quarta-feira, 30 de julho de 2014

Turmalina Paraíba, uma das gemas mais caras do mundo, pode estar se transferindo para a África

Turmalina Paraíba, uma das gemas mais caras do mundo, pode estar se transferindo para a África

 
 


Talvez você, como muitos, já deve ter se perguntado, em algum momento de sua vida - afinal, o que é essa tal de Turmalina Paraíba e por que ela é uma das gemas mais caras do mundo?

A resposta, é lógico, está na sua raridade e beleza. Uma das características dessa gema é a sua cor brilhante, vívida, quase um neon que só é salientada após a lapidação.

Do ponto de vista técnico ela é uma variedade cuprífera de elbaíta, uma variedade de turmalina cuja fórmula é Na(Li,Al)3Al6B3.Si6O27(OH,F)4. O nome Paraíba vem da primeira localidade onde essa turmalina foi descoberta.
Segundo a lenda a turmalina Paraíba foi descoberta por Heitor Dimas Barbosa em 1981. Heitor passou anos escavando um pegmatito próximo da Vila S. José da Batalha, acreditando que debaixo do morro chamado Paraíba existia algo diferente.
Somente em 1989, Heitor conseguiu o primeiro lote de pedras de qualidade. As cores eram extraordinárias nunca vistas antes em nenhuma outra turmalina: estava descoberta uma das gemas mais preciosas do mundo.
As cores são variadas, mas a clássica é o azul neon cor gerada pelo conteúdo de cobre do manganês na estrutura cristalina da turmalina.
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As brasileiras clássicas com seus tons de azul Acima Turmalinas Paraíba vindas da África com diversas colorações

A cor e seu brilho extraordinário são realçados após a lapidação e pelo aquecimento. O aquecimento da turmalina é feito para que a cor alcance o seus tons mais vívidos, a sua principal característica.
As Turmalinas Paraíba brasileiras são raras e, geralmente, pequenas. As estatísticas mostram que são necessárias 2.000 toneladas de material para produzir 40 quilates. O que é pior, aa minas brasileiras já estão praticamente exauridas.

O preço do quilate varia de acordo com a cor, tamanho, transparência, ausência de inclusões e lapidação. Em geral é comum ver preços acima de US$10.000 por quilate em pedras de bom tamanho.

No entanto uma nova descoberta está fazendo as Paraíbas mudarem de continente...

A Paraíba na África:

Mais recentemente, em 2001, foram descobertas turmalinas “Paraíba”na Nigéria e em Moçambique. Essas novas descobertas geraram muitas polêmicas sobre o termo Paraíba. Os gemólogos estavam propensos a chamar a gema de Elbaíta Cuprífera. Mas em 2006 foi decidido que todas as turmalinas tipo elbaita com cobre deveriam ser chamadas de Turmalinas Paraíba ou tipo Paraíba.
As turmalinas vindas da África não podem ser diferenciadas das brasileiras. Somente com estudos químicos foi possível identificar a “digital química” destas turmalinas que realmente tem alguns elementos traços um pouco diferentes.
O que, no entanto, preocupa é que as Paraíbas africanas são muito maiores do que as brasileiras e podem ser produzidas em maiores quantidades o que vai acabar afetando os preços do quilate. Aqui é raro uma Turmalina Paraíba com mais de cinco quilates enquanto que na África estão surgindo várias acima de dez quilates sendo que é de Moçambique a maior Paraíba lapidada do mundo (foto).

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Uma Turmalina Paraíba rara com 14,2 quilates de Moçambique 57,19 quilates de Moçambique é a maior Turmalina Paraíba lapidada
do mundo e pode valer mais de 25 milhões de dólares.


Fotos: Wimon Manorotkul

terça-feira, 29 de julho de 2014

Não sabe Inglês? Aprenda!

Não sabe Inglês? Aprenda! 
Como sabemos, em momentos de grande atividade econômica, o mercado não consegue reagir com a inteligência e velocidade necessárias.

Quando começa um superciclo de commodities, como o boom de 2000, praticamente ninguém estava preparado para maximizar o seu faturamento. As mineradoras tinham a oportunidade do século, podendo exportar tudo o que produziam e muito mais, mas não haviam investido para tal. Talvez por não acreditar ou simplesmente por ineficiência elas demoraram a reagir.

A história mostra que somente na metade final do ciclo é que a maioria das mineradoras aumentou significativamente a produção.

Aí já era tarde.

 O ciclo estava acabando e, com uma oferta maior do que a procura, o mercado desacelerou mais rapidamente.

O mesmo fenômeno ocorreu, também, com a mão de obra especializada. Os geólogos, geofísicos, geoquímicos e engenheiros de minas experientes e treinados, que são as peças fundamentais na manutenção do crescimento e da continuidade de um ciclo exploratório sofrem as mesmas influências. Sem eles não é possível o crescimento rápido e otimizado da mineração. Foi assim durante o boom. Será assim no futuro próximo.

De repente os geólogos sumiram do mercado. Todos estavam empregados, com bons salários e perspectivas. As empresas, sem outra opção, preencheram as vagas com profissionais de menor experiência que não tinham, ainda, a habilidade necessária que o momento exigia.

O processo de crescimento estancou e, com isso, veio o fim de um ciclo.

Essa experiência nos ensinou muito sobre os superciclos. Não basta estar preparado para expandir na hora certa, é preciso, também, ter o pessoal experiente e treinado para poder capitalizar em cima de uma oportunidade ímpar como essa.

Agora que o boom acabou um grande número de profissionais altamente treinados está chegando ao final de sua carreira. Em poucos anos eles irão se aposentar e nós veremos uma verdadeira competição por aqueles capazes de impulsionar o setor, na ocorrência de um novo boom da mineração.

É a história do ovo e da galinha. Se um novo boom iniciar, sem os profissionais necessários para a sua manutenção e impulso, o crescimento poderá ser asfixiado e desaparecer.

Nos Estados Unidos mais de 50% dos geocientistas estão a 10 anos da aposentadoria. Cenários similares estão sendo observados no Canadá, África do Sul e Austrália. Segundo o Canadian Mining Industry Human Resources Council 33% da força de trabalho da mineração canadense está apenas a 1 ano da aposentadoria... Na Austrália o Conselho Mineral aponta a necessidade de 86.000 novos profissionais da mineração para o ano de 2020. A situação não é diferente na África do Sul, comprometida pela fuga de profissionais sul-africanos para outros países.

Mais ainda, este estudo mostra que está havendo uma redução de graduandos em geociências o que vai desequilibrar a oferta nos próximos anos.

Muitos recém-formados estão sendo absorvidos pela indústria do petróleo o que amplifica ainda mais o vazio profissional.

As consequências da falta de profissionais altamente qualificados serão sentidas no mercado e, também, nos preços das commodities. Em pouco tempo o mercado internacional estará correndo atrás de profissionais da Geologia e Mineração...

Para você que está entrando na universidade agora ou que está em início de carreira essa situação mundial implica em uma imensa oportunidade. Faça as suas contas...

Basta querer e você estará escolhendo empregos nos lugares mais variados do mundo, uma oportunidade que poucos profissionais podem fazer sem antes passar por um demorado período de aclimatação.

É nessas horas que a geologia, por ser uma profissão universal, se sobressai.

Como dissemos no início desta matéria, se você não sabe Inglês, aprenda,. Esse será o seu passaporte para um futuro rico de experiências, que só a geologia vai lhe proporcionar.

Emprego: jovens brasileiros preferem Petrobras, Odebrecht e Vale

Emprego: jovens brasileiros preferem Petrobras, Odebrecht e Vale
Uma pesquisa intitulada a “Empresa dos Sonhos” feita pela Companhia de Talentos, em parceria com a Nextview People, mostrou onde os brasileiros com idade entre 17 e 26 anos, preferem trabalhar.

Entre os cinco melhores empregos do Brasil estão três empresas que atuam, também, na área da mineração.

Em primeiro lugar ficou o Google, que já vem sendo considerado o melhor emprego dos jovens brasileiros há alguns anos. Em segundo a Petrobras, seguida da Odebrecht, que na última pesquisa de 2013 estava em sétimo. A Vale perdeu uma posição e caiu para quinto lugar.

Goldcorp inicia produção de ouro em Cerro Negro

Goldcorp inicia produção de ouro em Cerro Negro
A mineradora Goldcorp produziu a primeira barra de ouro (dore) de 100Kg, na sua mina de Cerro Negro, em Santa Cruz na Argentina.

  A Goldcorp comprou Cerro Negro em 2010 e espera produzir 180.000 onças de ouro ainda em 2014.

Cerro Negro é um depósito de classe mundial, epitermal de ouro de alto teor, do tipo low sulfidation associado a stockworks.

As reservas de Cerro Negro atingem 5,74 milhões de onças de ouro conforme relatório do final do ano passado. O CAPEX da mina será de US$1,6 bilhões.

A Goldcorp é uma mineradora de ouro que consegue produzir a baixo custo. Ela produziu no trimestre 679.900 onças de ouro a um all-in sustaining cost (AISC) de $950/oz. No período a Goldcorp produziu, também, 9,6 milhões de onças de prata.

Amapá, o pior estado brasileiro para investimentos estrangeiros

Amapá, o pior estado brasileiro para investimentos estrangeiros
Pesquisa feita pela revista inglesa The Economist, mostra que a corrupção endêmica faz do Amapá o pior estado do Brasil para investimentos estrangeiros.

A corrupção, os ilícitos envolvendo funcionários públicos, a falta de infraestrutura e de políticas de regulamentação de impostos são os piores pontos da avaliação do Amapá.

Nestes o estado ganhou nota zero!

As estrangeiras que atuam no Amapá são oito. Elas atuam predominantemente no ramo da mineração e da indústria madeireira.

O Tocantins, Piauí e Maranhão completam a lista dos quatro piores estados do país em relação a investimentos estrangeiros.

Os melhores estados são os do Sul e Sudeste como mostra o mapa.