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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Helmut Kohl, pai da reunificação alemã, morre aos 87 anos

Helmut Kohl, pai da reunificação alemã, morre aos 87 anos

sexta-feira, 16 de junho de 2017
 


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Por Paul Carrel e Thomas Escritt BERLIM (Reuters) - O ex-chanceler alemão Helmut Kohl, arquiteto da reunificação da Alemanha e mentor da atual líder do país, Angela Merkel, morreu aos 87 anos, informou seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), nesta sexta-feira. O jornal Bild noticiou que Kohl morreu nesta manhã em sua casa em Ludwigshafen, no oeste da Alemanha. "Estamos de luto", disse o CDU em um tuíte com uma foto de Kohl. Chanceler com o mandato mais longo na Alemanha do pós-guerra, de 1982 a 1998, Kohl foi a força motriz por trás da introdução da moeda única europeia, convencendo alemães céticos a abrir mão do marco alemão. Figura imponente que forjou uma relação próxima com o então presidente francês François Miterrand para pressionar por uma integração europeia mais próxima, Kohl estava frágil e usando cadeira de rodas desde que sofreu um tombo grave em 2008. Homenagens surgiram rapidamente ao redor do mundo. O ex-presidente dos Estados Unidos George H. W. Bush disse que ele e sua mulher, Barbara, "lamentam a perda de um verdadeiro amigo da liberdade, e o homem que considero um dos maiores líderes da Europa no pós-guerra". "Trabalhar de perto com meu grande amigo para alcançar um fim pacífico para a Guerra Fria e a unificação da Alemanha com a Otan continuará sendo uma das grandes alegrias da minha vida", disse em um comunicado. "Helmut era uma rocha." Gerhard Schroeder, sucessor de Kohl como chanceler, o descreveu como "grande patriota e europeu". "A unificação do nosso país e do nosso continente será ligada a seu nome para sempre", afirmou. Em Bruxelas, as bandeiras europeias foram colocadas a meio mastro em homenagem. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que foi premiê de Luxemburgo enquanto Kohl era chanceler, tuítou: "A morte de Helmut me dói profundamente. Meu mentor, meu amigo, o sentido verdadeiro da Europa, ele fará muita falta". Na Alemanha, Kohl é celebrado acima de tudo como o pai da reunificação do país, que ele conseguiu concretizar em novembro de 1989 com a queda do Muro de Berlim, apesar da resistência de aliados como a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o líder soviético Mikhail Gorbachev. Pouco após deixar o governo, a reputação de Kohl foi manchada por um escândalo de financiamento em seu partido de centro-direita CDU, liderado atualmente pela chanceler Merkel. Kohl foi um mentor de Merkel no início de sua carreira, nomeando-a para seu primeiro cargo ministerial. Até a morte, Kohl sempre se recusou a identificar os doadores para o partido, dizendo que havia dado sua palavra a eles. (Reportagem adicional de Michael Nienaber, em Berlim, e Alastair Macdonald, em Bruxelas)

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