domingo, 28 de fevereiro de 2016

ESTRELA DO SUL -O GARIMPO DO RIO BAGAGEM-MG


ESTRELA DO SUL

Fundada pelo bandeirante João Leite da Silva Ortiz, em 1722, quando este saindo de São Paulo com destino a Goiás, se deteve às margens de um rio e constata a grande quantidade de diamantes ali existentes.
Descendo ao longo deste rio, as bagagens eram depositadas em um certo ponto que ficou sendo chamado de Bagagem, cedendo o nome ao rio e ao povoado ora fundado. O povoado da Bagagem se compunha de dois conglomerados: Cachoeira e Joaquim Antônio, que veio a ser distrito de Santa Rita de Estrela. Os escravos construiram para eles a imponente Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Distrito de Joaquim Antônio.
Com a notícia da descoberta de diamantes, nasce o povoado da Bagagem Diamantina. Alem das riquezas minerais, a região era dotada de terras férteis, o que propiciou a agricultura e a pecuaria. Imponentes casarões surgiram no perímetro urbano e grandiosas construções abrigaram sedes de fazendas. A Bagagem tornou-se, na época, um centro comercial importantíssimo. Aqui se encontravam artigos importados da Europa e nacionais diversos. Em 02 de março de 1853 foi encontrado o famoso diamante Estrela do Sul, de qualidade rara, pesando 254,5 quilates. Com a corrida de diamantes a Bagagem atraiu exploradores de divrsas partes do pais. De São Domingos do Araxá veio Anna Jacinta de São José, conhecida como Dona Beija. A famosa cortesã do Brasil Império, com vida penitente e espírito empreendedor, investiu em garimpos e deixou benefícios na cidade. Faleceu em dezembro de 1873 e está sepultada onde hoje se localiza a Praça da Matriz.
Pela Lei nº 777, de 30 de maio de 1856 é concedida ao povoado autonomia municipal com elevação de Vila, entendendo assim como emancipação. A Lei 1101 de 19 de setembro de 1861 eleva a Vila de Bagagem à categoria de cidade. Crescendo sempre, chegou a ser um dos mais importantes centros comerciais da Província, segundo declarou o Deputado Padre e mestre Modesto Caldeira num discurso pronunciado na Assembleia Provincial em 1873. A Lei 319, de 16 de setembro de 1901 determina em um dos seus artigos que a Cidade da Bagagem passe à denominacao de Estrela do Sul, nome que passou ser aplicado à Comarca e ao município. O nome se deve ao diamante, que, na Europa, foi chamado de a Estrela do Continente Sulamericano, consequentemente Estrela do Sul.
Estrela do Sul é hoje a única cidade da regiao do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba que guarda o maior numero de construções coloniais

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ABADIA DOS DOURADOS- MG =GARIMPO DE DIAMANTES

ABADIA DOS DOURADOS

Por volta do ano de 1850, tendo conhecimento da existência de enormes jazidas de diamantes e de ferteis terras à margem do Rio Douradoos, garimpeiros e agricultores ali fixavam residência em ranchos de pau a pique.
A povoação recebeu o nome de Arraial do Garimpo, possuindo uma pequena capela dedicada ao culto de Nossa Senhora da Abadia que deu o nome a atual Abadia dos Dourados.
A paróquia foi criada em 25 de setembro de de 1886 pela Lei Provincial nº 2874, com terrenos doados pelas famílias Arruda e Esteves dos Santos em 1884. Em 24 de outubro de 1886, instalou-se a paróquia, que teve como primeiro vigário o Padre Manoel Luiz Mendes. Através da Lei nº1670, ficou subordinada à freguesia de Coromandel. Pela Lei nº1678 de 1870, incorporou-se ao Distrito de Abadia dos Dourados parte do territorio de Lagamar. Em virtude da Lei nº 843 de 07 de setembro de 1923, Abadia dos Dourados passou a pertencer ao municipio de Coromandel e pela Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, foi criado o município de Abadia dos Dourados, cuja instalação se deu a 1º de janeiro de 1949.

FATO HISTÓRICO IMPORTANTE QUE MERECE INVESTIGAÇÃO:

Segundo o Sr. Laerte Esteves dos Santos, bisneto do fundador da cidade, Manoel Esteves dos Santos, o seu bisavô era amigo íntimo de Tiradentes e veio foragido de Sao Joao Del Rei para Abadia dos Dourados e com ele trouxe inumeras cartas de Tiradentes. Estas cartas estavam em um bau de metal que foi enterrado por volta do ano de 1965, pela avó do sr Laerte, em um local próximo a cidade.
Eu mesmo estive no local, juntamente com o sr Sebastião Vilela e o sr Zico Esteves, que descobrimos, porque a neta do sr Laerte estava presente quando sua vó enterrou o baú e ela mesma nos mostrou o local. Como já se passaram vários anos que o baú foi enterrado, somente com uma pesquisa arqueológica e com bastante calma poderá se encontrar essa jóia cultural.

Mais de 1.200 garimpeiros exploram ouro e diamantes no Rio Jequitinhonha

Mais de 1.200 garimpeiros exploram ouro e diamantes no Rio Jequitinhonha

A maioria diz lucrar em torno de R$ 1.000 por mês. Mas quando a apuração - nome dado ao processo final da extração, na peneiração do minério - é boa, eles chegam a receber R$ 25 mil de uma só vez.
A maioria diz lucrar em torno de R$ 1.000 por mês. Mas quando a apuração - nome dado ao processo final da extração, na peneiração do minério - é boa, eles chegam a receber R$ 25 mil de uma só vez.

A extração de diamante, que deu origem à cidade de Diamantina, no Alto Jequitinhonha, e gerou riquezas durante séculos, parecia quase adormecida em livros, museus e na memória de moradores da cidade.

Mas a descoberta de pedras preciosas em uma área conhecida como Areinha, às margens do rio Jequitinhonha, até pouco tempo explorada apenas por grandes empresas, vem fazendo reacender a mineração local pelas mãos de pequenos garimpeiros da região.

A atividade no território começou de forma discreta e clandestina, no fim de 2007, quando a Mineração Rio Novo - subsidiária da Andrade Gutierrez -, que tem até hoje o direito de exploração da lavra, encerrou os trabalhos por considerar que ali já não havia mais lucro.

Mas o que já não era rentável para uma empresa de grande porte, vem enchendo o bolso dos garimpeiros.

Hoje, a área já reúne aproximadamente 1.200 trabalhadores, que vivem ali de maneira irregular, sem autorização para extração ou permanência no local. Já são 300 bombas de sucção instaladas às margens do Jequitinhonha.

E é na areia e nos restos de cascalho deixados pelas companhias que os trabalhadores encontram diamante e ouro.

A maioria diz lucrar em torno de R$ 1.000 por mês. Mas quando a apuração - nome dado ao processo final da extração, na peneiração do minério - é boa, eles chegam a receber R$ 25 mil de uma só vez.

A reportagem passou três dias na cidade, acompanhando o trabalho dos exploradores.

Na última terça-feira, conheceu o garimpeiro Ademar Ribeiro Júnior, 23, assim que ele achou três pedrinhas de diamante, cada uma com cerca de 1 grama (que ele diz vender por R$ 85 cada). "Qualquer quantidade de diamante já deixa a gente feliz demais", diz, com um sorriso largo.

O ouro, subproduto do diamante, também tem gerado lucro. Ele conta que sua melhor apuração na Areinha rendeu R$ 10 mil para cada trabalhador.

Regularização
A Cooperativa Regional Garimpeira de Diamantina (Coopergadi) tenta um acordo com a Mineração Rio Novo desde 2009 para regularizar a atividade. "A situação fugiu do controle. Tem gente ganhando R$ 1 milhão no mês e outros, nada. Queremos dividir os lucros", afirmou o presidente da Copergadi, Raimundo Luiz de Miranda.

Atividade movimenta economia
A exploração na Areinha está movimentando a economia da região.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Diamantina (Acid), Guilherme Coelho Neves, diz que o impacto do garimpo é inegável, principalmente nos setores de automóveis, combustíveis e manutenção de máquinas e equipamentos. "Hoje, a mineração voltou a ser fundamental para o comércio", diz.

O vendedor Sidimar Guedes, que trabalha em uma concessionária da cidade, comemora o aquecimento das vendas . Ele diz que as caminhonetes mais caras são as mais procuradas. "Tem garimpeiro que chega aqui com R$ 130 mil em dinheiro e paga à vista".

Satisfeito com o crescimento, o secretário Municipal de Meio Ambiente, Marcílio Almeida, que falou em nome da prefeitura, quer que a área da Mineração Rio Novo, que encerrou as atividades na cidade, mas ainda tem o direito à exploração, seja repassada aos garimpeiros.

Diamante mais valioso da história é leiloado por US$ 83,2 milhões

Diamante mais valioso da história é leiloado por US$ 83,2 milhões

Arremate ocorre horas após obra de Francis Bacon ser leiloada por US$ 142,4 milhões, o maior valor da história


Precioso. Com forma ovulada, diamante rosa é a principal atração do leilão de outono da Sotheby’s
Foto: EFE
Precioso. Com forma ovulada, diamante rosa é a principal atração do leilão de outono da Sotheby’s - EFE

GENEBRA - O mais valioso diamante do mundo – a Estrela Cor-de-Rosa – oval, sem falhas e de um intenso cor-de-rosa – foi leiloado por US$ 83,18 milhões em 4 minutos e 45 segundos – um recorde para diamantes ou qualquer outra joia já vendida. O homem que comprou, Isaac Wolf, um famoso talhador de diamantes em Nova Iorque, anunciou ontem mesmo ter batizado a pedra com um novo nome: Pink Dream (Sonho Cor-de-Rosa). No salão de um luxuoso hotel em Genebra, lotado de compradores potenciais, convidados elegantes e mulheres com anéis de diamantes nos dedos, houve frisson quando o leiloador, David Bennett, presidente da divisão de joalheria para a Europa e Médio Oriente da Sotheby’s, anunciou o preço:
- É o recorde mundial de venda de diamante. Felicitações ! – disse Bennett.
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A venda foi celebrada ao som da trilha sonora do desenho animado Pantera Cor-de-Rosa e com champanhe rosé Laurent Perier à vontade. Bennett discorreu sobre a rararidade de um diamante cor-de-rosa como este, que pesa 59,6 quilates – bem acima dos 5 quilates habituais. O diamante foi talhado de uma pedra bruta de 132,5 quilates descoberto na África em 1999 pela multinacional sul-africana De Beers. Foram necessários dois anos para talhar e polir a pedra, que recebeu a nota mais elevada em termos de cor e clareza do Instituto Gemológico da América. E bateu o recorde do Graff Pink, um diamante de 24,78 quilates vendido também pela Sotheby’s por US$ 46,2 milhões em 2010.

- Foi uma venda excepcional. Eu não tenho nenhuma hesitação em dizer: este diamante cor-de-rosa é realmente uma pedra real. Perfeito para qualquer coleção ou museu. Não há nenhuma pedra neste tamanho e cor no mundo - afirmou Bennett.
Duas pessoas representando o comprador nova iorquino, um deles com o kipa judaico, estavam na sala, “o que é raro nos dias de hoje”, comentou Bennett. O leilão começou às 21h16m (horário local), com o preço de 47 milhões de francos suíços. Quatro pessoas deram lance. O último a dar o lance antes de Isacc Wolf arrebatar a pedra por uma fortuna foi provavelmente um comprador chinês, que era representado pela presidente da Sotheby’s na Ásia, que falava com ele por telefone em mandarin. O preço final do diamante, segundo Bennett, se explica pela raridade:
- Estimamos em mais de US$ 60 milhões. Mas não tinha nenhuma expectativa (quanto ao preço final). É uma grande soma, mas não acho que esta pedra tenha um preço.
A Sotheby’s bateu o recorde não apenas deste diamante raro: num momento de economia continua morosa no mundo por conta da crise, a casa de leilão conseguiu a realizar “a maior venda de joias da História”: quase US$ 200 milhões. A Suíça não cobra IVA, imposto sobre valor agregado sobre joias vendidas no país a um estrangeiro, o que explica, segundo analistas, vendas excepcionais como esta.
O arremate ocorre poucas horas após a obra “Três estudos de Lucian Freud”, assinada por Francis Bacon, ser leiloada por US$ 142,4 milhões, quase o dobro do preço do “Pink Star”, alcançando o maior valor para um leilão de história.

Vale declara prejuízo de R$44,2 bilhões em 2015

Vale declara prejuízo de R$44,2 bilhões em 2015



 
Era pedra cantada.

A Vale realmente teve um ano péssimo, passando de um lucro pequeno em 2014 (R$954 milhões) para um megaprejuízo em 2015.

Como informado no Portal do Geólogo o último trimestre foi especialmente ruim para a Vale, com um prejuízo de R$33 bilhões, apesar da subida do preço do minério de ferro. Foi quando o desastre da Samarco jogou na lama os lucros, a credibilidade e a imagem da nossa maior mineradora.

Concorreu para este o prejuízo de R$44,2 bilhões a desvalorização do Real em frente ao Dólar.

A Vale continua sendo uma das empresas mais endividadas do Brasil com uma dívida bruta de R$29 bilhões.

Como esperado o balanço negativo derrubou as ações da Vale na bolsa.




Minério de ferro em alta, mas Vale continua em queda afetada pelos efeitos Samarco e Brasil



 
Desde o final de 2015 os preços do minério de ferro voltaram a subir revertendo um longo período de quedas. Agora, em fevereiro, a tonelada do minério 62% já ultrapassa os US$51,6 nos portos chineses fazendo a alegria dos investidores.

Mas nem todos os investidores da mineração estão colhendo os frutos destas expressivas altas.

Pelo menos os da Vale não estão.

Quando os preços começaram a subir a Vale já estava enlameada até o pescoço pelo desastre da Samarco, que neutralizou completamente os efeitos das altas como é possível ver no gráfico comparativo.

Enquanto o preço do minério subia as ações da Vale caiam atingindo valores baixíssimos e derrubando completamente as possibilidades de uma recuperação em 2015.

Hoje a Vale está valendo apenas US$14,9 bilhões depois de valer US$181 bilhões em novembro de 2011.

Azar, ou o resultado de uma forte dose de incompetência gerencial?

Afinal nestes cinco anos ocorreram várias altas das commodities que não se incorporaram no valor da nossa maior mineradora.

Agora, mais uma vez, a Vale demonstra uma gigantesca insensibilidade que se cristaliza no desastre da Samarco.

Ao invés de mostrar compaixão e tentar DE TODAS AS FORMAS POSSÍVEIS E IMAGINÁVEIS mitigar os efeitos do desastre que ela causou às populações e ao meio ambiente a mineradora tenta se escusar e fugir de suas responsabilidades.

Paradoxalmente ela investe milhões em propaganda ao mesmo tempo em que protela os minguados recursos que deveriam estar sendo distribuídos aqueles que tudo perderam e se encontram mergulhados no limbo sem terras, pertences, empregos e sustentos.

Insensibilidade ou falta de visão?

Parece que a empresa ainda não aprendeu com os seus próprios erros que teima varrer para baixo do tapete. O efeito Samarco, omnipresente, está causando um gigantesco rombo em seu caixa e sua credibilidade, mas tudo leva a crer que os executivos da Vale ainda não entenderam...

É hora de limpar a casa e de demitir os responsáveis por essa longa administração catastrófica.