quarta-feira, 30 de julho de 2014

O retorno da esmeralda

O retorno da esmeralda
Esta pedra verde já foi uma das mais importantes no mundo, rivalizando, em alguns casos, com o diamante.
Nos últimos anos a esmeralda praticamente foi eclipsada pelo diamante e desapareceu da mídia.
Somente agora, em 2014, que o mercado da esmeralda está voltando ao que já havia sido. Os preços da esmeralda estão em alta, superando praticamente todas as outras pedras preciosas, perdendo somente, para o diamante bom. O que alavanca os preços é uma forte procura vinda da China e a falta de novas minas necessárias para suprir a demanda. Quarenta por cento das compras atuais estão vindo da China onde as pedras verdes como o Jade e a esmeralda são altamente consideradas há milênios.

A tendência é de uma subida de preços ainda mais pronunciada. O governo de Myanmar, o maior produtor de jade do mundo, paralisou a grande mina mecanizada de Hpakant. Este distrito mineiro é famoso pelas suas jadeítas de altíssima qualidade onde trabalhavam 90.000 pessoas segundo um senso de 2012.
O jade de Hpakant é lavrado a séculos e está cercado de controvérsias e acusações de impactos ambientais e de devastações florestais. Até o Governo Obama está ameaçando proibir o comércio deste jade alegando falta de democracia em Myanmar. Joalherias famosas como Cartier, Tiffany e Signet boicotam o jade de Myanmar. Em 2013 o faturamento do jade de Hpakant foi de  US$297 milhões uma das principais rendas do pobre país.

Com o fim iminente do jade de Hpakant, os preços da esmeralda irão subir à estratosfera. Até agora os preços já subiram quase 100%.
Uma alta muito mais importante irá ocorrer assim que os estoques chineses acabarem.

Se você é dono de uma mina de esmeralda abra o olho, pois lucros extraordinários poderão surgir em um futuro próximo. 

Na foto uma peça de jade, extraída em Hpakant, é inspecionada por compradores : REUTERS/Aung Hla Tun

Como ganhar um salário acima de R$20 milhões por ano na mineração?

Como ganhar um salário acima de R$20 milhões por ano na mineração?
Quando falamos de salários ultraelevados pensamos sempre em superstars, jogadores de futebol americano, de golfe ou de futebol.

  No nosso caso nem é preciso ir tão longe, pois  os gigasalários, de milhões de dólares por mês, também existem na mineração. Basta que você seja um CEO de uma mineração importante que o seu salário junto com as bonificações poderá atingir cifras estratosféricas, maiores do que as dos grandes jogadores de futebol.

Não acredita?

Veja o caso do CEO da Yamana, Peter Marrone, que recebe um pacote de R$63 milhões por ano que corresponde a um salário de mais de R$23 milhões juntamente com ações no valor de R$60 milhões.

O pacote de Marrone, sozinho, já é maior do que o salário do Neymar que é de R$29 milhões ao ano.

Surpreso? Não fique.

Existem vários CEOs da mineração faturando salários dignos de um superstar. É o caso de Richard Adckerson da Freeport-McMoRan que faturou mais de R$121 milhões no ano de 2013.
Em alguns casos, como o do CEO da PotashCorp’s, Bill Doyle, o salário é relativamente baixo (R$14 milhões) mas o pacote das ações muito elevado atingindo R$220 milhões.
A lista de CEOs com salários milionários é extensa. O que chama atenção é que no meio destes só existe uma mulher. É a CEO da Turquoise Hill, Kay Priestly cujo salário é o menor entre os tops: R$2 milhões ao ano.

Portanto, se você é um dos high flyers e quer ganhar salários de superstars é só adequar os seus planos futuros e começar a trabalhar agora. O seu futuro poderá ter cifras ainda maiores que essas.

Arregace as mangas e boa viagem!

MMX aluga direitos minerários em Corumbá

MMX aluga direitos minerários em Corumbá
A MMX estará arrendando os seus direitos minerais de Corumbá para a Vétria Mineração por US$500.000 por ano.

A Vétria terá, também, a opção de compra de uma mina de minério de ferro com capacidade de produção anual de 2 milhões de toneladas. Uma das condições para o negócio é a liberação das áreas que estão com arrolamento fiscal.

O aluguel será pago mensalmente, por 36 meses e poderá ser abatido caso a aquisição se concretize. 

Vale, amiga ou inimiga?


Vale, amiga ou inimiga?
Será que a Vale ao exportar 400 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, sem valor agregado, está fazendo um bem ao Brasil?

 Será que a nossa sina é de sermos eternos atores coadjuvantes, exportadores de matéria prima, até o dia em que esgotarmos as melhores e maiores jazidas de minério de ferro do planeta?

A cada dia que passa novas minas de minério de ferro estão sendo fechadas ao redor do mundo em uma rotina que começa a perturbar o sono de muitos.

O que é comum a todos esses empreendimentos mineiros, que estão fechando as portas e sendo exterminados um a um, é o alto custo de produção. Essas minas produzem seu minério de ferro, geralmente de baixa qualidade, acima do preço do mercado.

Esse é um pecado mortal que o nosso mundo capitalista não perdoa.

São exatamente esses pontos, o baixíssimo custo de produção da tonelada de minério de ferro, e a imbatível qualidade do minério de Carajás que serão o pilar de sustentação da Vale, por muitas décadas.

A Vale está montada em cima da maior concentração de minério de ferro de alto teor do mundo: a Serra de Carajás. É lá que afloram bilhões de toneladas de minério com teores de 67% Fe, sem contaminantes: sem nenhuma dúvida uma das maiores riquezas minerais do Brasil.

Um verdadeiro presente da natureza, cujas riquezas, infelizmente, podem não estar sendo tão bem gerenciadas assim.

Parece piada, mas até hoje não sabemos exatamente quais são os recursos totais do minério de ferro de Carajás. No entanto, o que já foi quantificado, 18 bilhões de toneladas, já basta para o próximo meio século de exportações ao nível frenético atual.

E depois? Quando o minério acabar? O que realmente ficará fora as lembranças?

Ah, o minério de Carajás... Um bem com data e hora para acabar.

Sabemos que não é preciso gastar quase nada para melhorá-lo. Enquanto em outras minas o minério é concentrado através de processos e equipamentos caros, em Carajás é só moer e exportar. Uma benção que os executivos da Vale deveriam agradecer, todos os dias, nas suas rezas.

O minério é tão bom que já se constitui em um “brand”, uma marca de qualidade que vai receber o selo do INMETRO, assim como todos os demais produtos brasileiros para exportação.

Os custos totais para produzir esse minério são baixíssimos: em torno de US$21.6/t. Esses custos podem cair ainda mais, abaixo dos US$20/t, o que tornaria a Vale a mais eficiente mineradora de minério de ferro do mundo. O que isso significa? Lucros. Lucros e mais lucros.

Como o minério de ferro da Vale pode, então, perder para o das concorrentes australianas?

O que as gigantes australianas Rio e BHP têm de melhor é, somente uma coisa, a proximidade do maior centro consumidor do planeta: a China. É essa a única vantagem que eles têm sobre Carajás.

 Temos que lembrar que as australianas produzem, também, a custos baixos. A Rio Tinto, por exemplo, consegue produzir o seu minério a US$20,80/t um pouco abaixo da Vale.

A Vale, apesar dos seus novos Valemax, os maiores navios de carga do mundo, e dos centros logísticos na Malásia, ainda tem uma distância maior a percorrer do que os australianos, até os portos chineses. Esse custo adicional no frete é um dos motivos que a torna torna ligeiramente menos competitiva.  É por causa do frete mais elevado que (veja o gráfico) os minérios australianos ainda chegam aos portos chineses com custos um pouco abaixo dos custos do minério da Vale.

O gráfico abaixo mostra que o minério da Vale chega na China, um pouco acima de US$50/t. Essa diferença de poucos dólares será achatada com os custos mais baixos de transporte dos Valemax e tenderá a desaparecer.


custos ferro CIF China
Ainda existe um importante diferencial a ser lançado nesta equação: a qualidade do minério. Esse diferencial é todo da Vale e é capaz de virar completamente o jogo ao longo do tempo.

Mesmo o melhor produto australiano como o Premium Brockman não é páreo para o minério de Carajás de extrema qualidade.

Pior ainda! O minério de alto teor australiano está sendo misturado aos de baixa qualidade criando um produto blendado de 62% Fe, que é o Pilbara Blend. Isso ocorre, pois o preço de US$73/t que o mercado paga por esse minério de baixo teor australiano, tipo Robe Valley e Yandicoogina, já começa a ser inviável.  Se os australianos pararem com a blendagem os seus minérios de baixa qualidade e as minas que os produzem serão os próximos a serem expurgados da equação.

Eles estão entre a cruz e a espada e já começam a dar descontos de até 13% tentando, dessa forma, desovar o minério menos competitivo enquanto economizam o de alta qualidade. É uma situação insustentável no médio prazo, pois os minérios australianos tipo premium irão desaparecer, na projeção atual de produção, em duas décadas.

A partir daí a Vale irá reinar quase sem competição.

Se você investe em Vale, e leu esse artigo, já deve ter sentido uma significativa redução no seu ritmo cardíaco. Fique tranquilo. Em se tratando de minério de ferro a Vale sempre estará no topo.

Mesmo sem agregar praticamente nenhum valor ao minério exportado.

No nosso entender não é dos australianos que temos que ter medo, mas sim dos imensos lucros que estamos transferindo para os chineses ao exportarmos um minério de ferro,  sem nenhum valor agregado, a preços de US$90/t.

 Esse é o dano maior que se esconde por trás das nossas gigantescas exportações de minério de alta qualidade. Nesta equação contabilizamos um imenso prejuízo, que se torna muito maior por que o minério de ferro é um bem não renovável.

Você deve entender que a Vale, ao exportar centenas de milhões de toneladas de minério por ano, um bem não renovável, dá aos importadores chineses todo o lucro da cadeia produtiva, pouco deixando no solo brasileiro.

 Essa fuga de riquezas tem que parar. Ela já nos penaliza em bilhões no curto prazo e em trilhões no longo.

Se ao invés de exportar produtos de baixíssimo valor agregado a Vale começasse, também, a investir na siderurgia, adicionando o aço ao seu portfólio de produtos, nós veríamos uma verdadeira revolução, com a criação de muito mais riquezas, empregos e impostos. Aí sim, estaríamos vendendo produtos de milhares de dólares por toneladas ao invés dos míseros US$94/t que vendemos hoje.

O que nos impede de dar os próximos passos desta transformação? O medo? A falta de know-how? Ou simplesmente o descaso com os nossos recursos naturais e com o povo brasileiro?

Enquanto isso as siderúrgicas chinesas se transformam em mineradoras e começam a comprar todas as minas de qualidade existentes e disponíveis em todos os continentes. Elas não tem problema em adicionar valor aos seus bens minerais, por que nós temos que ter?

É hora de acabar com esse complexo de inferioridade terceiro-mundista, criado pelos grandes importadores, onde seremos os eternos fornecedores de minério de ferro de baixo valor e importadores do mesmo ferro já transformado em produto de altíssimo valor.

Ou teremos que esperar Carajás acabar para mudar?

O azul néon da Turmalina Paraíba

O azul néon da Turmalina Paraíba

Com um belíssimo tom de azul néon, a pedra Turmalina Paraíba foi descoberta no Brasil no final dos anos 80, pelo mineiro Heitor Dimas Barbosa, na Paraíba. O explorador, impressionado com sua beleza, levou-a para o maior laboratório de gemas do mundo, o Gemological Institute of America (GIA), nos Estados Unidos, onde foi constatado que ela era única no planeta.
Alguns especialistas acreditavam que a Paraíba era a única produtora no mundo, até que foi encontrada em três outros locais; no Rio Grande do Norte, em Moçambique e na Nigéria, mas o nome (Turmalina Paraíba) permaneceu em homenagem à descoberta em solo brasileiro.
Encantando a todos, logo, a pedra se tornou objeto de desejo de joalheiros e colecionadores. Sua raridade, cor e brilho, atribuíram à Turmalina um alto valor, o que a tornou uma das pedras mais caras existentes no mercado, superando até mesmo o diamante.
Devido à grande quantidade de cobre, ferro e manganês, responsáveis pela sua tonalidade, a pedra adquire variadas colorações, que vão do verde esmeralda, turquesa, azul, safira até violeta-azulada.
Por ser muito cobiçada, essa preciosa gema está sendo extinta, mas mesmo com todo esse sucesso, poucos brasileiros a conhecem.
Sem dúvida, a Turmalina Paraíba é uma das mais belas pedras preciosas do mundo capaz de transformar uma simples peça em uma joia de muito luxo e requinte.