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sábado, 31 de agosto de 2019

Amazônia: Interesse Internacional

PEDRAS PRECIOSAS


Quatro grandes regiões econômicas, quase autônomas, caracterizavam a sociedade brasileira à época da independência por: o Grupo Grão-Pará e Maranhão vivendo na base da economia florestal das especiarias, das "drogas do sertão" e da agricultura do cacau, arroz e algodão; a Região Nordeste, onde dominava a economia do açúcar na zona da mata, do criatório no sertão e no rio São Francisco; o Complexo Minas-Rio de Janeiro-São Paulo, com certo grau de articulação política, agricultura mais diversificada e núcleos de mineração; a Frente Gaúcha com predominância pecuária e uma política voltada à defesa, face ao contato e a possibilidade de conflito com a fronteira platina .
Os relacionamentos entre essas atividades econômicas eram tênues e desarticulados. Já se observava certo grau de interligação entre a região mineira e a pecuária do sul, e entre a região açucareira com a do criatório do agreste baiano e do sertão do Piauí. Porém, essas interações estavam subordinadas às oscilações, aos interesses dominantes e aos centros de decisão dos grandes mercados europeus e norte-americanos.
A região amazônia atravessou a primeira metade do século XIX em completo isolamento. A relativa prosperidade agrícola ressentia-se da falta de mão-de-obra e capitais, agravada pela dificuldade de comunicação e transporte e pela escassa população já que grande parte da população indígena havia sido dizimada pelas epidemias e pela escravidão.
A excessiva centralização administrativa e política dessa época levou à incorporação como províncias do Império apenas as capitanias do Pará, Maranhão, Goiás e Mato Grosso. A autonomia da Amazônia deu-se somente em 1850, quando foi criada a Província do Amazonas, com sede na cidade da Barra, que adotou o nome de Manaus em 1856.
Por essa época, começou nos Estados Unidos uma forte campanha para a colonização da Amazônia e o aproveitamento de seus recursos naturais em benefício do progresso da humanidade. Inglaterrra e França tinham claras intenções de expandir seus territórios nas Guianas, fazendo-os chegar até o rio Amazonas. Desde o início da colonização portuguesa, o governo imperial havia mantido a política de fechamento, evitando possíveis ameaças à soberania do Brasil na área. Como as pressões foram grandes, o governo brasileiro acabou por abrir o Amazonas à navegação estrangeira em 1866. Isso facilitou o acesso à borracha.
O látex foi elevado à categoria de matéria-prima industrial a partir de 1823, com a descoberta da impermeabilização por MacIntosh, nesse mesmo ano, e da vulcanização, por Goodyear, em 1839. Com a expansão do comércio da borracha, iniciava-se nova fase de ocupação da Amazônia.
Até 1850, a exploração da borracha estava restrita à região de Belém e às ilhas. Entre 1900 e 1910, a borracha foi o produto mais exportado, ao lado do café. Os primeiros rios a serem utilizados para o transporte comercial foram o Xingu e o Tapajós, depois o Amazonas até atingir o Solimões, o Purus, o Alto Madeira e o Juruá.
Grandes empresas estrangeiras, importadoras de bens e exportadoras de borracha, estabeleceram suas filiais em Belém e Manaus, e fixaram os preços no mercado internacional. Financiavam os seringalistas, donos ou posseiros das áreas onde estavam as seringueiras. O seringalista fornecia ferramentas e alimentação aos trabalhadores, que deviam trazer-lhe determinadada quantidade de borracha.
Com a exploração da borracha, as principais companhias de navegação passaram a ligar Belém e Manaus aos portos europeus e norte-americanos de maior importância.
Nessa época, iniciou-se a migração de turcos, sírios, libaneses e judeus. Eles praticavam o comércio baseado na troca de mercadorias. Recebiam principalmente a borracha - furtada da quota que deveria ser entregue ao patrão - e outros produtos regionais.
Em 1910, a borracha alcançou no mercado internacional a maior cifra, tendo o Brasil exportado o equivalente a 50% da produção mundial. Em 1911, a cotação da borracha começou a baixar, devido ao baixo preço oferecido pelo sudeste asiático; em 1877, mudas de seringueira haviam sido levadas ilegalmente pelos ingleses para a Malásia, estabelecendo plantações que superariam a produção brasileira. Em 1926, a produção brasileira equivalia a apenas 5% do mercado. O volume de borracha cultivada, que em 1910 era de 8 mil toneladas, subiu para 360 mil toneladas em 1920. Mas a baixa oferta da borracha pelos asiáticos deu origem às falências no Brasil, concretizada em 1913. Embora o governo federal, já em 1912, tentasse uma operação de salvamento com o Plano de Defesa da Borracha, os resultados foram insatisfatórios. A fome atacou a região. Muitos dos migrantes voltaram para suas terras, deixando para trás um território que voltou à letargia de meio século antes.
A decadência da borracha permitiu que se canalizasse a infra-estrutura já existente para a coleta da castanha-do-pará, cuja exportação teve uma enorme expansão no início deste século. A principal zona em que se concentram os castanhais nativos, o Médio Tocantins, teve, em conseqüência, grande impulso econômico: Marabá, centro dessa região, tornou-se a segunda cidade mais importante do Pará.
Várias regiões amazônicas desenvolvem a pecuária desde tempos remotos da colonização. A mais tradicional é a ilha de Marajó, onde a criação de gado é uma herança dos missionários. Durante todo o período colonial até os anos 40, a ilha teve a maior concentração de gado da Amazônia.
A partir dos anos 20, para encorajar a ocupação e garantir uma atividade econômica estável, foram feitas várias concessões de terras, principalmente a empresários ou imigrantes estrangeiros.
Desses megaprojetos de colonização, ficou famoso o de Henry Ford, que, em 1926, comprou do governo paraense uma área de 2 milhões e meio de hectares, com isenção de impostos, para cultivar seringueiras, pretendendo produzir ali 40 mil toneladas anuais de borracha. O fracasso da colônia, localizada às margens do Tapajós, em Fordlândia e Belterra, foi atribuído por Ford à presença de fungos que destruíam as folhas das árvores. Na realidade, deveu-se à imperícia de derrubar a floresta natural, rompendo o equilíbrio ecológico, ocasionando mudanças nas condições do solo e do clima.
A partir de 1929, os nipônicos começaram a fixar-se em vários pontos da região amazônica. Tomé-Açu, no Pará, tornou-se o assentamento mais importante, ficando famosa pela produção de pimenta, transformando-se no terceiro município em receita no Estado.
As pimentas são uma das grandes cobiças do homem branco na região. Foto: Etiénne Samain
As plantações de pimenta se espalharam por todo o Pará e outros estados, como Amapá, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso. A crise econômica, entretanto, fez com que, só em 1990, 3 mil pessoas abandonassem Tomé-Açu. Os japoneses do Pará, reunidos em cooperativas, cultivam, ainda hoje, vários tipos de frutas.
Em 1938, os nipônicos introduziram a juta na região. Os caboclos aprenderam as técnicas da produção dessa fibra, hoje cultivada nas várzeas do Amazonas, desde Santarém (PA) até Manacapuru (AM).
Nos anos 40 surgiu, no Médio Tocantins, uma atividade complementar à coleta da castanha: a garimpagem de diamantes. A partir de Marabá, houve surtos localizados que precipitaram a ocupação dos vales do Tocantins e do Araguaia. O ouro, desde a época dos bandeirantes, vem sendo explorado em várias localidades de Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Amapá, Pará e Tocantins. As explorações de ouro e diamante utilizam técnicas primitivas de extração.Mas como o ouro era tão abundante(aluvião) os garimpeiros tiravam 10 kilos dia,cada um, com pouco esforço. Agora o ouro está mais difícil,não dá mais tão fácil, como era, dizem que era só cavar 30/60 cms e tirar kilos de ouro aluvionar, mas a reserva é enorme para minerações,ouro no quartzo, primário, teor alto,falta pesquisar.  O mercúrio, utilizado cada vez mais na extração do ouro, representa um grave dano ao ecossistema local.
Na década de 50 foram criados vários órgãos encarregados de fomentar o progresso local, fortalecer sua economia e melhorar as condições de vida de seus habitantes.





Fonte: O LIBERAL DO PARÁ
DIAMANTES
OURO

Pode haver uma fortuna escondida em um canto esquecido da Europa

Pode haver uma fortuna escondida em um canto esquecido da Europa



Bloomberg - 31/08/2019 - 


No entanto, enterrada no solo sob este canto esquecido da ex-Iugoslávia está a perspectiva de uma nova frente europeia na batalha econômica com a Ásia (Imagem: Konstantinos Tsakalidis/Bloomberg)

Um patinete antigo barulhento durante uma tarde de verão lânguida trouxe mantimentos e um punhado de dinheiro para a casa de Sasa Antic. Como muitos de seus vizinhos, o sérvio de 30 anos está sem trabalho há algum tempo, por isso a família depende da chegada da pensão de sua mãe.
No entanto, enterrada no solo sob este canto esquecido da ex-Iugoslávia está a perspectiva de uma nova frente europeia na batalha econômica com a Ásia. Geólogos exploram a paisagem montanhosa do metal que se tornou onipresente na tecnologia moderna: o lítio.
“Seria uma dádiva de Deus se pudessem provar reservas de lítio”, disse Antic, enquanto sua mãe contava os dinares entregues a ela por um comerciante que também lhes entregava leite, pães e manteiga em Klinovac, uma aldeia de celeiros, casas de pedra e mais cabras que carros. “Esta é a parte menos desenvolvida da Sérvia, e estamos em um beco sem saída.”
A busca global por lítio está em alta já que empresas buscam reduzir o uso de combustíveis fósseis. A BloombergNEF estima que a demanda por baterias relacionada ao material de lítio aumentará oito vezes nos próximos 11 anos.
Os depósitos estimados da Sérvia são os maiores da Europa, e o apetite insaciável por baterias para diversas aplicações, desde iPhones até carros da Tesla, leva mineradoras como a Rio Tinto a estudar a viabilidade de minerá-lo.
Em fevereiro, o presidente Aleksandar Vucic classificou os estudos como “uma das maiores esperanças para a Sérvia” e instou empresas a acelerar os trabalhos para iniciar a produção.
No coração dos sonhos de lítio da Sérvia está o equivalente terrestre da kriptonita – a rocha fictícia do planeta natal do Super-Homem -, descoberta em 2004. O mineral, apelidado de “jadarita”, em alusão ao Vale Jadar, possui uma estrutura química semelhante ao composto que pode ser usado para “corroer” os poderes do super-herói. Contém lítio e boro, utilizados em cerâmica, fertilizantes e isolamento.
O filão de lítio da Sérvia, se puder ser extraído com lucro, é grande o suficiente para ajudar o continente a competir com o desenvolvimento asiático, especialmente na China, o terceiro maior produtor mundial de lítio e o principal fabricante de baterias de íon de lítio.
A Rio Tinto, uma das maiores empresas de mineração do mundo, e a australiana Jadar Lithium estão testando a quantidade de lítio existente na Sérvia. A Rio Tinto não quis comentar. A Jadar Lithium, que inclui um grupo de investidores desconhecidos representados pelo JPMorgan Chase, não quis dar detalhes do projeto.
Estimativas otimistas do governo e exploração preliminar sugerem que pode haver até 200 milhões de toneladas de depósitos na Sérvia, enquanto o US Geological Survey disse que havia 1 milhão de toneladas de reservas identificadas no país, tornando-o uma das fontes mais ricas de lítio na Europa.


Fonte: MONEY  TIMES

Para que serve a Marapuama?

SUPERANDO A ANSIEDADE E A DEPRESSÃO


A Marapuama é uma planta medicinal, popularmente conhecida como liriosma ou pau-homem, e pode ser utilizada para melhorar a circulação sanguínea e combater a celulite.
O nome científico da Marapuama é Ptychopetalum uncinatum A., e pode ser encontrada na forma de folhas frescas ou na forma de cascas picadas e secas, que pode ser comprada em lojas de produtos naturais e algumas farmácias de manipulação.

Para que serve a marapuama

A Marapuama serve para melhorar a circulação sanguínea, tratar a anemia e disfunções sexuais, aumentar a libido, combater o estresse e fadiga, melhorar a memória e para parar a diarreia.
Além disso, também pode ser usada para tratar a impotência sexual, disfunções intestinais, beribéri, depressão, fraqueza, gripe, vermes, queda de cabelo, reumatismo, perda da memória, inchaço e celulite. 
Cascas picadas e secas de Marapuama
Cascas picadas e secas de Marapuama

Propriedades da marapuama

A Marapuama apresenta propriedades anti-estresse, tônica, anti-reumática, afrodisíaca e antidiarreica.

Modo de uso da marapuama

A Marapuama pode ser encontrada na forma de cascas picadas e secas ou na forma fresca, e pode ser usada para preparar chá ou compressas para aplicar nas regiões afetadas pela má circulação.
O chá de Marapuama usando cascas picadas e secas da planta pode ser preparado do seguinte modo:
  • Ingredientes: 2 colheres de sopa de cascas picadas e secas;
  • Modo de preparo: numa panela adicionar as cascas e 1 litro de água, e deixar ferver durante 20 minutos. Tapar, deixar repousar e coar antes de beber.
Este chá deve ser bebido 2 a 3 vezes por dia.

Efeitos colaterais da marapuama

Os efeitos colaterais da Marapuama podem incluir tremor nas mãos, palpitações e ejaculação precoce.

Contraindicações da marapuama

A Marapuama está contraindicada para grávidas, mulheres que amamentam e para pacientes com hipertensão ou problemas cardíacos.
Além disso, a Marapuama está também contraindicada para pacientes que possam fazem alergia a algum dos componentes da planta.



Fonte: Tua Saúde

Tucson's Amazing Gem Show 2019!

Veja quanto OURO e o lugar mais RICO do mundo em MINERAIS

Ex-lixeiro encontra pepita de ouro avaliada em quase R$ 1 milhão

PEDRAS PRECIOSAS AINDA MANTÊM A ECONOMIA DE MUITAS CIDADES DO VALE DO JEQUITINHONHA

PEDRAS PRECIOSAS AINDA MANTÊM A ECONOMIA DE MUITAS CIDADES DO VALE DO JEQUITINHONHA






Peças em miniaturas ( cristais com turmalinas) encontradas em Taquaral no municipio de Itinga MG
Peças do comerciante de pedras preciosas José Maria Martins
  O município de Itinga, na região do vale do jequitinhonha que a cada ano, nota-se que a agricultura e a pecuária vem sofrendo devido a diminuiçao das chuvas na região, os seus trabalhadores encontraram no garimpo a sua alternativa para tirarem a seu sustento, e o distrito de Taquaral, no municipio de Itinga e um ponto de pedristas de Teofilio Otoni para comprar turmalinas, cristais e outros minérais que a natureza agraciou esse povo sofrido.
 Em Taquaral, o ex-garimpeiro, José Maria Martins, profundo conheçedor de minérios e gemas, juntamente com o seu filho Carlos Francisco Martins e  o seu sócio José Donizeti, há muitos anos comercializam pedras preciosas e ornamentais(veja fotos), eles dispoe de uma variedade de pedras e coleções. A região do vale do jequitinhonha certamente produz cerca de 80% das gemas encontadas na capital das pedras preciosas (Teofilio Otoni), e, Taquaral e Jenipapo no municipio de Itinga têm grande peso sobre esses numeros. É esse rico chão, que além da beleza das gemas, também e riquissímo em feldspato, petalita, albita, espodumênio, lepidolita entre tantos outros minérios industrias.
 Nestes últimos anos aumentou bastante a retirada de granito em Itinga e região, o municipio tem grandes jazidas de granito que são bem cotados no mercado interno e principalmente no externo, mas ainda são as gemas (turmalinas) o sonho de muitos garimpeiros que escavam esse rico chão do vale do jequitinhonha na esperança de uma vida melhor.







Fonte: EM

"Valem mesmo milhões as pedras da vesícula do boi exaltadas por Bolsonaro?"






Como já tinha feito com o metal nióbio, que exaltou como suposta fonte de riqueza exclusiva do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro trouxe à tona nesta semana outro item exótico da pauta de exportações que estaria precisando de mais atenção por parte do governo: a pedra da vesícula dos bovinos.

“Tenho conversado com o Ministério da Agricultura, com a [ministra] Tereza Cristina, e foi resolvido isso aí. Quem matar boi, se o boi tiver cálculo renal, vai poder exportar. É caríssimo. Dinheiro que estavam jogando fora. Essas pedras aí fora tem utilidade para fazer remédio”, afirmou o presidente durante live nas redes sociais na quinta-feira.

De fato, por sua raridade e supostos efeitos medicinais valorizados no Oriente, o cálculo biliar dos bovinos é caríssimo. Segundo o “garimpeiro” das pedrinhas de vesículas Djalma Alves, de Umuarama, noroeste do Paraná, paga-se hoje no mercado brasileiro entre R$ 12 mil a R$ 37 mil o quilo do cálculo biliar dos ruminantes. “Tem classificação, se for uma coloração boa, alaranjada, o preço chega a R$ 37 mil. Se for mais escura, pagam menos”, explica.

Valorizado a “preço de ouro”, o cálculo bovino é tão difícil de achar quanto o célebre metal. Para juntar um quilo, milhares de bois têm de passar pelo abate, e ainda é preciso contar com a sorte. “Falar em R$ 30 mil a R$ 40 mil o quilo, parece bastante, é um número bonito. Mas dentro do negócio do frigorífico é algo muito pequeno. (A pedra) é rara e pesa apenas alguns gramas. Para conseguir fazer um quilo tem que matar até 200 mil cabeças de gado”, observa Ângelo Setim Neto, diretor do frigorífico Argos, em São José dos Pinhais (PR). “Não é significativo para gerar divisas para o país”, assegura o empresário.

E quanto à necessidade, levantada por Bolsonaro, de regulamentar a exportação do cálculo vesicular bovinos e evitar que essa riqueza seja jogada fora?

Pedras são raras, mas não vão para o lixo
Começando pela última parte, com os preços citados, ninguém mais joga essas pedrinhas no lixo. Todos os frigoríficos dispõem de uma espécie de cofre “boca de lobo”, dotado de uma peneira, em que o conteúdo da vesícula é despejado.

"O conteúdo passa por um processo de filtragem onde as pedras que existem são coletadas, higienizadas e deixadas para secar, para então serem utilizadas terapeuticamente", diz o especialista em medicina chinesa Reginaldo de Carvalho Silva Filho, presidente da Escola Brasileira de Medicina Chinesa (Ebramec).

E haveria mesmo a necessidade de regulamentar as exportações, como foi aventado pelo presidente? Segundo o Ministério da Agricultura, o comércio dessas “pedras preciosas” já está plenamente formalizado e regulamentado. Os cálculos bovinos entrariam na lista de produtos de exportação sob a nomenclatura de “despojos”, que incluem outras partes do boi pouco consumidas no Brasil, mas valorizadas lá fora, como o sistema digestivo (omaso, retículo e rúmen), tendões, a artéria aorta e o vergalho (membro masculino do boi). Em 2010, os cálculos biliares bovinos foram o principal produto enviado pelo serviço Exporta Fácil, dos Correios, para o Japão e a China.

Para o professor e zootecnista Paolo Rossi Jr, do Centro de Informação do Agronegócio da UFPR, os exportadores não necessariamente seguem os caminhos oficiais. “É um mercado clandestino, não se sabe quem compra nem como essas pedras saem do país. Não temos dados sobre o volume disso. Os frigoríficos guardam essas informações a sete chaves”, sublinha.

Rossi já ouviu falar de aplicações afrodisíacas e medicinais das pedras vesiculares, mas acredita num outro destino mais provável: “De tudo o que ouvi até hoje, o que parece fazer mais sentido é que eles usam o cálculo para induzir em ostras a formação de pérolas. Faz sentido, afinal é um conglomerado mineral e a pérola não é nada mais do que isso, dentro de uma ostra”.

Achar as preciosas pedrinhas vesiculares bovinas tende a ser cada vez mais difícil. Setim Neto lembra que o cálculo biliar é uma doença que acomete indivíduos mais velhos. “Com a melhoria da produção dos bovinos, o animal vai ao abate mais cedo, para gerar uma carne mais macia. Estão, o giro da produção é menor e a probabilidade de desenvolver um cálculo também”, observa o empresário, que abate até 400 bovinos por dia em seu frigorífico na região de Curitiba. “As pedrinhas são vendidas a cada seis meses ou um ano, de tão pouco que é”, acrescenta.

Djalma, o comerciante de pedrinhas da Ox Gall Stones, de Umuarama, garante que o negócio é bom, mas não deixa ninguém rico. “Estou no ramo dessas pedras há quinze anos. Já exportei para o Japão e para a China. Dá muito pouco, ainda mais agora, que o gado morre mais cedo. Se fiquei rico? Tenho uma Cherokee 2009. E rezo para não quebrar, se não estou ferrado”.

Na medicina chinesa, pedras valem ouro
O cálculo biliar bovino é largamente utilizado na medicina chinesa. Os tratamentos vão de doenças respiratórias — como bronquite, pneumonia e tosse — até coma e epilepsia.

Segundo os médicos David Wang e Martin C. Carey, em artigo de 2014 publicado na revista científica norte-americana World Journal of Gastroenterology, seu uso tem efeito de tranquilizante e sedativo, e é utilizado há pelo menos dois mil anos — registrado em livros chineses que datam de 200 a.C.

Suas propriedades integram remédios populares como o chamado “Bezoar Bolus for Ressurrection”, uma mistura de ervas e raízes que ajuda a tratar febre alta. As pesquisas apontam, ainda, que ele é eficaz no tratamento de doenças infantis."







Fonte: GAZETA DO POVO



Sonho da riqueza impulsiona garimpo ilegal de cristais em cidade mineira






SÃO JOSÉ DA SAFIRA – A busca pelos cristais abundantes na região movimenta um exército de moradores em São José da Safira, no Leste do Estado. Longe das lavras oficiais, esses garimpeiros clandestinos passam horas cavando pequenos buracos nos topos dos morros em busca do minério que, apesar da semelhança com o diamante, é vendido a R$ 2,50 o quilo. Pelo menos a metade dos 4 mil habitantes da cidade sobrevivem do garimpo ilegal de cristais.

 
O esforço que vale o sustento das famílias desafia sol e chuva. Ainda é madrugada quando eles começam a se movimentar em direção às fazendas da região, levando nos ombros picaretas e o almoço.

Vistos de longe, os buracos feitos pelos garimpeiros transformam o cenário em um formigueiro humano. Com a mesma agilidade, eles correm quando veículos estranhos se aproximam. “A multa é alta”, conta Alessandro Mendes de Souza, de 31 anos.
 
Ele foi o único que esperou a chegada da equipe de reportagem na área que fica às margens da estrada de acesso à cidade. Com a pele queimada pelo sol e as mãos calejadas, conta que desde criança garimpa cristais, atividade que conheceu acompanhando os pais e a irmã. “Todo mundo aqui sobrevive disso. Tenho três filhos para cuidar”, justifica. Segundo ele, se a extração for boa, é possível faturar de R$ 800 a R$ 1 mil em um mês.
 
Protegidas por uma sombra às margens do asfalto, as donas de casa Maria Aparecida Silva, de 50 anos, e Rosilene de Souza, de 49, tentavam “juntar fôlego” para voltar para casa, a seis quilômetros. Haviam extraído cerca de 15 quilos de cristais, trabalhando das 4h às 16h, mas mal conseguiam carregar os sacos, tamanho era o cansaço e o calor.
 
“Com cinco filhos e sem emprego, o jeito é se esforçar”, conta Maria. “Se formos olhar as dificuldades, morremos de fome”, completa Rosilene.
 
Para Milton Gregório da Silva, de 54 anos, 40 deles trabalhando na extração dos cristais, o desalento é a certeza de não ficar rico um dia, como pode acontecer com os que trabalham nas cinco lavras e dezenas de minas de São José da Safira.
 
A cidade é conhecida internacionalmente pela grande produção e variação de turmalina, dentre elas a rubelita. “O que a gente ganha com o cristal mal dá para o sustento, mas fazer o quê?”, lamenta.





Fonte: O Tempo

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Ibovespa sobe 0,61%; mesmo com recuperação semanal, fecha agosto no vermelho

Ibovespa sobe 0,61%; mesmo com recuperação semanal, fecha agosto no vermelho





Reuters - 30/08/2019 - 
A bolsa paulista emendou a quarta sessão no azul nesta sexta-feira (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)
A bolsa paulista emendou a quarta sessão no azul nesta sexta-feira, em meio a uma melhora nas expectativas para as negociações comerciais entre EUA e China e novos indicadores positivos da economia brasileira.
Ibovespa subiu 0,61%, a 101.134,61 pontos. O giro financeiro da sessão somou 21,8 bilhões de reais.
Na semana o índice avançou 3,55%. Mas isso não foi suficiente para manter o fôlego. Após quatro meses no azul, refletindo o otimismo com o avanço da reforma da Previdência no país e de um ambiente externo com grande liquidez, o mercado passou por uma correção, refletindo a crise argentina, o impasse EUA-China, que estressaram o câmbio, e até a repercussão global negativa aos incêndios na Amazônia.
Mesmo com uma sequência positiva na reta final do mês, o Ibovespa fechou agosto com baixa de 0,67%.
No dia, a notícia de que equipes de negociadores comerciais de China e Estados Unidos estão tendo comunicação eficaz, deu novo fôlego aos mercados. Em Wall Street, o S&P 500 fechou praticamente estável.
No Brasil, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a consolidação do cenário benigno para a inflação deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo monetário.
No plano econômico, o IBGE anunciou que a taxa de desemprego no Brasil caiu ao piso do ano no trimestre encerrado em julho, a 11,8%, em nível abaixo do esperado pelo mercado, que na véspera já havia tido uma surpresa igualmente positiva com o PIB do país no segundo trimestre.
“O final do mês foi mais positivo para as bolsas, com a retórica menos beligerante de autoridades americanas e chinesas”, afirmou a Coinvalores, ressalvando que tarifas de parte a parte estão marcadas para entrar em vigor no domingo.

Fonte: MONEY  TIMES

Maior esmeralda do mundo é exibida na Colômbia


Maior esmeralda do mundo é exibida na Colômbia





Aquela que, segundo os proprietários é a maior esmeralda do mundo, está em exposição em Bogotá pela primeira vez desde que foi extraída, há 12 anos, das profundezas de Muzo, na região esmeraldífera da Colômbia. A pedra, ainda em estado bruto, tem quase dois quilos e meio e 11.000 quilates.
“Seu valor é incalculável”, diz Santiago Soto, porta-voz da feira Minergemas, realizada em Bogotá e que apresenta a gema de propriedade da empresa Coexminas. De um verde opaco intenso, a pedra foi encontrada em uma das minas da cidade de Muzo, departamento (província) de Boyacá (centro-leste), há doze anos, mas é a primeira vez que é exibida publicamente.
“Fura”, como foi batizada em homenagem a uma bela indígena que, segundo uma lenda histórica morou nessa região, está exposta dentro de uma urna de vidro sob severas medidas de segurança.
Fica sozinha em um pequeno salão ao qual têm acesso, paulatinamente, grupos de não mais de quinze pessoas, que a podem observar por alguns minutos a metros de distância e sob o olhar atento de cinco guardas à paisana. Cerca de 4.000 pessoas a visitaram até este sábado, quando termina a feira, disse Soto.
Muzo, junto com as localidades vizinhas de Chivor, Coscuez e Santa Bárbara (em Boyacá), integram a zona esmeraldífera da Colômbia, de onde brotam as mais belas gemas do mundo. A Colômbia fornece 55% do mercado mundial de esmeraldas, com exportações da ordem de 200 milhões de dólares anuais.
(Com agência France-Presse)

Fonte: Veja

Raro diamante azul de 20 quilates é encontrado em país africano


  • REDAÇÃO GALILEU


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Okavango Diamond Company (Foto: Um diamante raro e azulado foi descoberto em Botswana )

A Okavango Diamond Company (ODC), companhia governamental de Botswana (país localizado na região sul da África), revelou a descoberta de um diamante arredondado que pesa 20,46 quilates: uma das pedras mais raras do mundo, o diamante conta com uma coloração azul e surgiu há 3 bilhões de anos devido a atividades vulcânicas. Ele foi batizado de “The Okavango Blue”, em homenagem ao Delta do Okavango, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO.
“Todos que viram o diamante ficaram maravilhados com sua coloração única, que vai além de qualquer outra pedra preciosa azul que se tenha visto antes. É incrivelmente incomum que uma pedra dessa cor e natureza venha de Botswana, é um achado único na vida, que é tão raro como uma estrela na Via Láctea”, afirmou um porta-voz da ODC, em comunicado. De acordo com ele, o diamante será vendido no ano que vem após passar por uma exibição. 
Os diamantes azuis, tais como o “The Okavango Blue”, são tão raros que, de acordo com especialistas, eles compõem apenas 0,02% do número de diamantes encontrados. Os diamantes azulados são formados por traços do elemento químico boro que substituem os átomos de carbono na composição da pedra. Quanto mais boro, mais vibrante é a tonalidade de azul.
Outras cores aparecem nos diamantes quando, além do carbono, há presença de outros elementos na composição da pedra ou quando há partículas de material mineral não pertencentes originalmente a esse tipo de pedra preciosa. Quando não há nenhuma impureza, os diamantes não apresentam coloração: são transparentes. 
Atualmente o diamante mais famoso do mundo é o Hope Diamond, que possui 45,52 quilates e está exposto no Museu Nacional de História Natural de Washington, DC, nos Estados Unidos.

Fonte:  GALILEU

Índice avança com foco no exterior; Lojas Americanas sobe

Índice avança com foco no exterior; Lojas Americanas sobe





Ações21 minutos atrás (30.08.2019 11:26)
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista mantinha a alta nesta sexta-feira, favorecida pelo viés externo positivo, diante de sinais de que EUA e China irão retomar as negociações comerciais, com Lojas Americanas entre as maiores altas do Ibovespa após anúncio de que discute parceria com a BR Distribuidora (SA:BRDT3) para lojas de conveniência.
Às 11:22, o Ibovespa subia 0,56 %, a 101.088,51 pontos. O volume financeiro somava 3,97 bilhões de reais. Tal desempenho ajudava a confirmar uma performance positiva na semana, mas agosto ainda caminhava para um resultado fraco.
No exterior, repercutia positivamente que equipes de negociadores comerciais de China e Estados Unidos estão mantendo uma comunicação eficaz, conforme declaração do Ministério das Relações Exteriores chinês, com ambos os países em um embate tarifário de centenas de bilhões de dólares.
Em Wall Street, o S&P 500 subia 0,25%.
"O finalzinho do mês foi mais positivo para as bolsas internacionais com a retórica menos beligerante de autoridades americanas e chinesas", destacou a Coinvalores, ponderando que, apesar de discursos mais amenos, tarifas de parte a parte estão marcadas para passar a valer no primeiro dia de setembro.
Para a equipe da Coinvalores, o mercado continua acompanhando o desenrolar das negociações, que deve seguir sendo o principal direcionador das bolsas no curto e médio prazos, conforme nota distribuída a clientes.
DESTAQUES
- LOJAS AMERICANAS PN (SA:LAME4) subia 2,89%, após assinar com a BR DISTRIBUIDORA memorando de entendimentos não vinculante para guiar estudos sobre a viabilidade de uma possível parceria estratégica no segmento de lojas de conveniência da BR, conforme comunicados divulgados pelas companhias. BR DISTRIBUIDORA ON cedia 0,14%.
- VALE ON (SA:VALE3) tinha alta de 2,17%, na esteira da recuperação dos preços do minério de ferro na China, onde os contratos futuros da commodity subiram mais de 4% nesta sexta-feira, impulsionados por um movimento de reconstrução de estoques da matéria-prima siderúrgica. Na esteira, CSN ON (SA:CSNA3) subia 1,69%.
- JBS ON (SA:JBSS3) valorizava-se 2,99%, reforçando a alta do Ibovespa, conforme permanecem expectativas positivas para a demanda externa em razão da peste suína africana.
- BRF ON (SA:BRFS3) caía 2,88%, tendo de pano de fundo comunicado da véspera de que Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (SA:BBAS3) (Previ) reduziu fatia na companhia para 9,98%, bem como declaração da empresa nesta sexta-feira de que avalia emissão de bônus no exterior entre alternativas de captação de recursos.
PETROBRAS PN (SA:PETR4) tinha decréscimo de 0,35%, tendo de pano de fundo queda do petróleo no exterior.
- BRADESCO PN (SA:BBDC4) subia 1,33%, ajudando na alta, mas ITAÚ UNIBANCO PN mostrava variação negativa de 0,06%.
- CYRELA valorizava-se 3,32%, em sessão positiva para o setor imobiliário. Em relatório recente, o Morgan Stanley (NYSE:MS) afirmou ver evidência de 'momentum' para o segmento residencial de média e alta rendas, avaliando que Cyrela (SA:CYRE3) era o melhor meio para aproveitar o cenário.


Fonte: Reuters