Seguidores

domingo, 23 de abril de 2017

BENEFICIAMENTO DE DIAMANTES

BENEFICIAMENTO DE DIAMANTES



O comportamento do carbono na natureza sempre foi um assunto fascinante e desafiador para os estudiosos da Ciência Físico-Química.
Esse elemento químico se apresenta sob as formas, amorfas, lamelares e cristalinas, dependendo das condições de pressão, de temperatura e da presença, ou não, do oxigênio no momento de sua estruturação molecular.
O grande fascínio para humanidade é a forma cristalina - o enigmático e fascinante diamante, formado nas profundezas da terra, sob alta pressão, temperaturas elevadas e tempo de residência ou, melhor dizendo, tempo de permanência naquelas condições para estruturação das várias formas cristalinas. A maior ou menor pureza do cristal depende da composição química do magma vulcânico que envolve o cristal de diamante em formação e do tempo de exposição do mesmo àquelas condições.
As principais formações cristalinas do carbono são encontradas nos cones vulcânicos - os Kimberlitos, que, com o passar dos milênios, submetidos à erosão e metamosfismos diversos, liberam os cristais de diamante para as áreas circunvizinhas, concentrando-os, por ação da gravidade, nos leitos dos rios e cavidades rochosas.
O grande desafio para os pesquisadores foi a criação em laboratório das condições idênticas da formação dos cristais de diamante na natureza, sem deixar seqüelas, isto é, pistas capazes de denunciar a intervenção do homem.
Após anos de pesquisas conseguimos criar em laboratório essas condições, reproduzindo fielmente as condições do magma vulcânico, no interior do Kimberlito, durante a formação do cristal. Reproduzimos as condições físicas e químicas do interior do vulcão mas, logicamente, o fator tempo de contato (tempo de exposição entre o magma e o diamante) é importantíssimo e não temos condições de suprir esse detalhe, por isso criamos um ambiente químico capaz de acelerar as reações, entrando em ação a cinética química, a aceleração das reações química para compensar o fator tempo.
Aí entram em ação os reagentes químicos especialmente sintetizados para esse fim.
Esses reagentes irão compensar o exíguo tempo de exposição, catalisando e acelerando as reações físicas e químicas, criando condições de limpeza e purificação dos cristais e, muito importante, a perda em peso, quando acontece, é da ordem da terceira casa decimal do quilate. (Praticamente não há).
Entretanto, os resultados do beneficiamento são sempre imprevisíveis, dependem do sistema cristalino, da formação e da origem da pedra, do tipo de pigmento e das inclusões na rede cristalina formadora do cristal.
Nossa experiência tem demonstrado que cada pedra fornece um resultado diferente, como se o diamante tivesse características próprias, pedra a pedra.
Diríamos que não existem dois cristais de diamante capazes de fornecer resultados idênticos.
Cada pedra é uma pedra, uma caixa preta cujo resultado ou rendimento do tratamento é imprevisível. Porém, sempre se observa valor econômico agregado ao diamante após a operação de tratamento, com a vantagem da impossibilidade de detecção em laboratório de qualquer alteração do diamante provocada pelo homem, exatamente por o processo utilizado imitar a ação da natureza, havendo apenas uma diferenciação no fator tempo para purificação do diamante. O diamante industrial da região de Juina, por exemplo, após tratamento, passa à fazenda fina com uma valorização em torno de 1.000% (mil por cento).

Nenhum comentário:

Postar um comentário