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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Governo vê Petrobras como credora em renegociação de contrato, quer pagar em óleo, diz fonte

Governo vê Petrobras como credora em renegociação de contrato, quer pagar em óleo, diz fonte

sexta-feira, 30 de junho de 2017 18:33 BRT
 


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Por Rodrigo Viga Gaier RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo federal já decidiu que a Petrobras terá direito de ser credora na renegociação com a União do contrato de áreas do pré-sal cedidas à petroleira no processo de capitalização realizado em 2010, e a ideia é pagar a estatal com barris de petróleo excedente aos 5 bilhões de barris de óleo equivalente que fizeram parte do acordo, disse a Reuters uma autoridade nesta sexta-feira. Estima-se que haja um excedente de pelo menos 5 bilhões de barris ao volume negociado com a Petrobras na região da cessão onerosa, como ficou conhecida a área cedida pelo governo à estatal, segundo a fonte do governo. Essas reservas adicionais ao que já foi acertado com a Petrobras serão utilizadas para os pagamentos devidos à estatal. "É certo que a Petrobras tem que receber", disse a fonte do governo na condição de condição de anonimato, na semana em que o governo já começou a receber documentos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que serão utilizados no cálculo. O cálculo sobre o montante devido à Petrobras em função da renegociação do contrato ainda vai ser feito com mais precisão. Mas, independentemente do valor, a União não tem condições de realizar o pagamento em dinheiro, uma vez que projeta um déficit de cerca de 139 bilhões de reais este ano. Na época da capitalização, a petroleira pagou à União o equivalente a 42,5 bilhões de dólares. Mas uma renegociação de algumas variáveis do contrato, como o preço e o câmbio, estava prevista desde o início, após a declaração da comercialidade das áreas. "A Petrobras pagou por 5 bilhões (de barris) e dizem que o excedente é de pelo menos 5 bilhões (de barris). Estamos vendo o número. Vamos ver o que a Petrobras tem a receber nesse excedente e o restante fica para a União", declarou a fonte "Veremos quanto a Petrobras tem para receber e transformamos em barris, pois não temos como pagar em dinheiro", adicionou a fonte. Ao ser questionada se haveria algum impedimento legal para o pagamento em barris, a fonte revelou que há solução para eventuais impasses nesse sentido, como eventualmente mudança na legislação. "Dizem que tem isso aí, mas não temos dinheiro... Então, o que vai se fazer é pagar em barris e aí a Petrobras monetiza isso", explicou. (Edição de Roberto Samora)

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