quinta-feira, 6 de abril de 2017

Laser transforma grafite em diamante a temperatura ambiente

Laser transforma grafite em diamante a temperatura ambiente


Laser transforma grafite em diamante a temperatura ambiente
Foto dos nanodiamantes feita por microscópio (em cima) e esquema do funcionamento da técnica (embaixo). [Imagem: Qiong Nian et al. - 10.1038/srep06612]

Melhor que metal
O que começou como uma pesquisa para desenvolver um método para fazer metais mais fortes acabou com a descoberta de uma nova técnica para transformar grafite em diamante em condições ambientais normais.
A nova técnica usa um laser pulsado a temperatura ambiente para criar filmes de nanodiamantes, com aplicações potenciais de biossensores a chips de computador futurísticos.
"A maior vantagem é que você pode depositar seletivamente os nanodiamantes em superfícies rígidas, sem as altas temperaturas e pressões normalmente necessárias para produzir diamantes sintéticos," disse Gary Cheng, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos.
Transformando grafite em diamante
A técnica começa com uma película formada por uma camada de grafite recoberta com uma folha de vidro. Quando essa película é exposta aos pulsos ultrarrápidos de um laser, o grafite é convertido instantaneamente em um plasma ionizado, criando uma pressão para baixo.
Assim que o pulso de laser cessa, o plasma de grafite resfria e se solidifica rapidamente na forma de diamante - grafite e diamante são feitos de carbono puro, dispostos em diferentes arranjos atômicos.
A folha de vidro confina o plasma, impedindo que ele escape, o que permite criar filmes contínuos de nanodiamantes com grande precisão e confiabilidade.
Laser transforma grafite em diamante a temperatura ambiente
Com o uso de uma base motorizada é possível escrever linhas de nanodiamantes para criar circuitos e sensores. [Imagem: Qiong Nian et al. - 10.1038/srep06612]
Tinta de diamante
A capacidade de escrever seletivamente linhas de diamante sobre superfícies sólidas pode ser útil para várias aplicações, incluindo a computação quântica, células a combustível e chips de computador de última geração.


"Fizemos isto em temperatura ambiente e sem uma câmara de alta temperatura e pressão, de modo que este processo pode reduzir significativamente o custo de fabricar diamantes. Além disso, viabilizamos uma técnica de escrita direta que pode escrever seletivamente padrões projetados usando [uma "tinta" de] nanodiamantes," completou Cheng.
Os pesquisadores batizaram o processo de CPLD (Confined Pulse Laser Deposition, deposição confinada por laser pulsado, em tradução livre).


O Paradoxo de Marte: Por que ainda não entendemos as águas de Marte

O Paradoxo de Marte: Por que ainda não entendemos as águas de Marte


Paradoxo de Marte
A simulação à esquerda é como Marte deveria ser no passado para explicar sua geologia atual. Mas nada indica que ele já tenha sido tão parecido com a Terra.[Imagem: NASA]




Sinais de água sem água
Alguma coisa não está batendo.
Marte tem calotas de gelo de água nos polos e há marcas no solo que indicam que a água fluiu em rios e lagos há bilhões de anos - há poucos dias, a agência espacial europeia apresentou um estudo detalhado sobre uma megainundação em Marte. De fato, temos uma compreensão decente de como a água se comporta na Terra, e não há razão para pensar que as leis da física ou a geologia sejam diferentes em Marte.
Contudo, mais do que não encontrar água hoje no planeta, ninguém consegue explicar sequer como a água poderia ter existido em forma líquida em Marte mesmo no passado.
Este mistério é conhecido como o "Paradoxo de Marte" - os dados e as teorias mostram que parece ter havido água lá, mas os dados e as teorias também indicam que nunca houve condições de ter havido água lá. Se, e quando esse paradoxo for resolvido, provavelmente será necessário jogar fora um monte de livros didáticos.
Paradoxo de Marte
O atual terreno frio e rochoso de Marte, seco e coberto de poeira, apresenta minerais de argila e sedimentos que devem ter sido depositados por lagos e rios entre 3,5 e 4 bilhões de anos atrás.
O problema começa quando se olha para as condições em Marte naquele tempo. Ainda hoje, a fina atmosfera do planeta e a distância do Sol mantêm-no a uma temperatura média por volta dos -60° C, frio o suficiente para manter água congelada em depósitos polares permanentes.
Há bilhões de anos, contudo, quando a água deveria estar fluindo pela superfície, o Sol era mais jovem e mais frio, o que significa que Marte também era ainda mais frio do que é hoje.
Assim, dado que o ponto de congelamento da água é o mesmo aqui e lá, como é que Marte pode ter sido algum dia quente o suficiente para que a água líquida fluísse em sua superfície e formasse o relevo e as rochas que encontramos lá hoje?

Paradoxo de Marte
Um dos planos da NASA para tornar Marte habitável é dar-lhe um escudo magnético que permita aumentar a densidade da sua atmosfera. [Imagem: NASA]
Efeito estufa improvável
Uma hipótese plausível seria que os gases de efeito estufa prenderiam o calor como o fazem na Terra. O problema é que nenhuma quantidade de CO2 conseguiria aquecer Marte o suficiente para manter a água líquida. Mesmo com uma atmosfera de CO2 puro sua temperatura só subiria até perto dos -33° C.
Mas este cenário hipotético é impensável - Thomas Bristow e seus colegas do Centro de Pesquisas Ames da NASA acabam de calcular, com base em sedimentos formados há 3,5 bilhões de anos, que a atmosfera marciana naquela época continha apenas quantidades-traço de dióxido de carbono.
Então talvez pudéssemos adicionar um pouco de metano ou hidrogênio - também não dá certo porque, com essa escassez de CO2, não importa quanto hidrogênio ou metano ou outros gases sejam adicionados à equação, seria preciso uma atmosfera tremendamente espessa para blindar esses gases de efeito estufa sensíveis contra a radiação solar.
Bristow e seus colegas apresentaram agora uma outra alternativa: água salgada o suficiente para permanecer líquida mesmo a temperaturas muito abaixo de 0º C. Nesse caso, a atmosfera não precisaria de muito CO2.
Também não parece plausível ou suficiente. Uma água ultrassalina pode até fluir - na Terra, pelo menos - mas o frio do planeta não permitiria chuvas suficientes para explicar a água parada gravada no arenito e no xisto de Marte ao longo de milhões de anos.
Mistérios da água
Então, será que existe algum mecanismo planetário que ainda não entendemos? Uma mistura de gases de efeito estufa que ainda não identificamos?
Talvez o verdadeiro problema seja a nossa compreensão da própria água. Nós já sabemos que a água tem mais de 70 "anomalias", muitas delas incomodando algumas das nossas bem-amadas leis da física - como quando a água mais fria flui para o topo de um copo, por exemplo.
Seja qual for a resposta, estamos ficando sem soluções óbvias para o Paradoxo de Marte. Quando ele for resolvido, talvez nos vejamos em territórios ainda mais estranhos e desafiadores do que o solo do planeta vizinho.

Wall St fecha em leve alta com investidores de olho em reunião de cúpula EUA-China

Wall St fecha em leve alta com investidores de olho em reunião de cúpula EUA-China

quinta-feira, 6 de abril de 2017 18:33 BRT
 


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(Reuters) - Os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam em leve alta nesta quinta-feira, mas longe das máximas da sessão, com investidores nervosos sobre uma reunião entre o presidente norte-americano, Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. O índice Dow Jones subiu 0,07 por cento, a 20.663 ponto, enquanto o S&P 500 ganhou 0,19 por cento, a 2.357 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,25 por cento, a 5.879 pontos. Os líderes das duas maiores economias do mundo devem se encontrar em Palm Beach, na Flórida, nesta quinta-feira, dando início a uma reunião de cúpula que vai terminar com um almoço de trabalho na sexta-feira. Os investidores estão ansiosos por notícias sobre a relação comercial entre a China e os Estados Unidos e sobre as discussões envolvendo o controle do programa de armas da Coreia do Norte, segundo participantes do mercado. "As pessoas estão preocupadas porque isso pode degringolar porque o presidente chinês é um político experiente com muita experiência nesse tipo de coisa e você tem um político (norte-americano) novato no cenário mundial", disse presidente da Empire Executions Inc em Nova York, Peter Costa. "A reunião vai definir o tom do que vem pela frente e você não quer que o tom seja negativo", disse Costa. As ações reduziram os ganhos no fim da tarde depois que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, fez comentários sobre a reunião. Tillerson disse que os Estados Unidos "buscarão o engajamento econômico com a China que priorize o bem-estar econômico do povo americano" e que o país não afastaria de uma discussão franca. Quatro dos 11 principais setores do S&P recuaram. O índice de energia subiu 0,8 por cento com os preços do petróleo subindo para perto da máxima de um mês. A ação da Comcast Corp teve a maior alta no S&P com um ganho de 2,1 por cento, para 38,13 dólares, depois de anunciar o início de serviço sem fio.

Dólar sobe 1% e encosta em R$3,15 com temores sobre reforma da Previdência

Dólar sobe 1% e encosta em R$3,15 com temores sobre reforma da Previdência

quinta-feira, 6 de abril de 2017 17:04 BRT
 


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Por Claudia Violante SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu 1 por cento e se aproximou de 3,15 reais nesta quinta-feira, com os investidores nervosos com o andamento da reforma da Previdência no Congresso Nacional, tida como essencial para colocar as contas públicas em ordem. O dólar avançou 0,99 por cento, a 3,1457 reais na venda, maior nível de fechamento desde 14 de março (3,1693 reais). Na máxima da sessão, a moeda norte-americana foi a 3,1489 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,8 por cento no final da tarde. "Está caindo a ficha de que a reforma da Previdência pode ficar aquém do esperado e afugentar o investidor estrangeiro", comentou o chefe da mesa de operações de uma corretora nacional. Na véspera, o mercado já havia estressado com a pesquisa feita pelo jornal O Estado de S. Paulo com deputados e que revelou que a proposta do governo sobre a reforma da Previdência seria rejeitada por 242 parlamentares. Para aprová-la, o governo do presidente Michel Temer precisa de 308 votos favoráveis, do total de 513 deputados. Nesta manhã, o presidente Michel Temer declarou que havia autorizado mudanças na reforma, desde que não promovesse mudanças na idade mínima. Em seguida, diante da constatação de que não teria condições de aprovar a reforma da Previdência como está, o governo admitiu alterar a proposta em pelo menos cinco pontos mais sensíveis: as regras de transição, as normas para aposentadoria rural, o acúmulo de pensões, aposentadorias especiais para professores e policiais e os Benefícios de Prestação Continuada. O humor dos mercados piorou de vez após o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, declarar a alguns veículos de comunicação que a flexibilização da reforma vai reduzir em pelo menos 10 por cento a economia que o governo projetava nos próximos dez anos nos gastos com INSS, o correspondente a 67,8 bilhões de reais. O cenário externo também ficou no radar do mercado nesta sessão, sobretudo como a política monetária dos Estados Unidos será conduzida. Na véspera, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, indicou que pode adotar medidas para começar a reduzir seu portfólio de 4,5 trilhões de dólares ainda este ano desde que a economia tenha o desempenho esperado. "Ao reduzir esse estoque de títulos, o Fed enxuga a liquidez do sistema, o que tem efeito de alta de juros", explicou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado. Por isso, a divulgação dos dados do mercado de trabalho norte-americano no dia seguinte ganhou ainda mais importância porque pode reforçar a percepção de que o Fed pode precisar de mais altas de juros além das duas ainda precificadas para o restante do ano. Mais juros na maior economia do mundo pode atrair recursos até então aplicados em outras praças, como a brasileira. O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio para esta sessão. Em maio, vencem 6,389 bilhões de dólares em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

Trump diz que “algo deve acontecer” com Assad; EUA analisam opções sobre Síria

Trump diz que “algo deve acontecer” com Assad; EUA analisam opções sobre Síria

quinta-feira, 6 de abril de 2017 18:17 BRT
 


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Por Steve Holland e Phil Stewart A BORDO DO AIR FORCE ONE/WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que “algo deve acontecer” com o presidente sírio Bashar al-Assad após um ataque com gás venenoso na Síria, num momento em que o Pentágono e a Casa Branca realizaram discussões detalhadas sobre opções militares. Embora Trump não tenha chegado a pedir para Assad deixar o cargo, os comentários foram as suas maiores sugestões até o momento de que os Estados Unidos podem estar seguindo em direção a uma posição mais firme contra Assad, cujo país tem sido devastado por seis anos de guerra civil. “Penso que o que Assad fez é terrível”, disse Trump a repórteres que viajavam com ele a bordo do Air Force One, o avião presidencial norte-americano, para a Flórida. “Penso que o que aconteceu na Síria é uma desgraça à humanidade e ele está lá, e eu acho que ele está comandando as coisas, então algo deve acontecer”, disse Trump. O ataque com gás venenoso na terça-feira na cidade síria de Khan Sheikhoun, tomada por rebeldes, matou ao menos 70 pessoas, muitas delas crianças, e apresentou a Trump sua maior crise na política externa desde que assumiu, em janeiro. Washington culpou o governo sírio, aliado de Irã e Rússia, pelo ataque. Trump tinha, até agora, centrado sua política sobre Síria quase que exclusivamente em derrotar os militantes do Estado Islâmico no norte da Síria, onde as forças especiais dos EUA estão trabalhando com grupos armados árabes e curdos. Mas uma autoridade norte-americana disse que opções estavam sendo discutidas pelo Pentágono e a Casa Branca que podem incluir proibição de aeronaves usadas pelas forças de Assad, acrescentou a autoridade, falando em condição de anonimato. Tais opções também podem incluir uso de mísseis de cruzeiro, permitindo que os EUA atinjam alvos sem colocar aeronaves tripuladas nos céus acima da Síria. Atacar Assad colocaria os EUA em desacordo com a Rússia, aliada incondicional do governo sírio e que interveio a favor do presidente em setembro de 2015, levando o rumo do conflito a favor do governo sírio. A autoridade norte-americana não comentou sobre o quão possível seria uma ação militar e não sugeriu quais, caso existam, opções podem ser recomendadas pelo Pentágono. A autoridade acrescentou que o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, e o assessor de segurança nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, já estão em conversas sobre a questão. Mattis irá possivelmente discutir as opções quando se encontrar com Trump em seu retiro em Mar-a-Lago, na Flórida, segundo a autoridade. (Com reportagem de Roberta Rampton, em Washington)