gema sintética ou natural, em apenas alguns minutos. Aos olhos do leitor, talvez a inexperiência do profissional não pareça de suma importância, porém, no momento de identificar e assegurar ao cliente através de um documento (certificado) que tal gema não é o diamante, ou rubi, ou safira, ou esmeralda, ou alexandrita de US$80.000 que parecia ser e sim uma Moissanita, ou outro material qualquer de apenas US$1.500, teremos que recorrer – além da experiência prática - a todos os nossos embasamentos conceituais e tecnológicos disponíveis, pois por qualquer deslize, o prejuízo de uma das partes poderá ser imensurável.
Antigamente - voltando aos tempos medievais - se os magos emitiam uma opinião errada que levava a sua Majestade a assumir prejuízos, eram condenados à decapitação. E hoje? O que aconteceria?? Ao gemólogo, na melhor das hipóteses, caberia interpretação do poder judiciário. Quanto ao cliente, a certeza de ter sido lesado, assumindo provavelmente um prejuízo milionário, que talvez fosse descoberto somente muitos anos mais tarde...

BENEFICIAMENTO DE DIAMANTES

BENEFICIAMENTO DE DIAMANTES



O comportamento do carbono na natureza sempre foi um assunto fascinante e desafiador para os estudiosos da Ciência Físico-Química.
Esse elemento químico se apresenta sob as formas, amorfas, lamelares e cristalinas, dependendo das condições de pressão, de temperatura e da presença, ou não, do oxigênio no momento de sua estruturação molecular.
O grande fascínio para humanidade é a forma cristalina - o enigmático e fascinante diamante, formado nas profundezas da terra, sob alta pressão, temperaturas elevadas e tempo de residência ou, melhor dizendo, tempo de permanência naquelas condições para estruturação das várias formas cristalinas. A maior ou menor pureza do cristal depende da composição química do magma vulcânico que envolve o cristal de diamante em formação e do tempo de exposição do mesmo àquelas condições.
As principais formações cristalinas do carbono são encontradas nos cones vulcânicos - os Kimberlitos, que, com o passar dos milênios, submetidos à erosão e metamosfismos diversos, liberam os cristais de diamante para as áreas circunvizinhas, concentrando-os, por ação da gravidade, nos leitos dos rios e cavidades rochosas.
O grande desafio para os pesquisadores foi a criação em laboratório das condições idênticas da formação dos cristais de diamante na natureza, sem deixar seqüelas, isto é, pistas capazes de denunciar a intervenção do homem.
Após anos de pesquisas conseguimos criar em laboratório essas condições, reproduzindo fielmente as condições do magma vulcânico, no interior do Kimberlito, durante a formação do cristal. Reproduzimos as condições físicas e químicas do interior do vulcão mas, logicamente, o fator tempo de contato (tempo de exposição entre o magma e o diamante) é importantíssimo e não temos condições de suprir esse detalhe, por isso criamos um ambiente químico capaz de acelerar as reações, entrando em ação a cinética química, a aceleração das reações química para compensar o fator tempo.
Aí entram em ação os reagentes químicos especialmente sintetizados para esse fim.
Esses reagentes irão compensar o exíguo tempo de exposição, catalisando e acelerando as reações físicas e químicas, criando condições de limpeza e purificação dos cristais e, muito importante, a perda em peso, quando acontece, é da ordem da terceira casa decimal do quilate. (Praticamente não há).
Entretanto, os resultados do beneficiamento são sempre imprevisíveis, dependem do sistema cristalino, da formação e da origem da pedra, do tipo de pigmento e das inclusões na rede cristalina formadora do cristal.
Nossa experiência tem demonstrado que cada pedra fornece um resultado diferente, como se o diamante tivesse características próprias, pedra a pedra.
Diríamos que não existem dois cristais de diamante capazes de fornecer resultados idênticos.
Cada pedra é uma pedra, uma caixa preta cujo resultado ou rendimento do tratamento é imprevisível. Porém, sempre se observa valor econômico agregado ao diamante após a operação de tratamento, com a vantagem da impossibilidade de detecção em laboratório de qualquer alteração do diamante provocada pelo homem, exatamente por o processo utilizado imitar a ação da natureza, havendo apenas uma diferenciação no fator tempo para purificação do diamante. O diamante industrial da região de Juina, por exemplo, após tratamento, passa à fazenda fina com uma valorização em torno de 1.000% (mil por cento).

Missão comercial espera atrair R$ 500 mi em investimentos de canadenses na mineração de Mato Grosso

Missão comercial espera atrair R$ 500 mi em investimentos de canadenses na mineração de Mato Grosso


Foto: Reprodução/Internet/Ilustração
Missão comercial espera atrair R$ 500 mi em investimentos de canadenses na mineração de Mato Grosso
Mato Grosso espera atrair R$ 500 milhões em investimentos durante a Prospectors and Developers Association of Canada (PDAC), em Toronto (Canadá), entre os dias 04 e 08 de março. A feira é considerada uma das maiores do segmento de mineração do mundo. A perspectiva de empresários do setor é que haja uma interação com novos parceiros que proporcione a entrada de novas tecnologias no mercado de extração de minerais, como é o caso do ouro.

Aproximadamente 35 pessoas compõe a Missão Comercial para o Canadá que visa apresentar o potencial mineral de Mato Grosso, entre representantes do Governo do Estado, empresários e prefeitos. A caravana é realizada por meio de uma parceria da Desenvolve MT (antiga MT Fomento) com a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

O Prospectors and Developers Association of Canada (PDAC) representa os interesses da indústria canadense de desenvolvimento.

Presidente da Desenvolve MT, Mario Milton Mendes. (Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto)

“O objetivo da Missão Comercial é a prospecção de projetos, que é uma das metas da Desenvolve MT. Cada um, seja prefeito, empresário ou nós mesmos do governo de Mato Grosso, irá apresentar o seu potencial”, pontua o presidente da Desenvolve MT, Mario Milton Mendes.

Para o prefeito de Alta Floresta, Aziel Bezerra, a Missão Comercial pode atrair investimentos para o município cuja economia gira 80% em torno, aproximadamente, da agropecuária e prestação de serviço. Segundo Bezerra, a mineração representa apenas 2% da economia do município.

“Alta Floresta tem ainda cerca de 80% do ouro em profundidade para ser explorado. Além disso, há jazidas de manganês, cassiterita, por exemplo, que também podem ser exploradas no município. A vinda de investimentos pode elevar para 50% a participação da mineração na economia do município”, comenta ao Agro Olhar o prefeito Aziel Bezerra.

 Gilson Camboim representante da Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto.
(Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto)

Novas tecnologias

A região de Peixoto de Azevedo é hoje considerada uma das maiores produtoras de ouro do país. Em 2016 foram captadas 7 toneladas de ouro, enquanto em 2015 haviam sido cerca de 4 toneladas, conforme Gilson Camboim, um dos representantes da Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto.

“A Missão Comercial no Canadá para nós significa uma oportunidade de buscar parceiros que proporcionem novas tecnologias para a extração, além de melhorar o trabalho de pesquisa”,  afirma Camboim. Questionado sobre o aumento de ouro captado na região de Peixoto de Azevedo ele comenta que o crescimento decorreu ao melhoramento de alguns equipamentos utilizados, bem como a campanha de legalidade da atividade.

Mato Grosso produz 87,2% do diamante brasileiro e quer implantar escola de design de joias

Mato Grosso produz 87,2% do diamante brasileiro e quer implantar escola de design de joias



Foto: Reprodução/Internet/Ilustração
Mato Grosso produz 87,2% do diamante brasileiro e quer implantar escola de design de joias
Responsável por 87,2% da produção nacional de diamantes, Mato Grosso deve implantar escola de design e ourivesaria em 2018. De acordo com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), o Estado possui garimpos e minas com exploração contínua há cerca de dez anos nos distritos diamantíferos de Juína, Alto Araguaia e Chapada dos Guimarães.


Dados mais recentes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) revelam que Mato Grosso em 2014 foram produzidos 49.637 quilates (cts), o equivalente a 87,2% dos 56.923 quilates produzidos no Brasil.

Os principais distritos diamantíferos de Mato Grosso, segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), estão localizados nas regiões de Juína, Chapada dos Guimarães, Paranatinga, Nortelândia/Diamantino, Poxoréo, Alto Araguaia, além do Rio das Garças (seu curso percorre municípios como Alto Garças, Guiratinga, Tesouro, General Carneiro, Pontal do Araguaia e Barra do Garças).

Ainda conforme a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), existem 156 garimpos /minas de diamantes de Mato Grosso cadastrados por meio do Projeto Diamante Brasil, além de quatro campos kimberlíticos e 117 corpos kimberlíticos.

“Além de sermos o maior produtor de diamantes, temos potencial enorme de crescimento. Ao contrário de Minas Gerais, por exemplo, nós temos ainda um limite de exploração muito grande. Hoje, produzimos 49 mil quilates, mas já chegamos a produzir 500 mil quilates”, comenta o presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Marcos Vinícius Paes de Barros.

Marcos Vinícius comenta que há um projeto para montar em 2018 uma Escola de Design e Ourivesaria. “Na parte de mineração das gemas, como diamante, ametista e quartzo, por exemplo, nós temos uma escola de gemologia, ou seja, lapidação e estamos tentando implantar uma de ourivesaria e design. Seria uma etapa seguinte ao processo de transformação da pedra, agregando muito mais valor a ela”.

O presidente da Metamat comenta que já foram formados 120 lapidários. “São Paulo é o Estado que mais concentra produção de joias do Brasil, gerando 45 mil empregos formais. Mato Grosso produz a pedra e não a joia, ou seja, é o oposto de São Paulo, o que faz com que o produto final volte para nós consumidores com um valor agregado ainda maior”.

O geólogo da Metamat, Wanderlei Magalhães, comenta que há previsão de em 2017 abrir uma turma para qualificar 30 pessoas para transformar gemas em artesanato. Hoje, em Mato Grosso, além do diamante e do ouro, são encontradas gemas como ametista, quartzo, granada, ágata, jaspe e topázio.

Brasilianita

Brasilianita


      

Uma pedra preciosa de brasilianita proveniente do município de Conselheiro Pena (MG)
A brasilianita ou brasilianite é um fosfato básico de sódio e alumínio, de fórmula química NaAl3(PO4)2(OH)4.[1] Cristaliza na classe prismática do sistema monoclínico, em exemplares de hábito prismático de cor amarelo-esverdeada, às vezes transparentes ou translúcidos.[ Forma-se em pegmatitos graníticos. Utiliza-se como gema. As principais jazidas são as do estado brasileiro de Minas Gerais, de Palermo Mine e de Smith Mine, no estado norte-americano de New Hampshire.


Amazonita

Amazonita


   
    
Feldspato (amazonita)
Amazonita (chamado às vezes de "pedra Amazonas") é uma variedade verde do feldspato microclina . O nome é tirado do rio Amazonas, do qual determinadas pedras verdes foram obtidas anteriormente, mas é duvidoso se o verde Feldspato ocorre na área do Amazonas.


Coreia do Norte detém terceiro cidadão dos Estados Unidos, diz agência Yonhap

Coreia do Norte detém terceiro cidadão dos Estados Unidos, diz agência Yonhap

domingo, 23 de abril de 2017
 


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(Reuters) - A Coreia do Norte prendeu um cidadão dos Estados Unidos na sexta-feira, informou a agência de notícias sul-coreana, elevando para três o número total de americanos detidos pelo país isolado. O homem, um coreano-americano de 50 anos identificado apenas pelo sobrenome Kim, esteve na Coreia do Norte há um mês, informou a Yonhap no domingo. Ele foi preso no Aeroporto Internacional de Pyongyang quando tentava deixar o país. O homem era ex-professor na Universidade Yanbian de Ciência e Tecnologia (YUST), informou a Yonhap, citando fontes anônimas. Um funcionário do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul disse que não estava ciente da detenção relatada. A Coreia do Norte mantém detidos dois norte-americanos. Otto Warmbier, um estudante de 22 anos, foi detido em janeiro do ano passado e condenado a 15 anos de trabalho duro por um tribunal norte-coreano ao tentar roubar uma bandeira de propaganda. Em março de 2016, o coreano-americano Kim Dong Chul, 62, foi condenado a 10 anos de trabalho duro por subversão. O missionário norte-americano Kenneth Bae foi preso em 2012 e condenado a 15 anos de trabalho duro por crimes contra o Estado. Ele foi libertado dois anos depois.
 

Coreia do Norte diz que está pronta para atacar porta-aviões dos EUA

Coreia do Norte diz que está pronta para atacar porta-aviões dos EUA

domingo, 23 de abril de 2017 10:36 BRT
 

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(Reuters) - A Coreia do Norte disse neste domingo que estava pronta para atacar um porta-aviões dos Estados Unidos para demonstrar seu poderio militar, em um momento em que dois navios da marinha japonesa se juntaram a um grupo norte-americanos para realizar exercícios no Pacífico Ocidental. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao porta-aviões USS Carl Vinson que navegue para as águas da península coreana em resposta à crescente tensão sobre os testes nucleares e de mísseis do Norte e as ameaças de atacar os Estados Unidos e seus aliados asiáticos. Os Estados Unidos não especificaram onde está o porta-aviões. O vice-presidente americano Mike Pence disse no sábado que chegaria "dentro de dias", mas não deu mais detalhes. "Nossas forças revolucionárias estão prontas para combater o porta-aviões nuclear com um único ataque", disse em um comentário o Rodong Sinmun, jornal do Partido dos Trabalhadores do Norte. O jornal comparou o porta-aviões a um "animal grosseiro" e disse que um ataque seria "um exemplo real para mostrar a força de nossos militares". O comentário foi realizado na página três do jornal, depois de um artigo de duas páginas sobre a inspeção do líder Kim Jong em uma fazenda de porcos.