quarta-feira, 26 de abril de 2017

Negócios: Mineração indica início de retomada

Negócios: Mineração indica início de retomada


A mineração, um dos setores de maior potencial da economia baiana, dá sinais de retomada. Os obstáculos ainda são grandes, especialmente para os projetos de produção de minério de ferro, por causa das incertezas no mercado externo e das deficiências logísticas. Ainda assim, as perspectivas são positivas por causa da queda dos estoques internacionais e da recuperação dos preços das commodities.
Mas se com o ferro as notícias se resumem a perspectivas, o que se verifica em outros segmentos são informações de crescimento na produção. A Mirabela Mineração, que havia encerrado as atividades no ano passado, comunicou à Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico (SDE) que vai retomar as atividades. Ela produz níquel. Outra empresa que enfrentava dificuldades e encontrou o caminho da recuperação é a Caraíba Metais. Recentemente adquirida por um grupo canadense, a empresa procurou o governo não só para informar o retorno às atividades na mina de Jaguarari, mas também para anunciar que vai abrir uma nova, cujo potencial, segundo afirma  o superintendente da SDE Reinaldo Sampaio, é maior que o da atual.
Os valores desse investimento, disse Sampaio, não foram informados. As páginas de boas notícias se completam, ainda, com o aumento nas exportações de diamante – produzidos pela Lipari no município de Nordestina -, da reabertura da produção de ouro – pela Yamana Gold em Santa Luz – e de urânio em Caetité, e o recorde de produção da mina de vanádio em Maracás.
Líder do ranking
Em 2016, a Bahia também liderou o ranking nacional em número de requerimentos para pesquisa de bens minerais, com 2.761 processos protocolizados, ficando à frente de Minas Gerais (2.245) e Goiás (1.172). O destaque é o aumento no número de pedidos de pesquisas para o zinco, mineral que teve seu preço acrescido em 66% no ano passado e que está com a demanda aquecida. Para não desperdiçar oportunidades e transformar o potencial em realidade, o governo estadual começou, neste mês, rodadas de conversas com o setor privado para identificar melhorias necessárias ao ambiente de negócios para o setor. A ideia, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner, é a de construir uma política estadual para o setor. “A mineração exerce importante papel no desenvolvimento econômico e social, já que o subsolo do semiárido, região mais carente do estado, tem se evidenciado como uma região geológica de grande valor”, disse.
R$ 20 bilhões à espera de um trem
As notícias são positivas, especialmente por terem vindo em meio à maior crise econômica e política do país. Mas ainda estão muito aquém do potencial do estado. Ainda em 2012, o governo anunciou que os investimentos previstos para a mineração baiana eram de R$ 20 bilhões até, vejam só, 2015. O anúncio não se tornou realidade e os recursos ainda estão represados. A maioria deles diz respeito à produção de ferro, extração que traz grande impacto no PIB. É certo que as crises – a brasileira e a internacional – afetaram os planos das empresas, mas no caso do ferro, logística é fundamental, pois responde a dois terços do preço da commodity. Segundo os planos originais, o complexo logístico que integraria a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) ao Porto Sul em Ilhéus, para escoar o ferro extraído em Caetité, deveria estar em operação desde julho de 2013. Quase quatro anos depois, tal complexo, e as empresas que dele dependem para produzir, ainda não funciona e, sob muitas dúvidas de que um dia será mesmo viabilizado, move-se a passos de formiga.
Fique por dentro
Sebrae: O Conselho do Sebrae confirmou ontem o nome de José Cabral Ferreira para a diretoria do órgão. Ferreira tem uma longa experiência e seu currículo registra passagens como secretário municipal de Salvador (Secretaria de Administração) na gestão Antonio Imbassahy, e pela Diretoria Financeira da Câmara de Vereadores.
Fonte: Correio24horas

Minério de ferro irá ficar mais forte que o esperado no 2º semestre, avalia Citi

Minério de ferro irá ficar mais forte que o esperado no 2º semestre, avalia Citi


Os preços do minério de ferro podem surpreender o mercado no segundo semestre, quando parte dos investidores acredita em uma forte desaceleração do valor da commodity, avalia o Citi em um relatório assinado pelo analista Alexander Hacking. O banco reitera a recomendação de compra das ações da Vale (SA:VALE5) após o relatório de produção divulgado na semana passada e diz esperar que o preço do minério de ferro permaneça mais forte que o esperado no segundo semestre de 2017. O preço-alvo de R$ 44,80 às ações foi mantido, o que sugere um potencial de valorização de 64%.
“O preço atual das ações incorpora um minério de ferro a aproximadamente US$ 50 a tonelada versus o preço no mercado a vista de US$ 60 a tonelada”, calcula Hacking. Segundo ele, os investidores talvez estejam subestimando o potencial de crescimento da Vale em relação às empresas pares que já completaram suas expansões.
A produção de minério de ferro da Vale no primeiro trimestre chegou a 86,2 milhões de toneladas, aumento de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, esse volume representa um recorde de produção para um primeiro trimestre. Em relação ao último trimestre de 2016 a produção caiu 6,7%, queda explicada especialmente pela sazonalidade climática.
Fonte: Money Times

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Produção mineral movimenta R$ 2,2 bi

Produção mineral movimenta R$ 2,2 bi


A produção mineral baiana comercializada movimentou  no ano passado R$ 2,2 bilhões, numa queda de 12,6% em relação a 2015 (R$ 2,5 bilhões). Os principais responsáveis por esta retração foram a suspensão das atividades do grupo Mirabela, no município de Itagibá, motivada pela baixa cotação do níquel no mercado internacional, e a inundação  da mina de cobre da Caraíba Mineração em Jaguarari, o que obrigou a companhia a paralisar a produção. Também tiveram comercialização menor os agregados para a construção civil, cromo e bentonita.
No sentido contrário, a receita com o ouro somou quase R$ 790 milhões (alta  de 35%) e a de rochas ornamentais outros R$ 181 milhões (+54,16%). Os dados constam do Informativo Anual da Mineração Baiana de 2016, que acaba de ser lançado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). O documento revela que, ao longo de 2016, foram comercializados pelo estado 46 bens minerais, extraídos em 168 municípios por 378 produtores. A maior mineradora  é a Jacobina Mineração, com 23% de participação, seguida pela Fazenda Brasileiro (14%), Ferbasa (8%) e a Magnesita (6%).
De acordo com o relatório, a arrecadação da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral) caiu  17% no ano passado, totalizando R$ 32,9 milhões, e colocando a Bahia em sexto lugar neste ranking, atrás dos estados de Minas Gerais, Pará, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul. “Cinco municípios destacaram-se como os maiores geradores de CFEM: Jacobina, Brumado, Andorinha, Barrocas e Itagibá”, diz o informativo.
Documento vê cenário positivo para 2017
A balança comercial do setor mineral baiano registrou um déficit de US$ 178 milhões em 2016. As exportações somaram US$ 547 milhões e as importações outros US$ 725 milhões. Os principais produtos vendidos para o exterior no ano passado foram o ouro (47% do total), outros metais preciosos (19%) e magnesita (11%). Na outra ponta, o cobre dominou as compras, com  quase 95%  dos negócios.
O documento da SDE traz em seu final uma perspectiva otimista para o setor mineral baiano em 2017, com a possível retomada da produção da mina de níquel da Mirabela, o aumento do consumo de vanádio   e o início da produção de ouro no município de Santa Luz. “Para o segmento de gemas, as perspectivas apontam para que em 2017 a Bahia assuma a liderança nacional na produção de diamantes, quando a Lipari Mineração estará em sua plena capacidade de produção, o que aumentará em cerca de dez vezes o valor das exportações brasileiras dessa pedra preciosa”, afirma o documento, que aponta seis substâncias com grande potencial de exploração nos próximos anos no estado: grafita, rochas fosfatadas, terras raras, água mineral, rochas ornamentais, cerâmica vermelha e cerâmica branca.
Esta etapa de tanta exposição negativa para a Odebrecht é dolorosa, mas necessária. O diretor-presidente da Odebrecht, Newton de Souza, encaminhou há poucos dias um comunicado aos colaboradores do grupo onde pede desculpas pelos “constrangimentos” que as delações dos 77 executivos e ex-executivos da companhia à força-tarefa da Operação Lava Jato estão causando.
Ele disse que os depoimentos exibem não apenas as entranhas da empresa, mas expõem ainda um retrato inédito da atuação de governantes e políticos do país. Afirmou que a delação foi uma opção “consciente”, objetivando, dentre outras coisas, reconhecer erros, pedir desculpas, pagar pelos crimes cometidos, reconstruir a empresa em padrões de ética, integridade e transparência e contribuir para a construção de um Brasil melhor, em que as relações entre empresas privadas e o setor público ocorram sem corrupção.
“Esta etapa de tanta exposição negativa para a Odebrecht é dolorosa, mas necessária. Nós precisávamos passar por isso. Seria impossível reconstruir a empresa que queremos para o futuro sem enfrentar a realidade de fatos ocorridos anteriormente e que só agora vocês e a sociedade passaram a conhecer”, disse Souza. Ele salientou também que o presente da empresa já é “diferente” e destacou um novo modelo de governança, com maior número de conselheiros independentes.
“Aprovamos uma Política de Conformidade mais abrangente e com o mesmo rigor de empresas de capital aberto. Nós todos, na Odebrecht, estamos comprometidos a combater e não tolerar a corrupção, qualquer que seja a sua forma”, garantiu o executivo.
Fonte: A Tarde

LENDAS E VERDADES.....

LENDAS E VERDADES.....


Existe muitas histórias que se houve em garimpos., que na realidade fica dificil de saber se foi verdade ou mais uma das inumeras lendas..
assim que cheguei no Rio Madeira na decáda de 80., se falava muito de um acidente que havia acontecido no garimpo dos Periquitos., na epóca ficava em Vila Nova.,hoje Nova Mamoré.,em Rondônia..diz que em uma fofoca de balsa de mergulho(varias balsas.,uma amarrada na outra).,quando varios garimpeiros estavam mergulhando e enviando material para cima.,houve um deslizamento de um barranco...e dezesseis garimpeiros.,dentre eles uma mulher.,morreram com toneladas de terra sobre seus corpos....foi rápido.,sem tempo de nada...e seus colegas que tinha ficado em cima da balsa dando apoio., só puderam cortar e liberar as mangueiras que mandavam oxigenio....os corpos ficaram lá para o todo e sempre....
Isso é plauzivel.,pois varias foram as vezes que presenciei colegas que morreram em balsas de mergulho...um descuido pode ser fatal...estando lá em baixo., fica-se succionando o material atraves de um tubo(maraca)., e com isso cava-se burracos...e quando menos se espera o que ficou acima desbarranca..ai ja era...um mergulhador trabalha em média duas horas direto embaixo da agua..o ar é mandado por um tubo.,acoplado em cima na balsa em um compreensor de oxigenio..temos varios códigos de sinais...por exemplo se precisamos de um socorro urgente(ser puxado)., é só dar um puxão forte na mangueira...se quisermos saber se ta indo material., damos dois puxões e quem esta em cima dando apoio responde...se tiver bom dois puxões., se tiver ruim um.....e ai vai..sao varios códigos passado de garimpeiro para garimpeiro....para nós mantermos lá em baixo., usa-se um cinto de chumbo preso na cintura de mais ou menos 50 kilos...só assim a pressão da agua não nos manda de novo para a superficie...quando queremos subir., amarramos o cinto na corda de apoio e o colega puxa o cinto e a gente submerge...dificil a semana no Rio Madeira dos tempos dourados do garimpo em que não morria um ou dois colegas por queda de barreiras....
Nos seus bons tempos o rio Madeira chegava a dar em média de 1 a dois kilos de ouro a cada 24 horas de trabalho....foi sem duvida a maior mina de ouro do Brasil...não tinha a midia como era o caso de Serra Pelada.,mais tinha muito minerio....
E por falar em Serra Pelada., ali tambem tem uma lenda.,que se mistura com a realidade...era apenas uma fazenda.....fazenda serra pelada.,imaginava-se que podia ter minerio.,pois toda a area era rica.,mais emfim apenas uma fazenda....conta-se uma das inumeras lendas de como surgiu o garimpo de Serra Pelada., que dois peões foram mandados cavar alguns buracos para fazer um cerca para separar os pastos....cavaram e de repende bateram em algo duro....um ainda reclamou...poxa.,mais uma pedra pra atrapalhar..mais emfim a cerca tinha que ser ali., e foram tirar a pedra..era uma pedra diferente.,amarelada....uns dos peões que ja tinha trabalhado em garimpo falou que podia ser ouro...de pronto forma mostrar pro patrão..o padrão.,liso igual a candiru.,disse que não era nada.,apenas uma pedra diferente.,apanhou-a e guardou...lógico que ele sabia que era ouro....os peõs terminaram a empreitada e forma embora...naquela epóca a cidade mais perto era Marabá., e ali gastando seus dinheiros nos bares da cidade o que achou a pedra comentou com o pessoal...e ai pronto..a fofoca estava pronta,pois Marabá era uma cidade chave para garimpeiros que extraiam minerio no Pará...e num piscar de olhos Serra Pelada foi invadida de tal forma que só restou ao dono da fazenda pedir ajuda a policia federal e vender a area para a CEF.....e por falar em Serra Pelada.,mais duas lendas ou verdades....conta-se que um garimpeiro rodad0(sem trabalho)., chegou em um dos barrancos do garimpo e pergunto pro dono se não tinha algum reco(relavagem de cascalho) para ele fazer....o dono do barranco malcriado que só.,pegou um montinho de terra e mandou na canela do sujeito e disse:lava isso ai e ve se não da mais trabalho.,bando de rodado....e la foi o indigitado lavar aquela terra...e dentro duas pepitas de ouro, que pesada passavam de meio quilo.....é a
sorte.,amiga..madrasta dos necessitados no garimpos....
outra que se conta., é de um garimpeiro., que deu uma boa bamburrada e tinha uma namorada no Rio de Janeiro....pegou mais de tres quilos de ouro em um barranco e resolveu ir visitar a amiga...chegou em Marabá., e o ultimo voô para Brasilia.,aonde podia se embacar para o RJ.,ja tinha saido...só na outra semana....não se fez de rogado...foi na agencia da empresa aerea.,pagou em ouro o aluguel de uma aeronave que veio especialmente buscar ele...foi ao Rio de Janeiro....mando a aeronave alugada esperar..namorou a vontade e no outro dia voltou para Marabá.....
diz-se que hoje esta na fila do sopão dos necessitados em Curionópolis...mais não sei se é lenda ou realidade.....

O GARIMPO DE ESMERALDAS......

O GARIMPO DE ESMERALDAS......



Em 1990.,conheci um dos mais importantes garimpos do Brasil...foi o garimpo de esmeraldas de Santa Terezinha de Goiais.,no interior do estado de Goiais...uma cidade bem interessante,hospitaleira.,aonde na epóca a economia gerava em torno de muitas minas de esmeralda que se espalhava pela cidade.
Ali se vivia 24 horas o ambiente de compra, venda e permutas em torno da pedra...tinha um lugar aonde se reunia os compradores e a conversa ali era só..pedras..quilates..mina e etc...vinha periodicamente pessoas da India(aonde se compra muita esmeralda)..,para conhecer o lugar e quem sabe,levar algo para lá não é???
Porém o dia a dia do garimpeiro de esmeralda não era facil...geralmente ele trabalhava para um patrão que era o dono das minas...andando pela cidade voce observava varios poços(iguais os usados para agua),,e ali se descia até 250 metros atraves de elevadores rusticos e lá era desenvolvido o trabalho..o ar era enviado por mangueiras que era gerado por compressor de ar...trabalhava-se a semana toda e no final de semana o patrão pagava o valor do trabalho semanal e dava um carrinho de xisto(que era o material aonde geralmente fica a esmeralda).,para que o garimpeiro lavasse para ele e se tivesse sorte encontra-se uma boa pedra....muitos ganharam boas quantias em dinheiros com as pedras encontradas nestes xistos....no sabado era normal ver varios garimpeiros nas "piscinas", aonde era lavado o xisto., lavando seu quinhão na esperança de uma boa pedra....e em roda desses garimpeiros os compradores.,avídos tambem por um bom lucro...e eram esses.,os compradores que sempre ficavam com o lucro maior.,pois sabiam da cotação da pedra e tambem ficavam sabendo se tinha "Indianos" na cidade...Indiano era certesa de um bom lucro.
Porém os garimpeiros sempre achavam alguma coisa.,pois trabalhando la embaixo.,sabiam aonde podiam se dar melhor levando para si o melhor xisto...
Porém meus dias de garimpo de esmeralda acabaram logo na minha chegada a Santa Terezinha de Goiais....estava perambulando pela cidade.,procurando uma vaga.,quando um "patrão" perguntou se eu queria trabalhar...disse que sim., e ele me falou que estava precisando de um trabalhador....fiquei alegre..feliz.,com a certesa de logo.,logo estar com o meu carrinho de xisto para lavar...fui feliz para o hotel aonde estava hospedado.,na certesa de outro dia ir trabalhar...porém quando soube o por que dessa vaga "saltei" longe e vazei!"!!!!!...o ultimo garimpeiro que trabalhou naquele poço.,acabava de ser enterrado no cemiterio local...motivo: estava trabalhando nas minas quando um barranco desbarrancou em cima dele...não deu tempo de sair...foi centenas de kilos de terra em cima dele...demoraram mais de um dia para tira-lo de lá...isso o "patrão" não me contou...acabava ali,prematuramente a minha hipotética carreira de garimpeiro de esmeralda......