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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Mistérios cercam produção de pedra rara

Mistérios cercam produção de pedra rara

 ANTÔNIO DIAS (MG)
Uma história de mistério e denúncias de suborno marca a exploração da pedra mais preciosa produzida no Brasil: a alexandrita.
Cobiçada pelos asiáticos, mas desconhecida pelos brasileiros, a alexandrita lapidada chega a custar US$ 200 mil o grama (cinco quilates), enquanto o diamante branco mais perfeito atinge o máximo de US$ 150 mil o grama.
A pedra é valiosa por sua raridade e por mudar de cor de acordo com a luz. Sob o sol, é verde como a esmeralda. À noite, sob a luz artificial, é vermelha como o rubi. O Brasil e o Sri Lanka (sul da Ásia) são os únicos produtores.
A maior jazida conhecida no mundo -com potencial medido de produção de 53 kg- fica no município de Antônio Dias (a 100 km de Belo Horizonte, MG). A concessão para explorar a mina pertence à Alexandrita Mineração Comércio e Exportação Ltda.
Os sócios da empresa são o grego Stavros Papadopoulos, que vive em Hong Kong, onde possui uma indústria de lapidação; o chinês Chang ya Ching, que mora em Taipé (Taiwan); o vice-presidente do Conselho de Administração da Transbrasil, Antônio Celso Cipriani -que vive há 15 anos em Miami (EUA)- e Roberto Millah, sócio de Papadopoulos no comércio de esmeraldas.
O chinês e o grego se naturalizaram brasileiros para explorar a atividade mineral no país. Antes de voltar à China, Chang foi o maior doleiro do norte de Minas e ainda mantém uma casa de câmbio em Governador Valadares (MG).
Segundo Cipriani, 89 pessoas trabalham na mina, que recebeu investimentos de US$ 3 milhões.
Sem fiscalização
O acionista diz que vem ao Brasil uma vez por semana para administrar a empresa e que pagou sua participação no capital com seu trabalho de advogado.
Além da jazida explorada pela Alexandrita, há outra menor, também em Antônio Dias, cuja concessão pertence à Mineração Itaitinga, da família Oliveira Andrade.
O governo brasileiro não fiscaliza as duas minas. Os poucos dados existentes no DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral) foram fornecidos pelas próprias mineradoras.
Pelos dados do DNPM, a produção legalizada das duas empresas em 94 somou 463 gramas de pedras de boa qualidade e 5,4 kg de pedras de má qualidade. O valor, para cálculo de impostos, foi de US$ 1,08 milhão.
O DNPM informou que não recebeu nenhum dado sobre a produção de 95 e que tampouco há registros de exportação da pedra.
Em 1987, quando as áreas hoje exploradas eram ocupadas por garimpeiros, houve uma produção estimada de US$ 60 milhões.
Um exemplar daquela época, de 102 quilates (21 gramas), está na coleção de Kalil Elawar, o maior comerciante de pedras preciosas do país. Segundo Elawar, a pedra, pouco maior do que um ovo de codorna, vale US$ 1 milhão.
Cipriani contesta o DNPM. Diz que a empresa fez uma exportação no valor de US$ 100 mil, em 1990, e outra de US$ 215 mil, no ano passado, para Hong Kong. 
EXAME

Sabia que é possível criar diamantes a partir da manteiga de amendoim?


É Indiscutível o quão belo são os diamantes e a sua capacidade de hipnotizar qualquer apreciador. E não é novidade nenhuma que o ser humano, através de procedimentos complexos e extremamente caros, consegue recriar essa maravilha da natureza. Porém, é difícil acreditar em uma das possíveis matérias-primas utilizadas para criar esse belo item que desperta a atenção de qualquer um: a manteiga de amendoim.
Quem fez essa descoberta foi Dan Frost, um pesquisador que estuda o interior do nosso planeta para entender melhor como ele se comporta. O manto da Terra é um lugar bastante perigoso e que concentra os maiores valores de pressões conhecidos pela humanidade. Em seus experimentos em que tentava simular essas condições, Frost conseguiu criar diamantes utilizando a manteiga de amendoim.

O segredo

“Se nós quisermos entender como a Terra foi formada, então uma das coisas que precisamos entender é do que ela é formada”, conta o pesquisador sobre o que o motiva a pesquisar o manto do nosso planeta. Na realidade, o que o Frost estava tentando fazer era simular as condições extremas encontradas nesses ambientes de alta pressão e acabou descobrindo que era possível “fabricar” diamantes a partir do dióxido e carbono e manteiga de amendoim.
Esses componentes, por assim dizer, eram submetidos a pressões gigantescas (cerca de 1,3 milhões de vezes maiores do que a pressão atmosférica) em duas etapas distintas, tentando simular o que é encontrado no centro da Terra. Além das várias descobertas desses experimentos, o resultado de várias tentativas era o precioso diamante. Ou seja, ainda não é hora de começar a montar o seu estoque de manteiga de amendoim na esperança de que o precesso para tranformá-lo em pedras preciosas seja barateado. Isso, provavelmente, jamais vai acontecer.

7 motivos que fazem os brasileiros terem inveja de quem vive no sul do país

7 motivos que fazem os brasileiros terem inveja de quem vive no sul do país


Em qual região do nosso país você vive? Se a resposta for a região sul, você vai identificar muitas das coisas desta lista no seu dia-a-dia. A região sul é a menor entre todas as outras que existem no Brasil e mesmo assim, é a mais invejada, mas por quê?
O principal fator que faz a casa dos sulistas ser tão desejada por nós (A Fatos é do centro-oeste e sudeste do país), é o clima totalmente diferente do resto do Brasil, que faz dela única em comparação as outras regiões. A Fatos Desconhecidos separou 7 motivos que fazem a grande maioria dos brasileiro terem inveja de quem mora na região sul:

1- Um dos maiores festivais de cerveja do mundo

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Se você é amante de cerveja, vai adorar a região sul. O maior festival de cerveja do mundo é o Oktoberfet, que acontece na Alemanha e atrai várias pessoas do mundo para se acabar em uma boa cerveja. O mais engraçado, é que no Brasil temos uma festa de mesmo nome que é considerada a segunda maior, atraindo turistas de toda a América Latina e até mesmo da Europa, principalmente da Alemanha. A festa deste ano ainda não aconteceu, então se tiver curiosidade para conhecer esta grande festa de cervejeiros, ainda da tempo de ir.

2- Cultura Européia

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Apesar de termos muita cultura em todo o Brasil, o sul preservou vários costumes dos seus principais imigrantes, os europeus. Talvez a principal festa Alemã, seja Oktoberfest que foi citada no item anterior. Mas não é só ela que existe de origem alemã, também temos Pelznickelplatz uma festa bem humorada que reúne pessoas se fantasiando de monstros para assustar as crianças que não foram boas durante o ano. Outra que comemora os costumes da Itália, é a Festitália que tem como principal objetivo, não deixar que estes costumes sejam perdidos com o passar do tempo.

3- Cataratas do Iguaçu

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Esse item não vai falar apenas das famosas Cataratas do Iguaçu, mas sim, de toda a beleza natural que existe na região. As Cataratas, existem na divisa da Argentina com o Brasil, tendo dois parques, um para cada país. A paisagem é linda e gigantesca, podendo impressionar até mesmo quem já viajou para outros lugares igualmente maravilhosos. Também temos florestas lindas e vários lugares que foram mantidos sem a influência do homem. Algumas praias são muito famosas e os últimos dois itens desta lista vão complementar este item com paisagens muito peculiares para o Brasil.

4- Tem 4 das 10 melhores cidades para se viver no Brasil

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Um estudo feito pela ONU, que levou em conta estáticas de renda, educação e expectativa de vida, reuniu as 50 melhores cidades para se viver no Brasil. Dentre as 10 primeiras, 4 são do da região Sul, o que mostra que esta região é umas das melhores para se viver. As quatro cidades são: Florianópolis, Curitiba, Balneário Camboriú e Joaçaba.

5- Gosta de chocolate? Vá para o sul

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Uma das referencias que a região sul tem, são com relação aos chocolates. Por ser uma região mais fria, o chocolate é uma ótima opção para esse tipo de clima. Além disso, lá é o maior mercado de chocolate do Brasil, tendo desde os mais simples, até os mais finos e rebuscados. As empresas mais antigas que trabalham com chocolates também vem de lá.

6- Clima frio

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Esta região é a que está mais longe da linha do equador no Brasil, ou seja, o clima lá é temperado. Para quem não sabe, o clima temperado é conhecido pelas temperaturas baixas, até mesmo no verão comparadas a outros lugares do Brasil. Se você odeia calor, vá para o sul e seja feliz com seus casacos e cachecóis. O próximo item, tem uma total influência deste item e é simplesmente fantástico.

7-  Neste lugar simplesmente neva

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Se você não mora no sul, como nós aqui da Fatos, nunca deve ter presenciado neve em sua vida. Todo aquele gelo caindo de forma magnífica que vemos em filmes de natal americanos. Os sulistas tem este prazer desde pequenos. Em regiões mais para o sul, é comum nevar bastante em algumas poucas épocas do ano. É incrível saber que no Brasil, um país que é conhecido por seu carnaval, festa e calor, tenha lugares que nevam.

13 invenções 100% brasileiras e você não sabia

13 invenções 100% brasileiras e você não sabia


Quando se pensa em heróis nacionais, o Brasil, provavelmente, é o único país do mundo que não possui um. Geralmente, o brasileiro tem a tendência de não valorizar o que possui – seja material, social, cultural… – de certa forma não é culpa “nossa”, mas por outro lado é sim.
Pelo fato de não tentarmos mudar essa ideia de que tudo o que é de fora é melhor. Claro, existem muitas coisas boas, mas isso não quer dizer que por aqui também não tenhamos.Precisamos lembrar que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter.
Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina a aqueles que se interessarem e/ou identificarem. E foi pensando em como podemos trabalhar essa ideia, começando pelo conhecimento e informação, nós aqui da redação da Fatos Desconhecidos selecionamos essa listinha com 13 invenções 100% brasileiras e você não sabia. Confira:

1 – Telefone sem fio

O brasileiro Landell de Moura, um padre, pouco antes de Graham Bell inventar o primeiro telefone, criou um precário modelo de telefone sem fio, apesar de ideia não ter sido levada à sério. Motivo pelo qual Landell não obteve reconhecimento. Décadas mais tarde, sua ideia foi reelaborada e as primeiras versões chegaram ao Brasil por volta da década de 1980.

2 – Identificador de chamadas

Um aparelho que mostra o número da pessoa que está te ligando. A palavra Bina é, na verdade, uma sigla para “B identifica número A”. Esse aparelho foi inventado por Nélio Nicolai, em 1977, um brasileiro especialista em telefones. Apesar de ter sido o inventor não conseguiu registrar patente, fazendo com que não pudesse levar crédito.

3 – Orelhão

Ainda na área da telefonia, o orelhão – aqueles telefones públicos que ficam na rua e é cada vez mais raro encontrá-los – foi criado pela designer Chu Ming Silveira, em 1970, uma chinesa naturalizada brasileira. O primeiro orelhão do país foi instalado na cidade de São Paulo, na Rua Sete de Abril. A partir de 1972, os orelhões começaram a se disseminar pelo país, apesar de, atualmente, não ser mais tão comum encontrar um desses na rua, a invenção está espalhada por toda a América Latina, além da China.

4 – Urna eletrônica

Invenção do desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Carlos Prudêncio, a urna eletrônica permite que o voto seja secreto e muito melhor protegido. Antes da urna eletrônica, as votações eram feitas em papel, material frágil e propenso a fraudes. Essa invenção auxilia também na contagem de votos, deixando-a mais rápida e segura. Em 1995, o Brasil foi o primeiro país a ter uma eleição totalmente informatizada.

5 – Máquina de escrever

A invenção da máquina de escrever é reivindicada por muitos países além do Brasil – Estados Unidos, Itália, França, Inglaterra. Nacionalmente, atribuímos a invenção dessa máquina ao padre Francisco João de Azevedo, nascido em João Pessoa, em 1827. Foi um professor de matemática, advindo de uma família de mecânicos. Construiu um modelo que foi apresentado na Exposição Agrícola e Industrial de Pernambuco, em 1861, e também, no mesmo ano, na Exposição Nacional do Rio de Janeiro.

6 – Painel eletrônico

Patenteado em 1996 por Carlos Eduardo Lamboglia, o painel eletrônico foi estreado na Copa da França (1998), sendo um produto altamente indispensável para o esporte mundial. Além de tantas outras finalidades.

7 – Balão

Outro padre brasileiro, Bartolomeu Gusmão, descobriu que o ar quente fica mais leve que o ar da atmosfera, fazendo com que criasse o Balão de ar quente. Com falta de sorte, quando Gusmão foi exibir sua invenção o balão pegou fogo, assustando as pessoas e fazendo com que elas, ao longo do tempo, se esquecessem dele.

8 – Avião

Provavelmente essa é uma das invenções brasileiras mais conhecidas, usadas e admiradas no mundo todo. Alberto Santos Dumont nasceu em 1873, em Minas Gerais. Ele nada mais fez do que inventar o avião – apenas. Sua primeira real conquista foi com o aeroplano 14-Bis, construído por ele. Com essa aeronave, Dumont sobrevoou o céu de Paris (França) em 1906.

9 – Relógio de pulso

Inventado por Santos Dumont, num período em que os únicos relógios portáteis eram os de bolso. O aviador criou essa invenção porque não conseguia mexer no bolso para olhar as horas enquanto estava pilotando, manobrando as pesadas manivelas do 14-Bis. Para isso, ele “deu um jeito” de ver as horas sem tirar o braço da posição que usava para comandar o avião.

10 – Coração artificial

Esse órgão artificial é mérito do engenheiro mecânico Aron de Andrade, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (SP). Inventado em 2000, esse órgão é ligado ao coração natural e alimentado por um motor elétrico. Antes dessa invenção, havia um procedimento no qual o coração tinha de ser retirado durante a operação e ser substituído pelo artificial, o que não durava muito tempo. Mas, o órgão criado pelo brasileiro não necessita que haja qualquer extração.

11 – Escorredor de arroz

E por falar em saúde, para manter um corpo saudável é preciso ter uma alimentação saudável. O escorredor de arroz, provavelmente, foi inventado em 1959 pela cirurgiã-dentista Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich, que estava cansada de ter o ralo de sua pia sempre entupido. Com a ajuda de seu marido, o engenheiro Sólon Zorowich, que montou um protótipo em papel alumínio e apresentou ao dono da empresa Trol S/A. O resultado, todo mundo sabe.

12 – Pão de Queijo

Por falar em comer, falemos de comida. Como muita gente já sabe, essa maravilha nasceu nas fazendas mineiras, quando as cozinheiras preparavam biscoitos de polvilho para seus senhores. Com o tempo, incorporou-se o queijo ao biscoito. Atualmente, o pão de queijo é produto de exportação por todo o país.

13 – Brigadeiro

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Impossível falar em invenções brasileiras e não mencionar essa maravilha culinária. Sua história é basicamente assim: em 1945, durante as eleições, o brigadeiro Eduardo Gomes disputou a Presidência do Brasil com Eurico Gaspar Dutra.
Nesse período, alguém teve a brilhante – fala sério, genial – ideia de misturar leite condensado, chocolate em pó e manteiga, fazendo docinhos para distribuir durante a campanha eleitoral de Eduardo Gomes.
Em homenagem ao candidato, o docinho levou o nome Brigadeiro. Apesar de não ter ganho as eleições, com certeza deixou uma marca na cultura do país – e convenhamos, em nossos corações.

15 curiosidades sobre o diamante que você não conhecia

15 curiosidades sobre o diamante que você não conhecia


Alguma vez na vida você já deve ter visto, sentido nas mãos ou mesmo ganhado de presente uma pequena ou média jóia de diamante. Eles são muito comuns em alianças de casamento, pois costumam simbolizar a eternidade do amor.
Você sabia que os diamantes são preciosidades de grande valor não só pela beleza, mas porque são considerados criações únicas e naturais da natureza?
Além de enfeitar o anel de noivado ou ser utilizado como um jóia no pescoço e outras utilidades, o diamante possui finalidades e utilidades que você não conhecia.
Separamos para você uma lista com algumas curiosidades bem interessante sobre essa pedra brilhosa e rara que não é fácil de se encontrar por aí.

Confira:

1 – O nome vem do grego “adamas”, que significa invencível e “diaphanes”, que corresponde a transparente.

2 – Os gregos tinham a crença de que o diamante tinha um fogo que refletia a chama do amor, levando à referência de que ele seria o símbolo da força e da eternidade do amor. Acreditava-se que podia reatar um casamento que havia chegado ao fim.


3 – A primeira mulher a receber um diamante configurado em colar como uma representação de noivado foi Mary de Burgundy. Ele foi dado pelo Arqueduque Maximilian da Austria, no ano de 1477.

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4 – Um diamante com o equivalente ao tamanho da lua foi encontrado no espaço e recebeu o nome de “Lucy” em homenagem à canção dos Beatles “lucy in the sky with diamonds”.


5 – O diamante é o material feito pela natureza já reconhecido com o mais elevado grau de dureza. Ele atinge o nível 10, segundo especialistas, que corresponde ao número máximo de escala de Mohs. Não há nenhum outro objeto que consiga riscá-lo a não ser um outro diamante.

6 – As maiores jazidas do mundo estão restritas a pequenos países. A maior delas fica na África do Sul, enquanto que a segunda maior fica na Rússia e a terceira que mais produz na Austrália. Existem outras espalhadas por alguns cantos do mundo, mas são consideradas de menor importância.

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7 – Nunca vai existir na natureza um diamante igual ou semelhante ao outro. Segundo especialistas, não há a possibilidade de existir dois diamantes de mesmo formato e natureza. Cada brilhante possui suas características próprias, portanto é único e exclusivo.


8 – O maior deles já encontrado no mundo possuía cerca de mais de 3.100 quilates. O diamante acabou se transformando e sendo lapidado para uma joia de 530 quilates.


9 – Um diamante pode chegar a ter 8 ou 48 faces, sendo lapidado com superfície arredondada ou curva, nas cores azul, verde, amarelo, rosa ou em versão incolor brilhosa.

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10 – A composição dele trata-se de uma forma termodinamicamente estável de carbono. Essa jóia brilhante pode ser formada em pressões que variam, mas o mais comum é a de 60 kbar.


11 – Quando ainda era colônia de Portugal, o Brasil, em meados do ano de 1725, chegou a ser uma potência em produção, exploração, extração e comercialização mundial de diamante.

12 – De acordo com os registros históricos, a primeira pepita do material foi encontrada na cidade de Diamantina, em Minas Gerais. A cidade acabou sendo batizada intencionalmente por conta da grande quantidade de diamantes.

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13 – O diamante não é usado só para ser pendurado no pescoço ou colocado no dedo de noivas. Ele possui vários outros usos, por conta que suas pedras não possuem um tamanho suficiente para serem lapidados como jóias.


14 – Além de serem utilizados como jóias, os diamantes são utilizados na fabricação de instrumentos de polimento, perfuração, corte, além de serem muito úteis para diversos fins no ramo da indústria. 


15 – As jóias que são feitas com o diamante são consideradas as mais caras do mundo, chegando a custar cerca de mil dólares por quilate, ou seja, o peso da gema. Diamantes de tamanhos menores, por exemplo, podem ter valores maiores que grandes pepitas por conta de sua pureza, cor e até facilidade para lapidação devido à pequena estrutura da pedra. 

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Fonte: bestpictureblog

O diamante e suas histórias

O diamante e suas histórias


Os diamantes encantam homens e mulheres há séculos; são objeto de desejo e sinônimo de sofisticação. Por estar presente na Terra há tanto tempo, essa gema preciosa tem muita história para contar!
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Você sabia que o mais duro dos minerais foi nomeado a partir da palavra grega arcaica “adamas”, que significa inconquistável? Isso já indica toda a imponente fama que o diamante recebeu.
Compostos pelo elemento carbono, os diamantes foram formados há bilhões de anos, quando a temperatura da Terra atingiu 3815 ºC, associada a uma forte pressão. Isso fez com que os átomos de carbono que se encontravam aprisionados na lava vulcânica presente no interior do planeta cristalizassem, dando origem a essas cobiçadas pedras.
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Anéis Stern Princess
Ao longo de sua trajetória, o diamante foi cercado de misticismo e crenças. Ele tem a reputação, por exemplo, de ser um poderoso talismã, protegendo o seu usuário e tornando-o invulnerável.
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Braceletes H.Stern com diamantes: Arvorecer (ouro amarelo), Sutra (ouro branco) e Íris (ouro rosé)
Os hindus acreditavam que ao oferecer esse mineral ao deus Krishna, estavam “garantindo a vida eterna no céu mais elevado”. Já os budistas usavam o diamante como símbolo de equilíbrio espiritual, paz de espírito, clareza de raciocínio e percepção ilimitada.
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De cima para baixo, em sentido horário: brincos Giverny e Zephyr, anel Hera e brincos Celtic Dunes
Os árabes, persas e egípcios modernos dizem que essa gema possui um extraordinário poder de trazer boa sorte. E todos nós concordamos que presentear alguém querido com diamantes é uma prova de amor infalível, não acham?

sábado, 25 de fevereiro de 2017

A desconhecida Gemologia


A desconhecida Gemologia



Muito antes do tempo dos Faraós, o homem já descobrira métodos, bem elaborados, de substituir a pedra preciosa e o ouro por imitações que, para a época, eram consideradas perfeitas. Com o passar dos séculos, tornou-se uma praxe necessária reis e conquistadores de impérios terem sempre em seus fabulosos reinos um mago alquimista que possuísse poderes e detivesse a sabedoria da ciência para que, com seus complicados métodos científicos, fosse capaz de desvendar as mais complicadas reações da natureza e distinguir, dentre os tesouros conquistados, o que realmente era precioso.
Para termos idéia da incansável busca do homem pela fórmula capaz de dominar a natureza, ou de pelo menos tentar reproduzi-la, Auguste Louis Verneuil em 1894, observou que fundindo óxido de alumínio (Al2O3) em temperatura elevada, similar à exercida pela terra em seu subsolo, poderia daí obter um resultado extraordinário – O Corindon Sintético – que seria a notícia mais revolucionária da época para o setor joalheiro. O sistema conhecido como "fusion", até os meados dos anos 40, era a mais perfeita "imitação" do rubi, capaz de passar desapercebido aos olhos dos mais experientes joalheiros europeus. Com isso, o mercado de jóias e pedras preciosas na Europa entrou em pânico, obrigando o setor a tomar algumas atitudes, que se tornaram praxe do mercado joalheiro, até pouco tempo, de adquirir qualquer tipo de gema apenas dos comerciantes tradicionais que estavam  estabelecidos e conhecidos pelas suas "idas e vindas" das minas das pedras preciosas. Isso não foi o suficiente para conter a grande desconfiança que assolava o mercado joalheiro internacional, sendo criada então na Inglaterra, na década de 20, pelo British Goldsmith Union (Sindicato dos Ourives e Joalheiros da Inglaterra), a primeira escola de Gemologia. O efeito produzido no mercado por esses gemólogos – "magos", se comparados àqueles dos tempos medievais – foi o antídoto perfeito que se espalhou por outros países como os Estados Unidos (1931), onde foi criado o GIA – Gemological Institute of America – com seu revolucionário método de ensino à distância, difundindo a ciência da Gemologia para centenas de milhares de "magos" de diversas nações. Em seguida foi a vez da Alemanha, URSS, Hong Kong, Japão, Bélgica, entre outros.
Hoje, mais de 100 anos depois de Verneuil, as coisas se complicaram bastante para nós gemólogos, pois ao contrário daquele rubi sintético produzido de forma muito rudimentar e de fácil identificação, os russos, suíços, japoneses e americanos desenvolveram, utilizando a mais alta tecnologia, rubis, safiras, esmeraldas, diamantes, quartzos de todas as cores imagináveis, sem contarmos com os materiais denominados "de imitação" tornando-se assim cada vez mais complexas as técnicas exigidas para separar o "joio do trigo".
A Gemologia, contudo, é um instrumento fabuloso para manter a segurança e a confiança exigida pelo mercado joalheiro, porém, no Brasil, poucos ainda detêm o conhecimento necessário para se intitularem "gemólogos". O mercado deve ficar atento com aqueles que, através de farta assimilação literária, assim se intitulam, principalmente no meio daqueles que possuem carência e insegurança de informações mercadológicas.
Os gemólogos devem possuir, além de aparelhos técnicos (e saber manejá-los com destreza), grande experiência de mercado, pois somente a árdua manipulação diária de centenas de pedras naturais, sintéticas e imitações poderão dar subsídio e conhecimento necessário para o diagnóstico de uma gema sintética ou natural, em apenas alguns minutos. Aos olhos do leitor, talvez a inexperiência do profissional não pareça de suma importância, porém, no momento de identificar e assegurar ao cliente através de um documento (certificado) que tal gema não é o diamante, ou rubi, ou safira, ou esmeralda, ou alexandrita de US$80.000 que parecia ser e sim uma Moissanita, ou outro material qualquer de apenas US$1.500, teremos que recorrer – além da experiência prática - a todos os nossos embasamentos conceituais e tecnológicos disponíveis, pois por qualquer deslize, o prejuízo de uma das partes poderá ser imensurável.
Antigamente - voltando aos tempos medievais - se os magos emitiam uma opinião errada que levava a sua Majestade a assumir prejuízos, eram condenados à decapitação. E hoje? O que aconteceria?? Ao gemólogo, na melhor das hipóteses, caberia interpretação do poder judiciário. Quanto ao cliente, a certeza de ter sido lesado, assumindo provavelmente um prejuízo milionário, que talvez fosse descoberto somente muitos anos mais tarde...

Chocolate, História do Chocolate

Chocolate, História do Chocolate

Chocolate, História do Chocolate

#Chocolate, História do ChocolateChocolate - termo de origem náuatle - é uma pasta obtida pela mescla de açúcar e cacau moído, em geral tostado, e em seu preparo entram também a canela e a baunilha, que lhe reforçam o sabor. Tem elevado teor de carboidratos, o que o torna um alimento energético. É também estimulante, pois na composição do cacau entram substâncias ativadoras como a teobromina e a cafeína.

Alimento muito apreciado por seu sabor e pelo valor nutritivo, o chocolate propagou-se por todo o mundo e é consumido em forma de bebida, barras e tabletes ou como ingrediente de muitos artigos de confeitaria.

Foram os espanhóis que introduziram o chocolate na Europa, depois de familiarizarem-se com ele durante a conquista do México. Os astecas eram efetivamente grandes consumidores de uma bebida meio amarga, preparada com a fervura em água da pasta resultante da moagem de grãos de cacau tostados junto com diversos condimentos, mel e farinha de milho. Para atenuar o amargor, os colonizadores acrescentaram açúcar e foi assim que seu uso se difundiu na Espanha. Diz-se que a elaboração do chocolate foi mantida em segredo durante quase um século, pelo que a bebida só se tornou conhecida no resto da Europa em meados do século XVII.

Em 1700, os ingleses descobriram que o chocolate ficava ainda mais saboroso se preparado com leite, o que contribuiu para difundir o produto. Mais tarde generalizou-se o costume de consumi-lo em tabletes e assim se estabeleceu uma importante indústria, que produz com ele toda sorte de doces e bombons.

Bolsa de Valores, Evolução Histórica das Bolsas de Valores

Bolsa de Valores, Evolução Histórica das Bolsas de Valores

#BOLSA DE VALORES, EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS BOLSAS DE VALORESBolsa é uma organização centralizadora, pública ou privada, estabelecida de acordo com requisitos legais, na qual se realizam operações de compra e venda de mercadorias ou de valores mobiliários, como ações e títulos, com intervenção de corretores que percebem uma comissão por seu trabalho e sem a presença física daquilo que se negocia. Existem dois tipos de bolsas: as de mercadorias e as de valores.

A sensibilidade da bolsa aos acontecimentos é tão grande que frequentemente ela é considerada o termômetro da situação política, social e econômica de uma nação.


Bolsas de Valores, Conceitos e evolução Histórica - As bolsas de valores são locais onde são negociados títulos emitidos por empresas de capital aberto. Desde o século XV, em plena Idade Média, cotas de participações em companhias eram comercializadas no meio das ruas, nas calçadas, semelhantemente a qualquer outro produto vendido na época.

#Bolsas de Valores, Conceitos e evolução HistóricaA primeira bolsa de valores da história, isto é, um local onde se reunia diversos comerciantes para a realização de negócios relacionados a participações e cotas em empresas surgiu em 1487, na cidade de Bugres, Bélgica. Entretanto, a primeira ação comercializada em uma bolsa de valores que se tem registro pertencia à Companhia Holandesa das Índias Orientais e foi negociada em 1602, na bolsa de Amsterdã.

A partir de 1964, com as leis de reforma bancária e do mercado de capitais, as bolsas de valores começaram a assumir as funções que possuem atualmente. Hoje em dia, as mesmas se transformaram em um símbolo marcante do capitalismo e da globalização. A tecnologia da informação permitiu a existência de bolsas de valores totalmente eletrônicas, como a americana Nasdaq, por exemplo.

Fundada em 23 de agosto de 1890, por Emilio Rangel Pestana, a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) possui uma longa história de serviços prestados ao mercado de capitais e à economia brasileira, tendo se transformando na principal bolsa de valores do Brasil.
As transações comerciais de vulto demandam, para sua efetivação, a existência de um lugar físico seguro e de um poder constituído que garanta o cumprimento de leis, normas e contratos. Foi por isso que nas antigas cidades localizadas nas rotas comerciais surgiram as entidades precursoras das bolsas, entre as quais se devem citar, pela fama que conquistaram, a praça de Corinto, em Atenas, e o Collegium Mercatorum, em Roma. O desenvolvimento do comércio marítimo na Idade Média favoreceu a criação de centros de contratação nos portos de maior atividade, primeiro no Mediterrâneo - cujos entrepostos eram, na prática, bolsas de mercadorias  - e posteriormente no norte da Europa.

Em Bruges, importante praça comercial de Flandres no final da baixa Idade Média, os comerciantes costumavam reunir-se em frente à casa da família Van der Buerse. Provavelmente por corruptela fonética do sobrenome surgiu a palavra bourse, que em português se transformou em "bolsa". O precursor do atual corretor da bolsa, técnico cuja ação é imprescindível para a consecução das operações bursáteis, foi provavelmente o courratier de change, criado por Filipe V o Formoso, rei da França, no final do século XIII.

À medida que aumentava a necessidade de crédito no comércio, resolvida por meio da letra de câmbio, e que as operações financeiras se tornavam mais complexas, apareceram as bolsas de valores, dedicadas ao comércio de valores mobiliários, que passaram a coexistir com as de mercadorias. Assim, as bolsas se multiplicaram: em 1460 surgiu em Antuérpia a primeira bolsa internacional e em 1570 fundou-se a bolsa de Londres. Por volta dos primeiros anos do século XVII negociavam-se em Amsterdam as ações da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Os negociantes londrinos de valores mobiliários instalaram-se em 1773 em edifício próprio.

No século XIX todas as nações industrializadas dispunham de bolsas de valores nas cidades mais importantes. A bolsa de Nova York, conhecida como Wall Street, foi inaugurada em 1792, quando vinte e quatro comerciantes e intermediários decidiram pagar comissão a terceiros para que concretizassem suas operações comerciais, além de dar preferência aos negócios realizados entre integrantes do grupo.
Bolsa de mercadorias - Nas bolsas de mercadorias da atualidade, fixa-se o preço no atacado de alguns produtos, especialmente minerais e matérias-primas de grande consumo. Estanho, trigo, lã, algodão e café são exemplos de produtos negociados em bolsa. A concentração das transações nas bolsas, cada uma delas dedicada a um só produto, permite a fixação de um preço básico único e sua estabilidade temporária.

Nessas bolsas efetuam-se dois tipos de operações, definidos quanto ao prazo de pagamento e entrega: operações à vista, que supõem pagamento no ato e disponibilidade imediata da mercadoria, e operações a futuro, em que se calcula por projeção o preço de uma mercadoria, que deve atender a certo padrão e ser entregue dentro de um prazo determinado. As diferenças que porventura se verifiquem entre a mercadoria-tipo e a realmente fornecida -- por exemplo, as diferentes percentagens de acidez no azeite de oliva -- dão lugar a ajuste no preço e, eventualmente, a arbitragem em caso de discrepância.

Nas operações a futuro interpõe-se entre os fornecedores e os destinatários finais a ação do intermediário ou atravessador, que adquire a mercadoria na expectativa de obter lucro no momento da venda. A atividade de risco do atravessador se realiza com base no profundo conhecimento do mercado e na disponibilidade de capitais.

No plano internacional, a atividade das bolsas no passado facilitou e democratizou a comercialização dos produtos. Na atualidade, no entanto, acentuou-se seu papel controlador das atividades produtivas e manipulador dos preços das matérias-primas e dos produtos agropecuários, predominantes nos países não-industrializados. Essa manipulação se faz freqüentemente por motivos políticos. Nesse sentido, uma baixa provocada no preço de determinado produto pode trazer conseqüências desastrosas para a economia de um país que dependa fundamentalmente da exportação daquele produto. A manutenção dos preços internacionais dos produtos dos países do Terceiro Mundo em patamares baixos perpetua o desequilíbrio econômico e as relações de dominação entre países industrializados e subdesenvolvidos.

Bolsa de valores - As bolsas de valores atuam no mercado financeiro e fazem parte do sistema de captação e concentração dos recursos dispersos em diferentes setores econômicos. O mercado de ações, principal tipo de papel negociado em bolsa, divide-se em primário, no qual são lançados os papéis de novas empresas ou as ações correspondentes a aumento de capital de empresas já existentes, e secundário, no qual são revendidos os títulos anteriormente subscritos. O mercado primário é área de atuação de bancos de investimento e distribuidoras, enquanto que o secundário é de competência exclusiva das bolsas de valores. Estas, portanto, não contribuem com novos recursos às atividades produtivas; sua função é basicamente a de assegurar a liquidez dos títulos. A ela recorrem os donos de ações que desejam converter em dinheiro os papéis anteriormente adquiridos.

Organização jurídica - Os sistemas de organização jurídica das bolsas de valores são dois: no primeiro, como ocorre na maioria dos países da Europa continental, o governo se reserva o direito de instituir e regular a atividade das bolsas. Os agentes de câmbio e os corretores são feudatários do estado; seu número é fixo e sua seleção se faz pela administração pública. Na Bélgica e na Espanha, por exemplo, os candidatos devem ser formados em ciências econômicas ou em administração e se submetem a concurso público. O Reino Unido adota o sistema privado, no qual as bolsas se regulam por meio de acordos firmados pelas corporações que as constituem. O governo se faz presente por meio de um agente oficial. Nos Estados Unidos, o caráter privado das bolsas foi limitado por disposição do Congresso em 1933.

Operações e ordens - De modo análogo ao que ocorre nas bolsas de mercadorias, o mercado de papéis admite dois tipos de negociações: à vista e a termo. Uma operação se diz à vista quando sua liquidação se dá até cinco dias após a negociação em pregão (lugar onde se realizam as transações). Nas operações a termo, as duas corretoras envolvidas combinam liquidar a operação em um prazo maior, a preço antecipadamente estabelecido.  

Conforme o modo de recepção, as ordens -- que são dadas ao agente pela pessoa que deseja realizar uma operação -- podem ser verbais, por telex, por telegrama ou por carta registrada. Quanto a sua execução, as ordens admitem os seguintes tipos: (1) pela melhor ou pela segunda cotação, ficando a cargo do operador a decisão de vender ou comprar; (2) com limite, que será máximo para a compra e mínimo para venda; (3) a cotação aproximada, intermediário entre o primeiro e o segundo tipo, em que se admitem pequenas variações em torno de valores estipulados; (4) a cotação conveniente, como ocorre na absorção de uma sociedade por outra, ou na colocação de um forte pacote de obrigações ou de fundos públicos; (5) ordens ligadas, pelas quais se subordina uma ordem de compra a uma ordem de venda prévia, ou vice-versa; e (6) ordem stop, ou de suspensão, utilizada para induzir a baixa ou a alta das cotações com fins especulativos, pela qual se manda vender a preço inferior e comprar a preço superior ao da cotação.

Tipos de operações - As operações da bolsa realizadas a termo podem ser firmes, com opção, a prêmio ou livres, de reporte e de deporte. Nas operações firmes, não se permite às partes rescindirem o negócio, qualquer que seja a alta ou a baixa do mercado, e o comprador pode exigir, mediante antecipação do pagamento, a entrega das ações antes do prazo contratado. Nas operações com opção, reserva-se a um dos contratantes o direito de cancelar o contrato ou desistir do mesmo, mediante o pagamento de um prêmio previamente estipulado, que constitui uma cláusula penal compensatória, ou seja, uma indenização pelo descumprimento das obrigações contratadas. Reporte é a operação entre duas partes na qual, simultaneamente, a primeira compra títulos à vista e os revende a prazo. O preço do papel a termo é evidentemente superior ao preço à vista. Deporte é a operação inversa: vendem-se à vista e se recompram a prazo, a preço superior e num mesmo ato, os mesmos títulos.

Finalmente, conforme o tempo de vigência da ordem, esta pode ser válida para uma sessão determinada, para várias ou até o fim do mês.
Cotação bursátil Entende-se por cotação o preço que se forma no pregão para os diferentes papéis que são objeto de compra ou venda. O procedimento usual é o leilão, que capta as oscilações da oferta e da procura. Vende-se ao agente que oferece o maior preço e compra-se do que pede o menor. Outro método consiste em cruzar as ordens de compra e venda previamente recebidas, fixando-se os preços de acordo com normas preestabelecidas.

Entre os fatores que influem na cotação, além das atividades especulativas já mencionadas, qualquer que tenha sido a forma de sua fixação, citam-se: a política de ampliação de capital da empresa; o patrimônio da empresa e sua liquidez financeira; a conjuntura econômica geral, já que em períodos de crise a diminuição da atividade econômica faz com que as cotações tendam à baixa; a política tributária, que pode reduzir ou aumentar a taxação de títulos; e as circunstâncias políticas, que são positivas quando existe um governo estável e negativas em caso contrário.

Corretores e operadores Os corretores são elementos intermediários entre compradores e vendedores nas bolsas de valores. Compram e vendem títulos em nome de terceiros, mediante o pagamento de uma taxa de serviço. Atuando em nome de seus clientes, e legalmente responsáveis perante eles, obrigam-se a respeitar as quantidades e condições que lhes forem indicadas quanto a tipo de valores, preços e prazos. Pelo papel que desempenham no mercado secundário de ações, os corretores se tornaram elementos fundamentais do sistema financeiro. Os antigos corretores de fundos públicos organizam-se  atualmente em firmas ou sociedades corretoras de ações.

Os operadores são profissionais que, em nome das corretoras, atuam diretamente nos pregões e realizam de fato as operações de compra e venda.

Especulação em bolsa - Especular na bolsa de valores significa aproveitar as altas e baixas das cotações dos títulos a fim de obter lucros extraordinários ou conseguir o controle acionário de uma empresa. Esse é o domínio dos grandes investidores, que são capazes, mediante sua intervenção, de influir no comportamento das cotações. Para especular é necessário prever o curso que tomarão as ações e para isso se desenvolveram técnicas destinadas a avaliar as oscilações e as margens de variação dos preços das ações num período determinado.

Bolsa no Brasil - A atividade dos corretores brasileiros foi regulamentada em meados do século XIX, pelo governo imperial (1849), quando se reconheceram três categorias de corretores: os de fundos públicos, os de navios e os de mercadorias. O número dos primeiros foi fixado em dez, recebendo cada um deles uma patente concedida pelo ministro da Fazenda. Em caso de deixar o ofício podiam indicar sucessor, mas a nomeação deste dependia de uma ratificação pelo ministro.

A cotação dos títulos, porém, só se viu regulamentada em 1876, quando se criou, no Rio de Janeiro, o primeiro pregão, com horário estipulado e normas de funcionamento. Um ano depois foi instituído o regimento interno da Junta de Corretores, pelo qual se definiu a bolsa, pela primeira vez, como "o lugar no salão da praça do comércio ou na associação comercial destinado às operações de compra e venda de títulos públicos, de ações de bancos de companhias de valores comerciais e de metais preciosos". Tanto a organização como os sistemas operacionais da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro foram modificados em 1895, adaptando-se o mercado às perspectivas da república. O próprio número de corretores de fundos públicos, que já sofrera alterações, fixou-se então em quarenta, nomeados mediante portaria do Ministério da Fazenda, submetida à autorização do presidente da república.

Em 1897 fora fundada a Bolsa de Valores de São Paulo e com o tempo, surgiram outras, a do Extremo Sul e de Minas-Espírito Santo-Brasília. Entretanto, até meados da década de 1980 as de São Paulo e Rio de Janeiro concentravam cerca de 97% do volume de negócios do mercado à vista e percentagem ainda mais alta de operações nos demais mercados.

A partir de 1964 houve diversas reformulações decisivas que contribuíram substancialmente para atualizar e dinamizar a atividade das bolsas. Pela lei de mercado de capitais, de 1965, este passou a ser submetido à disciplina do Conselho Monetário Nacional e à fiscalização do Banco Central. Regulamentou-se o serviço de informação ao público sobre as emissões e as empresas e adotaram-se mecanismos para proteger os investimentos contra fraudes e manipulações.

A criação dos fundos fiscais, em 1967, trouxe novo alento à atuação dos investidores institucionais, ao mesmo tempo que, também como instrumento tributário, foi estimulada a capitalização das empresas e, consequentemente, a demanda de ações. Um intenso processo de alta das cotações, que atingiu seu clímax em julho de 1971, trouxe importantes ensinamentos que se fizeram sentir nas alterações adotadas em 1976. Integradas em um projeto conjunto, foram promulgadas novas leis do mercado de capitais e de sociedades por ações. No interesse do acionista e do investidor, definiram-se com precisão as práticas prejudiciais as suas expectativas. As novas normas passaram a ser garantidas pela Comissão de Valores Mobiliários, entidade especializada e com poderes ainda mais amplos que os anteriormente concedidos ao Banco Central.