terça-feira, 27 de junho de 2017

Falta de entendimento entre CSN e Deloitte deixa balanço sem data

Falta de entendimento entre CSN e Deloitte deixa balanço sem data


A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Deloitte estão debruçadas sobre os últimos balanços trimestrais da empresa, que precisaram ser revisados por conta da combinação de negócios das atividades de mineração e logística da companhia, no fim de 2015. Ao mercado, a CSN tem reiterado que a revisão ocorre por conta do tratamento fiscal da operação com a Namisa, com a criação da Congonhas Minérios.
No entanto, auditoria e empresa não chegam a um acordo e a Deloitte não quer assinar o documento. Assim, perto do fim do segundo trimestre, há duas divulgações de resultados atrasadas, uma vez que a última foi feita no intervalo de julho a setembro de 2016. No acumulado deste ano, as ações da empresa caem quase 40%. Procuradas, CSN e Deloitte não comentaram.
Fonte: Estadão

Exploração mineira nos fundos marinhos pode prejudicar irremediavelmente biodiversidade

Exploração mineira nos fundos marinhos pode prejudicar irremediavelmente biodiversidade


A exploração de minérios nos fundos oceânicos poderá provocar danos irreparáveis à biodiversidade marinha, alertaram hoje cientistas, economistas e académicos numa carta divulgada na publicação científica Nature Geoscience. Os especialistas exigem à autoridade internacional que gere os leitos marinhos (International Seabed Authority), no âmbito da lei marítima das Nações Unidas, que reconheça os riscos para as espécies e que promova a discussão pública sobre as ameaças colocadas pela extração mineira a grande profundidade.
“Há uma incerteza tremenda quanto à resposta ecológica à mineração a grande profundidade”, afirmou a bióloga marinha Cindy Van Dover, da Universidade de Duke, no estado americano da Carolina do Norte, defendendo que a indústria mineira tem que acautelar a proteção da biodiversidade dos fundos marinhos. O professor universitário Linwood Pendleton, especializado em ecossistemas marinhos, salientou que a extração de recursos fósseis incluirá sempre consequências, uma das quais será “uma inevitável perda de biodiversidade, incluindo muitas espécies que nem sequer foram descobertas”.
Os investigadores apontam os depósitos submarinos de metais e elementos raros como os mais apetecíveis para a indústria mineira, que já está a procurar fazer contratos para essas fontes de negócio.  Em 2001 havia apenas seis contratos de mineração de profundidade mas este ano esse número atingirá 27, referem, 17 deles na zona do Pacífico entre o Hawai e a América Central.
Para a indústria, há nos leitos oceânicos milhares de milhões de toneladas de manganês, cobre, níquel e cobalto, materiais usados no fabrico de motores, ligas metálicas, baterias e tintas, entre muitas outras aplicações. Os cientistas desvalorizam a proposta da indústria para compensar a perda de biodiversidade nas profundezas criando recifes artificiais nas zonas costeiras, considerando-a “tão ambígua que é cientificamente inútil”. ”Isso é como salvar macieiras para proteger laranjas”, ilustrou Van Dover, frisando que as perturbações nos ecossistemas de profundidade podem ter efeitos durante décadas ou séculos, e podem ser irreversíveis.
A escala dos projetos em apreciação – o maior dos quais abrange mais de 83.000 quilómetros quadrados e prevê extração a cinco quilómetros ou mais de profundidade – tornaria qualquer operação de reparação ambiental tão cara que é irrealista pensar que possa acontecer.
Fonte: DN


   

Bovespa opera perto da estabilidade após denúncia contra Temer; Vale sobe

Bovespa opera perto da estabilidade após denúncia contra Temer; Vale sobe

terça-feira, 27 de junho de 2017 11:54 BRT
 


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SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa operava perto da estabilidade nesta terça-feira, sem viés definido, diante das incertezas políticas após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentar denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva, mas com a pressão sendo limitada por ganhos da Vale. Às 11:52, o Ibovespa subia 0,22 por cento, a 62.327 pontos. O giro financeiro era de 2,24 bilhões de reais. Na acusação protocolada na segunda-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), Janot acusa Temer de se valer da condição de "chefe do Poder Executivo e liderança política nacional" para receber, por intermédio do ex-assessor presidencial e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), vantagem indevida de 500 mil reais ofertada por Joesley Batista, da JBS. A espera agora é pelo envio da acusação à Câmara dos Deputados, onde serão necessários votos de 342 votos favoráveis, dos 513 deputados, para que a Casa autorize o STF a processar o presidente. "Aparentemente, Temer possui votos necessários para bloquear o trâmite no Legislativo, mas certamente vai custar mais caro politicamente e pode afetar ainda mais o ajuste da economia", escreveu o economista-chefe da corretora Modalmais,Álvaroo Bandeira, em nota a clientes. DESTAQUES - VALE PNA subia 4,08 por cento e VALE ON avançava 5,06 por cento, em linha com o movimento dos contratos futuros de minério de ferro na China, que subiram 6 por cento e atingiram máximas de um mês nesta terça-feira. No radar está ainda a reunião de acionistas da empresa que acontece nesta terça-feira e tem na pauta a conversão das ações preferenciais em ordinárias e a migração para o Novo Mercado. - CSN ON ganhava 5,06 por cento, enquanto USIMINAS PNA tinha alta de 1,6 por cento e GERDAU PN subia 1,5 por cento, também acompanhando a sessão positiva para os contratos do minério de ferro e do aço na China. - PETROBRAS PN avançava 1,71 por cento, enquanto PETROBRAS ON ganhava 1,99 por cento, em sessão de ganhos para os preços do petróleo no mercado internacional. - BRADESCO PN caía 0,04 por cento, ITAÚ UNIBANCO PN tinha baixa de 0,11 por cento, BANCO DO BRASIL ON perdia 0,67 por cento e SANTANDER UNIT recuava 0,86 por cento, revertendo o desempenho amplamente positivo para o setor bancário na sessão passada. - ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES ON perdia 3,38 por cento, enquanto KROTON ON recuava 2,6 por cento, com investidores cautelosos à espera do julgamento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do processo de fusão das duas empresas, marcado para quarta-feira. - LOCALIZA ON caía 2,19 por cento, após subir nos três pregões anteriores e acumular alta de 5,2 por cento no período. No radar também estava a informação de que a superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição de controle da Car Rental Systems, do Grupo Hertz, pela Localiza. - SÃO MARTINHO ON, que não figura no Ibovespa, ganhava 0,82 por cento, após a empresa, uma das maiores do setor de açúcar e etanol do Brasil, anunciar que a moagem de cana na temporada 2017/18 aumentará em 15,7 por cento ante a temporada anterior, para 22,3 milhões de toneladas. (Por Flavia Bohone)

Dólar sobe e opera a R$3,31 com risco político após denúncia contra Temer

Dólar sobe e opera a R$3,31 com risco político após denúncia contra Temer

terça-feira, 27 de junho de 2017 11:56 BRT


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Foto ilustrativa mostra notas de dólar dos Estados Unidos ao lado de notas de real. 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
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Por Claudia Violante SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia e trabalhava no nível de 3,31 reais nesta terça-feira em reação à denúncia criminal apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, alimentando temores de que o andamento das reformas no Congresso Nacional será afetado. Às 11:54, o dólar avançava 0,45 por cento, a 3,3165 reais na venda, depois de marcar a máxima a 3,3291 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,50 por cento. "O fatiamento (da denúncia) é ruim porque pode atrasar ainda mais as votações das reformas", afirmou o analista econômico da gestora Rio Gestão, Bernard Gonin. Janot ofereceu denúncia contra Temer e o ex-assessor presidencial e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) pelo crime de corrupção passiva a partir da delação dos executivos da JBS. É a primeira vez que um presidente é denunciado criminalmente pela PGR no exercício do cargo. Além disso, o chefe do Ministério Público Federal decidiu fatiar as acusações contra o presidente, sendo essa a primeira. Temer também foi investigado por crime de obstrução de Justiça e organização criminosa. Em meio a uma esperada sucessão de denúncias, o governo pode passar mais tempo se defendendo politicamente, deixando em segundo plano os esforços para aprovar as reformas no Legislativo, sobretudo a da Previdência. "A tendência é de desvalorização do real, já que a chance de passar a reforma da Previdência é cada vez menor", afirmou Gonin. O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais --equivalente à venda futura de dólares-- para rolagem dos contratos que vencem em julho. Com isso, já rolou 6,150 bilhões de dólares do total de 6,939 bilhões de dólares que vence no mês que vem.

"Ninguém está acima da lei", diz Janot após apresentar denúncia contra Temer

"Ninguém está acima da lei", diz Janot após apresentar denúncia contra Temer

terça-feira, 27 de junho de 2017
 


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Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante coletiva de imprensa em Brasília. 24/11/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
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BRASÍLIA (Reuters) - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou na segunda-feira que ninguém está acima da lei, após apresentar denúncia contra o presidente Michel Temer pelo crime de corrupção passiva. Em mensagem aos procuradores do Ministério Público Federal, instituição que está sob seu comando, Janot disse que coube a ele apresentar a denúncia contra o presidente em razão das responsabilidades inerentes ao seu cargo, ressaltando que "as horas mais graves exigem as decisões mais difíceis". Janot ofereceu a denúncia criminal na noite de segunda-feira contra Temer e o ex-assessor presidencial e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) pelo crime de corrupção passiva a partir da delação dos executivos da JBS. É a primeira vez que um presidente é denunciado criminalmente pela PGR no exercício do cargo. "Num regime democrático, sob o pálio do Estado de Direito, ninguém está acima da lei ou fora do seu alcance, cuja transgressão requer o pleno funcionamento das instituições para buscar as devidas responsabilidades", disse Janot na mensagem aos procuradores. O procurador-geral, que deixará o cargo em setembro, ressaltou que a operação Lava Jato se tornou a maior investigação sobre corrupção no mundo, e encontrou a resistência de "poucas forças contrárias" ao papel do Ministério Público de enfrentamento à corrupção. "O Ministério Público, mesmo nos momentos mais difíceis e sob as piores ameaças, não deixa e não deixará de cumprir a sua missão constitucional", acrescentou. "Uma atmosfera ácida formou-se. Nossa jornada nunca foi fácil, mas o caminho do Ministério Público nunca o foi." Na acusação de 64 páginas protocolada no gabinete do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), Janot disse que Temer se valeu da condição de "chefe do Poder Executivo e liderança política nacional" para receber para si, por intermédio de Rocha Loures, vantagem indevida de 500 mil reais ofertada por Joesley Batista, da JBS, com pagamento operado pelo executivo Ricardo Saud, da J&F, controladora da JBS. (Reportagem de Ricardo Brito)