quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Milhares de ‘dreamers’ correm contra o tempo para renovar papéis nos EUA

Milhares de ‘dreamers’ correm contra o tempo para renovar papéis nos EUA

Milhares de ‘dreamers’ correm contra o tempo para renovar papéis nos EUA
Manifestação de imigrantes e apoiadores do programa Daca, em Washington DC, em 5 de setembro de 2017 - AFP
“Amamos os ‘dreamers'”, disse Donald Trump no mês passado. Cinco dias depois dessa frase, anunciou que esses jovens que chegaram aos Estados Unidos sem documentos quando eram crianças teriam tempo somente até quinta-feira para renovar pela última vez os seus papéis.
Cruel. Absurda. Inviável. Insensata. Assim descrevem vários jovens imigrantes e ativistas a decisão do governo, que deixa dezenas de milhares à mercê das autoridades migratórias.
María Valdez tem 30 anos e chegou aos Estados Unidos vinda do Paraguai aos seis anos. Cresceu e viveu toda a vida em Nova York, onde trabalha como professora em uma escola de cosmetologia.
As lágrimas rolam no rosto desta jovem mãe nos escritórios do Make the Road New York (MRNY), no bairro do Queens, uma organização que defende imigrantes latinos e onde chegou um dia antes da data limite com sua mãe para procurar informação.
Seu pior medo: ser deportada e separada do seu filho de três anos.
“Estudei aqui a minha vida toda, trabalho aqui, tenho a minha licença para dirigir aqui, tenho um filho aqui. Sinto que esse é o meu país”, diz em espanhol, com a voz entrecortada, à AFP. “Minha vida é aqui”.
Mas seus documentos vencem em 9 de agosto de 2018, razão pela qual não poderá renová-los agora por mais dois anos. E se o Congresso não aprovar antes dessa data uma lei que a proteja da deportação, ficará sem documentos a partir de 10 de agosto.
Mas o Congresso poderá aprovar em meses o que não foi feito em uma década? Há mais de 15 anos que um projeto de lei para oferecer a esses jovens uma solução cai no Congresso.
– Eliminação gradual –
O governo Trump anunciou há exatamente um mês que em 6 de março de 2018 começará a eliminar gradualmente o programa Daca, aprovado em 2012 pelo então presidente Barack Obama, que permite atualmente a quase 700.000 jovens “dreamers” como María Valdez viver e trabalhar legalmente nos Estados Unidos por um prazo de dois anos, renováveis.
O governo detalhou que os jovens cujo Daca expire entre 5 de setembro de 2017 e 5 de março de 2018 – um total de 154.000 pessoas – poderão renová-lo apenas uma vez por dois anos se apresentarem os documentos necessários antes desta quinta-feira, 5 de outubro.
O Serviço de Cidadania e Imigração já recebeu 106.000 pedidos de renovação de jovens deste grupo. Mas dezenas de milhares não puderam renovar a tempo por diversas razões: nem todos podem pagar os 495 dólares que custa a renovação do Daca; não sabem o que é necessário para o trâmite; ou não encontraram todos os documentos necessários em um prazo tão curto.
“Os jovens estão preocupados primeiro com os impactos imediatos: perder seus empregos, como farão para renovar seus contratos de aluguel sem os documentos, como irão manter seus filhos”, diz a advogada Yasmine Farhang, do MRNY, em seu pequeno escritório onde atende imigrantes.
“Algumas pessoas com Daca são as únicas de sua família com documentos, e sustentam os demais”, explica.
Organizações e 16 procuradores-gerais de vários estados democratas como Nova York apresentaram uma ação contra a decisão de Trump, pois asseguram que é racista contra os mexicanos e latinos, maiores beneficiários do Daca, e, portanto, é inconstitucional.
– “Um caos” –
“Ninguém estava preparado para isso. Semeou o caos pelo país. A data de 5 de outubro é arbitrária e cruel”, denunciou em uma recente videoconferência Erendira Rendon, uma jovem “dreamer” de 32 anos que chegou aos Estados Unidos saída do México aos quatro anos, e que hoje mora em Chicago e trabalha na organização comunitária The Resurrection Project.
Inúmeros doadores desembolsaram milhões de dólares para ajudar jovens de baixa renda com as tarifas de renovação. Organizações de imigrantes de todo o país se mobilizaram com oficinas, clínicas e conferências para ajudar milhares de pessoas com os trâmites.
Um juiz federal do Brooklyn a cargo de duas ações que buscam prorrogar o Daca assegurou na semana passada que a decisão do governo de não estender o prazo de 5 de outubro é “cruel”. “Francamente, isso é inaceitável para mim como ser humano nos Estados Unidos”, sustentou o juiz Nicholas Garaufis.
Fonte: AFP

Christie’s vai leiloar diamante raro de Isabel dos Santos e do seu marido

Christie’s vai leiloar diamante raro de Isabel dos Santos e do seu marido


Uma joia rara detida pela joalharia suíça de Isabel dos Santos e do marido vai ser vendido pela leiloeira Christie's. Pedra preciosa nasceu do maior diamante alguma vez descoberto em Angola.
O empresário congolês Sindika Dokolo e a sua mulher Isabel dos Santos, presidente da Sonangol e filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos
Gisela Schober
A famosa leiloeira britânica Christie’s vai vender uma joia rara de 163,4 quilates que nasceu da transformação do maior diamante alguma vez encontrado em Angola. O leilão, cujo preço base não foi revelado, está marcado para 14 de novembro na Genebra e o dono da preciosidade em leilão é nem mais nem menos do que uma joalharia suíça chamada De Grisogono, cujo capital social é detido em 75% por Isabel dos Santos e pelo marido, Sindika Dokolo.
A joia suspensa num colar de esmeraldas depois de ter sido transformada por uma equipa de 10 especialistas. (DR: Christie’s)
O diamante que deu origem à joia que estará em leilão foi encontrado em fevereiro de 2016 no campo do Lulo, no Leste de Angola. Com 404,2 quilates e sete centímetros de comprimento, foi batizado com o nome de “4 de fevereiro” e é o 27º maior em todo o mundo.
Passado um mês da descoberta, a Endiama, a empresa pública que gere os recursos diamantíferos angolanos, e a empresa australiana Lucapa (que explora o campo de Lulo) anunciaram a sua venda por cerca de 16 milhões de dólares (cerca de 13,6 milhões de euros, ao câmbio de então) mas não revelaram o nome do comprador.
Só em maio Sindika Dokolo confirmou à Lusa a compra do diamante por parte da De Grisogono. A aquisição dos direitos de polimento terá sido feita entre a De Grisogono e a empresa Nemesis International DMCC, do Dubai, após um leilão organizado pela Sotheby’s. De acordo com uma notícia da agência Bloomberg, o negócio terá sido feito por cerca de 22,5 milhões de dólares (cerca de 20 milhões de euros ao câmbio da época).
Cerca de 75% do capital social da prestigiada joalharia suíça pertence à Victoria Holding Limited desde 2012. Esta empresa, com sede no centro offshore de Malta, terá adquirido a participação por cerca 100 milhões de dólares (cerca de 85 milhões de euros). Desta operação fez parte a compra da dívida da De Grisogono, avaliada em cerca de 63 milhões de euros, que estava nas mãos de diversos bancos suíços.
A sociedade Victoria, por seu lado, nasce de uma parceria entre a Sodiam — Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola, subsidiária da Endiama, e a Melbourne Investment, BV, uma empresa holandesa que será detida pelo marido de Isabel dos Santos.
A joia detida pela joalharia suíça De Grisogono
De acordo com a Christie’s, que é citada pela revista Forbes, este é o maior diamante do género alguma vez leiloado. A sociedade britânica irá agora promover uma tournée com paragens em Hong Kong, Londres, Dubai e Nova Iorque para mostrar a obra de arte aos colecionadores interessados antes de a venda ser realizada no âmbito do leilão “Christie’s Magnificent Jewels” que decorrerá no Four Seasons Hotel des Bergues, em Genebra.

Fonte: UOL

Leste Europeu

Leste Europeu

O Leste Europeu é formado por países localizados no centro do continente europeu.
Este termo indica uma série de países que tiveram uma trajetória histórica e cultural diferente dos países da Europa Ocidental.
Também podemos designá-lo Europa Oriental ou Europa do Leste.

Leste EuropeuMapa com as diferentes regiões do continente europeu. Em laranja, o Leste Europeu.

Países do Leste Europeu

  • Albânia
  • Bielorrússia
  • Bósnia e Herzegóvina
  • Bulgária
  • República Tcheca
  • Croácia
  • Geórgia
  • Eslováquia
  • Estônia
  • Hungria
  • Kosovo (reconhecimento discutido)
  • Letônia
  • Lituânia
  • Macedônia, República da Macedônia (ou Antiga República Iugoslava da Macedônia/FYROM)
  • Moldávia
  • Montenegro
  • Polônia
  • Romênia
  • Rússia
  • Sérvia
  • Ucrânia

Cidades

Atualmente, várias cidades do Leste Europeu passam por um processo de descoberta pelos próprios vizinhos e turistas de todo mundo.
Todas elas atraem pela incrível oferta cultural e também os preços mais baratos que outras capitais como Londres ou Paris.
Desta maneira, vemos como Praga, capital da República Tcheca; Budapeste, capital da Hungria e recentemente, Zagrebe, capital da Croácia, estão cada vez mais populares entre os viajantes.

Resumo

Os países do Leste Europeu são agrupados conforme suas características culturais e históricas.
Normalmente, reúnem países que ficaram sob a influência da Igreja Ortodoxa e possuem o idioma de origem eslava.
Muitos deles como Sérvia, Montenegro, Croácia foram dominados pelo Império Turco-Otomano. Por isso encontramos um número grande de muçulmanos estabelecidos ali há vários séculos.
Por sua vez, regiões como a Hungria, República Tcheca e a Eslováquia fizeram parte do Império Austro-Húngaro. Possuem uma cultura próxima ao ocidente, apesar de não terem sido ocupados pelo Império Romano.

Primeira Guerra Mundial

Depois da Primeira Guerra Mundial, os Impérios que dominavam essa região se desfizeram.
Vários povos conseguem, neste momento, a sua independência. É criado o Reino da Iugoslávia, e os

Guerra Fria

Depois da Segunda Guerra Mundial, a região foi libertada dos nazistas pelos soviéticos. Assim, essas nações adotaram o socialismo como regime de governo.
Também assinaram o Pacto de Varsóvia em 1955 a fim de estabelecerem uma união e um sistema de defesa parecido ao da OTAN.
A única exceção foi a Iugoslávia que não se alinhou com a política soviética embora fosse socialista. países Áustria, Hungria, Tchecoslováquia, Albânia, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia.
De todas as formas, a expressão “leste europeu” foi largamente utilizada para designar os países do continente que haviam adotado o socialismo como regime de governo.

Queda do Muro de Berlim (1989)

Em 1989, com a queda do Muro de Berlim, os regimes socialistas vão caindo um após outro no Leste Europeu. Com exceção da Romênia e da Iugoslávia, a transição foi realizada de maneira pacífica.
Na Romênia, houve uma disputa entre os antigos dirigentes socialistas, o Exército e o povo. O levante popular bombardeou edifícios de Bucareste e terminou com o dirigente Nicolai Ceausescu e sua mulher Elena Ceausescu, presos e fuzilados.
A antiga Iugoslávia mergulharia num conflito sangrento onde cada uma das nações da antiga república socialista, desejavam constituir um país soberano.
A década de 90 foi especialmente dura, pois estas nações tiveram que passar de uma economia estatal para uma economia de mercado.
Atualmente, alguns dos antigos países do Leste Europeu fazem parte da União Europeia tornando o termo obsoleto.


Fonte: BBC

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Gerdau fará recompra de até US$ 500 mi de bonds emitidos no exterior

Gerdau fará recompra de até US$ 500 mi de bonds emitidos no exterior

A Gerdau (BOV:GGBR4) deu início a uma recompra de até US$ 500 mi de bônus emitidos no exterior com o objetivo de gerenciar os passivos. A recompra será dos títulos com vencimento em 2020 e juros de 7%, com vencimento em 2021 e juros de 5,750%, e com vencimento em 2024 e juros de 5,893%.
A Gerdau oferece um prêmio de recompra antecipada de US$ 30,00 nos três bonds a cada US$ 1.000 de principal dos bonds oferecidos.
Segundo o documento da Gerdau, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), “tem-se a intenção de que a recompra dos Bonds ofertados no âmbito da Oferta de Recompra seja liquidada com a compensação de recursos líquidos captados por meio de determinada colocação de novos títulos de dívida no exterior (novos bonds) a serem emitidos pela Gerdau Trade Inc”.
Fonte: Agência Estado

Petrobras dá inicio a fase não vinculante de desinvestimento em Águas Rasas

Petrobras dá inicio a fase não vinculante de desinvestimento em Águas Rasas

A Petrobras (BOV:PETR4) informou ao mercado nesta quarta-feira, 4, que deu inicio a fase não vinculante dos processos de cessão da totalidade dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção em sete conjuntos de campos em águas rasas, localizados nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo.
“Nesta etapa do projeto, para cada oportunidade de desinvestimento, são enviadas aos interessados habilitados na fase anterior informações mais detalhadas sobre os ativos em questão, por meio de acesso a data room virtual, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes”, esclareceu a petroleira.

Fonte: ADVFN