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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ametista do Sul, a capital mundial da ametista

Ametista do Sul, a capital mundial da ametista

O fascínio pelas jóias e pedras preciosas acompanham os povos há séculos. Usadas por nobres como demonstração de poder e riqueza, às pedras também foram atribuidos poderes mágicos de proteção sendo por isso usadas em cerimoniais místicos. Tudo isso é o que atrai turistas à Rota de Gemas e Joias do estado do Rio Grande do Sul, principalmente à cidade de Ametista do Sul que é considerada a "Capital Mundial da Pedra Ametista".

 
Igreja São Gabriel
Igreja São Gabriel
Igreja São Gabriel
Igreja São Gabriel

Igreja São Gabriel
Igreja São Gabriel
 
Situada na serra gaúcha, a cidade tem o privilégio geológico de possuir as maiores jazidas de ametista do mundo, geminadas nas convulsões vulcânicas ocorridas há 140 milhões de anos. Na cidade há tanta ametista, que o interior da Igreja é revestido com 40 toneladas de pedras como ametistas, citrinos e cristais. Única no mundo revestida de pedras preciosas, o efeito é encantador principalmente quando a claridade cria um efeito surpreendente sobre as pedras.

A construção da Igreja São Gabriel é uma homenagem à atividade extrativista da cidade. Doadas por garimpeiros, as pedras preciosas foram incrustadas nas paredes e utilizadas para formar imagens em torno do sacrário e decorar imagens de santos. A pia batismal é uma peça inteira em ametista e peças grandes ornamentam as imagens sagradas e os pedestais do altar.

A cidade surgiu em 1940 numa região de mata fechada e de difícil acesso. Naquela época, adentrando pela floresta muitos garimpeiros descobriram algumas pedras preciosas. Alguns anos depois, muitos imigrantes chegaram na região para trabalhar nas lavouras. Os italianos trouxeram com eles a sua tradição religiosa e fizeram um pequeno altar dedicado ao Arcanjo São Gabriel, que se tornou o padroeiro da cidade.

 
exposição da mina subterrânea

Mina subterrânea
Museu de pedras
Meteorito no Museu

O povoado cresceu e, com a abundante extração das pedras preciosas, muitos garimpeiros se interessaram pelo lugar. Em poucos anos o povoado se tornou uma cidade com muitas empresas exportadoras. O trabalho que era feito de forma artesanal e precária passou a ser feito com equipamentos, que deram origem às galerias que chegam a ter quase 800 metros de extensão.

Um dos pontos turísticos mais visitados é o Ametista Parque Museu, que dispõe das mais variadas pedras e visita a uma mina subterrânea onde os turistas podem conhecer a atividade do garimpo e como as pedras são extraídas do interior das galerias. Existem na região cerca de 100 minas licenciadas para a exploração de ametistas e ágatas.

A visita ao Museu das Pedras Preciosas permite um tour para apreciar mais de 1.500 pedras provenientes de diversas partes do mundo. Nesse museu está a ametista "mais valiosa do mundo" encontrada até hoje, um geodo com 2.5 toneladas de peso. Outra raridade do museu é um raro meteorito raro de aproximadamente 140 quilos. Segundo pesquisadores, seria fragmentos da explosão de um corpo celeste no espaço que teria caído na terra.


 



 

Nas lojas há venda de pedras, jóias e peças feitas de ametista e outras pedras. Nas oficinas pode-se descobrir como essas lindas pedras se transformam em peças exclusivas. Tradicionalmente as gemas são classificadas em pedras preciosas e semipreciosas, que depende da formação, raridade, aparência, perfeição, cor, brilho e os fenômenos no interior das pedras, tal como um fóssil.

São chamadas preciosas porque através dos tempos eram usadas nos cerimoniais e pelo alto poder, como reis, papas e bispos. Usadas desde os antigos egípcios, na antiguidade alguns governantes chegavam a pagar verdadeiras fortunas para ter ter as pedras incrustadas em suas indumentárias, em seus anéis e nas bainhas das espadas.

 
Praça de Ametista do Sul
Ametista bruta
 
 
Na praça central da cidade há uma pirâmide de vidro com o interior revestido de ametistas. O local atrai visitantes não só pela beleza de sua estrutura, mas também por aqueles que desejam sentir a energia transmitida pelos cristais. Alguns dizem que a ametista pode ser usada como um amuleto para proteger da intoxicação. No oriente é costume engastá-la na testa, acreditando-se que exerça influência positiva sobre o chakra Ajna, conhecido também por "terceiro olho".
 
Existem outras lendas e crenças que envolvem ametista. Soldados nas guerras a usavam como amuleto de proteção e os caçadores acreditavam que a ametista poderia ajudá-los a capturar bestas selvagens. Uma antiga crença dizia que a ametista poderia proteger seu dono da embriaguez, da tontura e do desmaio.
 
Usada como ornamento devido à sua cor púrpura ou violeta, dizem que o nome Ametista vem do grego Methuskein. Segundo a mitologia grega, Ametista seria o nome de uma ninfa que, para ser protegida do assédio do deus Dioniso ou Baco, teria sido transformada pela deusa da castidade num cristal transparente. Desconsolado, Baco mergulhou a pedra no vinho de onde teria vindo sua coloração arroxeada. 
 
 
Baco deus do vinho
Vinícola Ametista
Cave subterrânea
Cave subterrânea
Cave subterrânea
pedras preciosas na rocha

Ametista e vinho são as principais atrações da cidade. Durante a Expopedras, os turistas lotam a cidade para apreciar as pedras preciosas, as belezas naturais da região, as videiras e vinhos.  Na zona rural próxima à cidade está a Vinícola Ametista e logo na entrada é possível ver os vinhedos. Depois de elaborados e engarrafados, os vinhos são enviados para as caves numa mina subterrânea desativada.

Quase oculta num morro, a pequena entrada quase não é percebida pelos olhares desatentos. Por toda a parte é possível observar os geodos com ametistas, de diversas cores e brilhos. Nas galerias da mina estão centenas de garrafas de vinho e barris de carvalho, que envelhecem sob a luz brilhante das pedras preciosas a cerca de 300 metros de profundidade. Além de admirar esse processo inovador, pode-se desgustar os vinhos num ambiente inesquecível...

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