sábado, 31 de julho de 2021

Gemas do Brasil- TUDO SOBRE O RUBI

TOPÁZIO AZUL

OPALA NEGRA EXTRA COM 16 QUILATES

Virgin Rainbow: conheça uma das opalas mais valiosas do mundo


a virgin rainbow (Foto: reprodução)

A Virgin Rainbow, uma das opalas mais valiosas do mundo (avaliada em US$ 1 milhão), será exposta no South Australian Museum - é a primeira vez que ela será mostrada para o público. Mas o que a torna tão valiosa? 

Basicamente é a maneira com que ela foi formada - a opala não é tecnicamente um mineral, mas sim o que os cientistas chamam de mineraloides. Isso significa que eles não formam uma estrutura cristalina uniforme. Elas são formadas de uma mistura de água e sílica. Essa mistura forma um gel que, eventualmente, endurece e forma as pedras que conhecemos. 

Como esse gel acaba vazando para espaços abertos na rocha, ele também pode envolver material biológico ou a rocha pode se formar em espaços abertos neste mesmo material. Assim que ocorre a decomposição, fica para trás a rocha - com formas extremamente orgânicas. Esse fenômeno é relativamente comum na Austrália - é de lá que vêm 90% das opalas do mundo. 

A Virgin Rainbow foi descoberta em 2003, próxima da cidade de Coober Pedy - que é considerada a capital mundial das opalas. Como você pode ver pela foto, ela é famosa por brilhar com inúmeras cores dependendo do ângulo de incidência da luz. Acredita-se que ela tenha sido formada na carcaça de um cefalópode que viveu durante o período Mesozóico.

A opala mais valiosa do mundo, atualmente, é a Olympic Australis (batizada porque os jogos olímpicos estavam acontecendo na Austrália, onde ela foi encontrada, no mesmo período da descoberta, em 1956). A joia tem 11 polegadas de comprimento e 4 polegadas de largura - seu valor estimado é de US$250 milhões.


Fonte: GALILEU


sexta-feira, 30 de julho de 2021

Garimpeiros invadem a Praia do Leblon em busca de ouro e moedas

 A Praia do Leblon já acordou hoje, bem cedinho, cheia de garimpeiros. São pessoas atrás de coisas, como ouro ou qualquer coisa de valor, que o mar agitado traz para a espuma. Eles continuam lá até agora. Boa sorte!


     

    Fonte: O GLOBO

Usiminas retoma análise de nova linha de galvanização, mantém dividendo em 25%

 

Ações38 minutos atrás (30.07.2021 14:21)
Usiminas retoma análise de nova linha de galvanização, mantém dividendo em 25%© Reuters. Funcionário em usina siderúrgica da Usiminas em Ipatinga (MG). 17/4/2018. REUTERS/Alexandre Mota

SÃO PAULO (Reuters) - A Usiminas (SA:USIM5) voltou a avaliar a instalação de uma nova linha de galvanização em sua usina siderúrgica em Ipatinga (MG) diante da forte demanda local e sua confortável situação de caixa, afirmou nesta sexta-feira o vice-presidente financeiro da companhia, Alberto Ono.

"As três linhas que temos estão à plena capacidade...Por isso, é algo natural a se considerar, mas ainda não temos definição", disse Ono, em teleconferência com analistas após a empresa divulgar resultado trimestral recorde.

"Voltamos a estudar isso com mais intensidade", afirmou o executivo sem detalhar. Em geral, uma nova linha de galvanização tem capacidade para 400 mil a 500 mil toneladas por ano.

Ono afirmou que o foco da Usiminas atualmente está em financiar investimentos contratados com caixa próprio e por isso não avalia por ora mudar sua política de dividendos, atualmente no mínimo obrigatório de 25% do lucro. A posição é semelhante à divulgada mais cedo nesta semana pela rival CSN (SA:CSNA3).

A empresa tem pela frente a reforma do alto forno 3 de Ipatinga, o maior da usina, que deve exigir 2,1 bilhões de reais e cuja parada para trabalhos está prevista para 2023.

E apesar de o volume de vendas de aço no segundo trimestre ter sido o maior desde 2014, cerca de 1,3 milhão de toneladas, a Usiminas ainda acha prematuro um retorno da produção de aço bruto de sua usina em Cubatão (SP), paralisada cinco anos atrás por falta de demanda que justificasse os custos da operação.

Na avaliação de Ono, todo o crescimento de vendas e preços de aço no mercado interno desde o terceiro trimestre de 2020 ocorreu em sua maioria em função de movimento de recomposição de estoques dos consumidores de aço, o que foi concluído em grande parte no mês passado.

"Para termos um pouco mais de convicção sobre a sustentabilidade da demanda, precisamos olhar um pouco mais se a recuperação do mercado doméstico permanece ou não", disse o executivo da Usiminas, sem precisar quando isso pode ocorrer.

Sobre o mercado interno no curto prazo, a avaliação da companhia é que a situação de demanda e oferta, incluindo de material importado, sinaliza estabilidade de preços, disse o vice-presidente comercial da Usiminas, Miguel Camejo.

Apesar disso, os reajustes já anunciados pela empresa ainda devem ter impacto nos próximos meses ao elevarem os preços médios do segundo para o terceiro trimestre. Sem ar detalhes, ele afirmou que a diferença de preços entre o aço produzido no país e o importado, conhecida como prêmio, é hoje de 10% e 15%.

Já sobre a área de produção de minério de ferro, o presidente da Mineração Usiminas (Musa), Carlos Héctor Rezzonico, afirmou que a empresa ganhou mais prazo para decidir sobre investimentos bilionários para ampliar sua capacidade, o chamado "Projeto Compactos", há anos na pauta do grupo.

Segundo ele, após ter comprado áreas que permitiram a exploração de zonas que antes não podiam ser aproveitadas, a Musa tem um horizonte de extração de minério de pelo menos oito anos sem o Projeto Compactos. "Isso gera uma tranquilidade para o investimento no Compactos", afirmou. "Continuamos avançando com os estudos de investimentos, mas a aprovação final deste projeto não precisa se dar antes de 2023."

 

(Por Alberto Alerigi Jr., edição de Aluísio Alves)



Fonte: Reuters

Cautela externa, China e temor com inflação local impedem recuperação do Ibovespa


Ações2 horas atrás (30.07.2021 12:17)
Cautela externa, China e temor com inflação local impedem recuperação do IbovespaCautela externa, China e temor com inflação local impedem recuperação do Ibovespa

Tom cauteloso no exterior no último pregão de julho impede recuperação do Ibovespa. Na quinta-feira, 29, ao contrário de Nova York, o índice à vista da B3 (SA:B3SA3) fechou em queda de 0,48%, aos 125.675,33 pontos. Nesta sexta-feira, 30, a aversão ao risco externa a preocupações internas com o fiscal e com a inflação jogam o Ibovespa para o negativo. Às 11h19, cedia 1,21%, aos 124.160,28 pontos, na mínima intradia.

Dúvidas sobre as novas regulações de Pequim ao setor privado do país e da decisão do gigante asiático de reduzir a produção de aço ficam no radar nesta sexta-feira. Neste ambiente, o Ibovespa dificilmente deixará de encerrar o mês em queda, após quatro altas mensais seguidas. No horário acima, a perda acumulada em julho é de 1,79%. Nem mesmo tende a terminar a semana com valorização, depois de ceder na anterior. Até agora, a perda semana é de 0,41%.

Por ser o último dia da semana e do mês, o grande ponto, observa Thomas Giuberti, sócio da Golden Investimentos, é que poucos investidores tenderão ao risco. "Ninguém vai tomar risco. Semana que vem temos Copom, entra agosto e Brasília estará de volta termina recesso parlamentar", cita.

A aversão a risco acomete os mercados, a despeito de alguns balanços fortes e melhores do que o esperado nos EUA. A exceção foi ontem, com a Amazon (NASDAQ:AMZN) (SA:AMZO34), cujo resultado veio aquém das expectativas. Por lá, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) teve alta de 0,1% em junho, ante previsão de queda de 0,2%. A medida de inflação mais usada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não surpreendeu, avalia o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

"Veio alinhado com o PIB de ontem, abaixo do esperado, mostrando que a inflação e o crescimento dos EUA não estão tão fortes, tão acelerados. Reforça que Jerome Powell (presidente do Fed) está correto em suas análises e no tom mais 'dovish' com a economia americana", afirma Laatus. Neste sentido, explica, a tendência é de continuidade de estímulos nos EUA.

As bolsas europeias caem mesmo após dados de atividade melhores na zona do euro, na esteira de preocupações com as medidas restritivas da China a empresas. O minério de ferro fechou com forte queda de 7,39%, no porto chinês de Qingdao, a US$ 181,57 a tonelada, o que pode impedir recuperação das ações do setor. Vale (SA:VALE3) cedia 3,52%.

De acordo com Naio Ino, Responsável pela mesa de trading de equities da Western Asset (NYSE:WMC), a semana teve muita notícia que incomodou o mercado, como as vindas da China, o que sempre acaba gerando preocupação, mas pode ser algo pontual. "Aqui, obviamente tem sempre os ruídos políticos e os mercados ainda dando mais atenção a resultados. Os investidores continuarão de olho no desempenho das empresas e mais ainda nas perspectivas para os próximos trimestres", afirma.

Nem mesmo os números da Usiminas (SA:USIM5) amenizam a queda das ações e do Ibovespa. O lucro líquido da siderúrgica veio 50,68% acima da média das estimativas consolidadas pelo Projeções Broadcast. O lucro entre abril e junho de 2021 foi de R$ 4,543 bilhões, enquanto a média das projeções era de R$ 3,015 bilhões. As vendas de aço da Usiminas somaram 1,32 milhão de toneladas, o maior volume desde o terceiro trimestre de 2014.

Além da cautela externa, o Ibovespa continua se ajustando também às perspectivas de um Copom mais agressivo na próxima semana. De 51 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 44 (86%) preveem aumento juro em um ponto porcentual, de 4,25% para 5,25%.

O déficit de R$ 65,508 bilhões em junho do setor público consolidado ficou mais forte do que a mediana negativa de R$ 64,2 bilhões das projeções (-R$ 75,3 bilhões a -R$ 29,756 bilhões), o que pode incomodar também, em meio a ameaças ao teto de gastos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou ontem que o programa para impulsionar a geração de empregos ente jovens, chamado de BIP, será bancado por meio de crédito extraordinário, que fica fora do teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação.

Além disso, hoje o presidente Jair Bolsonaro afirmou que se a pandemia de covid-19 continuar, pretende manter o pagamento do auxílio emergencial a pessoas que necessitam de ajuda financeira.



Fonte: ESTADÃO

quinta-feira, 29 de julho de 2021

ESMERALDA EXTRA COM 16 QUILATES

Com novo modelo, Nubank quer aumentar limite do cartão de 35 milhões de clientes

 

Ações10 minutos atrás (29.07.2021 13:41)
Com novo modelo, Nubank quer aumentar limite do cartão de 35 milhões de clientes© Reuters Com novo modelo, Nubank quer aumentar limite do cartão de 35 milhões de clientes

A fintech Nubank afirma que vai aumentar o limite do cartão de crédito de até 35 milhões de clientes nos próximos 12 meses, sendo que até o final deste ano, 10 milhões terão mais crédito disponível. De acordo com a instituição, a elevação de limites colocará à disposição dos clientes mais R$ 26 bilhões até julho de 2022.

A mudança é fruto de um novo modelo de crédito adotado pelo Nubank após dois anos de pesquisas e testes. Segundo o banco digital, o novo projeto vai dar maior escala à operação, assim como sofisticação e agilidade na análise de pedidos de aumento de limite. A expectativa é de aumento de 260% na oferta de crédito.

"Realizamos milhares de testes para entender mais profundamente o comportamento dos clientes e hoje podemos aumentar o limite de uma maneira responsável. Temos agora uma capacidade ainda mais precisa de projetar os gastos dos consumidores", afirma Jacob Sisk, diretor de ciência de dados da fintech, em nota à imprensa. A ideia do novo formato, segundo o banco, é a de uma oferta de crédito "ordenada", para evitar um aumento na inadimplência.

Dados do Nubank apontam que apenas 3% dos clientes da instituição utilizam o crédito rotativo do cartão, aquele que é concedido pelos bancos quando apenas parte da fatura é paga, e que tem juros maiores que as demais modalidades.

Por outro lado, a demanda por limites maiores costuma levar o Nubank com frequência ao rol de assuntos mais comentados nas redes sociais. Foi assim quando o banco digital anunciou a entrada da cantora Anitta em seu conselho de administração. Em nota, ela afirma que o pedido por mais crédito foi uma das primeiros assuntos que levou para discussão no órgão colegiado.

Hoje, o Nubank tem mais de 40 milhões de clientes, sendo que seu produto mais conhecido é o cartão de crédito roxinho, sem anuidade. 26 milhões de pessoas no Brasil utilizam a conta digital do banco, sem cobrança de tarifas.



Fonte: ESTADÃO

O negócio secreto das pedras preciosas coloridas

 

O negócio secreto das pedras preciosas coloridas

 




O Tapajós esta entrando no mundo das pedras preciosas coloridas, por enquanto com o topázio e a ametista. A cobertura florestal ainda é um impecilho para a descoberta de mais jazidas e mais tipos de pedras, mas é só questão de tempo.

Richard Hughes é o "Indiana Jones" moderno das pedras preciosas. Há décadas, esse americano percorre o planeta atrás das gemas mais valiosas, encarando pelo caminho aventuras dignas do cinema. Essa indústria, que movimenta US$ 10 bilhões por ano, é envolta não só em beleza, mas também em mistério.
Ao contrário do negócio mundial de diamantes, que é em grande parte controlado por empresas gigantes como a De Beers e minuciosamente monitorado por investidores e banqueiros de Wall Street, o mundo das pedras preciosas coloridas ainda é dominado por pequenos mineradores e aventureiros que vão a alguns dos lugares mais perigosos e subdesenvolvidos do mundo em busca de novos tesouros. As melhores pedras tendem a vir de países como Madagascar, Tajiquistão, Colômbia e Mianmar, onde o contrabando muitas vezes corre solto, a manutenção de registros é deficiente e os donos de minas com frequência impedem a presença de comerciantes de fora por medo de que façam seus próprios negócios com os moradores locais.
Em alguns casos, especialistas como Hughes compram pedras de garimpeiros ou intermediários e as revendem a clientes ricos. Há gemas que chegam ao público através de atacadistas que as compram em leilões ou mercados abertos na Tailândia, Índia e outros centros de processamento. Só num leilão em Mianmar, em 2011, as vendas chegaram a US$ 2,8 bilhões. De qualquer forma, os compradores de pedras preciosas raramente têm ideia de onde vieram as pedras e, mesmo se quisessem, provavelmente não teriam como descobrir sua origem. Quando se trata de rastrear os dados mais básicos sobre quais países produzem a maioria das pedras, a indústria é "muito vaga", diz Jean Claude Michelou, vice-presidente da Associação Internacional de Pedras Preciosas Coloridas, entidade que representa o setor.
Na verdade, é praticamente impossível encontrar um diretor-presidente ou grandes acionistas por trás das maiores minas de rubi ou safira do mundo. Em Mianmar, país há muito considerado a principal fonte mundial de rubis e jade, muitas minas são controladas pelos militares ou seus colaboradores mais próximos, incluindo alguns que são alvo de sanções dos Estados Unidos impostas anos atrás para punir o autoritário regime militar do país. (Embora muitas dessas sanções tenham sido relaxadas nos últimos dois anos, quando um novo governo reformista começou a reverter décadas de rígido controle militar, algumas restrições sobre as pedras preciosas de Mianmar foram mantidas.) Mas as pedras também podem vir de caçadores privados de fortunas cujas identidades são desconhecidas fora de seus países. Um dos magnatas que Hughes conheceu durante uma perigosa caçada a jade em minas da remota Hpakant, em Mianmar, era um ex-motorista de táxi que começou com uma pedra bruta que comprou por US$ 23 de um passageiro e a revendeu por US$ 5.000 para um comerciante de jade. (Quando Hughes o conheceu, em 1996, ele posou para uma fotografia sobre uma pilha de pedras de jade que ocupava uma sala inteira de sua casa.)


Ao mesmo tempo em que é difícil acompanhar o crescimento da indústria, os especialistas dizem que os preços vêm subindo significativamente nos últimos anos, em grande parte porque o fornecimento é inconstante. Robert Genis, um comerciante e caçador de pedras preciosas do Arizona que entrou para o negócio na década de 70, diz que os rubis de alta qualidade de Mianmar quadruplicaram de valor no varejo, para mais de US$ 40.000 o quilate, desde meados da década de 90, enquanto as esmeraldas colombianas praticamente dobraram de valor em relação ao início dos anos 2000. Hughes, que já viajou para mais de 30 países em busca de pedras e agora vive em Bangkok, diz que os preços do jade aumentaram em dez vezes nos últimos cinco anos, devido em grande parte ao aumento da demanda da China, embora recentemente os preços tenham caído ligeiramente.
Para quem estiver disposto a manter suas pedras por um longo período, o retorno pode ser enorme. Considere a safira de 62 quilates que John D. Rockefeller Jr. comprou de um marajá indiano em 1934 e a transformou em um broche para sua esposa. A família vendeu a pedra em 1971 a um negociante de joias por US$ 170.000. Nove anos depois, ela voltou ao mercado e foi vendida por US$ 1,5 milhão e, em 2001, foi revendida por mais de US$ 3 milhões. Outra safira famosa, comprada pelo empresário James J. Hill para sua esposa na década de 1880, por US$ 2.200, foi vendida por mais de US$ 3 milhões em um leilão em 2007. E há ainda o rubi de 8 quilates de Mianmar dado a Elizabeth Taylor pelo marido, o ator Richard Burton, em 1968, como presente de Natal. Em 2011, ele foi leiloado por US$ 4,2 milhões.


O diamante ainda continua a ser o melhor amigo de uma mulher, como disse uma vez a atriz americana Marilyn Monroe, mas as pedras coloridas continuam a ter um fascínio quase místico. Parte da atração está ligada à sua beleza luminosa e à sua raridade. Para muitas pessoas ricas, especialmente na Ásia, não há nada como ter uma coleção de pedras brilhantes que podem transportar ou esconder para vender em caso de emergência. Isso se tornou ainda mais comum com a crise financeira global.
Encontrar novas grandes pedras para saciar a demanda mundial, porém, não é tarefa fácil. É aí que os caçadores entram em ação. Genis, o negociante do Arizona, diz que entrou nesse negócio ainda na faculdade, quando estudou mapas para ver onde estavam os recursos naturais mais cobiçados do mundo, incluindo estanho, ouro e cobre. Foi o pequeno símbolo verde na Colômbia, representando depósitos de esmeralda, que mais o atraiu. Ele vendeu um aparelho de som e um carro velho, juntando US$ 1.000 para a viagem.
Após uma viagem de ônibus até a fronteira da Califórnia com o México, alguns trens e muitas caronas, Genis desembarcou no distrito de esmeraldas de Bogotá e usou o dinheiro que lhe restava para comprar pedras preciosas. Voltou aos EUA e duplicou o investimento vendendo as pedras. "De repente, tinha US$ 1.000 a mais e pensei: 'Isso é muito melhor do que ir para a faculdade'", lembra. Após várias visitas, ele estava ganhando o suficiente para ir de avião à Colômbia, com paradas para se divertir no Caribe.
Hoje, Genis contrata outras pessoas para buscar muitas das pedras que vende, incluindo um associado de Mianmar que conheceu durante uma conferência de pedras preciosas e tem conexões com os famosos depósitos de rubi de Mogok. Apesar de não serem tão selvagens como em Hpakant, as minas de Mogok também são estritamente vigiadas por militares — e reverenciadas em todo o mundo.
O apelo é evidente quando se considera o tipo de negócio que se consegue por lá. A última descoberta de Genis: uma safira de 39 quilates que agora está à espera de ser leiloada na Sotheby's. Genis diz que calcula que a pedra possa arrecadar até US$ 1 milhão na prestigiada casa de leilões. "Para muitos desses colecionadores, é quase como heroína: quando você começa, não consegue parar", diz.


À medida que a demanda por pedras preciosas coloridas continua crescendo, uma questão permanece no ar: será que essa indústria pode se autorregular? Parte da resposta pode estar a meio mundo de distância de Mianmar, em Londres, no nobre bairro de Mayfair. Lá, um grupo de veteranos da indústria de mineração está elaborando seu próprio plano para obter mais pedras coloridas.
A empresa do grupo, a Gemfields, está tentando se tornar uma potência da indústria, algo como a De Beers das pedras coloridas. Apoiada por um ex-diretor-presidente da mineradora anglo-australiana BHP Billiton, a maior mineradora do mundo, e com ações negociadas na Bolsa de Londres, a Gemfields afirma que tem a meta de assegurar os direitos sobre uma percentagem grande o suficiente da produção mundial de pedras preciosas para introduzir processos modernos de mineração e, assim, garantir um fornecimento mais previsível, ao mesmo tempo em que investe pesadamente em marketing para tornar as pedras mais conhecidas.
Ian Harebottle, o sul-africano que é diretor-presidente da empresa, diz que pedras coloridas costumavam ser tão populares quanto os diamantes até a década de 40, quando a De Beers começou a pôr em ação seu gigantesco orçamento de marketing, com slogans como "um diamante é para sempre". Hoje, as vendas de pedras coloridas são apenas uma fração dos US$ 70 bilhões do comércio internacional de diamantes, e os mineradores de pequeno porte que dominam o negócio não têm o dinheiro ou a escala necessários para fazer muita coisa, diz ele.


A Gemfields já produz 20% das esmeraldas do mundo, em uma grande mina da qual é sócia na Zâmbia. A empresa informa que é responsável por até 40% da oferta mundial de ametista e está começando a produzir rubis em um grande depósito em Moçambique. A Gemfields quer se expandir em outros lugares — inclusive Mianmar, se o governo do país mantiver o ritmo da reformas e a situação dos direitos humanos melhorar, diz Harebottle.
A Gemfields também comprou recentemente a Fabergé, famosa marca de joias que remonta à era dos czares russos. A ideia é usar a Fabergé, que tem lojas em todo o mundo, para comercializar algumas de suas pedras no segmento ultraluxo, à medida que cria uma das primeiras cadeias do mundo de fornecimento de gemas coloridas do tipo "da mina ao mercado".
As iniciativas da Gemfields ocorrem em meio a outras tentativas por parte de investidores para trazer práticas mais modernas para a indústria, incluindo disponibilizar mais amplamente as informações de preços e melhorar a classificação das pedras e o monitoramento de práticas, de modo que os consumidores possam ter um ideia melhor sobre quanto valem suas pedras e de onde elas vieram. Funcionários da Associação Internacional de Pedras Preciosas Coloridas, por exemplo, estão pressionando pela criação de um sistema para rastrear as origens das gemas coloridas. Michelou, da associação, diz que alguns países, incluindo Colômbia, Tanzânia e Sri Lanka, têm manifestado interesse.
Ao mesmo tempo, outras empresas estão criando cadeias de fornecimento "da mina ao mercado" e atualizando seus métodos de produção. Entre elas está a TanzaniteOne Mining e sua controladora, a britânica Richland Resources Ltd., que têm ajudado a transformar o mercado de tanzanita ao investir em minas que antes eram artesanais na região do Monte Kilimanjaro, onde estão os únicos depósitos da rara pedra azul conhecidos no mundo. E até mesmo as minas de Hpakant, em Mianmar, estão adotando mais mecanização nos últimos anos, com máquinas de terraplenagem substituindo muitos trabalhadores, embora o local, em geral, continue fora de controle. Tudo isso poderia um dia impulsionar o valor das pedras coloridas caso consiga tornar as fontes mais confiáveis e aumentar a demanda.
"A indústria de pedras coloridas provavelmente irá nessa direção, [de] mineração mais racional e mais formal", diz Russell Shor, analista do Instituto Gemológico dos EUA, uma das maiores autoridades do mundo em pedras preciosas. "Vai ser um processo lento, mas creio que seja esse o futuro."


No entanto, muitas pessoas, incluindo vários caçadores de pedras, permanecem céticos. Os principais depósitos de pedras do mundo, afirmam, são muitas vezes pequenos demais para justificar grandes investimentos e às vezes podem ser explorados de forma mais eficiente com ferramentas manuais primitivas. As minas estão tão espalhadas e em lugares tão irregulares que poderia ser muito complicado — sem falar no custo — trazê-las para a era moderna. "Quantos trilhões você tem?", pergunta Genis. "Com exceção dos diamantes, a maioria das fontes de pedras preciosas é antiga e as melhores pedras já se foram." Tentar integrar as minas, diz ele, "seria praticamente impossível".
Hughes, o caçador de pedras que vive em Bangkok, concorda. Segundo ele, as pessoas sempre se interessaram em trazer mais ordem para o comércio de joias. Mas a Mãe Natureza protege seus tesouros muito bem, escondendo-os em locais de acesso extremamente difícil, diz ele, e as pessoas que cuidam deles têm pouco incentivo para entregar o controle a Londres, Wall Street ou qualquer outro interessado.
"As pedras preciosas são diferentes de outros tipos de mineração", diz Hughes, porque há uma alta concentração de valor em áreas muito pequenas e relativamente poucas pedras. Além disso, apenas as pessoas, e não as máquinas, podem separar espécimes valiosas das que não valem nada — e isso inclui os garimpeiros artesanais que hoje controlam grande parte dessa atividade. Se as grandes empresas tentarem impor mais ordem, diz ele, "sempre haverá pessoas encontrando formas de contorná-la".


Fonte: Jornal do ouro

quarta-feira, 28 de julho de 2021

TUDO SOBRE O CRISTAL DE QUARTZO


                  CRISTAL DE QUARTZO

 quartzo é o segundo mineral mais abundante da Terra (aproximadamente 12 % vol.), perdendo apenas para o grupo de feldspatos. Possui estrutura cristalina trigonal composta por tetraedros de sílica (dióxido de silício, SiO2),[onde cada oxigênio fica dividido entre dois tetraedros.
Existem diversas variedades de quartzo, alguns chegando a ser considerados pedras semipreciosas. Desde a antiguidade, as variedades de quartzo foram os minerais mais utilizados na confecção de joias e esculturas de pedra, especialmente na Europa e no Oriente Médio. Hoje, sabe-se que mineradores de rochas contendo quartzo podem sofrer de uma doença pulmonar denominada silicose.

Hábito Cristalino e Estrutura

O quartzo pertence ao sistema de cristal hexagonal. A forma de cristal idealizada é um prisma de seis lados, que, em cada um desses lados, possui outras pirâmides com seis lados.
Na natureza, cristais de quartzo são muitas vezes irregulares, distorcidos, desenvolvido com cristais adjacentes de outros minerais, ou mesmo com faces cristalinas difíceis de identificar, que fazem o quartzo parecer maciço.

Abaixo, exemplos de duas configurações cristalinas para o quartzo, denominadas α-quartzo e β-quartzo. A transformação entre elas envolve apenas uma rotação de um tetraedro com respeito ao outro, sem alteração da forma como eles são ligados.

Tipos de ocorrência

Ocorre geralmente em pegmatitas graníticas e veios hidrotermais. Cristais bem desenvolvidos podem atingir vários metros de extensão e pesar centenas de quilogramas. A erosão de pegmatitas pode revelar bolsões de cristais, conhecidos como "catedrais". Pode também ter origem metamórfica ou sedimentar.
Geralmente associado aos feldspatos e micas. É constituinte essencial de granito, arenito, quartzitos por exemplo. Adicionalmente, pode ocorrer em camada, particularmente em variedades como a ametista; neste caso, os cristais desenvolvem-se a partir de uma matriz e deste modo apenas é visível uma pirâmide terminal. Um geode de quartzo, consiste de uma pedra oca (geralmente de forma aproximadamente esférica), cujo interior é revestido por uma camada de cristais.

Propriedades Físicas

O seu hábito cristalino é um prisma de seis lados que termina em pirâmides de seis lados, embora frequentemente distorcidas e ainda colunar, em agrupamentos paralelos, em formas maciças (compacta, fibrosa, granular, criptocristalina), maclas com diversos pseudomorfos. Possui dureza 7 na Escala de Mohs.
Apresenta as mais diversas cores (alocromático), caracterizando suas muitas variedades. Peso específico 2,65 kN/m³. Sem clivagem, apresentando fractura concoidal. Entre as propriedades físicas mais significativas do quartzo destaca-se sua dureza 7, na escala Mohs (o máximo desta escala é 10, que corresponde ao diamante). O brilho do quartzo é variável, do vítreo ao fosco, e o mesmo ocorre com sua cor, que oscila por diversas tonalidades: incolor, rosada, amarela, marrom e cinza, de acordo com a variedade. Ao ser arranhada com um material mais duro, a superfície do quartzo apresenta sempre um traço branco.

O Quartzo possui baixa perda acústica, notável estabilidade química e térmica. Apresenta o efeito piezoelétrico, ou seja, cargas elétricas positiva e negativa em vértices opostos quando ele é submetido a pressão ou tensão. Essas cargas elétricas são proporcionais à alteração da pressão. Em outras palavras, se aplicarmos um pulso de tensão em um bloco de cristal de quartzo, essa tensão irá gerar uma vibração mecânica, que, por sua vez, cria uma tensão elétrica oscilante.] Um cristal de quartzo tende a vibrar em sua respectiva frequência de ressonância, que, por sua vez, é determinada pelas características físicas do cristal.
Esses fatores fazem com que um bloco de quartzo cristalino seja um ótimo ressoador mecânico, com baixa taxa de amortecimento.
A propriedade da pireletricidade, que consiste no aparecimento de cargas elétricas em resposta ao aquecimento do cristal, também se verifica.




Aplicações e utilizações

Devido às suas propriedades físicas, podemos utilizar esse material para diversas utilidades, por exemplo:

  • Computadores: Osciladores de Quartzo criam frequências precisas usadas como uma espécie de relógio para determinar o ritmo de funcionamento dos computadores.
  • Construção civil: O Quartzo serve de matéria prima para vários produtos da construção civil, como areia para moldes de fundição, fabricação de vidro, é muito utilizado também como agregado fino;
  • Eletrônica: As suas propriedades piezoelétricas e estabilidade na oscilação tornam o quartzo um material ideal para ser utilizado em Osciladores. Estes, por sua vez, podem ser utilizados como clocks em circuitos eletrônicos.
  • Rádios: Pode ser utilizada para estabilizar frequências de transmissores de rádio.
  • Ferramentas e utensílios: dentifrícios, abrasivos, lixas, refratários, cerâmica, indústria de ornamentos e enfeites;
  • Química: esmalte e saponáceos, devido ao seu brilho e dureza. É um material abrasivo.
  • Relojoaria: Utilizado para realizar a contagem dos segundos em relógios de pulso. O cristal, cortado na forma de garfo, é alimentado por uma carga elétrica. Esse formato é calculado para que ele emita sempre exatos 32 768 pulsos elétricos por segundo. Os pulsos são transmitidos a um circuito eletrônico, que se baseia neles para formar os números do mostrador digital. Se o relógio for analógico, o circuito divide a vibração a apenas um impulso por segundo. Esse impulso regula um pequeno motor que move as engrenagens dos ponteiros.
  • Fibra Óptica: A fibra óptica é um material feito de vidro ou de plástico (polímeros), por meio da reflexão ocorre o transporte da luz em seu interior. Com o desenvolvimento da tecnologia do quartzo foi possível a obtenção de fios cada vez mais finos, transparentes e que podem ser encurvados sem se quebrar. Uma característica de grande importância para a construção desse material é a transparência quase absoluta do quartzo com alto grau de pureza. fibras ópticas


Extração mundial

Mapa dos principais países produtores de quartzo
PaísExtração em 2015
(em toneladas)
EUA30 600
Eslovénia11 000
Alemanha8160
Áustria6800
França6500
Espanha6500
Portugal5000
Japão4850
Reino Unido4500
Austrália4000
Brasil1600
Itália1600
Resto do mundo33 485
Totais118 000

Variedades de quartzo

Quartzo leitoso
Quartzo hialino

Sendo o mineral mais comum na natureza, existe um número impressionante de designações diferentes. A distinção mais importante entre tipos de quartzo é entre as variedades macrocristalinas (com cristais individuais visíveis a olho nu) e criptocristalinas (agregados de cristais apenas visíveis sob grande ampliação). Calcedônia é um termo genérico para as variedades criptocristalinas, que são opacas ou translúcidas, enquanto que as variedades transparentes são geralmente macrocristalinas.
O prásio tem cor verde-oliva devida à presença de hornblenda, cloritas ou abundantes cristais aciculares de actinolita. Não deve ser confundido com prasiolita, quartzo verde obtido artificialmente. Apesar de o citrino ocorrer naturalmente, geralmente é produzido por aquecimento de ametista. A carneliana, ou cornalina, tem cor vermelha (a mais valiosa), alaranjada ou amarela e pode receber tratamento para adquirir uma coloração mais profunda.

Ainda que os nomes dados a diversas variedades ao longo dos tempos sejam derivados da cor, os esquemas científicos de nomenclatura referem-se sobretudo à microestrutura do mineral. A cor é um identificador secundário para os minerais criptocristalinos, sendo, no entanto, um identificador primário para as variedade macrocristalinas. Contudo, isto nem sempre é verdadeiro.

Variedades Cristalinas

  • Cristal de Rocha ou quartzo hialino
  • Citrino
  • Quartzo Fumado ou Enfumaçado
  • Quartzo Morion
  • Quartzo Rosa
  • Quartzo Verde
  • Ametista ou Quartzo Roxo
  • Ametrino
  • Ametista Azul
  • Quartzo Amarelo
  • Citrino Madeira
  • Cristal Branco
  • Quartzo Azul
  • Quartzo Olho-de-falcão
  • Olho-de-tigre
  • Olho-de-gato
  • Quartzo Sagenítico
  • Quartzo Green Gold
  • Quartzo Goiaba
  • Quartzo Denditra
  • Quartzo com Lodolita
  • Quartzo com Turmalina
  • Quartzo com Rutilo
  • Quartzo Pêssego
  • Quartzo Morango
  • Quartzo Arco-Íris (Quartzo Titânio)
  • Ágata
  • Jaspe


Variedades criptocristalinas fibrosas (calcedônias)

  • Calcedônia
  • Ágata
  • Carneliana ou cornalina
  • Sárdio
  • Crisoprásio ou crisoprase
  • Heliotropo ou heliotrópio
  • Ônix
  • Ágata muscínea ou ágata musgo
  • Madeira petrificada
  • Plasma

Variedades criptocristalinas granulares

  • Sílex
  • Jaspe
  • Prásio

Minerais do grupo do quartzo

Estes minerais têm a mesma composição química do quartzo(dióxido de silício, SiO2) mas apresentam estruturas cristalinas diferentes. Por esta razão estes minerais, incluindo o quartzo, denominam-se polimorfos de sílica (SiO2). O tipo de estrutura cristalina formada depende da temperatura e pressão existentes no momento da cristalização.

  • Cristobalita
  • Tridimita
  • Stishovita
  • Coesita
  • Betacristobalita
  • Betaquartzo
  • Betatridimita



Fonte:Wiki