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terça-feira, 11 de abril de 2017

O GRANDE ROUBO DAS JÓIAS DA COROA FRANCESA

O GRANDE ROUBO DAS JÓIAS DA COROA FRANCESA

No outono europeu de 1792, Paul Miette, famoso bandido francês ora em liberdade, admira as jóias e os tesouros da França, sem se importar em ser interrogado ou preso. Desde 1791, crêem os responsáveis pela guarda dos valiosos objetos que estes estão completamente seguros no edifício chamado de Garde-meuble, atualmente sede do Ministério da Marinha Francesa, e situado na Place de la Concorde, em Paris. Neste edifício de bela arquitetura estavam coleções de gemas raras, jóias fantásticas, armaduras de reis e príncipes, tapeçarias e móveis, tudo de um valor inestimável e guardado no que era considerado um ‘cofre-forte’. Mas na noite do dia 11 de setembro de 1792, por volta das 23 horas, dois bandos se encontram em frente ao Garde-meuble: um é liderado por Miette e outro, por Depeyron, seu companheiro de roubos. Depois de acertados alguns detalhes de última hora, os dois líderes começam a escalar o edifício até o primeiro andar, seguidos pelos outros ladrões. Retiram com precisão de profissionais os vidros de uma janela e entram. No interior do prédio, quebram vitrines e enchem os bolsos com jóias. Nesta noite, não tocam nas coleções de gemas.
Coroa Francesa com os diamantes Régent e SancyNas noites seguintes, e sem que ninguém notasse os roubos, os ladrões voltaram com a mesma determinação: à luz de velas, arrombam uma cômoda contendo uma grande quantidade de gemas, inclusive os célebres diamantes Sancy, de Guise e Hortense, e 82 rubis orientais raríssimos. Dentre os rubis roubados, estava um com 24 quilates, descrito na ficha do catálogo da coleção como "um grande rubi do oriente, de cor rosa intenso, pesando 22¾ quilates". Alguns dos rubis roubados foram deixados pelos ladrões na pressa em dividir o produto do roubo às margens do rio Sena, sendo então recuperados.
Muitas foram as jóias roubadas por Miette e seu bando. A maioria delas simplesmente sumiu, para jamais ser recuperada pelo governo francês. Porém algumas foram mais tarde encontradas. Dentre estas estavam o belísssimo diamante rosa Hortense e a grande safira de Luís XIV, considerada até o século XIX como a mais bela safira do mundo. Esta safira, de cor e pureza magníficas, provinha do antigo Ceilão (atual Sri-lanka) e chegou à Europa pelas mãos de mercadores venezianos. Monsieur Perret, marchand francês com trânsito na corte de Luís XIV, apresentou–a ao ‘Rei Sol’, que não titubeou em comprá-la imediatamente.

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