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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Como se formam as pedras preciosas?

Os mesmos processos geológicos que criam, dão forma e remodelam a Terra também geram situações de temperatura e pressão que combinam elementos em pedras preciosas. A exceção são as gemas orgânicas, como pérola e coral, que são feitas por seres vivos, mas classificadas como minerais.
Existem três tipos de rocha na crosta terrestre: ígnea, metamórfica e sedimentar, que podem ser compreendidas como diferentes fases de um ciclo, já que se transformam uma na outra com o tempo. As ígneas se formam do magma ou da lava. Já as metamórficas são formadas a partir de rochas que sofrem calor e pressão sem derreter novamente. As sedimentares surgem a partir de resíduos de rocha ou matéria orgânica dissolvidos em água. É em meio a toda essa ciranda de magma, sedimentos e rochas que as pedras preciosas surgem.
Nem tudo que brilha é ouro
Onde e como se formam algumas das gemas mais conhecidas
 (Marcus Penna/Mundo Estranho)
1.DiamanteFeito somente de carbono, o diamante é uma das poucas pedras preciosas que não costumam se formar na crosta terrestre, e sim no manto, um oceano subterrâneo de magma. A pressão e a temperatura do manto, capazes de liquefazer rochas, também comprimem e fundem o carbono na forma de diamantes, que são carregados à superfície pelo magma, misturados a rochas ígneas
  • Em raros casos, a pressão que forma rochas metamórficas na crosta terrestre também forma diamantes
2.PeridotoÉ outra das raras gemas que se formam no manto terrestre, e não na crosta. O peridoto é uma variante do mineral olivina, uma mistura de magnésio, ferro e sílica (silício e oxigênio) combinada em meio ao calor e pressão do magma do manto. Quando esses elementos se combinam na proporção certa, mais rica em magnésio, o peridoto se forma. Com sorte, sobe à superfície junto a rochas ígneas
 (Marcus Penna/Mundo Estranho)
3.JadeO que chamamos de “jade” na verdade são dois minerais diferentes, jadeíta e nefrita. Eles se formam no mesmo processo que forma rochas metamórficas, quando a temperatura e a pressão na profundeza da crosta recombinam os elementos das pedras, mas sem derretê-las (o que as transformaria em magma)
4.EsmeraldaFormada pela combinação dos elementos berílio, alumínio, silício e oxigênio em uma solução aquosa, a esmeralda costuma ocorrer em veios de água quente (hidrotermais) derivada do magma nas profundezas da crosta terrestre. Quando essa solução aquosa com esses quatro elementos se resfria, a esmeralda se solidifica
5.Rubi e safiraQuando magma contendo alumínio e crômio encontra bolsões de ar na crosta terrestre que contêm oxigênio, esses três elementos se combinam e formam rubis. O crômio, um elemento raro, é o que dá a cor vermelha ao rubi. Se ele não estiver presente na brincadeira, a gema formada é a safira, que costuma ser azul
6.QuartzoÉ formado pela evaporação de uma solução aquosa contendo átomos de silício, o que ocorre tanto em veios de água de superfície na crosta terrestre quanto em veios hidrotermais. Com a presença de certas impurezas (com o ferro) durante sua formação, o quartzo pode ficar da cor violeta, também conhecido como ametista
7.TurquesaParecida com a esmeralda, a turquesa vem da combinação de elementos (fósforo, cobre e alumínio) em uma solução aquosa. A diferença é que essa solução não deriva do magma do manto, e sim do infiltramento de água da superfície na crosta terrestre. Quando o infiltramento se aprofunda o suficiente para o calor evaporar a água, a turquesa se forma

Quer pagar quanto?
Quanto mais “única” a combinação de impurezas e deformidades, mais valiosa é a pedra. Confira algumas das mais caras:
1. Diamante Pink StarÉ um exemplar grande (11,92 g) de um tipo de diamante caro e raro, o diamante rosa. Ninguém sabe ao certo como eles ficam dessa cor, mas o mais provável é a presença de anomalias estruturais. Em 2013, foi leiloado por US$ 83 milhões
2. PainitaEste tipo de cristal proveniente de evaporação de solução aquosa em veios superficiais foi descoberto em 1950. Sua raridade é resultado da quantidade de elementos necessários para formá-lo: cálcio, zircônio, boro, alumínio, oxigênio e ferro. Seu preço pode chegar a US$ 60 mil o quilate
3. MusgravitaUm minério formado da evaporação de água da superfície ou de hidrotermais composto de magnésio, berílio, alumínio, ferro e oxigênio. A raridade vem não só do berílio, um elemento escasso, mas também da dificuldade de encontrar o mineral em forma de cristais translúcidos. Chega a custar US$ 35 mil o quilate
4. JadeítaA variante de jade mais rara é criada em pedras metamórficas que combinam sódio, alumínio, ferro, silício e oxigênio. É difícil de encontrar porque a pressão necessária para produzi-la em meio a rochas metamórficas é bem alta. Vale US$ 20 mil o quilate
5. AlexandritaÉ uma espécie rara do já escasso cristal de berílio, como a musgravita. A alexandrita é especialmente desejada porque sua estrutura molecular (que é determinada basicamente ao acaso) faz com que sua cor mude de acordo com a luz. Custa US$ 12 mil o quilate.


Fonte: Galileu

Análise - IBOV, WINZ19, WDOF20, PETR4, VALE3, BBSE3, MOVI3 e ITUB4 | 13....

AngloGold Ashanti investe mais de R$ 400 mi no Brasil

AngloGold Ashanti investe mais de R$ 400 mi no Brasil





O Vice-presidente da mineradora de ouro, Camilo Farace, comanda um investimento de US$ 120 milhões nas operações em Minas Gerais e Goiás

Por HELENICE LAGUARDIA

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"Produzimos perto de 15,5 toneladas de ouro, sendo que 75% desse montante foi produzido em Minas Gerais"
Foto: Cristiane Mattos
Vice-presidente da AngloGold Ashanti Brasil, Camilo Farace comanda um investimento de US$ 120 milhões nas operações de Minas Gerais e Goiás. Farace visitou a rádio Super 91,7 FM e o jornal O TEMPO para falar sobre a mineradora de ouro que fez 185 anos no Brasil.
Com 13 operações em nove países da mineradora sul-africana, qual é a importância do Brasil na atuação da empresa?
A AngloGold produz no Brasil perto de 15,5 toneladas de ouro por ano e, como organização, é a terceira produtora global.
Em Minas, onde a AngloGold tem atuação em Caeté, Sabará, Nova Lima e Santa Bárbara, há minas de ouro em todas essas cidades?
Sabará, Caeté e Santa Bárbara são os locais onde a gente tem mina, e, em Nova Lima, concentra-se nossa maior planta metalúrgica do Estado.
A AngloGold tem uma grande tradição em estar atuando em Minas Gerais, não é?
É um prazer enorme para a AngloGold chegar à marca dos 185 anos como uma empresa de mineração na qual estamos desde 1834 quando aqui chegaram os ingleses e fundaram a Saint John Del Rey Mining Company, e iniciando as atividades em Nova Lima. O Brasil era império, e tivemos visita até do imperador da época, D. Pedro II. Desde então, a empresa continua forte. Temos no Brasil perto de 7.000 pessoas que trabalham diretamente para a AngloGold, o que faz com que a empresa tenha um significado grande no setor da mineração, principalmente no de ouro.
Qual é a produção de ouro em Minas Gerais?
No Brasil, no ano passado, produzimos perto de 15,5 toneladas de ouro, sendo que 75% desse montante foi produzido em Minas Gerais.
Esse volume pode crescer neste ano dada a demanda maior do mercado?
A flutuação da produção de ouro depende de vários fatores, mas principalmente, da questão do teor metálico contido no minério, e nossa projeção para este ano é um pouco superior ao que fizemos no ano passado.
Já dá para saber qual foi esse aumento na produção?
Em torno de 3% a 4%. 
Temos ainda uma reserva grande de ouro em Minas?
Investimos muito em relação a prospecção, exploração e sondagem. Por isso, temos hoje dentro do nosso plano um volume de recursos e reservas que projetam a gente passar os 200 anos. Temos acima de 15 anos como projeção de continuidade dessas operações.
Para fazer essa pesquisa desse potencial, vocês furaram um buraco muito fundo. Conte essa história para a gente.
A gente faz um trabalho grande de desenvolvimento de mineração e sondagem para ter a capacidade de manter a produção. Recentemente, há dois, três anos, fizemos em Minas o furo mais profundo conhecido em solo brasileiro perto de 2.400 m de profundidade e interceptamos mineralização positiva. Portanto, a expectativa é que nossas minas estarão ampliando. Hoje, estamos lavrando a 1.300 m de profundidade em relação ao nível de entrada da mina principal que temos. É o local mais profundo que existe hoje no Brasil em que alguém possa alcançar o solo. Devemos ter por volta de 400 a 500 pessoas trabalhando no ambiente do subsolo (neste momento).
Com seis certificações ambientais, recentemente, a AngloGold fechou um contrato com a joalheira Vivara. Isso quer dizer que o ouro produzido pela mineradora não vai mais embora do Brasil?
O que a AngloGold tem é um contrato comercial com a Vivara, e, para nós, é um prazer grande porque exportávamos 100% de nossa produção e, hoje, somos o único fornecedor dessa empresa que tem perto de 234 unidades no Brasil. Quando as pessoas olharem as vitrines da Vivara, poderão ter a certeza e a garantia da rastreabilidade, da qualidade e da certificação da origem do ouro, que é genuinamente nacional.
Em relação à questão das barragens, como é fazer a transição num momento em que vivemos todo o reflexo da tragédia da Vale em Brumadinho, como lidar com isso tudo?
Em Minas Gerais, temos seis barragens 100% a jusante. Não temos nenhuma barragem a montante em Minas Gerais, assim como em qualquer outra área no setor de mineração. Por isso, chegamos a 185 anos. Acredito eu, estamos bastante conectados com o que é definido pela legislação. Portanto, cumprimos o que é definido e buscamos ampliar e antecipar tecnologicamente várias questões. Desde o ano passado, já havíamos tomado a decisão de fazer toda a migração de Minas Gerais para a deposição a seco, e, hoje, já temos instalado um percentual significativo de nossa produção sendo estocado a seco. Em breve, estaremos completando o ciclo e atingindo 100% de deposição a seco. Nossas barragens, são todas certificadas. Em setembro, houve o processo nacional de certificação através da declaração de coeficiente de segurança de barragens, e todas estão seguras porque foram aprovadas dentro desse processo.
Neste ano, são US$ 120 milhões, mas a mineração exige um constante investimento. Tem algum investimento maior daqui pra frente?
A atividade de mineração, principalmente a que tem lavra subterrânea, possui uma demanda de capital intensivo muito grande no sentido de fazer com que, à medida que ela aprofunda, maiores investimentos vão ter que acontecer, maiores custos vão ter que acontecer. Isso é inerente ao processo. No caso específico da mina, a gente tem que fazer muita exploração para que se antecipe o conhecimento sobre a forma em que os corpos estão dispostos no ambiente do subsolo, para que a gente faça as galerias de desenvolvimento, os túneis – cada metro de um túnel construído pela AngloGold custa em torno de R$ 14 mil, R$ 15 mil o metro desenvolvido para passarem os caminhões e os equipamentos, com sessões em torno de 5 m x 4,5 m de largura. Independentemente de expansão, tem um custo elevado de capital para o próprio desenvolvimento da mina e é por isso que anualmente ela tem investido mais de US$ 100 milhões para que tenha a capacidade operacional mantida da organização no Brasil.
Está perto de R$ 400 milhões por ano?
São acima de R$ 400 milhões investidos anualmente fora o custeio. Temos o orgulho de dizer que temos 95% do nosso custo sendo realizado especificamente no Brasil. Nossas compras atingem 95%. É um índice de nacionalização bastante elevado para uma atividade de mineração que não é a mais forte no Brasil, que é a atividade de mineração subterrânea. Com isso, a AngloGold acredita que contribui de forma significativa para geração de emprego e renda dentro do território nacional.

Fonte: O Tempo

Dólar seguirá perto de R$ 4 em 2020 e Selic ficará estável em 4,5%, diz Citibank Brasil

Dólar seguirá perto de R$ 4 em 2020 e Selic ficará estável em 4,5%, diz Citibank Brasil



Por Reuters
13/12/2019 - 15:04
Dólar 4
Analista prevê dólar a R$ 3,95 no término de 2020 (Imagem: Unsplash/@alexandermils)
dólar deve se acomodar em patamares próximos de 4 reais ao longo de 2020, mas com viés de queda, conforme o cenário para a economia mundial caminha para ser “levemente benigno” e o governo tem chances de aprovação de outras reformas no primeiro semestre, disse o economista-chefe do Citi Brasil, Leonardo Porto.
O economista estima que o dólar encerre 2019 em 4,05 reais, atinja 4,02 reais ao fim de março, 3,99 reais ao término de junho e 3,97 no final de setembro, para finalmente fechar o ano a 3,95 reais. No fim do primeiro trimestre de 2021, Porto prevê dólar a 3,92 reais.
Por volta de 11h35 desta sexta-feira, o dólar à vista tinha alta de 0,17%, a 4,1000 reais na venda.
“Acreditamos que esse movimento de alívio se deva sobretudo pelo exterior, para o qual vemos um cenário levemente benigno, no sentido de acomodação”, disse Porto em entrevista à Reuters.
“Mas não voltaremos aos 3,75 reais de julho (deste ano), porque tivemos, por exemplo, o aumento do déficit em conta corrente, então aumentou a necessidade de dólares no país enquanto o saldo comercial diminuiu.”
Para os juros, Porto acredita que o Banco Central tenha promovido nesta semana o último corte da Selic no atual ciclo e estima estabilidade da taxa em 4,50% ao longo de 2020.
“A economia está ganhando tração e a inflação de dezembro será alta, na casa de 0,80%. Então acreditamos que diminuíram os incentivos para o BC continuar reduzindo a taxa”, afirmou.
Depois de um crescimento estimado de 1,1% do PIB neste ano, o Citi projeta que a economia vai acelerar a expansão para 2,2% em 2020. A expectativa é que as reformas continuem, com chances boas de aprovação da PEC emergencial e de novas mudanças nas regras trabalhistas (Programa Verde Amarelo).
“Acho que é exagero dizer que 2020 será o ano do tudo ou nada, mas as precondições estão mais propícias para a retomada, embora no exterior haja vários desenvolvimentos importantes, como as eleições americanas, que podem ter implicações para a guerra comercial.”
O cenário-base do Citi é de uma não escalada da guerra comercial, ainda que uma resolução em definitivo não seja alcançada.
O banco estima crescimento da economia global de 2,6% em 2019 e leve aceleração para 2,7% em 2020.


Fonte: MONEY  TIMES