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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Vale estuda fechar parceria com CSN

Vale estuda fechar parceria com CSN


Pouco mais de dois meses após a troca de comando na Vale, começa a ser avaliada a ideia de a companhia fazer uma parceria com o braço de mineração da CSN, segundo fontes do setor. No foco, estaria a compra de uma fatia ou uma joint-venture com a Congonhas Minérios, subsidiária da siderúrgica que reúne a mina de Casa de Pedra, além de outras duas minas menores (Engenho e Pires), em Minas Gerais, e ativos de logística.
Com dívida líquida de R$ 25,8 bilhões, a siderúrgica vem tentado se desfazer de ativos para levantar recursos. A Vale, por sua vez, teria ganhos de sinergia com a operação, já que a ferrovia e o porto usados para escoar o minério da CSN também são utilizados pela mineradora. A CSN começou a negociar seu braço de mineração com chineses no ano passado, mas as conversas ainda não vingaram. A empresa de Benjamin Steinbruch colocou alguns ativos não estratégicos à venda, mas só conseguiu se desfazer da fabricante de latas de aço Metalic, vendida por US$ 98 milhões à polonesa Can-Pack, em 2016.
Além de endividada, a companhia vive um impasse: até agora não publicou o balanço financeiro de 2016, por questionamentos dos auditores externos. O problema apontado pelos auditores está justamente na operação que reuniu os ativos de mineração e logística para formar a Congonhas Minérios. A empresa foi criada no fim de 2015, a partir da integração de Casa de Pedra e das minas (Engenho e Pires) da Namisa, companhia da qual a CSN detinha 60%, e os parceiros asiáticos, 40%.
A Congonhas Minérios detém, ainda, uma fatia na MRS — principal ferrovia de escoamento da produção mineral de Minas Gerais para o Rio — e o terminal portuário Tecar, em Itaguaí, que movimenta cargas a granel, como minério de ferro e carvão. É por lá que é exportado o minério de ferro que a siderúrgica de Volta Redonda não consome. Na época de sua criação, a empresa foi avaliada em US$ 16 bilhões. Na reorganização societária que resultou na criação da empresa, a CSN ficou com 87,52% da subsidiária, e os asiáticos, com os 12,48% restantes.
— As minas de Vale e CSN são próximas, as duas usam a MRS para escoar minério até o Rio e têm terminais portuários em Itaguaí, de onde exportam o produto. Uma parceria faria todo sentido — diz um executivo do setor.
Fonte: O Globo 

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