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sábado, 20 de julho de 2019

Star Ruby

Star Ruby



A Star Ruby is a type of ruby that displays the optical phenomenon known as asterism. Star rubies reflect a six-rayed "star of light" pattern when viewed from a single bright light source (either sunlight or direct spotlight of any kind).
Star Ruby
Star Ruby
The Rosser Reeves Star Ruby. Photo by Pmei43 - licensed under CC 2.0
The asterism effect is due to inclusions of ultra fine fibres of rutile (titanium dioxide) in the ruby. The star seen in a star ruby usually has six rays and this is because the rutile fibres are structurally aligned in three directions within the hexagonal crystal structure of the stone. As a result of the presence of rutile, "star stones" are typically less transparent. [1]
Occasionally, a star ruby may display 12-point asterism or a double star; such as in the case of the “Neelanjali Star Ruby”.
Like other rubies, star rubies are made from the same overall substance - corundum, which is the crystalline form of aluminium oxide. It is a very hard gemstone, having a hardness of 9.0 (Mohs).
In order to best display the star effect, star rubies, like star sapphires, are often cut en cabochon (i.e. with a domed top and flat underneath). [2] It is very rare to find a star ruby with the combination of perfect color and perfect star - and the stones with the best star are often slightly lighter, reddish-pink.
Star rubies can now be created in the laboratory and these are often seen for sale.
Asterism can vary in intensity - with the most valuable gems being the ones with the strongest "star effect". [1]
Here is a short list of a few of the world's famous star rubies:
The "Rosser Reeves" Star Ruby - 138.7 carat, cabochon cut oval, 31.5 x 26.5 x 19.1 mm in size. Considered the largest star ruby in the world.
The De Long Star Ruby - 100.32 carat, cabochon cut oval, excellent color. From the Mogok mines of Burma. Famously stolen in 1964 and recovered in 1965.
The "Star of Bharany Ruby" - 27.62 carat, cabochon cut oval, flawless, purple-red.
The Star of Katandru Star Ruby - 16.21 carats.
I have also read other reports of giant star rubies, such as the 3553-carat “Raviratna Star Ruby”, the 2475 carat “Rajaratna Ruby” and the 1370-carat “Neelanjali Star Ruby”. Reported to have belonged to the Kings of the Southern Indian Vijayanagar Empire, these stones are believed to be of Indian origin - but the exact source remains unknown. However these star rubies are said not to be of "fine" quality such as the stones listed above them - and it is also said that these stones have not been seen by journalists / verified. A furher giant ruby called the "Eminent Star Ruby" weighs 6465 carats but its quality is said to be poor.[3]

Star Ruby Occurrence

Star rubies come from several countries including Myanmar (Burma), India, West Africa, Vietnam, Cambodia, Tanzania, Kenya and Sri Lanka. Prices are very variable depending on the clarity and color of the ruby, and the quality of the star effect - but looking online (Sept 2010), prices seem to be ranged around $100-400 per carat for stones in the 3-12 carat region. [4] As with other "regular" rubies, the "pigeon blood red" color - a very bright and pure red - is considered the most precious and valuable.
Other gemstones that can display asterism include star garnet, star spinel, star sapphire, star diopside, star moonstone, rose quartz and star opal.


Star Ruby - Sources Referenced: BBC

A ÁGUA NO BRASIL

A ÁGUA NO BRASIL







Somos um país riquíssimo e a água é um dos nossos maiores bens.

 
Muitos brasileiros não têm ideia do que significa ter água de qualidade, de fácil acesso, sem necessidade de tratamentos caros. 
A maioria do nosso território, com exceção de algumas áreas no Nordeste, apresenta uma gigantesca disponibilidade imediata de recursos hídricos renováveis e baratos. E, mesmo no Nordeste, existem imensos aquíferos ainda intocados que, se adequadamente gerenciados, podem mitigar e até erradicar a carência hídrica da região.


O Brasil, segundo a FAO, tem mais do que o dobro de água renovável por ano do que a Rússia, o segundo país na listas dos mais “ricos”.


Você sabia que uma grande parte da nossa água tem muito a agradecer ao maior deserto do planeta: o Saara?
Os eternos movimentos da água e do ar são os principais responsáveis pela redistribuição da vida no planeta. 
É através do ar que a finíssima poeira do deserto do Saara atravessa milhares de quilômetros sobre o Atlântico até chegar à costa do Brasil. Calcula-se que bem mais do que 30 milhões de toneladas desta poeira chega até a Bacia do Amazonas a cada ano.

 
Mas o que a poeira do Saara tem a ver com a água do Brasil?


É que, ao chegar aqui a poeira do Saara vai, não só fertilizar a floresta como também, formar o núcleo de pequenas gotas de água que irão construir as densas nuvens que invadem a Amazônia e o nosso continente. 
Sobre a Amazônia essas nuvens serão reforçadas com milhões de metros cúbicos de água evaporada pela vegetação, formando uma imensa massa de água que não corre sobre a superfície : é o chamado Rio na Atmosfera. Uma interminável corrente de nuvens que contém mais água que o próprio Rio Amazonas. 
Será essa água que irá se precipitar inicialmente ao longo da Zona de Convergência Intertropical passando do Norte para o Centro-Oeste e Sudeste criando um processo mágico de redistribuição da água do Atlântico Sul para o Brasil.


Estas chuvas irão alimentar os rios, que por sua vez irão erodir a terra, que será então transportada de volta para o mar onde pequenos seres vivos, as diatomáceas, irão fabricar todo o oxigênio que precisamos.



Fonte: Portal do Geólogo

Mercado pode estar otimista demais com reformas, avaliam analistas

Mercado pode estar otimista demais com reformas, avaliam analistas

Bloomberg - 19/07/2019 - 19:49
B3 Mercados
“Expectativas altas são sempre um risco, já que a decepção pode ser grande”, disse You-Na Park, estrategista de câmbio do Commerzbank (Imagem: Patricia Monteiro/Bloomberg)
O alívio dos investidores com o avanço da reforma da Previdência no Congresso na semana passada pode ter gerado um excesso de otimismo no mercado, alimentando expectativas de mudanças mais amplas no país, mergulhado em uma crise fiscal.
Depois que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados com uma margem maior do que a esperada, vários gestores de recursos e analistas financeiros ficaram mais otimistas em relação ao desempenho do real. Mas ainda há riscos.
Uma pesquisa com clientes conduzida pelo Bank of America Merrill Lynch mostra que a reforma da Previdência precisa gerar uma economia de pelo menos R$ 900 bilhões (US$ 241 bilhões) para ser considerada positiva, comparada aos R$ 700 bilhões estimados no mês anterior. Mais entrevistados também esperam que a PEC seja totalmente aprovada no terceiro trimestre, com a expectativa de que outras reformas avancem no futuro.
“Expectativas altas são sempre um risco, já que a decepção pode ser grande”, disse You-Na Park, estrategista de câmbio do Commerzbank. “Portanto, ainda estamos cautelosos e não esperamos um rali imediato do real.”
Park, que esteve entre os analistas que mais acertaram as projeções para o dólar ante o real no segundo trimestre no ranking Bloomberg, acredita que o real vai ficar temporariamente sob pressão, pois o processo de aprovação da reforma da Previdência pode sofrer atrasos. Uma vez totalmente aprovada, ela diz que o dólar deve cair para R$ 3,6 até o fim do ano, uma queda de 3,3% em relação ao fechamento de quinta-feira.
O otimismo após a votação levou bancos como Morgan Stanley, Wells Fargo e Credit Agricole a melhorar as projeções para a moeda brasileira. O real se valorizou 3,5% em julho, o melhor desempenho entre as 32 principais moedas monitoradas pela Bloomberg, em um rali impulsionado principalmente por investidores locais.
Para Marcin Lipka, analista sênior da corretora Cinkciarz.pl, em Varsóvia, os ganhos são um sinal de que a aprovação da reforma já está precificada, e o dólar provavelmente deve ganhar força. O analista projeta uma alta para a faixa entre R$ 3,85 e R$ 3,90, onde a moeda estava há um mês. As projeções da Cinkciarz.pl para as moedas da América Latina estão entre as três mais precisas desde o segundo trimestre de 2018.
“Fundamentalmente, a reforma está na direção certa, mas o Brasil precisa de crescimento, políticas mais favoráveis ao mercado, resultados concretos no combate à corrupção”, disse Lipka. “A reforma da Previdência é apenas o primeiro passo.”
A reforma da Previdência, cuja economia o governo agora estima em R$ 900 bilhões, ainda precisa passar por uma segunda votação na Câmara dos Deputados antes de seguir para o Senado, onde a oposição deve pressionar por mudanças.
“Esperamos que a reforma seja diluída na margem e reconhecemos que o ponto de partida do Brasil ainda é relativamente fraco, com altos déficits fiscais, baixo crescimento e problemas de produtividade estrutural que ainda precisam ser resolvidos”, disse Lupin Rahman, chefe de crédito soberano de mercados emergentes da PIMCO.

Fonte: Bloomberg 

Retirada de US$ 150 bi do mercado de ações pode ser boa notícia

Retirada de US$ 150 bi do mercado de ações pode ser boa notícia



Bloomberg - 
Ab Inbev Ambev Budweiser
Um exemplo foi a decisão da AB InBev de suspender uma oferta pública inicial de suas operações na Ásia na semana passada (Imagem: Kyle Lam/Bloomberg)
As más notícias para o mercado acionário agora podem se tornar uma tábua de salvação em qualquer correção futura, segundo estrategistas do Sanford C. Bernstein.
Investidores retiraram US$ 150 bilhões de fundos de ações globais este ano, e novas ofertas de ações continuam na prateleira. Um exemplo foi a decisão da AB InBev de suspender uma oferta pública inicial de suas operações na Ásia na semana passada. Apesar do rali do mercado acionário, que trouxe quase US$ 10 trilhões às bolsas este ano, investidores continuam cautelosos diante das incertezas em relação ao crescimento econômico, com o impasse nas relações comerciais entre Estados Unidos e China.
Para o Bernstein, a cautela dos investidores é motivo de otimismo, pois torna a liquidação de posições mais fácil se houver uma correção no mercado ou uma recessão.
“Essa venda por investidores de fundos tradicionais pode oferecer uma espécie de amortecimento para os mercados que estão entrando em desaceleração e com muitos mercados completamente valorizados”, disseram estrategistas da equipe de Mark Diver.
Embora os mercados acionários tenham ganhado impulso com os comentários dovish do banco central dos EUA no mês passado, a pesquisa mais recente com gestores de recursos realizada pelo Bank of America Merrill Lynch mostra que a liquidez permanece elevada. Em vez de ações, muitos operadores têm acumulado títulos, com os fluxos para fundos de dívida somando US$ 254 bilhões este ano, segundo dados do Bank of America e EPFR Global.
Além das retiradas dos fundos de ações, o Bernstein diz que a combinação de alta atividade de recompras e vendas de ações estáveis é positiva para os retornos do mercado acionário, elevando o indicador de emissão líquida global da empresa para os níveis mais favoráveis em 24 anos.

Fonte: Bloomberg - 

UM VELHO ÍNDIO DISSE AO SEU NETO..


   Fonte: Seleções

Conheça as 10 pedras preciosas mais valiosas do mundo

Conheça as 10 pedras preciosas mais valiosas do mundo


As pedras preciosas desempenharam um papel fundamental na história humana. Usadas como tesouro por reis e rainhas ao longo dos tempos, como amuletos místicos ou simplesmente como joias, as gemas sempre fascinaram as pessoas e por isso carregam em si grandes valores.
Existem uma grande variedade de pedras preciosas no mundo, e seu valor varia por diversos fatores, como tamanho, qualidade, raridade, demanda no mercado e até mesmo pela sua história.
Conheça agora as 10 das pedras preciosas mais valiosas conhecidas pela humanidade.

10. Virgin Rainbow Opal - Opala

Virgin rainbow opala
Valor: Avaliado em 1 milhão do dólares (3,2 milhões de reais)
Descoberto na Austrália em 2003, esse opala incrivelmente raro é capaz de brilhar no escuro. Ele exibe um arco-íris de cores que o torna verdadeiramente único, e por isso, extremamente valioso.

9. Hope Spinel - Espinela

Espinela
Foto: Bonhams
Valor: 1,4 milhão de dólares (4,5 milhões de reais)
Com 50.13 quilates, o Hope Spinel é uma joia de cor rara que estabeleceu um recorde mundial em 2015, quando foi vendido por 1,47 milhão de dólares. Essa pedra faz parte da Coleção Hope assim como o famoso diamante Hope, um diamante azul de 45,5 quilates, e acredita-se que ela tenha vindo do Tajiquistão.

8. Esmeralda Rockefeller - Esmeralda

Rockefeller esmeralda
Valor: 5,5 milhões de dólares (17,9 milhões de reais)
Vendida por 5,5 milhões de dólares, esta esmeralda de 18,04 quilates é atualmente a esmeralda mais cara por quilate. Inicialmente, John D. Rockefeller comprou essa esmeralda colombiana, ainda não tratada, para sua esposa na década de 1930. Em junho de 2017, Harry Winston comprou a joia verde.

7. Moussaieff - Diamante vermelho

Moussaieff
Valor: Aproximadamente 8 milhões de dólares (26 milhões de reais)
Com 5.11 quilates, o Moussaieff é o maior diamante vermelho classificado pelo GIA (Instituto Gemológico da América). Os diamantes vermelhos são notoriamente raros, e alguns gemólogos alegam que existam apenas cerca de 20 ou mais diamantes vermelhos "verdadeiros" já descobertos.
O Moussaieff foi originalmente cortado de uma pedra bruta de 13,9 quilates, encontrada no Brasil, e foi vendido por cerca de 8 milhões de dólares no início dos anos 2000.

6. Graff Vivid Yellow - Diamante amarelo

Graff Vivid
Foto: Andrew Cowie
Valor: 16.3 milhões de dólares (53,1 milhões de reais)
Esse grande diamante amarelo de cerca de 100 quilates foi vendido por mais de 16 milhões de dólares em 2014. Com essa venda, o Graff Vivid Yellow marcou um novo recorde mundial de diamante amarelo mais caro vendido em leilão.
Essa pedra preciosa foi originalmente cortada de um diamante bruto de 190 quilates, em Nova York.

5. Blue Belle da Asia - Safira

Blue belle
Créditos: Denis Balibouse / Reuters
Valor: 17,3 milhões de dólares (56,3 milhões de reais)
Com 392,52 quilates, a safira Blue Belle da Asia foi vendida por 17,3 milhões de dólares em Genebra, em 2014. Essa joia, que foi descoberta no Sri Lanka em 1926, atualmente é a safira mais cara do mundo.

4. Sunrise Ruby - Rubi

Sunrise Ruby
Foto: Justin Tallis
Valor: 30,42 milhões de dólares (99,1 milhões de reais)
Pesando 25.59 quilates, o rubi birmanês Sunrise Ruby estabeleceu um novo recorde mundial em 2015, quando foi vendido por 30,42 milhões de dólares. O rubi mais caro do mundo é uma criação da Cartier e é conhecido pela seu tom de vermelho “pigeon blood”, ou sangue de pombo.

3. Orange - Diamante laranja

Orange
Foto: Fabrice Coffrini
Valor: 35,5 milhões de dólares (115.6 milhões de reais)
Acredita-se que esse é o maior e mais caro diamante laranja do mundo, com 14.82 quilates. Esse diamante laranja em forma de pera foi vendido por mais de 30 milhões de dólares em 2013.
Diamantes puramente laranjas como o Orange são extremamente raros, pois a maioria dos diamantes laranjas também exibem uma cor secundária.

2. Oppenheimer - Diamante azul

Oppenheimer
Valor: 57,5 milhões de dólares (187.3 milhões de reais)
Com 14.62 quilates, o Oppenheimer é o maior diamante azul já vendido em leilão. Este diamante com corte de esmeralda foi nomeado em homenagem ao seu proprietário anterior, Philip Oppenheimer, cuja família controlou a lendária empresa DeBeers.

1. Pink Star - Diamante rosa

Pink Star
Valor: 71,2 milhões de dólares (231.9 milhões de reais)
Este diamante rosa de 59,60 quilates foi vendido em 2017 por 71,2 milhões de dólares em Hong Kong. Minerado na África do Sul em 1999, esta pedra é o maior diamante rosa já registrado.
O Pink Star estabeleceu um novo recorde para um diamante vendido em leilão e é a pedra preciosa mais cara já vendida no mundo.



Fonte: HIPERCULTURA

A incrível história de 'Welcome Stranger', maior pepita de ouro já encontrada


A incrível história de 'Welcome Stranger', maior pepita de ouro já encontrada





Febre do ouro na então colônia britânica da Austrália em meados do século 19 atraiu dois mineiros da Cornualha; eles encontraram peça de 72 quilos, que hoje valeria mais de R$ 11 milhões
 POR JOHNNY O'SHEA, BBC NEWS ONLINE
O especialista John Tully, com uma réplica da pepita Welcome Stranger no local onde ela foi encontrada (Foto: RACHEL BUCKLEY via BBC News Brasil)
BBC topo (Foto: BBC)
150 anos depois, a Austrália relembra a história da descoberta da maior pepita de ouro do mundo.
Dois garimpeiros originários da Cornualha, no Reino Unido, encontraram o imenso pedaço de ouro australiano. Batizada de "Welcome Stranger" ("Bem-vindo Estranho", em tradução livre), a pepita foi encontrada enquanto os dois trabalhavam numa área de mineração na região de Victoria (Austrália), em 1869.
A pedra de ouro pesava 72 quilos e tinha 61 centímetros, de ponta a ponta, quando foi encontrada, logo abaixo da superfície.
Agora, descendentes dos dois mineiros vão se reunir no local onde a pedra foi encontrada. À época, John Deason e Richard Oates receberam pouco menos de US$ 10 mil pela descoberta - o equivalente a cerca de US$ 300 mil hoje.
As comemorações incluem encenações com roupas da época. E uma foto tirada no dia da descoberta foi "recriada" pelos descendentes de Deason e Oates.
Famílias locais posaram ao lado dos mineradores que descobriram a pepita - que já tinha sido fragmentada antes desta foto (Foto: STATE OF VICTORIA MUSEUM via BBC News Brasil)
A cena recriada pelos descendentes atuais, inclusive usando o pé de cabra original (Foto: CHRISTOPHER SIMMINS via BBC News Brasil)
"É a grande história de dois camaradas que ficaram instantaneamente ricos. Nos dias de hoje, temos loterias, que transformam pessoas em milionários da noite para o dia. Era algo que simplesmente não acontecia naquela época", diz John Tully, da Sociedade Histórica Goldfields.
Suzie Deason, de 38 anos, pertence à quarta geração de descendentes de John Deason, e continua vivendo no local. "Quando as pessoas ouvem meu sobrenome, sempre perguntam onde está o ouro, ou se eu sou rica. Infelizmente não sou, e nós não temos nenhuma joia feita com o ouro da Welcome Stranger", diz ela.
Uma mulher local participou das comemorações vestida como a rainha Victoria (1819-1901) (Foto: CHRISTOPHER SIMMINS via BBC News Brasil)
A pepita foi encontrada na localidade australiana de Moliagul, perto das raízes de uma árvore. Na época, a localidade vivia uma corrida do ouro - e tinha cerca de 11 pubs.
Hoje, Moliagul é um vilarejo rural, sem comércio ou hotéis - apenas com um punhado de casas. Mesmo assim, aficionados e especuladores do ouro continuam indo à região, apelidada de "triângulo dourado".
Este marco indica o local onde a pepita foi achada (Foto: RACHEL BUCKLEY via BBC News Brasil)
"As pessoas viajavam até aqui para tentar a sorte. Passavam dias e dias tentando encontrar fortuna. Ainda existem pepitas de tamanho razoável por aqui, mas nada parecido com a Welcome Stranger", diz Suzie Deason.
As réplicas que existem hoje da Welcome Stranger são baseadas em retratos da época (Foto: DUNOLLY MUSEUM via BBC News Brasil)
A história de 'Welcome Stranger'

Na década de 1850, quando a Austrália ainda era uma colônia britânica (conquistaria e independência em 1901), milhares de pessoas viajaram ao então condado de Victoria tomadas pela febre do ouro.
Os garimpeiros vieram de todas as partes da Austrália e de outros países, e a maior parte deles nunca fez fortuna.
Obviamente não foi o que aconteceu com os dois garimpeiros vindos da Cornualha, no sudoeste do Reino Unido. A pepita foi encontrada no dia 5 de fevereiro de 1869.
Uma estátua representa o momento da descoberta (Foto: ANGELA CRUMP via BBC News Brasil)
John Deason nasceu na ilha de Tresco, perto da costa da Cornualha. Mudou-se para a cidade de Pendeen com apenas um ano de idade depois que seu pai, um pescador, morreu afogado.
Foi lá que ele conheceu Richard Oates. Ambos aparecem nos registros do censo de 1851 como trabalhadores das minas de estanho da Cornualha.
Deason migrou para a Austrália em 1853, com Oates indo um ano depois. Ambos começaram a vida na Austrália como garimpeiros.
John Deason com uma réplica da Welcome Stranger (esq), e homens com uma réplica moderna da pepita, junto do pé-de-cabra original usado para removê-la do chão (Foto: DUNOLLY MUSEUM via BBC News Brasil)
A dupla chegou a Moliagul em 1862. Depois de sete anos lutando para se manter, encontraram ouro.
Numa encosta chamada Bulldog Gully, uma enorme peça de ouro recoberta por quartzo estava enterrada centímetros abaixo da superfície.
"Tentei puxar a pepita para fora da terra com a picareta, mas o cabo quebrou. Então eu usei um pé de cabra para puxar a pepita", escreveu Deason depois.
Descendentes dos garimpeiros reencenam o momento em que a pepita é encontrada (Foto: DUNOLLY MUSEUM via BBC News Brasil)
Os dois levaram a pedra para a cidade de Dunolly, a 20 km de distância do local. A pepita foi pesada pelo banco London Chartered.
"Ficamos felizes que o 'monstro' tenha sido sorteado para homens tão persistentes e trabalhadores", diz um texto sobre o assunto publicado no jornal local de Dunolly.
A pepita foi imediatamente fragmentada - em parte porque era grande demais para as balanças do banco. Infelizmente, foi quebrada antes que fossem feitas fotos ou modelos.
Esta pedra nas ilhas Scilly, onde John Deason nasceu, é chamada de 'chapéu de Deason'. Alguns moradores acreditam que haja uma pepita de ouro debaixo dela (Foto: MIKE HARCUM via BBC News Brasil)
O "registro" que existe é um desenho, feito a partir das memórias dos que viram a pepita. Este desenho deu origem a uma réplica, que está hoje no museu de Dunolly.
Estima-se que, se fosse vendido hoje, a pepita valeria mais de R$ 11 milhões.



Fonte: BBC