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quinta-feira, 13 de julho de 2017

“Mar Mineral” lança debate sobre exploração do fundo oceânico

“Mar Mineral” lança debate sobre exploração do fundo oceânico


O ambiente é todo em tons de azul, e da semi-escuridão emergem, sob os focos de luz colocados no percurso, objetos surpreendentes e seres estranhos. Há ali chaminés de fontes hidrotermais que foram trazidas por missões científicas de profundidades imensas e que, cá fora, parecem esculturas; há enormes conchas vazias de mexilhões cor de laranja, bivalves surpreendentes que vivem nesses ecossistemas, ou ainda algumas das rochas baças e ricas em minérios raros dos fundos marinhos. Até um pequeno submarino amarelo, made in Portugal, dos que servem aos cientistas para sondar aquele mundo feito de escuridão e mistério, está lá, em tamanho natural, bem como mapas vários, vídeos e muito mais.
Este é um mergulho nas profundezas do oceano, com a exposição “Mar Mineral”, que é hoje inaugurada no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) da Universidade de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica, e que durante um ano mostrará esse mundo submerso, mas à luz dos imensos recursos que alberga. Uma exposição que quer sobretudo confrontar o visitante com o futuro que está aí a chegar: o das escolhas que vai ser preciso fazer acerca da exploração sustentável e equilibrada desses recursos minerais e biológicos, dos quais dependem as novas tecnologias, como as que integram os nossos telemóveis, os carros elétricos ou as turbinas eólicas, ou os medicamentos do futuro.
Para Fernando Barriga, comissário científico da exposição e professor catedrático de geologia da Universidade de Lisboa, essa exploração pode e deve ser feita “sem pegada ecológica, ou quase sem pegada ecológica”. E a exposição que comissaria no MUHNAC pretende, justamente, interpelar os visitantes para esse futuro, mostrando a ciência e as tecnologias associadas ao fundo marinho e ao seu estudo científico, mas também as possibilidades tecnológicas que, explorando esses recursos, preservam o seu futuro.
“A mineração do fundo marinho pode ser feita com regras e de forma correta”, defende Fernando Barriga, sublinhando que a primeira regra dessa “mineração verde” é a de que todas “as explorações impróprias e insustentáveis têm de ser fechadas”.
Fonte: DN

   

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