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terça-feira, 6 de junho de 2017

A Ametista

A Ametista


Uma das pedras preciosas mais conhecidas e apreciadas, a ametista é uma variedade de quartzo de cor roxa, devida à presença de ferro como impureza. Essa cor varia de um roxo bem claro até o bem escuro, e quanto mais escura a cor mais valiosa é a ametista. Exposta ao Sol por tempo prolongado, o colorido da ametista enfraquece.
Aquecida a uma temperatura adequada, em torno de 475 ºC, esta gema adquire cor amarela ou alaranjada, excepcionalmente vermelha, transformando-se, assim, em citrino, outra pedra preciosa muito apreciada. O citrino, porém, pode ser encontrado também na natureza e deve-se alertar que, seja natural ou produto de tratamento térmico da ametista, seu preço de mercado é o mesmo.
A ametista é em geral transparente, às vezes semitransparente, com brilho vítreo. Não tem clivagem, o que facilita sua lapidação. Ocorre em cavidades de rochas vulcânicas e em pegmatitos. Seu maior produtor mundial é o Brasil (Rio Grande do Sul e Bahia, principalmente), seguindo-se Rússia (Sibéria), Sri Lanka, Índia, Madagascar, Uruguai, Paraguai, México, Zâmbia, Birmânia, Canadá e Estados Unidos.
Os geodos com cristais de ametista extraídos no norte do Rio Grande do Sul podem atingir 2 m de comprimento, e já se encontrou um medindo 10 x 5 x 3 m, com 35 t. No Museu Britânico, há um cristal com cerca de 250 kg. Na coleção particular de Dom Pedro II, Imperador do Brasil, havia um cristal de 80 x 30 cm procedente do Rio Grande do Sul.
Ametistas sintéticas de ótima qualidade vêm sendo produzidas na Rússia, por processo hidrotermal e já são abundantes no mercado internacional. Na lapidação, recomenda-se os estilos cabuchão, pêra ou brilhante.
Em Ametista do Sul, município responsável pela maior parte da ametista gaúcha, há um interessante museu, o Ametista Parque Museu, que, além de exibir belas gemas e outros minerais da região, permite aos visitantes entrar em galerias que foram abertas para extração daquela gema, e vê-la ainda na rocha, exatamente como ocorre na natureza.
O nome da ametista tem uma origem curiosa. Amethystos, em grego, significa não ébrio, porque se acreditava, na Idade Média, que a bebida alcoólica servida em cálice feito com essa gema não provocava embriaguez. Ametisto é forma mais correta, mas não é usada.
As ametistas exibidas nas fotos dessa publicação estão expostas na atração Inventário Mineral, no 1º andar do MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, Belo Horizonte/MG.

Principais Ocorrências Brasileiras
Bahia – Bom Jesus dos Meiras, Brejinho das Ametistas, Vitória da Conquista, Ituaçu, Jacobina, Macaúbas e Rio de Contas.
Rio Grande do Sul – Iraí, Lajeado, Livramento, Rio Taquari, Santa Maria, São Gabriel, Soledade, Três Arroios, Erechim, Bento Gonçalves e Cruz Alta.
Minas Gerais – Viçosa, Ataléia e Itamarandiba.
Ceará – Russas, Quixeramobim e Solonópole.
Pernambuco – Petrolina.
São Paulo – Itapirapuã.
Goiás – Xambioá.
Santa Catarina – Timbó.
Paraná – Porto Guairá.
Pará – Marabá.
Mato Grosso do Sul – Corumbá

A ametista também é comum nos pegmatitos pouco evoluídos do extremo sul da Bahia, porém aparecem mais como curiosidade do que como produto econômico. Uma pequena produção é assinalada nos pegmatitos de Espírito Santo, (Mimoso do Sul, Fundão, Itaguaçu), Minas Gerais (Marambaia, Serro, Matias Barbosa), Ceará, e Rio de Janeiro.

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