segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

De onde vem, como surgiu e como é preparada uma Turmalina Paraíba?

De onde vem, como surgiu e como é preparada uma Turmalina Paraíba?

Como todos devem imaginar, o nome Turmalina Paraíba vem pelo fato de que foram encontradas pela primeira vez na Paraíba, por Heitor Barbosa em 1989. Porém, apesar do nome e da raridade, esse tipo de  turmalina cuprífera, que traz uma cor azul neon exclusiva também pode ser encontrada no estado do Rio Grande do Norte e na Nigéria e Moçambique. A atual extração ainda é precária e difícil, o que torna o seu valor comercial maior ainda. Toda essa raridade e exclusividade torna a Turmalina Paraíba uma das gemas mais cobiçadas do mundo.
Turmalina Paraíba bruta de 26,5 cts da Mina da Batalha - PB. Preço: US$ 155.000,00.
Geologicamente falando, as turmalinas da região foram descobertas inicialmente no município de São José da Batalha, na variação de Elbaíta (turmalina litinífera que vai de vermelho rosado a verde e incolor), ocorre na forma de pequenos "cristais" na maioria das vezes irregulares dentro de corpos pegmatíticos que na localidade estão encaixados em quartzitos da Formação Equador (Grupo Seridó). A mineralogia básica da rocha é de quartzo, feldspato (comumente alterado pela infiltração de água), lepidolita (mica lilás) e schorlita (também conhecida como afrisita ou turmalina negra) e óxidos de nióbio e tântalo (sequência columbita-tantalita). Os índices de cobre podem ser associados à Província Metalogênica Cuprífera do Rio Grande do Norte
Província Cuprífera do RN-PB.
Análises comprovaram que as Turmalinas Paraíba contem expressivos teores de cobre, ferro e manganês, sendo atribuídos a estes elementos, em sua variação, o tom de cor do mineral. São designadas cores como azul-claro, azul-turquesa, azul-neon, azul esverdeado, azul safira, azul violáceo, verde azulado e verde esmeralda, na tentativa de descrever a rara e variável cor. 
Turmalina Paraíba lapidada de 50 cts que permaneceu no Brasil para exposição. Avaliada aqui no Brasil em R$ 500.000,00.
Uma característica que chama a atenção é o de uma turmalina paraíba devidademente tratada e lapidada poder brilhar em ambientes de pouquíssima luz, o que faz muitos atribui-la como fluorescente (no caso seria fosforescente).
Em fevereiro de 1990, durante a tradicional feira de Tucson, nos EUA, teve início a escalada de preços desta variedade de turmalina, que passaram de umas poucas centenas de dólares por quilate a mais de US$2.000/ct, em questão de apenas 4 dias. A mística em torno da turmalina da Paraíba havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo dos anos 90, convertendo-a na mais valiosa variedade deste grupo de minerais. A máxima produção da Mina da Batalha ocorreu entre os anos de 1989 e 1991 e, a partir de 1992, passou a ser esporádica e limitada, agravada pela disputa por sua propriedade legal e por seus direitos minerários. Hoje em dia a turmalina paraíba no mercado japonês pode custar cerca de US$ 30.000/ct, porém dependendo de sua exclusividade pode chegar a custar cerca de US$ 100.000/ct.
Broche em ouro branco desenhado pelos designers da Chanel com mais de 1000 diamantes e com uma Turmalina Paraíba de 37,5 cts no centro. Peça única, foi vendida assim que anunciada. Não encontrei o preço.
A elevada demanda por turmalinas da Paraíba, aliada à escassez de sua produção, estimulou a busca de material de aspecto similar em outros pegmatitos da região, resultando na descoberta das minas Mulungu e Alto dos Quintos, situadas próximas à cidade de Parelhas, no vizinho estado do Rio Grande do Norte.
Broche de papagaio, com gemas de diversas cores e olho feito em Turmalina Paraíba.
Para alcançar tons mais limpos e mais exclusivos as empresas adotam um tratamento na turmalina para melhor mais ainda a sua cor.Embora as surpreendentes cores das turmalinas da Paraíba ocorram naturalmente, estima-se que aproximadamente 80% das gemas só as adquiram após tratamento térmico, a temperaturas entre 350°C e 550°C. O procedimento consiste, inicialmente, em selecionar os espécimes a serem tratados cuidadosamente, para evitar que a exposição ao calor danifique-os, especialmente aqueles com inclusões líquidas e fraturas pré-existentes. Em seguida, as gemas são colocadas sob pó de alumínio ou areia, no interior de uma estufa, em atmosfera oxidante. A temperatura ideal é alcançada, geralmente, após 2 horas e meia de aquecimento gradativo e, então, mantida por um período de cerca de 4 horas, sendo as gemas depois resfriadas a uma taxa de aproximadamente 50 oC por hora. As cores resultantes são a cobiçada azul-neon, a partir da azul esverdeada ou da azul violeta, e a verde esmeralda, a partir da púrpura avermelhada. Além do tratamento térmico, parte das turmalinas da Paraíba é submetida ao preenchimento de fissuras com óleo para minimizar a visibilidade das que alcancem a superfície.
Até 2001, as turmalinas cupríferas da Paraíba e do Rio Grande do Norte eram facilmente distinguíveis das turmalinas oriundas de quaisquer outras procedências mediante detecção da presença de cobre com teores anômalos através de análise química por fluorescência de raios X de energia dispersiva (EDXRF), um ensaio analítico não disponível em laboratórios gemológicos standard. No entanto, as recentes descobertas de turmalinas cupríferas na Nigéria e em Moçambique acenderam um acalorado debate envolvendo o mercado e os principais laboratórios gemológicos do mundo em torno da definição do termo “Turmalina da Paraíba”.
Turmalina paraíba bruta de boa qualidade.
Em fevereiro de 2006, o Comitê de Harmonização de Procedimentos de Laboratórios, que consiste de representantes dos principais laboratórios gemológicos do mundo, decidiu reconsiderar a nomenclatura de turmalina da “Paraíba”, definindo esta valiosa variedade como uma elbaíta de cores azul-néon, azul-violeta, azul esverdeada, verde azulada ou verde-esmeralda, que contenha cobre e manganês e aspecto similar ao material original proveniente da Paraíba, independentemente de sua origem geográfica. Nos certificados, deve ser descrita como pertencente à espécie “elbaíta”, variedade “turmalina da Paraíba”, citando, sob a forma de um comentário, que este último termo deriva-se da localidade onde foi originalmente lavrada no Brasil. A determinação de origem torna-se, portanto, opcional.
Mais fotos de turmalinas paraíba:

CEO quer mais de US$ 60 mi pelo maior diamante em um século

CEO quer mais de US$ 60 mi pelo maior diamante em um século


Quanto o CEO da empresa que desenterrou o segundo maior diamante da história quer pela gema? Mais de US$ 60 milhões, isso é tudo o que ele dirá. “Eu não contei nem à minha esposa”, disse William Lamb, CEO da Lucara Diamond Corp., que na semana passada anunciou a descoberta do diamante com qualidade de gema de 1.111 quilates.
O valor é “mais elevado do que as estimativas atuais que as pessoas estão dando por aí, que estão acima de US$ 60 milhões”.
A descoberta enviou ondas de choque à indústria de diamantes, de US$ 80 bilhões. A pedra tipo IIa, pouco menor que uma bola de tênis, é o maior diamante desenterrado desde a gema Cullinan de 3.106 quilates encontrada na África do Sul em 1905.
A Cullinan foi cortada em pedaços, que foram somados às Joias da Coroa Britânica.
Diamantes brutos excepcionalmente grandes podem ser vendidos por cerca de US$ 60.000 o quilate, mas Lamb espera que seu status aumente o valor.
O primeiro trabalhador da Lucara a tocar a pedra foi, na ocasião, a única pessoa ainda viva a manusear um diamante de 1.000 quilates, disse ele.
“Muitas pessoas usarão o valor de US$ 60.000 por quilate como base”, disse Lamb. “Além disso, você tem que olhar o tamanho do diamante polido final, assim como o contexto histórico. Isso vai contar também”.
Oferta rejeitada
O CEO, que já rejeitou uma oferta de mais de US$ 40 milhões, disse que a empresa foi abordada pelo Museu de História Natural de Londres para exibir a pedra e pelo Discovery Channel, que está interessado em fazer um documentário sobre ela.
A empresa com sede em Vancouver não tem pressa em vendê-la porque não possui dívidas.
“O setor de diamantes não está repleto de oportunidades, por isso correr lá fora para vendê-lo é algo que realmente não faz sentido”, disse Lamb. “Temos tempo de estudar qual é a melhor forma de vendê-lo. Não vendê-lo, na verdade, também é uma opção”.
A mina Karowe da Lucara, em Botsuana, rivaliza com a operação Letseng da Gem Diamonds Ltd. em Lesoto como melhor lugar para encontrar as maiores e melhores pedras.
A Gem Diamonds detinha o recorde anterior da maior pedra descoberta neste século, com a Lesotho Promise, de 603 quilates.
Em julho, a Lucara vendeu um diamante de 341,9 quilates e uma gema de 269,7 quilates por pouco mais de US$ 60.000 por quilate. A Gem Diamonds negociou uma pedra de 357 quilates por US$ 19,3 milhões em setembro.
Sobras valiosas
Além de uma única pedra polida “significativa”, haverá pedaços de sobra de 20 ou 30 quilates avaliados em milhões de dólares cada um, disse Lamb. O Lesotho Promise produziu 26 diamantes perfeitos, incluindo uma gema em formato de pérola de 76,4 quilates.
A sorte também entrou em cena. A empresa poderia nunca ter conseguido o diamante se não tivesse recentemente aumentado o tamanho dos buracos, em sua mina, que permitem que a gema caia por eles em vez de ser esmagada juntamente com a rocha escavada no solo.
A Lucara agora consegue apanhar gemas de até 1.800 quilates e precisa decidir se vale a pena investir na expansão da capacidade para 3.000 quilates.
Haverá mais pedras de mais de 1.000 quilates por lá? “Não há números estatísticos reais que possam ser utilizados para isso”, disse Lamb. “Trata-se de uma absoluta anomalia. É um ponto muito fora da curva”.

Endiama confirma descoberta de maior diamante em Angola

Endiama confirma descoberta de maior diamante em Angola


O Projecto Lulo é operado no âmbito de uma associação em participação, onde a Endiama detém (32%), a Lucapa Diamond Company Limited (40% ) e a operadora Rosas & Pétalas (28%). A concessão do Lulo, de 3,000 km², está localizada a cerca de 150 km da mina de diamantes de Catoca, operada pela Alrosa, e é a quarta maior mina de diamantes do mundo, representando aproximadamente 75 porcento da produção diamantífera anual angolana.
A mina do Lulo está em exploração desde 2015, após ter recebido o título de exploração em Novembro de 2014. O maior diamante encontrado anteriormente na concessão Lulo tinha 133.4 quilates, mas o recorde anterior pertencia a um diamante registado com o nome “Estrela de Angola”, de 217,4 quilates, proveniente da Luarica, em 2007.
Em comunicado de imprensa da concessionaria, o presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes (Endiama), António Carlos Sumbula, afirmou que a recuperação do diamante de 404,2 quilates constituía um marco importante no crescimento e desenvolvimento da indústria de mineração de diamantes em Angola.
“Estamos muito felizes por termos recuperado o maior diamante jamais descoberto em Angola. Este é um passo significativo para o nosso país, a nossa indústria diamantífera e o Projecto Diamantífero do Lulo”, frisou Carlos Sumbula. Acrescentou que o campo de diamantes do Lulo constitui um exemplo do que “gostaríamos de mostrar ao mundo” a fim de encorajar o investimento internacional na indústria de mineração de diamantes em Angola”.
Já o PCA da Lucapa Diamond Company Ltd, Stephen Wetherall, disse que a Lucapa e seus associados no Lulo, a Endiama e a Rosas & Pétalas, estavam extremamente orgulhosos em terem recuperado um diamante tão excepcional.  “Sempre destacamos as particularidades muito especiais do depósito de diamantes do Lulo. Esta descoberta, assim como as outras de diamantes superiores a 100 quilates extraídos em menos de um ano, constitui mais uma prova desse facto”, afirmou Wether.
“E, enquanto continuamos a explorar estes diamantes aluvionares excepcionais dos blocos de mineração 6 e 8 do Lulo, continuamos igualmente a avançar com o nosso programa de prospecção sistemático para encontrar a fonte destes diamantes”, disse.
Por sua vez, o PCA da Rosas & Pétalas, Celso Rosas, considera-se orgulhoso pelos resultados magníficos alcançados no Lulo desde o início da exploração em 2015. Já o porta-voz da Endiama, António de Freitas, afirma que a descoberta deste diamante prova que a mina tem potencial e é um grande chamariz para captar investidores para o sector e não só e existem diamantes valorizados em Angola.
Sublinhou também que a descoberta vai possibilitar que surjam outras potenciais minas e se tenha uma ideia mais aproximada da realidade do potencial que Angola tem neste sector. Estudos feitos concluíram que 90 porcento dos Kimberlitos mineralizados se encontra no subsolo angolano, e os diamantes explorados ao longo dos últimos cem anos representam apenas uma pequena parte do explorado.

Venda de US$ 1 bi em diamantes pode ser demais para mineradoras

Venda de US$ 1 bi em diamantes pode ser demais para mineradoras


As duas maiores empresas exploradoras de diamantes do mundo acabam de vender US$ 1 bilhão em gemas. Isso está deixando as rivais de menor porte nervosas. As vendas de janeiro da De Beers e da russa Alrosa PJSC, que controlam quase dois terços do mercado, superaram de longe as expectativas de todos.
Os resultados foram impulsionados pelos cortes na oferta no ano passado que provocaram escassez, reduções de preço e uma demanda melhor que a esperada nas festas de fim de ano. Mas há quem tema que seja cedo demais para um montante assim em um setor que ainda está se recuperando do maior colapso em sete anos.
“Vai ser muito difícil sustentar a exuberância atual do mercado”, disse William Lamb, presidente executivo da Lucara Diamond, que no ano passado descobriu o segundo maior diamante da história. “Muito provavelmente veremos os preços do diamante diminuírem no fim deste ano”.
As produtoras menores estão à mercê das duas maiores, cujo domínio do mercado as ajuda a controlar os preços reduzindo a produção ou segurando as vendas.
Cerca de um quarto da oferta global desapareceu no ano passado porque as mineradoras tentaram deter uma queda de 18% nos preços brutos após a desaceleração da China e depois que a crise de crédito do setor limitou a demanda.
Auxiliada por um corte de 7% no preço, a De Beers, de propriedade da Anglo American, vendeu US$ 540 milhões de diamantes em sua primeira venda deste ano, mais de duas vezes sua oferta de dezembro, superando as expectativas dos analistas.
A Alrosa ampliou sua venda de janeiro e registrou aproximadamente o dobro dos US$ 200 milhões a US$ 250 milhões que planejava originalmente.

Cedo demais?

“Janeiro foi um bom começo na estrada para a recuperação, mas é cedo demais para dizer que estamos firmes nessa estrada”, disse Stuart Brown, presidente executivo da Firestone Diamonds e ex-diretor financeiro da De Beers. “O tempo dirá. Ninguém é premiado por ser otimista nesse setor”.
Os preços das pedras menores da Gem Diamonds caíram 30%, para cerca de US$ 150 por quilate no ano passado, mas subiram cerca de 5% desde então, segundo o presidente executivo Clifford Elphick.
“Este poderia ser um indicador de que está começando a haver um pouco de apetite e de que o declínio foi interrompido”, disse ele em entrevista na Cidade do Cabo. “Mas são necessários três ou quatro meses seguidos para poder dizer que há uma tendência”.
O ano passado foi doloroso para o setor de US$ 80 bilhões, com os preços registrando a maior queda desde a crise financeira global de 2008. Cortadores, lapidários e investidores disseram que as mineradoras ainda estavam exigindo mais do que muitos poderiam pagar.

Recuperação de mina

Os preços deverão permanecer estáveis neste ano, disse Paul Loudon, presidente executivo da DiamondCorp. A empresa com sede em Londres planeja recuperar no fim deste ano a mina Lace dos anos 1930, na África do Sul, que teria ganho o nome da amante do rei Eduardo VII.
“No início deste ano há uma demanda real das fábricas por [diamantes] brutos”, disse Loudon em entrevista na Cidade do Cabo. “Isso não é sustentável. Isso não vai durar o ano todo”.
Em dezembro, a De Beers disse que a demanda por diamantes polidos cairia 1% a 2% em 2015, contra um crescimento de 3% um ano antes. No mês passado, a Tiffany diminuiu sua projeção de lucro para o ano cheio e a Chow Tai Fook Jewellery Group, a maior das joalherias, reduziu os planos de expansão.
Os preços serão instáveis, mas começarão a aumentar mais no fim do ano, segundo o UBS Group. A Panmure Gordon também prevê uma recuperação no fim de 2016.
“Ainda precisamos ver o que acontecerá com o ano-novo chinês”, que está sendo celebrado nesta semana, disse Brown, da Firestone. “O fluxo de notícias vindo da China às vezes é negativo, às vezes positivo. É muito difícil de entender”.

Orinoco lançará ações para ampliar projeto de ouro em Goiás

Orinoco lançará ações para ampliar projeto de ouro em Goiás
Visando acelerar o desenvolvimento do projeto de ouro Cascavel, em Goiás, a australiana Orinoco Gold fará uma oferta de ações para levantar A$ 6 milhões e ampliar a produção da unidade de 40 mil para 60 mil t até o final de 2016. De acordo com informações publicadas no site da mineradora, a maior parte dos recursos, cerca de A$ 2,5 milhões, será destinada para a compra de equipamentos para a mina e planta. O restante será aplicado em projetos de licenciamentos, mão de obra e obras de infraestrutura.