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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Novos estudos otimistas sobre exploração de areias pesadas e rubis em Moçambique

Novos estudos otimistas sobre explora
ção de areias pesadas e rubis em Moçambique


Novos estudos feitos por empresas ligadas ao setor mineiro apontam boas perspetivas para a exploração de areias pesadas e rubis em Moçambique, de acordo com os resumos consultados hoje pela agência Lusa. A empresa mineira Savannah Resources conduziu um estudo para processamento de areias em Mutamba, região de Inhambane (sul de Moçambique) e concluiu que “existe potencial para um projeto financeiramente robusto e de longa duração”.
O estudo refere ainda que o projeto “proporcionará excelente retorno financeiro da mina com requisitos de capital relativamente modestos”, de acordo com o resumo publicado no portal especializado do setor Mining Review na última semana. O projeto está a ser preparado pela Savannah Resources e pela Rio Tinto no âmbito de consórcio entre as duas empresas. Prevê-se que a mina possa funcionar durante 30 anos a partir de 2020 com produção anual média de 456 mil toneladas de ilmenite e 118 mil toneladas de concentrado não magnético.
Os minerais extraídos a partir do que vulgarmente se chamam areias pesadas servem para diferentes tipos de indústrias, tanto para pinturas especializadas como para componentes eletrónicos. ”O projeto poderá proporcionar grandes benefícios para a província de Inhambane e para Moçambique como um todo”, referiu David Archer, diretor-executivo da Savannah Resources.
De acordo com aquele responsável, o projeto Mutamba poderá ser sinónimo de “um grande desenvolvimento industrial para a região” com capacidade “para dar trabalho a 332 pessoas” e impulsionar mil empregos indiretos. Noutra região, no norte do país, a empresa de pesquisa de investimentos da Austrália e dos Estados Unidos, Independent Investment Research (IIR), classificou o campo de Montepuez (província de Cabo Delgado) como “uma fonte consistente e estável de rubis, algo que faltava ao mercado”.
O estudo foi publicado pelo portal Mining Weekly na última semana a propósito de uma avaliação positiva feita pela IIR sobre a empresa mineira australiana Mustang.
O trabalho inicial da Mustang em Montepuez é classificado como “encorajador” e já resultou na obtenção “de cerca de 73 000 quilates de rubis de alta qualidade a partir de amostragem em massa e prospeção”, sendo as pedras comparáveis a outras vendidas em leilão, oriundas da mesma região, a preços da ordem dos 500 dólares por quilate (unidade de medida para pesar pedras preciosas).
“A empresa espera a primeira receita de rubis em outubro num leilão de 200 000 quilates”, acrescentou-se no estudo. A IIR nota que a procura crescente de rubis nos últimos anos resultou num aumento do índice de preços em cerca de 60%.
Fonte: DN

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