terça-feira, 18 de abril de 2017

Trump determina revisão de programa de vistos para incentivar contratação de norte-americanos

Trump determina revisão de programa de vistos para incentivar contratação de norte-americanos

terça-feira, 18 de abril de 2017 20:08 BRT
 


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Trump fala em evento na sede da Snap-On Inc, em Kenosha
 18/4/2017  REUTERS/Kevin Lamarque
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Por Steve Holland KENOSHA, Estados Unidos (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta terça-feira que agências federais busquem endurecer um programa de vistos temporários usado para levar funcionários estrangeiros qualificados aos EUA, à medida que tenta cumprir suas promessas de campanha de colocar a “América primeiro”. Trump assinou um decreto presidencial aplicando e revisando o visto H-1B, popular na indústria da tecnologia, em uma visita à sede da Snap-On Inc, que produz ferramentas em Kenosha, Wisconsin. O documento, conhecido na Casa Branca como “Compre Americano e Contrate Americano”, Trump também busca mudanças na procuração do governo, que iria impulsionar compra de produtos norte-americanos em contratos federais, sendo um dos objetivos ajudar siderúrgicas norte-americanas. O ato mostra Trump novamente usando seu poder de emitir decretos presidenciais para tentar cumprir promessas feitas no ano passado durante campanha eleitoral, neste caso de reformar as políticas imigratórias dos EUA e encorajar a compra de produtos norte-americanos. Autoridades deram poucos detalhes sobre a implementação do decreto, mas assessores de Trump expressaram preocupação de que a maioria dos vistos H-1B são dados a empregos de baixos salários em empresas de terceirização, muitas sediadas na Índia, o que dizem tirar empregos de norte-americanos. Eles buscam uma maneira com maior base no mérito para dar os vistos a funcionários altamente capacitados. “No momento, abuso amplo em nosso sistema de imigração está permitindo que trabalhadores norte-americanos de todos as áreas sejam substituídos por trabalhadores trazidos de outros países”, disse Trump. À medida que se aproxima do marco de 100 dias na Presidência, Trump ainda não tem grandes conquistas legislativas. Com suas tentativas de alterar leis de saúde e impostos sem frutos até o momento em um Congresso controlado por seus colegas republicanos, Trump tem se apoiado intensamente em decretos presidenciais para buscar mudanças na economia dos EUA. Vistos H-1B são destinados a cidadãos estrangeiros em cargos que geralmente necessitam educação superior, incluindo ciência, engenharia ou programação de computadores. O governo usa uma loteria para destinar 65 mil vistos todos os anos e distribui aleatoriamente outros 20 mil para funcionários estudantes de graduação. Críticos dizem que a loteria beneficia empresas de terceirização que enchem o sistema com pedidos para vistos de funcionários de baixo salário de tecnologia da informação. “No momento, vistos H-1B são dados em loteria totalmente aleatória e isto é errado. Como alternativa, eles devem ser dados aos mais qualificados e candidatos mais bem pagos e eles nunca, nunca devem ser usados para substituir norte-americanos”, disse Trump. (Reportagem adicional de Mica Rosenberg e Julia Ainsley, em Washington; David Ingram e Stephen Nellis, em San Francisco; Sankalp Phartiyal, em Mumbai, e Manoj Kuma, em Nova Délhi)
 

Policiais protestam contra reforma da Previdência e tentam invadir Congresso

Policiais protestam contra reforma da Previdência e tentam invadir Congresso

terça-feira, 18 de abril de 2017 18:50 BRT
 


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Por Maria Carolina Marcello BRASÍLIA (Reuters) - Policiais que protestavam contra a reforma da Previdência tentaram invadir o Congresso pela entrada principal, nesta terça-feira, causando um quebra-quebra e adicionando mais tensão ao já polêmico tema. Integrantes do governo apressaram-se em criticar o ocorrido. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que não se pode “intimidar” diante de situações como a desta tarde. “É uma atitude que não é correta, uma atitude que não colabora, que tenta criar um ambiente de medo na Câmara dos Deputados”, disse Maia a jornalistas. "Vamos continuar o diálogo com os que querem o diálogo”, afirmou. “A gente não pode se intimidar e as pessoas não precisam pressionar dessa forma a Câmara para ter o diálogo.” Os policiais protestaram ao longo do dia contra a reforma da Previdência, portando bandeiras com a sigla da UPB (União dos Policiais do Brasil), e vestindo camisetas contra a reforma da Previdência, dispuseram cruzes brancas no gramado em frente ao congresso. Pouco antes das 16h, cerca de 500 manifestantes, segundo a assessoria de imprensa da Câmara, passaram a se dirigir para a entrada principal do Congresso, enquanto a segurança do Legislativo se posicionava com capacetes e escudos na parte de dentro do prédio, com as portas fechadas. Os dois lados ficaram por alguns momentos frente a frente, até que uma das vidraças da porta foi quebrada. Logo depois, outras vidraças foram quebradas e puderam ser ouvidos ao menos três estouros de bombas de efeito moral. O clima ficou tenso, e entre pessoas correndo, tossindo e lacrimejando, policiais legislativos orientavam funcionários da Casa a deixar o prédio principal da Câmara em direção aos anexos. O líder do governo no Congresso, deputado Andre Moura (PSC-CE), afirmou que não é possível chegar a uma solução com “baderna” e que o governo se esforçou para atender as demandas da base. Mais cedo, em apresentação a parlamentares aliados, o relator da proposta, deputado Arthur Oliveria Maia (PPS-BA), havia definido para os policiais a idade mínima de 60 anos. À tarde, no entanto, após se reunir com representantes e deputados ligados à categoria, afirmou que a ideia é alterar a idade mínima de policiais para 55 anos, temporariamente, para depois ser vinculada à dos militares. O governo ficou de enviar uma proposta para definir as regras de aposentadoria para os militares, políciais e bombeiros militares. Oliveria Maia disse que o texto com a mudança na idade mínima ainda não está fechado. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, ninguém ficou ferido durante o tumulto desta tarde. Um dos manifestantes foi detido e posteriormente liberado, após assinar termo de compromisso de comparecimento à Justiça.

Asteroide de pelo menos 600 metros de largura passará perto da Terra na 4a, diz Nasa

Asteroide de pelo menos 600 metros de largura passará perto da Terra na 4a, diz Nasa

terça-feira, 18 de abril de 2017 20:32 BRT
 


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Por Tom James (Reuters) - Um asteroide de pelo menos 600 metros de largura passará perto da Terra na quarta-feira, se aproximando a uma distância de pouco mais de 1,8 milhão de quilômetros, mas sem chance de impacto, afirmam cientistas da agência espacial dos Estados Unidos, Nasa. Asteroides menores frequentemente se aproximam da Terra, mas o 2014 J025, descoberto em maio de 2014, será o maior deles a passar perto do planeta desde 2004, se aproximando a apenas 4,6 vezes a distância que separa a Terra da Lua. "Sabemos a hora em que o objeto estará mais perto em uma escala de segundos e a distância é conhecida numa margem de centenas de quilômetros", disse nesta terça-feira por telefone Davide Farnocchia, matemático do programa Near-Earth Object (Objeto Perto da Terra) da Nasa. Ter diversos anos de dados sobre a trajetória do asteroide dá aos cientistas a habilidade de prever seu caminho com muita confiança, acrescentou. O asteroide, que tem entre 600 metros e 1,4 quilômetro de largura e é duas vezes mais reflexivo do que a Lua, não poderá ser visto a olho nu, mas observadores podem conseguir visualizá-lo com ajuda de telescópios caseiros por uma ou duas noites a partir da quarta-feira. O J025 será o asteroide conhecido a passar mais perto da Terra nos próximos 500 anos pelo menos.
 

Mineradoras de olho nas Unidades de Conservação no Sul do Amazonas                          

Mineradoras de olho nas Unidades de Conservação no Sul do Amazonas                          
Mapa: DNPM.
Mapa: DNPM.
Manaus, AM -- O Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM) confirmou a existência de mais de 200 pedidos de pesquisas para a exploração de minério nas área que parlamentares do Amazonas querem excluir de Unidades de Conservação no Sul do estado. A informação foi passada ao Ministério Público Federal, que investiga possíveis impactos sociais e ambientais da mineração em áreas de preservação no Amazonas.
De acordo com o DNPM, estes pedidos foram feitos antes das Unidades de Conservação serem incluídas no mapa oficial do departamento para análise e estudo de prioridade com base em coordenadas geográficas, o que só ocorreu em 2017. Neste sistema, segundo informações dadas pelo DNPM ao Ministério Público, estão informações sobre áreas requeridas, faixa de fronteira, Unidades de Conservação e Terras Indígenas.
Em fevereiro, um cruzamento de dados realizado pelo WWF já demonstrava autorizações de pesquisa e pedidos de lavra que coincidiam justamente com as áreas que parlamentares queriam excluir das Unidades de Conservação criadas no ano passado no Amazonas. Para o WWF, a extração de ouro, diamante, nióbio e outros minerais poderiam estar relacionadas ao projeto de lei apresentado pelos parlamentares do Amazonas.
Com base em uma nota técnica do Instituto Socioambiental, que apontou interesses de mineradores, latifundiários, políticos -- entre eles, o senador Ivo Cassol (PP-RO) -- e empresas de energia na redução ou extinção de áreas protegidas no Sul do Amazonas, o MPF instaurou um inquérito civil público, no dia 21 de março. A investigação tem prazo de um ano para ser concluída.
A proposta dos parlamentares amazonenses eliminaria a Área de Proteção Ambiental de Campos de Manicoré e reduziria o Parque Nacional de Acari, a Reserva Biológica de Manicoré e as Florestas Nacionais de Urupadi e Aripuanã. São três unidades de uso sustentável e duas de proteção integral, criadas em maio de 2016, pouco antes da ex-presidente Dilma Rousseff sofrer o impeachment. Inicialmente previstas para ocupar 4 milhões de hectares, foram revistas e reduzidas para 2,7 milhões de hectares. Para o MPF, não existem irregularidades ou ilegalidades no processo de criação das Unidades de Conservação que justifiquem a anulação ou revisão dos procedimentos que indicaram a área a ser protegida. De acordo com o MPF, foram realizados estudos técnicos que classificaram a área como de importância biológica “muito alta” ou “extremamente alta”. Além disso, foram realizadas reuniões e consultas públicas antes da criação.
O MPF também requisitou informações ao Ministério do Meio Ambiente e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os procuradores querem saber o posicionamento técnico dos órgãos ambientais, caso tenho recebido algum projeto de lei ou proposta para reduzir as áreas de proteção.

Ministério Público confirma danos em barragens no Garimpo do Juma                 

Ministério Público confirma danos em barragens no Garimpo do Juma                 
Garimpo Juma. Foto: Victor Almeida/MPF.
Garimpo Juma. Foto: Victor Almeida/MPF.
Manaus – O Ministério Público Federal confirmou que pelo menos três barragens construídas no garimpo Juma, a cerca de 400 quilômetros de Manaus, estão rompidas, provocando assoreamento de rios na região. O procurador da República, Leonardo Galiano, responsável pelo Meio Ambiente na Procuradoria da República no Amazonas, viajou esta semana ao garimpo, com uma comitiva formada por representantes de órgãos federais e estaduais, para verificar o dano deixado pela extração de ouro na área.
O procurador esteve em uma das grotas, área de garimpo cortada por um igarapé que deságua no Rio Juma, onde encontrou um cenário devastado, com floresta derrubada e rios afetados. “O igarapé no começo, perto da serra, é cristalino e quando você vai caminhando em direção ao Rio Juma ele vai ficando barroso e escuro, mais sedimentado”, descreve Leonardo Galiano. Os danos se estendem até o Rio Juma. O procurador esteve também na cidade de Apuí, em busca de documentos que possam ajudar na investigação sobre o garimpo.
Galiano entrevistou garimpeiros, que disseram não mais explorar ouro na região. Havia, porém, máquinas em uma das barragens, que estavam desligadas durante a presença da comitiva. Ele chama a atenção também para o desmatamento deixado na região e ausência de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), que segundo ele era uma das condicionantes para liberação dada à exploração do ouro.
Em março, o MPF conseguiu na Justiça o bloqueio de bens no valor de R$ 110 milhões da Cooperativa Extrativista Mineral Familiar do Garimpo do Rio Juma (Cooperjuma), responsável pelo garimpo, e de R$ 55 milhões da empresa Embloco Indústria e Comércio de Exploração e Beneficiamento de Minerais Ltda., que comprou o direito de explorar minérios na área. Para a Justiça Federal, o poder público tratou o Garimpo do Juma com “displicência”. O descaso, segundo a decisão publicada em março, levou ao total descontrole da exploração mineral na região.
Vista aérea do garimpo. Foto: Victor Almeida/MPF.
Vista aérea do garimpo. Foto: Victor Almeida/MPF.
A Sétima Vara Federal no Amazonas determinou ainda que ambos devem apresentar um plano emergencial de manutenção e para recuperar as barragens deixadas no local, num prazo de 90 dias. A decisão impede também que tanto órgãos estaduais quanto federais concedam qualquer autorização para a exploração mineral na área e os obriga fiscalizar a região e elaborar relatórios de monitoramento trimestrais.
Na ação, que ainda não teve o mérito julgado, o Ministério Público quer obrigar o Estado do Amazonas a reconhecer publicamente a violação dos Direitos Humanos ocorrida no garimpo. A omissão do estado em fiscalizar irregularidades e as condições desumanas causaram graves danos à saúde e dignidade de garimpeiros e outras pessoas afetadas pela atividade.
O auge da exploração de ouro em Eldorado do Juma ocorreu entre 2007 e 2012. Segundo informações do Ministério Público Federal, cerca de 10 toneladas de ouro foram extraídas da área, o equivalente a R$ 1,1 bilhão, fazendo dele o segundo maior garimpo em área aberta do país, atrás apenas de Serra Pelada. Ainda hoje existem garimpeiros na área, que sofre com o desmatamento e a degradação deixada pela atividade. A maior parte do garimpo de Eldorado do Juma coincide com a Floresta Nacional Aripuanã, uma das Unidades de Conservação criadas por Dilma Rousseff no ano passado e que sofrem pressão de parlamentares do Amazonas para serem reduzidas.