sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Boa saúde para as gemas coradas no mercado internacional

Boa saúde para as gemas coradas no mercado internacional



Um dos rubis extraídos nas minas de Montepuez, Moçambique,
 pela Gemfields.
Foto: GoldAndTime
[GoldAndTime] O último leilão de rubis da Mineradora Britânica Gemfields fechou com vendas de quase US$30 milhões. Os minerais procedem da mina que a empresa explota em Montepuez, Moçambique. 

O leilão vendeu 90 642 quilates de um total de 92 136 ofertados de minerais-gemas no estado bruto. No total foi vendido 45 dos 49 lotes a uma média de US$317,9 por quilate, embora a quantidade está longe dos resultados obtido no leilão de junho (US$ 617 por quilate), devido à "qualidade excepcional" das gemas oferecidas naquele momento, justifica a empresa. 

Ainda assim, este "bom comportamento" responde a "alta demanda de rubis brutos para corte e polimento" no mercado internacional, explicou o CEO da empresa, Ian Harebottle. Na verdade, os benefícios da Gemfields alcançam os 82,7 milhões de dólares até agora este ano (2015).


O próximo leilão de gemas coradas desta empresa será realizada em março de 2016 e desta vez serão as esmeraldas da mina que Gemfields explota em Kagem, Zâmbia. 

Segue em anexo um vídeo da empresa em que mostra como é o processo de seleção de rubis brutos reuni-los em lotes que serão leiloados.

O diamante negro mais famoso do mundo está em exposição em Dubai

O diamante negro mais famoso do mundo está em exposição em Dubai

Diamante negro.
Fonte: GoldAndTime
[GoldAndTime] O maior diamante negro conhecido se chama Korloff Noir pesando 88 quilates

Será apenas por algumas semanas, mas um centro comercial do país árabe expõe estes dias o Korloff Noir, um diamante negro de 88 quilates considerado o maior do mundo. 

A razão para a exposição é promover uma cadeia de joalherias pertencente ao grupo Karloff Paris e uma dessas boutiques acaba de ser reinaugurada. A cadeia é de propriedade do francês Daniel Paiallasseur, também proprietário do diamante. A gema está precificada em US$ 37 milhões. 

Uma joia "real"

Esta gema apareceu na Sibéria em 1917 e com um peso bruto de 421 quilates. Uma vez que foi esculpida e polida no atual 88 quilates, foi adquirida por uma família nobre, o Korloff-Sapojnikoff. 



No entanto, eles estavam enfrentando tempos difíceis na Rússia e nobreza naquele ano foi forçada ao exílio após a revolução, mas não sem carregar o diamante, que finalmente acabou nas mãos do empresário francês que a comprou (por um preço desconhecido) em 1978.

Como escolho o meu gemólogo e perito avaliador ?

Como escolho o meu gemólogo e perito avaliador ? 
Ao submeter suas gemas ou jóias à analise, escolha conscienciosamente o laboratório ou gemólogo a quem você vai confiá-las e procure se informar a respeito da qualificação, experiência e reputação do profissional cujos serviços pretende requisitar. Faça uma visita ao laboratório gemológico onde exerce suas atividades e verifique o equipamento disponível para análise pois, para se obter a identificação e a descrição corretas dos materiais gemológicos, é imprescindível um suporte técnico-científico adequado. 
Prefira peritos avaliadores independentes, isto é, que não tenham qualquer interesse pessoal ou subjetivo nos ítens a serem examinados e procure evitar aqueles cujos honorários sejam proporcionais aos valores dos bens avaliados. 
Na seção links estão relacionadas algumas das melhores instituições dedicadas ao ensino, pesquisa e prestação de serviços no campo da gemologia, cujos títulos normalmente asseguram a formação de bons profissionais.
Devo deixar as pedras ou jóias no laboratório durante o período de análise ? 
Não. O cliente pode acompanhar todo o processo de análise, que lhe é explicado detalhadamente e, ao término desta, os artigos lhe são devolvidos. O documento solicitado (certificado, laudo ou parecer) é elaborado posteriormente, com os dados obtidos durante os procedimentos e ensaios e entregue ao cliente em data previamente acordada. 
Caso o cliente não queira ou não possa acompanhar os exames, lhe é fornecido o “Documento de Posse Temporária de Artigo para Análise”, que deverá ser devolvido ao emitente após o término do serviço.
Como se cobra pelos serviços ? 
O custo dos serviços prestados pelo Gem Lab é estipulado de acordo com o número de horas técnicas despendidas em sua execução, exceção feita à “Graduação de Diamante Lapidado segundo o Sistema dos 4 C s” e o documento “Certificado de Graduação de Diamante”, cujos custos são estipulados de acordo com o peso da pedra.
O que significa quilate ?
Quilate métrico, ou simplesmente quilate, é a unidade de peso utilizada para gemas de cor lapidadas ou diamantes brutos e lapidados. 
Este termo, de origem grega, possui a abreviatura ct (derivada do inglês carat), corresponde ao quinto do grama (1 ct = 0,2 g) e deve ser expresso com pelo menos duas casas decimais. 
O quilate tem como submúltiplo o ponto (pt), que equivale a 0,01 ct. Desse modo, 100 pontos equivalem a 1 quilate. 
O peso das gemas brutas, com exceção do diamante, deve ser expresso em gramas. 
Qual a diferença entre pedra preciosa e semi-preciosa ?
 
Esta terminologia, hoje em desuso, era utilizada para distinguir o diamante, o rubi, a safira e a esmeralda, ditas preciosas, das demais gemas, ditas semi-preciosas. Esta distinção perde o sentido na medida em que diversas pedras ditas semi-preciosas (exs: alexandrita, olho-de-gato e turmalinas cupríferas de determinadas procedências) podem, em determinadas circunstâncias, alcançar valores superiores aos das ditas preciosas. A tendência atual é designá-las todas como gemas, embora quando se trate de exemplares de melhor qualidade o custo unitário por quilate das ditas preciosas tenda a ser mais alto que o das demais.
Qual a diferença entre gema sintética e reconstituída ?
Embora ambas sejam criadas pelo homem, a gema reconstituída é produzida mediante fusão ou aglomeração de fragmentos de gemas pré-existentes, enquanto a gema sintética é cristalizada e possui, essencialmente, composição química, propriedades físicas e estrutura cristalina iguais às da gema natural a qual imita. É comum no mercado brasileiro designar uma gema como reconstituída quando se pretende referir a uma gema sintética.
O que é moissanita sintética e como distinguí-la do diamante ? 
Moissanita sintética é o mais recente e eficaz substituto do diamante para uso em joalheria. Foi inicialmente obtida pela firma Cree Research Inc e comercializada desde 1998 pela empresa C3 Inc., ambas norte-americanas. 
A moissonita sintética possui um aspecto muito mais próximo ao do diamante que qualquer material até agora utilizado para imitá-lo, incluindo a zircônia cúbica, de custo muito inferior. Suas propriedades térmicas são tão próximas as do diamante que os instrumentos de identificação por condutibilidade térmica existentes no mercado até a época de seu lançamento reagem à moissonita sintética como se esta fora diamante. 
Felizmente, para satisfação daqueles que lidam com diamantes, a distinção entre estes e a moissanita sintética é muito simples e pode ser feita das seguintes maneiras:
  • A moissanita sintética apresenta duplicação das arestas do pavilhão, facilmente observável com uma lupa de 10 aumentos e algumas vezes mesmo a olho nú e comporta-se de forma diferente ao diamante quando submetido a um ensaio no instrumento polariscópio. Isto se deve ao fato da moissanita possuir caráter óptico anisótropo, enquanto o diamante é isótropo.
  • A moissanita sintética possui densidade 3,22, enquanto a do diamante equivale a 3,52. Em vista disto, ao mergulharmos os dois materiais no líquido iodeto de metileno, que possui uma densidade intermediária (3,33), a moissanita sintética flutua, enquanto o diamante afunda. Quimicamente, a moissanita consiste de carboneto de silício (SiC), um material que vem sendo obtido sinteticamente a quase um século, tendo uso consagrado como abrasivo industrial, devido a sua extrema dureza, correspondente a 91/4 na escala Mohs.
Os fabricantes de suprimentos para a indústria joalheira reagiram rapidamente e atualmente se encontram disponíveis no mercado diversos instrumentos capazes de identificar a moissanita sintética, inclusive um criado pelo próprio produtor da nova síntese. 
Ao contrário da zircônia cúbica, a moissanita não é considerada uma gema artificial e sim uma gema sintética, já que possui um equivalente natural de extrema raridade, o mineral moissanita, descoberto em um meteorito, pelo prêmio Nobel Henri Moissan, em 1904 e; em algumas ocasiões, encontrado como inclusões em diamantes. 

Escala de Mols

Escala de Mols
Desenvolvida pelo mineralogista alemão Friedrich Mohs, é o método mais usado em Mineralogia, pois permite, principalmente em trabalhos de campo, uma rápida inspeção do mineral. Seu inconveniente é que é uma escala não linear e muito imprecisa.
Ele atribuiu valores de 1 a 10, o valor de dureza 1 foi dado ao material menos duro que é o talco, e o valor 10 dado ao diamante que é a substância mais dura existente na natureza. Esta escala não corresponde à dureza aboluta de um material, por exemplo, o diamante tem dureza absoluta 1500 vezes superior ao talco.
1. TALCO
Fórmula - Mg3Si4O10(OH)2
Composição -  Silicato de magnésio.
Cor - Verde pálido, amarelo ou cinza-esverdeado.
Ocorrência - Gerada em processos de alteração hidrotermal de minerais magnesianos, especialmente olivina e ortopiroxênio e metamorfismo regional ou de contato sobre calcários magnesianos ou rochas ultrabásicas.
Usos - Indústria de papel, sabões e cerâmica, moldes refratários, bicos de lâmpadas de acetileno, isoladores de alta tensão, aparelhos de calefação elétrica, cargas para artigos de borracha, inerte para veículos de inseticidas, polimento de arroz, branqueador para algodão, velas para automóveis, produtos medicinais etc.


2. GIPSITA
 
Fórmula - (CaSO4•2H2O)
Composição - Sulfato de cálcio hidratado. 46,6% SO3, 32,5% CaO, 20,9% H2O. As principais variedades são espato acetinado, fibroso com brilho sedosos; alabastro variedade maciça e transparente, usada em esculturas, e selenita, cristais com clivagens largas, incolores e transparentes.
Cor - Incolor, branco a cinza, amarelo, vermelho, castanho.
Ocorrência - Forma-se nos evaporitos, normalmente como produto de hidratação da anidrita, fumarolas, decomposição (oxidação) de sulfetos e veios hidrotermais sulfetados de baixa temperatura e pressão. Por aquecimento perde água, formando a 128ºC o gesso (pasta de Paris), que tem e 1,57, w 1,55 e d 0,02. Na natureza, a gipsita pode desidratar para anidrita com diminuição de volume, ou mesmo reduzir o enxofre.
Usos - Gesso para moldes cerâmicos, odontológicos, estatuetas, estuque etc.; fabricação de ácido sulfúrico, cimento Portland, para neutralizar o excesso de cloreto de sódio nas terras cultiváveis, para diminuir a rapidez de pega do cimento Portland, carga para papel, tintas etc.; fundente de minérios de níquel; purificação de água para fabricação de cerveja; quando na forma maciça e compacta (alabastro) é usado par fins ornamentais, incorporado na fabricação do cimento. Também em fornos, moldes, ortopedia, construção civil (forros) etc.
 

3. CALCITA
Fórmula - (CaCO3)
Composição - Carbonato de Cálcio. 53,0% CaO , 44,0% CO2.
Cor - Usualmente branco ou incolor, cinza, vermelho, verde , azul e amarelo. Também, quando impura, castanho a preto.
Ocorrência - É um dos minerais mais comuns e disseminados. Ocorre como massas rochosas sedimentares enormes e amplamente espalhadas, nas quais é o único mineral preponderante, sendo o único presente em certos calcários. É um constituinte importante de margas e pelitos calcários.
    As rochas calcárias formam-se por processos orgânicos e inorgânicos. No primeiro caso resulta da deposição em fundo marinho, de grandes camadas de material calcário, sob a forma de carapaças e esqueletos de animais marinhos. Uma proporção menor dessas rochas formam-se inorgânicamente pela precipitação direta de carbonato de cálcio em soluções aquosas.
Usos - O emprego mais importante da calcita é na fabricação de cimentos e cal para argamassa. Também é usado como corretor de pH em solos ácidos.

4. FLUORITA
 
Fórmula - CaF2
 
Composição - 51,33 % Ca ; 48,67 %  F.
Cor - Incolor, roxo, verde, rosa, amarelo, azul, vermelho.
Ocorrência - É um mineral comum em greisen, granitos, sienitos e como cimentos em arenitos.
Usos - É o mineral de minério de flúor mais importante, usado diretamente como fundente em metalurgia; como adorno; nas fundições de ferro; no tratamento dos minérios de ouro, prata, cobre e chumbo e antimônio; como gema etc.

5. APATITA

Fórmula Química (genérica) - Ca5(PO4)3(OH,F,Cl)

Composição - Fosfato de cálcio e flúor/cloro. 41,8% P2O5 , 55,0% CaO , 1,2% F, 2,3% Cl , 0,6% H2O.
Cor - Usualmente incolor, podendo ser branco, azul-esverdeado, violeta-azulado, amarelo, marrom, cinza, vermelho.
Ocorrência - Ocorre em rochas magmáticas, metamórficas e hidrotermais como mineral acessório. Pode também ocorrer em rochas sedimentares, como clastos ou como mineral secundário.
Usos - Fabricação de fertilizantes, ração animal, ácido fosfórico, detergentes, inseticidas e até gemas.

6. FELDSPATO ORTOCLÁSSICO
Fórmula - KAlSi3O8
Composição -  16.92 % K2O, 18.32 % Al2O3, 64.76 % SiO2. Como os elementos Silício e Alumínio são os mais abundantes na crosta terrestre, não é de se admirar que os feldspatos compõem mais de 60% em volume, das rochas da crosta terrestre.
Cor - Esverdeada.

7. QUARTZO

Fórmula - (SiO2)

Cor - Incolor, branco, púrpura, preto, cinza, leitoso, etc. 
Composição -  46.74 %  Si, 53.26 %  O.
Ocorrência - É gerado por processos metamórficos, magmáticos, diagenéticos e hidrotermais.
Usos - Areia para moldes de fundição, fabricação de vidro, esmalte, saponáceos, dentifrícios, abrasivos, lixas, fibras óticas, refratários, cerâmica, produtos eletrônicos, relógios, indústria de ornamentos; fabricação de instrumentos óticos, de vasilhas químicas, refratários etc. É muito utilizado também na construção civil como areia e na confecção de jóias baratas, em objetos ornamentais e enfeites, na confecção de cinzeiros, colares, pulseiras, pequenas esculturas etc.

8. TOPÁZIO

Fórmula - Al2SiO4(OH,F)2
Composição - 55,95 % Al2O3, 32,97 % SiO2, 4,45 % H2O, 11,47 % F.
Cor - Branco, amarelo-vinho, amarelo-palha, cinza, verde, azul, vermelho.
Ocorrência - Ocorre em granitos e riólitos, veios ou cavidades, sendo nestes últimos resultado de cristalização pneumatolítica residual de magmas. Ocorre também em alguns xistos e gnaisses, como resultado do mesmo processo. Frequentemente encontrado em pegmatitos.
Usos - Gema e indústria de refratários.

9. CORÍNDON

Fórmula – Al2O3
 
Composição - Trióxido de Alumínio (Al2O3), 52,9% de Al, 47,1% de O.
Cor - Cor variada (incolor, branco, cinza, vermelho, azul, amarelo etc.)
Ocorrência - Gerado por processos magmáticos e metamórficos de temperatura moderada a alta, em condições excesso de Al, ou deficiência de álcalis e sílica. Portanto, aparece em rochas ígneas pobres em sílica, nos contatos de corpos peridotíticos, rochas aluminosas submetidas a metamorfismo de contato ou regional. Pode ser produzido artificialmente por aquecimento de alumina acima de 450ºC. Pelo processo Verneuil, são produzidas gemas sintéticas,  adicionando-se pequenas quantidades de Fe, Cr, V ou Ti para dar a cor apropriada.
Usos - São diversas as variedades, que normalmente são definidas pela coloração, sendo as principais rubi (vermelho vivo), safira (azul), topázio oriental (amarelo), ametista oriental (roxo-violeta), esmeralda oriental (verde-claro), esmeril (mistura de coríndon com outros minerais). O coríndon não utilizável em joalheria é usado como abrasivo, em ferramentas cortantes e também como material refratário, em virtude do elevado ponto de fusão. A preparação sintética do rubi e da safira é feita com tal perfeição e baixo custo e, praticamente, não há necessidade de falsificações; todavia, é relativamente fácil reconhecer ao microscópio as gemas naturais pela estrutura zonal da bem delimitada, definida pela coloração e inclusões de outros minerais, ao passo que as pedras sintéticas normalmente possuem inclusões gasosas. O esmeril é o coríndon impuro, empregado como abrasivo, na fabricação de lixas, rebolos etc., cabendo ressaltar que o uso do material natural para estas finalidades diminuiu bastante pelo uso de correspondentes artificiais.

10. DIAMANTE
 
Fórmula –  Contém apenas átomos de Carbono (C).
 
Composição - C (Carbono puro)
Cor - Transparente, branco, cinza, preto, azul ou amarelo.
Ocorrência - Gerados em grande profundidade, onde a pressão em relação ao grau geotérmico permite sua geração, sendo que quanto maior o grau geotérmico mais profundo seu ambiente de formação. Dessa forma, esse mineral apenas pode aparecer na superfície trazido por magmas de origem profunda e ascensão rápida (quimberlíticos e lamproíticos) , pois se a subida for lenta, há possibilidade de formação de grafita, com a diminuição da pressão e manutenção da temperatura.
Usos - Gema na joalheria, ferramentas de corte, brocas, abrasivos, serras diamantadas, fios diamantados, "canetas" para cortar vidro.
 
Curiosidade sobre os diamantes: O diamante é muito resistente e utilizado, por exemplo, nos equipamentos de perfuração de petróleo e para o corte de vidro. O diamante é tão resistente que somente um diamante corta outro diamante.


O que são placas tectônicas?


O que são placas tectônicas?



São os gigantescos blocos que compõem a camada sólida externa do nosso planeta, sustentando os continentes e os oceanos. Impulsionadas pelo movimento do magma incandescente no interior da Terra, as dez principais placas se empurram, afastam-se umas das outras e afundam alguns milímetros por ano, alterando suas dimensões e modificando o contorno do relevo terrestre. Esses gigantescos fragmentos atuam como artistas que recriam a paisagem da Terra. Aliás, a palavra tectônica vem de tektoniké, expressão grega que significa "a arte de construir". "Mas é mais correto chamar essas estruturas de placas litosféricas, já que elas se estendem por toda a camada exterior do planeta, a chamada litosfera", diz o geofísico Eder Cassola Molina, da Universidade de São Paulo (USP).
A litosfera possui cerca de 150 quilômetros de espessura, uma ninharia perto dos 6 371 quilômetros necessários para se chegar até o centro do planeta. Cada vez que as enormes placas se encontram, uma grande quantidade de energia, equivalente a milhares de bombas atômicas, fica acumulada em suas rochas. De tempos em tempos, o arsenal é liberado de forma explosiva, através de terremotos que chacoalham o globo - geralmente, nas bordas das placas. Nos limites dos blocos que sustentam oceanos, a trombada subterrânea pode dar origem a vulcões, quando montanhas de rocha derretida aproveitam as fendas para subir por entre as placas.
PLACA DO PACÍFICO
A maior placa oceânica - são cerca de 70 milhões de quilômetros quadrados - está em constante renovação na região do Havaí, onde o magma sobe e cria ilhas vulcânicas. No encontro com a placa das Filipinas, a placa afunda em uma região conhecida como fossa das Marianas, onde o oceano atinge sua profundidade máxima: 11 034 metros
PLACA DE NAZCA
A cada ano, essa placa de 10 milhões de quilômetros quadrados no leste do oceano Pacífico fica 10 centímetros menor pelas trombadas com a placa sul-americana. Esta, por ser mais leve, desliza por cima da placa de Nazca, gerando vulcões e elevando mais as montanhas dos Andes
PLACA SUL-AMERICANA
Como o Brasil está bem no meio desse bloco de 32 milhões de quilômetros quadrados, sente pouco os efeitos de terremotos e vulcões. No centro do continente, a placa mede 200 quilômetros de espessura. Na borda com a placa da África, os terrenos mais jovens não passam de 15 quilômetros
PLACA DA AMÉRICA DO NORTE E DO CARIBE
Com 70 milhões de quilômetros quadrados, engloba toda a América do Norte e Central. O deslocamento horizontal em relação à placa do Pacífico cria uma fronteira turbulenta: em um dos limites, na Califórnia, está a falha de San Andreas, famosa pelos terremotos arrasadores
PLACA DA ÁFRICA
No meio do Atlântico, uma falha submersa abre caminho para o magma do manto inferior, fazendo com que esse bloco se afaste progressivamente da placa sul-americana - com quem formava um continente único há 135 milhões de anos - e cresça de tamanho. A tendência é passar os 65 milhões de quilômetros quadrados atuais
PLACA DA ANTÁRTIDA
A parte leste da placa, que há 200 milhões de anos estava junto de Austrália, África e Índia, chocou-se com pelo menos cinco placas menores que formavam o lado oeste. O resultado é um bloco que dá suporte à Antártida e a uma parte do Atlântico Sul, em um total de 25 milhões de quilômetros quadrados
PLACA INDO-AUSTRALIANA
O bloco de 45 milhões de quilômetros quadrados que sustenta a Índia, a Austrália, a Nova Zelândia e a maior parte do oceano Índico ruma velozmente para o norte. Além do subcontinente indiano se chocar com a Ásia, a borda nordeste bate na placa das Filipinas, criando novas ilhas na região turbulenta
PLACA EUROASIÁTICA OCIDENTAL
Sustenta a Europa, parte da Ásia, do Atlântico Norte e do mar Mediterrâneo. Na trombada com a placa indo-australiana, nasceu o conjunto de montanhas do Himalaia, no sul da Ásia, onde há mais de 100 montanhas com altitudes superiores a 7 mil metros. Sua área total é de 60 milhões de quilômetros quadrados
PLACA EUROASIÁTICA ORIENTAL
Em seu movimento para o leste, esse bloco de 40 milhões de quilômetros quadrados choca-se contra a placa das Filipinas e com a do Pacífico, na região onde fica o Japão. O encontro triplo é tumultuado e dá origem a uma das áreas do globo com maior índice de terremotos e vulcões
PLACA DAS FILIPINAS
Essa pequena placa de apenas 7 milhões de quilômetros quadrados concentra em seus limites quase a metade dos vulcões ativos do planeta. Colisões com a placa euroasiática oriental causam terremotos e erupções destruidoras, como a do monte Pinatubo, em 1991, considerada uma das mais violentas dos últimos 50 anos