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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Mina de ouro

O que têm em comum a rainha Sofia, da Espanha, e a cantora pop Britney Spears? As duas usam jóias feitas com pedras preciosas brasileiras. O Brasil é um dos únicos sete países do mundo com jazidas ainda generosas, prontas a ofertar grandes descobertas. O País é uma potência na produção de esmeraldas, ágatas e águas-marinhas, minerais cobiçados no mundo do luxo. É um mercado próspero. Segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos, o volume de exportações cresceu 27% em relação ao ano anterior, num total de US$ 242 milhões. A expectativa é atingir US$ 1 bilhão.
. A jóia da coroa, a pedra hoje adorada pelas pessoas de bom gosto, é uma turmalina encontrada no município de São José da Batalha, na Paraíba.
Entre os conhecedores, devido à localização geográfica, o mineral é conhecido como ?Paraíba?. ?Uma gema de cinco quilates desta pode custar US$ 75 mil, enquanto uma equivalente de diamante vale US$ 50 mil?, diz o gemólogo Walter Leite. Os diamantes, ressalta-se, são o patinho feio da turma. A exploração ainda é precária, pois depende de garimpeiros autônomos. ?A produção atual de diamantes é de 400 mil quilates anuais, enquanto a Austrália produz 31 milhões?, diz Leite. ?O Brasil tem capacidade para chegar a esse patamar desde que a exploração seja feita por mineradoras, e não mais por peneiras.?
 O negócio agrada a importadores e exportadores pelo aspecto econômico, sem dúvida, mas traz o charme histórico que faz toda a diferença quando se trata de vender as pedras no exterior. O ciclo da mineração do tempo do Brasil Colônia tem o romantismo afeito ao gosto europeu. É esse o tom que salta das páginas do livro Pedras Brasileiras (Editora Reler, R$ 120), da italiana Francesca Romana, há 18 anos radicada no Brasil, reputada desenhista de jóias de classe. Trata-se de um belo catálogo do que se encontra no rico solo brasileiro, e pode ajudar a organizar um negócio que, mesmo centenário, apenas agora, deixa a infância para entrar na adolescência.

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