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terça-feira, 11 de abril de 2017

A COROA DE SANTO ESTEVÃO

A COROA DE SANTO ESTEVÃO

A coroa de Santo Estevão, também conhecida como "Sagrada Coroa da Hungria" foi usada para celebrar os reis húngaros desde o século XIII. A coroa leva o nome de István (1000-1038), o primeiro rei cristão da Hungria e que foi canonizado santo após sua morte. É objeto de enorme veneração e respeito por parte do povo húngaro e sua história comporta fantásticas aventuras: já foi perdida, roubada, considerada resgate de guerra, escondida dentro de arcas de madeira, cofres de ferro, barril de óleo e esteve em castelos, cidades, pequenas vilas, até mesmo no Fort Knox, USA.
A coroa, em ouro e guarnecida com safiras, granadas, pérolas, figuras esmaltadas e também gemas substituídas por vidro, é considerada, por alguns especialistas húngaros, como tendo a sua forma 100% original, mas existem controvérsias devido a alguns detalhes que se sobressaem: a pequena cruz no topo está afixada com um parafuso que penetra o estomago da figura de Jesus, o que não é uma representação ortodoxa; a maioria das figuras dos apóstolos estão superpostas e fora de ordem; a coroa, na sua presente forma atual, não pode ter sido confeccionada por nenhum ourives comissionado pela corte húngara, parecendo mais um amálgama de diversas peças; ainda, para se adequar ao tamanho normal de uma cabeça adulta, faz-se necessária a colocação de tecidos acolchoados por dentro da peça, cuja distribuição desbalanceada do peso sobrecarrega demais o pescoço de quem a porta.
A coroa é composta de duas peças: uma coroa inferior de estilo bizantino e outra superior cruciforme, mais antiga. A primeira data cerca de 1070 e consta ter sido um presente do imperador bizantino Miguel VII Dukas a Synadene, princesa que se tornou esposa do rei húngaro Géza I(1074-75). A coroa superior em forma de cruz foi dada como presente pelo papa Silvestre II ao rei Estevão I e possui um detalhe peculiar: a cruz no topo não está afixada em ângulo reto, mas sim com uma inclinação de aproximadamente quase 30 graus, provavelmente devido a algum acidente em sua manipulação. Não é considerada a cruz original, a qual consta como ter contido uma relíquia que se acreditava ser um pedaço da cruz onde Jesus foi crucificado.
Citando algumas das aventuras pelas quais a coroa de Santo Estevão I passou, entendemos porque ela é considerada uma relíquia sagrada pelo povo húngaro, que crê que enquanto existir a coroa (e ela se encontrar em solo pátrio), a Hungria existirá como nação. Em 1241, o rei Bela IV resgatou a coroa dos tártaros; em 1463, o rei Mateus comprou-a da corte vienense por uma soma astronômica; em 1526 ela foi escondida na cidadela de Fuzer, quando da invasão otomana; em 1849 a coroa foi enterrada dentro de uma arca de ferro, em uma cidadezinha da Romênia, quando da queda dos Habsburgos; em 1945 ela foi escondida dentro de um barril de óleo, para escapar do exército russo que entrava na Áustria; também em 1945, ela passou para a posse do Governo dos Estados Unidos da América, que não a considerou como espólio de guerra, mas a manteve guardada no Forte Knox, mesmo lugar onde é guardado o ouro do tesouro norte-americano. Em 5 de janeiro de 1978, a posse da coroa foi finalmente transferida novamente para o governo da Hungria e atualmente encontra-se no prédio do parlamento húngaro.

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