terça-feira, 18 de abril de 2017

Cobre opera em baixa, acompanhando queda nos preços do minério de ferro

Cobre opera em baixa, acompanhando queda nos preços do minério de ferro


Os preços do cobre caíram nesta terça-feira, com a queda nos preços do minério de ferro superando os dados positivos da China e levando os preços do cobre para baixo. Por volta das 7h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,40%, a US$ 5.658,00 por tonelada. Já na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio tinha queda de 1,54%, a US$ 2,5560 por libra-peso, às 8h03 (de Brasília).
Os ganhos do cobre foram apagados durante a abertura dos negócios em Londres, refletindo uma baixa nos preços do minério de ferro, que caíram 6,5% desde que a Bolsa de Metais de Londres fechou antes do feriado prolongado de Páscoa, de acordo com Matt France, da Marex Spectron.
Nos últimos dias, os preços de futuros de aço e de minério de ferro caíram, pressionados por uma combinação da forte produção e da demanda em queda por parte da China. Os preços do minério de ferro perderam mais de um terço de seu valor em relação à alta de quatro anos de março, com o aço recuando mais de 20%.
Segundo o Commerzbank, as perdas para o cobre vieram apesar de dados positivos da economia chinesa. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 6,9% no primeiro trimestre de 2017 em relação a igual período do ano passado, segundo números oficiais. O dado superou a expectativa de alta de 6,8% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. A China é o maior consumidor de cobre do mundo e, por isso, os indicadores econômicos do país tendem a influenciar a cotação do metal.
Segundo France, da Marex Spectron, se os dados do PIB chinês tiveram pouco impacto duradouro sobre os preços do cobre, os terremotos no Chile durante o fim de semana proporcionaram um impulso similarmente curto para o metal. Entre outros metais básicos negociados na LME, os resultados eram mistos. Por volta das 7h15, o alumínio subia 0,70%, a US$ 1.932,00 por tonelada; o estanho avançava 0,87%, para US$ 19.800,00 por tonelada. Já o zinco caía 1,11%, para US$ 2.593,00 por tonelada; o chumbo recuava 1,45%, a US$ 2,207,50 por tonelada; e o níquel baixava 1,13%, para US$ 9.595,00 por tonelada.
Fonte: Dow Jones Newswires

Conhece a Fundação Renova?

Conhece a Fundação Renova?


A Fundação Renova tem a missão de implementar e gerir os programas de reparação, restauração e reconstrução das regiões impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão, localizada no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais. Os programas, previstos no Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC), estão reunidos em duas principais frentes: socioambiental e socioeconômica.
Nosso papel é restaurar e restabelecer as comunidades e os recursos impactados pelo rompimento e também substituir ou compensar o que não é passível de remediação, sempre de forma eficiente, idônea, transparente e ética.
Baseados em estudos científicos, os programas contam, desde o seu desenvolvimento, com a participação das comunidades e são objeto constante de monitoramentos, auditorias e ampla divulgação, garantindo que a sociedade civil acompanhe as medidas tomadas e os resultados gerados.
O Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) foi assinado pela Samarco, com o apoio de suas acionistas, Vale e BHP Billiton, com o Governo Federal, os Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Agência Nacional de Águas (ANA), o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), a Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF) e a Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH).
Fonte: Fundação Renova

   

Ouro fecha em alta, beneficiado pelo dólar mais fraco e por cautela geopolítica


O ouro atingiu nova máxima em cinco meses nesta segunda-feira, 17, beneficiado pelo dólar mais fraco e pela continuidade de preocupações geopolíticas. O ouro para entrega em junho fechou em alta de US$ 3,40 (0,26%), a US$ 1.291,90 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
Os preços subiram em nove das últimas 11 sessões. Nesta segunda-feira, preocupações com o risco de conflitos globais aumentaram a demanda por ativos mais seguros. Além disso, houve a influência do câmbio. Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista que o dólar está muito forte, o que provocou um enfraquecimento da moeda nas últimas sessões.
O dólar mais fraco deixa as commodities denominadas nessa moeda mais baratas para os detentores de outras divisas. Os ganhos do ouro, porém, podem desacelerar conforme os investidores esperam por mais notícias, disse George Gero, diretor-gerente da RBC Wealth Management. Gero disse prever certo movimento de realização de lucros no ouro mais adiante.
Fonte: Dow Jones Newswires
 

Belo Monte precisará parar se decisão contra usina não for derrubada, diz Aneel

Belo Monte precisará parar se decisão contra usina não for derrubada, diz Aneel

terça-feira, 18 de abril de 2017 18:29 BRT
 


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Por Luciano Costa SÃO PAULO (Reuters) - A hidrelétrica de Belo Monte precisará suspender a operação comercial de todas suas unidades geradoras atualmente em funcionamento e ainda ficará impedida de ligar novas máquinas, caso não seja derrubada uma decisão da Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que suspendeu no início de abril a licença ambiental de operação da usina. A avaliação é da área de fiscalização de serviços de geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que foi consultada pela Advocacia-Geral da União sobre os impactos da decisão do TRF-1. A informação consta de memorando da Aneel visto pela Reuters. "As unidades geradoras em operação comercial terão sua operação suspensa e aquelas com previsão de entrada em operação comercial, mesmo que concluam suas obras de implantação e seus testes de sincronismo, estarão impedidas de entrar em operação comercial em caso de suspensão da licença ambiental de operação da usina", diz o documento, com data de 13 de abril. No memorando, a Aneel afirma que Belo Monte tem atualmente dez máquinas em operação, o que representa 2,7 gigawatts em capacidade instalada, com projeção de que mais 1,8 gigawatt em turbinas adicionais sejam acionadas até o final do ano. Orçada em mais de 30 bilhões de reais, Belo Monte terá 11,2 gigawatts quando estiver concluída, o que está previsto para 2019. A usina no rio Xingu, no Pará, tem como principais sócios a Eletrobras e as elétricas Cemig, Light e Neoenergia, além da Vale e de fundos de pensão. Procurado, o Ibama, que emitiu a licença de operação para a usina, disse que ainda não foi notificado sobre a decisão do TRF-1. A Norte Energia, que reúne os sócios de Belo Monte, não respondeu a um pedido de comentário. O especialista em energia do escritório de advocacia Souza Cescon, Roberto Lima, disse que o Ibama e a Norte Energia precisarão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) caso queiram reverter a decisão do TRF-1. "O curso do processo é longo, para obter uma decisão final, mas pode ser que eles consigam, atuando de forma diligente no STJ, ter uma medida de urgência, uma liminar... isso eles podem talvez conseguir num prazo curto", explicou. O analista de mercado da Safira Energia, Lucas Rodrigues, estima que uma paralisação de Belo Monte nas condições atuais poderia obrigar a Norte Energia a gastar cerca de 300 milhões de reais por mês com a compra de energia no mercado de curto prazo para compensar o que a usina não poderá produzir. "É um impacto considerável para a Norte Energia, um efeito financeiro relevante... Belo Monte tem um compromisso gigantesco de venda de energia no mercado regulado (para as distribuidoras de energia)", disse Rodrigues.

Trump determina revisão de programa de vistos para incentivar contratação de norte-americanos

Trump determina revisão de programa de vistos para incentivar contratação de norte-americanos

terça-feira, 18 de abril de 2017 20:08 BRT
 


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Trump fala em evento na sede da Snap-On Inc, em Kenosha
 18/4/2017  REUTERS/Kevin Lamarque
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Por Steve Holland KENOSHA, Estados Unidos (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta terça-feira que agências federais busquem endurecer um programa de vistos temporários usado para levar funcionários estrangeiros qualificados aos EUA, à medida que tenta cumprir suas promessas de campanha de colocar a “América primeiro”. Trump assinou um decreto presidencial aplicando e revisando o visto H-1B, popular na indústria da tecnologia, em uma visita à sede da Snap-On Inc, que produz ferramentas em Kenosha, Wisconsin. O documento, conhecido na Casa Branca como “Compre Americano e Contrate Americano”, Trump também busca mudanças na procuração do governo, que iria impulsionar compra de produtos norte-americanos em contratos federais, sendo um dos objetivos ajudar siderúrgicas norte-americanas. O ato mostra Trump novamente usando seu poder de emitir decretos presidenciais para tentar cumprir promessas feitas no ano passado durante campanha eleitoral, neste caso de reformar as políticas imigratórias dos EUA e encorajar a compra de produtos norte-americanos. Autoridades deram poucos detalhes sobre a implementação do decreto, mas assessores de Trump expressaram preocupação de que a maioria dos vistos H-1B são dados a empregos de baixos salários em empresas de terceirização, muitas sediadas na Índia, o que dizem tirar empregos de norte-americanos. Eles buscam uma maneira com maior base no mérito para dar os vistos a funcionários altamente capacitados. “No momento, abuso amplo em nosso sistema de imigração está permitindo que trabalhadores norte-americanos de todos as áreas sejam substituídos por trabalhadores trazidos de outros países”, disse Trump. À medida que se aproxima do marco de 100 dias na Presidência, Trump ainda não tem grandes conquistas legislativas. Com suas tentativas de alterar leis de saúde e impostos sem frutos até o momento em um Congresso controlado por seus colegas republicanos, Trump tem se apoiado intensamente em decretos presidenciais para buscar mudanças na economia dos EUA. Vistos H-1B são destinados a cidadãos estrangeiros em cargos que geralmente necessitam educação superior, incluindo ciência, engenharia ou programação de computadores. O governo usa uma loteria para destinar 65 mil vistos todos os anos e distribui aleatoriamente outros 20 mil para funcionários estudantes de graduação. Críticos dizem que a loteria beneficia empresas de terceirização que enchem o sistema com pedidos para vistos de funcionários de baixo salário de tecnologia da informação. “No momento, vistos H-1B são dados em loteria totalmente aleatória e isto é errado. Como alternativa, eles devem ser dados aos mais qualificados e candidatos mais bem pagos e eles nunca, nunca devem ser usados para substituir norte-americanos”, disse Trump. (Reportagem adicional de Mica Rosenberg e Julia Ainsley, em Washington; David Ingram e Stephen Nellis, em San Francisco; Sankalp Phartiyal, em Mumbai, e Manoj Kuma, em Nova Délhi)