segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

GEMAS IRRADIADAS: TOPÁZIO AZUL

GEMAS IRRADIADAS:
TOPÁZIO AZUL





O topázio azul é uma das gemas mais populares na joalheria e preferidas pelos designers, estando sempre presente nas linhas de produção. O que muitos comerciantes de jóias não sabem é que o topázio azul é extremamente raro na natureza. A cor azul intensa observada dominantemente no comércio é resultado da aplicação de radiação gama ou de outros tipos de radiações em topázios naturalmente incolores.
Topázios azuis com cores mais suaves (similares à coloração de água-marinha) podem ser conseguidos com métodos envolvendo radiação gama. Tons de azuis mais acentuados - conhecidos como swiss blue e london blue - são obtidos através de aceleradores de elétrons e reatores nucleares.
A subseqüente queima (tratamento térmico) é um fator determinante na coloração final. Tons cinzas indesejados podem aparecer se a queima não for corretamente conduzida.
A cor azul em topázios irradiados é permanente. No entanto, fogo direto na pedra deve ser evitado durante a confecção da jóia. A causa de cor em topázios irradiados está diretamente relacionada a sua composição química.
Existem basicamente dois tipos de topázios: topázios ricos em OH (hidroxila) e topázios ricos em F (Flúor). Estes últimos parecem ser mais susceptíveis à radiação gama que os demais. Topázios incolores do norte de Minas Gerais são famosos pelos resultados obtidos em tratamento por radiação gama.
          
Figura 1- Sky blue, swiss blue e london blue, os 3 tons de azul conseguidos em topázios incolores através da aplicação de radiações
Figura 2- Anel com topázio azul central sky blue tratado pela EMBRARAD, em perfeita harmonia com turmalinas. (Design por Ruth Grieco)

19 Conselhos de Warren Buffett Para Você Ser Um Investidor Melhor

Um dos melhores livros sobre investimentos que li na vida foi Warren Buffett – Lições do Maior de Todos os Investidores, escrito por Janet Lowe.
É uma obra que não me canso de recomendar a todos. Mais do que isso, estou sempre consultando-a de tempos em tempos porque é uma leitura leve e fácil, mas que muito ensina. Você já leu?
O livro é dividido por capítulos com frases curtas de Warren Buffett que promovem reflexões e ensinamentos sobre a vida, amigos, família, trabalho, gestão de empresas e investimentos, é claro.
Hoje quero compartilhar com você algumas de minhas frases favoritas de Warren Buffett, o mestre do value investing sobre sua filosofia de investimentos. Recomendo fortemente que você leia as dicas, reflita sobre elas e, principalmente, leia o livro.
São ensinamentos preciosos para você não apenas investir melhor, mas ser uma pessoa melhor. Não tenha dúvida de que é um livro que vai basear e acompanhar sua carreira de investidor por muitos anos.
Vamos lá? Aqui seguem os 19 conselhos de Warren Buffett:

#1. Sobre investir em tempos de inflação alta

Em parte, por hábito. Em parte, simplesmente porque as ações são títulos de propriedade de uma empresa, e ter um negócio é muito mais interessante do que possuir ouro ou terras.
Além disso, em períodos inflacionários, as ações são provavelmente a melhor entre todas as alternativas medíocres – pelo menos se você comprar pelo preço certo.

#2. Sobre a teoria do mercado eficiente

Eu seria um mendigo vagando pelas ruas com uma caneca na mão se os mercados fossem sempre eficientes. Investir em um mercado no qual as pessoas acreditam em eficiência é como jogar bridge* com alguém que acha que não é preciso olhar as cartas.
*jogo de baralho

#3. Sobre a arte de pensar

As dezenas de milhares de alunos recém-saídos das faculdades de administração aprenderam que não é preciso pensar; isso é extremamente útil pra mim.

#4. Sobre o Senhor Mercado

Não temos a menor ideia de quanto tempo as altas vão durar nem sabemos o que mudará as atitudes do governo, dos emprestadores e dos compradores que as alimentam. Sabemos apenas que, quanto menor for a prudência alheia na condução de seus assuntos, maior deve ser a nossa.

Conselhos de Warren Buffett#5. Sobre o investidor inteligente

O mercado serve apenas como ponto de referência para saber se alguém está prestes a fazer uma tolice. Quando investimos em ações, investimos em empresas.

#6. Sobre se preocupar com o Congresso

Quando encontramos uma empresa e gostamos dela, as condições do mercadoem si realmente não influenciam nossa decisão, que depende, sobretudo, da situação da empresa. Praticamente não levamos em conta os fatores macroeconômicos.
Em outras palavras, pouco nos importaríamos com previsões feitas pelo mais famoso intelectual da área, com estimativas referentes a níveis de desemprego,taxas de juros ou quaisquer outros indicadores para os dois anos seguintes.
Ao contrário, concentramos nossa atenção nas empresas, para nós mais compreensíveis, quando gostamos do preço e da gerência. Ignoramos as informações sobre o que vai acontecer no Congresso. Não acreditamos que essas informações sejam úteis.

#7. Sobre comprar uma ação porque ela está subindo

Por alguma razão, as pessoas seguem dicas de preço, não de valor. O que não funciona é começar a fazer coisas que você não entende porque elas funcionaram na semana passada para outra pessoa. A razão mais idiota do mundo para secomprar uma ação é seu preço estar subindo.

#8. Sobre o que é uma boa empresa para investir

Não é preciso que a empresa seja sólida como uma pedra para comprá-la. É preciso apenas que o preço de venda seja inferior ao que você acha que a empresa vale e que ela seja administrada por pessoas honestas e capazes.
Mas se você puder comprar a empresa por menos do que vale, se confiar na gerência e se conseguir fechar o negócio, você vai ganhar dinheiro.

Conselhos de Warren Buffett#9. Sobre quando é a hora certa de investir em ações

A maioria das pessoas se interessa por ações quando todo mundo está investindo em ações.  O momento de interessar-se é quando ninguém mais se interessa. Não se ganha dinheiro comprando o que é popular.

#10. Sobre a necessidade de ser um gênio para investir em ações

Não é preciso ser gênio. Investir não é um jogo no qual o sujeito com QI de 160 vence o outro com QI de 130. A racionalidade é essencial.

#11. Sobre risco

O risco está em não saber o que você está fazendo.

#12. Sobre como enriquecer

As pessoas preferem a promessa de um bilhete de loteria premiado para a próxima semana do que a oportunidade de enriquecer lentamente.

#13. Sobre a hora certa de investir

Grandes oportunidades de investimento surgem quando empresas excelentes estão rodeadas de circunstâncias incomuns que fazem com que suas ações sejam mal avaliadas.

Conselhos de Warren Buffett#14. Sobre paciência e ter a visão de um rebatedor de baseball

Nunca movimente o bastão quando a bola está na luva do arremessador.

#15. Sobre pensar por conta própria

Uma dica valiosa de Warren Buffett é “Nunca pergunte ao barbeiro se você precisa cortar o cabelo”.

#16. Sobre compreender contabilidade

Quando querem explicar os números da empresa, os gestores recorrem às normas contábeis.
Infelizmente, quando a intenção é ocultá-los, pelo menos em alguns setores, também podem fazê-lo com base nas normas contábeis.
Se você não conseguir reconhecer as diferenças, não entre no negócio de ações.

#17. Sobre somente fazer o que você compreende

Quero ser capaz de explicar meus erros. Ou seja, só faço o que compreendo totalmente.

#18. Sobre focar em poucos setores, segundo Warren Buffett

Qualquer pessoa que afirme ser capaz de avaliar qualquer ação deve ter a autoestima muito elevada, pois a coisa não é assim tão fácil. Mas quem se concentrar apenas em determinados setores, aprenderá muito sobre avaliação.

#19. Sobre estudar casos de fracasso ao invés dos de sucesso

Acredito que temos mais a ganhar estudando os fracassos empresariais do que os sucessos. É costume, nas faculdades de administração, estudar casos de sucesso. Mas meu sócio, Charlie Munger, afirma que tudo que quer saber é onde morrerá – para jamais ir até lá.

Investimento defensivo

Investimento defensivo
É fácil obter resultados acima da média
A estratégia proposta por Benjamin Graham em seu livroThe Intelligent Investor (O Investidor Inteligente) para o investidor defensivo é tão aplicável hoje quanto foi há quase 30 anos. Dado à profunda influência de Graham sobre investimento em ações em geral - e sobre Warren Buffet em particular - é bom prestar atenção a seus conselhos.
A estratégia leva em conta uma observação chave: qualquer investidor em ações pode garantir um retorno igual ao mercado através de uma carteira que reflita a composição do índice Bovespa (que é, por definição, o mercado); no entanto, superar este retorno consistentemente é muito difícil. Ao longo dos anos a maioria dos fundos de ações não tem conseguido esta façanha. E note bem, superar o índice não significa obter lucro.
Investidores defensivos e agressivos: espécies muito diferentes
A observação deixa claro que há uma diferença muito grande entre um investidor defensivo e um investidor agressivo. O primeiro, despendendo relativamente pouco esforço, tomando decisões infreqüentes e correndo um mínimo de risco, pode obter um retorno razoável ao longo dos anos. O segundo, ao contrário, toma a decisão de devotar bastante tempo e trabalho à procura de ações que prometam um desempenho acima da média. E neste caminho de risco maior ele não tem nenhuma garantia de sucesso.
Uma estratégia para o pequeno investidor
O que foi que Graham propôs para o investidor defensivo nos Estados Unidos? Uma estratégia relativamente simples que qualquer pequeno investidor daquele país, com um pouco de pesquisa, pode seguir. No Brasil, embora a estratégia seja perfeitamente viável, o trabalho de obter os dados é, sem dúvida, maior. Aqui nosso banco de dados vai ajudar.
Observe que a estratégia formulada não se refere a todos os recursos à disposição do investidor, mas somente a parte que ele decide aplicar em valores mobiliários negociáveis (ações e renda fixa).

Critérios para estabelecer uma carteira defensiva
1.Mix de carteira. Uma carteira constituída de 50% em ações e 50% em renda fixa de primeira linha, com o reequilíbrio das proporções quando desviarem mais que 5% das posições iniciais. Uma versão menos conservadora é uma carteira onde cada percentagem varia entre 25% e 75% da carteira, de acordo com as expectativas do investidor.
2.Timing da compra. O uso da técnica "dollar-cost averaging" onde o aplicador investe valores iguais a intervalos regulares (de um mês, trimestre, semestre ou até ano).
3.Número de ações. Uma carteira diversificada de ações de entre 10 e 30 empresas.
4. Critérios para seleção das empresas.
a) Companhias proeminentes em seus setores;
b) Vendas anuais substanciais: acima de US$300 milhões;
c) Forte posição financeira:Forte posição financeira: liquidez corrente de pelo menos 2, e uma dívida de longo prazo menor do que o capital de giro;
d) Estabilidade de lucro: lucro contínuo durante 10 anos;
e) Longa história de pagamento de dividendos:pagamento contínuo durante 20 anos;
f) Crescimento de lucro: 33% em 10 anos usando as médias dos 3 anos no início e no fim do período;
g) Preço/lucro moderado: preço atual da ação, dividido pelo lucro médio dos últimos 3 anos, não deve execeder 15;
h) Preço/patrimônio moderado: não deve ultrapassar 150%.
Ações x renda fixa
Antes de tentar adaptar a estratégia às condições brasileiras, vamos entender as idéias e premissas atrás do esquema.
Como observamos acima, a estratégia de Graham se limita a ações e renda fixa, desconsiderando, por exemplo, investimentos em imóveis ou ouro. Ações representam um investimento no setor corporativo - o único motor de geração de riqueza da economia - e alguma proteção contra uma aceleração de inflação. Historicamente, o retorno produzido por ações nos Estados Unidos tem ultrapassado significativamente o da renda fixa.
O componente de renda fixa, por sua vez, representa um seguro contra quedas da bolsa (além de exibir flutuações menores, preços de títulos de renda fixa freqüentemente sobem quando ações caem) e uma fonte significativa de rendas em certas épocas. No Brasil a renda fixa de primeira linha é representada por fundos que se especializam em papéis do governo, ou cadernetas de poupança.
A pouca confiabilidade de previsões
A divisão 50/50 da versão mais conservadora do esquema reflete o fato de que a experiência de Graham, de uma vida de investimento, mostrou que projeções sobre o comportamento futuro do mercado possui pouca confiabilidade, e que é melhor dar peso igual às duas alternativas de aplicação.
A divisão menos conservadora dá ao investidor, dentro de certas limites, a flexibilidade de aumentar a proporção de ações até 75% quando ele considerar que os preços são extremamente baratos, e de diminuir esta proporção até 25% quando achar que os preços são perigosamente altos. Nos anos 70, no entanto, Graham acreditou que era cada vez mais difícil estabelecer regras para tais ajustamentos - e que sua implementação exigia muito controle emocional pelo investidor.Minimizar o risco de perda; maximizar as chances de ganho
Com seus critérios para a escolha de empresas (tamanho, posição financeira e desempenho passado) Graham procurou limitar o risco de um desempenho abaixo do esperado - e melhorar as chances de recuperação se isso ocorresse. E com sua insistência na diversificação da carteira entre muitas companhias ele buscou limitar os estragos de um ou outro investimento que desse para trás. Os critérios estabelecidos para preço/lucro e preço/patrimônio, por outro lado, manifestam sua preocupação de ter uma margem de segurança embutidos no preço pago a fim de aumentar a chance de um retorno satisfatório.
Finalmente, "Dollar-cost averaging" é um simples procedimento para evitar grande compras a altos preços. Aqui, de novo, Graham tenta reduzir o risco advindo da imprevisibilidade do mercado.
Tem relevância para o Brasil?
Tem, mas como estamos abaixo do equador temos que "flexibilizar" um pouco os critérios. Em particular, temos que adaptar os critérios de liquidez e solvência devido ao impacto sobre as empresas brasileiras dos altos juros e das grandes flutuações no nível de atividade econômica nos últimos anos.
Aqui aproveitamos do fato que Graham, em outra parte de seu livro (que é um trabalho que foi revisado e atualizado pelo menos 5 vezes entre 1949 e 1971 e, por conseqüência, têm certas ambigüidades) estabelece como um indicador de solvência para uma carteira defensiva uma relação dívida/patrimônio líquido máximo de 100%.
Com juros brasileiros ainda nas alturas, adotamos um critério de solvência mais rígido: uma relação dívida líquida/patrimônio líquido de no máximo 40%. Em contrapartida, para não reduzir demais nosso leque de escolha, afrouxamos o critério de liquidez: consideramos aceitável um indicador de liquidez corrente de pelo menos 1,00.
Hoje poucas ações entram na Seleção Defensiva
Utilizando nosso sistema de análise, SANADA, elaboramos uma lista das empresas que satisfazem os critérios ajustados (ver tabela). Devido às limitações de dados, encurtamos o tempo de lucros contínuos para 6 anos (1993-1998) e admitimos empresas com crescimento de lucro de 25% neste período, considerando a média dos dois primeiros anos e os dois últimos anos do período.
A lista é simplesmente uma demonstração da aplicação das idéias do Graham e não constitui uma lista de recomendações de compra. Observa-se, no entanto, que devido aos altos preços atuais e aos efeitos sobre empresas dos recentes tumultos na economia, poucas ações preenchem os critérios definidos. Ao contrário de uns meses atrás a seleção obtida agora é insuficiente para montar uma carteira de 10 empresas diferentess.
Mix da carteira que é apropriado hoje
Se adotarmos a estratégia menos conservadora de 75/25, quais seriam as percentagens corretas para alguém que deseja estabelecer uma carteira hoje? O preço/patrimônio líquido médio do nosso universo de 160 papéis está na sua máxima dos últimos 7 anos, sugerindo um peso reduzidíssimo para ações. E embora os juros estejam teoricamente em queda, nossas projeções para os próximos dois anos indicam que o retorno oferecido por ações, após deduzir um prêmio de 5% para compensar seu maior risco, não apresenta nenhuma vantagem sobre a renda fixa. Nestas condições concluímos que 25% de ações e 75% em renda fixa de boa qualidade compõem um mix apropriado.
Porcentagem de dinheiro não altera mix ideal
Finalmente, é instrutivo comparar a estratégia de Graham com ganhos teóricos obtidos por diferentes mixes de ações, renda fixa e dinheiro ao longo dos últimos 70 anos nos Estados Unidos. Os dados, publicados em The Economist de 31/5/97, indicam que o máximo retorno é obtido com um mix de 75% de ações e 25% de renda fixa Mais interessante ainda, se o investidor mantem 50% ou 0% de seus recursos totais em dinheiro (ou outros instrumentos considerados sem risco), o mix ideal não muda.

AS ESMERALDAS DA CARNAÍBA- BAHIA

AS ESMERALDAS DA CARNAÍBA- BAHIA



Montanhas de beleza rara, vales que parecem não ter fim, rios que se espremem nos corredores de pedras. O conjunto de monumentos impressionantes foi criado pela natureza há 400 milhões de anos, quando a Terra ainda era criança. No coração da Bahia, as águas do inverno saltam dos pontos mais altos do Nordeste. Um espetáculo exuberante. A Queda d'Água da Fumaça, de quase 400 metros, parece que começa nas nuvens.Na Chapada Diamantina, a trilha das águas mostra o caminho das pedras. Pedras preciosas, que contam a história de muitos aventureiros. Carnaíba, norte da chapada. O vilarejo com cara de cidade atrai milhares de garimpeiros. As serras da região concentram a maior reserva de esmeralda do Brasil.
O empresário Alcides Araújo vive perseguindo a sorte há mais de 20 anos. Ele é um dos grandes investidores na extração da valiosa pedra verde. Alcides diz que ainda não encontrou a sorte grande. Do garimpo dele só saíram pedras de segunda. Mesmo assim não dá para reclamar.
"Já ganhei um dinheiro razoável no garimpo, produzi quase quatro mil quilos. Se tivesse essas pedras hoje, valeria R$ 300, R$ 200 o grama. Já ganhei mais de R$ 3 milhões", revela o empresário.
Boa parte desse dinheiro está enterrada na jazida que Alcides explora. O Globo Repórter foi ver como os garimpeiros vão atrás da esmeralda. Uma aventura que requer, além de sorte, muita coragem.

Na maior mina da região, a equipe foi a 280 metros de profundidade. Para chegar lá embaixo, o equipamento é um cinto de borracha conhecido como cavalo. Confira esse desafio em vídeo.Os garimpeiros são mesmo corajosos. No abismo dos garimpos, a vida anda por um fio. O operador da máquina que faz descer e subir o cabo-de-aço não pode vacilar. A água que cai do teto vem do lençol freático que o túnel corta. Parece uma viagem ao centro da Terra. Mas será que vale mesmo a pena correr tanto risco?
Foram quase seis minutos só de descida. Seis minutos de arrepios. A 280 metros a equipe chegou a um corredor estreito. No rastro da esmeralda, os garimpeiros abrem quilômetros de galerias. Calor, pouco ar, oito, dez horas por dia no estranho mundo subterrâneo. Esses homens vivem como tatus-humanos.
Alegria mesmo é quando o verde começa a surgir na rocha. Sinal de que pode estar por perto o que eles tanto procuram. É preciso detonar a rocha para ver se é mesmo esmeralda. O desejo de enriquecer é mais forte que o medo do perigo. Sem nenhuma segurança, eles enchem com dinamite os buracos abertos pela perfuratriz.
“Costumamos fazer até quatro detonações por dia. A cada detonação, são disparados de dez a quinze tiros", conta o fiscal de garimpo Klebson de Araújo.
Muita pedra desceu do teto da galeria. O trabalho agora era levar tudo lá para cima e examinar direito as pedras. E o dono do garimpo? Será que ele confia nos seus garimpeiros?
"Eles encontram e a gente fiscaliza. Se facilitar uma coisinha, eles botam dentro do bolso”, diz o garimpeiro Manoel.
“Tem várias formas de levar. Uns dizem que estão com sede, pedem uma melancia para chupar. Partem um pedacinho, colocam as pedrinhas lá dentro e levam a melancia”, denuncia Alcides.
Escondida ou não, esmeralda na mão é dinheiro no bolso. Nos fins de semana, a praça principal da cidade de Campo Formoso vira um mercado movimentado de pedras preciosas. No local, o que menos importa é a procedência. A esperteza sempre prevalece. Esmeralda de qualidade nunca é vendida na praça. Negócio com pedras valiosas é fechado dentro de casa, por medo de assalto.Os minérios da Chapada Diamantina fizeram fortunas e produziram histórias. Histórias como a de Herodílio Moreira que já viveu dias de glória.
“Já ganhei muito dinheiro com esmeralda. De comprar mercadoria e ganhar cinco carros de uma vez, de lucro. Hoje esses carros acabaram. Estou querendo dinheiro para comprar uma bicicleta velha”, conta o garimpeiro.
No mundo desses aventureiros, pobreza e riqueza dividem o mesmo espaço. O garimpeiro José Gomes, de 70 anos, também já viveu as duas situações, mas nunca perdeu a esperança.
“Quando vejo na joalheria uma esmeralda em forma de jóia, analiso o que perdi. Vejo as pedras nas lojas valendo milhões de dólares e eu sem nada", diz ele.

Como achar um filão de ouro em poucos dias Parte preliminar

Como achar um filão de ouro em poucos dias Parte preliminar



Todo ouro aluvionar tem uma fonte original, Não há ouro sem mãe.
O ouro aluvionar é espalhado em grandes superfícies e depositado de forma horizontal;
Essas 2 características fazem deste tipo de ouro uma forma relativamente fácil de encontrar-lo.
Adicionado a forma do garimpeiro de pesquisar, testando o cascalho das grotas, de uma forma sistemática, pois cada garimpeiro fazendo o seu esforço individual, o esforço concentrado de todos os pesquisadores acabara formando uma cobertura sistemática; aí esta encontrado a forma de detectar praticamente todo o ouro aluvionar existente.

Mas quando tratar-mos do caso dos colúvios ou derrames e paleoaluvióes, ainda temos uma ocorrência horizontal, mas desta vez menos espalhada que do os aluviões
Tudo isto forma o ouro secundário, fácil, mas de volume limitado, pois ele é tão somente o que a erosão arrancou dos primários para espalhar
Mas de onde vem esse ouro secundário e como é que ele saiu dos primários?
O Ouro primário é o que esta inserido na rocha ou na rocha alterada na superfície, ou lagrese
Ele não esta sempre em forma de filões, que é a forma mais conhecida:
Ele esta sob diversas formas:
- disseminado no granito na pirita onde essa pirita quando altera cria uma cor vermelha no barro;
- Em gossans: são as pedras vermelhas tipo laterita mas muito mais pesadas, quando esse ouro disseminado apresenta concentrações de pirita; o gossan é formado pela alteração da pirita formando chapéus de ferro; geralmente há o gossan e há os veios de quartzo juntos
- Em veios de quartzo verticais com ou sem pirita, formando os conhecidos filões, mas estes só tem larguras de alguns cm a no máximo poucos metros de espessura
- Em stockworks de quartzo com veios de todas as direções chamados de casqueiros e próximos a uma shear ou zona de cizalhamento;
- Em veios horizontais de cada lado de uma shear, chamados de sheated veins
- Em corpos de vulcânicas com vênulas de quartzo ou de sulfetos

Cuidado: quando o filão é rico, ele é pouco espesso, é como se houvesse um equilíbrio; largo, o ouro fica espalhado, estreito, ele fica concentrado;
Isto se aplica na forma micro como na macro:
Quando há muito ouro num aluvião grande destes tipo do Rosa de Maio, Marupa, há menos chances de ter filões ricos, porque se os filões são ricos, eles são pequenos e se são pequenos, eles não terão fornecidos material suficiente para abastecer um aluvião tão grande. Esses grandes aluviões abasteceram-se com primários grandes, portanto pobres, disseminados;