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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Albert Einstein

O físico teórico e matemático alemão Albert Einstein nasceu em 1879 em Ulm, na Alemanha, e morreu em 1955 em Nova Jersey, EUA.
Ganhador do prêmio Nobel de Física, em 1929, está entre os cientistas mais icônicos, influentes e admirados da história da humanidade.
Seus estudos contribuíram para a visão moderna da realidade da Física. Suas teorias ainda são consideradas o modelo que mais se enquadra à compreensão do universo em grande escala.
Por elas, é possível a compreensão da interação entre espaço, tempo e gravidade.
Albert EinsteinAlbert Einstein é o cientista mais icônico do século 20
O feito mais conhecido na cultura popular é a Teoria da Relatividade, que por meio da equação E = mc2 demonstra a equivalência entre massa e energia.
A teoria da relatividade geral, acompanhada da mecânica quântica, é uma dos alicerces da Física moderna.
As contribuições à física teórica é que fizeram com que Einstein recebesse o Prêmio Nobel de Física, em especial pela descoberta do efeito fotoelétrico.
Este foi considerado fundamental para a evolução da teoria quântica. Seu trabalho foi de importância singular para o desenvolvimento da energia atômica.

Biografia

Albert Einstein e nasceu em 14 de maro de 1879, em Ulm, no estado alemão de Württemberg. De família judia, tinha uma irmã dois anos mais jovem, Maja. Hermann Einstein, seu pai, era proprietário de uma fábrica de equipamentos elétricos. A mãe, Pauline, era dona de casa.
Os estudos primários ocorreram na escola Luitpold Gymnasium, em Munique, onde Einstein enfrentou uma série de desafios.
Com dificuldades para falar, também demorou para aprender a ler e suas atenções se voltavam para a música clássica. Aos seis anos já tocava violino, hábito que manteve até próximo à morte.
No início da adolescência, começa demonstrar interesse pela Física, e escreve "A Investigação do Éter em Campos Magnéticos".
Permaneceu por anos com familiares em Munique após seu pai perder o negócio e ser obrigado a mudar com a família para Milão, na Itália, em 1890.
Embora tenha permanecido em Munique para a continuidade dos estudos, Einstein fracassou na escola.
Conseguiu ser admitido na Escola Politécnica Federal da Suíça, em Zurique, demonstrando notável facilidade para a matemática. Renunciou à cidadania alemã e tornou-se um cidadão suíço no início do século 19.
Em Zurique, Einstein conheceu Milena Maric, sua futura esposa, com quem teve três filhos. Após graduar-se encontrou dificuldades para conseguir uma colocação profissional. Na vida pessoal, as complicações vinham da família de Milena, que o rejeitava.
O casal teve uma filha em 1902, Lieserl, cujo destino permanece um mistério. A menina teria sido dada em adoção ou foi criada pelos parentes da mulher do cientista, o que nunca foi esclarecido.
No mesmo ano, Einstein encontrou trabalho em um escritório de patentes na Suíça e em 1903 casou-se com Milena. Os dois tiveram ainda Hans e Edward.
O casamento terminou em divórcio em 1919. No mesmo ano, Einstein casa-se com Elsa Löwenthals (1836 - 1936), que era sua prima.
Para a mãe dos filhos deixou a promessa de repassar os rendimentos de um futuro Prêmio Nobel.

Ano Milagroso

Paralelo aos trabalhos na empresa de patentes, Einstein persistiu nos estudos sobre o princípio da relatividade.
Em 1905 teve quatro de seus trabalhos publicados na Annalen der Physik, uma das mais importante e influentes revistas de Física da época.
Esse movimento é chamado de o "ano milagroso" para o cientista.

Teoria da Relatividade

Os artigos tratavam do"efeito fotoelétrico", "movimento browniano", a "teoria da relatividade especial" e, por último, a equação "E = mc2".
Dez anos depois, em 1915, Einstein consegue completar a "teoria geral da relatividade", o que considera o ponto mais importante de seu trabalho.
Da teoria da relatividade geral amplia a pesquisa de Isaac Newton (1643-1727) sobre a teoria da gravitação universal. Assim, ele permitiu explicações mais precisas sobre as órbitas planetárias ao redor do Sol.
Os estudos de Einstein foram confirmados em observações e medições dos astrônomos ingleses Frank Dyson e Arthur Eddington em 1919. A confirmação, ocorreu durante um eclipse solar.
Cem anos após ter sugerido a existência de ondas gravitacionais, essas ondulações foram detectadas em setembro de 2015.

Prêmio Nobel

O Prêmio Nobel foi concedido em 1921, mas somente no ano seguinte entregue a físico por conta dos estudos sobre o efeito fotoelétrico.
Os organizadores do Nobel questionavam as pesquisas sobre a Teoria da Relatividade, mas foi esse o tema do discurso de Einstein ao receber o prêmio.
Einstein, ao desenvolver sua teoria geral da relatividade, questionava o pensamento científico da época de que o universo era estático.
A teoria propõe que o universo está em constante expansão e consegue prever a velocidade com que as galáxias se distanciam entre si.
A partir disso é possível conhecer a velocidade com que o universo se expande. Os primeiros estudos a comprovar a eficácia da Teoria da Relatividade foram conduzidos pelo astrônomo Edwin Hubble (1889 - 1953), em 1930.
Enquanto ganhava o mais alto reconhecimento como cientista e viajava pelo mundo, Einstein analisa os efeitos da Primeira Guerra Mundial sobre a Alemanha. Ela estava empobrecida, violenta e cada vez mais influenciada por Adolf Hitler (1889 - 1945).

Bomba Atômica

Assumiu em 1933 uma cadeira no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, New Jersey, onde permaneceu até o fim da vida.
Em solo norte-americano trabalhou com outros cientistas que também deixaram a Alemanha temendo as ameaças nazistas.
Seu trabalho recebeu atenção especial após 1939, quando em companhia do físico Leo Szilard (1898-1964) encaminhou uma carta para o presidente Franklin Roosevelt (1882-1945).
Na carta, eles alertavam sobre a possibilidade de os nazistas desenvolverem uma bomba atômica.
Por esse motivo, acreditava, os Estados Unidos deveriam antecipar-se nas pesquisas nucleares.
Dessa maneira nasceu a motivação para o financiamento do Projeto Manhattan, por onde foram desenvolvidas as primeiras bombas nucleares. O projeto era operado em conjunto pelos EUA, Canadá e Inglaterra.
Einstein recebeu autorização para residência permanente nos EUA em 1935. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) trabalhou no sistema de armamentos das bases da Marinha norte-americana.
O cientista também fez doações aos militares dos EUA de milhões arrecadados em leilões de seus manuscritos.

Pacifista e Ativista Contra o Racismo

Após o bombardeio de Hiroshima (1945), Einstein passou a defender a restrição do uso de bombas nucleares em guerras. Com o amigo Szilard fundou em 1947 o Comitê de Emergência de Cientistas Atômicos.
Saiba mais sobre a Bomba de Hiroshima.
Foi nesse período que também passou a trabalhar pelos direitos civis dos afro-americanos em uma associação à perseguição sofrida pelos judeus na Europa por Hitler.
Einstein classificou o racismo como uma doença durante discurso proferido em 1946, na Universidade Lincoln, na Inglaterra.

Legado

Einstein não interrompeu seus estudos. Assim, ao fim da Segunda Guerra Mundial permaneceu no trabalho da "Teoria do Campo Unificado" e em especificidades da Teoria da Relatividade.
Elas levariam à existência de buracos de minhoca (buracos-negros), viagens no tempo e a criação do universo.
Morreu em 18 de abril de 1955 de um aneurisma sofrido no dia anterior. Chegou ser socorrido, mas recusou-se a qualquer intervenção cirúrgica.
O cérebro do cientista foi retirado pelo patologista Thomas Stoltz Harvey (1912-2007) e permanece no laboratório da Universidade de Princeton, onde já foi alvo de diversos estudos.
Frase:
Detesto, de saída, quem é capaz de marchar em formação com prazer ao som de uma banda. Nasceu com cérebro por engano; bastava-lhe a medula espinhal.
Albert Einstein

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