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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Mineração dentro e fora da sala de aula

Mineração dentro e fora da sala de aula


Olhares curiosos e muita atenção. A imagem da maior mina a céu aberto do mundo, no Complexo Minerador de Carajás, aguça a imaginação de alunos e professores que participam do projeto Circuito Mineração nas escolas. A iniciativa da Vale em parceria com as secretarias municipais de Educação (Semed) de vários municípios do Estado está proporcionando maior aproximação e conhecimento dos estudantes e docentes da rede pública de ensino sobre a atividade mineral e sua aplicação em objetos que fazem parte do dia a dia das pessoas.
Para a coordenadora de núcleo urbano da Semed de Parauapebas, Aglenes Maués, a experiência está contribuindo para a formação de professores do município. “A nossa percepção sobre a mineração, antes desse contato era outra. A partir do momento que a gente tem essa visualização, essa abordagem, que a gente pode dizer que é prática, o nosso olhar se amplia. A gente sabe da riqueza que o nosso estado oferece e como a mineração também contribui para a própria renda da nossa cidade”.
A opinião é compartilhada pelo professor Antonio Maciel, da escola Esther Bandeira Gomes, em Belém, onde foi realizada uma exposição sobre a atuação da Vale no Pará. “Essas ações são muito importantes para esses adolescentes que nem sempre têm a oportunidade de ter acesso à informações tão ricas. Acho que muitos deles viram aqui, inclusive, uma esperança de futuro”, destacou.
Para a gerente de Saúde, Segurança, Comunicação e Meio Ambiente da Vale, Thais Laguardia, o Circuito Mineração nas escolas vem cumprindo com seu objetivo. “A partir de todo o trabalho que estamos realizando, com as visitas, as capacitações e também as exposições, nós acreditamos que alunos, professores e comunidade nas quais atuamos, conhecerão melhor o que é a mineração e sua importância para a vida em sociedade”.
Kits de geociências ajudam o aprendizado nas escolas de Parauapebas
Um projeto pioneiro da Fundação Vale garantiu um reforço diferenciado para as aulas de Ciências, História e Geografia do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. São os kits de geociências, compostos por uma caixa com amostras de fragmento de rochas minerais identificados, um guia de orientação para o professor e o aluno com sugestões de diversas atividades para serem desenvolvidas nas turmas.
Para a professora de Ciências, Alice Araújo, da Antônio Matos Filho, os kits estão contribuindo para despertar o interesse dos alunos, e inclusive, da família pela mineração. “É muito gratificante ver que não só os nossos alunos estão envolvidos nas atividades em sala de aula com os kits de geociências, mas a família deles também está participando. Nós temos pais que estão vindo para sala de aula, assistir as apresentações. E esse pai, de uma forma indireta, está tendo uma oportunidade que ele não teve enquanto estudante”, destaca.
O projeto Circuito Mineração também ocorre em Marabá, Bom Jesus do Tocantins, Ourilândia, Tucumã e na mina do Salobo com a apresentação sobre a mineração para professores e alunos de escolas da rede pública de ensino.
E você, sabe o que é feito a partir dos minérios? Confira abaixo:
Cobre
Apresenta propriedades de condução de calor e de energia. Maleável, reciclável, resistente à corrosão e a altas temperaturas, o cobre é empregado na geração e na transmissão de energia, em fiações e em praticamente todos equipamentos eletrônicos – como a sua televisão e o seu telefone celular.
Níquel
O minério é essencial na produção de itens que vão das moedinhas do seu bolso ao carro estacionado na sua garagem. O níquel quase nunca é empregado sozinho: a indústria o utiliza na forma de ligas, combinado com outros metais. Outros exemplos estão na  fabricação de  motores a jato e turbinas a gás, além aquecedores, resistências, geradores de energia e componentes de forno.
Ferro
O minério de ferro é encontrado na natureza na forma de rochas, misturado a outros elementos. Por meio de diversos processos industriais com tecnologia de ponta, o minério é beneficiado para, posteriormente, ser vendido para as indústrias​ siderúrgicas. Este minério é encontrado na construção de casas, na fabricação de carros e na produção de eletrodomésticos.
Manganês
O manganês é o quarto metal mais utilizado do mundo e está em ferroligas (é essencial na fabricação de quase todos os tipos de aço); pilhas (o manganês-zinco dá origem às pilhas alcalinas); ração (é empregado em preparo para comida animal) e vidros (o uso na produção de vidraçaria foi identificado desde o Egito Antigo).
Fonte: Vale

Gemstones: onde encontrar e como se classificam as pedras preciosas ?

Gemstones: onde encontrar e como se classificam as pedras preciosas ?

Assim como nós, humanos, os animais e as plantas, as pedras preciosas, ou Gemstones, também são matérias regidas pelas leis da natureza. As ações do vento, temperatura, pressão, águas subterrâneas e movimentações da superfície ajudam a formar as pedras preciosas que tanto admiramos. São necessários milhões de anos para que partes da superfície terrestre formem essa variedade de minerais e de cristais.

Existem três tipos de formação de pedras preciosas:
1. Formação magmática: são as pedras formadas pela consolidação do magma. A lava no interior da Terra sofre pressões tão grandes que se solidificam, moldando-se em cristais valiosos.
Formação das rochas magmáticas
Exemplos: diamante, esmeralda e água-marinha.
Diamante
Esmeralda
Água-marinha bruta
2. Formação sedimentar: são as pedras formadas pela sedimentação de outras rochas. Os minerais dissolvidos pela erosão dessas pedras, com a ajuda do vento e da água, formam camadas que ao evaporarem se cristalizam.
Formação das rochas sedimentares.
Exemplos: arenito, argilito e calcário.
Arenito
Argilito
Calcário
3. Formação metamórfica: são as pedras formadas pela transformação, química e física, de outras rochas. Mudanças bruscas de temperatura, pressão, deslizamentos, são alguns dos fatores que provocam a cristalização desse tipo de rocha.
Formação de rochas metamórficas e seus tipos
Exemplos: quartzo e mármore.
Quartzo
Mármore

Existem também dois tipos de depósito, o primário e o secundário que são assim chamados devido à ordem que as pedras preciosas são encontradas.
1. Depósito Primário: As pedras desse tipo de depósito se encontram no seu local de origem, o que torna a retirada muito mais difícil.
2. Depósito Secundário: Já o depósito secundário é formado por pedras que foram transportadas do seu local de origem. No caso do depósito secundário, a pedra já foi transportada e, devido a isso, as pedras possuem formato mais arredondado. Existem três tipos de depósitos secundários: os depósitos em vias fluviais, os depósitos marinhos e, por último e menos comum, o depósito eólico.

Gemstones

Chama-se de  gema um mineral, rocha ou material petrificado que, quando lapidado ou polido, é colecionável ou usável para adorno pessoal em joalheria.
A distribuição das pedras preciosas pela Terra são muito irregulares. As regiões onde podemos encontrar mais pedras são a África do Sul, o sudeste da Ásia, o Brasil, a Austrália e as zonas montanhosas nos Estados Unidos.
Diamante Hope, um dos mais famosos do mundo
Pulseira de Esmeralda da Bvlgari
Água-marinha após lapidação
Fonte:
Livro “Gemstons of the world”, escritor Walter Schuman

Bovespa sobe 0,5% em movimento de ajuste, mas cautela com política limita ganhos

Bovespa sobe 0,5% em movimento de ajuste, mas cautela com política limita ganhos

quarta-feira, 28 de junho de 2017 17:04 BRT
 


 
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SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em território positivo nesta quarta-feira, recuperando um pouco do fôlego após perder o patamar de 62 mil pontos na véspera, mas com o movimento limitado pela persistente cautela com a cena política e à espera de novidades sobre o rumo das reformas no Congresso Nacional Com base em dados preliminares, o Ibovespa fechou em alta de 0,53 por cento, a 62.001 pontos. O giro financeiro somava 5,35 bilhões de reais. (Por Flavia Bohone)

Bolsas dos EUA sobem impulsionadas por bancos e empresas de tecnologia

Bolsas dos EUA sobem impulsionadas por bancos e empresas de tecnologia

quarta-feira, 28 de junho de 2017 19:07 BRT
 

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Por Lewis Krauskopf (Reuters) - Os índices acionários dos Estados Unidos subiram acentuadamente nesta quarta-feira, com o índice S&P 500 registrando seu maior ganho percentual diário em quase dois meses, à medida que as ações financeiras e tecnológicas lideraram uma ampla recuperação do mercado. O Dow Jones .DJI subiu 0,68 por cento, a 21.454 pontos, enquanto o S&P 500 .SPX ganhou 0,88 por cento, a 2.440 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite .IXIC avançou 1,43 por cento, a 6.234 pontos. O Nasdaq teve sua melhor sessão desde 7 de novembro, o dia anterior às eleições presidenciais nos EUA. O S&P 500 havia sofrido sua maior queda diária em quase seis semanas na terça-feira após Senado dos EUA ter adiado a votação da reforma do sistema de saúde. A legislação do sistema de saúde é o principal cavalo de batalha da agenda de política doméstica de Trump, com investidores ansiosos para que ele prossiga com os outros planos, como cortes de impostos, aumento dos gastos em infraestrutura e desregulamentação. O setor financeiro .SPSY teve o melhor desempenho do S&P, com alta de 1,6 por cento. O índice de tecnologia .SPLRCT avançou 1,3 por cento, se recuperando de seu pior dia em mais de duas semanas. O setor liderou o ganho de 9 por cento no S&P 500 neste ano, mas tem recuado recentemente à medida que alguns investidores questionam se o grupo está muito caro. (Reportagem adicional de Kimberly Chin e Tanya Agrawal)

Cade rejeita compra da Estácio pela Kroton

Cade rejeita compra da Estácio pela Kroton

quarta-feira, 28 de junho de 2017 21:03 BRT
 


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Por Leonardo Goy BRASÍLIA (Reuters) - O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou nesta quarta-feira, por 5 votos a 1, a operação de compra da Estácio pela Kroton, que criaria uma gigante do ensino superior privado no país. O único voto favorável à fusão, mediante aplicação de medidas compensatórias, foi dado pela relatora do caso, a conselheira Cristiane Alkmin, que, por sua vez, rejeitou proposta de acordo apresentado na véspera pelas empresas. Em seu voto, a conselheira defendeu a aprovação da operação mediante restrições propostas por ela que incluem venda alienação da marca Anhanguera, com um conjunto de ativos que totalizam 258 mil alunos, além da alienação dos ativos completos da Uniderp. A Reuters havia publicado mais cedo, citando fonte, que a fusão, que poderia criar uma empresa com mais de 1,5 milhão de alunos de ensino superior no país, seria rejeitada pelo órgão de defesa da concorrência. Na ocasião, a fonte afirmou que a Kroton vai se concentrar em crescimento orgânico em 2017 e 2018, mas seguirá buscando oportunidades de fusões e aquisições em regiões em que ainda não atua, tendo ainda no radar a educação básica. O voto de Cristiane também propôs que a Kroton, maior empresa do setor no país, ficasse 5 anos sem fazer novas compras de ativos e um ano sem fazer publicidade em TV nacional. Os demais conselheiros, incluindo o novo presidente do órgão antitruste, Alexandre Barreto de Souza, porém, votaram pela rejeição da operação. "Não vislumbrei, nem nos remédios apresentados no acordo das empresas e nem na proposta da relatora, algo substancial e satisfatório à resolução dos problemas", disse o conselheiro Gilvandro Araújo. A Kroton travou uma acirrada disputa com outros rivais, incluindo a Ser Educacional, pela aquisição da Estácio em meados do ano passado, mas ganhou a briga com uma proposta de 5,5 bilhões de reais. O acordo tinha sido aprovado por acionistas de ambas empresas e enviado ao Cade para análise em agosto do ano passado.

BNDESPar junta outros minoritários da JBS para AGE contra família Batista, dizem fontes

BNDESPar junta outros minoritários da JBS para AGE contra família Batista, dizem fontes

quarta-feira, 28 de junho de 2017 21:02 BRT
 


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Por Rodrigo Viga Gaier RIO DE JANEIRO (Reuters) - O BNDESPar, braço de participações do BNDES, obteve apoio de outros minoritários na JBS (JBSS3.SA: Cotações), incluindo a Caixa Econômica Federal, para defender o afastamento da família Batista da administração da empresa e pedir indenização por perdas causadas pelos empresários, disseram duas fontes a par do assunto. O BNDESPar, que detém 21,3 por cento na JBS, pediu convocação de assembleia extraordinária de acionistas para tratar dos assuntos, disse na segunda-feira o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro. [nL1N1JN12Z] "Estão todos juntos na tentativa de tirá-los. A governança da JBS tem que melhorar senão a empresa vai piorar cada vez mais", disse uma fonte próxima à discussão. Uma fonte familiarizada com a Caixa confirmou que o banco, que tem cerca de 4,5 por cento das ações da JBS, participará em conjunto com a BNDESPar no esforço para tirar a família da administração da companhia. A assembleia ainda não tem data marcada. Entretanto, segundo uma das fontes, haveria um prazo de 30 dias após o pedido, feito na semana passada. Além do afastamento dos Batista do comando da JBS, os minoritários querem receber indenização dos empresários pelos prejuízos causados por eles à empresa. Cálculos preliminares apontam um pedido de ressarcimento de ao menos de 500 a 600 milhões de reais, fora o dano de imagem e as perdas no mercado de ações. "A indenização que se quer é dentro do que foi declarado na delação premiada", disse uma das fontes. Executivos da empresa, que assinaram acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, admitem ter pago propina. A Associação de Acionistas Minoritários (Aidmin) pediu que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permita acesso a todas as informações dos minoritários da JBS, disse o vice-presidente da entidade, Aurelio Valporto. A associação também estuda mover uma ação na Justiça para tentar revogar as vantagens obtidas pelos empresários no acordo de delação premiada com Justiça. A associação entende que, após o acordo, a empresa cometeu atos ilegais e crimes como manipulação de mercado, insider trading entre outros, disse Valporto. A empresa, no entanto, nega as irregularidades.
 

Como a Muralha da China foi construída?

Edição Felipe van Deursen
© Fornecido por Abril Comunicações S.A.
1. OBRA DEMORADA
A construção demorou muito. Em 211 a.C., o senhor feudal Qin unificou parte do que hoje é a China e se tornou imperador. Na época, as fronteiras do país tinham dezenas de pequenos muros de barro, areia molhada ou madeira, levantados desde o século 7 a.C. Para reforçar a proteção contra as tribos do norte, Qin resolveu unir esses muros
2. DE PEDRA EM PEDRA
A partir de então, a muralha foi ampliada, atingindo o auge no reinado da dinastia Ming (1368-1644). O processo de construção evoluiu: após quebrar pedras com picaretas no pé das montanhas, os trabalhadores (em geral, camponeses da região) as levavam sobre o lombo de cabras até a obra. Ali, colocavam as pedras e os tijolos de barro em bacias de bambu. Para erguerem as peças, usavam cordas e roldanas.
3. ROTA SEGURA
A Rota da Seda, caminho usado por comerciantes do Ocidente e do Oriente, passava pela área coberta pela muralha. Com o tempo, a construção, que tinha função estritamente militar, assimilou alguns serviços da rota, como o uso de correios. Mensageiros percorriam a muralha de ponta a ponta e desciam nos vilarejos próximos a construções de apoio.
  • Já ouviu falar que milhares de cadáveres foram misturados às pedras para reforçar a obra? Isso é lenda
4. CAMINHO SUAVE
Durante o período Ming, a muralha chegou a ser moradia de até 1 milhão de guardas, que caminhavam entre os postos de observação, preservando as fronteiras e observando a possível movimentação de inimigos, especialmente os mongóis. Nessa fase, a muralha já era uma espécie de fortaleza linear
VIDA CHATA
Os guardas faziam rondas de madrugada e, à luz do dia, circulavam entre os postos de observação, enquanto os colegas preparavam alimentos ou faziam a manutenção das armas. A comunicação entre as torres era feita por meio de sinais de fumaça. As fogueiras eram acendidas com palha misturada com fezes de soldados e animais de carga
ATRAÇÃO TURÍSTICA
A muralha perdeu utilidade militar quando a China expandiu suas fronteiras. No século 19, ela começou a atrair turistas. Partes da obra que ficam em regiões distantes estão desgastadas e em decadência. Além do tempo, a culpa também é do ex-ditador Mao Tsé-tung, que nos anos 1960 e 1970 retirou pedaços inteiros do muro para construir casas
  •  Outra lenda: aquele papo de que dá para ver a Muralhada Lua
  • Fonte: MSN Brasil

IPO de operações do Carrefour no Brasil pode movimentar até R$5,6 bi

IPO de operações do Carrefour no Brasil pode movimentar até R$5,6 bi

quarta-feira, 28 de junho de 2017 18:34 BRT
 


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PARIS (Reuters) - O Carrefour informou nesta quarta-feira que definiu a faixa de preço indicativo para a oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês) para a sua unidade brasileira, por meio do Atacadão, que pode movimentar de 4,5 bilhões a 5,6 bilhões de reais. A faixa de preço, fixada entre 15 e 19 reais por ação ordinária, avalia o "o patrimônio do Carrefour Brasil na época do IPO, após o aumento de capital, de 29,7 bilhões a 37,6 bilhões de reais", disse a varejista francesa. O IPO será composto de uma oferta primária de 205.882.353 ações, como parte de um aumento de capital que representa 10,4 por cento do capital social após a conclusão da oferta básica, e uma oferta secundária de 91.261.489 ações vendidas pelo Carrefour e pela Península, da família Diniz, terceira maior acionista do grupo francês. "Como parte da oferta secundária, Carrefour e Península podem oferecer respectivamente 34.461.489 e 56.800.000 ações, representando 1,7 por cento e 2,9 por cento do capital após a conclusão do oferta básica", acrescentou o Carrefour. "Sujeito às condições de mercado, a fixação do preço das ações do Grupo Carrefour Brasil deve acontecer em 18 de julho e a listagem das ações na bolsa paulista deve, portanto, começar em 20 de julho de 2017." (Por Benoit Van Overstraeten)
 

Economia brasileira crescerá menos neste ano, diz Meirelles

Economia brasileira crescerá menos neste ano, diz Meirelles

quarta-feira, 28 de junho de 2017
 


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SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira que a economia brasileira crescerá menos do que o esperado neste ano e repetiu que, se necessário, haverá aumentos de impostos. Meirelles disse a jornalistas, após participar de evento em São Paulo, que o Produto Interno Bruto (PIB) do país terá expansão de um pouco menos de 0,5 por cento neste ano e que a projeção oficial será divulgada nas próximas semanas. "A previsão para o PIB (deste ano) é um pouco menor do que 0,5 (por cento), mas certamente será positivo", afirmou ele. O Brasil passou os últimos dois anos mergulhado em recessão e, agora, dá sinais de recuperação, porém ainda não consistentes, em meio à intensa crise política que afetou o governo do presidente Michel Temer e alimentou temores de que o andamento das reformas trabalhistas e da Previdência no Congresso Nacional será afetado. Meirelles disse ainda que a economia vai crescer cerca de 2 por cento no quarto trimestre deste ano quando comparado com igual período de 2016, abaixo da estimativa anterior de 2,7 por cento. "Será (um crescimento) acima de 2 por cento ainda", afirmou ele. Na pesquisa Focus do Banco Central, que ouve uma centena de economistas todas as semanas, as estimativas são de crescimento do PIB de 0,39 e 2,10 por cento neste ano e em 2018, respectivamente. Diante desse cenário de menor expansão da atividade, que afeta a arrecadação e consequentemente as contas públicas do país, o ministro repetiu que, se for necessário, haverá aumento de impostos. Um que está na mesa para análise é a Cide sobre combustíveis, que não precisaria do aval do Congresso para elevar a alíquota. Meirelles afirmou novamente que a trajetória da inflação e da taxa de juros é de queda e, assim, o Banco Central está no "caminho certo". Antes do evento, Meirelles esteve reunido com economistas, que apontaram a fraqueza da atividade econômica e adotaram discurso mais pessimista do que o do governo, segundo dois participantes do encontro ouvidos pela Reuters. "A discussão entre os economistas foi de piora da atividade depois do evento da JBS e que, se a economia vai crescer menos, como será possível cumprir a meta fiscal", afirmou um dos economistas, referindo-se às delações de executivos do grupo J&F contra Temer e que levou a Procuradoria Geral da República a denunciar o presidente por crime de corrupção passiva. Apesar do cenário adverso, Meirelles se mostrou comprometido em cumprir a meta fiscal deste ano, que prevê déficit primário de 139 bilhões de reais, segundo as fontes ouvidas. (Reportagem de Thais Freitas e Luiz Guilherme Gerbelli)

Temer cancela participação em cúpula do G20

Temer cancela participação em cúpula do G20

quarta-feira, 28 de junho de 2017 20:40 BRT
 


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Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito BRASÍLIA (Reuters) - Em meio à crise política causada pela denúncia oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente Michel Temer desistiu de comparecer à cúpula do G20 na próxima semana, informou o Palácio do Planalto. Parte da equipe de governo defendia a viagem, sob a argumentação de que a presença de Temer seria importante para não passar a ideia de que o país estava sem liderança. A agenda interna, no entanto, falou mais alto. De acordo com uma fonte, havia o temor de que a ausência de Temer no Brasil no momento em que o governo tenta votar a reforma trabalhista --possivelmente o último projeto importante que o governo que conseguirá aprovar nos próximos meses-- poderia causar mais problemas para a articulação política e pôr em risco a votação. Além disso, nas próximas semanas o governo terá que se organizar para tentar derrubar a denúncia contra Temer na Câmara dos Deputados. Apesar de precisar garantir apenas que os favoráveis à denúncia não somem 342 dos 513 deputados, o Planalto teme a defecção nas bases. Temer chegou a discutir a viabilidade da viagem com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, nesta quarta-feira, mas tomou a decisão no início da noite. O presidente teria uma extensa agenda de viagens internacionais nos próximos meses. Uma segunda viagem, esta à Colômbia, no dia 11 de julho, já havia sido cancelada. A participação na cúpula do Mercosul, no final de julho, na Argentina, ainda está prevista. Uma fonte palaciana disse à Reuters que Temer pode cancelar até mesmo a participação na reunião do bloco.
 

A Província Pegmatítica da Borborema (PPB) é mundialmente conhecida

A Província Pegmatítica da Borborema (PPB) é mundialmente conhecida desde a II Guerra Mundial por seus pegmatitos mineralizados principalmente em Ta-Nb, Be, Sn, Li e mineraisgemas (elbaíta, água marinha, morganita, espessartita, etc.). Esses pegmatitos graníticos, de idade Brasiliana (Neoproterozóico), estão encaixados principalmente em biotita-xistos da Formação Seridó e em quartzitos e metaconglomerados da Formação Equador. A geologia, estrutura interna e mineralogia destes pegmatitos graníticos vêm sendo estudadas há mais de meio século, mas novas espécies minerais continuam a ser descritas, até os dias atuais. Os primeiros estudos de litogeoquímica, química mineral e de inclusões fluidas, foram publicados durante a última década e são ainda muito escassos. Desenvolveram-se estudos de inclusões fluidas, litogeoquímica e química mineral em micas, feldspatos, turmalina, granada, gahnita e nióbio-tantalatos. Os pegmatitos Boqueirão, Capoeira 1, 2 e 3, e Quintos, situados no município de Parelhas, Estado do Rio Grande do Norte foram selecionados para este estudo devido a sua perfeita zonação, no primeiro caso e por causa de trabalhos mineiros ativos nos outros casos, possibilitando a obtenção sistemática de amostras frescas e bem localizadas. São pegmatitos heterogêneos típicos, encaixados discordantemente em quartzitos e metaconglomerados da Formação Equador, mineralizados em elementos raros, conhecidos classicamente pela produção de tantalatos, berilo e espodumênio. Os pegmatitos Capoeira e Quintos foram reativados recentemente para a extração da elbaíta mundialmente conhecida como turmalina Paraíba , de cor azul turquesa e brilho excepcional. São registrados rosetas de elbaíta crescendo a partir de uma massa de albita em direção a bolsões de quartzo da parte central dos pegmatito Quintos e Capoeira 2. Estas feicões sugerem uma origem primária para os agregados elbaíta-albita em vez de formarem corpos de substituição, como se supunha. A ocorrência de nióbiotantalatos exóticos na zona II do pegmatito Quintos, sugere um alto grau de fracionamento. A ocorrência de apófises de quartzo-albita-turmalina, conectado por meio de veios albíticos à zona de albita do pegmatito Capoeira 2, indica a possibilidade de que os pegmatitos Capoeira 2 e 3, pequenos e mais fracionados, tenham se formado a partir de apófises do pegmatito Capoeira 1, maior e menos fracionado. Análises de microssonda eletrônica em turmalinas negras da zona de borda dos pegmatitos Quintos e Capoeira revelaram tratar-se de dravitas e não schorlitas como se supunha, baseados em razões Fe/(Fe+Mg) variando entre 0,30 a 0,48. As elbaítas gemológicas dos pegmatitos Quintos e Capoeira se distinguem de elbaítas usuais pelos altos teores de CuO, atingindo 1,73% em peso, excesso de Al na posição estrutural Y e grande vacância (até 0,49apfu) na posição X, confirmando dados de outros autores. Estes dados indicam que elas se cristalizaram em temperaturas mais baixas que as elbaítas do pegmatito Boqueirão. As granadas têm de 56% a 88 mol% de espessartita, onde os maiores teores de Mn foram encontrados nas granadas do pegmatito Quintos. Não se observam variações químicas consideráveis ao longo de perfis borda-núcleo em um mesmo cristal de granada. Altas relações Zn/Fe (13,27 a 14,2) e 83,3 a 92,1mol% de gahnita em espinélio verde dos pegmatitos Capoeira 2 e Quintos corroboram com alto grau de fracionamento destes pegmatitos. Análises de elementos maiores e traços em muscovitas, por fluorescência de raios-X e por ICP-MS revelam conteúdos de Rb de até 10200 ppm e relações K/Rb variando entre 8 e 69. A interpretação de relações gráficas K/Rb versus Rb, K/Rb versus Ba, K/Rb versus Zn, K/Rb versus Ga e Al/Ga versus Ga, permitem classificar, ainda preliminarmente, esses pegmatitos como tipo complexo , subtipo lepidolita . A química mineral de granada e turmalina são coerentes com esta classificação. O pegmatito Quintos, de acordo com estes dados, é o que alcançou o maior grau de fracionamento, seguido por Capoeira 2 e 3, sendo Capoeira 1 e Boqueirão, os menos fracionados. Dois principais grupos de inclusões fluidas (IF), respectivamente aquosas e aquocarbônicas, podem ser observadas. As IF aquocarbônicas de baixa salinidade (2-4% NaCleq., em peso) e 40 a 50 vol. %CO2 líquido, são formadas já durante a cristalização da zona de contato dos pegmatitos, coexistindo com o magma pegmatítico até o final da cristalização da zona de blocos de feldspato (III). A fase carbônica dessas IF é dominantemente CO2, com 0,3 a 1,2mol% de N2 e outros voláteis abaixo dos limites de detecção da microespectrometria Raman. As IF aquosas, com moderada salinidade (10 a 25% NaCleq., em peso), se individualizaram durante a formação dos núcleos de quartzo e corpos de substituição, seguidas por inclusões aquosas de baixa salinidade em estágio tardio da formação do quartzo. Dados microtermométricos de inclusões fluidas, em combinação com dados petrológicos experimentais existentes sobre as condições de estabilidade de espodumênio e euclásio, permitem estimar as condições de cristalização dos pegmatitos entre 580-400ºC e 3,8kbar, em condições isobáricas. A saturação precoce em H2O e CO2 seguida por saturação em água contrasta com observações em muitas outras províncias pegmatíticas no mundo, onde dados de IF estão disponíveis. A saturação precoce em voláteis está também em desacordo com resultados experimentais de saturação em água, com vidro macusani simulando a cristalização de pegmatitos, mas outros exemplos de saturação precoce são conhecidos na literatura. Observações de campo, dados de química mineral e de inclusões fluidas indicam diferenças nos graus de fracionamento entre os pegmatitos estudados. Os pegmatitos Capoeira 2 e Quintos, portadores das elbaítas do tipo turmalina Paraíba , são os mais evoluídos. Os dados de química mineral sugerem um alto grau de fracionamento dos pegmatitos estudados em comparação com dados de outros pegmatitos da Província. Finalmente, as diferenças no grau de fracionamento e observações de campo sugerem a possibilidade de diferentes estágios de formação de pegmatitos na Província.

Parque Zoobotânico Vale recebe certificação do site Trip Advisor

Parque Zoobotânico Vale recebe certificação do site Trip Advisor


Tudo indica que o Parque Zoobotânico Vale PZV) em Carajás, no Pará, vai ficar ainda mais famoso. Isso porque o local recebeu o Certificado de Excelência do site Trip Advisor, que reúne informações e opiniões de turistas sobre locais e estabelecimentos abertos ao público. O reconhecimento é fruto das frequentes avaliações positivas feitas por visitantes. A página é uma importante ferramenta para viajantes que buscam sugestões, análises e até fotos de passeios.
O Parque Zoobotânico Vale recentemente ganhou novos moradores: exemplares do uiraçu-falso; um grupo de macacos-aranha-cara-vermelha e uma fêmea de macaco-cuxiú, que o público já pode conhecer. Também chegaram ao parque, e aguardam a construção de um local para serem apresentadas aos visitantes, aves como o papagaio-de-várzea; arara-canindé; arara-vermelha; arara-piranga; anacã; maracanã-pequena; ararajuba e maracanã-verdadeira. O PZV fica na Floresta Nacional de Carajás e recebeu, em 2016, um total de 128.705 visitantes.
Fonte: Vale

   

Novo Garimpo ilegal de ouro no Pará

Do alto, é difícil acreditar que um garimpo tão grande atue na ilegalidade: no meio da floresta densa, abre-se uma chaga de centenas de metros de terra exposta e água empoçada, em plena terra indígena mundurucu.
Na última terça-feira  seguindo denúncia das principais lideranças mundurucus, o megagarimpo foi alvo de uma operação do GEF (Grupo Especializado de Fiscalização), a unidade de elite do Ibama. A Folha acompanhou a ação.
Após viagem de 200 km desde a cidade Novo Progresso (PA), os três helicópteros da missão aterrissaram ao lado do igarapé Água Branca, que, sem a proteção da floresta, se transformou num jorro barrento cruzando a terra estéril.
Seis agentes portando armas longas foram escalados para a ação, em região considerada de alto risco. No ano passado, um PM que dava apoio ao Ibama foi morto por um garimpeiro. Em 2012, a PF matou um mundurucu durante a tomada de um garimpo ilegal.
O objetivo era destruir o maquinário, autuar infratores e levantar informações sobre os donos do garimpo, mas um incidente com um mundurucu fez com que a missão fosse interrompida após meia hora no solo.
Ao ver uma escavadeira, avaliada em cerca de R$ 500 mil, sendo incendiada, um índio avançou sobre um dos agentes, que usou spray de pimenta para pará-lo. Após desconfiarem que a situação sairia do controle, foi dada a ordem de retirada.
Os agentes estavam em ampla desvantagem numérica. No garimpo, há uma currutela (vila) de pelo menos 50 barracos –o local, que ocupa cerca de 400 hectares, segundo imagens de satélite, e dispõe até de pista de avião e de internet sem fio.
Apesar do pouco tempo no chão, o Ibama conseguiu apreender atas de reunião, informes e recibos de pagamento em ouro dos garimpeiros para a Associação Pusuru, de mundurucus da região.
No documentos obtidos, aparecem carimbos com CNPJ e assinatura dos coordenadores da organização, com sede em Jacareacanga (a 1.190 km a sudoeste de Belém, em linha reta).
Ao Ibama, o garimpeiro José Barroso de Lima, 60, dono de uma escavadeira, explicou que está no local há dois anos, após acordo com lideranças locais mundurucus pelo qual entrega 10% do ouro produzido –2% para a associação e 8% para uma das aldeias próximas.
DIVISÕES INTERNAS
A corrida do ouro tem criado tensão entre os mundurucus, etnia de 12 mil pessoas conhecida por protestos ousados, como a tomada por uma semana do canteiro de obras da usina Belo Monte, em 2013.
Principal liderança da etnia, o cacique geral, Arnaldo Kabá, protocolou ou apoiou denúncias de atividade garimpeira em terra indígena à Funai, ao Ministério Público e ao Ibama.
No ano passado, ele foi ao local pessoalmente, mas a reunião não teve resultado: "Fiquei triste porque o meu povo está com ideia tão diferente. Cacique pega ouro, mas não sei se está fazendo alguma coisa pela comunidade", disse à Folha, por telefone.
"A população está sofrendo muito com os garimpeiros brancos. A água está muito suja, muita tristeza, traz mercúrio, malária, diarreia", completou.
Embora em minoria, o envolvimento dos mundurucus é significativo. Apenas no garimpo Água Branca, 22 aldeias recebem pagamento em ouro, de um total de 123.
O número de aldeias participantes foi dado por Waldelirio Manhuary, uma das principais lideranças da associação Pusuru. Ele afirma que a cobrança do percentual é um direito pelo dano e afirmou que as lideranças contrárias ao garimpo não são representativas.
Por telefone, Manhuary afirmou que há no local dez escavadeiras e 19 máquinas para garimpo, usadas para lavagem do solo. Dessas, duas escavadeiras e oito máquinas pertencem aos mundurucus.
"Não somos bandidos. Ladrões são os de colarinho branco, os congressistas", afirmou.
Responsável pela fiscalização do sudoeste do Pará, a gerente executiva do Ibama em Santarém, Maria Luiza de Souza, afirma que, ao poluir os rios, o garimpo traz mortalidade de peixes e doenças para as comunidades indígenas, que em troca recebem um percentual muito pequeno da riqueza produzida.
"Não há aumento na qualidade de vida da aldeia, é um dinheiro que beneficia apenas o garimpeiro. O índio não fica com nada."
BALSA DESTRUÍDA
Em ação cinematográfica, agentes do GEF (Grupo Especializado de Fiscalização do Ibama) incendiaram uma grande balsa de garimpo dentro de área protegida, no sudoeste do Pará. A destruição foi criticada pela Câmara de Vereadores de Itaituba (1.300 a oeste de Belém), cidade que vive da exploração do ouro.
A balsa foi localizada no último dia 3 de junho durante fiscalização feita por três helicópteros do Ibama em trecho do rio Jamanxim que marca a divisa entre a Terra Indígena Sawré Muybu e Floresta Nacional Itaituba 2, ambas vetadas à mineração.
Por falta de local de pouso, três agentes do GEF, unidade de elite do Ibama, pularam do helicóptero para o rio, de forte correnteza, em trecho próximo à balsa. Outros três desceram em uma ilha de pedra e usaram um pequeno barco sem motor parado ali para atravessar o Jamanxim.
A reportagem da Folha, que acompanhou a operação, não foi autorizada a desembarcar por falta de segurança.
Antes de a balsa ser destruída, foram apreendidos um revólver e um caderno de contabilidade que demonstraria extração de ouro até a véspera da operação. As quatro pessoas na embarcação, todas empregadas do proprietário, foram liberadas. Não havia indígenas.
Chamada de escariante, essa balsa é considerada a mais nociva ao meio ambiente entre as encontradas no garimpo. Por meio de uma coroa rotativa apelidada de abacaxi, sua draga tem capacidade de perfurar o leito do rio em busca de ouro.
A embarcação pertencia a Luis Rodrigues da Silva, 64, o Luis Barbudo, presidente do Movimento em Defesa da Legalização da Garimpagem Regional.
Por telefone, ele afirma ter sofrido prejuízo de R$ 1,5 milhão e negou que estivesse garimpando no local.
"Não me deram oportunidade pra conversar, notificação, nada. A balsa estava parada no local havia 15 dias porque o motor quebrou. Como não consegui arrumar o rebocador nesse prazo, o Ibama passou e tocou fogo."
Na terça-feira (6), o garimpeiro recebeu o apoio de vereadores da cidade durante sessão na Câmara, que se comprometeu em aprovar uma moção de repúdio ao Ibama.
Segundo a chefe da fiscalização do órgão ambiental para o sudoeste do Pará, Maria Luiza de Souza, toda a região depende economicamente do crime ambiental, principalmente garimpo, exploração madeireira e a pecuária em cima do desmatamento, atividades em que é comum o envolvimento de políticos locais e grandes empresários.
"Da maneira que eu vejo, a exploração da Amazônia é insustentável. É aquela coisa do extrativismo: vamos tirar, acabar tudo e depois a gente vê o que dá."
Os jornalistas FABIANO MAISONNAVE e AVENER PRADO viajaram para a terra indígena mundurucu a convite do Ibama
Fonte: Folha de São Paulo

No Ceará, alunos de design usam pedra da região do Cariri para produzir joias

No Ceará, alunos de design usam pedra da região do Cariri para produzir joias


Uma rocha de calcário sedimentar laminado muito usada na construção civil, encontrada em grande quantidade na região do Cariri, no sul do Ceará – a pedra cariri – chamou a atenção de professores e estudantes do curso de Design de Produto da Universidade Federal do Cariri (UFCA) e o grupo passou a confeccionar bijuterias e joias com o material
O resultado se traduziu em brincos, anéis e pingentes, feitos manualmente com a pedra, em conjunto com prata, latão e outras pedrarias. As peças foram expostas neste mês na mostra Fortaleza Brazil Stone Fair, na capital cearense, que reúne produtores de rochas ornamentais do país, e fizeram sucesso. Os estudantes que participam do projeto conseguiram fazer negócios com a inovação e também receberam amostras de outros minerais, como mármore e granito, para trabalharnovas ideias. Uma das características da rocha de calcário são os estratos horizontalizados que formam desenhos de linhas. Além disso, ela se apresenta em diferentes tons, que vão desde o ocre até o cinza.
As joias desenvolvidas pelo grupo de estudantes utilizam os rejeitos da pedra cariri, oriundos do processo de mineração nas jazidas e que normalmente são descartados na natureza, podendo gerar impactos como o assoreamento de riachos e a elevação do PH das águas.
“Para os estudantes que estão começando a empreender, esse é um material barato que pode ser beneficiado e vendido por um valor superior. Dependendo do perfil usado, a pedra apresenta umas linhas, que é da forma como ela foi sedimentada. É possível explorar a face da pedra que se deseja usar, pode-se brincar com isso”, disse a professora Ana Videla, coordenadora do curso de Design de Produto e do Laboratório de Joias da UFCA.
A estudante Dayane Araújo, do 8º semestre do curso, abordou essas características no conceito das joias que desenvolveu, que revelam geometrismos. Ela explorou as faces da pedra que mostram o processo de sedimentação, ocorrido no período Cretáceo, há 120 milhões de anos. Já Márcia Ferreira, do 5º semestre, representou animais e insetos fossilizados. O nome Pedra Cariri também se refere a um dos sítios do Geopark Araripe, que reúne áreas de preservação geológica e paleontológica no sul do Ceará.
Mineral
Por ser um mineral considerado mole (de média dureza, entre 4 e 5 na escala Mohs), a pedra cariri é de fácil moldagem e lapidação. No entanto, a característica também significa pouca resistência a impactos. Por causa disso, algumas peças receberam detalhes protetores em metais e os integrantes do laboratório estudam técnicas e substâncias para torná-la mais resistente após a lapidação.
“Uma das alternativas é utilizar resina. A pedra suga o material e fica mais resistente. Estamos analisando isso pelo viés da viabilidade financeira, mas creio que  não torne as peças caras, até porque a pedra em si não é cara. A formação do preço seria mais em virtude dos metais e das horas trabalhadas”, diz Dayane.
De acordo com Márcia, o laboratório envolve atividades que vão desde a conceituação e conhecimento das técnicas de fabricação até a ourivesaria, que mantém relação com um trabalho, onde cada peça é única. Por esse fator, o trabalho com Pedra Cariri não tem como fim a produção de joias em grande escala, mas sim estimular a atuação artesanal.
“Temos tem o interesse fortíssimo de comercializar, mas em escala artesanal, e não industrial. São peças feitas uma a uma, não saem todas iguais, têm identidade própria.” O grupo do laboratório de joias recebeu convite para expor suas peças em uma feira Verona, na Itália, e aguarda confirmação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará (Secitece).
Fonte: IstoÉDinheiro

Apesar de criticar desmatamento, Noruega é dona de mineradora denunciada por contaminação na Amazônia

Apesar de criticar desmatamento, Noruega é dona de mineradora denunciada por contaminação na Amazônia


O governo da Noruega, responsável por duras críticas a políticas ambientais do Brasil na última semana, é o principal acionista da mineradora Hydro, alvo de denúncias do Ministério Público Federal (MPF) do Pará e de quase 2 mil processos judiciais por contaminação de rios e comunidades de Barcarena (PA), município localizado em uma das regiões mais poluídas da floresta amazônica.
Além de enfrentar ações na Justiça, a empresa até hoje não pagou multas estipuladas pelo Ibama em R$ 17 milhões, após um transbordamento de lama tóxica em rios por uma de suas subsidiárias na região amazônica, em 2009. Segundo o Ibama, o vazamento colocou a população local em risco e gerou “mortandade de peixes e destruição significativa da biodiversidade”.
Dono de 34,3% das ações da megaprodutora mundial de alumínio, o governo da Noruega ganhou manchetes em todo o mundo na última semana, após criticar publicamente o aumento do desmatamento na Amazônia. Despertando constrangimento na primeira visita oficial do presidente Michel Temer à Noruega, o país anunciou um corte estimado em R$ 200 milhões nos recursos que repassa ao Fundo Amazônia, destinado à preservação ambiental.Mas testes realizados pelo Laboratório de Química Analítica e Ambiental da Universidade Federal do Pará (UFPA) indicaram que um em cada cinco moradores da região onde estão as empresas norueguesas está contaminado por chumbo, com uma concentração do elemento químico no corpo sete vezes maior do que a média mundial.
Entre os efeitos tóxicos do chumbo no organismo estão doenças nos sistemas nervoso e respiratório, problemas no coração e efeitos “extremamente preocupantes” no desenvolvimento cognitivo de crianças, segundo o MPF.”Como acionista em várias empresas, o Estado norueguês tem expectativas claras em relação à responsabilidade social corporativa das empresas, incluindo questões ambientais”, afirmou o Ministério do Comércio, Indústria e Pesca do país à reportagem. A assessoria do ministério não comentou diretamente as multas do Ibama – que alega que a empresa “dificultou a ação do poder público” no exercício de fiscalização de infrações ambientais na área da empresa.
O governo da Noruega disse que a responsabilidade social é “parte central do diálogo entre o ministério e a empresa” e afirmou que foi informado, assim como os demais acionistas, das consequências do derramamento de 2009 pelos relatórios anuais da Hydro. Procurada, a empresa negou responsabilidade sobre os índices de contaminação registrados na cidade, disse que investe em soluções sustentáveis e no diálogo com comunidades e informou que o vazamento de rejeitos químicos de 2009 foi fruto de chuvas intensas.
A embaixada na Noruega em Brasília não quis comentar o caso.

Contaminação

Graças a uma rede de abastecimento de água que atende a apenas 40% da população local, os rios e poços artesianos são a principal fonte de água na região da pequena Barcarena – que viu sua população crescer em ritmo três vezes mais rápido que o do resto do país nos últimos 40 anos graças aos empregos gerados pelas mineradoras.
Formado por dezenas de ilhas e igarapés que deságuam em rios como o Icaraú, Tauaporanga e Barcarena, o município experimenta crescimento desordenado desde que se tornou um importante exportador de commodities minerais (bauxita, alumínio e caulim), vegetais (soja) e animais (gado vivo). À BBC Brasil, a Hydro questionou as pesquisas utilizadas pela Procuradoria da República, afirmando que os derramamentos da subsidiária Alunorte não representam “ameaças significativas nem para a vida humana nem aquática”.
A empresa também não comentou as multas aplicadas pelo Ibama, mas disse que busca diálogo transparente com todos os envolvidos no processo da mineração, que possui rigorosos sistemas de monitoramento de água, solo e ar e que “garantir uma conduta responsável com a sociedade é altamente importante em todas as fases das operações”.
Por meio da Hydro, o governo norueguês é acionista majoritário de duas grandes mineradoras na região: Albrás, que produz alumínio a partir da alumina (óxido de alumínio), e Alunorte, que realiza o processo de obtenção da alumina a partir da bauxita – ambas compradas da Vale, que ainda é acionista minoritária.
Desde o ano passado, o Ministério Público Federal exige que as duas mineradoras, ao lado de quatro outras empresas do polo industrial de Barcarena, forneçam “em caráter emergencial” dois litros diários de água potável por morador e “indenizem os danos ambientais e à população afetada pela contaminação”.
A procuradoria afirma que emissões destas empresas, em conjunto com as demais empresas da região, seriam responsáveis pela contaminação da área. ”O histórico de acidentes ambientais em Barcarena é impressionante, uma média de um por ano”, disse à BBC Brasil o procurador da República Bruno Valente, que assina a ação civil pública movida em 2016. ”O transbordamento de lama da bacia de rejeitos da Hydro afetou uma série de comunidades em 2009 e até hoje nunca houve uma compensação ou pagamento de multa”, afirmou.

Chuvas

A Hydro se exime de qualquer responsabilidade e diz que a tragédia foi fruto de um “período de chuvas intensas em abril de 2009″. A empresa norueguesa diz que tomou medidas de prevenção e correção após o episódio, incluindo reforços “da capacidade do sistema de drenagem”, nas “instalações de tratamento de água” e nos “planos de emergência” em casos de acidente.
Mas a coordenadora do laboratório federal que constatou índices de contaminação por chumbo em moradores da região, Simone Pereira, contesta os argumentos. ”Técnicos mostraram que a barragem já estava cheia e transbordaria de qualquer forma, não se pode atribuir a um fenômeno natural uma falha que é humana”, afirmou a coordenadora do Laboratório de Química Analítica e Ambiental da UFPA, criticando o que qualifica como omissão do governo norueguês em relação aos impactos de suas mineradoras na Amazônia.
“Se a Noruega está preocupada com o meio ambiente, não deveria só se preocupar com as árvores e o desmatamento, mas também com os rios, o solo, o ar e a população”, completou. À reportagem, a Hydro informou que “não conhece detalhes dos resultados apresentados pelo laboratório da UFPA e que “não há conexão” entre as atividades da empresa e “um suposto aumento nos níveis de chumbo encontrados na área”.

‘Hipócrita’

Para o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), que tem forte eleitorado na região, a contaminação dos rios locais é “toda fruto de vulnerabilidades no sistema de proteção das mineradoras”. ”A mão que afaga é a mesma que apedreja”, afirmou o deputado à BBC Brasil, citando os investimentos noruegueses contra o desmatamento. “Me parece hipócrita. Eles fazem na Amazônia o não fazem na Noruega, porque lá o controle é maior.”
Em 2012, segundo dados oficiais da Hydro, mais de 5.300 processos judiciais ligados a crimes socioambientais tramitavam em primeira instância contra a mineradora – a maior parte fruto do transbordamento registrado em 2009, ainda sem conclusão definitiva. Após a multinacional ganhar em 3.593 casos em primeira instância e 599 em segunda instância, aproximadamente 2 mil casos ainda aguardam decisão judicial. ”As decisões do tribunal após a primeira instância se baseiam no fato de que não há provas de que os autores sofram ou tenham sofrido os supostos danos relacionados ao derramamento de água contaminada com resíduos de bauxita”, diz a Hydro.
Segundo o MPF, entretanto, o episódio de 2009 pode ser considerado “o acidente ambiental mais grave da história do Distrito Industrial de Barcarena”. Para o Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, que reúne 110 organizações, sindicatos e movimentos sociais, o caso da Hydro é “um alerta para a sociedade brasileira que é preciso discutir o modelo mineral brasileiro”.
“Não é possível que o presidente e o ministro de Minas e Energia saiam pelo mundo oferecendo novas minas ao capital estrangeiro, sem olhar o rastro de destruição social e ambiental que empresas norueguesas, canadenses e tantas transnacionais deixam no nosso país”, afirmou o comitê. Já a assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Alessandra Cardoso, ressaltou que moradores desapropriados pela empresa ainda aguardam indenizações garantidas por lei.
“Algumas comunidades abriram mão de continuar em seus locais de origem porque os igarapés foram contaminados, mas as empresas não cumprem seus compromissos, enquanto fazem uma enorme propaganda de que são responsáveis e sustentáveis”, disse. Segundo o Inesc, a empresa recebeu isenções fiscais de R$ 7 bilhões do governo brasileiro.
Fonte: BBC

Qual a importância das ferrovias para o desenvolvimento socioeconômico de um país?

Qual a importância das ferrovias para o desenvolvimento socioeconômico de um país?


A qualidade da vida urbana está associada à qualidade da mobilidade. E as ferrovias desempenham função primordial nesse contexto, pois trazem muitos benefícios para as comunidades por onde passam e para o país como um todo. Diante dessa importância das ferrovias, elaboramos uma série sobre o tema, dividida em duas partes. A primeira aborda a história das ferrovias no Brasil e os benefícios do uso desse meio de transporte. Já a segunda, que será publicada no dia 30 de junho, explica o papel desempenhado pelos trens da Vale nesse cenário.
A história da ferrovia nacional remete ao início do século, quando os trens eram de extrema importância para o escoamento das mercadorias. Devido à grave crise ferroviária, o governo decidiu privatizar o setor. Desde o início das concessões, nos anos 1990, o transporte ferroviário praticamente dobrou, segundo a Associação Nacional dos Transportes Ferroviários. A partir da medida, foram investidos mais de 50 bilhões de reais na criação de novas ferrovias, expansão de trechos e melhorias.

Criação de empregos

Em todo o Brasil, 80 mil pessoas trabalham em ferrovias. E tem muita gente com intenção de trabalhar no setor. Não é à toa que, quando são abertas vagas para condutor de máquina, o número de candidatos pode chegar a 6 mil em algumas localidades.
Patrimônio histórico
A ferrovia está geralmente associada a um determinado ciclo econômico. Com isso, ela se torna parte da história local e também das lembranças de moradores. Por isso, não é incomum objetos de vagões e histórias das ferrovias fazerem parte de exposições de museus de cidades, principalmente no interior. Em algumas delas, a ferrovia se tornou, inclusive, um patrimônio histórico.

Competitividade

As ferrovias transportam cargas que em sua maioria são matéria-prima para aparatos básicos da sobrevivência humana. Por isso, elas têm forte participação tanto na economia nacional quanto mundial, consequentemente tornando o mercado brasileiro mais competitivo.
Baixo custo
O transporte ferroviário tem baixo custo de frete e de manutenção, inexistência de pedágios, menor índice de roubos e acidentes, além de transportar grandes quantidades a longas distâncias. Quer mais?

Sustentabilidade

As ferrovias têm pouco gasto de energia e poluem menos o meio ambiente. Alguns trens da Vale, por exemplo, já utilizam biodiesel, combustível com menor impacto ambiental. Além disso, as ferrovias não correm risco de congestionamentos, que podem causar perdas de 156 bilhões de reais ao ano no país, segundo dados da Faculdade de economia da USP.E falando em sustentabilidade.
A Vale e a GE Transportation desenvolveram um sistema, inédito no Brasil, que permite conduzir automaticamente os trens da empresa por meio de um computador de bordo.O sistema, tecnicamente conhecido como Trip Optimizer, é mais um recurso à disposição do maquinista, como ocorre com o piloto automático de um avião. A tecnologia garante menor impacto ambiental, pois reduz o consumo de combustível em até 2,45%, proporciona uma economia de R$ 35 milhões por ano na compra de diesel para a ferrovia e redução de 22,7 mil toneladas de CO2 por ano.
Fonte: Vale

   

China relaxa mais restrições a investimento estrangeiro

China relaxa mais restrições a investimento estrangeiro


China reduziu em cerca de um terço nesta quarta-feira uma série de itens de restrição para o investimento estrangeiro, permitindo maior acesso a seus setores de serviços, indústria e mineração. Em novas orientações divulgadas conjuntamente pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e pelo Ministério do Comércio, o governo removeu 30 itens em comparação com a versão de 2015, deixando 63 na lista. As restrições levantadas no setor de indústria incluem as relativas a equipamentos de transporte ferroviário, motos, óleos comestíveis e etanol, segundo o comunicado.
As novas orientações entram em vigor em 28 de julho. Desde o final do ano passado o governo tem prometido adotar medidas para abrir mais a economia ao investimento estrangeiro. As medidas são tomadas no momento em que o presidente Xi Jinping busca projetar a China como líder mundial no combate ao protecionismo e defesa da globalização.
Fonte: Exame


Acionistas da Vale aprovam pauta da AGE e garantem continuidade da reestruturação

Acionistas da Vale aprovam pauta da AGE e garantem continuidade da reestruturação


Os acionistas da Vale aprovaram por larga maioria os sete itens da pauta da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que deliberou sobre etapas obrigatórias de sua reestruturação societária. Com isso, a operação continua com a abertura de uma janela de 45 dias, até 11 de agosto, para a conversão voluntária de ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON), segunda etapa da reestruturação.
O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, acompanhou a votação e classificou o resultado como “ótimo”. De acordo com Schvartsman, que assumiu o comando da mineradora em maio, a aprovação da reestruturação é uma de suas tarefas mais importantes à frente da Vale.
Apesar da resistência de acionistas relevantes como a Capital Group, que detém 20,9% das PNs da Vale, a relação de troca de 0,9342 ação ON por cada PN foi aprovada por 78,14% de ações a favor, em um total de 1.494.435.660 ações.
A Valepar, que reúne os atuais controladores da mineradora, se absteve de votar em todos os itens, com exceção das alterações no estatuto que aproximarão a governança da Vale daquela das companhias listadas no Novo Mercado da B3 (antiga BM&FBovespa). As mudanças estatutárias foram aprovadas por 74,94% das ações participantes da AGE.
Os itens referentes à incorporação da Valepar pela Vale também passaram com quase 80% de aprovação. A holding deverá ser incorporada em agosto, em uma nova assembleia de acionistas. Esse movimento depende do sucesso da conversão voluntária de ações PN em ON. O piso estabelecido para tal é de 54,09% de conversão, porcentual que torna a participação da Valepar na companhia inferior a 50%.
Se tudo correr bem, uma nova Assembleia Geral Extraordinária deverá ocorrer na semana de 21 de agosto, com a votação da incorporação da Valepar pela Vale e a celebração do novo acordo de acionistas. O novo acordo vinculará apenas 20% das ações ordinárias pertencentes aos atuais controladores da mineradora e valerá até novembro de 2020. Ao fim desse prazo a expectativa é que a empresa passe a ter capital pulverizado e migre para o Novo Mercado.
A votação na AGE desta terça-feira, 27, começou por volta das 11h50 e levou em torno de 20 minutos. Representantes de acionistas minoritários pediram a divulgação em separado dos votos de preferencialistas e ordináristas, mas a companhia afirmou que essa informação só seria liberada após a assembleia.
Fonte: IstoÉDinheiro

A desconhecida Gemologia

A desconhecida Gemologia

Muito antes do tempo dos Faraós, o homem já descobrira métodos, bem elaborados, de substituir a pedra preciosa e o ouro por imitações que, para a época, eram consideradas perfeitas. Com o passar dos séculos, tornou-se uma praxe necessária reis e conquistadores de impérios terem sempre em seus fabulosos reinos um mago alquimista que possuísse poderes e detivesse a sabedoria da ciência para que, com seus complicados métodos científicos, fosse capaz de desvendar as mais complicadas reações da natureza e distinguir, dentre os tesouros conquistados, o que realmente era precioso.
Para termos idéia da incansável busca do homem pela fórmula capaz de dominar a natureza, ou de pelo menos tentar reproduzi-la, Auguste Louis Verneuil em 1894, observou que fundindo óxido de alumínio (Al2O3) em temperatura elevada, similar à exercida pela terra em seu subsolo, poderia daí obter um resultado extraordinário – O Corindon Sintético – que seria a notícia mais revolucionária da época para o setor joalheiro. O sistema conhecido como "fusion", até os meados dos anos 40, era a mais perfeita "imitação" do rubi, capaz de passar desapercebido aos olhos dos mais experientes joalheiros europeus. Com isso, o mercado de jóias e pedras preciosas na Europa entrou em pânico, obrigando o setor a tomar algumas atitudes, que se tornaram praxe do mercado joalheiro, até pouco tempo, de adquirir qualquer tipo de gema apenas dos comerciantes tradicionais que estavam  estabelecidos e conhecidos pelas suas "idas e vindas" das minas das pedras preciosas. Isso não foi o suficiente para conter a grande desconfiança que assolava o mercado joalheiro internacional, sendo criada então na Inglaterra, na década de 20, pelo British Goldsmith Union (Sindicato dos Ourives e Joalheiros da Inglaterra), a primeira escola de Gemologia. O efeito produzido no mercado por esses gemólogos – "magos", se comparados àqueles dos tempos medievais – foi o antídoto perfeito que se espalhou por outros países como os Estados Unidos (1931), onde foi criado o GIA – Gemological Institute of America – com seu revolucionário método de ensino à distância, difundindo a ciência da Gemologia para centenas de milhares de "magos" de diversas nações. Em seguida foi a vez da Alemanha, URSS, Hong Kong, Japão, Bélgica, entre outros.
Hoje, mais de 100 anos depois de Verneuil, as coisas se complicaram bastante para nós gemólogos, pois ao contrário daquele rubi sintético produzido de forma muito rudimentar e de fácil identificação, os russos, suíços, japoneses e americanos desenvolveram, utilizando a mais alta tecnologia, rubis, safiras, esmeraldas, diamantes, quartzos de todas as cores imagináveis, sem contarmos com os materiais denominados "de imitação" tornando-se assim cada vez mais complexas as técnicas exigidas para separar o "joio do trigo".
A Gemologia, contudo, é um instrumento fabuloso para manter a segurança e a confiança exigida pelo mercado joalheiro, porém, no Brasil, poucos ainda detêm o conhecimento necessário para se intitularem "gemólogos". O mercado deve ficar atento com aqueles que, através de farta assimilação literária, assim se intitulam, principalmente no meio daqueles que possuem carência e insegurança de informações mercadológicas.
Os gemólogos devem possuir, além de aparelhos técnicos (e saber manejá-los com destreza), grande experiência de mercado, pois somente a árdua manipulação diária de centenas de pedras naturais, sintéticas e imitações poderão dar subsídio e conhecimento necessário para o diagnóstico de uma gema sintética ou natural, em apenas alguns minutos. Aos olhos do leitor, talvez a inexperiência do profissional não pareça de suma importância, porém, no momento de identificar e assegurar ao cliente através de um documento (certificado) que tal gema não é o diamante, ou rubi, ou safira, ou esmeralda, ou alexandrita de US$80.000 que parecia ser e sim uma Moissanita, ou outro material qualquer de apenas US$1.500, teremos que recorrer – além da experiência prática - a todos os nossos embasamentos conceituais e tecnológicos disponíveis, pois por qualquer deslize, o prejuízo de uma das partes poderá ser imensurável.
Antigamente - voltando aos tempos medievais - se os magos emitiam uma opinião errada que levava a sua Majestade a assumir prejuízos, eram condenados à decapitação. E hoje? O que aconteceria?? Ao gemólogo, na melhor das hipóteses, caberia interpretação do poder judiciário. Quanto ao cliente, a certeza de ter sido lesado, assumindo provavelmente um prejuízo milionário, que talvez fosse descoberto somente muitos anos mais tarde...


terça-feira, 27 de junho de 2017

Ataques cibernéticos atingem diversos países; pesquisadores veem ligação com WannaCry

Ataques cibernéticos atingem diversos países; pesquisadores veem ligação com WannaCry

terça-feira, 27 de junho de 2017 21:41 BRT


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Por Dustin Volz MOSCOU/KIEV/WASHINGTON (Reuters) - Um grande ataque cibernético atingiu computadores Da maior companhia de petróleo da Rússia, bancos ucranianos e companhias multinacionais com um vírus similar ao ransomware que no mês passado infectou mais de 300 mil computadores. A campanha de extorsão cibernética de disseminação rápida destacou crescentes preocupações de que companhias falharam em proteger suas redes contra hackers cada vez mais agressivos, que se mostraram capazes de fechar infraestruturas críticas e incapacitar redes coorporativas e governamentais. A campanha incluía o código conhecido como "Eternal Blue", que especialistas em segurança cibernética acreditam ter sido roubado da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos e também ter sido usado no ataque a ransomware no mês passado, chamado de "WannaCry". "Ataques cibernéticos podem simplesmente nos destruir", disse Kevin Johnson, chefe-executivo da companhia de segurança cibernética Secure Ideas. O vírus incapacitou computadores com sistema Windows, da Microsoft ao criptografar discos rígidos e sobrescrever documentos, exigindo 300 dólares em pagamentos em bitcoin para restaurar acesso. Mais de 30 vítimas pagaram para uma conta de bitcoin associada ao ataque, de acordo com registros públicos das transações listadas. A Microsoft disse que o vírus pode se espalhar por meio de falha que foi corrigida numa atualização de segurança em março. "Estamos investigando e iremos tomar ação apropriada para proteger consumidores", disse um porta-voz, adicionando que o antivírus da Microsoft detecta e remove o vírus. Cerca de dois mil ataques foram registrados, de acordo com a Kaspersky Lab. A Rússia e Ucrânia foram os locais mais afetados, com outras vítimas se espalhando por países incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia e Estados Unidos, de acordo com a desenvolvedora de softwares de segurança. Especialistas em segurança disseram esperar que o impacto seja menor que o do WannaCry, à medida que muitos computadores foram atualizados com correções do Windows. Ainda assim, o ataque pode ser mais perigoso do que ransomwares tradicionais porque deixa computadores sem resposta e incapazes de reiniciar, segundo a Juniper. Após o ataque de maio, governos, empresas de segurança e grupos industriais aconselharam empresas e consumidores a garantir que todos os computadores fossem atualizados com correções da Microsoft para defesa contra a ameaça. O Departamento de Segurança Interna dos EUA informou estar monitorando os ataques e coordenando com outros países. O departamento aconselhou vítimas a não pagaram pela extorsão, dizendo que fazer isto não garante restauração do acesso. A Agência de Segurança Nacional dos EUA não respondeu a um pedido de comentário. A agência não disse se desenvolveu o Eternal Blue ou outras ferramentas hackers vazadas online. Diversos especialistas de segurança privada disseram acreditar que o Shadow Brokers está ligado ao governo russo e que o governo da Coreia do Norte está por trás do WannaCry. Os países negam acusações de que envolvimento nos ataques hackers. A russa Rosneft, uma das maiores produtoras de petróleo do mundo em volume, informou que seus sistemas sofreram consequências sérias, mas acrescentou que a produção de petróleo não foi afetada porque trocou para sistemas reservas. O vice-primeiro-ministro da Ucrânia, Pavlo Rozenko, disse que a rede de computadores do governo caiu e que o banco central relatou interrupções em operações em bancos e companhias, incluindo na distribuidora estatal de energia. A WPP, maior agência de propaganda do mundo, também disse ter sido afetada.

Negócios: Mineração indica início de retomada

Negócios: Mineração indica início de retomada


A mineração, um dos setores de maior potencial da economia baiana, dá sinais de retomada. Os obstáculos ainda são grandes, especialmente para os projetos de produção de minério de ferro, por causa das incertezas no mercado externo e das deficiências logísticas. Ainda assim, as perspectivas são positivas por causa da queda dos estoques internacionais e da recuperação dos preços das commodities.
Mas se com o ferro as notícias se resumem a perspectivas, o que se verifica em outros segmentos são informações de crescimento na produção. A Mirabela Mineração, que havia encerrado as atividades no ano passado, comunicou à Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico (SDE) que vai retomar as atividades. Ela produz níquel. Outra empresa que enfrentava dificuldades e encontrou o caminho da recuperação é a Caraíba Metais. Recentemente adquirida por um grupo canadense, a empresa procurou o governo não só para informar o retorno às atividades na mina de Jaguarari, mas também para anunciar que vai abrir uma nova, cujo potencial, segundo afirma  o superintendente da SDE Reinaldo Sampaio, é maior que o da atual.
Os valores desse investimento, disse Sampaio, não foram informados. As páginas de boas notícias se completam, ainda, com o aumento nas exportações de diamante – produzidos pela Lipari no município de Nordestina -, da reabertura da produção de ouro – pela Yamana Gold em Santa Luz – e de urânio em Caetité, e o recorde de produção da mina de vanádio em Maracás.
Líder do ranking
Em 2016, a Bahia também liderou o ranking nacional em número de requerimentos para pesquisa de bens minerais, com 2.761 processos protocolizados, ficando à frente de Minas Gerais (2.245) e Goiás (1.172). O destaque é o aumento no número de pedidos de pesquisas para o zinco, mineral que teve seu preço acrescido em 66% no ano passado e que está com a demanda aquecida. Para não desperdiçar oportunidades e transformar o potencial em realidade, o governo estadual começou, neste mês, rodadas de conversas com o setor privado para identificar melhorias necessárias ao ambiente de negócios para o setor. A ideia, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner, é a de construir uma política estadual para o setor. “A mineração exerce importante papel no desenvolvimento econômico e social, já que o subsolo do semiárido, região mais carente do estado, tem se evidenciado como uma região geológica de grande valor”, disse.
R$ 20 bilhões à espera de um trem
As notícias são positivas, especialmente por terem vindo em meio à maior crise econômica e política do país. Mas ainda estão muito aquém do potencial do estado. Ainda em 2012, o governo anunciou que os investimentos previstos para a mineração baiana eram de R$ 20 bilhões até, vejam só, 2015. O anúncio não se tornou realidade e os recursos ainda estão represados. A maioria deles diz respeito à produção de ferro, extração que traz grande impacto no PIB. É certo que as crises – a brasileira e a internacional – afetaram os planos das empresas, mas no caso do ferro, logística é fundamental, pois responde a dois terços do preço da commodity. Segundo os planos originais, o complexo logístico que integraria a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) ao Porto Sul em Ilhéus, para escoar o ferro extraído em Caetité, deveria estar em operação desde julho de 2013. Quase quatro anos depois, tal complexo, e as empresas que dele dependem para produzir, ainda não funciona e, sob muitas dúvidas de que um dia será mesmo viabilizado, move-se a passos de formiga.
Fique por dentro
Sebrae: O Conselho do Sebrae confirmou ontem o nome de José Cabral Ferreira para a diretoria do órgão. Ferreira tem uma longa experiência e seu currículo registra passagens como secretário municipal de Salvador (Secretaria de Administração) na gestão Antonio Imbassahy, e pela Diretoria Financeira da Câmara de Vereadores.
Fonte: Correio24horas